segunda-feira, 23 de março de 2026

EUA/Plano dos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz poderia levar semanas, segundo Israel

Bissau, 23 Mar 26 (ANG) - O prazo estabelecido pelo presidente americano Donald Trump para que o governo do Irã volte a abrir o Estreito de Ormuz termina na noite desta segunda-feira.

Caso isso não aconteça, Trump ameaçou atacar toda as centrais energéticas iranianas.

Em Israel, segundo a imprensa local, a mensagem de Washington ao governo israelense é que o plano operacional dos Estados Unidos para liberar a passagem estratégica deve levar mais tempo do que o esperado, podendo chegar a semanas. Se isso se confirmar, a guerra deve se prolongar, de acordo com avaliação transmitida pelos EUA a Israel.

 

Durante a madrugada, os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos no litoral do Irã. A avaliação israelense é que essas ações tiveram como objetivo enfraquecer as defesas iranianas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

Já na manhã desta segunda, a imprensa iraniana informou que uma pessoa morreu em um ataque contra uma estação de rádio. No noroeste do país, um prédio residencial foi atingido e desabou, deixando moradores sob os escombros. As autoridades locais seguem tentando localizar sobreviventes.

A RFI esteve em Arad, no sul de Israel, onde um míssil iraniano com 450 quilos de explosivos atingiu diretamente um conjunto de prédios onde viviam 800 pessoas. A destruição é extensa, mas não houve mortos. Os ataques iranianos a Arad e Dimona, também no sul, deixaram quase 200 feridos, 12 deles em estado grave, segundo a Estrela de David Vermelha.

Autoridades do Exército têm buscado preparar a população para a continuidade do conflito. Em pronunciamento, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, disse que a guerra deve prosseguir até Pessach, a Páscoa judaica, que começa em 1º de abril e vai até o dia 8.

O porta-voz do Exército, Effie Defrin, afirmou que a expectativa é de “mais semanas de combates contra o Irã e o Hezbollah”. A RFI apurou que a avaliação militar de Israel é que o confronto no Líbano contra o Hezbollah deve se estender por mais tempo do que a guerra contra o Irã. O objetivo israelense é eliminar de forma definitiva todas as capacidades militares da milícia xiita libanesa.

A situação no Estreito de Ormuz e a crise de energia levaram o diretor da AIE (Agência Internacional de Energia), Fatih Birol, a alertar sobre a gravidade da situação. Segundo ele, “até agora, perdemos 11 milhões de barris por dia, mais do que as duas grandes crises do petróleo dos anos 1970 somadas”.

Na prática, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde o início da guerra, com o trânsito de mercadorias tendo caído 95%, de acordo com a empresa de análise Kpler. Apenas um pequeno número de cargueiros e petroleiros conseguiu atravessá-lo. Normalmente, 20% da produção mundial de hidrocarbonetos passa pelo local.

“Nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar nesse caminho. É, portanto, necessário agir em escala mundial”, declarou Birol, classificando a situação como uma “ameaça maior” para a economia global.

Na tentativa de conter a disparada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram na sexta-feira, por um mês, a venda e a entrega do petróleo iraniano que estava a bordo de navios. Mas Teerã afirmou não ter nenhum excedente de petróleo bruto no mar.

Além do bloqueio do estreito e do fato de Teerã atacar navios que cruzam o Golfo, diversos pontos de infraestrutura energética dos países da região estão sob fogo iraniano. Segundo o chefe da AIE, ao menos 40 instalações energéticas foram “gravemente ou muito gravemente danificadas” em nove países devido à guerra desencadeada em 28 de fevereiro pelos ataques americano-israelenses contra o Irã. ANG/RFI/Com agências


Níger/Coletivo de organizações de mulheres condena resolução do Parlamento Europeu sobre libertação do ex-presidente Moamed Bazoum

Bissau, 23 Mar 26 (ANG) – O coletivo de organizações de mulheres da região de Diffa expressou, no domingo(22) sua firme condenação à recente resolução do Parlamento Europeu que pede a libertação do ex-presidente Mohamed Bazoum, a qual descreve como um "ataque à soberania do Níger".

A declaração foi lida na Governadoria de Diffa pela Sra. Hadjia Binta Aboubacar, na presença do Secretário-Geral da região, Sr. Attahirou Mahamadou Maidouka, do Chefe do cantão de Komadougou, do Administrador Delegado, bem como dos Chefes Regionais das Forças de Defesa e Segurança.

Em sua declaração, as organizações de mulheres expressaram sua "profunda indignação" com essa resolução, que consideram uma "tentativa de interferência com o objetivo de ditar a conduta do Níger a partir do exterior", contrariando a vontade do povo nigerino.
O grupo também denunciou o que chama de "dois pesos e duas medidas" da diplomacia europeia, argumentando que certas crises internacionais não recebem a mesma atenção. Nesse sentido, mencionaram especificamente as situações na Líbia e na Venezuela, bem como a violência que ocorre em certas regiões do mundo, incluindo o Oriente Médio e partes da África.

