quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

Saúde/DG de HNSM apela aceleração da admissão de seus quadros estagiários na Administração Pública

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) - O Director-geral  do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) apela   ao Governo para  acelerar o processo de admissão de seus quadros estagiários na Administração Pública, para evitar sucessivas  revindicações.

Malam Sabali falava em entrevista   à ANG e  Rádio Sol Mansi sobre a  greve de cerca de 400 estagiários do HNSM , iniciada  no dia 03 de Agosto em curso e que deve persistir até o dia 30 do mesmo mês.

Sublinhou que estão a tentar uma negociação com os técnicos que estão em greve, porque não depende da direcção do HNSM  mas sim do Governo a regularização da situação desses quadros na Administração pública guineense.

 “Atualmente, mais de 30 por cento dos técnicos efectivos de HNSM estão fora do país, de modo que carecemos de quadros internos. Por isso o hospital precisa desses estagiários para cobrir as vagas  existentes”, disse Sabali

Disse que estão a funcionar  com dificuldades, devido à essa paralisação de estagiários, de longos anos de exercício no Simão Mendes sem subsídio nem efectivação na Administração Pública.

“Os médicos que estão a trabalhar não são suficientes para cobrir a demanda do hospital”, disse o DG.

Os técnicos estagiários reivindicam as suas admissões como quadro do Ministério da Saúde Pública colocados no HNSM, uma promessa que lhe foram feitas no âmbito das negociações mas que não foi cumprida após o prazo de 30 dias que havia sido dado pelo Governo.


São no total 399 técnicos formados em diferentes serviços hospitalares e entraram em greve no dia 3 de Agosto para um período de 28 dias.

A repórter da ANG constatou que, em consequência dessa greve,  os serviços do HNSM estão a funcionar com dificuldades havendo alguns serviços  a funcionar com dois médicos e outros com um médico, e  sem apoios de serviços auxiliares de enfermagem, análises, e outros conforme necessidades.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

 


Nigéria
/ Governo prevê aumento de salários de militares a partir de Setembro de 2027 para fazer face à insegurança generalizada

Bissau, 06 Ago 26 (ANG) - A Nigéria planeja aumentar os salários de seus militares a partir de Setembro do próximo ano, como um sinal de incentivo para as tropas já engajadas na luta contra a insegurança generalizada no país, anunciou uma fonte oficial nesta terça-feira.

"A Nigéria aumentará o salário de seus militares em 30 a 80 por cento a partir de setembro", disse Bayo Onanuga, assessor de comunicação do presidente nigeriano Bola Tinubu, em um comunicado, de acordo com relatos da mídia.

Segundo a presidência nigeriana, essa medida deverá elevar a folha de pagamento anual das forças armadas nigerianas para cerca de 678 milhões de dólares (924 bilhões de nairas), em comparação com os 660 bilhões de nairas anteriores.

Este aumento salarial, que afetará cerca de 250 mil pessoas, é "um sinal de nossa profunda gratidão" às forças armadas, disse o presidente nigeriano, conforme citado no comunicado.

É importante lembrar que a Nigéria enfrenta uma insurgência liderada por grupos terroristas na região nordeste há mais de 17 anos, além de conflitos entre agricultores e pastores na região centro-norte. ANG/Faapa

 


Suíça
/ONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária

 

Bissau, 06 Ago 26(ANG) — Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram hoje as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de "ameaças e coação".

 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência.

 

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

 

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

 

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

 

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

 

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

 

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

 

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

 

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

 

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

 

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

 

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos". ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 EUA/ Estados Unidos de América disponibilizam mais de 242 milhões de dólares para combate à epidemia de  Ébola

Bissau,06 Ago 26 (ANG) – Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira a alocação de mais de US$ 242 milhões em financiamento adicional para combater a epidemia de Ébola, que está ressurgindo na República Democrática do Congo (RDC).

