quarta-feira, 1 de abril de 2026

   Cooperação/Guiné-Bissau estuda modelo turístico do Senegal para reformar o setor

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau está a analisar o modelo de turismo do Senegal com vista à reforma do setor e ao reforço da dinâmica do Ministério do Turismo e Artesanato.

Segundo a Rádio Voz de Povo, a iniciativa insere-se na estratégia do Executivo de fortalecer a capacidade institucional do turismo, através da adoção de boas práticas internacionais, com o objetivo de criar um modelo nacional mais eficiente, capaz de garantir maior segurança, atratividade e crescimento sustentável.

O ministro do Turismo e Artesanato, Augusto Caby acaba de realizar uma visita de trabalho ao Comissariado Especial do Turismo do Senegal.

Augusto Caby manteve um encontro de trabalho com a  Comissária-chefe Seynabou Niang,  centrado na troca de experiências sobre segurança turística e gestão de destinos estratégicos.

Na ocasião, foram apresentados os principais pilares do modelo senegalês, incluindo o controlo regulamentar do setor, a descentralização dos serviços de segurança, a implementação de policiamento de proximidade em zonas turísticas e a articulação com as autoridades judiciais no tratamento de infrações.

As duas partes abordaram ainda perspetivas de alinhamento do sistema, nomeadamente a criação de postos fixos em áreas de grande afluência turística e o reforço dos meios técnicos da polícia especializada.

O ministro do Turismo, Augusto Cabi, manifestou satisfação com a qualidade das informações recolhidas, destacando o modelo senegalês como uma referência para futuras reformas no país. ANG/Rádio Voz do Povo

    Etiópia/Marrocos inicia mandato  no Conselho de Paz na União Africana

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) – O Reino de  Marrocos inicia nesta quarta-feira seu mandato como membro do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (CPS da UA) para o período de 2026 a 2028, após sua expressiva eleição pelo Conselho Executivo da UA em sua 48ª Sessão Ordinária, realizada nos dias 11 e 12 de fevereiro em Adis Abeba.

Este novo mandato, que constitui a terceira participação de Marrocos no CPS desde o seu regresso à União Africana em 2017, será uma oportunidade para o Reino dar continuidade à sua atuação, guiada pela Visão do Rei Mohammed VI, em prol de uma África estável e unida, firmemente comprometida com o caminho do desenvolvimento sustentável.

De fato, desde seu retorno à União Africana em 2017, o Reino já atuou duas vezes nesse órgão, respectivamente por um mandato de três anos (2022-2025) e um mandato de dois anos (2018-2020), durante os quais Marrocos contribuiu construtivamente para aprimorar os métodos de trabalho e estabelecer boas práticas, em conjunto com os demais Estados-membros do CPS, no âmbito de uma abordagem responsável e inclusiva.

Este novo mandato está, portanto, em consonância com o compromisso contínuo do Reino em fortalecer o papel do Conselho na prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente e reflete o reconhecimento das ações tomadas pelo Rei em prol de uma África estável, cuja abordagem para a resolução de conflitos se baseia numa perspectiva racional e no respeito pelo direito internacional, bem como na busca de soluções pacíficas.

Durante este novo mandato, Marrocos dedicará, portanto, especial atenção ao fortalecimento da Arquitetura Africana de Paz e Segurança (APSA), apoiando os esforços para consolidar mecanismos continentais de prevenção de conflitos, diplomacia preventiva e mediação.

O Reino também continuará a promover uma abordagem proativa à prevenção de crises e conflitos, baseada na antecipação de riscos, no alerta precoce e no fortalecimento das capacidades africanas para a gestão e resolução pacífica de disputas.

