segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cabo Verde-Legislativas2026/ Francisco Carvalho anuncia “novo Cabo Verde” após vitória do PAICV "com maioria absoluta"

Bissau, 18 Mai 26(ANG)  – O presidente do PAICV, Francisco Carvalho, declarou vitória nas eleições legislativas deste domingo, afirmou que Cabo Verde “falou com maioria absoluta” e anunciou o início de “um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira declaração ao país após os resultados, Francisco Carvalho disse que “os cabo-verdianos passaram uma mensagem clara” e que “já era hora de mudar a gestão de Cabo Verde e mudar a perspectiva sobre a construção do futuro”.

“Hoje de facto é um dia extraordinário. Cabo-verdianos já falaram. Democracia é assim”, afirmou, acrescentando que o momento é de agradecimento “a todos os que fizeram parte desta caminhada”.

Durante a intervenção, o líder do PAICV acusou o MpD de alegadas práticas de compra de votos e compra de consciência durante a campanha eleitoral, defendendo que o assunto “não pode passar em branco”.

“Espero que comecem a falar de roubo de votos, de compra de consciência em Cabo Verde. Espero que isso não passe em branco”, declarou, referindo-se à distribuição de cestas básicas e alegando que “200 mil contos em cestas básicas não podem passar em branco”.

Francisco Carvalho afirmou ainda que “todos viram fotografias de compra de cesta básica atribuída na loja Finicia” e criticou as autoridades competentes por, alegadamente, não terem actuado.

“A Procuradoria-Geral não actuou, a Comissão Nacional de Eleições não actuou”, disse.

O presidente do PAICV defendeu também um aprofundamento da democracia em Cabo Verde e criticou o que chamou de “democracia de fachada”.

Na mesma declaração, afirmou que o seu Governo terá “muito menos membros” do que o actual executivo e garantiu que pretende cumprir todas as promessas feitas durante a campanha.

“Tudo aquilo que eu disse na campanha é para cumprir”, afirmou.

Entre as medidas apontadas estão o acesso gratuito à universidade pública, acesso gratuito à informação tecnológica, acesso gratuito aos cuidados de saúde e medidas para os transportes inter ilhas, incluindo tarifas de “500 escudos para barco e cinco mil escudos para avião”.

Segundo Francisco Carvalho, o PAICV já apresentou, durante os debates, “de onde vão buscar os recursos financeiros” para financiar essas propostas.

“Nós não vamos invocar desculpas para não cumprir”, assegurou.

Questionado sobre a relação com os pequenos partidos, Francisco Carvalho afirmou que o futuro Governo irá trabalhar “com todos os partidos políticos, pequenos e maiores”, garantindo diálogo e abertura democrática.

Sobre as relações diplomáticas com Portugal, garantiu continuidade.


“O relacionamento com Portugal é extraordinário. Nós vamos dar continuidade a tudo o que é bom”, afirmou, considerando Portugal “um grande parceiro de Cabo Verde”.

Os resultados finais das eleições de hoje, relativamente ao número de votos estão sendo aguardados.ANG/Inforpress

 

   Guerra Médio Oriente/Irão assume mais de 6.500 detenções por espionagem

Bissau,  18 Mai 26 (ANG) – As autoridades iranianas divulgaram hoje a prisão de 6.500 supostos “espiões” desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, como medidas de segurança reforçadas face a grupos oposicionistas e participantes nos protestos de janeiro.

“Desde o início da guerra até agora, mais de 6.500 traidores da pátria e espiões foram presos”, anunciou o comandante da polícia nacional do Irão, o general Ahmad Reza Radan, segundo a agência de notícias ISNA.

Radan afirmou que entre os presos estão pessoas acusadas de espionagem, colaboração com grupos armados e participação em atividades consideradas desestabilizadoras do regime conservador xiita dos ‘ayatollah’.

Segundo a mesma fonte, 567 das pessoas detidas sob tais suspeitas estão ligadas a “casos especiais” relacionados a grupos armados de oposição e organizações que atuam contra a República Islâmica.

Radan acrescentou que prosseguem operações para identificar e prender suspeitos de serem “soldados inimigos” em conexão com os protestos antigovernamentais de janeiro, que exigiam o fim da República Islâmica e foram brutalmente reprimidos, matando mais de sete mil pessoas, segundo organizações internacionais.

As autoridades iranianas reconheceram a morte de 3.117 pessoas, mas acusaram Israel e os Estados Unidos de orquestrar o que chamaram de distúrbios.

Desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, as autoridades iranianas endureceram as prisões em massa de suspeitos de serem membros da oposição ou espiões de “inimigos” e executou 30 pessoas.ANG/Inforpress/Lusa

 

Guerra Médio Oriente/Trump avisa que "nada restará" do Irão se Teerão não aceitar um acordo

Bissau, 18 Mai 26(ANG) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou Domingo, na sua plataforma Truth Social que "nada restará do Irão" se o país não assinar um acordo com os Estados Unidos.

"Para o Irão, o tempo está a esgotar-se e é melhor que ajam rapidamente ou não restará nada deles", ameaçou Trump.

Após mais de um mês de tréguas entre os dois países, a perspetiva de uma solução para o conflito iniciado a 28 de fevereiro continua distante.

Os meios de comunicação social iranianos noticiaram hoje que os Estados Unidos não fizeram "qualquer concessão concreta" na sua resposta à última proposta iraniana para um acordo.

A questão nuclear continua a ser o principal ponto de discórdia entre os dois países.

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, Washington respondeu à mais recente proposta de Teerão com várias exigências, entre elas a transferência do seu ‘stock’ de urânio altamente enriquecido para os Estados Unidos, bem como que mantenha apenas uma instalação nuclear ativa.

Washington também indicou que não pagará qualquer indemnização ou compensação à República Islâmica pelos danos de guerra, nem desbloqueará sequer 25% dos ativos iranianos congelados no estrangeiro, como exige Teerão, acrescenta a Fars.

Outra agência noticiosa iraniana, a Mehr, referiu que a administração norte-americana “condicionou a cessação das hostilidades em todas as frentes à abertura de negociações".

De acordo com a Fars, o Irão tinha condicionado qualquer negociação sobre o programa nuclear ao fim da guerra em todas as frentes, ao levantamento das sanções impostas contra o país, à libertação dos fundos iranianos bloqueados, a compensações pelos danos de guerra e ao reconhecimento da soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

O estreito tem estado quase totalmente bloqueado pelo Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

A República Islâmica respondeu igualmente com ataques aos países vizinhos, tendo a guerra causado milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.ANG/Inforpress/Lusa

 

São Tomé e Príncipe/Faleceu a grande poetisa e jornalista são-tomense Conceição Deus Lima

Bissau, 18 Mai 26(ANG) - Faleceu na manha de Sábado,  em São Tomé a jornalista e poetisa são-tomense Conceição Deus Lima, aos 64 anos. De acordo com os familiares, a poetisa sentiu-se mal logo pela manhã e foi levada para o hospital Ayres de Menezes onde acabou por falecer.

Grande nome do jornalismo, tendo trabalhado para órgãos de referência, Conceição Deus Lima deixou também uma vasta obra de poesia, tendo sido nomeadamente uma das fundadoras da União Nacional dos Escritores e Artistas São-tomenses.

Nascida em 08 de Dezembro de 1961 em Santana, na Ilha de São Tomé, Conceição Deus Lima revelou muito cedo inclinação para a poesia, tendo sido aos dezoito anos uma das mais jovens participantes na sexta conferência de escritores afro-asiáticos em Angola, em 1979. A seguir, a poetisa estudou jornalismo em Portugal e seguiu para Londres onde se formou em Estudos Africanos no prestigioso King's College em paralelo com os seus primeiros passos como jornalista na BBC.

Fundadora da União Nacional dos Escritores e Artistas São-tomenses, Conceição Lima exerceu cargos de responsabilidade na Rádio, Televisão e na imprensa escrita. Em 1993, depois da abertura multipartidária no arquipélago, fundou o extinto semanário 'O País Hoje', e mais tarde, em 2021, foi nomeada coordenadora nacional, para São Tomé e Príncipe, do Movimento Poético Mundial.

Para a historiadora e amiga da escritora, Inocência Mata, partiu um grande nome, uma voz livre e independente, uma pessoa que procurava a perfeição.

"Éramos muito amigas, ela era muito envolvida em vários aspectos da vida do país, sobretudo a vida cultural do país, muito atenta à vida política que não dava descanso a ninguém. A vida política do país era um inferno e então isso incomodava toda a gente. Também incomodava a Conceição. Ela era muito excessiva em tudo. Mesmo nas relações, ela era muito excessiva em tudo, mas era uma questão de temperamento", começa por contar a historiadora.

"Para além de eu ser estudiosa da poesia dela, ela dizia sempre 'tu que melhor conheces a minha poesia do que eu', tinha o privilégio de ler os livros antes de serem publicados. Ela mandava-me para eu dar a opinião. Eu lembrava-lhe sempre aquela afirmação de Raul Pompeia 'a crítica não ajuda a fazer obras de arte. Ajuda a compreendê-las'. Mas enfim, ela mandava-me sempre as coisas que escrevia. Era uma poetisa portentosa. (...) A São tinha o sentido de perfeição. Ela dizia muitas vezes 'Eu gostava de ser como a Ana Paula Tavares'. Porque a Ana Paula escreve de uma vez. Mas São corrigia muito. Ela fazia muitas correcções. Muitas vezes. Eu, por exemplo, quando escrevi um ensaio sobre 'O país de Akendenguê', eu apercebi-me quando o livro foi publicado e eu já tinha o livro, ela já me tinha enviado, quando o livro foi publicado, eu vi que estava muito diferente daquilo que ela me tinha enviado, que ela corrige muito. Era uma pessoa que tentava chegar à perfeição", diz Inocência Mata.

