quarta-feira, 15 de agosto de 2018

TGB


Director Técnico afirma que a paralisação da estação ainda não tem solução 

Bissau, 15 ago 18 (ANG) – A paralisação das emissões da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), que ocorre desde 10 do corrente mês, ainda não têm solução a vista, disse à ANG o Director-técnico da única estação televisiva do país. 

José Gomes referiu que a avaria está por enquanto sem solução devido a insuficiência de equipamentos (emissores) de alta potência no mercado nacional.

“O emissor digital instalado dentro do edifício da Televisão Nacional, serve de elo de ligação com o analógico instalado em Nhacra. Caso o digital estiver danificado automaticamente o analógico de Nhacra não consegue funcionar”, disse.

A TGB tem estado a funcionar com os dois sistemas nos últimos tempos, no quadro da preparação da transição do sistema analógico para o digital.

José Gomes acrescentou que os técnicos da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), estão sem instrumentos e materiais suficientes para diagnosticar os problemas que afectam o funcionamento dos emissores.

Assegurou que a Direcção da TGB já está a fazer contactos para que a peça avariada seja adquirida no exterior, pelo que, de momento não pode avançar nada sobre a retoma da emissão.  

ANG/LLA/ÂC//SG

       

  

       

Política


Dirigentes do Partido Socialista mudam para Madem-G15

Bissau,15 Ago 18 (ANG) – O Presidente, Secuna Baldé e secretário-geral , Joaquim Baldé, do Partido Socialista da Guiné-Bissau, e o empresário  Rui Mandinga  anunciaram  hoje a adesão ao  recém-criado partido Madem-G15, coordenado por Braima Camará.

Em conferência de imprensa na qual se anunciou a  adesão ao Movimento Alternativo Democrático (Madem-15) o Coordenador Adjunto do partido, Umaro Sissoco Embaló afirmou que chegou a altura de todos se juntarem para dizer basta ao PAIGC.

“Não é possível continuarmos a apostar num partido que em cerca de 50 anos colocou o país em desgraça e ainda mais está a insistir para que o povo lhe-dê o benefício de dúvida nas próximas eleições”, criticou.

O Coordenador Adjunto do Madem-G15 disse que qualquer guineense que votar no PAIGC nas próximas eleições será igualmente o cúmplice no desastre em que o país se encontra.
Sissoco afirmou que, se as eleições não forem realizadas no próximo dia 18 de Novembro, logo no dia seguinte o país terá um novo governo.

“O   ex-Primeiro-primeiro de transição, Artur Sanhá havia organizado eleições no espaço de seis meses, porquê que o Aristides Gomes não pode fazer a mesma coisa em oito meses”, interroga.

Joaquim Baldé, disse na ocasião que não foi de ânimo leve que decidiram abraçar o  projecto, Madem-G15 acrescentando que o acto é de grande envergadura .
 
Disse que as razões que lhes motivaram a integrar ao Madem G15 têm a ver com a nova realidade política do país e que exige  maturidade à  todos.

Baldé considera que a  Guiné-Bissau , com 36.125 quilômetros quadrados de superfície e  uma população de cerca de dois milhões de habitantes  é demasiado pequena para ter cerca de 50 partidos políticos.

“Por isso, entendemos que devemos unir esforços para juntarmos em torno dos grandes partidos para que possamos apresentar ao povo guineense projetos credíveis de forma a que possam votar em plena liberdade com base nas suas consciências”, frisou.

Defendeu que os partidos democráticos que comungam os mesmos princípios  devem se juntar a volta do mesmo projeto.

“Se não existe nada que nos diferencia do MADEM-G15 porque é que não podemos juntar”, questionou Joaquim Baldé.  

ANG/ÂC//SG



Itália


Governo quer demissões na concessionária da ponte que desabou em Génova

Bissau,15 Ago 18 (ANG) - O Governo italiano exigiu hoje a demissão dos diretores da concessionária Autostrade per l'Italia, uma subsidiária da Atlantia, e responsável pela concessão e manutenção da ponte que desabou na terça-feira em Génova, matando, pelo menos, 38 pessoas.

Esta terça-feira, parte da ponte Morandi, que fica na autoestrada 10 (A10) em Génova, no norte da Itália, desabou e dezenas de automóveis e camiões também acabaram por cair.
A Delegação do Governo de Génova, num comunicado na internet, confirmou a morte de 37 pessoas, referiu ainda que 16 ficaram feridas, 12 destas em estado grave.

Já o ministro das Infraestruturas, Danilo Toninelli, disse numa mensagem na rede social Facebook que "os diretores da Autostrade per l'Italia devem demitir-se antes de tudo" e avançou que o Governo italiano "ativou todos os procedimentos para a possível revogação das concessões e a imposição de uma multa de até 150 milhões de euros".

"Se não são capazes de administrar as nossas autoestradas, o Estado o fará", disse Toninelli.

O ministro das Infraestruturas disse "num país civilizado não se pode morrer por uma ponte que desaba" e reiterou que os culpados "desta tragédia injustificável devem ser punidos".
"As empresas que administram as nossas estradas embolsam as portagens mais caras da Europa, pagando concessões a preços vergonhosos. Recebem milhares de milhões, pagam uns poucos milhões de impostos e nem sequer realizam a manutenção necessária para as pontes e autoestradas de ponte e estradas", explicou.

O ministro italiano disse que "o Fundo de Emergência da Proteção Civil será usado para restaurar o sistema ordinário da área afetada".

Para "a reconstrução da ponte Morandi" que "precisava de manutenção ao longo de décadas, serão utilizados recursos do Plano Económico e Financeiro das Autoestradas, que será discutido em setembro, e outros recursos de dois fundos dedicados a intervenções de infraestrutura será usada".

Toninelli disse que o Governo vai desenvolver "um verdadeiro plano Marshall" para garantir o bom estado das infraestruturas do país e considerou o dever de o Estado "usar o dinheiro público para manter essas vias vitais do país, em vez de desperdiçá-lo em grandes obras inúteis".

A notícia da queda da ponte fez com que a Atlantia afundasse na bolsa de valores de Milão na terça-feira, tendo caído mais de 10% e viu a sua cotação suspensa, ainda que tenha fechado com uma queda de 5,39%.

 ANG/Lusa