"Este financiamento adicional faz parte do compromisso assumido pelo governo dos EUA na Cúpula de Líderes do G7, em 16 de Junho, de fornecer até US$ 500 milhões adicionais para os esforços de resposta ao Ébola", disse o Departamento de Estado em um comunicado.

Segundo a mesma fonte, os anúncios de ajuda do Departamento de Estado para combater a epidemia já ultrapassam US$ 512 milhões em assistência direta, permitindo que as organizações implementadoras expandam as intervenções em curso na África.

"Este montante soma-se aos 350 milhões de dólares destinados à assistência humanitária de emergência na República Democrática do Congo, no Sudão do Sul e no Uganda, como parte da nossa contribuição de 1,8 mil milhões de dólares para o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, anunciada a 14 de maio", afirmou o comunicado.

Este financiamento adicional permitirá que os Estados Unidos continuem sua colaboração com governos, parceiros do setor privado e atores humanitários para implementar uma resposta robusta e abrangente. ANG/Faapa

 

Recursos Naturais/Ministro Júlio Mamadú Baldé entrega licença de exploração petrolífera à empresa Tender Oil e Gas Ltd

Bissau, 06 Ago 26(ANG) – O ministro dos Recursos Naturais, Júlio Mamadú Baldé, procedeu quarta-feira a entrega formal da licença de exploração petrolífera dos blocos 5C e 6C nas águas territoriais do país à uma delegação da empresa norte americana Tender Oil & Gas Ltd.

De acordo com uma nota à imprensa do Gabinete da Assessoria deste ministério, à que a ANG teve acesso, durante o encontro, o ministro recomendou as  empresas licenciadas a apresentação de resultados concretos, e advertiu que o Governo não tolerará situações de inércia ou incumprimento dos compromissos assumidos.

Na ocasião, segundo a nota, Júlio Baldé criticou a prática de algumas empresas que teriam recebido  licenças de exploração em África, particularmente na Guiné-Bissau, apenas para valorizar os seus ativos nos mercados financeiros, sem desenvolverem qualquer atividade efetiva de prospeção e exploração.

“Muitas companhias receberam licenças e não fizeram nada. A economia do nosso país precisa dos seus recursos. Um recurso natural que permanece no subsolo representa apenas uma potencialidade, não um valor económico. Se não extrairmos os nossos recursos e não os introduzirmos no circuito económico, continuaremos na pobreza. Os recursos naturais devem ser explorados para promover o desenvolvimento do país”,disse.

Referindo-se à Tender Oil & Gas Ltd., que passa a operar nos blocos 5C e 6C, o ministro explicou que se trata de uma área fronteiriça ainda pouco conhecida do ponto de vista geológico, sem cobertura sísmica suficiente e sem informação detalhada sobre as suas estruturas, circunstâncias que exigirão um trabalho de prospeção rigoroso e tecnicamente exigente.

O governante foi igualmente categórico ao destacar a importância da perfuração de poços exploratórios.

Segundo Baldé, não é com um furo a cada vinte anos que se vai descobrir petróleo, realçando que, apenas através da perfuração se pode confirmar a existência de hidrocarbonetos em quantidades comercialmente viáveis.

Informou que o último poço exploratório relevante realizado no offshore da Guiné-Bissau foi o Sinapa-2, em 2004, onde foram identificados indícios da presença de petróleo, mas não em volumes comercialmente exploráveis.

Júlio Baldé manifestou confiança na capacidade da Tender Oil & Gas Ltd, elogiando o seu Presidente do Conselho de Administração, Ovídiu Tender, que descreveu como um empresário comprometido com o desenvolvimento do continente africano.

“Trata-se de um grupo sério e tenho plena confiança de que realizará um trabalho de qualidade e o Governo estará ao seu lado para apoiar a concretização deste projeto”, garantiu.

Dirigindo-se ao conjunto do setor petrolífero, o ministro  frisou que qualquer companhia que não cumpra o programa de trabalho previsto no acordo celebrado com o Governo perderá a sua licença.

