sexta-feira, 13 de junho de 2025

 França/Mais de 200 organizações pedem fim da exploração de petróleo no mar

Bissau, 13 Jun 25 (ANG) - Mais de 200 organizações da sociedade civil global assinaram uma carta aberta a apelar a um compromisso internacional urgente para proibir a exploração de combustíveis fósseis nos oceanos. 

A iniciativa aconteceu no âmbito da terceira Conferência da ONU sobre o Oceano (UNOC3), que esta semana decorreu em Nice, França, e que termina hoje, e foi divulgada pela associação portuguesa Último Recurso, uma das organizações subscritoras.

A carta, diz a Último Recurso em comunicado, foi promovida pela organização internacional 'OceanCare' e exorta os governos a agirem de forma decisiva e responsável com o reconhecimento da incompatibilidade entre os objetivos climáticos e a expansão da exploração petrolífera no mar, "e apoio à transição energética justa e inclusiva para comunidades costeiras e trabalhadores".

"O oceano está no centro da crise climática e ecológica, mas continua a ser explorado como se fosse infinito. Esta carta representa um apelo coletivo a colocar limites claros a essa exploração, começando pela proibição da expansão dos combustíveis fósseis offshore", diz, citada no comunicado, a presidente da associação Último Recurso, Mariana Gomes.

Num balanço da conferência, a Último Recurso considera que a UNOC3 termina com "sinais mistos". Destaca os "avanços importantes", como o apelo global por uma moratória à mineração em mar profundo, liderado por França, Palau e Costa Rica, o progresso na ratificação do Tratado do Alto Mar (BBNJ), com meia centena de países signatários (são necessários 60 para o tratado entrar em vigor), os 95 países que pediram um acordo ambicioso nas negociações sobre o tratado global de plásticos ou ainda o Pacto Europeu para o Oceano, da União Europeia.

Por outro lado, fala de preocupações sobre a eficácia da implementação das metas globais, nomeadamente a meta 30x30, de preservar 30% do planeta até 2030, o que requer mais do que números, e "exige proteção efetiva e fiscalização".

A Último Recurso sublinha que o caminho está lançado, mas que "falta compromisso político vinculativo e ação concreta".

A associação é a primeira organização não-governamental portuguesa a utilizar o Direito como ferramenta central para impulsionar a ação climática, fortalecer o Estado de Direito e promover o desenvolvimento sustentável.ANG/Lusa

São Tomé e Príncipe/ Governo cria oito áreas marinhas protegidas e reforça compromisso com os oceanos

Bissau, 13 Jun 25 (ANG) - Com oito áreas marinhas protegidas acabadas de serem criadas e designado para sediar o secretariado da Economia Azul da CEEAC, São Tomé e Príncipe reforça a política nacional e regional na preservação dos oceanos.

Todavia, soluções globais só terão sucesso se respeitarem as especificidades locais, disse em entrevista à RFI a ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, Nilda Borges da Mata, durante a 3.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano (UNOC3), em Nice, França.

A ministra destacou que os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, como São Tomé e Príncipe, enfrentam vulnerabilidades particulares que não podem ser ignoradas nas decisões internacionais. A subida do nível do mar, a erosão costeira e a crescente escassez de pescado estão a afectar directamente as comunidades locais e a comprometer a segurança alimentar nacional. Neste contexto, insistiu que qualquer solução global para a preservação do oceano deve ser moldada em função das realidades e capacidades de cada país.

“Os nossos oceanos estão em risco, mas não somos todos iguais. Um pequeno Estado insular como São Tomé e Príncipe tem as suas especificidades. As soluções têm de ir ao encontro das necessidades concretas de cada país.

Temos vindo a perder território e já estamos a retirar populações das zonas de maior risco, criando zonas de expansão seguras, urbanizadas com escolas e centros de saúde”, disse a ministra.

Nilda Borges da Mata alertou também para a pressão sobre os recursos marinhos causada pela pesca industrial e ilegal. Apesar de São Tomé e Príncipe ter acordos de pesca com a União Europeia, a falta de capacidade para monitorizar essas actividades deixa espaço para abusos e compromete os esforços de conservação.

“Não temos meios para uma fiscalização frequente. Dependemos muito da ajuda de parceiros, mas essa fiscalização não pode ser pontual, tem de ser frequente.

Há barcos que entram na nossa Zona Exclusiva sem autorização, fazem pesca ilegal e utilizam equipamentos que podem pôr em causa os nossos recursos.

