quarta-feira, 20 de março de 2024

             Frente Social/Greve afeta mais setor da Saúde do que Educação

Bissau,20 Mar 24(ANG) - A greve geral de três dias decretada pela Frente Social no país, está a afetar mais o setor da Saúde do que a da Educação, disse terça-feira à Lusa o presidente do sindicato dos professores.


De acordo com Alfredo Biaguê, vários professores ligados ao Sindeprof (Sindicato Democrático dos Professores) não aderiram à greve "por medo de represálias" do Governo.

"Nas outras greves decretadas, os nossos associados foram cortados no salário, por isso muitos estão com medo dessa medida", observou o dirigente.

O Sindeprof e a Frenaprof (Frente Nacional dos Professores e Educadores) são os sindicatos de docentes filiados na Frente Social, em representação do setor da Educação enquanto o Sinetsa (Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins) e a Sinquasa (Sindicato de Quadros da Saúde) representam o setor da Saúde.

A Lusa constatou, em Bissau, que praticamente todas as escolas públicas se encontram em funcionamento hoje, uma situação confirmada pelo presidente do Sindeprof.

Alfredo Biaguê observou que "alguns professores aderiram à greve", mas admitiu que "muitos estão a dar aulas".

"É o medo que está a funcionar", declarou Biaguê.

A paralisação laboral é mais notória no setor da Saúde, nomeadamente no Simão Mendes, principal hospital da Guiné-Bissau, onde os técnicos prestam apenas os serviços mínimos.

No caderno reivindicativo da Frente Social constam, entre outros pontos, o pagamento de dez meses de salário em atraso aos professores e técnicos de saúde, a efetivação de novos quadros contratados pelo Governo para os dois setores, a adoção de um novo currículo escolar, bem como a melhoria de condições laborais.

Alfredo Biaguê notou que além destes pontos, o setor da Educação reivindica a reposição de subsídio aprovado pelo parlamento, mas eliminado pelo Governo, referente à carga horária dos professores.

O sindicalista afirmou que o Governo decidiu "de forma unilateral" substituir a carga horária por "subsídio de giz".

"Uma coisa não tem nada a ver com outra", sublinhou Alfredo Biaguê.ANG/Lusa

 

 Economia/Preços das moedas para terça-feira, 19 de março de 2024


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Fonte: BCEAO

 Clima/ “Forte probabilidade” de 2024 ser o ano mais quente da história

Bissau, 20 Mar 24 (ANG) – Existe uma "forte probabilidade” que 2024 seja o ano mais quente, indicou , terça-feira, a Organização das Nações Unidas.


 “Não podemos dizer com certeza”, mas “diria que há uma grande probabilidade que 2024 volte a bater o recorde de 2023”, afirmou Omar Baddour, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), durante a apresentação do relatório anual sobre o clima.

O ano de 2023 foi o ano mais quente e a Organização Meteorológica Mundial informa que os recordes de temperatura não foram os únicos a registarem valores, até então, nunca vistos. O organismo da ONU publicou esta terça-feira, 19 de Março, o relatório anual “O Estado do Clima Mundial”, que dá “um significado novo e alarmante à expressão 'extraordinário'”, apesar de ainda indicar haver esperança.

Tanto o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) ou o óxido nitroso (N2O), as emissões de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2022, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) os primeiros dados de 2023 indicam um " aumento contínuo".

Os gases de efeito de estufa retêm o calor na atmosfera e são os principais responsáveis pelas alterações climáticas. Estes gases resultam das actividades humanas, nomeadamente da combustão de combustíveis fósseis, da agricultura intensiva ou de processos industriais, e permanecem no ar durante várias décadas - quase 100 anos no caso do CO2. Mesmo que deixemos de libertar estes gases na atmosfera, as temperaturas iriam continuar a subir nos próximos anos, aponta o relatório.