Para a estudiosa são-tomense, a forma de homenagear e recordar a escritora será "Conhecer a sua poesia, estudar a sua poesia, pensar que, na verdade, a sua poesia vai perdurar porque realmente é um dos nomes maiores que vai estar ao lado de Francisco Tenreiro, Alda Espírito Santo, cuja Comissão para a organização das Comemorações do Centenário, ela era uma figura importante, dinamizava os estudantes das escolas e fazia esse papel muito bem".

"Vamos recordá-la, sobretudo, pensando naquilo que representa a sua poesia. Vamos ter que continuar, como nós continuamos quando figuras muito importantes morrem. Continuar o seu trabalho e, sobretudo, o seu trabalho em prol de um jornalismo livre. Foi também um grande combate dela. Um jornalismo livre que não era possível fazer-se em São Tomé e Príncipe. Uma das razões pelas quais, na verdade, sobretudo há uns dez anos a esta parte, foi muito perseguida por um governo simplesmente porque se recusou a fazer aquilo que o primeiro-ministro queria. E realmente, ela afirmou-se como jornalista e, obviamente, como poetisa. E eu acho que é assim que nós vamos ter de continuar a lembrar Conceição Lima no jornalismo, na literatura e também na sua afirmação cívica", Inocência Mata, estudiosa e amiga da poetisa.

Reagindo igualmente à morte de Conceição Deus Lima, o Presidente são-tomense considerou  Conceição Deus Lima foi “uma das mais altas e luminosas vozes da cultura” do arquipélago e sublinhou que “a sua partida representa uma perda irreparável para a Cultura, para a Literatura e para a Nação são-tomense”.

No mesmo sentido, o Sindicato de Jornalistas São-tomense (SJS) considerou hoje que o jornalismo do arquipélago "ficou mais pobre" e que a escritora fez muito “para o crescimento do jornalismo de São Tomé e Príncipe”, mas partiu “numa altura em que não vê o sonho concretizado”, porque, segundo o sindicato, a classe está “bastante fragilizada”.

Em Portugal, a Editorial Caminho que publicou as suas obras, sublinhou igualmente que "foi com enorme tristeza" que recebeu a notícia da morte da autora.

Nome sonante da literatura são-tomense, Conceição Deus Lima foi nomeadamente autora de 'A Dolorosa Raiz do Micondó' (2006), 'O útero da casa' (2004), 'O país de Akendenguê' (2011) ou ainda 'O Mundo Visto do Meio' (2023), e foi a escritora do seu país mais traduzida pelo mundo fora, com livros designadamente em alemão, árabe, espanhol, francês, italiano e inglês.ANG/RFI

 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Ambiente/ Meteorologia prevê para este ano chuva normal com início tardio na zona Norte e Sul  do país

Bissau,15 Mai 26 (ANG) –Os serviços  meteorológicos prevêem para este ano chuva normal com início tardio na zona sul e norte do país, enquanto que   leste terá chuva precoce  e que terminará mais cedo.

Essas previsões climatéricas foram reveladas esta sexta-feira pelo  Presidente do Instituto Nacional da Meteorologia da Guiné-Bissau (INM-GB).Fernando Baial Sambú.

Disse que  algumas zonas  do país terão um período de seca longo e noutro curto, razão pela qual aconselha aos  agrónomos para indicarem  aos camponeses  as variedades de culturas  que devem plantar .

Baial Sambú recomendou a todos para seguirem sempre as  informações meteorológicas, climatológicas e hidrológicas, bem como os aconselhamentos específico sobre usuários e tomadores de decisão, durante toda a estação chuvosa.

Ainda pediu que seja mantida uma interação  com os serviços meteorológicos, e hidrológicos regionais e nacionais  de departamentos de Agricultura para obtenção de  informações específicas e aconselhamento adequado.

Por sua vez, o agrónomo Mário Benício Indafa recomenda aos camponeses o recurso a utilização   de culturas de ciclo curto, nomeadamente a Mandioca, feijão, milho e arroz sequeiro (M`pampam).ANG/JD//SG.