Os nossos pescadores, a maioria artesanais, nos últimos tempos não têm conseguido obter o pescado [junto da costa] e são forçados a ir cada vez mais longe para garantir o sustento das suas famílias e a nossa alimentação”, acrescentou.

Recentemente foi aprovado pelo Conselho de Ministros o decreto de lei que cria as primeiras oito Áreas Marinhas Protegidas de São Tomé e Príncipe, a publicação em diário da república deve acontecer brevemente. A criação das Áreas Marinhas Protegidas exige acompanhamento e envolvimento da população.

“Há zonas com protecção total e outras com protecção parcial, que permitem a pesca sustentável.

É crucial comunicar bem esta diferença às comunidades, para que não vejam estas medidas como uma ameaça ao seu modo de vida, mas como uma forma de o preservar”, disse a govenante..

As Áreas Marinhas Protegidas (AMP) agora anunciadas abrangem cerca de 93 km². Seis localizam-se na ilha do Príncipe e duas em São Tomé e constituem um marco importante rumo ao objectivo global de proteger 30% da terra e do mar até 2030.

As novas AMP incluem zonas de protecção total, onde é proibida qualquer actividade extractiva, e zonas de uso sustentável, destinadas exclusivamente à pesca artesanal. Espécies como tartarugas marinhas, tubarões e raias-manta serão directamente beneficiadas.

A recente designação de São Tomé e Príncipe como sede do secretariado da Economia Azul da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) foi considerada pela ministra como um reconhecimento do potencial do país e uma oportunidade para aprofundar a investigação científica na região.

“Com a nossa biodiversidade e vulnerabilidade, precisamos de dados concretos para orientar políticas públicas”, disse Nilda Borges Da Mata .

A 3.ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3) decorre até sexta-feira, 13 de Junho, em Nice, França. ANG/RFI

 

 

Índia/Passageiro na poltrona 11A do Boeing 787-8 da Air India sobrevive ao acidente do voo 171 

Bissau,13 Jun 25(ANG) - Um homem conseguiu sobreviver ao trágico acidente do voo 171 da Air India, que resultou na morte de pelo menos 200 pessoas, segundo informou um chefe de polícia à imprensa indiana. 

De acordo com o comissário de polícia de Ahmedabad, G.S. Malik, o sobrevivente ocupava o assento 11A no Boeing 787-8 que seguia para Londres. 

A lista de passageiros divulgada pelas autoridades apontava que o ocupante daquele assento era o cidadão britânico Vishwash Kumar Ramesh. 

Veículos de comunicação na Índia relataram que Ramesh, em declarações feitas no hospital, afirmou: “Trinta segundos após a decolagem, houve um barulho forte e o avião caiu. Tudo aconteceu muito rápido.” 

 Vishwash Kumar Ramesh, de 40 anos. Cidadão com dupla nacionalidade — indiana e britânica —, Vishwash viajava de regresso ao Reino Unido quando o avião se despenhou poucos minutos após a descolagem, com 242 pessoas a bordo.

 Separado do irmão, que continua desaparecido, Vishwash recorda os momentos de terror: “Ouvi um estrondo enorme segundos depois da descolagem. Corri no meio da fumaça e do fogo. Ainda não sei como sobrevivi.” O seu relato é uma das poucas vozes que emergem deste cenário de devastação. 

Há duas décadas radicado no Reino Unido, onde vive com a esposa e os filhos, Vishwash regressava de uma viagem à Índia quando se viu no centro de uma das maiores tragédias da aviação recente. 

As autoridades locais prosseguem com os trabalhos de resgate e identificação das vítimas. Até agora, mais de 200 corpos foram recuperados, enquanto dezenas de famílias continuam à espera de respostas sobre o paradeiro dos seus entes queridos. ANG/Mídia África

 

 Revolta de Leão/Israel bombardeia Irão tendo como alvo programa nuclear

Bissau, 13 Jun 25 (ANG) - Israel lançou hoje a operação "Rising Lion", ou a revolta do leão em português, atacando pelo menos 100 alvos iranianos, grande parte ligados ao programa nucelar do Irão e ainda fábricas de misseis balísticos.

Esta operação matou ainda importantes comandantes militares, entre eles Hossein Salami, chefe do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica e figura muito próxima do Líder Supremo Ali Khamenei, assim como Mohammed Bagheri, chefe do Estado Maior do Exército iraniano.

Nestes ataques, também vários cientistas foram visados nomeadamente Fereydoon Abbasi, antigo chefe da Organização de Energia Atómica iraniana e ainda Azad Mohammad Mehdi Tehranchi, físico e presidente da Universidade Islâmica. Um dos lugares visados foi a cidade de Natanz, onde o Irão tem levado a cabo o enriquecimento de urânio.

