terça-feira, 26 de novembro de 2024

Pesca Artesanal/Director Geral  disse que número de “acampamentos clandestinos” e o uso da rede de monofilamento duplicou no país

Bissau, 26 Nov 24 (ANG) – O Diretor Geral da Pesca Artesanal disse que o número de “acampamento clandestinos” de pescadores que existem atualmente no país, ultrapassou aqueles que foram objectos de desmantelamento entre anos 2015 à 2017 pela Direção Geral do Instituto de Fiscalização Marítima FISCAP.

Em declarações exclusivas hoje à Agência de Notícias da Guiné (ANG), sobre a persistência dos pescadores no uso da rede de monofilamento na pesca artesanal, Cipriano  Fernandes Sá acrescentou que o uso da rede de monofilamento na pesca artesanal também duplicou.

Isto, segundo o Director Geral da Pesca Artesanal, tem a ver com a diminuição da atuação das autoridades competentes no seu combate.

Disse que, a rede de monofilamento, para além de ser mais barato, oferece maior capacidade para captura de peixes e os pescadores  preferem utilizá-la em relação a outras redes.

Cipriano Fernandes Sá informou  que é uma rede muito ativa, mas com uma ação prejudicial na actividade de pesca.

Nesta entrevista à ANG, o Director Geral da Pesca Artesanal citou o Código de Conduta de pesca responsável da Organização da Nações Unidas para  Agricultura e Alimentação FAO, dos anos 94 à 96, que recomendou a sua extinção na pesca, devido ao seu impacto negativo na ecossistema, afetando a reprodução dos peixes.

Para além disso, conforme o Cipriano Sá, o Regulamento da Pesca Artesanal, também proibiu o seu uso e a Comissão Sub Regional da Pesca  para África, adoptou os mesmos princípios, relativamente a interdição do uso da rede de monofilamento na actividade de pesca.

Cipriano Fernandes Sá disse que, a eficácia da medida depende de cada Estado.

Disse que, em todas as licenças de pesca emitidas aos pescadores, consta que é proibido uso da rede de monofilamento na pesca, assim como nas capturas de espécies de peixe em extinção.

Instado a falar da sua diferença com a rede de multifilamento, Cipriano Fernandes Sá disse que, não só  é trançada por mais fios e o monofilamento apenas tem um fio, mas também destrói outros espécies, porque capturam mais do que precisam e os peixes que as pessoas não querem comer.

Aquele responsável afirmou que, a Direção Geral de Pesca Artesanal tem a competência de administrar os recursos haliêuticos dentro de 12 milhas, mas em termos da lei, compete ao Instituto de Fiscalização Marítimo, acompanhar e aplicação das infrações.

“A  rede de monofilamento é usada maioritariamente por pescadores estrangeiros, porque  permite a prática de actividade de pesca permanente, quer no período da noite como do dia”, informou Cipriano Fernandes Sá.

Lamentou o facto de existir pessoas que importam  redes com malhagem inferior à 30 mm, recomendado pelas normas do país

Interrogado se as sanções previstas na lei não são suficientes, afirmou que todas as previstas são suficientes para desencorajar a pesca com rede de monofilamento, mas é preciso um acompanhamento rigoroso.

O Director Geral da Pesca Artesanal lembrou que houve um período em que o Instituto de Fiscalização Marítima realizou uma campanha de controlo do uso dessa rede e desmantelamento dos “acampamentos clandestinos” de pescadores e durante este tempo registou fraca utilização da rede de monofilamento.

Mas de lá para cá, tendo em conta as mudanças, houve queda do ritmo no seu combate e hoje em dia o número de acampamentos existente no país superou o índice anterior.

Razão pela qual, admitiu a possibilidade  de não haver mais peixes suficientes para consumo se a situação prevalecer e até para geração vindoura.

 O Director Geral da Pesca Artesanal disse que prespectivam  proibir a  importação da rede de monofilamento, mas não compete apenas ao Ministério das Pecas, frisando que é necessário envolvimento dos Ministério dos Transportes, do Comércio e Indústria e o das Finanças para o efeito.ANG/LPG/ÂC


Regiões/Diretor do Hospital Regional de Cacheu preocupado com  ausência  dos técnicos nos serviços

Canchungo, 26 Nov 24 (ANG) - O Diretor do Hospital Regional de Cacheu situado no setor de Canchungo, manifestou na segunda-feira sua  preocupação face ausência dos técnicos da mesma instituição na prestação dos seus serviços quotidianos.

A preocupação foi manifestada pelo Estêvão Malú em entrevista exclusiva que teve com o correspondente de ANG para região de Cacheu,  no qual este responsável sublinhou que, a maioria dos funcionários da instituição que dirige reside em Bissau e que as vezes não comparecem no serviço para o atendimento dos pacientes.