Em 2023, a temperatura média aproximou-se do limite de +1,5 graus em comparação com os anos 1850-1900, antes da revolução industrial e do início das emissões de gases com efeito de estufa. Este limite foi estabelecido durante a COP21 de Paris em 2015. Segundo cientistas, este valor corresponde a um limite que pode ameaçar o nosso dia-a-dia. "A temperatura média dos últimos dez anos, entre 2014-2023, é de +1,2 graus”, observa a OMM. 

Em 2023, “todos os meses entre Junho e Dezembro bateram recorde de temperaturas altas”. Isto deve-se às alterações climáticas, mas também ao fenómeno El Niño, um acontecimento natural e cíclico que aumenta ainda mais as temperaturas globais, sublinha o relatório.

Também o calor acumulado no oceano atingiu o mais alto nível dos últimos 65 anos, aponta a OMM. As ondas de calor atingiram o Atlântico Norte, sobretudo no final do ano passados, provocado por um calor "extremo e severo", consideraram especialistas, por causa do aumento das temperaturas em média de 3°C. Durante a década de 1990, a elevação do nível do mar passou de 2,13 milímetros (mm) para 4,77 mm.

Mesmo que as emissões de gases com efeito de estufa parassem imediatamente, seriam necessários séculos para arrefecer, alerta a OMM. As consequências são o aumento do nível do mal, o enfraquecimento da fauna e da flora, além das repercussões para as populações que vive nas costas e para a pesca.ANG/RFI

 

          Angola/ Greve geral na função pública arranca com ameaças

Bissau, 20 Mar 24 (ANG) - Os trabalhadores angolanos do sector público iniciaram, esta quarta-feira, uma greve geral de três dias, mas que está a ser marcada por supostas ameaças dos gestores.

A classe lamenta a posição da tutela por não ter apresentado, durante as várias rondas negociais, propostas concretas em relação ao caderno reivindicativo.

As centrais sindicais angolanas ameaçam levar a tribunal as Instituições públicas que estão a intimidar os trabalhadores por aderirem à greve geral da função pública, que arrancou hoje e termina na sexta-feira, 22 de Março.

O movimento sindical adverte que os protestos são por várias fases, sendo que a segunda vai de 22 a 30 de Abril e a terceira de 3 a 14 de Junho, devido à falta de resposta das questões relacionadas com a melhoria salarial e de trabalho.  

Mas, face às denúncias de intimidação, Admar Jinguma, um dos porta-vozes dos trabalhadores angolanos, diz que a classe está a monitorar todas as informações sobre as possíveis ameaças, mas adverte que o gestor público que for apanhado a coagir ou ameaçar um trabalhador vai sentir a mão pesada do tribunal.

“Essas violações não são novas. Ninguém pode ser coagido e ninguém pode ser molestado por aderir a uma greve lícita, legal, como esta que é a nossa. E sempre que isto ocorrer, pode-se recorrer a um tribunal. Nós orientamos os trabalhadores a registarem essas ameaças, enfim, para depois levarmos a tribunal. Agora, se o tribunal vai fazer alguma coisa, isso já caberá ao tribunal, mas nós temos o dever de proceder às devidas queixas, avisou Admar Jinguma.

Segundo o pedagogo, os trabalhadores não tiveram outra saída senão a greve, pois durante muito tempo, a tutela não apresentou propostas concretas, preferindo fechar-se em copas perante a situação.

“Nós declaramos a greve [por] onze dias, depois serão oito dias a mais do que a lei estabelece, para permitir que neste espaço houvesse alguma possibilidade de entendimento e essa possibilidade tinha quer vir do Governo. Até ontem [terça-feira], não tendo havido nenhuma sinalização neste sentido, no entanto, o governo não nos deu outra alternativa, ou seja, é como se tivesse dito (…) vamos lá a ver se vocês vão à greve. Vamos lá ver que tipo de greve vocês terão”, revelou o também secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores, Sinprof.