Os oradores também questionaram as reais motivações por trás desta iniciativa europeia, que, segundo eles, é guiada mais por interesses geopolíticos do que por considerações humanitárias.

Reafirmando seu compromisso com a soberania nacional, as mulheres de Diffa reafirmaram seu compromisso de "bloquear qualquer tentativa de interferência estrangeira" e de apoiar as autoridades na defesa dos interesses do Níger.

Após a declaração, fizeram diversas recomendações, em particular ao povo do Níger, a quem instaram a demonstrar união e vigilância, e às autoridades do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), que foram instadas a prosseguir os esforços em prol da segurança e da estabilidade do país.

Elas também instaram os países vizinhos e parceiros a promoverem a solidariedade regional e a evitarem quaisquer ações que possam enfraquecer os estados da Aliança dos Estados do Sahel (AES).
Discursando no evento, o Secretário-Geral da região de Diffa, Sr. Attahirou Mahamadou Maidouka, elogiou o empenho do coletivo de mulheres, que descreveu como "prova de resiliência e patriotismo".

Ele reiterou ainda a determinação das autoridades nacionais, sob a liderança do Presidente do Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria, General Abdourahamane Tiani, em preservar a integridade territorial e a soberania do Níger.
O Sr. Maidouka concluiu enfatizando que a declaração do coletivo seria encaminhada às autoridades competentes para as devidas providências. ANG/Faapa

    

 

       Senegal/Primeiro-ministro apela à preservação da paz em Casamance

Bissau, 23 Mar 26 (ANG) – O primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, apresentou suas condolências neste sábado em Ziguinchor (sul do país) às famílias dos soldados que morreram recentemente na região, e fez um apelo à preservação da paz nesta parte do país.

O Estado não poupará esforços para garantir a integridade do território nacional, afirmou ele após a oração do Eid al-Fitr (Korité) na mesquita HLM em Ziguinchor.

As autoridades senegalesas defendem "consenso e paz", afirmou ele.

Em 12 de março, a Direção de Informação e Relações Públicas das Forças Armadas (DIRPA) do Senegal anunciou a morte de um soldado e informou que outros seis ficaram feridos durante a destruição de plantações de cânhamo em Kadialock, na região de Ziguinchor.

Cinco dias depois, três soldados morreram em uma "explosão acidental" no norte de Sindian (região de Ziguinchor), segundo a DIRPA (Diretoria de Informação e Relações Públicas das Forças Armadas). A DIRPA também anunciou que outros três soldados ficaram feridos na mesma explosão.

As três regiões que compõem Casamance são palco de um dos conflitos mais antigos da África. Os combatentes independentistas do Movimento das Forças Democráticas de Casamance refugiaram-se na mata após a repressão de uma marcha pelas autoridades públicas senegalesas em dezembro de 1982.

Após ter ceifado milhares de vidas e devastado a economia desta região do Senegal, o conflito tem diminuído de intensidade de forma constante ao longo de vários anos. Em 2020, o exército nacional realizou operações em larga escala para neutralizar bases rebeldes e facilitar o retorno dos deslocados internos às suas casas.

Segundo Ousmane Sonko, a violência relatada nesta parte do país já não decorre de reivindicações separatistas, mas sim de atividades relacionadas com o cultivo ilícito de cannabis.

Ele garante que as forças de defesa e segurança continuarão as operações para desmantelar as quadrilhas responsáveis ​​por essas atividades.

O primeiro-ministro apelou aos grupos armados para que abandonassem as suas atividades nas montanhas e regressassem à vida civil.

Ele também recomenda que o povo senegalês "construa uma economia soberana, reduza a dependência [de outros países para certos produtos de consumo] e garanta que o crescimento beneficie mais o país".ANG/Faapa

A dívida externa do país, que corresponde a 132% do produto interno bruto, reduz a margem de manobra do Estado, lembrou o Sr. Sonko, assegurando, porém, que foram envidados esforços significativos para estabilizar as finanças públicas e melhorar as condições de vida do povo senegalês.

Ele defende uma aplicação "justa e transparente" da lei, sem a qual, em sua opinião, não pode haver desenvolvimento econômico e atratividade.

 

Cabo Verde/Plataforma das ONG defende eliminação da discriminação para plena integração de imigrantes

Bissau, 23 Mar 26(ANG) – O presidente da Plataforma das ONG afirmou que uma boa parte dos imigrantes sente-se bem integrada e feliz no país, mas defendeu que a integração plena só será alcançada com a eliminação de todas as formas de discriminação.