“Há insuficiência dos medicamentos essenciais na Farmácia do Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, por isso, os doentes são obrigados a irem comprar nas Farmácias privadas, que infelizmente acarreta um custo mais elevado”, lamentou aquele responsável.

Malú, revelou que, o mesmo Hospital depara com dificuldades financeiras para pagar o custo de consumo de energia privada, custo este que segundo ele, vária entre 170 mil francos CFA à 180 mil francos por semana.

De acordo com Estêvão, não têm problema no que tange o fornecimento da água potável, porque receberam o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento-PNUD em uma motobomba, através da influência do Projeto Saúde e Vida do setor de Canchungo.

O Diretor do Hospital Regional de Canchungo prometeu acionar os mecanismos legais para que os funcionários do Hospital  possam cumprir com os seus direitos e deveres para o bem do povo e lutar para recuperar os estatutos do Hospital que outrora era de referência na zona Norte da Guiné-Bissau. ANG/AG/AALS/ÂC

Regiões/Ministério do Ambiente capacita mulheres e jovens em matéria de “alfabetização funcional e alterações climáticas”

Buba, 26 Nov 24 (ANG) – O Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática está a levar a cabo entre os dias 25 e 30 do corrente mês, em Buba, região de Quinara, Sul do país, um seminário de formação dos formadores no domínio da “alfabetização funcional e alterações climáticas”.

De acordo com o correspondente local da Agência de Notícias da Guiné (ANG), a formação tem como objetivo empoderar as comunidades e reforçar suas capacidades principalmente mulheres, jovens raparigas e rapazes, que querem aderir os trabalhos de alfabetização funcional.

A iniciativa visa levar as comunidades a conhecer melhor as questões das mudanças climáticas, género e alfabetização, para torna-las mais resilientes nas questões ligadas às mudanças climáticas.

Durante cindo dias segundo apurou o correspondente local da ANG, os cerca de duas dezenas de participantes  vindas das três regiões do país nomeadamente Oio, Quinará e Tombali, debaterão temas como género, mudanças climáticas e alfabetização para depois servirem como formadores e facilitadores nas suas comunidades.

A referida formação está inserida no âmbito do projecto de Reforço das Capacidades de Adaptação e Resiliência das comunidades vulneráveis da Guiné-Bissau (COASTAL) e é financiado pelo Fundo Global para Meio Ambiente (GEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) num valor de 12 milhões e meio de dólares e o projecto está na sua fase final ou seja iniciou em 2019 e vai terminar em 2025.ANG/RC/MSC/ÂC

Sociedade/ONG ASAD promove campanha de sensibilização  das mulheres em defesa dos seus direitos

Bissau, 26 Nov 24(ANG) – A ONG  Asociación Solidária Andaluza de Desarrollo (ASAD) iniciou segunda-feira uma campanha de sensibilização denominada "A nossa voz, a nossa história: mulheres em defesa dos seus direitos".

De acordo com um comunicado da referida ONG a que ANG teve acesso,  a campanha terminará no Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, frisando que esta iniciativa junta-se à campanha internacional "16 dias de ativismo", promovida todos os anos pelas Nações Unidas.

Segundo o documento, o objetivo da campanha da ASAD é reivindicar os direitos das mulheres na Guiné-Bissau e chamar a atenção para algumas das muitas desigualdades que ainda hoje existem.

“A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres e mais frágeis do mundo: segundo o Programa Alimentar Mundial, 64,4% da população vive abaixo do limiar da pobreza. As mulheres, especialmente nas zonas rurais, enfrentam grandes dificuldades, entre as quais a violência e a exclusão, e assumem a responsabilidade total pelas tarefas domésticas e familiares”, salientou.

Durante os 16 dias da campanha, as redes sociais da ASAD no Facebook e Instagram assistirão as testemunhas em vídeo de mulheres das tabancas de Gabú, Bafatá e Bubaque onde a ASAD atua nos quais partilham as suas reivindicações e necessidades.

Informou que, serão exibidas através da infografias as questões sobre alguns dos problemas que as mulheres enfrentam todos os dias, como o acesso à educação, à saúde, os casamentos forçados, a sua inserção no mercado de trabalho, entre outras..ANG/JD/ÂC

          EUA/Biden vai assistir a cerimónia de tomada de posse de Trump

Bissau,26 Nov 24(ANG) - O Presidente norte-americano, Joe Biden, vai assistir à tomada de posse de Donald Trump, a 20 de janeiro, em Washington, anunciou a Casa Branca, depois de o republicano ter recusado assistir à do democrata em 2021.