Entretanto, partidos políticos e várias organizações da sociedade civil apoiam a iniciativa das centrais sindicais, assim como o MPLA, partido no poder em Angola, que se solidariza com os trabalhadores, mas alega que a proposta do aumento salarial não é possível de ser atendida porque pode afectar as finanças públicas.

Os trabalhadores reivindicam, nomeadamente, um salário mínimo de 100 000 kwanzas, o equivalente a cerca de 110 euros. Trata-se de um valor muito abaixo do inicialmente pedido de 245 000 kwanzas, o equivalente a 270 euros, porém o governo continua a descartar, nesta fase, essa exigência. ANG/RFI

 Cambera/Austrália e China cimentam relações depois de anos de tensões

Bissau, 20 Mar 24 (ANG) - Os chefes da diplomacia da Austrália e da China reforçaram hoje as relações bilaterais, apesar de anos de tensão e divergências sobre a região do Indo-Pacífico, comércio e direitos humanos.


“Através dos esforços de ambas as partes, a China e a Austrália quebraram o gelo e estão a navegar juntas novamente, e os intercâmbios e a cooperação em muitos domínios foram gradualmente restaurados", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, em comunicado.

Wang, o primeiro responsável da diplomacia chinesa a visitar o território australiano desde 2017, participou no sétimo Diálogo Estratégico Austrália -China, em Camberra, no âmbito das medidas de normalização das relações bilaterais.

Enquadradas num contexto de competição na região do Indo-Pacífico entre Beijing e Washington, parceiro do país oceânico.

"Cada vez que nos encontramos, a confiança mútua é reforçada e as relações China-Austrália avançam. A comunicação estratégica é positiva e um passo em frente para dissipar dúvidas e construir confiança", considerou Wang.

No final do encontro, a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong, disse que as conversações se centraram nos australianos detidos na China, nos direitos humanos na região chinesa de Xinjiang, no Tibete e em Hong Kong, na segurança marítima e regional, na invasão da Ucrânia pela Rússia e no Médio Oriente.

Penny Wong sublinhou a importância de respeitar o direito internacional no mar do Sul da China, uma zona rica em recursos e fundamental para o comércio internacional, palco de disputas territoriais entre Beijing e os países da região.

"Manifestei a nossa grande preocupação com a conduta insegura no mar, o nosso desejo de paz e estabilidade no estreito de Taiwan e na nossa região", disse Wong, numa conferência de imprensa, no final do encontro com Wang.

O responsável chinês sublinhou que a Austrália e a China "não têm disputas ou conflitos históricos" e os "interesses comuns ultrapassam de longe as diferenças", instando ambas as partes a respeitarem a "soberania nacional e a integridade territorial" uma da outra.

Neste contexto, Wong afirmou que Camberra procura "uma relação estável, produtiva e madura com a China".

Os dois países estão a preparar uma visita à Austrália do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, em data a divulgar.

A responsável australiana destacou ainda os passos dados pela China, o principal parceiro comercial, no levantamento das tarifas sobre vários produtos australianos impostas por Beijing em 2020, na sequência de um pedido feito pelo anterior Governo do conservador Scott Morrison de uma investigação internacional sobre a origem da covid-19.

Beijing tem vindo a levantar as restrições comerciais a uma série de produtos e as relações bilaterais têm progredido desde que o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, no poder desde Maio de 2022, visitou a China em Novembro.

"A previsibilidade nos negócios e no comércio é do interesse de todos", observou Wong, esperando a resolução de "questões pendentes", como o levantamento das tarifas sobre o vinho e a lagosta australianos.

Mas uma das questões prementes para a Austrália que ficou sem resposta é a situação do escritor australiano nascido na China, Yang Hengjun, condenado à morte por um tribunal chinês, com pena suspensa, por espionagem, no mês passado.

"Não abandonaremos a defesa de Yang Hengjun", prometeu Wong.