Este novo mandato no âmbito do órgão permanente de tomada de decisões da União Africana para a prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente visa também reconhecer as iniciativas e a abordagem adotadas por Marrocos, graças à liderança do Soberano em matéria de paz e segurança, baseada numa visão abrangente indissociável do desenvolvimento, da mediação e das operações de manutenção da paz. ANG/Faapa

  

França/'A previsibilidade tem valor': Macron reage às acusações de Trump sobre cooperação da França na guerra

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) - O presidente francês, Emmanuel Macron, que realiza uma visita oficial ao Japão, reagiu nesta quarta-feira (1º) às acusações do presidente americano, Donald Trump, dirigidas à França e à Otan, depois que Paris proibiu, no sábado (28), o sobrevoo de seu espaço aéreo por aviões americanos carregados de munição destinada às operações no Oriente Médio.

Em sua rede social Truth Social, Trump fez duras críticas aos países europeus que se recusam a se envolver na guerra contra o Irã, mencionando diretamente a França, que vetou o sobrevoo de aeronaves transportando material militar para Israel. Segundo o presidente americano, o governo francês tem ajudado muito pouco, e os Estados Unidos “se lembrarão” dessa decisão.

Durante um evento com empresários e investidores japoneses em Tóquio, Macron respondeu indiretamente às críticas de Trump.

“A previsibilidade tem valor. Estamos aqui e vocês sabem para onde iremos. Isso já é muito nesta época em que vivemos, acreditem em mim. Porque, quando você se depara com pessoas que dizem: ‘Nós vamos muito rápido’, você não sabe onde estarão amanhã.

E, se amanhã tomarem uma decisão que pode te atingir, sem sequer te avisar, isso precisa ser considerado”, declarou o presidente francês.

As ameaças do líder americano à Europa estampam as capas dos principais jornais franceses nesta quarta-feira.

“Incapaz de pôr fim à guerra que iniciou, o republicano culpa os países europeus, que em breve começarão a sofrer com a falta de combustíveis”, afirma o jornal Les Echos. “‘Virem-se sozinhos’: essa foi a mensagem que Trump enviou às nações aliadas aos Estados Unidos que se recusam a se envolver na guerra contra o Irã.”

No centro da disputa está o controle do Estreito de Ormuz, que o Irã mantém sob pressão em resposta aos ataques americanos e israelenses. Cerca de 20 países, entre eles a França, comprometeram-se a integrar a operação destinada a proteger o tráfego dos petroleiros que abastecem a Europa. Mas, como lembra a imprensa francesa, nenhum deles quer assumir riscos enquanto Teerã ameaça retaliar.

Les Echos observa ainda que o último carregamento de combustíveis para aviação deve chegar nesta semana e alerta que a Europa precisa se preparar para um aumento imediato no preço das passagens aéreas.

“Trump está pronto para abandonar o Estreito de Ormuz ao Irã”, afirma o Le Figaro. O jornal destaca que, nos últimos dias, o presidente americano vem multiplicando declarações sobre o fim da guerra, alegando que os objetivos militares já foram atingidos e que teria havido até mesmo uma mudança de rumo no regime iraniano.

Nessa lógica, a responsabilidade pela segurança dos petroleiros passaria a recair sobre os países que dependem do estreito para garantir seu abastecimento energético. Afinal, como reforçou Trump, “os Estados Unidos têm muito petróleo”.

Já o Le Monde concentra-se nas tensões diretas entre Washington, Tel Aviv e Paris. O diário recorda que a França recusou autorizar o sobrevoo de aviões americanos transportando equipamentos militares destinados a Israel, gesto que levou o governo israelense a anunciar que encerrará suas importações de armamento francês.

 Trump também não poupou críticas, acusando Paris de nada fazer para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz e avisando que Washington “se lembrará” dessa decisão.

 

EUA/ “Trump prepara saída da guerra pressionado pela retaliação e falhas operacionais”, diz analista

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) - As bolsas europeias abriram em forte alta nesta quarta-feira (1º), após o presidente dos Estados Unidos ter dito, na véspera, que a retirada das tropas americanas da guerra contra o Irã poderá ocorrer brevemente.

A expectativa é grande para o pronunciamento de Donald Trump, nesta quarta-feira (1), em que o líder americano promete “novas e importantes informações” sobre o conflito no Oriente Médio.