"O Presidente prometeu que assistirá à tomada de posse de quem quer que ganhe as eleições. Ele e a primeira-dama vão honrar essa promessa e assistir à tomada de posse de Donald Trump", disse aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca Andrew Bates, num forte contraste com a decisão do magnata há quatro anos.

Na altura, os Estados Unidos viveram uma transição de poder marcada pelo assalto ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump, a 06 de janeiro, data em que foi certificada a vitória de Joe Biden.

Foi um dia de violência alimentado pelas acusações de Donald Trump de fraude eleitoral durante as eleições.

Quatro anos depois, Joe Biden vê a presença na tomada de posse "como uma importante demonstração do compromisso de respeito "pelos "valores democráticos" e uma forma de "honrar a vontade do povo", à medida que se trabalha para "assegurar uma transição ordenada e eficaz", acrescentou Andrew Bates.

Durante a campanha eleitoral, Joe Biden retratou repetidamente Donald Trump como um perigo para a democracia, mas o Presidente comprometeu-se a tornar a transição de poder tão suave quanto possível após a vitória do republicano.ANG/Lusa


Guerra da Ucrania/Rússia confirma detenção de britânico acusado de combater por Kyiv

Bissau,26 Nov 24(ANG) - Um tribunal da região de Kursk examinou o caso à porta fechada na segunda-feira e decidiu deter James Anderson, que "atravessou ilegalmente" a fronteira russa para participar "nas hostilidades" na zona, segundo um comunicado do seu serviço de imprensa.

"Foi escolhida uma medida preventiva de prisão preventiva" pelo "perigo" que representa Anderson, referiu o tribunal.

No início de agosto, a Ucrânia lançou uma ofensiva surpresa na região russa de Kursk, que faz fronteira com o seu território. Esta operação, a maior ofensiva em território russo desde o final da Segunda Guerra Mundial, apanhou as forças de Moscovo de surpresa numa região fracamente defendida e foi um revés humilhante para o Kremlin.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Lammy, prometeu na segunda-feira prestar todo o seu "apoio" a este cidadão, afirmando ter sido informado "nos últimos dias" da sua detenção.

Um vídeo divulgado na internet por grupos pró-Kremlin mostrou um combatente estrangeiro capturado com as mãos amarradas e a identificar-se como James Anderson. O detido explicou que se juntou às forças ucranianas depois de ter sido dispensado do exército britânico. Terá sido capturado na região de Kursk, na Rússia.

O vídeo não pôde ser verificado de forma independente, segundo a agência de notícias AFP.

Numa entrevista recente ao Daily Mail, o pai de James Anderson manifestou-se chocado ao ver o vídeo.

"Vi imediatamente que era o meu filho. Parece assustado e preocupado", afirmou Scott Anderson.

O pai de James Anderson disse que a família tentou, sem sucesso, dissuadir o filho de 22 anos de viajar para a Ucrânia.

"Ele achava que estava a fazer o que era certo", sublinhou Scott Anderson.

O Governo britânico alerta que os cidadãos que vão combater na Ucrânia poderão ser "processados" pelos tribunais no seu regresso ao Reino Unido.ANG/Lusa

 

Conflito Médio Oriente/ONU pede cessar-fogo permanente e imediato em toda as frentes

Bissau, 26 Nov 24(ANG) - A ONU reiterou hoje o apelo para um "cessar-fogo permanente e imediato" no Líbano, em Israel e em Gaza, numa altura em que poderá ser declarada uma trégua entre israelitas e o Hezbollah libanês.


Para a ONU, trata-se de "única forma de acabar com o sofrimento" das populações da região, afirmou Jeremy Laurence, porta-voz do alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O gabinete de segurança israelita deverá decidir hoje sobre um cessar-fogo após dois meses de guerra contra o Hezbollah no Líbano, enquanto os Estados Unidos admitiram que um acordo estava próximo, mas pediram cautela.

O porta-voz acrescentou que Volker Turk, o alto-comissário para os Direitos Humanos, estava "seriamente preocupado com a escalada" do conflito no Líbano.

Salientou que pelo menos 97 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelitas entre 22 e 24 de novembro, incluindo oito crianças e 19 mulheres.

"São indicações da brutalidade desta guerra contra civis", disse Laurence, em Genebra, Suíça, citado pela agência francesa AFP.

O porta-voz de Turk disse que os ataques contra civis levantam "sérias preocupações sobre o respeito pelos princípios da proporcionalidade, distinção e necessidade".

A ação militar israelita no Líbano, que tem como alvo o movimento islâmico libanês apoiado pelo Irão, segue-se a quase um ano de bombardeamento do território israelita pelo Hezbollah.

Laurence criticou também o Hezbollah por continuar a disparar foguetes contra Israel, causando vítimas civis.

