sexta-feira, 4 de julho de 2025

Médio Oriente/ONU contou 613 mortes em pontos de distribuição ajuda alimentar em Gaza

Bissau, 04 Jul 25 (ANG) - Mais de 600 pessoas morreram em Gaza perto de comboios humanitários e em pontos de distribuição de ajuda administrados por uma organização norte-americana apoiada por Israel

Segundo Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a organização não tem sido capaz de atribuir a responsabilidade pelo que considera ser assassínios no conflito que opõe Israel ao movimento de resistência islâmico Hamas.

No entanto, Shamdasani considerou que grande parte das 613 mortes registadas são da responsabilidade do exército israelita, "que bombardeia e dispara sobre palestinianos que tentam chegar aos pontos de distribuição" operados pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF).

Em declarações aos jornalistas numa conferência de imprensa, a porta-voz acrescentou também desconhecer quantas dessas mortes ocorreram nos pontos de distribuição ou junto dos comboios humanitários.

Shamdasani sublinhou que os números abrangiam o período de 27 de maio a 27 de junho e que "houve mais incidentes" desde então, ainda por contabilizar e salientou que as informações são asseadas num relatório interno da situação elaborado pelo gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A porta-voz ressalvou que os números, compilados através dos processos de verificação padrão da organização, "não mostram provavelmente um quadro completo".

"Talvez nunca sejamos capazes de compreender a dimensão total do que está a acontecer aqui devido à falta de acesso" das equipas da ONU às áreas afetadas, sublinhou.

Praticamente desde o início do conflito, a 07 de outubro de 2023, que Israel tem sitiado a Faixa de Gaza, privando os palestinianos de ajuda humanitária e alimentar.

A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano Hamas ao sul de Israel.

O ataque causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelita, na sua maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP realizada a partir de dados oficiais, e 49 das 251 pessoas sequestradas nesse dia continuam reféns em Gaza, das quais 27 foram declaradas mortas pelo exército israelita.

Mais de 57.000 palestinianos, na maioria civis, foram mortos na campanha de retaliação militar israelita na Faixa de Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Governo do Hamas para Gaza, considerados confiáveis pela ONU.ANG/Lusa

 

      Angola/ Governo nega acordo com jornalistas sobre aumento salarial

Bissau, 04 Jul 25 (ANG) - O Sindicato dos Jornalistas de Angola(SJA) anunciou ter chegado a acordo com os Conselhos de Administração dos Órgãos Públicos de Comunicação Social sobre o aumento salarial de 58% para a classe, a partir de Agosto deste ano, com retroactivos a partir do mês de Junho. 

A tutela reage e nega ter acertado reajustar os salários dos jornalistas, esclarecendo que o assunto é da competência do governo central.

Os jornalistas das empresas públicas realizaram esta semana uma assembleia de trabalhadores, cujo objectivo foi de analisar as respostas do patrão em relação as preocupações apresentadas pelos trabalhadores.

Na ocasião, o secretário-geral adjunto do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), André Mussamo, revelou o aumento de 58% do salário base da classe já em agosto, como resultado das negociações com a entidade patronal.

“Um dos principais pontos que colocávamos era o incremento de 100% do salário base dos trabalhadores dos órgãos públicos de comunicação social. Mas, como todos os processos, ao longo da negociação, recebemos contrapropostas e chegamos a acordo para um aumento de 58%, a implementar já no salário de Agosto, mas a contar com o retributivo no mês de Junho”, anunciou o jornalista, também presidente do MISA-ANGOLA.

Em reacção, o porta-voz da comissão negocial da imprensa pública, Pedro Neto, desmentiu a posição do sindicato, alegando que o mote do incremento salarial dos jornalistas é da responsabilidade do executivo e não das empresas.

“Não foi uma decisão em relação a essa percentagem. Aliás, as empresas de comunicação social não têm competência para decidir sobre aumentos, para mexer nos salários. Portanto, isso é uma competência do Governo. Portanto, não incumbe àquela comissão negocial decidir sobre esse aumento e para mais dois meses depois, portanto, no mês de Agosto, desmentiu   Pedro Neto. 

Entretanto, face ao pronunciamento da comissão negocial dos órgãos públicos, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos fez sair um comunicado nesta quinta-feira, 3 de julho, a apelar aos associados a se manterem calmos e serenos, por acreditar no bom senso dos gestores dos órgãos públicos em relação ao cumprimento do acordo. ANG/RFI

 

RDC/ONU acusa Ruanda de ter organizado ofensiva rebelde no leste da RDC

Bissau, 04 Jul 25 (ANG) - – Um relatório da ONU acusa o Ruanda de estar por detrás das operações militares no leste da República democrática do Congo.