Em declarações ao país, o primeiro-ministro israelita Benjamin Nethnyahu confirmou o ataque contra o Irão e explicando que o ataque aconteceu já que o Irão estaria muito próximo de conseguir a bomba nuclear. O líder israelita deu ainda a entender que este novo contexto poderá obrigar a que os israelitas permaneçam em áreas protegidas esta manhã, um aviso que foi entretanto abandonado pelas autoridades. 

"Passámos com muito sucesso a fase inicial deste conflito. Atingimos o comando superior, atingimos cientistas que promovem o desenvolvimento de bombas atómicas. Atingimos instalações nucleares, estamos a alcançar enormes conquistas. Não existem guerras gratuitas. Por conseguinte, peço-lhes novamente que obedeçam rigorosamente às instruções do Comando da Frente Interna, e é muito possível que sejam obrigados a permanecer nas áreas protegidas durante muito mais tempo do que estávamos habituados até agora", declarou o líder israelita.

Para o Irão, este ataque é "uma declaração de guerra", pedindo a intervenção do Conselho de Seugrança. Como resposta, as forças militares iranianas avisaram que "não haverá limites" na sua resposta contra Israel, apelidando este ataque como "um crime". Também a Rússia, actualmente um dos maiores aliados do Irão, veio condenar este ataque, dizendo que se tratou de uma acção "inaceitável" e "sem provocação".

A China mostra-se preocupada  e condena "a violação da soberania" do Irão e voluntariou-se para apaziguar as relações entre estes dois Estados. A União Europeia pede recurso à "via diplomática" e a França pediu contenção entre os dois inimigos já que uma escalada de violência "pode comprometer toda a estabilidade regional".ANG/RFI

 

Regiões/ “Visita do Chefe de Estado será benéfica para todos os populares da região de Oio”, diz  Governador Braima Camará

Oio, 13 Jun25 (ANG) – O Governador da Região de Oio, norte do país disse, quinta-feira, que a visita do Presidente da República no âmbito da Presidência Aberta, será benéfica para todos os populares daquela zona.

Braima Camará falava das suas expectativas sobre a visita, a partir de Sábado, do Chefe de Estado,  ao Correspondente regional da  Agência de Notícias naquela localidade depois de uma reunião de concertação com o Administrador do sector de Bissorã, bem como o Movimento de Apoio ao 2º mandato de Umaro Sissoco Embaló.

Braima Camará apela  aos populares da Região de Oio a saírem em massa para receber o Chefe de Estado.

O Presidente da República inicia sábado(14), uma visita à região de Oio, no âmbito da Presidência Aberta.

O responsável da Sociedade Civil do Sector de Bissorá Ussumane Djaló disse que o sector está pronto para receber o Presidente da República, tendo pedido a colaboração de todos na receção do primeiro magistrado da Nação.

De acordo com agenda da visita fornecida á ANG pelo Governador da Região de Oio, Braima Camará, o chefe de Estado vai iniciar a visita no sábado com uma breve paragem em Nhacra, passando depois por  Mansoa e Morês.

No domingo, o Presidente da República deslocar-se-á ao sector de Farim, onde visitará as obras de construção de estrada Farim/Dungal e realizará um comício popular na secção de Cuntima.

O chefe de Estado guineense retoma assim as suas  deslocações de contacto diretor com a população/Presidência Aberta, depois da passagem por Leste e Sul, no mês passado, que não se resumem em atos políticos mas também em ações de empreendedorismo estatal para o desenvolvimento, traduzidas por lançamento de pedras para construções de infratestruturas,  e fiscalização de obras públicas em curso.  ANG/AD/MSC/ÂC//SG

Regiões/Ministério Público realiza campanha de sensibilização contra corrupção em Bissorã

Oio, 13 Jun 25 (ANG) – O Ministério Público  realizou , quinta-feira, uma campanha de sensibilização sobre luta contra a corrupção, com o objectivo de fazer chegar as denúncias da população sobre essa prática ao Gabinete de Denúncia criada pela Procuradoria Geral da República.

Em entrevista ao Correspondente Regional da ANG de Oio, o Diretor de Gabinete do Procurador Geral da República, Braima Seide, disse que o Gabinete de Denúncia foi criado para que os cidadãos possam fazer denúncias de atos de corrupção, uma vez que o Ministério Público isolado não consegue resolver todos os problemas.