"A maioria destes ataques com foguetes são de natureza indiscriminada", provocando "a deslocação de muitos civis israelitas, o que é inaceitável", afirmou.

O conflito foi desencadeado por um ataque do grupo palestiniano Hamas em Israel em outubro de 2023, que levou a uma ofensiva israelita na Faixa de Gaza e, mais recentemente, no sul do Líbano para tentar neutralizar o Hezbollah.ANG/Lusa

 


Angola/
ONGs instam Portugal a “devolver” bens de Isabel dos Santos a Angola

Bissau,26 Nov 24(ANG) - Quatro organizações cívicas angolanas não estão satisfeitas com a resposta da justiça portuguesa em relação a uma carta, enviada em Agosto deste ano, a exigir esclarecimentos sobre o repatriamento dos bens de Isabel dos Santos. As Ong’s instam as autoridades portuguesas a “devolver” o património de Isabel dos Santos aos angolanos,

As autoridades portuguesas falam em segredo de justiça, mas, ainda assim, as Ong’s instam Portugal a “devolver” o património de Isabel dos Santos aos angolanos, exigindo ainda informação com transparência, sobre os activos recuperados, no âmbito do combate à corrupção. 

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 26, em Luanda, as associações Omunga, Mãos Livres, Pro Bono e Uyele apresentaram os resultados das cartas endereçadas à justiça angolana e portuguesa sobre o processo de recuperação e restituição dos activos da empresária Isabel dos Santos e de outros governantes ao governo de Angola.

O jurista Bartolomeu Milton, líder da Pro-Bono Angola, que falou em nome do grupo, disse que  o Governo português justificou que a questão da restituição dos bens da filha do antigo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, está condicionada a questões processuais e judiciais.

“Evoca-se aqui um manto de segredo justiça quando, de resto, ninguém sabe nada do que se está a passar. Aliás, a resposta vinda de Portugal que diz, no essencial, que sobre os bens de Isabel dos Santos,  só estes processos é que podem falar sobre o estado em que estão estes bens, mas depois evoca a questão da legitimidade. Portanto, são questões como estas que nós gostávamos que fossem tratadas de forma diferente e que do lado de Angola pudesse haver, com maior frequência e regularidade, informações pontuais sobre a tramitação dos processos em Portugal”

Na opinião do jurista da mesma forma como Portugal recebeu o dinheiro roubado por governantes angolanos, deve também agora ter a mesma disponibilidade para ajudar a repatriar os valores para a Angola.

 “Da mesma forma que Portugal teve acessibilidade e facilidade de permitir que angolanos levassem para lá recursos, deve ter a mesma disponibilidade para a ajudar às autoridades a repatriar este dinheiro. No lado de Angola exigimos a maior transparência na reposição deste dinheiro”, lembrou o presidente da Pro Bono Angola.

As OGNs pedem ao Governo português para restituir o património da empresária aos angolanos, exigindo de Angola maior transparência na reposição dos activos já recuperados, como faz saber Rafael Morais, líder da Associação Uyele.

“O consórcio insta à PGR (Procuradoria-Geral da República) de Angola a informar os angolanos e angolanas sobre o caso especifico da senhora Isabel dos Santos. As quatro organizações angolanas da sociedade civil instam a PGR de Portugal e o Governo português a tudo fazerem a fim de restituírem aos angolanos e angolanas o seu património indevidamente retirado da sua posse, a acção efectuada, maioritariamente, por concidadãos que enfrentam processos judicias em Angola e noutros países, onde abundam os activos indevidamente retirados de cá”, solicitou o activista Rafael Morais. 

O grupo das quatro organizações angolanas dizem ter consultado vários especialistas, dos dois países, em relação ao processo judicial contra Isabel dos Santos e que alegaram que o processo foi mal conduzido pelas autoridades judiciais de Angola e de Portugal.ANG/RFI

 

                              EUA/ Juíza encerra casos contra Trump

Bissau,26 Nov 24(ANG) - A juíza Tanya Chutkan validou esta segunda-feira, 25 de novembro, o fim do processo contra Donald Trump por tentativas ilegais de reverter os resultados das eleições de 2020. Horas antes, o procurador especial tinha recomendado o arquivamento destes processos. A decisão foi recebida pelo campo republicano como uma “grande vitória”.

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos entre 2017 e 2021, era acusado no Distrito de Columbia pelas tentativas de reverter os resultados das eleições presidenciais, que perdeu em 2020 para o democrata Joe Biden, e por ter alegadamente instigado o assalto ao Capitólio, ocorrido em 6 de Janeiro de 2021.