“Não se pode dispor de recursos naturais em grande quantidade e continuar a viver na pobreza. O desenvolvimento económico da Guiné-Bissau depende da valorização responsável dos seus recursos naturais”, afirmou.

ANG/MSC/ÂC//SG

 


China/”China continuará a apoiar países africanos no combate à Ébola”, diz porta-voz

Bissau, 06 Ago 26(ANG) -  O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse , terça-feira, que a China continuará a prestar assistência aos países africanos e fornecer o apoio necessário para trazer um fim antecipado ao surto de Ébola que afecta a RDC e outros  países africanos.

Segundo a agência Xinhua, Lin Jian respondia a  uma pergunta sobre a terceira equipa de médicos especialistas cineses enviada à Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), no passado dia  01 de Agosto.

Segundo Lin, no início do surto de Ebola na África, a China  enviou múltiplas equipas de especialistas médicos para lá, incluindo a RDC, para combater o surto, o que foi altamente elogiado.

A terceira equipa de especialistas médicos é composta por especialistas em epidemiologia, quarentena de saúde, tratamento clínico e testes laboratoriais de patógenos.

 Com base no trabalho das equipas anteriores, esta terceiro grupo de médicos chineses  continuará a fortalecer os intercâmbios e a coordenação com a RDC e organizações internacionais à luz das necessidades de prevenção e controle epidémicos, de acordo com Lin.

"Com o surto de Ébola ainda se espalhando, a China continuará a mobilizar seus profissionais médicos no continente, a prestar assistência aos países africanos e fornecer o apoio necessário para trazer um fim antecipado ao surto", disse Lin.ANG/Xinhua

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ambiente/ Jornalistas da África Ocidental reúnem-se em Abidjan para conhecer projetos de resiliência costeira na Costa do Marfim

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) -- O Gabinete de Apoio Regional do Programa de Investimento para a Resiliência das Zonas Costeiras da África Ocidental (WACA BAR), em parceria com a Unidade de Gestão do Projeto WACA Costa do Marfim, organiza, de 9 a 14 de Agosto, uma visita de imprensa destinada a jornalistas e criadores de conteúdos dos países participantes no programa WACA ResIP.

Segundo a  Rede Eco Jornalistas da Guiné-Bissau, a iniciativa tem como objetivo dar a conhecer os investimentos realizados no combate à erosão costeira,  inundações e aos impactos das alterações climáticas, através de soluções baseadas na natureza e  ações voltadas para o reforço dos meios de subsistência das comunidades costeiras.

A rede acrescenta que após  missões semelhantes realizadas no Benin, Togo e Mauritânia, a edição de 2026 decorrerá na Costa do Marfim, com destaque para a zona costeira de Grand-Lahou, onde serão apresentados os principais resultados alcançados pelo projeto WACA ResIP.

Durante a visita, os participantes terão a oportunidade de conhecer as realizações do projeto no terreno, dialogar com beneficiários e autoridades locais e produzir conteúdos que evidenciem os impactos das intervenções nas comunidades costeiras.

A missão pretende ainda reforçar a visibilidade dos investimentos efetuados, valorizar as ações de restauração dos ecossistemas e sensibilizar o público e os decisores para os desafios da resiliência costeira na região.

A Guiné-Bissau estará representado pelo jornalista, Bacar Baldé, membro fundador e coordenador da Rede de Eco-Jornalistas, e por um criador de conteúdos.ANG/MI/ÂC//SG



EUA/Imprensa americana revela detalhes de acordo entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz

Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Segundo o site de notícias Axios, está em discussão um acordo entre o Irã e Omã com a duração de 60 dias com o objetivo de organizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na terça-feira (4) que um compromisso pode ser anunciado nas próximas horas.

Citando duas "fontes regionais", o Axios indica que o acordo, embora temporário, pode ser renovado, passado o prazo de 60 dias.

