quinta-feira, 3 de abril de 2025

Telecomunicações/ “Guiné-Bissau não pode perder o comboio da  modernização tecnológica", diz Presidente da República  

Bissau,03 abri 25 (ANG) – O Presidente da Republica disse que a Guiné-Bissau não pode perder o comboio da modernização tecnológica, uma aspiração nacional que o Projecto de Integração Digital da África Ocidental (WARDIP) promete concretizar.

Umaro Sissoco Embaló discursava , quarta-feira, ao presidir a cerimónia de lançamento  do projeto WARDIP.

Segundo uma nota distribuída à imprensa, o projeto é estruturado em cinco componentes fundamentais, nomeadamente   o de  desenvolvimento e integração do Mercado de Conectividade; Desenvolvimento e Integração do Mercado de Dados, Desenvolvimento e Integração do Mercado Online.

O WARDIP concentra-se  na Integração simultânea das infraestruturas  de conectividade, da economia dos dados e dos mercados online, reforçando cada uma dessas áreas para promover o desenvolvimento e a expansão do mercado digital.

Umaro Sissoco Embalo assegurou  que o projeto vai certamente ajudar muito as escolas e as universidades guineenses, mas não para  substituir o Ministério da Educação na tarefa crucial de formação do capital humano.

Disse que, ao falar deste Programa de Digitalização, significa  abordar o 8º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) , que orienta no sentido da construção de infraestruturas sustentáveis, resilientes, capazes de fomentar a indústria e a inovação. 

Salientou que sem modernização tecnológica dificilmente se pode pôr em prática um processo de desenvolvimento sustentável.

“É esta a missão do WARDIP, impactando nas estruturas, com efeitos de arrastamento, praticamente, em todos os setores da sociedade guineense”, destacou.

O Chefe de Estado disse que a digitalização  programada vai produzir um salto qualitativo na administração pública, com consequências positivas no Estado, na economia e  sociedade, porque vai gerar  eficiência, maior transparência e  proximidade na prestação de serviços públicos.

Acrescentou que, constitui, sem dúvida,  um suporte incontornável para o desenvolvimento da cultura tecnológica nas instituições académicas, nomeadamente na pesquisa científica e na produção de conhecimento.

Além disso, Umaro Sissoco assegurou que a modernização tecnológica  contribuirá para o  fomento industrial,  para a atração de mais investimento direto estrangeiro, que diz serem necessários para transformar o tecido económico guineense e criar cadeias de valor para os produtos.   

Por outro lado, disse que, com o WARDIP,  os setores de defesa e segurança também vão poder reforçar o seu próprio potencial tecnológico, desenvolver novas capacidades, por exemplo,   nos domínios  da cibersegurança e na prevenção e combate ao cibercrime.

Umaro Sissoco Embaló apontou competência digitais como sendo um dos maiores desafios do país.

“Podemos construir os melhores sistemas, investir em tecnologias de ponta, garantir acesso à Internet, mas, se o nosso povo não souber como utilizar essas ferramentas, então, de nada servirá toda essa infraestruturação tecnológica que estamos a edificar”, disse.

Por essa razão, o PR  defendeu a necessidade de se promover   reformas do sistema de ensino guineense. ANG/LPG/ÂC//SG

 


Ramadão-2025/Diretor de Serviço de Urgência  do HNSM confirma registo de 122 casos de acidentes em Bissau

Bissau, 03 Abr 25 (ANG) – O Diretor de Serviço de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), confirmou hoje que, durante os festejos do Ramadão-2025, foram registados no estabelecimento 122 casos de assistência médica relacionadas à acidentes de viação e agressão físicas no Setor Autónomo de Bissau.

“Considero positivo, o festejo do Ramadão-2025 porque, o total dos casos que atendemos, não apresentaram  ferimentos graves. Apenas um deles tinha que ser internado, devido o estado que apresentava quando chegou ao nosso serviço de Urgência, mas, graças à Deus, teve um atendimento a tempo, pelos nossos agentes, e já se encontra fora de perigo”, informou Bubacar Sissé.

Os festejos de Ramadão-2024, segundo Sissé, foram marcados pela ocorrência de uma vítima mortal ,  e os deste ano não registaram nenhuma morte entre os vários  casos recebidos de agressões física e acidentes de viação.

Questionado sobre, se o maior Centro Hospitalar do País (HNSM), já tem  conhecimento sobre os números dos casos de ferimentos, que também deram entradas no HNSM provenientes  das Regiões, em resposta, Braima Sissé disse que até ao momento, os Serviços de Urgência do HNSM não tinham recebido  nenhum caso das regiões.