O documento foi tornado público na quarta-feira., e a  ONU não descarta vir a adoptar sanções e aponta o dedo a uma série de governantes de Kigali.

A coligação militar AFM/M23, activa no leste da RDC, assumiu o controlo de Goma e de Bukavu no início do ano, tendo, para o efeito, contado com o apoio do Ruanda.

Os peritos da ONU denunciam a presença massiva de soldados ruandeses no antigo Congo belga entre Janeiro e Maio deste ano.

As Nações Unidas que não excluem, por isso, a adopção de sanções.

Porém o Ruanda, através da porta-voz do governo, Yolande Makolo, afirmou que o seu país está plenamente comprometido com o Acordo de paz, assinado a 27 de Junho passado em Washington, e também com a neutralização das FDLR.

As FDLR que são as Forças democráticas de libertação do Ruanda, um grupo de exilados hutus ruandeses, activo desde o ano 2000 no leste do antigo Zaire.

A ONU aponta, nomeadamente, o dedo ao ministro ruandês da cooperação regional, James Kabarebe, de ter sido o organizador da ofensiva rebelde no leste da RDC.

Ele que desde Fevereiro é já alvo de sanções do Tesouro americano por ter organizado o apoio de Kigali à coligação rebelde AFC/M23.ANG/RFI

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Sociedade/Presidente eleita de REMPSECAO promete trabalhar em equipe para reorganizar a instituição

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) – A nova presidente  da Rede de Paz e Segurança para as Mulheres  no Espaço da CEDEAO-Antena Guiné-Bissau (REMPSECAO), prometeu hoje trabalhar em equipa, para reorganizar e reorganizar a instituição, durante os quatro anos do seu mandato..

Elci Pereira Dias, numa entrevista exclusiva  à Agência de Notícias da Guiné (ANG), declarou  que a sua prioridade é reorganizar a REMPSECAO, e que isso não quer dizer que a organização nunca esteve organizada, mas sim vai  redobrar os esforços de cumprimento dos objetivos da organização.

“Eu fui Presidente-Interina da Organização por um período de tempo, mas o meu foco e o meu olhar eram limitados,. Agora  que me  confiaram a  missão de dirigir a REMPSECAO, penso que a minha visão e ambição em colaboração com a minha equipa vai contribuir para estruturar a REMPSECAO, na luta para  garantir a paz e estabilidade no país  assim como na Sub-Região.

Segundo Elci Pereira Dias, para fazer face a problemática de garantia de paz e segurança na Guiné-Bissau e assim como nos países da Sub-Região, é necessário reforçar a Rede com quadros jovens, tal como  exigem as regras internacionais e sub-Regionais.

Questionada sobre o que pretende a REMPSECAO fazer para envolver as mulheres nos órgãos de tomada de decisão, ao nível da CEDEAO,  Elci Pereira Dias disse que é uma preocupação,  não especificamente da Rede.

“Criamos uma Plataforma Política que trabalha neste domínio, e foi a mesma que trabalhou a lei de paridade, que foi submetida  e aprovada pela ANP. É a  mesma que está a fazer uma campanha de mobilização dos partidos políticos, para o cumprimento dessa norma”, disse a nova presidente de REMPSECAO.

Elci Dias sublinha que  apesar de vários esforços feitos pela Plataforma Política criada para gerir os assuntos da lei de paridade na Guiné-Bissau, o seu cumprimento, até então, não está a ser respeitado, pelos homens.

“Não queremos dizer que, na esfera de tomada de decisão no  país, nenhuma mulher está envolvida, mas, na verdade, os homens representam , por isso, aconselho as mulheres a se esforçarem para capacitação, e deixarem de lado as diferenças sociais”, disse
Pereira Dias.

Defende , por outro lado, que uma ativista que trabalha para a garantia de paz e estabilidade não deve ter cores partidárias ou pensar em algo de troca.

“A humildade e isenção é a peça chave para uma ativista”, disse.

Elci Pereira Dias, ex-presidente interina de REMPSECAO, e antiga Diretora-Geral do Jornal Nô Pintcha (JNP), foi eleita terça-feira novo presidente da Organização, com 38 votos a favor, e sem nenhum opositor na corrida ao cargo durante a Terceira Assembleia Geral da organização.ANG/LLA/ÂC//SG  

Justiça/ECOSC e FP repudiam  “tentativa de intimidação” por parte da Procuradoria Geral da República

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - O Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil(ECOSC) e a Frente Popular(FP), reagiram esta quinta-feira à acusação da PGR segundo a qual as duas organizações são ilegais, sem personalidade jurídica.