“Este departamento foi criado com o número verde  140 , através do qual  a população pode denunciar qualquer tipo de ato de corrupção, sejam  casos de abuso sexual, violência de menores, sejam casamentos forçados, entre outras práticas”, disse Seidi.

Braima Seidi disse que  a linha estará aberta de segunda à sexta-feira, das 8 ás 16 horas, e que depois da região de Oio, onde a equipa esteve nos sectores de Nhacra, Mansoa e Bissorã, o próximo passo será a Região de Biombo, concretamente nos sectores de Quinhamel e Biombo. ANG/AD/MSC//SG

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Regiões/Agricultores e criadores de gados do Setor de Pirada criam Comité de Vigilância para minimizar conflitos entre as partes

Gabu, 12 Jun 25 (ANG) – Os agricultores e criadores de gados do setor de Pirada, região de Gabu, zona leste do país, criaram recentemente, um “Comité de Vigilância e de Gestão de Conflitos,” para combater os atritos  que frequentemente se registam entre as partes.

Segundo o despacho do Correspondente da Agência de Notícias da Guiné (ANG) na região de Gabu, a decisão de criação do referido “Comité de Vigilância e de Gestão de Conflitos”,  foi tomada num encontro de sensibilização, promovido pelos membros de Espaço Regional de Diálogo de Voz de Paz.

O mesmo acrescentou que, o encontro juntou, cerca de 50 personalidades vindos de diferentes setores, nomeadamente os criadores de gados, agricultores, poder tradicional, representantes das Instituições do Estado e as Organizações da Sociedade Civil.

Na ocasião, o Presidente da Cooperativa dos Jovens Agricultores do Setor de Pirada (CJASP) Alassana Camará sustentou que, a criação do “Comité de Vigilância e de Gestão de Conflito” na localidade de Pirada, está a cultivar um bom ambiente de proximidade entre as partes, que outrora,  se envolviam em constantes desentendimentos.

O Presidente da Associação de Criadores de Gados (ACG),Alfa Buaró louva a  iniciativa e diz esperar, que o “Comité de Vigilância e de Gestão de Conflito” venha a cumprir a sua missão, a fim de trazer de volta a união que anteriormente existia entre a duas comunidades.

Os agricultores e criadores de gados da zona leste do país, concretamente do setor de Pirada, região de Gabu, têm vivido   momentos de convulsões  por alegadas pastagens em zonas agrícolas, que as vezes custam a vida de alguns gados .ANG/LLA/ÂC//SG

  

Religião/ Alto Comissário para Peregrinação promete lançar peregrinação 2026 na apresentação do relatório da  peregrinação/2025

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) – O Alto Comissário para Peregrinação prometeu lançar a peregrinação 2026 para Hajj na apresentação pública do relatório de participação do país na Hajj 2025.

Califa Soares Cassamá falava, terça-feira, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira após o regresso dos peregrinos  de Meca, no cumprimento do quinto pilar do Islão.

Cassamá disse  estar satisfeito pela performance que a Guiné-Bissau atingiu, sublinhando que já tinham informação oficioso que o país está classificado como um dos melhores, de ponto de vista da organização da peregrinação, em termos de hotéis,  acomodação e de comportamento dos fiéis.

"Tivemos alguns percalços pelo caminho mas assumimos  as nossas responsabilidades. Pedimos  desculpas, publicamente, ao povo da Guiné-Bissau por esses percalços”, disse.

Quanto a viagem ,Califa Soares Cassamá disse  que tudo correu como  previsto, partida a  26 de Maio e regresso no dia 11 de Junho. “Graças a Deus e com a ajuda de todos conseguiu-se cumprir  a emissão de  vistos no país”, disse.

Em  relação a quota da Guiné-Bissau  prevista, de 751 peregrinos, referiu-se a situação de conterrâneos de deviam sair de Bruxelas para pegar seus passaportes no Aeroporto de Lisboa “mas que, infelizmente, não conseguiram  seguir viagem, devido a apreensão dos passaportes em Lisboa.

"Todo o país pode se orgulhar  da organização da peregrinação deste ano, porque se recordarmos no passado, os familiares dos peregrinos passavam dias a dormir no Aeroporto para esperar a chegada dos entes-queridos o que não é normal”, disse. ANG/Rádio sol Mansi

 

Regiões/Presidente da Associação dos Filhos da tabanca de Djacal, sector de Mansabá preocupado com a má condição da entrada

Oio 12 Jun 25 (ANG) – O Presidente da Associação de Filhos e Amigos da Tabanca de Djacal, região de Oio, norte do país, manifestou, quarta-feira, a sua preocupação sobre as más condições da estrada que liga aquela aldeia ao sector de Mansabá.