UEMOA/Bissau acolhe 11ª Edição da revisão técnica das reformas políticas e projetos comunitários da organização


Bissau, 15 Mai 26(ANG) – O Governo guineense e Comissários de diferentes sectores da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), estão reunidos
 em Bissau, no quadro da 11ª Edição da Revisão Anual das Reformas, Políticas, Programas e Projectos Comunitários da organização sub-regional.

Ao presidir a abertura do evento, esta sexta-feira, o Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, disse que o acto é de particular importância porque oferece a oportunidade de examinar e partilhar as conclusões da revisão técnica das reformas, políticas, programas e projectos comunitários da UEMOA, realizados no ano fiscal 2025.

“Esta reunião reflecte o empenho dos nossos Estados-Membros de continuar o diálogo e a consulta sobre os mecanismos de cooperação económica e institucional no seio da nossa comunidade”, salientou.

Vieira Té disse que o evento proporciona também um fórum valioso para discutir os desafios comuns que os  países enfrentam, num contexto regional e internacional marcado por profundas mudanças económicas, de segurança e geopolíticas.

Reiterou  que a Guiné-Bissau mantém-se comprometida com os princípios da cooperação regional, de solidariedade entre os povos e da prossecução de interesses comuns, respeitando a soberania de cada Estado e as escolhas livremente feitas pelos países membros da União.

“Neste sentido, as mais altas autoridades do nosso país, em primeiro lugar Sua Excelência Horta Inta-A Na Man, Presidente da República,  dedicam especial atenção à qualquer iniciativa comunitária susceptível de contribuir para o reforço da resiliência económica dos nossos Estados, a preservação dos nossos interesses estratégicos e a melhoria das condições de vida das nossas populações,”, frisou.

 

Ilídio Vieira Té sublinhou que os Estados-Membros da União estão sujeitos, desde 2014, a uma revisão anual das reformas, políticas, programas e projetos comunitários, conduzida pela Comissão da UEMOA.

“O principal objetivo da reunião de hoje é, portanto, examinar e validar as conclusões alcançadas durante a fase técnica da edição de 2025, que também resume os resultados da edição de 2024”, afirmou o Primeiro-ministro.

Para  o Presidente da Comissão da UEMOA, Abdoulaye Diop, esta 11ª Edição da reunião de revisão técnica das reformas políticas e projectos comunitários constitui uma “possante iniciativa” para o reforço de integração económica no seio do espaço comunitário.

Disse que permite as instâncias executivas da União  elevar as acções comunitárias ao mais alto nível, visando atender os objectivos do Tratado da UEMOA. ANG/ÂC//SG

 

 

 

Caso Fretamento de Avião/Comentador Júlio de Oliveira  convida Presidente da FFGB a renunciar das suas funções enquanto responde à justiça

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – O comentador  desportivo Júlio de Oliveira vulgo (Júlio Lusa), convidou hoje o atual Presidente  da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) Carlo Alberto Mendes Teixeira (Caíto), a se renunciar  das suas funções, enquanto o Ministério Público  realiza investigações sobre o     caso de fretamento do voo para o jogo amistoso contra a seleção santomense, em que está envolvido.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Júlio Lusa  disse serem já um hábito  sucessivas chamadas dos presidentes da FFGB ao Ministério Público (MP).

“Nos últimos 30 anos por aí, todos os presidentes eleitos da FFGB, sem exceção, responderam ao Ministério Público (MP), e em alguns casos houve  condenação. Isso demonstra, claramente, que a instituição que gere o futebol nacional é um berço de corrupção”, disse Júlio de Oliveira

Segundo o comentarista, a medida de caução aplicada pelo Ministério Público (MP) ao atual Presidente da FFGB nunca tinha sido  aplicada à qualquer dos anteriores presidentes da FFGB.

“Sendo assim, cabe agora ao Presidente da FFGB decidir, unilateralmente, se vai ou não renunciar  das suas funções até que a sua ficha seja limpa na justiça”, sublinhou Júlio Lusa.

Caso Carlos Alberto Mendes Teixeira não optar pela renuncia caberá  aos membro da FFGB convocar um congresso extraordinário enquanto Órgão legislador da Instituição, para suspender, por enquanto, as competências do Presidente, até terminar o processo na justiça.

“Apesar de existir ainda as possibilidades de reabilitar a sua postura perante a justiça, a dignidade do Presidente da FFB está totalmente danificada, de momento, porque a ficha de um Presidente da Federação de Futebol deve manter sempre limpa. A única chance que garante a sua continuidade no cargo é provar a justiça a sua inocência sobre o alegado desvio de fundos disponibilizados à FFGB”, disse Júlio.  

Questionado sobre que reação a entidade que gere o futebol mundial FIFA pode ter perante  esta situação, enquanto parceiro e financiador da FFGB, em resposta, Júlio de Oliveira alertou que a FIFA é uma entidade muito rigorosa no que diz respeito a corrupção.