Em comunicado conjunto  à imprensa, as duas organizações dizem repudiar  com veemência o que consideraram “tentativa de intimidação”, por parte da Procuradoria Geral da República.

No comunicado conjunto, os dois movimentos cívicos exigem a demissão imediata de Bacar Biai do cargo de Procurador-Geral da República, por “manifesta incompetência, parcialidade e desprezo pelos valores constitucionais”, que deveria defender.

"Esta manobra do Ministério Público não é mais do que uma tentativa desesperada de desviar a atenção do povo guineense da real situação do país, dos: órgãos de soberania caducados, a captura do poder judicial, serviços públicos em colapso com permanentes greves nos sectores de educação, saúde e justiça, pobreza extrema, corrupção desenfreada e governação fictícia com assinaturas de acordos secretos que comprometem os recursos naturais vitais do nosso país, com destaque para o sector da pesca," lê-se no comunicado.

Reafirmaram  que não vão calar e nem  recuar, porque as suas lutas são   do povo guineense,  que vencerão.

"A Constituição da República da Guiné-Bissau garante a todos os cidadãos o direito inalienável de participar ativamente na vida pública, através de iniciativas cívicas que promovam o aprofundamento da democracia e do Estado de Direito, neste espírito nasceram os movimentos cívicos Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil, em 2019, e a Frente Popular, em 2024. Ambos são compostos por dezenas de organizações da sociedade civil legalmente reconhecidas, com o objetivo de contribuir para a consolidação da paz, da democracia e do Estado de Direito na Guiné-Bissau", refere o comunicado conjunto.

Declararam  que foi com profunda indignação, mas sem surpresa que  tomaram conhecimento, através da comunicação social, de um comunicado do Ministério Público declarando-os ilegais e ameaçando com consequências penais.

Os dois movimentos dizem tratar-se de  um “ato inconstitucional, arbitrário e politicamente motivado, que denuncia a instrumentalização do Ministério Público por forças autoritárias e retrógradas”. ANG/MI/ÂC//SG

 

Sudão/Médicos Sem Fronteiras alerta para atrocidades e limpeza étnica no Darfur

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou hoje para "atrocidades em massa" e "limpezas étnicas" em curso no norte do Darfur, onde os combates entre o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido continuam.

 

"As pessoas não estão apenas presas em combates ferozes e cegos", afirmou num comunicado Michel Olivier Lacharité, responsável pelas emergências da ONG, afirmando que as pessoas são, também, alvo das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) e dos seus aliados, "principalmente devido à sua etnia".

Desde abril de 2023, os sudaneses vivem numa guerra pelo poder que opõe o exército regular às RSF, um conflito que causou já dezenas de milhares de mortos e 13 milhões de deslocados.

Depois de perder a capital, Cartum, em março, as RSF redirecionaram a sua ofensiva para o oeste do país, onde tentam tomar El-Facher, a capital do Darfur, ainda controlada pelo exército.

Num relatório intitulado "Assediados, atacados, famintos", a MSF alerta para o risco de um "banho de sangue" em El-Facher, onde cerca de 800.000 pessoas estão sitiadas pelos paramilitares desde maio de 2024.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na sexta-feira que estava a tentar negociar um cessar-fogo para permitir o envio de ajuda humanitária a El-Facher.

A cidade está em grande parte privada de alimentos, água e cuidados médicos, enquanto a fome atinge três campos de deslocados vizinhos.

Um relatório da MSF, elaborado a partir de 80 testemunhos recolhidos entre maio de 2024 e maio de 2025, descreve "padrões sistemáticos de violência, incluindo pilhagens, massacres, violência sexual, raptos, fome" e ataques contra infraestruturas civis.

De acordo com testemunhas citadas pela MSF, os soldados das RSF planeiam "limpar El-Facher" das suas comunidades não árabes, em particular a etnia Zaghawa --- pilar das Forças Conjuntas aliadas ao exército ---, suscitando receios de um massacre após as atrocidades perpetradas em 2023 contra os Masalit no oeste do Darfur.

"Tememos que tal cenário se repita em El-Facher", disse Mathilde Simon, consultora de assuntos humanitários da MSF.

As tropas do general Abdel Fattah al-Burhane, que lidera o país desde o golpe de Estado de 2021, e as RSF do seu antigo aliado, o general Mohamed Daglo, são regularmente acusadas de cometer massacres.

O conflito, que entra no seu terceiro ano, provocou o que a ONU descreve como "a maior crise humanitária atual".

Só no norte do Darfur, mais de um milhão de pessoas estão à beira da fome, segundo a ONU.

