terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Colômbia/Presidente Gustavo Petro, diz que voltará a pegar em armas se ameaçado por Trump

Bissau, 06 jan 26(ANG) - O Presidente colombiano, Gustavo Petro, acusado por Donald Trump de ser "um homem doente que produz cocaína para enviar para os Estados Unidos" disse na segunda-feira nas redes sociais que "voltará a pegar em armas" caso sinta que o seu país está a ser ameaçado por Donald Trump.

A onda de choque da captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas continua a estender-se pela América Central e do Sul, com Gustavo Petro, Presidente colombiano e antigo guerrilheiro do M-19, a assegurar que considera voltar a pegar em armas, caso Donald Trump ameace a Colômbia.

"Tinha jurado nunca mais tocar em armas após o acordo de paz de 1989, mas pela pátria eu voltarei a utilizar armas", garantiu o líder comlombiano nas redes sociais.

Durante mais de 10 anos, Gustavo Petro integrou o Movimento 19 de Abril (M-19), um movimento de guerrilha urbana, que surgiu nos anos 70 e que tinha como membros muitos jovens de classe média. Após a desmobilização do M-19, no final dos anos 80, surgiu o partido Aliança Democrática M-19 e Gustavo Petro foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Representantes representando Bogotá em 2002, tendo sido eleito Presidente do país em 2022.

Na noite de domingo para segunda-feira, Donald Trump reiterou ameaças contra Petro, dizendo que se trata de "um homem doente que gosta de produzir cocaína e envia-la para os Estados Unidos". Trump avisou ainda que Petro não continuará a fazer essas alegadas acções durante muito mais tempo.

Também a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, reagiu às ameaças de Donald Trump e disse que as Américas "não pertencem a nenhum poder, nem nenhuma doutrina". "O continente americano pertence aos povos dos países que o compõem", declarou a Presidente mexicana.

Donald Trump disse recentemente que "a dominação dos Estados Unidos no hemisfério Ocidental não será mais questionada", especialmente após a captura de Nicolás Maduro.ANG/RFI

 

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