Em declarações à Inforpress, a propósito do Dia Internacional contra a Discriminação Racial, assinalado à  21 de Março, José Viana destacou que o país registou uma evolução positiva no que diz respeito à integração dos imigrantes, sobretudo ao nível do acolhimento e da recepção.

Segundo avançou, muitos imigrantes reconhecem “melhorias significativas”, estão “bem enquadrados e satisfeitos” por terem escolhido Cabo Verde como país de destino, mas sublinhou que persistem ainda desafios que exigem atenção contínua e diálogo com as autoridades públicas.

“Enquanto não conseguirmos eliminar todas as formas de discriminação aqui em Cabo Verde em relação a imigrantes, não podemos falar da integração e inclusão plena, só haverá essa integração plena quando realmente não houver mais discriminação”, precisou.

Aquele responsável entende que, apesar de haver uma convivência social entre cidadãos e imigrantes na base do respeito e de forma amigável, ainda existem situações pontuais de discriminação.

José Viana afirmou que as reclamações são mais evidentes na relação com algumas instituições públicas, onde existem queixas relacionadas com dificuldades no acesso e na qualidade dos serviços prestados, o que tem impedido a satisfação na plenitude.

A nível do sector laboral, José Viana apontou a existência de práticas discriminatórias, sobretudo em relação a trabalhadores imigrantes mais vulneráveis, com casos em que há desigualdade no pagamento de salários ou aproveitamento por parte de alguns empregadores, o que considera “inaceitável”.

“Ao pagar o salário dos trabalhadores num determinado nível, eles baixam o nível para poder aproveitar uma parte, isso é um acto de discriminação e também de aproveitamento da vulnerabilidade dos trabalhadores imigrantes”, considerou.

Sobre os dados do inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística em 2022, que indicam que cerca de 30% dos imigrantes sentem-se discriminados, o presidente da Plataforma das ONG considerou que estes números reflectem, em parte, o receio e a intimidação sentidos por muitos imigrantes no contacto com as instituições, o que contribui para a ausência de denúncias formais.

“Nesse nível de relacionamento as pessoas sentem-se intimidadas em determinadas circunstâncias e momentos, (….), apesar de não ser um número muito alto, mas já é bastante para aquilo que realmente nós pretendemos enquanto objectivo de fazer com que se possa eliminar todas as formas de discriminação racial”, acrescentou.

Para inverter este cenário, defendeu a promoção de um diálogo mais inclusivo e representativo com as comunidades imigrantes, bem como o reforço da implementação de convenções internacionais que defendem os direitos dos trabalhadores e condenam todas as formas de discriminação racial.

José Viana apelou ainda à necessidade de enfrentar desigualdades sistémicas e de reforçar os mecanismos de inclusão, com vista à promoção da igualdade, do respeito pela dignidade humana e da coesão social.

Concluiu, sublinhando que a eliminação da discriminação racial exige um esforço contínuo e concertado, envolvendo autoridades, instituições e a sociedade em geral, de forma a garantir uma integração plena e justa para todos. ANG/Inforpress

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

 

Segurança Marítima/PCA do IMP considera sinalização do Canal de Geba  um desafio da segurança marítima do país

Bissau 19 Mar 26 (ANG) – O Presidente do Conselho de Administração (PCA), do Instituto Marítimo Portuário (IMP), considerou hoje de um desafio para a segurança marítima do país a sinalização do Canal do Rio Geba, que banha o Porto de Bissau.

Igualdino Afonso Té fez estas afirmações em entrevista exclusiva à ANG, e disse que se trata  de um processo complexo, sobretudo quando se fala nas características geográficas e técnico operacional.

“No passado, a sinalização nas nossas águas foram feitas pelo Instituto Hidrográfico de Portugal, em conjunto com a antiga Marinha Mercante, disse.

Té disse  que já foram feitos levantamentos dos equipamentos que devem ser recolocados nas principais pontas do Canal de Geba, nomeadamente, Ponta Caió, Ponta Arlete na Ilha de Pecixe, Ponta Biombo e por último na Ilha dos Pássaros.

O PCA do IMP salientou que estes sinais são fundamentais para a navegação, sobretudo quando se trata de um país onde os transportes para as zonas insulares ainda se fazem com  meios artesanais, o que, durante a noite, torna muito difícil navegar, se não existissem pontos de referência.

Igualdino Té disse que o projecto para essa sinalização  já está orçado e vai integrar o plano de actividade deste ano da instituição .

Revelou que  no quadro do projecto foram feitas obras de reabilitação na  Ilha de Ponton, onde estão  instalados os pilotos que orientam navios que entram para o Porto de Bissau.

 Aquele responsável disse que só falta colocar os equipamentos, e que, na próxima semana, vão começar os trabalhos de reabilitação no Ilhéu dos Pássaros, e que ,com apoio do Instituto Português de Mar e Atmosfera, devem receber uma bóia oceanográfica que será ali colocada.