Segundo analistas, a mudança de rumo ocorre porque Washington teria subestimado a capacidade de retaliação do Irã e enfrenta falhas operacionais que expuseram a vulnerabilidade das forças americanas na região.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca na terça-feira (31), o republicano afirmou que os Estados Unidos se retirarão da guerra em breve, "em duas ou três semanas", segundo suas palavras, e mesmo sem acordo.  

Donald Trump fará um pronunciamento á nação na noite de quarta-feira às 21h, horário local (quinta-feira, 1h da manhã, horário de Brasília). O presidente irá "fornecer novas informações importantes sobre o Irã", anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. 

 

O jornalista especializado em defesa da RFI, Franck Alexandre, aponta contradições nas declarações de Trump, que evita mostrar que estaria jogando a toalha. As últimas declarações do republicano contrastam fortemente com as do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que, por sua vez, afirma não descartar a possibilidade de enviar tropas para solo iraniano.

Com 50.000 soldados, um destacamento terrestre seria limitado. Acima de tudo, os militares americanos parecem ter subestimado a capacidade de retaliação do Irã.  

Autoridades sauditas e americanas confirmaram ao Wall Street Journal que a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, foi alvo de um míssil iraniano na sexta-feira (27) e que várias aeronaves de reabastecimento da Força Aérea dos EUA foram danificadas.

 "Um equipamento ainda mais valioso, um avião radar AWACS" também. Para Franck Alexandre, o fato de os EUA não terem conseguido protegê-los demonstra uma falta de controle operacional e que "o aventureirismo de Washington está começando a custar caro às suas Forças Armadas". 

  

A autoridade de aviação civil do Kuwait informou que o aeroporto internacional do país foi atacado, nesta quarta-feira (1º), por drones iranianos pertencentes a fações armadas apoiadas por Teerã, que causaram "um grande incêndio" em tanques de combustível. Não houve relatos de vítimas. 

No Bahrein, o Ministério do Interior declarou no portal X que "a Defesa Civil está trabalhando para extinguir um incêndio que começou nas instalações de uma empresa após a agressão iraniana". 

Um navio-tanque da Qatar Energy foi atingido por um míssil em águas territoriais do Catar, disseram as autoridades, responsabilizando o Irã pelo ataque. O Catar foi alvo de três mísseis "lançados do Irã", escreveu o Ministério da Defesa no portal X, observando que dois deles foram interceptados. 

Os houthis no Iêmen, aliados do Irã, reivindicaram nesta quarta-feira a responsabilidade por seu terceiro ataque com mísseis contra Israel, afirmando terem como alvo "locais sensíveis" no sul do país. 

O exército israelense informou ter detectado o lançamento de um míssil vindo do Iêmen. Segundo a mídia israelense, o projétil foi interceptado e não houve relatos de feridos. 

Nos últimos dias, o presidente americano multiplicou as declarações sobre o fim da guerra, alegando que os objectivos foram atingidos e que teria havido até mesmo uma mudança no regime iraniano.

Ao contrário de seu aliado Donald Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "a campanha não acabou". O exército israelense anunciou ter realizado uma "onda de ataques em larga escala" contra infraestruturas do governo iraniano "em Teerã". 

A televisão estatal iraniana noticiou explosões no norte, leste e centro da capital, referindo-se a "ataques contra Teerã".  

No Líbano, sete pessoas morreram em ataques israelenses contra o movimento pró-Irã Hezbollah no sul de Beirute, informou o Ministério da Saúde libanês. O Exército de Israel havia anunciado o lançamento de dois ataques na região contra líderes do Hezbollah. 

Quatorze pessoas ficaram feridas em Israel, incluindo uma menina de 11 anos que está em estado grave, segundo os serviços de resgate israelenses, após novos ataques com mísseis iranianos contra o país. ANG/ RFI e agências

 

 

Suíça/OIM mobiliza 277 milhões de dólares para apoiar populações deslocadas no Sudão

Genebra, 31/03/2026 (MAP) – A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou, na terça-feira, um apelo de 277 milhões de dólares para reforçar a sua resposta humanitária às populações mais vulneráveis ​​afetadas pelo deslocamento e conflito no Sudão e países vizinhos em 2026, à medida que a crise entra no seu terceiro ano.