 “Como sempre, ao aproximar qualquer festa popular no país, pedimos sempre o apoio das autoridades competentes, mais no sentido de garantia de  segurança para evitar a circulação de viaturas onde exista aglomeração de pessoas, sobretudo de crianças Também aconselhamos a juventude para não conduzir sob efeito de  álcool”, disse.

Bubacar Sissé referiu que ,à título de exemplo, que uma criança foi atropelada no Bairro Militar, durante o festejo de Ramadão deste ano, mas diz que, “com o poder de Deus”, depois de receber o atendimento médico, a criança se recuperou.ANG/LL/ÂC//SG

Telecomunicações/ Ministro dos Transportes e Economia Digital considera digitalização como um dos pilares fundamentais para garantir serviços públicos eficazes

Bissau, 03 Abri 25 (ANG) – O ministro dos Transportes, Telecomunicação e Economia Digital disse que a digitalização é um dos pilares fundamentais para garantir serviços públicos eficazes, maior integridade administrativa e oportunidade económica para os jovens, por isso não deve continuar a ser  tratada como um elemento secundário de governação.

Marciano Silva Barbeiro falava, quarta-feira, na cerimonia de lançamento do Programa Regional Digital do Desenvolvimento da África Ocidental “WARDIP”, que tem como  objectivo aumentar o acesso e o uso de internet de banda larga e promover o estabelecimento de um mercado digital único na África Ocidental.

 Afirmou que a modernização, a conectividade e a inovação tecnológica deixam de ser apenas uma aspiração e passam a integrar o quotidiano das instituições, das comunidades e dos  cidadãos.

O WARDIP, diz Silva Barbeiro, deve permitir que o Estado guineense se adopte de  infraestruturas digitais modernas, promovendo a interoperabilidade entre serviços e agilização de processos de registo civil, identificação eletrónica, automatização de processos administrativos, medidas que servem para simplificar a vida dos cidadãos.

Avisou que a digitalização do Estado não deve ser encarrada como um conjunto de iniciativas isoladas ou do sector à sector, mas sim como uma transformação profunda estruturante que exige uma abordagem corporativa , transversal e estratégica.

Defendeu a expansão de infraestrutura de fibra ótica para ligar centros urbanos e zonas rurais, estabelecimentos de ensino, unidades de saúde e instituições governantas à rede nacional.

Marciano Silva Barbeiro sublinhou que a digitalização só se torna eficaz se for acompanhada por mecanismos robustos de ciber-segurança, frisando que neste domínio o WARDIP prevê a criação de um centro de resposta de incidentes de segurança informática, elementos estratégicos para garantir a integridade dos dados.

“Queremos uma Guiné-Bissau em que as crianças começam a programar desde  cedo os conteúdos informáticos, em que os jovens possam criar starup tecnológica com um impacto local e global, em que a economia digital se torne uma fonte geradora do emprego, inovação e prosperidade”, desejou.   

A Representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau disse que o projecto não só reflete o compromisso da organização para com o desenvolvimento sustentável do país e da sub região, mas também um posso crucial para a inclusão digital e crescimento económico da Guiné-Bissau.

Camila Mejia Giraldo afirmou que a Guiné-Bissau é um país rico em recursos naturais e potencial  humano e que este projeto oferece uma oportunidade para superar os desafios significativos, como a falta de infraestruturas digital.

Acrescentou que, o WARDIP surge como uma resposta à estes desafios, alinhados com as prioridades nacionais e regionais.

“Com um investimento total de 60 milhões de dólares,  o projeto serve para construir bases para uma economia inclusiva  e resiliente, capaz de impulsionar o desenvolvimento socio económico”, assegurou Camila  Giraldo.

O Wardip, segundo Camila, foi desenhado para abordar os principais desafios digitais da Guiné Bissau, com componentes estratégicos para uma transformação sustentável, e que o primeiro componente foca na conetividade como base do progresso e  conectividade para apoiar as infraestruturas críticas, fortalecer a conexção com o cabo submarino para levar a internet à todas as regiões incluindo  zonas rurais.

O segundo componente visa a proteção e valorização de dados para promover segurança digital,  e  Camila Mejia Giraldo diz que a ideia é criar leis da ciber segurança e de proteção de dados, além de capacitar as autoridades no combate aos crimes cibernéticos, para   garantir a confiança no ambiente digital.

Um outro componente citado pela Representante do Banco Mundial é a economia digital inclusiva, que deve apoiar  o empreendedorismo e financiamentos, com foco nas mulheres e jovens para impulsionar o  emprego e inovação.

Em relação a governação digital, disse que o WARDIP  apoia a implementação de portais online, simplificando o acesso aos serviços públicos, passando
pelo registo de negócios.