O compromisso prevê que todo navio que entrar no Estreito de Ormuz utilizará uma rota ao norte, em águas iranianas. Já as embarcações que deixaram o local utilizarão uma trajetória ao sul, em águas controladas por Omã. 

"Nenhum pedágio ou taxa seria cobrado durante o período de 60 dias", diz a matéria. Durante este período de 60 dias, enquanto se aguarda um acordo definitivo, a via central do Estreito de Ormuz seria desminada. O Axios indica, no entanto, que o compromisso ainda não está finalizado.

De acordo com o site, além das negociações entre Omã e Irã nos últimos dias, autoridades do Catar, do Paquistão e da Arábia Saudita também participaram dos esforços de mediação.

As fontes entrevistadas pelo Axios indicam que a Casa Branca esteve ativamente envolvida nas negociações, com várias ligações entre o enviado de Trump, Steve Witkoff, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr al‑Busaidi.

Araghchi teria concordado com o texto no fim de semana, mas ainda precisaria da aprovação do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Donald Trump, voltou a insistir, na terça-feira (4) que negociações com o Irã estão ocorrendo, embora o regime islâmico tenha rejeitado suas afirmações nos últimos dias. Segundo o líder republicano, o Estreito de Ormuz deve ser reaberto até quinta-feira (6).

Os comentários foram feitos em uma entrevista concedida durante um programa noturno da emissora Fox News. Trump garante que conversas com representantes iranianos ocorreram "durante todo o dia" de terça-feira e que foram "muito positivas". No entanto,voltou a ameaçar bombardear o Irã “de forma muito dura” caso nenhum compromisso seja firmado.

Segundo o presidente americano, o Irã deseja fechar um acordo. "Tenho tempo", declarou ainda o o chefe da Casa Branca sobre o conflito que já dura mais de cinco meses.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também confirmou na terça‑feira que houve "progressos" nas negociações com o Irã e Omã. "Ainda não foi concluído nenhum acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça muito em breve", afirmou.

As declarações foram reforçadas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em entrevista ao canal CNBC. Segundo ele, há chances de que um compromisso seja anunciado nas próximas horas "para reabrir o estreito e avançar rumo a uma normalização".

Nos últimos dias, Trump conversou com vários dirigentes no Oriente Médio, entre eles o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad al‑Thani, na terça‑feira. Em comunicado, Doha declarou que os dois líderes abordaram os esforços "para aliviar as tensões" entre Washington e Teerã e "aproximar as duas partes".

No sábado (1°),o presidente norte-americano falou com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, aliado-chave dos Estados Unidos. Por telefone, o dirigente saudita defendeu a necessidade de privilegiar o diálogo para reduzir as tensões e a importância de realizar todos os esforços possíveis para uma trégua. 

Diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo despencaram na terça-feira. Na manhã desta quarta-feira o valor do produto voltou a registar uma leve alta.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em Outubro, avançava 1,34%, cotado a US$ 80,42. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em Setembro, subia 0,70%, sendo comercializado a US$ 76,30.

Mais de cinco meses após o início da guerra, que já custou bilhões de dólares a Washington, o Irã continua capaz de lançar mísseis e drones contra alvos americanos e de seus aliados na região, além de navios comerciais. O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o abastecimento mundial de petróleo e gás, foi o estopim para a retomada dos combates em Julho, após um protocolo de acordo assinado em Junho.

Teerã insiste em controlar essa via marítima e ameaça cobrar pedágios pela travessia, algo que não fazia antes da guerra e condição à qual Washington se opõe firmemente. Além da reabertura do Estreito de Ormuz, os objetivos diplomáticos dos Estados Unidos incluem a desnuclearização do Irã, algo que até mesmo Trump reconheceu que pode "levar algum tempo".