Em comunicado, a Diretora-geral da OIM, Amy Pope, enfatizou que famílias inteiras estão enfrentando escolhas impossíveis: permanecer deslocadas sem acesso a serviços básicos ou retornar a áreas devastadas pela violência.

Este apelo visa consolidar os sistemas essenciais que permitam a manutenção e expansão da intervenção humanitária, nomeadamente através do reforço dos mecanismos de recolha de dados e de monitorização dos movimentos populacionais, da expansão dos centros humanitários e das rotas de abastecimento, do desenvolvimento de operações transfronteiriças e de uma maior localização da ajuda para promover a recuperação e soluções sustentáveis.

As prioridades incluem expandir a assistência transfronteiriça por meio do centro humanitário interinstitucional em Farchana, no leste do Chade, facilitar a entrega de ajuda a áreas de difícil acesso em Darfur e Kordofan e melhorar os dados de mobilidade para antecipar os movimentos populacionais e orientar o planejamento operacional.

Paralelamente à ajuda emergencial, a OIM pretende intensificar seus programas de recuperação e resiliência, incluindo o restabelecimento de serviços básicos, a reconstrução de meios de subsistência e a promoção de soluções sustentáveis ​​para populações deslocadas. ANG/Faapa

    

 

Chile/Kast endurece política migratória e interrompe processo que beneficiaria 182 mil imigrantes no Chile

Bissau,01 Abr 26 (ANG) - O presidente do Chile, José Antonio Kast, ordenou a suspensão da regularização de 182 mil imigrantes, interrompendo um processo iniciado por seu antecessor, o esquerdista Gabriel Boric.

Uma das principais promessas de campanha de Kast era justamente expulsar imigrantes irregulares, em sua maioria venezuelanos, que viviam no país.

Essa era uma de suas bandeiras eleitorais e uma das reformas consideradas mais urgentes pelo novo governo.

A chegada de José António Kast ao poder ocorre em um contexto de forte insatisfação popular com a criminalidade, percepções de insegurança e preocupações com a imigração irregular, temas que dominaram a campanha presidencial e que agora vão orientar as políticas do novo governo.

“Há 338 mil pessoas que sabemos estar em situação irregular. Dessas, 182 mil se registaram, fornecendo endereço e dados biométricos. Muitos de nós agora nos perguntamos o que acontecerá com essas informações se essas pessoas não tiverem sua situação legal regularizada”, afirma, em entrevista à RFI, Eduardo Cardoza, secretário-geral do Movimento de Ação Migrante.

“Isso traz consequências enormes. A migração contribui com 10% do Produto Interno Bruto do país, e essa decisão provoca danos significativos, porque estamos falando de pessoas trabalhadoras que, em 99,9% dos casos, vêm ao Chile para trabalhar e que, por estarem com a documentação irregular, acabam privadas de direitos básicos”, destaca Cardoza.

A questão migratória no Chile se tornou central no debate nacional. Dados de instituições regionais mostram que a população nascida no exterior cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionada principalmente por fluxos vindos da Venezuela e de outros países da América Latina.

Além de suspender a regularização dos 182 mil migrantes, José Antonio Kast apresentará ao Congresso dois projetos de lei para restringir a entrada de imigrantes sem documentos: um para punir quem facilite a entrada irregular no país e outro que transformaria a entrada ilegal em crime.

“Está acontecendo um fenómeno muito particular: as pessoas manifestam preocupação com essa situação, mas muitos imigrantes sem documentos, que trabalham e já criaram raízes no país, não querem — e não irão — embora. Isso pode gerar um cenário complexo, no qual se torna impossível deportar 338 mil pessoas em quatro anos”, observa Cardoza.