“Isso vai permitir fazer um monitoramento não só do tempo, mas também das condições físicas dos mares e vento, que nos permite ter informações e poder partilhar, não só com os serviços de meteorologia, mas com pescadores, embarcações de transportes marítimas entre outros”, informou Gualdino Té.

Afirmou que a maior dificuldade da instituição tem a ver com a falta de meios, principalmente financeiros, realçando que os trabalhos em algumas localidades estão a avançar com o apoio, não só do governo, mas também dos parceiros, casos de Bolama,Cacheu, Intchudé que receberão manutenção ainda no decorrer deste ano.

Igualdino Afonso Té lamentou o facto de a Ilha de Pecixe não poder receber navios de grande porte, devido o risco de se encalhar . ANG/MSC/ÂC//SG


 

 

                Saúde/CEDEAO lança Política Regional de Saúde Comunitária

Bissau, 19 Mar 26(ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS),  lança, oficialmente, a Política Regional de Saúde Comunitária (RCHP) no próximo dia  24 de Março , em Cotonou, Benim.

Segundo  um comunicado   do Gabinete de Comunicação da CEDEAO, este evento de alto nível reunirá autoridades políticas e de saúde, representantes dos Estados-Membros da CEDEAO, parceiros técnicos e financeiros, bem como intervenientes da sociedade civil, do meio académico e do setor privado.

Este gabinete refere no comunicado que se trata de um marco importante no reforço dos sistemas de saúde comunitária na região.

A Política Regional de Saúde Comunitária, refere o comunicado, estabelece um quadro estratégico que visa aproximar os serviços de saúde das comunidades, com especial enfoque na prevenção, promoção da saúde, vigilância de base comunitária e participação ativa das comunidades.

“Esta iniciativa está plenamente alinhada com as orientações estratégicas adotadas na 26.ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Ministros da Saúde da CEDEAO, realizada na cidade da Praia, em Cabo Verde, e que apelou ao reforço do investimento e das ações em saúde comunitária em toda a região”, salientou.

Através desta iniciativa, a CEDEAO, sob a liderança da OOAS, pretende impulsionar uma nova dinâmica regional em matéria de saúde comunitária, com vista a acelerar os progressos rumo à Cobertura Universal de Saúde na região da CEDEAO.

O lançamento oficial será precedido, no dia 23 de Março , por um workshop técnico que reunirá delegados dos Estados Membros, peritos regionais, parceiros técnicos e financeiros, bem como outros intervenientes multissetoriais relevantes.

O Gabinete de Comunicação da CEDEAO indica  que neste workshop será apresentada, de forma detalhada, a Política Regional de Saúde Comunitária, e vão ser analisadas  as modalidades práticas de sua implementação.

No encontro ainda deverá adoptado um  roteiro regional para a sua operacionalização, visando sua implementação coordenada e eficaz em todos os Estados-membros da  CEDEAO.

Este lançamento, segundo o comunicado, assinala o início de uma nova fase de compromisso regional no sentido de a região se dispor de sistemas de saúde mais resilientes, inclusivos e centrados nas comunidades, e qu contribuem  para acelerar os progressos rumo à Cobertura Universal de Saúde na região da CEDEAO.ANG/ÂC//SG

Cabo Verde/CEMFA alerta para fraca adesão ao serviço militar obrigatório e reforça desafios estruturais nas Forças Armadas

|Bissau, 19 Mar 26(ANG) - O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) afirmou hoje que a instituição enfrenta desafios ligados à fraca adesão ao serviço militar e à escassez de recursos, mas garantiu avanços na modernização de meios e capacidades operacionais.

Manuel Semedo fez este alerta em declarações à imprensa, à margem da reunião do Conselho Superior de Comandos Alargada aos Directores de Serviços e Equiparados realizada hoje na cidade da Praia.

De acordo com o responsável, as Forças Armadas de Cabo Verde enfrentam vários desafios com destaque para a fraca adesão dos jovens ao serviço militar obrigatório e a necessidade de renovação de equipamentos.

“Temos vários desafios, como já tinha dito anteriormente, desde a questão da pouca adesão do pessoal ao serviço militar obrigatório, mas também enormes desafios relativamente, sobretudo, aos equipamentos que temos que renovar”, afirmou.

Segundo o contra-almirante Manuel Semedo, as Forças Armadas enfrentam ainda limitações ao nível dos recursos disponíveis para responder às exigências actuais, incluindo a construção de novas capacidades, nomeadamente no combate a emergências e catástrofes naturais.

“Os meios precisam ser modernizados e os recursos não são suficientes para isso”, sublinhou.

Apesar dos constrangimentos, o chefe do Estado-Maior assegurou que estão em curso acções concretas para reforçar a operacionalidade, com destaque para a componente marítima e aérea.

