segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Religião/Tabaski


Conselho Superior Islâmico e Associação dos Imames prevêm reza na quarta-feira

Bissau, 20 Ago 18 (ANG) – O Presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos (CSAI) e de Associação da União dos Imames (AUI) anunciaram no Domingo que a reza de Tabaski será na quarta-feira, dia 22 do corrente mês, ao contrário do que  algumas organizações haviam anunciado para o dia 21, terça-feira.

Segundo a Rádio Pindjiquiti, a declaração de Aladje Tcherno Embaló foi feita numa conferência de imprensa conjunta realizada entre o CSAI e AUI, em Bissau.

Embalo disse que  foram surpreendidos com um comunicado enviado a comunicação social que diz que a reza será no dia 21 de Agosto mas que não contem assinatura do titular e onde se mencionou os nomes de algumas organizações nomeadamente o CSAI, AJURES, e AUI.

Disse que lamenta o facto de o nome da sua organização ter constado na lista que anuncia a data do dia 21 sem que fossem  contactados previamente.

Por sua vez, o vice-presidente da União Nacional dos Imames, Tcherno Suleimane Baldé pediu que haja união no seio da comunidade muçulmana, e acrescentou ainda que o islão não tem cor, nem etnia e muito menos nacionalidade.

Tcherno Baldé referiu que os especialistas em Islão definiram os 2526 quilómetros de distância entre a cidade santa de Meca e qualquer nação, que se pode rezar no mesmo dia em que essa reza se realiza em Meca, mas que, se existir essa grande distância pode-se  recorrer ao nascer da lua.

Vários calendários consultados pela redacção da ANG prevêm 21 de agosto, terça-feira, como dia da festa de Tabaski.  

ANG/JD/ÂC//SG

Política


MGD exige esclarecimentos sobre recenseamento eleitoral

Bissau, 20 ago 18 (ANG) - O Movimento Guineense para Desenvolvimento (MGD) exige as autoridades guineenses, nomeadamente o governo e o Presidente da República um esclarecimento sobre as actividades de recenseamento eleitoral que estariam a ser desenvolvidas nas representações diplomáticas no exterior.

A exigência vem expressa num comunicado à imprensa divulgada sábado em Bissau.

Ao presidente da República o MGD exige que o chefe de estado se posicione sobre as possibilidades ou não da realização do escrutínio na data prevista, 18 de Novembro.

O partido liderado pelo jornalista, Umaro Djau fundamenta a suas exigências com o artigo 12 da Lei de Recenseamento  Eleitoral, segundo a qual os partidos devidamente credenciados devem fiscalizar o recenseamento eleirtoral, pelo que o MGD deveria ser contactado para esse efeito, o que não acontecera até agora , e o recenseamento deve iniciar na próxima quinta-feira, 23 de agosto.

“Até aqui, muitas questões básicas ainda não foram esclarecidas, nomeadamente a “universalidade” do Recenseamento Eleitoral. Estando sujeitos ao recenseamento eleitoral todos os cidadãos nacionais com capacidade eleitoral activa, residentes no país e no estrangeiro (artigo 1° da Lei do Recenseamento Eleitoral nº 11/2013), o MGD ainda não dispõe de informações que esclareçam este ponto, sobretudo, no tocante aos trabalhos a serem desenvolvidos pelas entidades consulares e outras representações diplomáticas no exterior”, refere o comunicado.

O MGD evoca, por outro lado, a obrigatoriedade de Publicidade de Recenseamento (Artigo 21° da Lei do Recenseamento Eleitoral nº 11/2013), com uma antecedência mínima de vinte dias ao período de inscrição, nos países estrangeiros, e considera salutar saber que países e continentes serão incluídos no próximo escrutínio eleitoral. 