Zacarias Camará em entrevista exclusiva ao Correspondente da ANG na região de Oio salientou que na época das chuvas que já iniciou o troço que liga aquela zona à Mansabá torna intransitável, colocando a população no isolamento e com muitas dificuldades para a comercialização dos seus produtos.

Camará acrescenta  que a partir das primeiras chuvas nenhuma viatura entra na tabanca, e que as mulheres agricultoras ficam sem poder  levar os seus produtos para a venda em feiras populares denominadas de “Lumo”,em Mansabá .

Este responsável da Associação dos Filhos da Djacal disse que se a situação continuar os populares vão ficar em total isolamento, o que pode acarretar outras situações como doença ou fome.

Camará pede ao Governo para diligenciar formas de sanear o problema no sentido de minimizar o sofrimento da população local

A aldeia em causa, segundo o Correspondente regional da  ANG, conta com mais de 2500 habitantes .ANG/AD/MSC/ÂC//SG


Saúde/Presidente da República se congratula com  requisição de médicos militares durante  paralisação no sector

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) – O Presidente da República afirmou , quarta-feira, que se congratula  com a medida do Governo de recorrer  aos médicos e paramédicos militares para prestarem serviços, sobretudo no Hospital Simão Mendes, durante a greve decretada pela Frente Social que vai decorrer  de 09 à 13 deste mês.

Sissoco Embaló falava à imprensa, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira ,no regresso  de uma visita ao exterior, e disse que o Governo não pode ser refém de ninguém.

O chefe de Estado guineense estranha que as dívidas aos professores e ao pessoal médico estejam, até agora, a serem cobradas, e diz que  quando era  Primeiro-ministro, em 2018, as pessoas festejaram que, finalmente, todas as dívidas no sector da saúde e educação teriam sido  pagas.

“Mas, em 2020, já como Presidente da República encontrei as mesmas dívidas,  é inaceitável”, disse.

Umaro Sissoco Embaló recomendou que o  Ministério Público e a Polícia Judiciária investigassem a existência ou não dessas dívidas.

“Agora, o que é verdade atualmente, o Hospital Militar conta com mais médicos especialistas do que o Simão Mendes. Por causa da greve ordenei ao Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas que estes jovens especialistas  prestassem serviços no maior centro hospitalar do país para ajudar os recém formados”, disse.

O Chefe de Estado lamentou as sucessivas paralisações, principalmente nas áreas sociais, tendo pedido aos sindicatos  a ponderarem nas exigências tendo em conta a situação económica do país.

A Frente Social, organização sindical que integra sindicatos do Ensino e da Saúde denunciou o que diz ser ilegal, a requisição civil feita pelo Governo junto do Hospital militar de médicos e para-médicos para fazer face a greve na saúde de cinco dias.

Falando sobre a situação politica do país e das alterações climáticas uma vez que acabou de assistir a Cimeira sobre os Oceanos, em França, Umaro Sissoco Embaló afirmou  que a Guiné-Bissau fez tudo o que estiver ao seu alcance  para a proteção climática, dando exemplo de plantação das árvores e outras ações.

Falando da sua viagem  a Malásia, Sissoco Embaló destacou a assinatura de acordos para formação dos quadros guineenses nas áreas de agronomia, na ajuda ao mapeamento dos recursos naturais do país.

Realçou que conseguiu na sua passagem pela Letónia, no quadro da cooperação reatada em 2023 com aquele país, obter 10 bolsas de especialização na área da medicina, e a formação de engenheiros agrónomos e veterinários.ANG/MSC/ÂC//SG

Comunicação Social/ “A lei da Carteira Profissional dos Jornalistas vai inaugurar novo capítulo na história do jornalismo guineense”, diz Florentino Fernando Dias

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) – O ministro da Comunicação Social afirmou que a Lei da Carteira Profissional dos Jornalistas, promulgada pelo Presidente da República no ano passado, vai inaugurar um novo capítulo na história do jornalismo da Guiné-Bissau.

Florentino Fernando Dias falava, quarta-feira, na abertura de uma sessão, denominada “Djumbai de Carteira Profissional”, com o objectivo de permitir que os jornalistas se apropriarem do Diploma que regula e condiciona o acesso ao exercício da profissão.