Acrescentou  que, por o caso ainda se encontrar  sob alçada da justiça guineense, acredita que a FIFA estará de longe a observar com muita atenção, o desenrolar do processo  antes de avançar com qualquer medida.

O Presidente da FFGB Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), foi interrogado segunda-feira dia 11 de corrente mês, pelo Ministério Público (MP), sobre um montante(mais de 100 milhões de francos cfa), disponibilizado pelo Governo para o transporte da seleção de futebol de São Tomé e Príncipe , para a realização de uma partida amistosa com os “Djurtus”, em Bissau.

Depois da audiência, o Ministério Público (MP), aplicou uma medida de caução ao atual dirigente desportivo guineense, nomeadamente a  proibição de viajar para o exterior  enquanto decorrem as investigações. ANG/LLA//SG    

 

Dia Internacional de Família / Nações Unidas celebra data sob lema: “Famílias, Desigualdades e Bem-Estar Infantil”

Por Queba Coma -  Correspondente  da ANG em Portugal”

Lisboa, 15 Mai 26 (ANG) – O mundo e as Nações Unidas assinalam esta sexta-feira(15) Dia Internacional sobre Família, sob o lema: “Famílias Desigualdades e Bem-Estar Infantil”.

De acordo com uma nota desta organização internacional, à  que a ANG teve acesso, os países devem investir em políticas integradas e voltadas para a família, com vista a reduzir disparidades e apoiar o desenvolvimento saudável de meninas e meninos em todo o mundo.

Apesar do documento considerar “famílias como fundamentais para o progresso social e económico”, refere que muitas enfrentam insegurança de rendimento e acesso desigual à benefícios básicos. 

 Acrescenta que sem apoios adequados, as famílias com crianças pequenas correm maior risco de cair na pobreza, facto que  “tem efeitos duradouros na saúde, educação e bem-estar geral das crianças”.

 Tudo isso, segundo a nota, pode dificultar o desenvolvimento dos menores, particularmente quando é “agravado por desigualdades de género, raça, status migratório ou deficiência”.

Na Guiné-Bissau, por exemplo, conforme o VI inquérito aos indicadores múltiplos(MICS) - 6, publicado em 2021, apesar de algumas melhorias, a situação das crianças revela desafios estruturais “profundos”, em que 28 por cento das mesmas com menos de 5 anos apresentam atraso no crescimento (desnutrição crónica) e, apenas, 13 por cento frequentam o pré-escolar.

A educação e saúde são precárias, com um terço das crianças fora da escola primária e altas taxas de mortalidade infantil”, indica esse documento.

Ao nível global, de acordo com os relatórios de 2025 das organizações como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional de Trabalho (OIT), “mais de 400 milhões de crianças, em todo o mundo, vivem em pobreza severa, enfrentando privações em pelo menos duas necessidades básicas: nutrição e saúde ou casa”.

O dia 15 de Maio foi proclamado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Setembro de 1993, para destacar, nomeadamente a importância da família como núcleo principal da sociedade, promover a reflexão sobre direitos e responsabilidades familiares e sensibilizar sobre questões sociais, económicas e demográficas que afetam os lares no mundo.

ANG/QC//SG

 

Etiópia/Agência africana de saúde declara epidemia de ébola no leste da República Democrática do Congo

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) - O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC) anunciou nesta sexta-feira (15) que uma nova epidemia de ébola está em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC), uma região devastada por conflitos armados.

Após exames em laboratório, 13 casos foram confirmados e quatro mortes foram atribuídas ao vírus. O país também registou outros 233 casos suspeitos, 65 deles fatais estão sendo investigados, segundo o África CDC.

"Confirmamos uma epidemia de doença pelo vírus ébola na província de Ituri (...) Quatro mortes foram registadas entre os casos confirmados em laboratório", escreveu na rede social X a agência com sede na Etiópia.

O órgão ainda não tem certeza com qual cepa da doença está lidando, porém, já se sabe que não é a cepa Zaire, que no ano passado provocou uma epidemia no Cassai, província que fica no sul da República Democrática do Congo.

O vírus ébola é mortal em muitos casos, apesar das vacinas e tratamentos recentes. A transmissão entre humanos ocorre por meio de fluidos corporais, tendo como principais sintomas febre, vómitos, sangramentos e diarreia

As pessoas infetads só se tornam contagiosas após o aparecimento dos sintomas, depois de um período de incubação que varia de dois a 21 dias.

Nos últimos 50 anos, a febre hemorrágica altamente contagiosa causou 15 mil mortes na África. O surto mais letal na RDC, registado entre 2018 e 2020, deixou 2.300 mortos de um total de 3.500 pessoas doentes.