ANG/RFI com agências

 

Regiões/Diretor do Parque de Lagoas de Cufada apela proteção da população das áreas repovoadas com cibe

Buba, 05 Ago 26 (ANG) - O Diretor do Parque Natural de Lagoas de Cufada, situado no sector de Buba, região de Quinara, sul do país, apelou , terça-feira, à população da zona para protegerem as  áreas repovoadas com cibes, para não se repetir a tragédia do ano passado, provocado por um incêndio que destruiu todo o trabalho de repovoamento realizado.

De acordo com o Correspondente da ANG na Região de Quinará, Manuel Nanque falava  no encerramento da primeira fase da campanha de repovoamento florestal, iniciada no dia 03 de Agosto findo, nas matas de Indjassane e Buba Tumbo, localidades do setor de Buba, região de Quinara.

Nanque  manifestou a sua satisfação pelo envolvimento das comunidades, dos parceiros locais e de todos os participantes na campanha.

Lamentou, por outro lado, que o campo anteriormente recuperado tenha sido consumido pelas chamas, razão pela qual  apela às populações para assumirem a responsabilidade de proteger o novo espaço reflorestado.

O Diretor disse  que existem mais sementes disponíveis e anunciou que, embora a primeira fase da campanha tenha terminado, os trabalhos de repovoamento vão prosseguir.

O representante das mulheres de Buba Tumbo, Djilan Sissé lamentou a destruição do campo recuperado no passado, e disse . que o novo campo deve ser protegido para garantir que as futuras gerações possam beneficiar da espécie de cibe.

O representante da ONG Pro-Ativo, Bambo Ansumane Turé, destacou a importância da campanha de repovoamento florestal e agradeceu a participação dos jovens, das comunidades e dos parceiros do parque.

Sublinhou que é fundamental a proteção da floresta para garantir que as futuras gerações venham a conhecer espécie de cibes.

Bambo Turé  reafirmou  a disponibilidade da ONG Pro-Ativo de continuar
a apoiar . as ações de conservação no país.

A primeira fase da campanha decorreu durante dois dias e contou com a participação de redes juvenis, forças de segurança, parceiros locais, jornalistas e comunidades residentes de Buba Tumbo e Indjassane. ANG/AALS/ÂC//SG

 

Regiões/FC Canchungo nega ter utilizado indevidamente seu atleta Amed Camará no jogo contra FC Cumuta que lhe valeu o título de campeão

Canchungo, 05 Ago 26 (ANG) – A Direção do FC de Canchungo recusou terça-feira, as informações avançadas nas redes sociais pelo Cupelum FC, sobre a utilização ilegal de um  atleta, na última jornada da “Liga-Orange” contra o FC de Cumura.

Este clube nortenho  também negou a eventual anulação, da época desportiva 2025/26 que ganhou, devido as disputas vigentes na Liga Guineense de Clubes de Futebol LGCF entre Dembo Sissé e Rui da Silva.

Segundo o Correspondente de Agência de Notícias da Guiné (ANG) na região de Cacheu, a reação do FC de Canchungo foi tornada pública em  conferência de imprensa, em que  o Vice-Presidente e igualmente  Porta-voz do Clube, Humberto Tavares disse que o jogador em causa, Amed Camará, já havia cumprido o castigo de um jogo, numa partida à contar, para as meia-final da Taça da Guiné, disputado contra o FC de Tombali, no passado dia 25 de Julho , no Estádio Lino Correia, em Bissau.

Relativamente as disputas que ocorrem na Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), entre o Ex-Presidente afastado, mas que ganhou a causa no tribunal, Dembo Sissé e o  presidente em exercício Rui da Silva, cujo mandato foi anulado por um tribunal, aquele responsável disse que a disputa entre as duas figuras da LGCF não tem nada a ver com a conquista do título, pelo FC de Canchungo dentro do campo.

Humberto Tavares disse que  um dos motivos da realização da referida conferência de imprensa, é  agradecer as pessoas, instituições que de forma direta ou indireta, apoiaram ao Clube de FC de Canchungo nessa luta para a  conquista do título.