O conflito fragmentou o país africano, com o exército a controlar o leste, o centro e o norte, enquanto as RSF controlam quase todo o Darfur e partes do sul.ANG/Lusa

 

     Iraque/PKK confirma desarmamento em cerimónia no norte do Iraque

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) confirmou hoje que os seus combatentes no norte do Iraque vão começar a entregar as armas numa cerimónia entre 10 e 12 de julho, na cidade de Sulaymaniyah.


"Um grupo de guerrilheiros descerá das montanhas e despedir-se-á das suas armas, num esforço para declarar a sua boa vontade para com a paz e a política democrática", declarou o PKK num comunicado.

A cerimónia, que deverá ter lugar entre 10 e 12 de julho na cidade de Sulaymaniyah, na região curda semi-autónoma do norte do Iraque, será o primeiro passo concreto para o desarmamento num conflito que se estende há mais de quatro décadas e que causou mais de 40.000 mortos.

Zagros Hiwa, porta-voz do PKK, disse que os combatentes destruirão as suas armas "sob a supervisão das instituições da sociedade civil e das partes interessadas".

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK, anunciou em maio que iria dissolver-se e renunciar ao conflito armado. A medida foi tomada depois de o líder do PKK, Abdullah Ocalan, preso numa ilha perto de Istambul desde 1999, ter instado o seu grupo, em fevereiro, a convocar um congresso e a dissolver-se e desarmar-se formalmente.

Para que o PKK possa dar novos passos no sentido do desarmamento, "o regime de isolamento" imposto a Ocalan na prisão "tem de ser abolido" e devem ser tomadas medidas "constitucionais, legais e políticas" para "garantir que os guerrilheiros que abandonaram a estratégia da luta armada possam ser reintegrados na política democrática da Turquia", de acordo com Zagros Hiwa.

O número de combatentes que irão participar ainda não foi determinado, mas poderá situar-se entre os 20 e os 30, afirmou ainda o porta-voz.

Na Turquia, na segunda-feira, Omer Celik, porta-voz do Partido da Justiça e do Desenvolvimento do Presidente Recep Tayyip Erdogan, disse que o PKK poderia começar a entregar armas "dentro de dias", mas não forneceu pormenores.

Celik acrescentou que Erdogan se reuniria com membros do partido pró-curdo na próxima semana para discutir o esforço de paz.

O Governo turco não fez qualquer declaração imediata sobre o anúncio de hoje.

Alguns analistas e opositores receiam que Erdogan queira manter-se no poder, apesar de não se poder recandidatar, uma vez que procura redigir uma nova Constituição. 

O recente esforço do Governo turco para terminar o conflito de décadas com o PKK, de acordo com os mesmos analistas, pode fazer parte da estratégia para ganhar o apoio de um partido pró-curdo no Parlamento e obter a maioria necessária para aprovar uma nova Constituição.ANG/Lusa

 

Justiça/Procuradoria Geral da República considera de “ilegais” Frente Popular e Espaço de Concertação das organizações da Sociedade Civil

Bissau,03 Jul 25 (ANG) – A Procuradoria-Geral da República considerou, em nota à imprensa, de ilegais, a Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil, por carecerem de personalidade jurídica.

Por isso, segundo a Nota do Gabinete da Imprensa e Relações Públicas da PGR, à  que a ANG teve acesso hoje, as duas organizações não podem organizar atividades que são reservadas as entidades com personalidade jurídica sob pena da lei faltando.

No documento, o Ministério Público, informou que pela legitimidade conferida pelos arts. 1259/1 da Constituição da República da Guiné Bissau e art. 1º da Lei Orgânica do Ministério Público, oficiou a Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil, no sentido de apresentarem os respetivos estatutos e, consequentemente, o documento comprovativo da aquisição da personalidade jurídica.

O Ministério Público solicitou ainda um encontro de trabalho com as mesmas organizações, mas não se dignaram a receber o convite.

“No entanto, oficiosamente, o Ministério Público tomou conhecimento da falta de personalidade jurídica destas duas supostas pessoas coletivas”, refere.

A PGR acrescenta que, por falta da constituição formal, nos termos do art. 158 do Código Civil, esta anormalidade jurídica constitutiva inibe essas pessoas coletivas de atuarem no mundo jurídico, pese embora os seus fundadores poderem ser responsabilizados pelos atos da organização .

