sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Eleições de 18 de Novembro


“MADEM-G15” responsabiliza o  governo pelo atraso de início de  recenseamento eleitoral 

Bissau, 24 ago 18 (ANG) - O Partido Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), acusou o Governo de Aristides Gomes de ser o responsável pelos atrasos de início do recenseamento eleitoral. 

A acusação foi expressa quinta-feira pelo presidente do partido MADEM-G15 Braima Camará, no acto de lançamento oficial de inscrição dos membros do Movimento que decorreu sob o lema “Anós i Canto na MADEM-G15”. 

 Braima Camará disse que a prioridade do governo devia ser o de transportar 300 “Kits” de China para a Guiné-Bissau de forma a não alterar a data prevista para a realização das eleições legislativas.

“Infelizmente, o governo da Guiné-Bissau está mais preocupado com as questões de comprar carros e resolver outros assuntos desnecessários do que empenhar em concretizar as eleições legislativas na data prevista”, referiu Braima Camará. 

O coordenador de MADEM-G15 lançou um apelo ao governo no sentido de utilizar os “kits” que restaram das eleições de 2014 e que foram doados pela República de Timor-Leste.

Por sua vez, o terceiro vice-presidente do MADEM G15, Úmaro Sissoco Embaló, prometeu evidenciar  esforços junto da Comunidade Internacional para a que a data de 18 de Novembro, prevista para a realização das eleições legislatvas não  seja comprometida.

 “Realizar  eleições na data prevista significa contribuir na busca para estabilidade do país. É necessário que todos se empenhem na busca de solução para que a data prevista não seja alterada”, disse Umaro Sissoco Embalo.

O início de recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau estava previsto para 23 de Agosto corrente mas acabou por não ser cumprido devido o atraso na chegada dos “Kits” prometido pela República da Nigéria.  

ANG/AALS/ÂC//SG



Legislativas de novembro


PRS diz ter “sérias dúvidas” sobre  realização do escrutínio 

Bissau, 24 ago 18 (ANG) – O Partido da Renovação Social (PRS), segunda força política no parlamento guineense, declarou quinta-feira ter "sérias dúvidas" quanto à realização de eleições legislativas a 18 de novembro e acusou o primeiro-ministro de "distração e incompetência".
 
Em conferência de imprensa, o porta-voz dos renovadores, Victor Gomes Pereira mostrou-se preocupado relativamente a forma como o Governo está a conduzir o processo de realização das eleições legislativas de 18 de Novembro.

“Já estamos há três meses das eleições e ainda sem início a vista do recenseamento eleitoral, que aliás foi marcado de forma atrapalhada. Cremos estar em condições de afirmar que o recenseamento eleitoral não terá lugar na data estipulada, por actos de distracção, incompetência e joguinhos políticos por parte da entidade responsável”, acusou.
Pereira afirmou que os órgãos competentes em matéria de eleições passaram a se submeter aos superiores do PAIGC, mais do que a Lei que dita as suas competências.

"O recenseamento é um ato administrativo do Estado e não de partidos, pelo que é inadmissível que as acções fulcrais ditadas por Lei e ligadas a ela, estejam a ser decididas na sede do PAIGC", referiu.

O porta-voz do PRS indica como exemplo flagrante desta situação, a tomada de posse dos governadores regionais e administradores sectoriais, na sede do PAIGC, acrescentando que, como se isso não bastasse, assistiu o abusivo recrutamento dos membros das Comissões de Recenseamento e das Brigadas compostas essencialmente por militantes de PAIGC.

Victor Pereira afirmou que não vão ficar indiferentes e assistir estes atropelos por culpa dos alegados responsáveis, cuja tarefa de grande responsabilidade esteja a pautar-se por falta de integridade e responsabilidade.

Salientou que estes actos são abusivos, e evidenciam ações de propaganda, tipicamente eleitoralistas, quando o dever de actuação lhes convida a moderação e reserva, para que não transpareça a mínima suspeita.

Referiu  que o Primeiro-ministro fora interpelado recentemente pelos deputados quando voltou de Bruxelas e da Sub-região, e  defendeu afincadamente que as eleições iam ser realizadas no dia 18 de Novembro, com respeito a todas as datas intermédias.

“E, estranhamente, o Primeiro-ministro vem agora justificar que foi a resistência do PRS em defender a produção local dos cartões eleitorais que originou o atraso no cumprimento dos prazos quanto aos actos prévios ao recenseamento, por este cenário ser demasiadamente caro”, disse. 

Victor Pereira sublinhou que o Primeiro-ministro quer responsabilizar o Partido de Renovação Social dos eventuais atrasos, que podem vir a comprometer a data de eleições, quando que os renovadores estavam só a defender a legalidade.

Acusou ainda  Aristides Gomes de ter anulado o contrato estabelecido com o Programa das Nações para O Desenvolvimento (PNUD), relativo a aquisição de Kits de recenseamento, pelo que agora estão dependentes da boa vontade da Nigéria e de Timor-Leste,para o efeito, para os facultar os códigos dos dispositivos electrónicos das eleições passadas para a sua configuração e que nunca mais chegam. 

Os renovadores qualificaram estes atrasos de atrapalhadas e potenciadora de conflitos, frisando que a situação evoluiu até este ponto porque o Primeiro-ministro o permitiu. 

O porta-voz do PRS endereça essa preocupação do partido ao Presidente da República, tendo em conta o risco de não ser respeitado  o seu decreto que marcou a data de 18 de Novembro para a realização das eleições.

Por sua vez, o Vice Presidente do PRS, Orlando Viegas, exortou o Governo para procurar  soluções consensuais para actos eleitorais susceptíveis de provocar estrangulamentos no desenrolar do processo eleitoral.   

ANG/CP/ÂC//SG

 

Juventude


Trezentos e cinquenta Jovens debatem em Bolama sobre seu papel no processo de desenvolvimento

Bissau,24 ago 18(ANG) - Cerca de 350 jovens discutem a partir de amanhã, sábado, e até o dia 02 de setembro, na ilha de Bolama, o “Papel da Juventude no Processo de Desenvolvimento”.

Segundo a Rádio Jovem, trata-se de  mais uma edição da Universidade Guineense de Juventude e Desenvolvimento, organizado pelo Conselho Nacional de Juventude da Guiné-Bissau (CNJ), subordinado ao tema “Juventude Instruída é a Garantia na Transformação Cívica e Democrática”.

 O acto tem como objetivo, promover a cidadania ativa para um desenvolvimento sustentável através do voluntariado e associativismo juvenil, aplicando as ferramentas da Educação Global e não Formal nas pequenas oficinas com diferentes temáticas.

A coordenadora da Comissão Nacional Organizadora da IX edição, Astrides Vieira, disse que a CNJ continua a lutar, dia a dia, para a afirmação dos jovens guineenses nas diferentes vertentes da vida social. 

Vieira considera que é fundamental os jovens guineenses trabalharem para mudar o paradigma da situação sociopolítico do país.

Durante os dez dias, os jovens, vão construir um espaço político de reflexão, debater e partilhar experiências de boas práticas entre a juventude de meio rural e urbano, para afirmação política e reconhecimento do seu papel ativo no processo de construção do país.
A jornada que decorre até  02 de setembro , na histórica cidade de Bolama, sul do país, conta ainda com a participação de jovens da sub-região, nomeadamente do Senegal e Gâmbia.  

ANG/ÂC//SG