“O máximo que qualquer governo conseguiu deportar foram 8 mil pessoas por ano, somando expulsões administrativas e judiciais. Portanto, ou implementamos políticas realistas, ou continuaremos alimentando uma situação que condena essas pessoas à pobreza. Esse é o desafio que o novo governo terá de enfrentar”, conclui.

Apenas cinco dias após assumir o cargo, Kast lançou o chamado “Plano Escudo de Fronteira”, uma das iniciativas mais emblemáticas de seu programa. O plano prevê a construção de barreiras físicas, trincheiras, sistemas de vigilância por câmaras e o envio permanente de forças de segurança para a fronteira com o Peru e para trechos considerados críticos na divisa com a Bolívia. ANG/RFI

 

Desporto/Guiné-Bissau e Burkina Faso empatam 1-1 em segundo jogo amistoso de preparação

Bissau, 01 Abr 26(ANG) – A seleção nacional de futebol da Guiné-Bissau(Djurtus), empatou, terça-feira, com a sua congénere de Burkina Faso, no segundo jogo amistoso de preparação de ambas as equipas para os próximos compromissos internacionais.

Depois de perder no primeiro jogo por 5-0,  disputado no passado dia 28 de Março no estádio 4 de Novembro em Ouagadougou, a seleção da Guiné-Bissau corrigiu suas falhas e conseguiu um empate no segundo jogo.

A partida foi equilibrada, com a seleção da Guiné -Bissau a dominar a posse de bola (52%) e a assumir maior iniciativa ofensiva. Ainda assim, o Burkina -Faso mostrou-se ser mais objetivo, explorando transições rápidas e criando oportunidades perigosas ao longo do jogo.

Apesar da pressão burkinabe, a defesa guineense conseguiu limitar o adversário, permitindo poucas finalizações claras. Do outro lado, os Djurtus conseguiram ser eficiente nas suas investidas, refletindo um jogo tático e bem organizado.

O Burkina Faso chegou a vantagem no marcador aos 85 minutos na segunda parte,  com o golo apontado por Adamo Nagolo.

A seleção nacional empatou ao cair do pano, ou seja, aos 90+7, valendo o golo marcado por intermédio de Fuscano Gomes, jogador do Sport Bissau e Benfica, na sua primeira esteia com a camisola dos Djurtus.

O empate acabou por traduzir o equilíbrio visto em campo, com ambas as seleções a retirarem aspectos positivos do encontro, sobretudo no que diz respeito à preparação e ajuste das equipas para futuras competições. ANG/ÂC//SG

 

   Obituário/Governo manifesta indignação com morte de Vigário Luís Balanta

Bissau, 01 Abr 26 (ANG) -  O Governo de Transição diz, em comunicado, que tomou conhecimento com “profunda consternação e  indignação”, da trágica morte do cidadão Vigário Luís Balanta, encontrado sem vida em circunstâncias, particularmente violentas, na zona de Ndam Lero, Sector de Nhacra, região de Oio, norte do país.

Segundo o comunicado, perante a gravidade deste “lamentável e condenável acontecimento”, o Governo condena com  firmeza e sem  reserva este acto que considera “bárbaro”, que “choca a consciência nacional, atenta contra a dignidade humana e ofende os valores fundamentais da convivência civilizada”.

Lê-se ainda no comunicado que, após tomar conhecimento do caso, o Governo instou as autoridades judiciais, policiais de investigação criminal a realizarem, com carácter de urgência,  diligências legalmente necessárias, com vista ao apuramento integral da verdade dos factos, “à identificação dos autores materiais e morais deste crime e à sua consequente responsabilização nos termos da lei”.

O Governo declara que não haverá complacência perante actos de violência, criminalidade ou atentados contra a vida humana, e sublinha que o Estado tem o dever indeclinável de proteger os cidadãos e garantir a justiça.