 “Espero que o projecto traga resultados tangíveis para a população da Guiné-Bissau, aos cidadãos no acesso aos serviços públicos digitais, com registro  civis e portais governamentais, facilitando a vida das pessoas.

 Para que  tenha sucesso, Camila Mejia Giraldo disse que é preciso um compromisso do Governo para  implementação das reformas e  coordenação entre os ministérios, e no sector privado um investimento em inovação e parceria para ampliar a conetividade.

À  sociedade civil pede uma participação activa para garantir que os benefícios cheguem à todos, particularmente aos mais vulneráveis.

ANG/LPG/ÂC//SG

Regiões/Projeto ASAD perspetiva  dar “nova cara”  à cidade de Bolama enquanto antiga capital da Guiné-Portuguesa

Bolama, 03 Abr 25 (ANG) - A Associação Solidária Andaluza de Desenvolvimento (ASAD) anunciou, quarta-feira, que a organização prevê a promoção de atividades em Bolama visando a valorização das infraestruturas já existentes na cidade , de modo a dar-lhe uma nova cara enquanto  antiga capital da Guiné-Portuguesa.

A revelação foi feita pelo  responsável das infraestruturas de Bolama-Bijagós António Tavares,  em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné no âmbito dos trabalhos que o  Projeto ASAD pretende desenvolver naquela localidade situada no Sul do país.

“O Projeto ASAD pretende reabilitar as seguintes infraestruturas na cidade de Bolama: os 12 fontenários de água pública que foram construídos pela ONG espanhola AIDA desde 2008, o edifício situado nas instalações do hospital regional  (Solidariedade de Bolama) onde deverá passar a  funcionar o laboratório de análise, a reabilitação da Praça dos Aviadores Italianos situada frente do Palácio regional e do palco cultural denominado Lúcio da Silva”, disse António Tavares.

Acrescentou  que o referido projeto pretende ainda reabilitar o Campo de Fut-sal, situado a frente da Ilha de Paz, e proceder a  drenagem da Avenida principal a partir de Comité de Estado Regional, que fica localizada a frente do Império até ao Cais de Bolama, a reabilitação da Casa de Cinema  (Ciné Bolama) e do Mercado Central que está praticamente num estado de abandono atualmente.

Quanto à seção de São-João, aquele responsável contou que está prevista a construção duma infraestrutura escolar de raiz, na aldeia de Gã-Marké, onde funcionará os níveis do liceu, para minimizar o sofrimento dos alunos daquela zona,  e ainda a reabilitação da rampa da referida seção pertencente à região de Bolama-Bijagós.

Por outro lado, Tavares informa que está prevista a assinatura de um acordo entre o Projeto ASAD e o Ministério da Educação Nacional, para a colocação de professores na escola a ser construída. 

António pediu mais engajamento ao Governo regional  após a reabilitação das referidas infraestruturas, tendo apelado igualmente  a comunidade local, em geral, no sentido de conservar o património comum de forma à promover o desenvolvimento local em colaboração com o Projeto ASAD.

A ASAD é uma ONG espanhola fundada em 2005 com o objetivo de agir contra as causas estruturais da desigualdade e que impedem as pessoas de ter uma vida digna, em conformidade com os seus princípios e valores.

Também promove e defende os Direitos Humanos através de ações que contribuam para empoderamento das comunidades. ANG/SC/AALS/ÂC//SG

Regiões/Administrador de Farim pede  vigilância ao preço da castanha aos populares da Região de Oio

Farim, 03 Mar 25 (ANG) -  O Administrador de Sector de Farim, região de Oio, norte do país, Adji Só pediu aos habitantes da região para que se mantenham vigilantes quanto ao preço da castanha de caju que esteja a ser praticado no terreno.

O preço oficial estipulado pelo Governo para a presente campanha de comercialização é de 410 fcfa o quilo.

Segundo o despacho do correspondente regional da ANG na região de Oio, Adji Só falava no  fim de semana aos chefes das tabancas da sua área de jurisdição, aos quais pediu que sejam muitos vigilantes quanto ao cumprimento do preço de castanha anunciado pelo o Governo o passado dia 08 de Março.

Aquele responsável advertiu  que quem não obedecer o preço base fixado pelo Governo será responsabilizado.

Por seu torno, Lassana  Baio, chefe de tabanca central de Farim, em nome dos comités de diferentes tabancas do sector,  prometeu que vão cumprir a medida do Governo e acompanhar todo o desenrolar do processo da campanha e  denunciar , se houver, qualquer infração.