O Ministério Público alerta à todas as instituições Públicas e parceiros de desenvolvimento que a personalidade jurídica das pessoas coletivas não é supralegal, e que tanto a Frente Popular como o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil carecem desta personalidade, pelo que não podem entrar em relação jurídica com quaisquer entidades, ou seja, não podem praticar atos jurídicos em seu nome próprio ou demandar em juízo.ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Diretor Regional da Educação de Biombo diz  que algumas escolas   não estarão em condições de funcionar no próximo ano letivo

Biombo, 03 Jul 25 (ANG)- O Diretor Regional da Educação   de Biombo afirmou ,quarta-feira, que algumas escolas  da região  não vão estar em condições de funcionar no próximo ano letivo,  devido falta de cobertura.

Francisco Có fez a  afirmação numa conferência de imprensa, realizada  após uma   visita que efetuou recentemente  às  escolas da região .

Disse ter constatado   dificuldades de vária ordem e  disse que muitos  estabelecimentos escolares se encontram em avançado estado de degradação.

“Durante a visita verifiquei que  as pessoas particulares estão à construir suas casas no espaço de alguns estabelecimentos escolar, estão a colocar contentores de vendas no espaço de algumas escolas. Tudo isto é bastante preocupante, uma vez que não é normal esta prática”, lamentou aquele responsável.

Francisco Có lançou um apelo à Administração Local no sentido de fazer a delimitação do terreno da escola de Cumura de Pepel 2, Pefine 1 e Biquedje, situada em Quisset.

Có disse ainda que  a Delegacia Regional  se depara com falta de meios de transporte, de impressora e computadores.

“Para realizar esta visita às diferentes escolas tivemos que alugar as motorizadas . Tudo isso acarreta um custo um pouco elevado. Assim sendo, a Delegacia precisa de apoios”, disse Francisco Có. ANG/AALS//SG

Regiões/ Associação Portuguesa Guinanos doa quatro painéis solares ao Centro de Formação de Quinhamel

 

Biombo, 03 Jul 25 (ANG) – A Associação Portuguesa Guinanos doou , quarta-feira, quatro painéis solares e lotes de livros didáticos   ao Centro de Formação Juvenil  de Quinhamel.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG, na região de Biombo, na ocasião, a Presidente da Associação de Guinanos, Mariana Inglês disse que na sua primeira visita a Guiné-Bissau, ficou surpreendida com as condições precárias com  que as escolas se deparavam.

Lembrou que os  professores e alunos queriam eletrificar as salas, ter mais livros e  computadores, e, essa foi a força dos Guinanos para iniciar os trabalhos  e ver as condições da maioria das escolas do país.

Segundo Mariana Inglês,  os referidos painéis solares foram  financiados pela Organização  “Dona Ajuda” que investiu juntamente com a CFJ e Guinanos na construção dos painéis Solares.

O Guinanios tem 54 voluntários e  cerca de 50 desses voluntários vêm a Guiné-Bissau, anualmente entre Janeiro, Julho e Agosto, para dar formação aos professores e concretizar os projetos que estão a ser desenvolvidos.

Mariana Inglês garantiu que daqui há um mês, virão computadores, um furo de água  e mais outros projetos que vão surgir.

Intervindo no ato, o  Diretor-geral do Centro de Formação Juvenil de Quinhamel, Bloco C, lembrou que o mesmo foi fundado em 2001, com duas salas alugadas mas que agora cresceu graças ao empenho e dedicação de toda a camada educativa envolvida: a direção, professores, alunos e  pais e encarregados de educação e a  comunidade local.

Nino Vieira Té  disse que os painéis solares recebidos constituem  uma ferramenta fundamental para ampliar o acesso ao ensino educacional local.

Vieira Té elencou as várias dificuldades com que o centro se depara , relacionadas ao  pagamento de salários aos professores, das rendas, frisando que  a maior tem a ver com o pagamento das propinas por parte dos alunos , pais e encarregados de educação.

O Governador da Região de Biombo, Fernando Djú, pediu a direção do Centro , professores e alunos para cuidarem dos materiais recebidos, para o doador não voltar e não os encontrar em bom estado de  conservação. ANG/MN/JD/ÂC//SG

 

Desporto/Guiné-Bissau participa pela primeira vez nos jogos Olímpicos de Inverno Itália
2026

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) – A Federação de Desportos de Inverno da Guiné-Bissau (FDI-GB),anunciou, em comunicado, a participação, pela primeira vez, do país,  nos Jogos Olímpicos de Inverno, que vai decorrer no próximo ano, em Milão –Cortina Itália.

A Guiné-Bissau deverá ser representada nesse evento desportivo por  uma atleta  na modalidade do Esqui Alpino.