Ontem, o procurador Jack Smith pediu o arquivamento do caso do assalto ao capitólio, a cargo do tribunal federal do Distrito de Colômbia, sublinhando que Donald Trump ganhou as eleições e que a Constituição impede o Departamento de Justiça de avançar com acusações criminais contra um Presidente em exercício.

No caso dos documentos confidenciais da Florida, Jack Smith usou o mesmo argumento para abandonar o recurso da decisão da juíza federal Aileen Cannon, anulando o processo. Todavia, o procurador especial mantém, o apelo relativamente aos dois assistentes pessoais de Donald Trump na propriedade em Mar-a-Lago.

A juíza federal Tanya Chutkan seguiu as recomendações feitas pelo procurador especial, validando o fim da acusação por tentativas ilegais de anular o resultado das eleições de 2020. Ainda assim, no primeiro caso, em Washington, a juíza Tanya Chutkan validou o pedido de Jack Smith para cancelar o processo, sem, no entanto, impedir que seja reaberto no final do mandato de Donald Trump, de 78 anos.

A acusação enfrentou muitas dificuldades no avanço de ambos os casos desde que o Supremo Tribunal, com uma maioria conservadora, decidiu em julho que os antigos presidentes do país gozavam de uma ampla imunidade de acusação.

Desde a eleição de 5 de Novembro, Donald Trump, que deverá tomar posse a 20 de Janeiro, parecia estar seguro de escapar a estes dois procedimentos judiciais – a interferência eleitoral em 2020 e a retenção de documentos confidenciais após a saída da Casa Branca.

A equipa de campanha de Donald Trump saudou imediatamente uma “grande vitória do Estado de direito”, denunciando mais uma vez a “exploração política do sistema judicial”.ANG/RFI

 

Infraestruturas rodoviárias/Presidente de República preocupado com atrasos nas obras de autoestrada Bissau/Safim

Bissau 26 Nov 24 (ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo mostrou-se esta segunda-feira preocupado com os atrasos verificados nas obras de construção da autoestrada que liga Bissau à Safim.

Umaro Sissoco Embaló manifestou a sua preocupação depois de uma visita efetuada ao local para constatar o andamento dos trabalhos, tendo frisado que as obras deviam terminar em  dois anos, mas já fez quatro e precisava de entender a causa da demora.

“A Guiné-Bissau tem a participação de 30 por cento nesta obra e se lembrarem foi eu quem fez o lançamento da primeira pedra para o arranque da referida obra no meu primeiro ano de mandato em 2020 e eu gosto das infraestruturas uma vez que, com bons aeroportos e outros serviços podemos criar empregos para os jovens e captar os investidores estrangeiros, disse.

Embalo reconheceu que o processo das indeminizações aos proprietários das casas demolidas junto a berma da estrada também pode ter contribuído no atraso, uma vez que não se podia derrubar casas das pessoas sem os recompensar apesar da estrada ser um bem comum, garantindo contudo que as obras serão entregues ao Estado guineense no próximo mês de janeiro de 2025.

O Chefe de Estado afirmou que, na quarta-feira, irá a Gabú leste do país para lançar a primeira pedra de construção de 10 quilómetros de estradas na cidade de Gabú e 23 quilómetros na cidade de Bafatá.ANG/MSC/AC

   Desporto/Rubem Amorim aponta Quenda para a Seleção da Guiné-Bissau

Bissau,26 Nov 24(ANG) – O ex. treinador do Sporting Clube de Portugal Rubem Amorim aconselhou o médio ofensivo luso guineense, Geovany Quenda a voltar e jogar na seleção da Guiné-Bissau.

De acordo com o site guinenews,  o actual treinador de Manchester United, após ouvir as reclamações do jogador do Sporting Clube de Portugal Geovany Quenda, aconselhou o mesmo a voltar e jogar na seleção da Guiné-Bissau : ” É melhor jogar na selecção de Guiné-Bissau”.

Geovany Quenda, apesar de ter sido convocado pelo selecionador de Portugal Roberto Martinez, para o jogo contra a Croácia, disputado no passado dia 18 do corrente mês, referente ao apuramento para a Liga daas Nações, o futebolista luso guineense não foi utilizado nesta partida e voltou a não somar qualquer minuto, pelo que não bateu o recorde de jogador mais jovem de sempre a representar Portugal.

Questionado pelos jornalistas no final do jogo que Portugal empatou com a Croácia por uma bola, sobre a não utilização de Geovany Quenda, o selecionador português, Roberto Martinez, respondeu que  o Quenda não está aqui para bater recordes, está aqui para ser um jogador importante para a seleção. “É um jogador muito diferente, que vai ajudar-nos muito. Muito mais importante para o Quenda é que possa fazer 100 ou 150 jogos pela Seleção, não o momento da estreia”, salientou.