O balanço inicial desta nova epidemia no leste da República Democrática do Congo parece bastante grave. A agência de saúde expressou sua "preocupação" com o "alto risco de maior propagação" devido ao contexto urbano da região e à insegurança na área.

Além da crise sanitária, a província de Ituri é afetada por diversos conflitos armados, entre comunidades no território de Djugu, e pela presença do grupo jihadista ADF no território de Irumu. Uma situação de insegurança que pode dificultar a mobilização da resposta médica.

A área afetada é uma região fronteiriça entre a RDC, o Sudão do Sul e Uganda, onde já ocorreram epidemias do vírus. O Sudão do Sul, inclusive, é uma das nações mais pobres do mundo, também devastada por conflitos e carecendo de infraestrutura.

Por enquanto, as autoridades congolesas ainda não se pronunciaram sobre a situação. O tradicional Conselho de Ministros deve ocorrer nesta tarde desta sexta-feira. Já o Africa CDC anuncia, por sua vez, a realização de uma reunião de emergência nacional com as autoridades do Sudão do Sul e de Uganda. Uma coletiva de imprensa está prevista para o final do dia em Adis Abeba, Etiópia. ANG/RFI/ AFP

 

Educação / Conferência Nacional sobre Educação recomenda reformas urgentes e mais investimento no setor educativo

Bissau, 15 mai 26 (ANG) - Os participantes da primeira Conferência Nacional sobre Educação recomendaram reformas profundas do sistema educativo guineense e  um compromisso do Estado para enfrentar os desafios estruturais que afetam o setor.

O encontro decorreu quinta-feira durante todo o dia  sob o lema: “Por uma Educação de Qualidade, Inclusiva e Participativa”, reunindo representantes da Plataforma das Associações Estudantis, diretores de escolas, inspetores e outros atores ligados ao ensino.

No final dos trabalhos, os participantes aprovaram a Declaração Final da Primeira Conferência sobre Educação, documento que apresenta um diagnóstico crítico sobre a situação atual do ensino na Guiné-Bissau e propõe um conjunto de medidas para a refundação do sistema educativo nacional.

Segundo a Declaração Final, o estado atual da educação reflete desafios históricos e estruturais que exigem uma ação urgente e coordenada.

 Os conferencistas identificaram graves desigualdades sociais, regionais e económicas no acesso ao ensino, afetando crianças, jovens, raparigas e estudantes das zonas rurais e de famílias em situação de vulnerabilidade.

Alertaram  para o comprometimento da qualidade do ensino e da aprendizagem, devido  a insuficiência de professores,  escassez de materiais pedagógicos,  instabilidade recorrente do calendário escolar,  fragilidade da fiscalização pedagógica e  limitada valorização social da carreira docente, fatores que, segundo afirmam, contribuem para a desmotivação dos profissionais do setor.

Outro ponto destacado foi a exclusão dos estudantes dos espaços de diálogo e de tomada de decisão sobre as políticas educativas.

Para os conferencistas, apesar de serem os principais beneficiários do sistema, os estudantes continuam sem participação ativa na definição do futuro da educação nacional.

A conferência também identificou  a desconexão entre o sistema educativo e as necessidades reais do mercado de trabalho e do desenvolvimento sustentável, e recomenda  maior aposta na formação técnica e profissional, bem como no empreendedorismo jovem, como forma de impulsionar a transformação económica do país.

Os participantes denunciaram  a corrupção endémica, a má gestão dos escassos recursos destinados ao setor e a persistente instabilidade política como fatores que comprometem qualquer avanço significativo na educação.

Os conferencistas reafirmaram que a educação deve ser encarada como um direito humano fundamental e não como privilégio de uma elite ou instrumento de manipulação política.

Defenderam uma educação inclusiva, assente na igualdade de oportunidades, na justiça social e na qualidade da aprendizagem, alinhada com os princípios e metas globais promovidos pela UNESCO e pelo UNICEF.

Entre as principais recomendações  apresentadas ao Estado guineense constam o aumento progressivo do orçamento destinado ao setor da educação, a implementação imediata de um plano nacional para construção e reabilitação de escolas, a valorização dos professores através de formação contínua e incentivos pedagógicos  e a adoção de mecanismos rigorosos para garantir transparência na gestão dos fundos públicos.

Os participantes pediram o reconhecimento formal das associações estudantis e a sua integração nos espaços de diálogo e de tomada de decisões sobre políticas educativas.

Ao presidir ao encerramento da conferência, o ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Mamadu Badji, prometeu trabalhar em parceria com a Plataforma das Associações Estudantis e com os parceiros técnicos e financeiros para responder, a curto, médio e longo prazo, às preocupações levantadas durante o encontro.