A deslocação de Wang começou domingo na Nova Zelândia e termina na quinta-feira na Austrália. ANG/Angop

       Moçambique/Governo reforça patrulha costeira em Cabo Delgado

Bissau, 20 Mar 24 (ANG) - As forças de defesa e segurança de Moçambique reforçaram a patrulha ao longo da costa da província de Cabo Delgado, no norte do país, para impedir a entrada de terroristas por via marítima. 


O responsável da base naval de Pemba, Jesus Barreto, revela que o reforço da patrulha ao longo da costa da província de Cabo Delgado, a braços com ataques extremistas desde Outubro de 201,7 tem uma explicação, embora não avance detalhes sobre a operação.

"Há aqui sempre uma imprevisão de onde eles podem aparecer. Infelizmente, já tivemos ataques em Quissanga e temos que lembrar que, muita das vezes, eles usam os rios e tanto como tanto como a nossa costa para poderem progredir, mas nós estamos no encalce deles , estamos a lutar para que isso possa diminuir. As populações estão identificadas e sabemos quem tem autorização para pescar", descreve.

Os ataques terroristas que afectam a província de Cabo Delgado, desde Outubro de 2017, já atingiram as províncias de Nampula e Niassa, fizeram disparar as despesas dos sectores da Defesa e Segurança e Ordem Pública, em mais de 855 milhões de euros. Um crescimento na ordem de 5,4% desde o primeiro ano do terrorismo em Moçambique, refere um estudo realizado pela publicação electrónica Carta de Moçambique, com base nos relatórios da Conta Geral do Estado e no Relatório do Balanço do Plano Económico e Social e orçamento de estado de 2023. ANG/RFI

Timor/ Governo quer cooperação internacional para combater alterações climáticas

Bissau, 20 Mar 24 (ANG) - O presidente timorense, José Ramos-Horta, defendeu hoje o reforço da cooperação internacional para o combate às alterações climáticas.

Foto Arquivo

Salientando que países pequenos como Timor-Leste, não podem enfrentar  desafios sozinhos.

“As alterações climáticas são uma catástrofe global, que exige uma resposta global, mas nações pequenas como Timor-Leste não podem enfrentar este desafio existencial sozinhos", afirmou José Ramos-Horta.

O chefe de Estado timorense falava numa palestra, organizada pela Presidência timorense sobre alterações climáticas, realizada no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Díli, e que juntou membros do Governo, parlamento, corpo diplomático, representantes de organizações internacionais e sociedade civil.

Precisamos de uma cooperação internacional reforçada, da transferência de tecnologia, do desenvolvimento de capacidades e do apoio financeiro para aumentar a resiliência, impulsionar os esforços de mitigação e adaptar-nos aos impactos inevitáveis que se avizinham", salientou o Presidente timorense, citado num comunicado da Presidência divulgado à imprensa.

Na sua intervenção, José Ramos-Horta defendeu igualmente que Timor-Leste precisa de "tomar mais medidas" e promover as "energias renováveis", aumentar as iniciativas de reflorestação, proteger os parques nacionais e apoiar programas florestais comunitários.

O prémio Nobel da Paz defendeu também a necessidade de uma estratégia de combate às alterações climáticas "coordenada", envolvendo o Governo, os parceiros de desenvolvimento, a sociedade civil, os académicos, o sector privado e as comunidades para promover infra-estruturas e cidades resilientes em todo o país.

Apesar de Timor-Leste contribuir muito pouco com emissões globais de carbono, é um dos países mais afectados pelos efeitos das alterações climáticas, chuvas irregulares, estações secas mais longas e tempestades, como o ciclone tropical que atingiu o país em 2021.