A relação entre Rubem Amorim e o Geovany Quenda não é de uma simples sequência . Além do conselho, Amorim aposta muito no talento do miúdo guineense até conta com ele para o projeto no Manchester.

Ainda,
o treinador português iniciou o processo transferência de Quenda para o United.

Segundo as informações do skysport , Manchester United estaria "preparando uma oferta" de £ 50 milhões mais bônus para contratar Geovany Quenda por um valor abaixo da cláusula de rescisão do Sporting CP.

Amorim tem sido relacionado a vários de seus discípulos do Sporting desde que foi confirmado como o chefe do United. Dado que ele ganhou a liga com eles em Portugal na temporada passada, não seria surpresa para o técnico levar algumas estrelas para Old Trafford.

Mas, além disso, pode muito bem optar por fazê-lo e, segundo A Bola, o interesse pelo jovem Quenda intensificou-se.

De qualquer forma, o jovem de 17 anos só pode mudar-se para um novo país no verão, tendo em conta que fará 18 anos em abril de 2025, o que é ideal para a vontade de Amorim de não pisar nos pés da sua antiga equipa, mas não perder alguma coisa .

Natural da Guiné Bissau, Geovany Quenda veio para Portugal quando ainda era criança e começou a jogar futebol com apenas 8 anos, no Damaiense, onde Basaúla, um internacional zairense que se destacou no Vit, Guimarães nos anos 90, que na altura era Coordenador da Formação do clube da Damaia, logo o identificou como um jogador com um talento fora de normal para a sua idade.

Como o pai do pequeno Geovany estava a trabalhar em França, Basaúla assumiu a posição de tutor do miúdo através de uma procuração e a partir daí passou a cuidar da educação escolar, pessoal e desportiva do jovem prodígio, que depressa despertou o interesse dos dois grandes de Lisboa, com o Benfica a ganhar a corrida.

Depois de dois anos a jogar nos escalões infantis dos encarnados, Basaúla considerava que seria fundamental para a integração completa de Geovany Quenda, que ele fosse viver para a Academia do Seixal. No entanto essa mudança não se concretizou, apesar de ter sido combinada com os dirigentes do Benfica que não cumpriram as promessas feitas, uma situação que chegou ao conhecimento do Sporting, que logo apresentou uma proposta que ia de encontro a todas pretensões de Basaúla.

Apesar do pai de Geovany ser benfiquista, compreendeu e aceitou que o melhor para o seu filho seria a mudança para Alcochete, que se concretizou no início da época 2019/20, apesar do Benfica ter tentado reverter a situação, abrindo as portas do Seixal, oferecendo dinheiro e até a matricula num colégio, mas a palavra de Basaúla e dos Quenda já estava dada ao Sporting e eles não voltaram atrás.

No Sporting Geovany Quenda confirmou tudo o que se esperava dele e depois de ter feito parte da equipa de Iniciados que ganhou o Campeonato Nacional daquele escalão, na época 2021/22, na temporada seguinte assumiu-se como uma das grandes figuras da equipa de Juvenis e tornou-se internacional de sub 17, apesar ainda ser juvenil de 1º ano.

Na época 2022/23 quando se esperava que pudesse jogar na equipa de Juniores, saltou para os sub 23, onde se confirmou como um extremo desconcertante e goleador, de tal forma que começou a ser chamado por Rúben Amorim para treinar com a equipa principal e no final da temporada subiu para a Equipa B. Tinha apenas 16 anos de idade.

No início da época 2024/25 foi integrado no estágio de pré temporada da equipa principal, estreando-se oficialmente num jogo da Supertaça, onde marcou um golo, embora o Sporting tenha perdido por 4-3 com o FC Porto.

Passou então a ser opção para o lugar de ala direito no 3x4x3 de Rúben Amorim e em Setembro de 2024 foi convocado por Roberto Martinez para os jogos da Seleção A na Liga das Nações, mas acabou por não ser utilizado. Ainda só tinha sido internacional nos sub 17.

Poucos dias depois viu o seu contrato com o Sporting melhorado, passando a ter uma cláusula de rescisão de 100 milhões de Euros, a mais alta do plantel, a par da de Viktor Gyökeres.ANG/Guinenews

 

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Cooperação/PJ da Guiné-Bissau e a Polícia Federal do Brasil assinam acordo de parceria no domínio de luta contra crime organizado

Bissau, 25 nov 24 (ANG) – A Polícia Judiciária(PJ) da Guiné-Bissau e a Polícia Federal do Brasil assinaram recentemente  acordo de parceria no domínio de luta contra crime organizado.