“Aproveitamos também esse momento, para pedir a união e o entendimento, entre os filhos, amigos e adeptos do futebol de Canchungo  e da diáspora”, declarou o Vice-Presidente do Clube.

Segundo Tavares, o FC de Canchungo vai contar com o apoio de todos os amantes do futebol guineense, tanto local  como da diáspora, para que possa ganhar o jogo da final da Taça da Guiné, contra a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), marcado para o próximo dia 16 de Agosto , no Estádio Nacional 24 de Setembro.

O FC de Canchungo sagrou-se campeão na semana passada ao derrotar fora o equipa de Cumura por uma bola a zero. Trata-se do segundo titulo da equipa nortenha, após sagra-se campeão em 2023/24. ANG/AG/LLA/ÂC//SG    

      

Brasil/ Governo acusa EUA de escalada hostil após revogação de visto de embaixadora em Washington

 

Brasília, 05 Ago 26(ANG) – O Governo brasileiro repudiou na terça-feira, a decisão dos Estados Unidos de revogarem o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, classificando como "falsas" as justificações apresentadas.

 

O Palácio do Planalto sustentou ainda que a decisão "faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil", motivadas por "razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral" historicamente pautada pelo respeito mútuo.

 

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, informa o comunicado.

 

O Governo brasileiro acrescentou que o processo de concessão do aprovação é confidencial, recordando que os EUA divulgaram publicamente o nome do seu candidato à embaixada em Brasília, Daniel Perez, antes de apresentarem formalmente o pedido ao Brasil.

 

Brasília acrescentou na nota que segue "estritamente o direito internacional" e sublinhou que a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas não estabelece qualquer prazo para a concessão da aprovação, indicando que o pedido norte-americano continua em análise.

 

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na terça-feira a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington e sinalizou que a medida pode ser revertida caso o Brasil conceda o aval diplomático para que o indicado do Presidente Donald Trump assuma a embaixada dos EUA em Brasília.

Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho deste ano, sendo que a sua aprovação ainda não foi referendada pelo Congresso norte-americano.

 

A revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão de Maria Luiza Ribeiro Viotti dos Estados Unidos, segundo esclareceu anteriormente o Departamento de Estado.

 

Washington indicou que adotou a medida contra a embaixadora após autoridades brasileiras sinalizarem que apenas concederiam a aprovação de Daniel Perez depois das eleições gerais brasileiras, o que considerou inaceitável.

 

O Departamento de Estado referiu ainda ter agido com reciprocidade por Brasília negar vistos a dois diplomatas norte-americanos há duas semanas, alegando que a visita poderia ser utilizada para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.

 

Sobre este ponto, o Governo brasileiro acrescentou que os dois funcionários pretendiam visitar o país para "colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro", classificando a iniciativa como uma tentativa "inaceitável de interferir no processo político nacional".

 

O Planalto recordou também que continuam em vigor sanções individuais impostas pelos EUA a autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos de juízes do Supremo Tribunal Federal e membros do primeiro escalão do Executivo.

 

Segundo a nota, o Presidente Lula da Silva pediu diretamente ao Presidente Donald Trump, durante a visita a Washington em maio, o levantamento dessas sanções.

 

“A decisão de hoje [terça-feira] não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”, informa Brasília.

“Em linha com sua tradição diplomática, o Governo brasileiro opõe-se à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais”, conclui o comunicado do Palácio do Planalto.

 

A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil. Em julho, Washington aplicou novas sobretaxas a produtos brasileiros.

