segunda-feira, 6 de julho de 2026

Diplomacia / Guiné-Bissau reafirma compromisso com uma voz africana mais forte na governação mundial

Bissau, 06 Jul 26(ANG) - A Guiné-Bissau reafirmou , sexta-feira, o  compromisso com uma voz africana mais forte na governação mundial, refere um comunicado do gabinete de imprensa da ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades.

O posicionamento da Guiné-Bissau foi declarado na Conferência Ministerial Extraordinária da Aliança Política Africana (APA), consagrada ao tema “África face à crise no Médio Oriente: impactos, desafios e respostas estratégicas”, decorrida no Togo.

A Conferência  culminou com a adoção de uma Declaração Final, na qual os participantes apelaram  uma resposta africana coordenada face aos impatos da crise no Médio Oriente.

Na ocasião, Fatumata Jau  defendeu  o reforço da integração económica regional, da segurança alimentar e energética, da cooperação em matéria de segurança e da defesa do diálogo e do Direito Internacional como vias privilegiadas para a resolução pacífica dos conflitos.

A ministra guineense reafirmou  o compromisso da Guiné-Bissau com uma ordem internacional assente no respeito pelo Direito Internacional, na resolução pacífica dos conflitos, no diálogo e no multilateralismo efetivo, defendendo simultaneamente a necessidade de reforçar a capacidade de África para antecipar crises, proteger os seus interesses estratégicos e afirmar uma posição comum sobre as principais questões internacionais.

A Conferência Ministerial Extraordinária da Aliança Política Africana (APA), reuniu ministros dos Negócios Estrangeiros de diversos Estados africanos, bem como representantes de instituições continentais e parceiros internacionais, que debateram   sobre as implicações geopolíticas, económicas e securitárias da atual conjuntura internacional para o continente africano.

Intervindo na conferência, a ministra Fatumata Jau sublinhou que a crescente interdependência do sistema internacional exige uma África mais unida, mais resiliente e mais influente na definição das respostas aos grandes desafios globais.

“A instabilidade internacional, independentemente da sua origem, produz impactos diretos nas economias africanas, na segurança alimentar, nas cadeias de abastecimento, nos mercados energéticos e na estabilidade dos Estados, tornando indispensável uma concertação política mais estreita entre os países africanos”, disse.

A Guiné-Bissau reiterou igualmente o seu apoio aos esforços destinados a reforçar o papel de África na arquitetura da governação mundial, defendendo instituições multilaterais mais representativas, uma cooperação internacional baseada no respeito mútuo e parcerias assentes na igualdade, na confiança e no benefício recíproco.

À margem da Conferência, a Ministra manteve encontros bilaterais com vários homólogos e parceiros internacionais, com os quais analisou as necessidades de  aprofundamento das relações diplomáticas, da promoção da cooperação económica e do reforço das oportunidades de investimento e de desenvolvimento para a Guiné-Bissau. ANG/JD//SG

 

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