Venezuela/Maduro
volta a ser ouvido em Março e a sua sucessora, Delcy Rodriguez, enfrenta
resistência
Bissau, 06 jan 26(ANG) - O Presidente deposto da
Venezuela, Nicolás Maduro, ficará em prisão preventiva em solo norte-americano
até 17 de Março, altura em que será novamente ouvido pelo tribunal em Nova
Iorque. Em Caracas, a disputa pelo poder intensifica-se após a tomada oficial de
posse da antiga vice-Presidente, Delcy Rodriguez, com a
opositora Maria Corina Machado a dizer que quer voltar à Venezuela.
No tribunal em Nova Iorque, Nicolás
Maduro defendeu a sua inocência face às acusações de tráfico de droga e,
falando em espanhol, descreveu-se como Presidente da Venezuela, contando como
foi "raptado" e "capturado" pelas forças norte-americanas
na sua casa em Caracas.
O tribunal de Manhattan decidiu que
tanto o Presidente deposto como a sua mulher, Cilia Flores, vão permanecer
na prisão até à próxima audiência, que só vai decorrer no dia 17 de Março. Os
dois estavam vestidos com uma camisola cor de laranja, como habitualmente se
apresentam os prisioneiros nos Estados Unidos.
Na segunda-feira, milhares de pessoas
manifestaram-se nas ruas de Caracas apoiando Nicolás Maduro, no mesmo dia
em que a sua vice-Presidente, Delcy Rodriguez, tomou posse oficialmente.
Esta tomada de poder de Rodriguez
foi contestada por Maria Corina Machado, opositora venezuela e prémio
Nobel da Paz de 2025, que numa entrevista à televisão norte-americana Fox News
disse que Rodriguez é "uma das arquitectas da tortura, perseguição,
corrupção e narco-tráfico" no país. Corina Machado disse ainda que
pretende voltar brevemente à Venezuela.
Questionado sobre a realização de
eleições na Venezuela, Donald Trump disse que isso não acontecerá nos próximos
meses. "Primeiro temos temos de consertar o país. Não é possível haver
eleições, as pessoas nem conseguiriam votar", assegurou o Presidente
norte-americano em entrevista à televisão. No entanto, um dos maiores aliados
de Donald Trump na Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse que as
eleições "devem acontecer o mais brevemente possível".
Segundo o ministro dos Negócios
Estrangeiros português, Paulo Rangel, a numerosa comunidade portuguesa na
Venezuela "está bem" e os empresários luso-venezuelanos voltaram a
abrir as suas empresas. Para o governante, a transição venezuelana deveria
passar pela entrega do poder a Edmundo González Urrutia, que terá ganho as
eleições presidenciais em 2024, mas viu os resultados adulterados por Maduro.ANG/RFI

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