Segundo o Correspondente Regional da ANG de OIO, a campanha aberta no passado dia 08 de Março tem estado a decorrer sem qualquer queixa sobre tentativa de  compra ou mesmo a compra da castanha de caju ao preço abaixo do estipulado pelo o Executivo.ANG/AD/MI/ÂC//SG

                               Hungria/PM  anuncia a retirada do TPI

Bissau, 03 Abr 25 (ANG) - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, está na Hungria, e reúne-se nesta quinta-feira, 3 de Abril, com o homólogo Viktor Orban. A visita acontece depois de o Tribunal Penal Internacional ter emitido um mandado de detenção contra Netanyahu, a Hungria anunciou hoje a intenção de se retirar do Estatuto de Roma.

O anuncio foi feito pelo ministro húngaro do Interior, Gergely Gulyás, pouco antes da chegada do primeiro-ministro de Israel ao país.

Trata-se da primeira deslocação de Benjamin Netanyahu a um Estado signatário do Estatuto de Roma desde que o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura contra o primeiro-ministro israelita em Novembro de 2024 por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Como membro fundador do Tribunal Penal Internacional, a Hungria é, na teoria, obrigada a deter e entregar qualquer pessoa sujeita a um mandado do tribunal. No entanto, em Novembro, Viktor Orban garantiu que o país não iria respeitar a decisão, que classificou de “cínica e completamente inaceitável”.

O ministro húngaro do Interior disse que o procedimento será iniciado de acordo com o quadro jurídico constitucional e internacional, uma decisão que marca uma mudança na política externa do país.

A Hungria assinou o documento fundador do TPI em 1999 e ratificou-o em 2001, mas a lei ainda não foi promulgada.ANG/Lusa

Portugal/“É um acordo que não resolve o essencial dos problemas que existem na imigração", diz sociólogo

Bissau, 03 Abr 25 (ANG) - Portugal tem um novo acordo para a migração laboral regulada e o objectivo é acelerar o processo de entrega dos vistos de trabalho para a contratação dos cidadãos estrangeiros.

Que vantagens e desvantagens? O especialista das migrações Rui Pena Pires diz que “é um acordo que não resolve o essencial dos problemas que existem na imigração” e não vê garantias sobre um recrutamento seguro para os trabalhadores, alertando para a existência de agências de contrabando de pessoas nos países de origem. Por outro lado, o sociólogo teme que os imigrantes fiquem “amarrados” à empresa recrutadora e que os seus direitos não sejam garantidos. A seu ver, a solução para resolver a imigração irregular passa por aumentar, e muito, a emissão de vistos, mas - diz - “o sistema não funciona”.

RFI: Como vê este acordo de migração laboral?

Rui Pena Pires, especialista em migrações: "É um acordo que não resolve o essencial dos problemas que existem na imigração, na regulação da imigração em Portugal. O problema principal que existe é que nós não temos um sistema de vistos que funcione. Foi essa, aliás, a razão porque a certa altura se abusou da figura da “manifestação de interesse”, que era uma forma de regularizar imigrantes que já estavam em Portugal, sem os documentos necessários para trabalhar. Nunca se passaram mais de 3.000 vistos de trabalho por ano em Portugal. Ora, 3.000 vistos de trabalho é uma gota de água naquilo que é o fluxo normal de imigração para Portugal."

Qual é esse fluxo?

"O que seria normal em Portugal era termos um fluxo de imigração da ordem das 40.000 a 60.000 pessoas, quando saem de Portugal cerca de 65.000 pessoas por ano - em média, até um pouco mais, depende se fizermos a média com os anos de maior emigração, quando foi a crise das dívidas soberanas. O que é normal num país que tem a sua natalidade em declínio é que a imigração, pelo menos, cubra - se não totalmente, em grande parte - a emigração, compense a emigração."

Então quantos imigrantes é que entram por ano em Portugal?

"Em média, neste século, têm entrado um terço dos que tem saído. Nós temos um défice demográfico que não é só o resultado do declínio da natalidade, é também o resultado do saldo migratório negativo na maior parte dos anos em Portugal.

É verdade que, nos últimos anos, esse saldo migratório deixou de ser negativo, mas os dados são um bocadinho difíceis de analisar porque como se passou a usar a manifestação de interesse em vez do visto, a manifestação de interesse é feita por pessoas que já cá estão. Ou seja, o facto de num ano ter não sei quantas mil manifestações de interesse não diz quantas pessoas é que nesse ano entraram em Portugal. E depois, como ela demora dois a três anos a ser despachada, quando no final eu tenho autorizações de residência, eu tenho autorizações de residência para pessoas que tanto podem ter entrado nesse ano como há quatro anos.

Ou seja, neste momento é muito difícil sabermos quantas pessoas na realidade estão a entrar em Portugal por ano, embora desde o Covid, o saldo migratório tem sido positivo. Quanto positivo é que é mais difícil de medir."

Se o saldo migratório nem é assim tão positivo, o que é que justifica que haja um discurso anti-imigração, ainda mais em períodos eleitorais?