ANG/SG


Óbito/Kofi Annan


O secretário-geral que viveu um dos períodos mais turbulentos da ONU
Bissau,20 Ago  18  (ANG) – O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que morreu sábado aos 80 anos, foi o primeiro africano subsaariano a assumir o cargo e esteve à frente das Nações Unidas num dos períodos mais turbulentos da organização.
“É com grande tristeza que a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que o ex-secretário-geral das Nações Unidas e vencedor do prémio Nobel da Paz morreu pacificamente no sábado, 18 de Agosto, após uma curta doença”, publicou a fundação do ex-diplomata ganês num comunicado, divulgado pela agência de notícias AFP.
O antigo secretário-geral da ONU morreu na Suíça, de acordo com a fundação Kofi Annan. O Gana, terra natal de Kofi Annan, decidiu decretar uma semana de luto nacional pela morte do antigo diplomata.
“Onde quer que houvesse sofrimento ou necessidade, [Kofi Annan] tocou muitas pessoas com a sua profunda compaixão e empatia”, disse a fundação no comunicado sobre Annan.
Kofi Annan, que fez a sua carreira profissional nas Nações Unidas, cumpriu dois mandatos como secretário-geral da ONU, entre 01 de janeiro de 1997 a 31 de Dezembro de 2006.
Durante o seu mandato, Annan – que foi galardoado juntamente com a ONU com o prémio Nobel da Paz em 2001 – presidiu alguns dos piores fracassos e escândalos das Nações Unidas, sendo um dos períodos mais turbulentos desde a fundação da organização em 1945.
Liderou a organização durante o conturbado período da Guerra no Iraque (2003-2011), antes de ver o seu registo manchado por acusações de corrupção no caso “petróleo por comida” para o Iraque, tendo sido posteriormente ilibado.
Kofi Annan assumiu o cargo na ONU seis anos após o colapso da União Soviética e no seu mandato o mundo uniu-se contra o terrorismo após os ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos, mas depois dividiu-se profundamente com a guerra liderada pelos norte-americanos no Iraque.
O relacionamento com os Estados Unidos testou-o como líder diplomático mundial.
Quando Annan saiu das Nações Unidas, deixou para trás uma organização global mais preocupada com a manutenção da paz e na luta contra a pobreza, estabelecendo a estrutura da resposta do século XXI às atrocidades em massa e a ênfase nos direitos humanos e no desenvolvimento.
Já fora do cargo, Annan nunca saiu completamente da órbita da ONU, tendo retornado em cargos especiais, inclusive como enviado especial da Liga Árabe-ONU para a Síria em 2012.
O antigo secretário-geral da ONU permaneceu um poderoso defensor de causas globais através de sua fundação.
Kofi Atta Annan nasceu a 08 de abril de 1938, em uma família de elite em Kumasi, Gana, filho de um governador provincial e neto de dois chefes tribais.
O ex-secretário-geral da ONU compartilhou seu nome do meio Atta – “gémeo” na língua Akan de Gana – com uma irmã gémea, Efua.
Tornou-se fluente em inglês, francês e em várias línguas africanas, frequentando um colégio interno de elite e a Universidade de Ciência e Tecnologia em Kumasi.
Koffi Annan terminou a sua graduação em Economia no Macalester College em St. Paul, Minnesota, em 1961.
Em 1965, casou-se com Titi Alakija, de uma rica família nigeriana. Tiveram um filho, Kojo, e uma filha, Ama, mas separaram-se no final dos anos de 1970. Em 1984, Annan casou-se com Nane Lagergren, uma advogada sueca que lhe daria uma filha, Nina.
Após terminar a graduação nos Estados Unidos, partiu para Genebra, na Suíça, onde começou os seus estudos de pós-graduação em Relações Internacionais e lançou a sua carreira na ONU.
Kofi Annan foi responsável pelos recursos humanos das Nações Unidas, depois dos assuntos orçamentais e antes de, a partir de 1993, ser responsável pelas Operações para a Manutenção da Paz.
Quando chefiou o departamento de Manutenção da Paz, a ONU viveu dois dos episódios mais sombrios de sua história: o genocídio do Ruanda e a guerra na Bósnia.
Os capacetes azuis retiraram-se do Ruanda em 1994, sob o caos e a violência étnica. E, um ano depois, a ONU não conseguiu impedir as forças sérvias de massacrar vários milhares de muçulmanos em Srebrenica, na Bósnia.
Esses fracassos, escreveu Kofi Annan em sua autobiografia, “confrontaram-me com o que se tornaria o meu mais importante desafio como secretário-geral: fazer as pessoas entenderem a legitimidade e a necessidade de intervir em casos de flagrante violação dos direitos humanos”. ANG/Inforpress/Lusa

Desporto/futebol


Governo promete pagar todas as dívidas aos jogadores da Selecção Nacional 

Bissau 20 Ago 18 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau prometeu esta semana pagar todas as dívidas contraídas com os jogadores da Seleção Nacional de Futebol, nomeadamente os prémios dos jogos e a participação no Campeonato Africano de Futebol 2017.

Citado pela Rádio Jovem, o secretário de Estado da Juventude Cultura e Desportos, Florentino Fernando Dias disse que o Governo está a preparar muito bem o jogo da Seleção Nacional de Futebol com a sua congénere de Moçambique agendado para o dia 8 de Setembro, em Maputo.

Segundo o governante, já estão em contacto com a Federação Nacional de Futebol, o selecionador, bem como os capitãos de equipa de modo a permitir que não haja sobressaltos maiores em relação ao próximo jogo.

“O Governo vai pôr todos os meios a disposição para que o jogo se realiza na data prevista. Estamos a levantar os dados para ter a certeza das dívidas existentes. O executivo vai assumir a responsabilidade de os pagar através de um calendário que será fixado com os capitãos da equipa nacional”, informou.

O Secretário de Estado da Juventude Cultura e Desportos garantiu que a selecção nacional vai enfrentar a sua congénere de Moçambique na segunda jornada do apuramento para o próximo campeonato africano, a realizar nos Camarões, no próximo ano com os mesmos jogadores de costume.

Numa carta aberta dirigida recentemente  à Federação de Futebol, os jogadores condicionam a sua participação no jogo contra Moçambique ao pagamento das dívidas de prémios de jogo e de subsídios de participação em diferentes competições.

Relativamente as reclamações de clubes sobre a má gestão de fundos disponibilizados pela FIFA por parte da Federação  de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB), Florentino Fernando Dias disse que vão posicionar depois de conhecer melhor o relatório sobre o assunto.

 Salientou que a Federação tem uma certa autonomia, mas o Governo vai conhecer a situação e ajudar a resolver na medida das possibilidades.

Um grupo de dirigentes do futebol acusou a direcção da FFGB de má gestão de fundos disponilizados pela FIFA, razão pela qual o grupo pede auditorias da FIFA à FFGB. 

ANG/MSC/ÂC//SG