 

No mês passado, os EUA decidiram também prolongar por um ano o estado de emergência para o Brasil, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça "incomum e extraordinária" à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

 

Washington classificou ainda recentemente como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do país sul-americano, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). ANG/Inforpress/Lusa

 

Regiões /CAFAM pede intervenção urgente do Governo para garantir segurança às pessoas e bens na região de Cacheu

Cacheu, 05 Ago 26 ( ANG) – A Confederação das Associações dos Filhos e Amigos de Manjacos dos setores de Canchungo, Caió e Calequisse (CAFAM) e os chefes das tabancas locais, pediram, em Canchungo, a intervenção urgente do Governo para garantir segurança às pessoas e bens.

O pedido foi feito no final de numa reunião realizada, recentemente,  no sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país,  na sequência de  registo de roubos de gados nas bolanhas e nas matas dos referidos sectores.

O Secretário da CAFAM, Tena João Mendes sustentou o pedido com denuncia de aumento de roubos de gados à mão armada na região de Cacheu, e diz que não só empobrece as populações, mas também provoca vitimas mortais da parte dos donos das vacas, na tentativa de recuperação dos seus animais nas mãos dos ladrões.

Por outro lado,Tena João Mendes denunciou  o que diz ser “mau comportamento” dos agentes da policia e da Direção Setorial de Viação e Transportes Terrestres de Canchungo, em relação à apreensão e cobranças ilícitas de multas aos motoristas, que variam de 10.000 à 23.000 francos CFA.

Por sua vez, o Porta-voz dos Régulos de Costa de Baixo, Hélio Francisco Gomes, pede aos tribunais a celeridade nos processos judiciais relacionados aos  conflitos sobre  posse de terras entre os habitantes da Secção de Djolmete, no setor de Canchungo, Região de Cacheu.  ANG/AG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Meninas Líderes lançam projeto denominado” Mindjer I Soluson Di Tchon “

Biombo, 05 Ago 26 (ANG) – A organização “ Meninas Líderes em Defesa do Meio Ambiente”, lançou , segunda-feira, em Ponta Cabral, setor de Quinhamel, região de Biombo, o projeto denominado ”MIDJER I SOLUSON DI TCHON”, com o objetivo de reforçar a resiliência da liderança e protagonismo das mulheres face as mudança climáticas.

Em declarações ao Correspondente da ANG na Região de Biombo, Saudia Pina Mango, Presidente da organização Meninas Líderes em Defesa do Meio Ambiente e Igualmente Coordenadora do projeto, disse que a projecto iniciou os seus trabalhos com formação de mulheres de alguns bairros de Bissau.

“Vimos que há necessidade de dar  formação  às mulheres sobre o ambiente, porque a questão do ambiente é  transversal, e deve interessar a todos como sendo um bem comum”, disse acrescentando “por isso decidimos expandir para outras zonas do país”.

Saudia Pina Mango, disse  que o projecto, criado em 2023, agora   lançado na Região de Biombo, tem a duração de um ano e meio e é financiado pelo AWDF, ÁFRICAN WOMEN'S DEVELOPMENT FUND em 16 milhões de francos CFA, geridos  pela ONG Melda. ANG/MN/MSC/ÂC//SG

    Bélgica/ União Europeia pretende ampliar centros de retorno de imigrantes

 Bissau, 05 Ago 26 (ANG) - Os ministros do Interior da União Europeia concordaram , em reunião de emergência, em aumentar os esforços e investimentos contra a imigração ilegal, incluindo a intensificação de retornos e parcerias com países terceiros. 

A crise no enclave espanhol de Ceuta, no Marrocos, deve acelerar as políticas contra a imigração ilegal na União Europeia.

A decisão veio após reunião de emergência por videoconferência entre os ministros do Interior do bloco.

Em comunicado, a UE confirmou que houve um entendimento comum entre os estados-membros sobre a necessidade de continuar a combater as redes de tráfico de imigrantes, reforçar os retornos, fortalecer as fronteiras externas e construir parcerias com países terceiros.

O comissário europeu para Migrações, o austríaco Magnus Brunner, informou que seis governos da União Europeia estão trabalhando juntos para iniciar discussões com países terceiros sobre a criação de centros de retorno. 