Disse que a sua promulgação pelo Chefe de Estado comprova, de forma clara e inequívoca, o compromisso do Governo de atribuir a profissão o seu papel fundamental de impulsionar o desenvolvimento económico e social,  promoção de educação e de fortalecimento da Democracia e do Estado de Direito no país.

Florentino Dias afirmou que o compromisso com a verdade , objetividade e ética no jornalismo, obriga a comunicação social a fornecer informações precisas e imparciais sobre diferentes temas da sociedade, permitindo que os cidadãos tomem decisões informadas e exerçam, ativamente, a sua cidadania, incentivando-os a participar em processos democráticos e no exercício dos seus direitos.

Acrescentou que estes compromissos, aliados  a observância da ética e deontologia do jornalismo, não compadecem com o exercício da profissão sem se passar por um  processo formativo.

“Estamos numa era em que Fake News(falsas notícias) tem se tronado numa preocupação global e, infelizmente, o nosso país não é uma exceção. Isto é, não estamos  imunes dessa enfermidade”, disse.

Dias sublinhou que  a inovação trouxe novas oportunidades para o jornalismo, mas também desafios, e diz que a melhor forma de fazer face à estes desafios, é criar condições para que a profissão seja acedida, apenas por quem tenha atributo para exercer, porque quem tem atributo não só conhece os seus limites para exercer, como também é mais sensível as regras, aos valores e aos princípios que balizam a profissão.

Florentino Fernando Dias acrescentou que a forma ideal de condicionar o acesso a profissão é através da legislação, dai que destacou a importância deste Diploma, a Lei da Carteira Profissional dos Jornalistas, que diz ser um instrumento apto para contribuir para elevar aptidões profissionais e dignificar os seus integrantes.

Afirmou que a Carteira Profissional dos Jornalista é um símbolo da importância da ética e da responsabilidade do jornalismo e vai dignificar a classe.

“Se outras profissões menos sensíveis  têm o acesso condicionado, há mais razões, para que o acesso a profissão de jornalista seja condicionado à observância de um conjunto de exigências”, afirmou o ministro da Comunicação Social.  

O Coordenador da Comissão ad hoc preparatória da Assembleia Geral para eleição dos membros da Comissão Nacional para atribuição de Carteira profissional, Simão Abina disse que o  encontro serviu para se proceder ao análise e esclarecimento de eventuais  dúvidas relacionadas a Lei da Carteira Profissional de Jornalistas. ANG/LPG/ÂC//SG

Desporto/ Guarda-Redes dos Djurtus manifesta  indignação com estrutura da Seleção Nacional de Futebol

Bissau, 12 Jun 25(ANG) -  O Guarda-redes  dos Djurtus manifestou, quarta-feira, a  sua indignação e tristeza com a estrutura da Seleção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau.

Em entrevista conjunta às Rádios Sol Mansi e Jovem, Celton Biai, de 24 anos, atualmente a atuar no FC Dordrecht, da segunda liga holandesa,  sugeriu  a reorganização da Seleção Nacional de futebol, que diz estar com falta de organização estrutura. “Há talentos mas falta o mais básico, que é a cabeça e a estrutura”, disse.

Celton Biai sustenta que não se joga apenas com os pés mas também com a logística, respeito e organização, o que, diz, falta a seleção nacional.

Celton Biai  representou a seleção principal da Guiné-Bissau  num jogo amistoso. ANG/JD/ÂC//SG

 

Regiões/”Várias escolas de Biombo carecem de condições para funcionar na época da chuva”, diz Delegado Regional de Educação 

Prábis, 12 Jun 25 (ANG) - O Delegado Regional de Educação da Região de Biombo,  Francisco Có afirmou , quarta-feira, que várias escolas daquela zona Norte do país carecem de condições necessárias para funcionar na época da chuva.

Francisco Có falava no âmbito da visita que efetuou ao setor de Prábis, no decurso da qual se inteirou  do funcionamento de algumas escolas daquela localidade.

“Constatei que não há condições mínimas para muitas escolas continuarem a trabalhar nesta época de chuva, uma vez que maioria das escolas que visitei é construída de  querentins e palhas de palmeiras, outros com zincos perfurados e com falta de carteiras”, contou Francisco Có.

Informou que passaram por bastante dificuldade para efetuar visita à algumas escolas, por falta de  meios de transporte .

Aquele responsável disse que existem alunos que percorrem quilómetros para chegar as suas escolas. ANG/MN/AALS/ÂC//SG


             Brasil/ Bolsonaro rejeita acusações de golpe de Estado

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) - O ex-Presidente brasileiro, 70 anos, acusado de liderar uma “organização criminosa”, que conspirou para se manter no poder, independentemente do resultado da eleição presidencial ganha pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, rejeitou as acusações de golpe de Estado e garantiu que respeitou sempre a Constituição.