Segundo dados de organizações internacionais, esses impactos atingem as pessoas mais pobres e as comunidades mais vulneráveis, incluindo mulheres, agricultores, pessoas com deficiência e pessoas que vivem em zonas de risco. ANG/Angop

terça-feira, 19 de março de 2024


Saúde
/Greve de três dias decretada pela Frente Social está a ter impacto negativo na vida dos pacientes do HNSM

Bissau, 19 Março 24 (ANG) – A greve de três dias decretada pela Frente Social, que engloba sindicatos do sector da saúde e educação está a ter consequências negativas na vida dos guineenses que procuram o Hospital Nacional Simão para assistência médica, apurou hoje a ANG, no maior centro hospitalar do país .

Devido a  paralisação, os serviços da consultas externas, do maior centro hospitalar do país, só atende pacientes com quadro clínico considerado grave. Casos de diareia, por exemplo não são  atendidos.

Nota-se ainda que os serviços de urgências estão a funcionar, mas com números de profissionais reduzidos. “Por exemplo, se num serviço exerciam três médicos nos dias normais, nestes dias de greve o mesmo serviço funciona com apenas uma médico”, disse a ANG um médico que não quer se identificar, frisando que não é por acaso que o movimento está fraco no hospital.

Segundo ele, numa situação normal em que todos os serviços estão a funcionar a cem por cento a situação é totalmente inversa.

Maimuna Sarr, disse que está a sentir-se mal deste segunda-feira e hoje recorreu ao Serviço de Consulta Externa do Hospital Simão Mendes mas que percebeu  que não podia ser atendida, por não apresentar sintomas graves.

Afirmou que que vai procurar outra solução, pedindo consultas a prima de seu marido, que é uma médica.  Caso não conseguir, disse que  vai á uma clinica, apesar de ser mais custoso.

Para Bacar Djassi que acompanhou a sua mulher em estado avançado de gravidez , a saúde dos guineenses, mesmo sem greve nos hospitais, é uma preocupação quanto mais com greves.

Djassi critica   que são os mais fracos que sofrem as consequências ou a “irresponsabilidade”, dos governantes, tendo pedido um entendimento rápido entre os sindicatos e o Governo .

“Essas pessoas que estão a voltar para casa são da classe baixa ou média caso contrário estariam em Dakar ou nas clinicas privadas para consultarem. Infelizmente e ainda dizem para não tomar medicamentos tradicionais nem os que são vendidos nos mercados “, acrescentou Djassi.

A ANG tentou sem sucesso contactar o Diretor-clinico e o Presidente do Sindicato de Base do Hospital Nacional Simão Mendes..

A  Frente Social que decretou greve para os dias  18, 19 e 20 do corrente mês,  reivindica o pagamento de 10 meses de salário em atraso aos professores e técnicos de saúde, a efectivação de novos quadros contratados pelo Governo para os dois setores, a adopção de um novo currículo escolar bem como a melhoria de condições laborais.ANG/MSC/ÂC//SG

Desporto/FFGB contrata  Luís Boa Morte para cargo de selecionador nacional

Bissau, 19 Mar 24 (ANG) – A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), contratou o português Luís Boa Morte, atual treinador-adjunto do Fulham de Inglaterra, para assumir as funções de selecionador , durante três anos.

Segundo um comunicado  à imprensa emitido pelo gabinete de Comunicação da FFGB à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, a FFGB e o treinador portugês, de 46 anos de idade, já têm todos os detalhes contratuais acertados, devendo o contrato entrra em vigor  no próximo dia 01 de junho .

“Entretanto, Luís Boa Morte vai orientar os “Djurtus” nos amistosos, a realizar na data FIFA, previsto para Março em curso, mas continuará em funções no Fulham até ao final da presente época desportiva”, lê-se no documento.

É a primeira vez que o Luís Boa Morte assume o comando de uma seleção.

O luso-são-tomense nasceu a 04 de Agosto de 1977, em Lisboa, é um ex-futebolista , enquanto jogador, fez parte da Seleção Portuguesa presente no mundial 2006, passou pelo Sporting Clube de Portugal, pelo Arsenal, e Southampton, ambas da Inglaterra e pelo Fulham que atualmente representa como  técnico-adjunto..ANG/LLA/ÂC//SG

 

                 Regiões/Homem viola e assassina mulher em Gabu

Bissau, 19 Mar 24(ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos para a região de Gabu, Samba Sow denunciou que  um homem caçador violou  uma mulher até a morte  naquela localidade de leste do país, no domingo.