 “Estamos honrados em trazer a Guiné-Bissau para o palco dos jogos Olímpicos de Inverno pela primeira vez  e este marco, é o resultado da dedicação incansável de nossos atletas ,treinadores e apoiadores, reflete também a nossa missão mais ampla de expandir os horizontes dos desportos  de inverno para nações onde a neve não faz parte naturalmente da paisagem", frisa Thomas Tang , Secretário-geral da FDI-GB.

Thomas Tang  realçou que a conquista que considera histórica foi recentemente destacada no site oficial da Federação Internacional de Esqui(FIS),após o reconhecimento do país como membro associado  no 55ºCongresso do FIS realizado em Reykjavik ,Islândia.

Além do esqui alpino FDI-GB tem planos  para desenvolver o Esqui Cross-Coutry por meio de treinamento em terra firme e Roller –Ski, permitindo uma participação mais ampla nas próximas temporadas.

 “Agradeço a FIS pelo seu apoio e parceria ,esperando juntar-se à comunidade global de desportos de inverno no próximo Jogos Olímpicos de 2026”, disse Tang.

A FDI-GB, foi criada em 2024 para promover o desenvolvimento dos desportos de neve e gelo na Guiné-Bissau ,tendo ganhado impulso rapidamente ,estabelecendo três clubes regionais ativos e inscrevendo mais de 500 membros ,incluindo atletas, treinadores e administradores desportivos. ANG/MSC//SG


      Moçambique/ Autoridades alertam para aumento do consumo de drogas

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - As autoridades moçambicanas estão preocupadas com o aumento do consumo de drogas juntos dos adolescentes, sobretudo em Maputo, alertando para o elevado número de atendimento nas unidades sanitárias, nos primeiros três meses do ano.

No primeiro trimestre deste ano, a capital moçambicana registou mais de 1000 atendimentos, entre adolescentes e jovens, devido ao consumo de drogas como a cocaína e heroína entre outras substancias psicotrópicas. O anúncio foi feiro pelo secretário de estado da cidade de Maputo, Vicente Joaquim, que sublinha que ainda assim estes números não descrevem a realidade que se vive no país.

“Há várias pessoas que não se dirigem aos hospitais e esses dados vamos ter que fazer um outro tipo de trabalho para saber qual é a real dimensão, mas é uma situação preocupante termos esses números só para o acesso aos serviços de saúde”, alertou.

A complexidade no combate ao consumo de drogas, muitas vezes associado ao consumo excessivo de álcool, preocupa o director do Gabinete de Combate à droga, Filipe Filimone, que reconhece a necessidade das autoridades continuarem a trabalhar para combater este flagelo.

“O consumidor, traficante reinventa-se e fá-lo porque há uma necessidade (…) [Precisamos] de trabalhar para minimizara situação de consumo e tráfico de droga e já se disse os números tendem a subir”, notou.

Actualmente, está em curso em Moçambique um programa de combate ao consumo de droga e de álcool , substâncias que tem estado igualmente a contribuir para a desistência escolar e o aumento da delinquência juvenil. ANG/RFI

Portugal/Português em greve de fome até Portugal reconhecer estado da Palestina

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - Um ativista dos direitos humanos português entrou hoje no terceiro dia de uma greve de fome por tempo indeterminado para pressionar o Governo português a reconhecer a Palestina como Estado e ajudar a pôr termo ao que considera um genocídio.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Gomes, 57 anos, camionista de pesados nos transportes internacionais, encontra-se ora em frente ora no jardim lateral da Assembleia da República (Parlamento) desde terça-feira, em Lisboa.

"As razões [da greve de fome] passam por denunciar o genocídio que está a acontecer em Gaza, que não é noticiado devidamente em Portugal. Não é uma guerra que está a acontecer em Gaza, não é um conflito que está a acontecer em Gaza, é um genocídio", sublinhou Nuno Gomes, natural de Lisboa e residente em Coimbra. 

Para o ativista, que tem estado acompanhado pela mulher e pelos dois filhos, bem como por diversos amigos e ativistas, o governo português recusa-se a reconhecer o Estado da Palestina, "mas tem de forçar a ação de entrada de ajuda humanitária com caráter urgente em Gaza".

Exige também a entrada de ajuda humanitária em Gaza e que as televisões generalistas portuguesas mostrem a "realidade do genocídio" nos territórios palestinianos perpetrado por Israel.

"O terceiro aspeto, é a parte da comunicação social, que é muito permissiva também nestes assuntos, e que continua a não mencionar com a frequência que deveria que o que está a acontecer em Gaza é um genocídio, não é uma guerra, não é um conflito, é um genocídio", insistiu.

Questionado pela Lusa sobre o facto de o Governo português não reconhecer o Estado da Palestina, Nuno Gomes, que está a fazer a greve de fome no período de férias do trabalho, respondeu que o vê com "uma grande revolta".