"Por um lado, há uma tentativa de aproveitar a questão da imigração para competir eleitoralmente com a extrema-direita. É um problema que existiu em vários países da Europa, Portugal não é o único, a ideia de que se combate a extrema-direita se se conseguir adoptar alguns dos seus temas, mesmo que de uma forma mais moderada.

A história de que há imigração a mais em Portugal é recorrente. Mais ou menos de dez em dez anos, o discurso político sobre a imigração é de que há imigrantes a mais. Como já tivemos muito menos imigrantes do que agora, há sempre uma descoincidência grande entre o discurso e a realidade.

É  verdade que, nos últimos anos, a imigração aumentou muito. Também é verdade que uma parte das manifestações de interesse - uma parte que ninguém sabe quanto representa - são processos de regularização de pessoas que não vivem em Portugal e que não querem viver em Portugal, estão é a usar a manifestação de interesse como forma de obterem documentos portugueses que lhes permitem estar em qualquer país do espaço Schengen e não propriamente para se fixarem em Portugal.

E isso acontece porquê? Porque quando nós não temos um sistema de vistos a funcionar, as pessoas para entrarem irregularmente e arranjarem emprego em Portugal, precisam do apoio de alguém. No caso do Brasil, dos PALOP, são os próprios imigrantes que cá estão que ajudam os que estão na origem a vir e que passam a informação sobre as oportunidades de emprego. Mas nos outros casos, como é o caso da mais recente imigração do subcontinente indiano, quem faz esta ponte são agências de contrabando de pessoas."

Como é que este acordo pode garantir fiscalização relativamente a estas “agências de contrabando” de trabalhadores?

"Eu não sei. Sabe porquê? Porque o que está escrito no acordo é uma coisa um bocado estranha que é que as empresas precisam de pessoas e entregam os processos à AIMA [Agência para a Integração, Migrações e Asilo] que depois os envia aos consulados. A minha pergunta é: de onde é que aparecem essas pessoas? Quem é que nos países de origem passa essa informação às empresas? Elas têm que ter um contacto local qualquer. Eu quero ir buscar 30 imigrantes ao Nepal, mas quem é que me diz quais são essas 30 pessoas e me organiza os processos para eu depois os entregar aqui às autoridades portuguesas que tratam da sua documentação e imigração regular?"

O que quer dizer com isso?

"Quero dizer que tenho muitas dúvidas que isto elimine a intermediação das agências porque alguém vai ter que intermediar na mesmo isto. Este sistema é possível quando nós estamos a fazer recrutamento de emigrantes com agências locais no terreno. Por exemplo, durante anos havia uma forte emigração de enfermeiros portugueses para o Reino Unido, mas eles não iam para o Reino Unido nem através de uma agência de contrabando de pessoas, nem irregularmente, nem à aventura. O Serviço Nacional de Saúde Inglês tinha duas delegações em Portugal que iam às escolas de enfermagem tratar dos processos das pessoas.

Agora, se nós nem consulado temos, por exemplo, no Nepal, são as empresas que vão constituir agências de recrutamento nos países de origem? São as associações empresariais? Isto é um processo organizado, mas a que lhe falta um elo chave, que é o elo no país de onde as pessoas são originárias. Portanto, eu tenho as maiores dúvidas sobre se isto vai ou não retirar as agências da intermediação da imigração.

E depois ainda não vi esclarecidas muitas dúvidas que tenho sobre este sistema. Quem tem um sistema muito parecido com este são os países do Golfo - a Arábia Saudita, o Qatar, os Emirados Árabes Unidos - em que as empresas organizam o recrutamento, trazem os imigrantes, etc. A seguir, os imigrantes ficam amarrados a essa empresa, não podem mudar de emprego. A minha pergunta é: uma empresa promove a entrada de imigrantes e esses imigrantes, depois, arranjando outro emprego, podem sair? Constitucionalmente podem, não há nada que permita impedir a mobilidade profissional de quem está a residir legalmente em Portugal, mas vão poder? Os empregadores fazem um investimento na habitação e depois? Isso significa que ele está preso ao contrato? Constitucionalmente não é possível. A habitação é considerada como parte do pagamento em espécie, descontada no salário. Mas é descontada sem limites, com limites?"

Ou seja, teme que haja ainda uma maior exploração dos trabalhadores imigrantes?

"Temo que, pelo menos, ela não desapareça. É muito provável que nós tenhamos empresas a funcionar muito bem, como tivemos até agora. A Vitacress em Odemira, tanto quanto eu sei, tem uma política de acolhimento de imigrantes nas estufas que não tem nada a ver com grande parte das outras empresas mais pequenas, que exploram muito mais os seus trabalhadores. Portanto, eu acredito que vai haver muitas diferenças."