“Estamos a dar passos nesse sentido, sobretudo com a aquisição de mais um navio-patrulha”, avançou, acrescentando que um navio-guardião se encontra em fase avançada de reparação, o que permitirá reforçar a defesa dos interesses do Estado no mar.

Na vertente aérea, o CEMFA indicou que a aeronave King Air da Guarda Costeira já se encontra operacional, contribuindo não só para a vigilância, mas também para transferência médicas.

No que se refere à fraca adesão ao serviço militar, Manuel Semedo considerou tratar-se de um fenómeno transversal no país, associado sobretudo à emigração jovem em busca de melhores condições de vida.

“Não é só um problema nosso, é um problema transversal a todas as instituições que fazem esse recrutamento do pessoal civil, estou a referir também à própria Polícia Nacional.

Muitas pessoas estão a imigrar (…) Nós sabemos que somos um povo de imigrantes, então é normal que isso aconteça nesse momento. As pessoas vão para fora, procuram ir em melhores condições de vida e são pessoas jovens que estão a partir”, explicou.

Para inverter este cenário, garantiu que as Forças Armadas estão a investir na valorização do serviço militar e na melhoria das condições oferecidas aos efectivos, embora reconheça a concorrência do mercado externo.

Relativamente à reunião em curso, o responsável indicou que o encontro visa fazer o balanço das actividades do ano anterior, identificar dificuldades e definir metas e perspectivas para o novo ano.

Quanto ao processo de reformas no sector, afastou a existência de resistências internas, sublinhando que se trata de um processo gradual e que as reformas normalmente não se constroem de um dia para o outro, mas que leva tempo e recursos”, concluiu. ANG/Inforpress

 

Médio Oriente/Impacto ambiental da guerra: ‘Não haverá nem vencedor, nem vencido: apenas vítimas da poluição’

Bissau, 19 Mar 26 (ANG) - Na medida em que o conflito no Oriente Médio se estende, desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, aumentam também as preocupações sobre o impacto ambiental da guerra.

 As instalações de petróleo no Golfo têm sido um dos alvos prioritários de bombardeios, gerando uma chuva tóxica com efeitos ainda inestimados na região.

As “chuvas ácidas” ocorridas após a explosão de milhares de toneladas de óleo levaram a ONU a emitir um alerta sobre os riscos à saúde dos iranianos. Os poluentes como enxofre e compostos de nitrogênio, liberados na explosão, se dispersam na atmosfera.

Quando entram em contato com as partículas de água presentes no ar, esses químicos se transformam em ácidos tóxicos, como o sulfúrico e o nítrico. As precipitações levam os poluentes de volta para o solo e a água, causando danos prolongados à agricultura e à qualidade da água.

Jacky Bonnemains, diretor da organização ecologista francesa Robin des Bois, lembra que o Golfo Pérsico é um mar quase fechado, particularmente vulnerável à contaminação por vazamentos de petróleo e restos de navios militares ou petroleiros atacados.

 “As atividades dos pescadores artesanais, que são milhares na região e contribuem para a segurança alimentar de todos os países litorâneos, quaisquer que sejam os beligerantes, estarão condenadas por muito tempo”, comentou.   

 

“A biodiversidade, da qual tanto se fala em tempos de paz e tão pouco em tempos de guerra, também será prejudicada a longo prazo. São tartarugas marinhas, dugongos, baleias-jubarte, cachalotes, peixes, pepinos-do-mar. É uma verdadeira catástrofe ambiental e sanitária.”

No total, mais de 2.000 espécies marinhas vivem nessas águas quentes, às quais se somam 100 espécies de corais. Além disso, os manguezais e os prados marinhos da região são zonas de reprodução para peixes e crustáceos.

As aves marinhas também são ameaçadas: o óleo destrói a impermeabilidade de suas penas, provocando hipotermia e afogamentos. A migração delas também pode ser perturbada pelo ruído das explosões e pelas colunas de fumaça tóxica.

Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita – as consequências serão sentidas muito além do Irã, embora o país seja o mais diretamente atingido, explica Doug Weir, diretor da ONG britânica Observatório de Conflitos e Meio Ambiente (CEOBS). A entidade já identificou cerca de 300 incidentes envolvendo riscos ambientais desde o início da guerra.

“O Irã enfrenta uma seca prolongada há muitos anos. Já sofre forte estresse hídrico, portanto qualquer poluição adicional nos aquíferos e nos recursos hídricos iranianos é particularmente problemática, porque eles já são escassos”, ressaltou. “Outro ponto: grandes derramamentos de petróleo no Golfo Pérsico podem afetar as usinas de dessalinização de água — e cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do Golfo dependem dessas usinas.”

As dezenas de navios bloqueados na região, carregando cerca de 21 bilhões de litros de petróleo, constituem uma "bomba-relógio ecológica" alertou a organização Greenpeace.