"É por isso que entro depois nesta ação. Já foi aprovado no Parlamento o reconhecimento do Estado da Palestina, e não é posto em prática. O Governo tem de agir. Não podemos andar a enganar os portugueses assim desta forma. O Estado da Palestina tem o direito a ser reconhecido de acordo com o direito internacional, e o Governo português tem a obrigação de o fazer, até porque tem na Constituição da República que diz no artigo 7 que tem de o fazer", acrescentou.

Sobre quanto tempo irá prosseguir com a greve de fome, Nuno Gomes explicou que vai durar "até que o governo reconheça o Estado da Palestina, até que a ajuda humanitária entre em Gaza, e até que as televisões também do 'mainstream', RTP, SIC, TVI, comecem a dar as notícias de forma devida que não estão a fazê-lo".

Se nenhuma das três reivindicações for atendida, Nuno Gomes disse que irá, mesmo assim, continuar com a greve de fome.

"Propus-me a fazer esta greve por tempo indeterminado, e só saio daqui quando eles pararem, quando eles efetuarem aquilo a que eu me propus. É claro que corremos riscos pelo facto de estarmos vivos. Uma greve de fome por tempo indeterminado pode provocar a morte, é correto", admitiu, desdramatizando, porém, a situação.

"Mas é assim, nós temos de fazer algo, nós temos de fazer algo em prol da causa, pois é um genocídio que está em causa, e são crianças que estão em causa, e não acho que seja preocupante do meu lado agora, estar a pensar numa coisa que eu não sei se vai acontecer ou se não vai acontecer. O foco desta luta que estou aqui a fazer, são as crianças que estão a ser assassinadas em Gaza, e é nisso que eu me vou focar, e não vou tirar o meu foco daí", concluiu.

A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do movimento islamista palestiniano Hamas ao sul de Israel, a 07 de outubro de 2023.

O ataque causou a morte de 1.219 pessoas do lado israelita, na sua maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP realizada a partir de dados oficiais, e 49 das 251 pessoas sequestradas nesse dia continuam reféns em Gaza, das quais 27 foram declaradas mortas pelo exército israelita.

Mais de 57.000 palestinianos, na maioria civis, foram mortos na campanha de retaliação militar israelita na Faixa de Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde do Governo do Hamas para Gaza, considerados confiáveis pela ONU.ANG/Lusa

                 
                Etiópia
/Governo concluiu barragem hidroelétrica do Nilo

Bissau, 03 Jul 25 (ANG) - A barragem hidroelétrica da Etiópia no rio Nilo, o maior projeto de produção desta energia em África e fonte de tensão com os países vizinhos, está concluída e será inaugurada em setembro, anunciou hoje o primeiro-ministro etíope.


Lançada em 2011, com um custo de quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,9 mil milhões de euros), a Grande Barragem do Renascimento (GERD) é considerada o maior projeto hidroelétrico de África. Tem 1,8 quilómetros de largura e 145 metros de altura.

Os trabalhos "estão concluídos e estamos a preparar a inauguração oficial", anunciou Abiy Ahmed.

"Para os nossos vizinhos a jusante, o Egito e o Sudão, a nossa mensagem é clara: a barragem do Renascimento não é uma ameaça, mas sim uma oportunidade partilhada", acrescentou.

Localizada no Nilo Azul, na fronteira entre a Etiópia e o Sudão, a barragem gerará 5.000 megawatts (MW), o dobro da atual capacidade de produção da Etiópia.

O Sudão e o Egito têm denunciado repetidamente o projeto "unilateral" de Adis Abeba, que, segundo eles, ameaça o abastecimento de água a estes países.

Abiy Ahmed disse que a inauguração estava prevista para setembro e convidou os Governos e a população do Egito, do Sudão e de todos os países da bacia do Nilo a juntarem-se à "celebração deste marco histórico".ANG/Lusa

 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Sociedade/ Liga dos direitos humanos denuncia prisão de activista Ibrahima Conté

Bissau, 02 Jul 25 (ANG) -   A liga dos direitos humanos da Guiné-Bissau denuncia a detenção policial de Ibrahima Conté a 14 de Junho e  indica que  ele está detido desde então e privado do contacto com o exterior.


A organização de defesa dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau admite que poderão estar em causa  as críticas de Condé às “disparidades do calendário religioso muçulmano e à recente festa do sacrifício do carneiro, conhecida como Tabaski".