Brunner também afirmou que Bruxelas ofereceu ajuda à Espanha, incluindo assistência financeira emergencial, para reforçar a proteção da fronteira externa em Ceuta.

Ele acrescentou que os eventos no enclave espanhol na semana passada, quando cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira do Marrocos, foram alimentados por redes criminosas de contrabando e desinformação nas redes sociais.

Atualmente, a Itália já possui um acordo bilateral com a Albânia em que prevê que imigrantes resgatados no Mediterrâneo possam ser levados para centros em território albanês para processamento de pedidos de asilo. A ideia é que pessoas com pedidos rejeitados possam posteriormente retornar a seus países de origem.

Esses mecanismos, porém, são alvo de críticas de organizações de direitos humanos, que questionam as condições oferecidas aos migrantes  e a protecção de seus direitos fundamentais.

Em Junho deste ano, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo que abre a possibilidade legal para que países da UE criem esses centros desde que haja respeito às regras internacionais, incluindo o princípio de não devolver pessoas para locais onde corram risco. 

Bruxelas também confirmou que negocia um novo acordo de cooperação com o Marrocos.

A estratégia seguiria o modelo de parcerias já firmadas pela União Europeia com países africanos como a Tunísia para combater o tráfico humano e facilitar os retornos. 

“A UE está unida e pronta para apoiar a Espanha e proteger as nossas fronteiras externas da migração ilegal. As fronteiras externas da UE são uma responsabilidade partilhada e a migração exige uma resposta europeia unida”, afirmou o ministro do Interior da Irlanda, país que detém a presidência rotativa do Conselho Europeu. 

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, defendeu a aplicação de sanções comerciais contra o Marrocos e países que não cooperem com a política do bloco. “Se um país terceiro se recusar a cooperar na readmissão de seus próprios cidadãos, a União deve poder impor condições rigorosas em todos os setores, utilizando todos os mecanismos à sua disposição. Não podemos mais permitir que a diplomacia económica siga um caminho separado da cooperação em segurança e migração”, declarou.

Além dos ministros da União Europeia, a reunião contou também com a presença do serviço de diplomacia do bloco, liderado por Kaja Kallas, e com os outros países que integram o Espaço Schengen: Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein. 

A pressão por uma resposta mais rígida ganhou força após uma carta assinada por 22 dos 27 líderes da União Europeia. Liderado por Itália e Dinamarca, o grupo criticou a flexibilização das regras migratórias adotadas pelo governo espanhol e afirmou que a medida teria criado um "fator de atração" para a imigração irregular.

 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez refutou essa hipótese e criticou o bloco europeu por uma resposta “assimétrica” à crise. 

 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi uma das vozes mais duras durante a crise.

Além de defender a exclusão temporária da Espanha do Espaço Schengen, a premiê determinou a retomada dos controles na fronteira entre Itália e Espanha, com verificação de passaportes e vistos dos viajantes.

Segundo as regras do Tratado de Schengen, é permitida a reintrodução temporária de controles fronteiriços em situações consideradas uma ameaça à segurança ou à ordem pública.

A iniciativa italiana, no entanto, foi alvo de críticas de analistas de direito internacional. Eles lembram que Ceuta e Melilla não integram o Espaço Schengen. Na prática, qualquer pessoa que saia desses enclaves em direção ao território continental espanhol já precisa passar por controles migratórios.

Antes mesmo da reunião, em carta enviada a Pedro Sánchez, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o reforço dos controles nas fronteiras externas do bloco, com maior vigilância e a instalação de barreiras físicas em pontos considerados críticos. 

O número de migrantes mortos na tentativa de chegar a Ceuta na semana passada subiu para 75, segundo informou nesta terça-feira a prefeitura do enclave espanhol, revisando o balanço anterior de 72 vítimas, a maioria afogada no Mar Mediterrâneo. ANG/RFI