Nos bombardeios mais recentes,Washingtn visa a ilha de Kharg, terminal que concentra 90% das exportações de petróleo bruto iraniano. As infraestruturas foram preservadas até o momento, mas o cenário pode mudar de acordo com o andamento do conflito.

“Fala-se muito do balanço económico desta guerra, e muito pouco do balanço humano, que não conhecemos. Mas o despertar após o choque petrolífero será bastante violento, em relação às consequências ambientais”, insistiu Bonnemains. “Com o passar do tempo, não haverá nem vencedor, nem vencido: haverá apenas vítimas da poluição.”

A gestão desses danos é outro ponto de preocupação. A história mostra que, ao final de conflitos armados, a descontaminação das áreas atingidas fica longe do topo das prioridades.

“O que vemos na maioria das áreas afetadas por conflitos é que o dano ambiental muitas vezes não é tratado posteriormente. A recuperação ambiental é cara, e países que estão saindo de um conflito têm menos capacidade de proteger o meio ambiente”, observou Doug Weir.

“São necessários recursos e assistência técnica da comunidade internacional, o que nem sempre acontece. E, no caso do Irã, embora o país tenha enorme capacidade e expertise em questões ambientais, também possui um governo muito fechado e centralizado, que pode não ser particularmente transparente sobre a necessidade de limpar o ambiente ao redor desses locais”, frisou. ANG/RFI

Religião/Governo decreta feriado nacional a 20 de Março por ocasião do fim de Ramadão

Bissau, 19 Mar 26(ANG) - O Governo anunciou a declaração de feriado nacional para a próxima sexta-feira, dia 20 de Março, devido as celebrações da festa do Ramadão, que marca o fim do período de jejum muçulmano.

De acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social, à que a ANG teve acesso, a decisão surge em cumprimento do disposto no artigo 1.º do Decreto n.º 1/2023, de 18 de Janeiro, que estabelece os feriados nacionais obrigatórios para os funcionários da Administração Pública.

O comunicado informa que o feriado implicará a suspensão total das atividades laborais, tanto no setor público como no setor privado, com exceção dos serviços cuja natureza não permita interrupções.

O Ramadão é o nono mês do calendário islâmico e um dos períodos mais importantes para os muçulmanos em todo o mundo.

Durante o Ramadão, os fiéis praticam o jejum diário, que começa ao nascer do sol e termina ao pôr do sol e nesse período evitam de comer, beber e fumar bem como relações íntimas.

O mês termina com uma grande celebração chamada Eid al-Fitr, muitas das vezes partilhada em família ou comunidade. ANG/ÂC//SG

 

Regiões/  Centro de Formação Juvenil de Quinhamel assina acordo de parceria com ONG Guinanos

Biombo, 19 Mar 26(ANG) -  O Centro de Formação Juvenil “Nino Vieira Ié” do sector de Quinhamel, região de Biombo, assinou, quarta-feira, um  acordo de parceria com a ONG Portuguesa Guinanos


E declarações ao Correspondente da ANG na Região de Biombo, a  Diretora  Administrativa do Centro disse que acordo visa, num futuro próximo,  apoiar o Centro na aquisição de bicicletas para os alunos que moram muito distante, para facilitar na mobilidade, de forma a puderem chegar à tempo para as aulas.

Aida Vieira  disse que  os  Guinanos ajudou muito o Centro,  em 2024, oferecendo a lâmina de painel solar, o que possibilitou a realização de aulas durante a noite, e ainda na   formação  regular dos  professores, nas disciplinas de matemática,  física e português.

Vieira disse que o Centro de Formação Juvenil se depara com dificuldades de falta de água , razão pela qual  os  alunos  percorrem  longas distância para poderem abastecer o centro. ANG/MN/JD/ÂC//SG

       Regiões/Diretor da Escola de Bissauzinho lamenta falta dos professores

Biombo, 19 Mar 26(ANG) -  O Diretor da Escola do Ensino Básico Unificado da secção de Bissauzinho, sector de Quinhamel, região de Biombo,  lamentou a  falta de professores nas disciplinas nucleares  naquele estabelecimento do ensino.

Em declarações ao Correspondente regional da  ANG  ,  Vitorino Gomes afirmou que tem escassez de professores nas disciplinas de  Física, Educação física, Matemática, e Inglês.

 Acrescentou que,  também se debatem com falta de meios materiais inclusive de  carteiras  para os alunos ,o que, segundo diz, obriga a direção a comprar cadeiras de plásticos  com os 40 por cento do dinheiro das  propinas pagas pelos alunos matriculados naquela escola.

Vitorino Gomes disse que a Direção da escola também contrata alguns professores com recursos interno para cobrir as vagas existentes.