“Nunca ultrapassei os limites da Constituição”, argumentou o ex-Presidente, exibindo uma cópia da Constituição brasileira de 1988.

Questionado sobre se tinha feito alterações a um documento que previa a declaração do estado de defesa e de sítio e a detenção de magistrados do Supremo, intitulada de “minuta do golpe”, Jair Bolsonaro reiterou: "não procede".

Inelegível até 2030 e proibido de sair do território brasileiro, Jair Bolsonaro, que tem estado a ser ouvido pelo Supremo Tribunal Federal, diz estar a ser vítima de “perseguição política” para impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais de 2026.

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro está acusado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de património.

O ex-chefe de Estado brasileiro voltou a lançar dúvidas infundadas sobre as urnas electrónicas nas eleições presidenciais de 2022 e a criticar a forma como o processo eleitoral foi conduzido pelo Tribunal Superior Eleitoral, à época, chefiado pelo mesmo juiz que agora conduz o inquérito, Alexandre de Moraes.

Alexandre de Moraes reiterou que "não há nenhuma dúvida sobre o sistema eleitoral e esta investigação nada tem que ver com o sistema eleitoral".

O veredicto não deverá ser conhecido antes de várias semanas, ou mesmo meses. Após as alegações da acusação e da defesa, os cinco juízes da primeira secção do Supremo Tribunal Federal deverão votar para decidir se condenam ou não os arguidos e, na eventualidade de avançarem para a condenação, fixar as respectivas penas.

O ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e os sete co-réus, incluindo ex-ministros e militares de alta patente, incorrem em penas que podem ir até aos 40 anos de prisão.ANG/RFI

 

     Burundi/”Eleições  foram dominadas por repressão e censura”, diz HRW

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) - A Human Rights Watch (HRW) afirmou hoje que as eleições legislativas e locais no Burundi, realizadas em 05 de junho, ocorreram num contexto de severas restrições à liberdade de expressão e ao espaço político.


Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) anunciou quarta-feira, durante uma conferência de imprensa, que o partido no poder tinha conquistado 96,5% dos votos e todas as cadeiras eleitas na Assembleia Nacional.

O partido no poder também conquistou quase todas as cadeiras nas eleições municipais. Segundo a HRW, funcionários e jovens do partido no poder intimidaram, assediaram e ameaçaram a população e censuraram a cobertura mediática para garantir uma vitória esmagadora.

"Os burundianos votaram numa atmosfera desprovida de verdadeira competição política, à medida que o partido no poder consolidava ainda mais o seu poder", afirmou Clémentine de Montjoye, investigadora sénior da Human Rights Watch para a região dos Grandes Lagos.

Segundo Montjoye, "a democracia do Burundi foi esvaziada, com um partido no poder que não presta contas ao seu povo e não está disposto a tolerar a dissidência, mesmo com o agravamento da situação económica".

"Sem uma oposição credível, esta eleição apenas consolida ainda mais o regime autoritário e empurra os burundianos para uma crise de governação profundamente enraizada", conclui a investigadora da Human Rights Watch.

O Conselho Nacional para a Defesa da Democracia-Forças para a Defesa da Democracia (CNDD--FDD), no poder desde 2005, tem procurado desmantelar toda a oposição significativa, incluindo a do seu principal rival, o Congresso Nacional para a Liberdade (CNL), refere a HRW, considerando que "vários partidos da oposição, incluindo o CNL, o Conselho dos Patriotas (CDP) e a União para o Progresso Nacional (UPRONA) denunciaram irregularidades na votação".

As eleições para o Senado e outras eleições locais estão agendadas para 23 de julho e 25 de agosto, respetivamente, e as próximas eleições presidenciais serão em 2027.

A HRW disse que os burundianos sentem uma frustração crescente com a governação do partido no poder, numa altura em que a população enfrenta uma taxa de inflação anual de 40%, escassez crónica, discrepâncias significativas entre as taxas de câmbio oficiais e não oficiais, reservas limitadas de moeda estrangeira e uma crise de combustível que há anos paralisa os transportes.

Por outro lado, segundo o comunicado, o conflito crescente na vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), que comprometeu o comércio transfronteiriço e provocou a chegada de mais de 70.000 refugiados e requerentes de asilo desde janeiro de 2025, bem como os cortes no financiamento dos doadores, agravaram ainda mais a situação.