Falou-me só das reservas. Não há nada de positivo, para si, neste acordo?

"Há. Eu acho que é vantajoso se este acordo for uma via e não a via, ou uma das vias para a imigração. O que nós não podemos deixar perder de vista é que uma parte substancial dos imigrantes vem individualmente, há uma pessoa que vive no país X e resolve ir para o país Y. Eu tenho os meus filhos emigrados. Como é que eles emigraram? Resolveram emigrar por sua iniciativa.  Nós temos que manter essa possibilidade de as pessoas chegarem por sua iniciativa.

O que nós temos que resolver é o sistema de vistos. Esse é o problema-chave e andamos a meter permanentemente a cabeça debaixo da areia para não resolver esse problema. E esse problema é resolúvel. Nós temos exemplos na Europa sobre como é que esse problema se resolve."

Como é que se resolve então o problema dos vistos?

"Temos o exemplo do sistema holandês, em que há uma agência com a AIMA que faz a aprovação ou a reprovação dos pedidos de visto que depois são emitidos pelos consulados. Mas não são os consulados que decidem. Se nós continuamos à espera que os consulados ou os serviços consulares decidam, nós vamos continuar a ter 2.000 ou 3.000 vistos de trabalho por ano e isso é completamente irrealista como resposta a uma imigração regulada.

Se não aumentarmos muito a emissão de vistos, nós vamos continuar a ter imigração irregular. Há é debaixo do tapete. Nós temos que resolver o problema dos vistos porque senão vamos ter um sistema mais organizado a funcionar um pouco melhor e ao lado vamos continuar a ter imigração irregular. Estou disponível para fazer uma aposta com quem quiser de que nós, dentro de dois ou três anos, vamos ter uma regularização extraordinária de imigrantes, porque sempre que se apertou mecanismos de regularização - como a manifestação de interesses, mas com outros nomes no passado - sem resolver o problema dos vistos, uns anos depois fez-se uma regularização extraordinária. Sempre." ANG/RFI

 

França/Vários países condenam taxas alfandegárias adicionais impostas pelos EUA

Bissau, o3 Abr 25 (ANG) - Vários países condenaram hoje as taxas alfandegárias adicionais impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na quarta-feira, como um duro golpe na economia mundial.


Sem anunciarem de imediato quaisquer represálias concretas, alguns destes países estão tentar dar prioridade a negociações.

Um porta-voz do Ministério do Comércio da China condenou o "unilateralismo, o protecionismo e a intimidação das medidas dos Estados Unidos", mas sublinhou que Pequim quer "manter a comunicação" com Washington.

As novas tarifas são um duro golpe para a economia global, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que "não é tarde demais" para negociar, mas que os europeus estão a trabalhar num "novo pacote de contramedidas".

O Presidente de França, Emmanuel Macron, vai reunir-se na tarde de hoje com os responsáveis dos principais setores afetados (aeronáutica, bens de luxo, agricultura e vinho).

Já o chanceler alemão, Olaf Scholz, classificou as decisões de Trump de "fundamentalmente erradas", mas disse estar "disponível para discutir e evitar uma guerra comercial com o Governo dos Estados Unidos".

A primeira-ministra Giorgia Meloni, que lamentou uma "má medida" na noite de quarta-feira, "cancelou os compromissos previstos para hoje para se concentrar nas medidas a tomar", divulgou o seu gabinete.

O aumento das taxas alfandegárias terá "um impacto económico, tanto a nível nacional como global", afirmou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sublinhando que o seu país foi relativamente poupado por Trump (com tarifas a 10%) e está a negociar um acordo com os Estados Unidos".

O chefe de Governo do Vietname, cujo país enfrenta tarifas enormes de 46%, apelou hoje à criação imediata de uma "equipa de resposta rápida". Já os executivos da indústria do vestuário do Bangladesh disseram que Donald Trump desferiu um "golpe duro" ao segundo maior fabricante de vestuário do mundo, impondo tarifas de 37% ao país.

"O respeito pelo direito internacional e pelo comércio livre são fundamentais", afirmou a Presidente suíça, Karin Keller-Sutter, cujo país está sujeito a tarifas de 31%, acrescentando que Berna "definiria rapidamente o que se segue".

A Tailândia tem um "plano sólido" para responder às tarifas de 36% que enfrenta e espera negociar uma redução, disse hoje o primeiro-ministro do país, Paetongtarn Shinawatra.

"A guerra tarifária global tornou-se uma realidade", lamentou o Presidente interino sul-coreano, Han Duck-soo, que prometeu "utilizar todos os recursos do Governo para ultrapassar a crise comercial".