Mamadu Badji felicitou os organizadores pela visão estratégica e pelo compromisso cívico demonstrado, destacando que a juventude guineense continua a afirmar-se como uma força transformadora essencial para o desenvolvimento sustentável do país.

O governante sublinhou que a conferência demonstrou que a educação continua a ser uma das principais forças mobilizadoras para a transformação social, o reforço da estabilidade institucional, a promoção do desenvolvimento económico e a consolidação da paz na Guiné-Bissau.

 A abertura da conferencia foi presidida pelo Primeiro-ministro de transição, que na ocasião  prometeu dignificar os profissionais
dos sectores da educação e saúde.

‎‎‎Ilídio Vieira Té disse que o desenvolvimento de qualquer país depende da valorização dos setores sociais, nomeadamente o sector de  educação e da saúde.

‎O chefe do executivo apelara aos participantes da conferência para analisarem de forma séria, sem tabu,  a atual situação do ensino guineense, e declarou  que o Governo aguarda  as recomendações saídas do encontro para  sua  implementação, a medida do possível. ANG/LPG//SG

Festival de Pecixe/Organizadores preveem atrair mais investimento para a ilha   

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – Os Organizadores da 3ºEdição do Festival de Pecixe perspetivarm  atrair mais investimento para a criação de mais infraestruturas na ilha,  nos próximos tempos.

“Digo que perspetivamos atrair maior número de investidores porque a ilha de Pecixe é uma zona estratégica para o turismo. Com a realização de sucessivos festivais vai permitir a divulgação da sua imagem e mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau tem zonas agradáveis e que, apesar de tudo, as pessoas podem viver em segurança neste país”, disse Iovanis Augusto Mandami, coordenador do Festival , em entrevista, quinta-feira à ANG.

Iovanis Augusto Mandami considerou  de positivo o balanço da 3ª Edição do Festival de Pecixe encerrado recentemente.

Disse que se houver mais investimento em Pecixe  vai gerar emprego para  juvenis e promoção do progresso  local.

Sobre resultados concretos da iniciativa, destacou que ao  nível local conseguiram ter sucesso de certo modo, uma vez que  durante o festival as mulheres vendedeiras e pequenos comerciantes daquela localidade conseguiram recolher uma receita considerável.

 “O festival serve também para sensibilizar as pessoas no que tem a ver com as medidas preventivas sobre  alterações climáticas, uma vez que a Guiné-Bissau é um país de risco e,  por isso, é preciso se cuidar com a finalidade de evitar catástrofes naturais”, disse Mandami.

Iovanis  Mandami disse que, até ao último momento dos preparativos para realização da 3ª Edição de Festival estavam a e deparar com dificuldades financeiros para fazer certas actividades mas que  graças ao apoio financeiro do  Primeiro-ministro conseguiram ultrapassar essas dificuldades.

A 1ª Edição de Festival do Pecixe decorreu em 2017. Um grupo de jovens realizaram uma atividade, que depois acabou por ser    considerada  a primeira edição, como forma de valorizar os esforços desse grupo de jovens. O 2º em 2019 e a terceira este ano.

Iovanis disse  que, doravante a realização do Festival de Pecixe será anualmente, com a finalidade de atingir mais pessoas e de promover a imagem local para atrair vantagens que possam contribuir no desenvolvimento do país.

Explicou que a iniciativa de realização de festival em Pecixe surgiu em 2018  de um senhor chamado Agostinho.

Disse que  após manterem conversações , no dia seguinte Agostinho apresentou um projecto, que após receber a aprovação de todos os trabalhos para a concretização da iniciativa arrancaram.

Mandami  agradece à  todos que apoiaram para a concretização do Festival de Pecixe.  ANG/AALS//SG

Portugal/ Cooperação académica e científica África-Europa reforçada

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – A cooperação académica e científica entre África e Europa foi reforçada na quinta-feira em Lisboa com a assinatura de um acordo de parceria estratégica entre o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica (FAAIE), com sede em Dakhla, e a Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Este acordo, assinado pelo Presidente do Fórum, Driss Guerraoui, e pela Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, tem como objetivo estabelecer um quadro institucional de cooperação nas áreas de estudos, pesquisa e atividades científicas de interesse comum, bem como a organização de encontros académicos, conferências e treinamentos especializados, além da troca de publicações e documentos científicos.

Esta parceria representa uma importante oportunidade para especialistas, pesquisadores e atores institucionais que representam os 23 países africanos fundadores do Fórum, dadas as perspectivas promissoras que oferece para o fortalecimento da inteligência estratégica e da governança econômica entre os dois lados do Atlântico.

Tem como objetivo também fortalecer as capacidades dos atores académicos africanos e apoiar os esforços para construir ecossistemas continentais avançados nas áreas de previsão estratégica, inovação e competitividade.