Em fevereiro, as autoridades do Burundi expulsaram do país o diretor e o responsável pela segurança do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, depois de terem alegadamente aconselhado os funcionários a abastecerem-se de bens essenciais.

O Presidente, Evariste Ndayishimiye, assumiu as rédeas do Burundi em junho de 2020, após a morte do antecessor, Pierre Nkurunziza, que governara o país com mão de ferro durante 15 anos.

Desde a sua chegada ao poder, tem oscilado entre sinais de abertura do regime, que permanece sob o domínio de poderosos generais, e um controlo firme do poder, marcado por violações dos direitos humanos denunciadas por organizações não-governamentais e pela ONU.

O Burundi é o país mais pobre do mundo em termos de PIB 'per capita', de acordo com uma classificação do Banco Mundial de 2023, que acrescenta que 75% dos 12 milhões de habitantes vivem abaixo do limiar de pobreza internacional.ANG/Lusa

 

Angola/Queda do preço do petróleo no mercado internacional força a reformas profundas

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) - Angola admite que a queda do preço do petróleo nos mercados internacionais está a impor reformas económicas profundas e a obrigar a melhorar a execução orçamental.

Com a desvalorização do Brent, o Governo angolano está a adoptar medidas de contenção para garantir a sustentabilidade financeira do orçamento de Estado de 2025, projectado a 70 dólares por barril de petróleo.

O secretário de Estado do Tesouro revela que, em resposta à redução do preço do petróleo de 70 para 65 dólares por barril, o Governo traçou medidas para ajustar às despesas e receitas do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2025. 

Otoniel dos Santos, o titular da pasta, faz saber que a desvalorização do crude nos mercados internacionais, não só está a obrigar a acelerar as reformas económicas, mas também a melhorar a execução orçamental.     

O ano de 2025, impõe-nos exigências redobradas. No quadro macro-económico internacional está a tornar-se mais volátil. A queda dos preços do petróleo, combinada com uma procura globalmente menos robusta, obriga-nos a acelerar reformas, melhorar a execução orçamental e proteger os mais vulneráveis”, reconheceu o governante.

Segundo o governante, tem de haver exigências redobradas na banca comercial angolana, para evitar o impacto da volatilidade nos mercados internacionais.

As previsões mais recentes indicam uma trajectória descendente da inflação, ainda que num patamar elevado, e alguma estabilização nas taxas de juros internacionais. Este ambiente cria condições para uma política monetária mais previsível e exige da banca uma atenção redobrada à gestão do risco de crédito, de liquidez e de capital”, alertou o secretário de Estado do Tesouro.

Para Otoniel dos Santos, a economia real, e com ela os rendimentos das famílias, a criação de empregos e a geração de oportunidadesdepende de um sistema bancário funcional, acessível e alinhado com os objectivos do desenvolvimento sustentável.

O OGE de 2025 destinou mais de 5,469 biliões de kwanzas para despesas com bens e serviços, um aumento de 58,2% em relação aos 3,455 biliões aprovados em 2024. ANG/RFI

 

    Índia/Avião da Air India despenha-se com mais de 200 pessoas a bordo

Bissau, 12 Jun 25 (ANG) - Um avião da companhia aérea Air India, com mais de 240 pessoas a bordo, despenhou-se junto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste do país.

O aparelho tinha como destino o aeroporto de Gatwick, em Londres.

A companhia aérea Air India confirmou que voo AI171 que fazia a ligação Ahmedabad - London Gatwick sofreu um acidente esta quinta-feira, 12 de Junho.

O aparelho de longo curso, um Boeing 787, decolou à 13h39, hora local, despenhou-se um minuto depois da descolagem e após ter emitido um alerta, precisou a direcção-geral da Aviação Civil indiana.

O voo 171, com mais de 240 pessoas a bordo, fazia a ligação entre Ahmedabad, no oeste do país, e o aeroporto de Gatwick, em Londres. De acordo com o canal de televisão francês BFM Tv, entre os passageiros 169 são idianos, 53 britânicos, 7 portugueses,1 canadiano e os restantes são membros da tripulação. 

Segundo a companhia aérea Air India, há sobreviventes que estão a ser transportados para os hospitais próximos.

O ministro indiano da Aviação, K. Rammohan Naidu, já reagiu e mostrou-se "chocado com o acidente". O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico está a trabalhar com as autoridades indianas para estabelecer factos e apoiar as vítimas.

Até ao momento desconhecem-se as causas deste acidente.ANG/RFI