Saúde pública/ Governo e parceiros entregam bicicletas e medicamentos aos Agentes de Saúde Comunitária
Bissau
O ato da entrega ocorreu na cidade de Bula, Região de Cacheu, e
foi presidida pelo Ministro da Saúde Pública, Quinhin Nantote.
Nantote disse na
ocasião que o momento representava muito mais do que a entrega de bens
materiais, mas sim um compromisso firme do Governo de reforçar os cuidados de
saúde primários.
Segundo o governante,
o ato serve igualmente para aproximar os serviços de saúde das populações e
garantir que ninguém fique para trás no acesso aos cuidados de saúde.
“Hoje homenageamos o
vosso trabalho, vocês são a primeira porta de entrada do Sistema de Saúde nas
aldeias ,tabancas e comunidades mais remotas, pois trabalham, muitas das vezes,
em condições difíceis ,para levar esperança, ,prevenção, tratamento e educação
em saúde às famílias”, salientou.
Nantote agradeceu ao UNICEF
e Banco Mundial pelo apoio, realçando
que sem ASC, não seria possível melhorar a cobertura vacinal, reduzir a
mortalidade materna e infantil, combater as doenças transmissíveis, diminuir o
impacto das doenças não transmissíveis e responder, de forma eficaz, ás
necessidades de saúde da população, sobretudo nas zonas rurais e de difícil
acesso.
Quinhin Nantote
declarou que a sua visão está na saúde comunitária, por isso esta a fazer um trabalho
a nível das direcções-gerais para criar um decreto-lei que depois vai passar
pelo Conselho de Ministros, visando a regularização do funcionamento dos ASC,
que deverá passar a ter outra representação.
Segundo o representante do UNICEF no país, Inoussa
Kaboré, o ato é testemunho do compromisso e reconhecimento da dedicação de 3.500 Agentes
de Saúde Comunitário que, todos os dias, percorrem longas distâncias ,muitas
vezes sem condições ,para assegurar que
cada criança ,cada gravidez e cada família recebam cuidados.
Kaboré disse que os resultados dos trabalhos dos ASC falam por
si, uma vez que em 2025 prestaram serviços à mais de 800 mil pessoas, representando
mais de um terço da população do país.
Acrescentou que, por detrás de cada número está uma vida salva,
uma família protegida e um futuro preservado e que as comunidades reconhecem
isso.
“Uma avaliação
realizada com o apoio do Unicef e BM,
demonstra que 82 por cento das famílias afirmam que a sua saúde melhorou graças
ao vosso trabalho,80 por cento confiam no trabalho dos Agentes da Saúde
Comunitário e os equipamentos e os produtos de saúde que hoje vos são confiadas
são instrumentos de esperança para muitas famílias”, disse Inoussa Kaboré.
Disse que o UNICEF
celebra este ano 50 anos de trabalho
continuo e consistente em prol do bem-estar das crianças e das mulheres na
Guiné-Bissau e que vai vai continuar a
trabalhar ao lado do Governo e de todos os parceiros para alcançar o objetivo
ambicioso que todos desejam.
Rosa Brito, em
representação do Banco Mundial disse que, o que está em causa hoje é algo muito
maior do que os materiais e medicamentos doados. É a capacidade de levar
cuidados de saúde à quem mais precisa, onde quer que viva”, precisou..
Acrescentou que para
muitas famílias guineenses, o sistema de saúde não começa num hospital nem num
centro de saúde, mas sim com uma visita
á aldeia, uma conversa, um conselho ou uma intervenção feita por um ASC, e que o
grupo Banco Mundial teve o privilégio de apoiar este esforço implementado em
parceria com o Ministério da Saúde Pública e o Unicef .
Brito explicou que ao
longo da implementação do projeto, foi possível ampliar o acesso aos cuidados
essenciais ,reforçar a vacinação e alcançar resultados acima do esperado, no
combate à malária , realçando que a sua organização vai continuar ao lado da
Guiné-Bissau para transformar essa ambição em realidade.
A cerimónia contou
com as presenças das autoridades locais, régulos, pessoas que beneficiam dos
serviços dos Agentes da Saúde Comunitária, delegados e pessoal da saúde entre
outras. ANG/MSC//SG

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