O Executivo prmete à família da vítima e à opinião pública nacional que tudo fará, no quadro do Estado de Direito, para que este caso seja devidamente esclarecido, e para que a justiça possa cumprir plenamente o seu papel.

O comunicado adianta que as autoridades competentes já se encontram mobilizadas no terreno, estando em curso os procedimentos periciais, sanitários e investigativos indispensáveis ao completo esclarecimento deste “crime hediondo”.

À família enlutada, aos amigos e à comunidade da vítima o Governo apresenta as suas  condolências, expressando solidariedade neste momento de dor, consternação e luto.

 Vigário Luís Balanta era activista e liderava o Movimento Revolucionário Pó de Terra., que tem insistido na exigência de divulgação dos resultados das últimas eleições gerais realizadas no  ano passado, e na reposição da ordem Constitucional. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Regiões/Delegado Regional de Comércio de Oio pede envolvimento de todos no controle do preço da castanha

Oio, 01  Abr 26 (ANG) – O Delegado Regional de Comércio da Região de Oio, norte do país, Celestino Casmas Có apelou à todos os intervenientes na campanha de comercialização da castanha de caju na região a se  empenharem  no controle do preço da castanha.

Casmas Có falava ao Correspondente da ANG na região, após uma reunião  com os comerciantes da zona, na qual foram analisados  o cumprimento da aplicação dos  410 francos CFA, como preço de referência por cada quilograma, fixado pelo Governo.

Disse que todos devem  fazer tudo para que o preço de 410 francos fixado pelo Governo por cada quilo da castanha seja aplicado na prática.

Có apelou aos comerciantes a respeitarem a lei, e avisou que , quem violar adulterando o preço indicado ou a contrabandear a castanha para os países vizinhos vai sentir a “mão dura” do Estado.

Em nome dos comerciantes da Região de Oio, Aladji Danso disse que manifestaram ao  Delegado do Comércio que estão prontos para respeitar  o preço fixado  pelo Governo.

Declarou que como nacionais devem contribuir para o avanço do país, não só respeitando as leis, mas cumprindo  os seus deveres no que concerne ao pagamento de impostos.

Aladje Danso   pediu  segurança por parte do Estado, uma vez que não existe um banco para depositarem dinheiro. “Muitos comerciantes já foram assaltados ao tentar transportar grandes somas de dinheiro para bancos em Bissau”, disse Danso.ANG/AD/MSC/ÂC//SG

                                     

Regiões/Centro de formação “Casa Sol” entrega diplomas aos 41 técnicos formados em electricidade, canalização e construção civil

Cacheu, 01 Abr 26 (ANG) – O Centro de formação “Casa Sol” entregou recentemente 41 diplomas aos 41 técnico-profissionais formados nas áreas de Electricidade, Canalização e Construção Civil.

De acordo com o Correspondente da ANG na região de Cacheu, o ato foi presidido pelo Secretário Administrativo do Setor de Canchungo, Babucar Cissé, que na ocasião, louvou a iniciativa da formação e pediu aos recém-formados para contribuírem para o desenvolvimento sustentável do setor de Canchungo.

O Coordenador Superior da “Casa do Sol”, Pascoal dos Santos, pediu aos formandos para exercerem suas profissões com dignidade e  responsabilidade.

Pascoal dos Santos exortou aos novos técnicos para fazerem orçamentos justos para que possam aplicar na prática os conhecimentos ora adquiridos.

Em nome dos finalistas, Nélida Barbosa disse que estão agora preparados para entrar no mercado de trabalho, e para  prestação de serviços de qualidade às comunidades da região de Cacheu e da Guiné-Bissau em geral, nas áreas de Eletricidade, Canalização e Construção Civil.

Trata-se do II Grupo de Finalistas do Centro de Formação do Curso Técnico Profissional “Casa do Sol” em Canchungo, decorrido entre Julho de 2025 e Fevereiro de 2026, e constituído de  17  eletricistas entre os quais três mulheres, nove canalizadores e as restantes 15 são técnicos de  Construção Civil . ANG/AG/JD/ÂC//SG