As novas tarifas de 30% impostas às importações sul-africanas são preocupantes e realçam a necessidade urgente de um novo acordo comercial bilateral, afirmou o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

"O comércio globalizado beneficiou toda a gente. Não compreendo porque é que os Estados Unidos querem iniciar uma guerra comercial contra a Europa. Ninguém ganha, todos perdem", afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, declarou "lamentar profundamente" que os Estados Unidos tenham "tomado uma direção destinada a restringir o comércio".

"Este é o revés mais sério para o comércio mundial aberto e livre desde o período entre guerras", disse o ministro da Economia norueguês, Jens Stoltenberg.

"Não há vencedores numa guerra comercial", afirmou o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo.

"Estas tarifas não são inesperadas, mas sejamos claros: são completamente injustificadas", disse o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, lamentando um "gesto que não é de um amigo" e temendo uma deterioração das relações entre os dois países.

O Congresso brasileiro adotou por unanimidade uma "lei de reciprocidade", dando ao Governo do Brasil os meios para responder às barreiras comerciais às suas exportações.

O Governo dos Estados Unidos acredita que "pode aumentar a produção, a riqueza e o emprego. Na minha opinião, isto pode ser um grande erro", disse o Presidente colombiano, Gustavo Petro.

De acordo com a referida tabela, a China aplica tarifas de 67% sobre produtos norte-americanos e os seus produtos passam a pagar 34 por cento para entrar nos Estados Unidos; os países da União Europeia (UE) passam a pagar 20 por cento de tarifas, metade de 39% de barreiras comerciais e não comerciais estimadas.

Para aceder ao mercado norte-americano, os produtos do Japão passam a pagar 24%, os da Índia 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.

Ao Reino Unido e Brasil passam a ser aplicados 10%, correspondentes ao aplicado aos produtos norte-americanos, disse ainda Trump. ANG/RFI

 

      Níger/ Junta Militar ordena a libertação de mais de 50 presos políticos

Bissau, 03 Abr 25 (ANG) - A junta militar do Níger anunciou recentemente  a libertação de cerca de 50 pessoas, nomeadamente ministros do Governo deposto em Julho de 2023, seguindo as recomendações emitidas, em Fevereiro, pela “conferência nacional, encarregue da refundação do país”.

Entre os libertados estão antigos ministros, responsáveis políticos, um ex-embaixador, um jornalista e militares acusados de tentativas de golpe de Estado em 2010.

Estas pessoas tinham sido presas após o golpe de Estado que colocou no poder o general Abdourahamane Tiani, ex-chefe da guarda presidencial, e estavam detidas em diversas prisões, acusados de "conspiração e ameaça à segurança do Estado".

Acusações semelhantes pesam sobre o ex-Presidente Mohamed Bazoum, cuja imunidade lhe foi retirada, sem que tenha sido marcada uma data para julgamento, que continua detido apesar dos pedidos internacionais para a sua libertação.

A conferência nacional, que teve lugar no mês Fevereiro, fortaleceu o comando da Junta Militar ao autorizar a continuidade do general Tchiani no poder para os próximos cinco anos. 

Com a libertação dos presos políticos, a junta militar do Níger seguiu as recomendações emitidas, em Fevereiro, pela “conferência nacional, encarregue da refundação do país”.

Desde que os militares assumiram o Governo, o Níger cortou relações com a França e expulsou os soldados franceses e americanos que apoiavam o país na luta contra os jihadistas. A Junta Militar aproximou-se da Rússia e dos vizinhos do Burkina Faso e Mali, ambos com governos militares, com quem formaram a Aliança de Estados do Sahel.ANG/RFI


      Bélgica/Parlamento Europeu aprova acordo de pesca com Guiné-Bissau

Bissau, 03 Abr 25 (ANG) - O Parlamento Europeu aprovou, quarta-feira, o novo protocolo de pesca com a Guiné-Bissau, que concede acesso às águas do país a 41 navios de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia nos próximos cinco anos.

Uma ampla maioria de eurodeputados aprovou, esta quarta-feira, o novo protocolo de pesca entre a União Europeia e a Guiné-Bissau.

Ao abrigo do documento, 41 embarcações de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia estão autorizadas a pescar nas águas da Guiné-Bissau, sobretudo, atum, camarão e cefalópodes.

A União Europeia disponibiliza 85 milhões de euros de financiamento ao longo dos cinco anos de vigência do Protocolo. Este montante inclui 4,5 milhões de euros anuais para promover a gestão sustentável das pescas na Guiné-Bissau e apoiar as comunidades piscatórias locais. Para além disto, os armadores europeus pagarão taxas de licença e de captura que representam mais uma fonte de receita para o país.