 “O senhor Ibrahima Conté foi detido no dia 14 de junho. Até hoje, já lá vão mais de duas semanas. Ele está detido em condições extremamente degradantes. Não tem contactos com os familiares, não tem contactos com advogados, muito menos os amigos. E ele está numa situação de isolamento absoluto, o que para nós se consubstancia numa violação grave dos seus direitos e liberdades fundamentais”, disse Turé, em entrevista a RFI.

A LGDH exige ao  Ministério do Interior a sua libertação imediata e incondicional, e diz que, se ele cometer algum crime, as instâncias próprias devem ser accionadas: o Ministério Público, a Polícia Judiciária.

“Não é o caso. Significa que ele não cometeu nenhum crime. O que está a acontecer é, na nossa perspectiva, um abuso de poder, uma arbitrariedade e que deve ser denunciada. E por isso estamos a denunciar isso vigorosamente, exigindo a sua libertação imediata”, disse Turé em entrevista a RFI.

 O senhor Ibrahima Conté, segundo o Pressidenteda LGDH,  também corre riscos de tortura, porque, “como tem sido o modus operandi do Ministério do Interior, todas as pessoas detidas nas suas instalações nos últimos tempos são submetidas a sessões criminosas e torturas”.

Abubacar Turé disse já haviam denunciado   vários casos desses tipos de operações ilegais que são executadas por esquadrões especializadas de torturas que existem no Ministério do Interior e noutras instituições de segurança.

Ele tinha criticado esta disparidade em relação ao calendário muçulmano para a Festa do sacríficio do carneiro, o Tabaski. Este foi um dos últimos posicionamentos públicos dele de que se tenha conhecimento ?

Sim, sim. O senhor Ibrahima Conté tem feito várias sensibilizações sobre o Islão. Suspeita-se, de de acordo com a família, que é o motivo da sua detenção. Quem acompanhou as suas declarações não se consubstancia. Não há nenhum elemento que possa indicar a prática de crime a não ser um abuso de poder e autoritarismo... Que não tem poupado meios para limitar o exercício das liberdades fundamentais dos cidadãos. É algo incrível, impensável. Como é possível prender um cidadão nacional há mais de duas semanas sem nenhum processo, sem nada privado das suas liberdades fundamentais, sem contacto com os familiares e ainda por cima detido em condições extremamente degradantes ?! Pelas informações que dispomos, o senhor Ibrahima está detido numa cela da segunda esquadra chamada Cela Sul. É dos piores sítios que existem na Guiné-Bissau. Não tem iluminação, não tem casa de banho. É um espaço exíguo onde costumam encarcerar as pessoas delinquentes, pessoas indiciadas pela prática de crimes horríveis. Portanto, é desumano, é bárbaro este comportamento em que o Ministério do Interior colocou o senhor Ibrahima.

E porventura por uma questão de opinião, não é ?

Exactamente isso uma questão de emitir uma simples opinião. E ele está a pagar um preço elevado por ter ousado exercer as suas liberdades fundamentais. Que é a liberdade de expressão...é um direito fundamental que assiste a todos os cidadãos. Portanto, havendo algum ilícito nas suas declarações, as instituições competentes estão lá para lidar com essa situação. E não esta forma de ilegalidade, de arbitrariedade que o Ministério do Interior, aliás, é uma instituição que, supostamente, do ponto de vista constitucional, tem como vocação a protecção do cidadão. Hoje transformou-se num santuário de ilegalidades e um corredor de tortura. Portanto, isso é extremamente triste e lamentável num país que se diz um Estado de Direito democrático, os seus responsáveis, sobretudo do Ministério do Interior, possam comportar-se desta forma desumana, contra as pessoas, contra os cidadãos. ANG/RFI

Regiões/ Ansião Conselheiro de tabanca de Biacha pede os habitantes para cuidarem de cibes plantados há 4 anos naquela localidade

Canchungo, 02 Jul 25 (ANG) - O Ansião e Conselheiro de tabanca de Biacha, no sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, apelou aos habitantes da zona no sentido de se cuidarem dos mais de uma centena cibes plantadas ,há qiuatro anos, naquela localidade.

Upa Djam falava ao Correspondente regional da ANG na região de Cacheu, por ocasião do Dia Mundial da Árvore, que se assinalou terça-feira(o1).

Disse que  foi feito o repovoamento de cibes em Biacha, tendo em conta a importância dos mesmos na construção de casas ,o valor nutricionista dos seus frutos como o ancol,  palmites  entre outras necessidades dos homens.

Upa Djam  pediu aos jovens para apostarem no trabalho de desenvolvimento comunitário para um futuro melhor das gerações em Biacha

Criticou  que os jovens não têm ajudado no trabalho da limpeza da zona repovoada de cibes. ANG/AG/MI/ÂC//S
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