Em declaração à MAP nesta ocasião, a Sra. Capeloa Gil indicou que esta cooperação representa um pilar essencial para aprofundar o entendimento mútuo e consolidar os laços históricos que unem Portugal, Marrocos e todo o continente africano.

A ambição comum é desenvolver estratégias que possam promover um salto qualitativo nos campos económico e científico, bem como estabelecer espaços de pesquisa sustentáveis ​​que liguem a África e a Europa, acrescentou ela.

Por sua vez, o Sr. Guerraoui afirmou que a assinatura deste acordo com a UCP faz parte de uma visão estratégica que visa construir pontes sólidas de conhecimento entre a África e a Europa.

Ele explicou que essa cooperação é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa científica e da inovação nas áreas de inteligência estratégica e governança económica, servindo aos interesses comuns do continente africano e de seus parceiros na costa norte do Mediterrâneo.

Criado em 2018 sob a égide da Universidade Aberta de Dakhla, o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica trabalha para promover as melhores práticas em inteligência económica na África. ANG/Faapa

   

China/ Xi Jinping alerta Trump para risco de ‘conflito’ sobre a questão de Taiwan

Bissau, 15 Mai 26(ANG) - Os presidentes da China e dos Estados Unidos encerraram, quinta-feira (14) ,as conversas da cúpula bilateral, durante a visita de três dias de Donald Trump a Pequim.

Segundo a televisão estatal chinesa, Xi Jinping advertiu que a China e os Estados Unidos poderiam entrar em “conflito” caso Washington conduzisse mal a questão de Taiwan.

O presidente americano foi recebido pelo líder chinês no Palácio do Povo, símbolo do poder em Pequim, ao lado da Praça Tiananmen, decorada com as cores das bandeiras chinesa e americana.

De acordo com jornalistas que acompanham a visita, os dois líderes conversaram por cerca de duas horas e 15 minutos, após uma recepção militar.

No início do encontro, Trump, que acredita fortemente no peso das relações pessoais entre líderes e afirma ter proximidade com Xi, declarou ser uma “honra estar ao (seu) lado” e “uma honra ser (seu) amigo”

Além de Taiwan e da economia, Xi Jining e Donald Trump  discutiram o conflito no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a situação na península coreana.

“As relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, chegou a afirmar Donald Trump.

Sobre Taiwan, o presidente chinês usou um termo em mandarim que não se refere necessariamente a um conflito militar, mas que também pode indicar oposição firme ou confronto diplomático e político.

“A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-americanas. Se for bem tratada, as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis. Se for mal conduzida, os dois países entrarão em choque, ou até mesmo em conflito”, declarou Xi Jinping.

Em reação, o governo de Taiwan afirmou que a China representa “o único risco”’para a paz regional. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores taiwanês citou como exemplos o “assédio militar” chinês ao redor da ilha e na região, além das chamadas táticas de zona cinzenta – manobras coercitivas que não configuram atos de guerra.

O governo taiwanês também declarou que os Estados Unidos reiteraram, durante o encontro, seu “apoio claro e firme” à ilha democrática.

A China considera Taiwan uma de suas províncias e afirma não ter conseguido “unificá‑la” ao restante do território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim defende uma retomada pacífica, mas não descarta o uso da força.

Washington não mantém relações diplomáticas oficiais com Taipé desde 1979, quando reconheceram a República Popular da China como o governo legítimo da China. Apesar disso, os dois lados mantêm uma relação estreita, porém não oficial, baseada em comércio, segurança e intercâmbios culturais.

Esses vínculos são estruturados pela lei americana chamada Taiwan Relations Act, que permite cooperação sem reconhecimento diplomático formal. Os Estados Unidos são os principais fornecedores de armas da ilha, o que desagrada as autoridades chinesas, que veem nessa política uma violação da soberania nacional.

 “O independentismo taiwanês é incompatível com a paz no Estreito de Taiwan”, afirmou Xi Jinping, em referência à faixa marítima que separa a ilha da China continental.

Desde 2016, com a ascensão ao governo de Tsai Ing‑wen em Taipé e, depois, de Lai Ching‑te, em 2024, Pequim intensificou as manobras militares ao redor de Taiwan.

Após as primeiras conversas, Donald Trump visitou o Templo do Céu, sítio histórico inscrito no património mundial da humanidade. Para analistas, a escolha do local teve forte simbolismo: sob as dinastias imperiais, os imperadores chineses iam até o templo para rezar por boas colheitas e reafirmar sua legitimidade.

Os dois líderes voltam a se reunir na sexta-feira (15), quando Xi Jinping tomará chá e almoçará com Donald Trump. ANG/RFI com agências