Em relação aos  exames, disse que vão  iniciar  depois da reza  de Ramadão para alunos de 1º ao 3º ciclo respetivamente.

Gomes agradeceu a colaboração dos pais e  encarregados da  educação dos alunos pelo  pagamento atempado das propinas e no acompanhamento escolar  dos seus educandos. ANG/MN/JD/ÂC//SG

Médio Oriente/Irã faz novos ataques após ameaça de Trump , gás e petróleo disparam

Bissau, 19 Mar 26 (ANG) - O presidente americano Donald Trump ameaçou nesta quinta-feira (19) atacar o campo de gás iraniano de South Pars caso Teerã mantenha seus ataques contra o Catar, segundo maior exportador de GNL (gás natural liquefeito).

Após a ofensiva iraniana contra o complexo de gás qatari de Ras Laffan, nesta quarta-feira (18), o preço do gás europeu chegou a mais de 35% e o do petróleo superou 10%.

Caso o Irã “decida atacar um país inocente como o Catar”, então “os Estados Unidos, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, destruirão todo o campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irã jamais viu ou conheceu antes”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

 

O presidente americano confirmou que Israel atingiu, na quarta-feira (18), a parte iraniana do campo de gás offshore no Golfo Pérsico, compartilhado com o Catar. Os EUA “não sabiam de nada” sobre esse ataque, garantiu Trump.

Em represália, os iranianos atacaram o complexo de gás qatari de Ras Laffan, o maior local de produção de GNL do mundo. A estatal QatarEnergy relatou “danos consideráveis” no local ao amanhecer, mas não houve vítimas. Os incêndios provocados pela ofensiva foram controlados no início da manhã, segundo o Ministério do Interior.

 

O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL, atrás dos EUA, e Ras Laffan é seu principal centro de produção. Nos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi fechou um complexo de gás após a queda de destroços de mísseis interceptados. O Ministério das Relações Exteriores do Catar lamentou que os ataques na região “tenham ultrapassado todos os limites ao visar civis e instalações civis e vitais”. O ataque voltou a elevar o preço do petróleo, e o barril de Brent ultrapassou US$ 112.

A ameaça de Trump envolvendo o campo de gás de South Pars e os ataques iranianos contra instalações de produção de hidrocarbonetos podem indicar uma nova fase da guerra que começou no dia 28 de Fevereiro, com consequências econômicas imprevisíveis para o Irã e outros países.

 

O campo é o maior do mundo, e cerca de 80% do gás iraniano é produzido no local. O complexo também produz 4 milhões de litros de gás natural liquefeito, 3 milhões de litros de combustível para aviões e outras substâncias.

O gás é usado por toda a população iraniana para calefação ou cozinha, o que torna o fornecimento essencial para o país. Além de South Pars, as refinarias iranianas de Bandar Abbas produzem diariamente 43 milhões de litros de gasolina — cerca de 40% do consumo nacional.

Ainda nesta quinta, uma refinaria saudita em um porto estratégico do mar Vermelho e outras duas no Kuwait foram atingidas por drones. “Um drone caiu sobre a refinaria saudita de Samref, localizada na zona industrial de Yanbu, às margens do mar Vermelho”, informou o Ministério da Defesa saudita. “A avaliação dos danos está em curso”, acrescentou.

O ministério havia afirmado anteriormente, no X, ter interceptado um míssil balístico que visava o porto de Yanbu, que abriga a zona industrial e é uma importante rota de saída do petróleo saudita desde a quase paralisação do Estreito de Ormuz.

A refinaria de Samref, pertencente ao gigante petrolífero saudita Aramco e à Mobil Yanbu Refining Company Inc., subsidiária da ExxonMobil, tem capacidade de processamento de mais de 400 mil barris de petróleo bruto por dia.

No Kuwait, as duas refinarias da companhia petrolífera nacional — Mina Abdullah e Mina Al-Ahmadi — também foram atingidas nesta quinta-feira de manhã, cada uma por um drone, provocando incêndios nos dois locais.

A Kuwait National Petroleum Company (KNPC) informou depois que os incêndios haviam sido controlados, sem deixar vítimas. As duas refinarias têm capacidade combinada de 800 mil barris por dia. A Arábia Saudita declarou que “se reserva o direito” de dar uma "resposta militar" ao Irã, que atinge regularmente o país com drones e mísseis.

Segundo o Irã, caso haja represálias e suas instalações sejam atacadas, todas as infraestruturas energéticas do Golfo se tornarão alvos do país. O Irã também deixou claro que pretende manter o controle do Estreito de Ormuz, mesmo após o fim do conflito, e impedir a passagem de petróleo. Ao mesmo tempo em que atacava o Catar, a Guarda Revolucionária impediu que um superpetroleiro de 160 mil toneladas, o Barbados, atravessasse a passagem.