De acordo com Samba Sow, citado pela Rádio CFM, a vitima vivia  com o seu marido e dedicavam a atividade de produção e venda de carvão.

Aquele ativista dos direitos humanos disse que o alegado crime ocorreu quando a mulher se dirigia para o seu forno de carvão nas matas e foi interceptada pelo caçador que a terá obrigado a ter relação sexual.

Samba Sow disse que suspeita-se de que a mulher, por reconhecer o agressor terá  ameaçado denuncia-lo ao marido, e para não sofrer consequências, o caçador a  amarrou antes de  a assassinar.

Sow disse  que o suspeito já está sob a custódia das autoridades policiais de Gabu, e que o caso agitou a cidade de Gabu.

“As mulheres de Gabu invadiram no Domingo o Comando da Polícia local, mas houve a intervenção das Forças de Defesa que controlaram a situação”, contou Samba Sow. ANG/ÂC//SG

 


Economia
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  Fonte:BCEAO

Espanha/Polónia confirma grupo de reação rápida de 5.000 soldados com Alemanha

Bissau, 19 Mar 24 (ANG) - O ministro da Defesa polaco confirmou a criação e preparação até julho, com a Alemanha, de um grupo de reação rápida de cinco mil soldados para responder à invasão russa da Ucrânia, noticiou hoje a Europa Press.


A informação foi dada por Wladyslaw Kosiniak Kamysz, que se encontrou com o seu homólogo alemão, Boris Pistorius, na Polónia.

Kosiniak aproveitou a oportunidade para descrever a decisão como "importante" e descreveu o grupo de reação rápida como uma "coligação de capacidades militares para a Ucrânia".

O ministro polaco, que acredita que a força servirá como um "íman estratégico", destacou, em conferência de imprensa, que as conversações entre as partes são um "sinal muito positivo de cooperação, amizade e aliança", segundo a agência noticiosa polaca PAP.

"Na minha opinião, os próximos meses serão cruciais para a segurança da Polónia, devido ao que poderá acontecer na Ucrânia. Não nos podemos habituar à guerra, não a podemos aceitar", salientou Kosiniak.

Por seu lado, Pistorius assegurou que Berlim continua a ser um grande aliado de Varsóvia e reiterou que a Polónia e a Alemanha estão a "reforçar a cooperação na produção de munições e a oferecer formação ao exército ucraniano".

ANG/Lusa

 

    Israel/Exército  prendeu e espancou um jornalista, denuncia Al Jazeera

Bissau, 19 Mar 24 (ANG) - A emissora Al Jazeera informou,  segunda-feira, que as forças israelitas prenderam e espancaram o seu correspondente Ismail al Ghoul durante uma operação no maior hospital de Gaza.

O Exército alegou que estava a lutar no hospital Al Shifa contra militantes do grupo islamista palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007.

Testemunhas afirmaram ter visto ataques aéreos e tanques perto das instalações médicas, superlotadas com pacientes e pessoas deslocadas.

"O Exército de ocupação espancou severamente o correspondente da #AlJazeera, Ismail al Ghoul, antes de detê-lo dentro do complexo médico Al Shifa, em Gaza", disse a Al Jazeera na rede social X.

O Exército israelita ainda não reagiu a essas acusações.

Uma fonte da Al Jazeera disse à AFP que outras cinco pessoas foram detidas, incluindo a equipa de gravação e técnicos de Ghoul.

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que um tanque israelita destruiu o veículo utilizado por Ghoul e sua equipa.

A Al Jazeera "exige a libertação de seu correspondente e dos outros jornalistas que foram detidos com ele, e responsabiliza totalmente as forças da ocupação por sua segurança", disse a emissora num comunicado.

