Comunicação Social/”Abertura do diálogo pode resolver impasse com governo sobre o pagamento de alvará”, disse Casimiro Jorge Cajucam
Bissau, 06 Jan 26 (ANG) – O Secretário-executivo do Fórum dos Órgãos de Comunicação Social Privados da Guiné-Bissau (FOCSP-GB) disse que a abertura para o diálogo pode resolver o impasse com governo sobre o pagamento de alvará nos órgãos da comunicação social guineense.
Casimiro Jorge Cajucam falou depois de
encontro segunda-feira com o ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé,
onde reagia a solicitação de uma notificação governamental enviada, a alguns
órgãos de Comunicação Social exigindo pagamento dos alvarás de sexta-feira até
segunda-feira 5 de Janeiro.
Cajucam,
afirmou que a notificação foi inicialmente encarada por algumas organizações e
pelos próprios órgãos visados como um possível pretexto para o encerramento de
rádios e outros meios privados. No entanto, o ministro da Comunicação Social
rejeitou essa interpretação, esclarecendo que a medida visa exclusivamente a
cobrança de dívidas e a retirada dos órgãos da situação de ilegalidade, não
tendo como objetivo perseguir nem encerrar órgãos de comunicação social.
Disse que, o governante advertiu na ocasião, que o incumprimento do pagamento poderá levar ao encerramento do órgão faltoso, uma situação que, segundo afirmou, não deseja que venha a ocorrer.
Casimiro Jorge Cajucam Para afirmou que, para evitar esse cenário, o ministro abriu a possibilidade de o pagamento do alvará ser efetuado de forma parcelada, mediante a apresentação de propostas concretas por parte de cada órgão.
Casimiro Cajucam, sublinhou que a situação económica dos órgãos de comunicação social no país é extremamente frágil, com muitas empresas de média a enfrentarem sérias dificuldades financeiras para cumprir as exigências impostas pelo Governo, razão pela qual defendeu a mobilização de parceiros nacionais e internacionais para apoiar o setor neste momento crítico.
O Governo de Transição determinou que os órgãos de comunicação social privados paguem cinco milhões de francos CFA para a obtenção dos respetivos alvarás, enquanto as rádios comunitárias devem pagar dois milhões de francos CFA.
De
acordo com o despacho governamental, o não cumprimento desta medida poderá
resultar no encerramento dos órgãos visados, uma decisão que tem gerado forte
preocupação no seio do setor da comunicação social. ANG/RSM

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