A informação consta no site da PJ guineense consultada hoje pela ANG, segundo as quais o referido acordo foi  rubricado nas instalações da Polícia Federal do Brasil, entre os diretores da PJ da Guiné-Bissau Domingos Monteiro Correia e Andrei Rodrigues director da Polícia Federal do Brasil.

Informou que, o acordo marca um passo significativo no fortalecimento das capacidades de combate ao crime organizados em ambos os países. 

“Este acordo estabelece um quadro abrangente de colaboração, que inclui intercâmbio de informações, formação de agentes e a realização de operações conjuntas”, lê-se na mesma publicação.

Informa que, a iniciativa tem como objectivo não apenas intensificar a luta contra o crime organizado, mas também potenciar as capacidades  operacionais das duas instituições. 

A cerimónia de assinatura foi testemunhada pelos representantes da diplomacia da Guiné-Bissau em Brasília e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Bissau, que reconheceram a importância desta colaboração para combate eficaz ao crime organizado.

Após assinatura do acordo, o Diretor da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, enalteceu a importância da cooperação internacional.

Afirmou que “o combate ao crime organizado exige uma abordagem integrada e colaborativa, onde as fronteiras se tornam oportunidade para trabalhar em conjunto”.

O Diretor Nacional da PJ da Guiné-Bissau, Domingos Monteiro Correia, acompanhado pela Diretora Nacional Adjunta, Cornélia Vieira Té, e pela Inspectora Geral do Ministério da Justiça, Ussainatu Djaló, enfatizou que o acordo ora rubricado representa um marco na construção de uma parceria sólida, que permitirá enfrentar, de forma eficaz, as ameaças à segurança pública.ANG/LPG/ÂC

 Saúde Pública/ Reino de Marrocos inaugura Academia  Africana de Ciências de Saúde


Bissau, 25 Nov 24 (ANG) -
  O Reino de Marrocos acaba de inaugurar, na cidade costeira de Dakla, uma Academia Africana de Ciências da Saúde(AACS)  com a ambição de o continente conquistar uma soberania sanitária.

A iniciativa apresentada pela Fundação Mohamed VI de Ciências e da Saúde traça como imperativos maiores, a formação de líderes  africanos ,  a inovação e transformação e a federação de energias.

O ministro marroquino da Saúde  e Proteção Social, Amine Tahraoui ,que presidiu a cerimónia de lançamento, diz ser um “projeto estruturante que escreve  nova página  na história da saúde em África”.

“Esta academia não é apenas um projeto, é uma visão de África que queremos construir, uma África soberana que mobiliza seus talentos e  saberes para responder aos seus próprios desafios”, disse.

Acrescenta que a academia representa uma ambição de gerações que recusam a fatalidade, e que se engajam  a transformar o potencial do continente em realidade tangível.

“É uma responsabilidade partilhada por todos- responsáveis  públicos, instituições académicas profissionais e cidadãos, para inscrever  a saúde no coração do desenvolvimento humano e na resiliência coletiva”, disse.

O governante sublinhou que  Marrocos , sob liderança do Rei Mohamev VI sempre defendeu um crescimento inclusivo que não deixa fora nenhum território.

“Ao acolher esta academia, Dakla  encarna  um simbolismo vivo  de equidade territorial e de integração africana. Testemunha  a nossa vontade de fazer  da saúde uma prioridade partilhada, onde as inovações científicas e as soluções locais se reencontram para servir as populações”, salientou.

Disse saber que os progressos na saúde devem passar pela garantia de formação de qualidade para homens e mulheres., capazes de pensar e agir para responder às necessidades reais  das populações.

“A academia assegurará  uma formação de ponta, adaptada as realidade africanas e orientada para fazer face aos desafios do futuro”, explicou ao justificar o imperativo de se formar líderes africanos para o futuro.

Tahraoui defendeu que a África não deve  seguir as tendências mas que deve sim  criá-las , investindo nas investigações e inovações, e assegura que  academia vai tornar possível  a exploração de soluções tecnológicas  medicais, adaptadas ao ambiente sociocultural e económica africana.

Sobre a perspetiva de federar energias, Taharaoui  disse que a academia é convidada a se tornar um polo de excelência que reúne talentos, mutualiza especialistas e reforça  a cooperação sul-sul. “É um espaço para  solidariedade africana tomar uma  forma concreta, onde cada parceiro,  público ou privado, nacional ou internacional encontra o seu espaço para contribuir  para o desenvolvimento da saúde em África”, referiu.

O ministro reconhece que os desafios são enormes no domínio da saúde no mundo e aponta  a desigualdade de acesso a tratamentos, as pressões ligadas as doenças emergentes e os impactos das alterações climáticas, como alguns desses desafios, mas diz que está convencido de que a academia  vai tornar possível que esses desafios sejam ultrapassados.