Dois jornalistas da Al Jazeera morreram na guerra de Israel contra o Hamas em Gaza, e o director de seu escritório neste território palestino, Wael al Dahdouh, ficou ferido.

No mês passado, a emissora acusou Israel de atacar sistematicamente os funcionários da Al Jazeera que trabalham em Gaza.

Até esta segunda-feira, pelo menos 95 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram confirmados como mortos na guerra entre Israel e o Hamas, de acordo com o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), que cita "investigações preliminares".

Destes, 90 eram palestinos, segundo o CPJ. ANG/Angop


      Nigéria
/Mais de 100 pessoas raptadas em dois ataques no noroeste

Bissau, 19 Mar 24 (ANG)  - Mais de 100 pessoas foram raptadas em dois ataques, no fim-de-semana, no Estado de Kaduna, na Nigéria, onde cerca de 200 estudantes tinham sido levados no início de Março, informaram  as autoridades locais.

Os atacantes raptaram 87 pessoas na localidade de Kajuru Station, no domingo à noite, disse o presidente do governo local, Ibrahim Gajere, enquanto uma fonte da ONU e um antigo responsável local adiantaram à agência de notícias France-Presse (AFP) que 16 pessoas tinham sido levadas pelos raptores numa aldeia vizinha, no sábado.

Estes novos raptos seguem-se ao de várias dezenas de pessoas na semana passada no mesmo distrito de Kajuru, bem como aos mais de 250 alunos de uma escola em Kuriga, a 150 quilómetros de Kajuru, no início de Março.

Os novos raptos tiveram lugar durante o fim-de-semana, referem as fontes.

No domingo à noite, homens armados raptaram 87 pessoas na localidade de Kajuru Station, segundo o presidente do governo local, Ibrahim Gajere. "Foram buscar as pessoas às suas casas sob a mira de uma arma", afirmou à AFP.

Um residente, Harisu Dari, disse que grupos de assaltantes invadiram a aldeia foram de porta em porta para raptar os residentes.

Uma fonte da ONU e um antigo responsável local, ambos em declarações à AFP sob condição de anonimato, confirmaram este relato.

No sábado, 16 pessoas foram raptadas em Dogon Noma, a cerca de dez quilómetros de distância, segundo Harisu Dari, a fonte da ONU e o antigo funcionário local.

A polícia de Kaduna e o comissário de segurança do Estado não responderam aos repetidos pedidos de confirmação.

Na semana passada, homens armados raptaram dezenas de pessoas de outra aldeia no distrito de Kajuru.

No início deste mês, homens armados raptaram mais de 250 alunos de uma escola na aldeia de Kuriga, a cerca de 150 quilómetros de distância, num dos maiores ataques deste tipo em anos.

Esta vaga de raptos em grande escala está a pôr à prova a coragem do Governo do Presidente, Bola Ahmed Tinubu, que prometeu combater a insegurança.

A consultora nigeriana de gestão de riscos SBM Intelligence afirmou ter registado 4.777 pessoas raptadas desde que Tinubu tomou posse, em Maio de 2023.

A Nigéria é assolada há anos pelo flagelo dos raptos por grupos terroristas e de criminosos, sobretudo desde que a organização Boko Haram raptou 276 raparigas em Chibok, em Abril de 2014.

O nordeste da Nigéria é o epicentro das actividades do Boko Haram e da sua ramificação, o Estado Islâmico na África Ocidental.

 Nos últimos meses, a insegurança alastrou a outras zonas do norte e do noroeste, alertando para uma eventual expansão destas redes terroristas e criminosas.

Neste contexto, as forças nigerianas libertaram um total de 4.488 reféns raptados durante as operações em 2023, que também resultaram na morte de 6.880 elementos criminosos e na detenção de outros 6.790, de acordo com dados oficiais. ANG/Angop