O bloqueio parcial iraniano do Estreito de Ormuz, por onde circulam cerca de 20% do petróleo e do gás mundial, continua no foco das preocupações. Ao sul da passagem, no Golfo de Omã, um navio foi novamente atingido nesta quinta por um “projétil desconhecido”, segundo a agência marítima britânica UKMTO, provocando um incêndio a bordo. Outro navio foi atingido ao largo de Ras Laffan.

A Organização Marítima Internacional (OMI) está reunida em caráter de emergência e deve pedir nesta quinta o estabelecimento de um corredor marítimo seguro para evacuar navios bloqueados no Golfo Pérsico. O órgão da ONU responsável pela segurança marítima estima que 20 mil marinheiros estão atualmente a bordo de 3.200 embarcações perto do Estreito de Ormuz.

O aumento dos preços da energia também deve dominar a reunião desta quinta do Banco Central Europeu (BCE), que teme impactos na inflação e no crescimento. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta uma moratória sobre “as infraestruturas civis”, especialmente energéticas, após conversar com Trump e o emir do Catar, xeque Tamim ben Hamad al-Thani.

“As populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento energético, devem ser preservadas da escalada militar”, afirmou. Em quase três semanas, a guerra no Oriente Médio já deixou mais de 2.200 mortos, segundo autoridades, principalmente no Irã   e no 

Líbano — segundo principal front do conflito —, onde o movimento xiita pró-Irã Hezbollah enfrenta Israel. ANG/RFI/Com agências

 

 

CAF/Patrice Motsepe afirma que nenhum país africano recebe tratamento preferencial

Bissau, 19 Mar 26 (ANG) – O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, afirmou na quarta-feira que nenhum país africano recebe tratamento “mais privilegiado, mais vantajoso ou mais favorável”.


Em reação à decisão do Conselho de Apelações da CAF sobre a final da Copa Africana de Nações (CAN-2025), que declarou a seleção senegalesa derrota por WO e ratificou o resultado como vitória do Marrocos por 3 a 0, Motsepe enfatizou que os incidentes que mancharam esta final "minam o trabalho considerável realizado pela CAF ao longo de muitos anos para garantir a integridade, o respeito, a ética, a boa governança e a credibilidade dos resultados das partidas de futebol".

Em um vídeo publicado no site oficial da CAF, Motsepe disse: "Quando me tornei presidente, uma das principais preocupações era a imparcialidade, a independência e o respeito aos árbitros, bem como aos comissários de jogo, e muitos progressos importantes foram feitos" nesse sentido.

Referindo-se à decisão do Conselho de Apelações da CAF, Motsepe observou que a independência da entidade continental se reflete nas decisões tomadas por seus dois órgãos, o Conselho Disciplinar e o Conselho de Apelações, sobre a final da Copa Africana de Nações de 2025 entre Marrocos e Senegal.

"Enquanto o Comitê Disciplinar da CAF tomou uma decisão, o Comitê de Apelações adotou uma posição completamente diferente", insistiu ele.

"Na seleção dos membros de nossos órgãos judiciais, adotamos uma abordagem diferente, distinta da que prevalecia anteriormente", continuou ele, enfatizando que a CAF convidou cada associação membro, bem como cada uma das seis zonas regionais, a propor nomes de juízes reconhecidos e advogados respeitados.

Segundo ele, "é essencial que as decisões do Comitê Disciplinar da CAF, assim como as do Comitê de Apelações, sejam encaradas com o respeito e a integridade que são fundamentais para nós".

"Se você examinar a composição desses órgãos, verá que eles incluem alguns dos advogados e juízes mais respeitados do continente", disse o presidente da CAF.

“Estabelecemos padrões muito elevados para nós mesmos”, disse ele, acrescentando que “é essencial que os torcedores e espectadores comuns em cada um dos 54 países africanos, de acordo com seu próprio julgamento, e não o da CAF ou o meu, considerem as decisões de nossos órgãos judiciais justas, honestas e imparciais”. ANG/Faapa

 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Cooperação/Governo e CEDEAO assinam acordo para instalação do Centro de Saúde Animal na Guiné-Bissau

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) – O Governo de Transição e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), assinaram esta quarta-feira o Acordo Sede, que estabelece as bases jurídicas e institucionais para a instalação do Centro Regional de Saúde Animal no país.

Segundo a Rádio Sol Mansi(RSM), o acordo foi assinado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira e da  representante da CEDEAO no país, Ngozi Ukaeje.

A instalação do referido Centro Animal em Bissau, segundo a RSM, representa um marco estratégico para o país, consolidando o seu papel como anfitrião e uma agencia especializada da CEDEAO.

A iniciativa se materializa  no quadro da  visão comum de promover a integração regional, a resiliência sanitária e  desenvolvimento sustentável dos Estados Membros. ANG/MSC/ÂC//SG