Para a cerimónia de inauguração da Academia Africana de Ciências da Saúde as autoridades marroquinas convidaram  várias personalidades do mundos de investigação científica relacionada a saúde,  professores universitários, antigos ministros da saúde da Guiné-Bissau, Senegal ,Gâmbia, de Comores, que em dois painéis, nomeadamente,” Oportunidades e Intercâmbio para desenvolvimento de novas vacinas” e “Cooperação Sul-Sul para Soberania sanitária”, debaterem desafios, experiências adquiridas com a vigência da epidemia da Covid-19 , as necessidades: de inovações, investimentos e formação, entre outros aspetos.

A Academia Africana de Ciências da Saúde, cuja sede está instalada na cidade de Dakla, Sul de Marrocos,  ocupa um espaço de 47 hectares e deverá acolher 3.000 estudantes. Três acordos  de cooperação e de parcerias  sobre ciências da saúde em África foram assinados à margem da cerimónia de seu lançamento.

Os acordos  envolveram  a AACS, Fundação Mohamed VI de Ciências e da Saúde, o Ministério do Ensino Superior, da Investigação Científica e da Inovação de Marrocos e a Agência Marroquina de Cooperação Internacional, e visam a promoção de investigação científica e inovação, o reforço da cooperação sul-sul, o desenvolvimento de parcerias  estratégicas e disponibilização de bolsas de estudos. ANG//SG

Saúde Pública/ “É uma iniciativa importante no plano científico que sua Majestade Mohamed VII acaba de lançar”, diz Abdou Fall antigo ministro da Saúde do Senegal

Bissau, 25 Nov 24 (ANG) – O antigo ministro do Senegal, Abdou Fall, um dos convidados das autoridades marroquinas para a cerimónia de inauguração da Academia Africana de Ciências da Saúde(AACS), realizada, sábado, em Dakla, Marrocos disse que a iniciativa marroquina vai marcar a vida da comunidade 

científica africana.

“Vai-se dispor de um bem que permitirá se implicar mais fortemente e num quadro de estratégia coordenada, para assegurar a formação do pessoal de saúde, em quantidade e qualidade, fazer uma avaliação das inovações e ver em que medida se pode as vulgarizar e ,por último, fazer  perspectivas para que os desejos relativos à saúde sejam postos em termos que evitem situações de crise, que pudessem ser prevenidas, tal como foi o caso da Covid-19”, disse.

Fall acrescntou que são esses os desafios em relação aos quais os problemas de saúde em África poderão ser tratados ao nível da academia.

Um dos painelistas demonstrou a necessidade de  investimentos e infraestruturas e nos recursos humanos, a propósito, Abdou Fall afirma haver um enorme défice de pessoal médico.

Revela que a África, com menos de 20 por cento da população mundial suporta 80 por cento de encargos relacionados à tratamentos de doenças transmissíveis, e que o pessoal da saúde representa 05 por cento do pessoal de saúde do mundo.

“ É nítido o desequilíbrio entre a pressão que se exerce sobre o sistema sanitário africanos e a capacidade de resposta em termos de  disponibilidade do pessoal em número suficiente e de qualidade. É essencial a questão da formação”, disse.

Defende que não se pode resolver o acesso ao tratamento sem colocar as  infraestruturas de saúde mais perto das populações. “É preciso que os lugares onde as populações vão receber tratamento estejam no seu meio ambiente”, disse.

Para Fall ,a produção de medicamentos é  outra necessidade de investimento em África. Diz que a África é muito mal servido nesse sentido, porque as indústria africanas de produção de medicamentos produzem e satisfazem apenas 05 por cento das necessidades. Dos medicamentos que se utilizam em África, segundo Fall, 95 por cento são importados, e Fall reitera  que a dependência em termos de medicamentos coloca também um desafio à saúde em África.

Apontou como  exemplo, o seu país, o  Senegal, onde os custos de medicamentos representam  150 mil milhões de francos cfa, e em que 120 mil milhões fcfa vão para as indústrias de países estrangeiros. “Com esta academia vamos analisar esta situação e ver como, em conjunto, se possa fazer o setor privado africano investir na produção de medicamentos.

Vai ser preciso apontar num quadro os desequilíbrios e adoptar uma estratégia comum que permita que estas necessidades sejam satisfeitas”, disse. Abdou Fall, um dos membros do Conselho Executivo da AACS, nomeado por duas vezes ministro da saúde no Senegal sustenta que, quanto ao consumo de medicamentos  a África representa um mercado de 1.200.000.000,00 de pessoas, pelo que é preciso orientar os investidores africanos sobre as possibilidades de retorno que há em África. ANG//SG