A pesca corresponde a 15% das receitas da Guiné-Bissau, mas o país não pode exportar produtos do mar para a União Europeia porque não cumpre os requisitos sanitários e de saúde europeus.

O acordo com a Guiné-Bissau é um dos mais importantes da União Europeia com um país terceiro no domínio da pesca.bANG/RFI


Política/Presidente da República nomeia chefe do Estado-Maior Particular e Presidente para Tribunal Militar

Bissau, 03 Abr 25(ANG) - O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, nomeou , quarta-feira, novamente, um chefe do Estado-Maior Particular e mudou a chefia do Tribunal Militar Superior, através de decretos publicados em Bissau.

Para Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República, Sissoco Embaló nomeou o major-general Tomás Djassi, cargo que acumula com o de Comandante de Segurança Presidencial.

Djassi é um ex-comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública (POP) e antigo comandante-geral da Guarda Nacional.

Em setembro de 2023, o chefe de Estado nomeou Tomás Djassi comandante da Segurança Presidencial, tendo justificado a sua decisão pelo facto de aquele ser um dos militares que o defenderam "com bravura".

O Presidente da República referia-se ao desempenho do general aquando dos ataques de homens armados ao Palácio do Governo, onde presidia ao Conselho de Ministros, no dia 01 de fevereiro de 2022.

Na ação, que as autoridades políticas e militares consideraram tratar-se de tentativa de golpe de Estado, morreram 12 pessoas, na sua maioria elementos da segurança presidencial e motoristas de membros do Governo.

É a segunda vez que Umaro Sissoco Embaló nomeia alguém para o cargo de Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República.

O também major-general Horta Inta-A foi nomeado para o posto em setembro de 2023, mas, dias depois, foi exonerado daquelas funções e nomeado chefe do Estado-Maior do Exército.

A primeira nomeação de um Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República, diferente do cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, foi, na altura, bastante criticada pela oposição a Sissoco Embaló.

A oposição considerou que, por não ser uma figura prevista na Constituição guineense, a nomeação era ilegal.

Sissoco Embaló respondeu aos críticos com o argumento de que, enquanto "Comandante Supremo das Forças Armadas", tem competência "para requisitar" qualquer elemento da estrutura militar para o coadjuvar na Presidência da República.

"O Chefe do Estado-Maior particular do Presidente é uma estrutura que existe em todos os países do mundo. O Chefe do Estado-Maior General é o primeiro operacional das Forças Armadas, são duas coisas totalmente diferentes", argumentou Embaló.

O Presidente guineense fez igualmente mexidas no Tribunal Militar Superior, tendo exonerado o major-general Quintino Quadé da presidência do órgão e nomeado o também major-general Augusto Bicoda, que já tinha ocupado o cargo.

Quintino Quadé foi nomeado por Sissoco Embaló conselheiro do Presidente da República para a área da Defesa Nacional.

Os decretos não referem os motivos das mexidas.ANG/Lusa

             Regiões/FC Pelundo elimina Canchungo da Taça da Guiné  

Canchungo, 03 Abr 25(ANG) – O Futebol Clube de Pelundo colocou,  quarta-feira , a sua congénere de Canchungo fora da Taça da Guiné ao derrotá-lo por duas bolas a uma (2-1), no jogo da segunda eliminatória da prova rainha de futebol nacional.

A partida foi realizada no Estádio Saco Vaz, em Canchungo, tendo a equipa local adiantado o marcador aos 38 minutos, através do golo apontado por Papá Sané.

Os Lobos de Pelundo tentaram, a todo o custo, chegar pelo menos ao empate, porém o placar de contagem não voltou a alterar até ao intervalo.

O conjunto da vila de Pelundo não desistiu e chegou finalmente ao empate já na passagem de 71 minutos, graças ao tento rubricado por Dinis Gomes, que ganhou duelo com o adversário e fez o golo de empate.

Cinco minutos depois, os comandados de Marciano Mendes fizeram a cambalhota no marcador, desta feita, com o golo de Maguete Djoco.

Houve, na verdade, várias tentativas em ambos os lados, mas, o resultado de (2-1), manteve até o apito final da partida, com o FC Pelundo a carimbar o passaporte para a fase seguinte da prova.

No final da partida, o treinador do FC de Pelundo Marciano Daquene Mendes disse que os seus jogadores acreditaram no jogo e venceram na segunda parte, por mérito próprio.

O treinador do FC de Canchungo João Dembi reconheceu a derrota e responsabiliza aos jogadores pelas falhas
cometidas.

Na tabela classificativa do campeonato nacional de futebol da primeira divisão (Liga Orange), o FC Canchungo ocupa a oitava posição enquanto que o FC de Pelundo situa-se no penúltimo lugar.ANGAG/ÂC//SG