Confirmada
sexta vaga das paralisações na Função
Pública não obstante a decisão governamental de descontar nos vencimentos
Bissau 10 Jul 19 (ANG) – O Secretário-geral da União
Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG),disse hoje que a sexta ronda de greves,
vai mesmo ser uma realidade entre os dias 11,12 e 13 do mês em curso mesmo com a
advertência do Governo de que os grevistas vão ter os dias de paralisação
descontados no vencimento.
“Agora um Estado responsável que sabe que tem obrigações
para com os seus funcionários de pagar no final de cada mês e não o faz à tempo
e hora, frustrando as expectativas das pessoas.
Todos os funcionários já tinham a coragem de contrair empréstimos juntos aos comerciantes para depois pagar no final do mês, mas com este Governo hoje os funcionários não o podem fazer ou perderem crédito “,disse.
Todos os funcionários já tinham a coragem de contrair empréstimos juntos aos comerciantes para depois pagar no final do mês, mas com este Governo hoje os funcionários não o podem fazer ou perderem crédito “,disse.
Mendonça frisou que existem muitas dívidas com deferentes
instituições estatais que o Executivo não liquidou: casos dos jornalistas
contratados dos Órgãos Públicos de Informação que já não recebem há quase seis
meses.
Diz se mesmo assim este Chefe de Governo tem a moral de dizer que
vai descontar aos trabalhadores que aderirem a greve.
“Se querem fazer os descontos como manda a lei, primeiro
devem cumprir a mesma, ou seja, que paguem todas as dívidas e a partir dali
podem fazer os descontos. Estamos em greve porque o Governo não cumpre com o
seu dever”, disse salientando que
Aristides Gomes como Primeiro-ministro é uma decepção para o Estado guineense.
Mendonça afirmou que o país retrocedeu com o mandato deste Chefe de
Governo, e argumenta:”toda a crise que se
viveu na Guiné-Bissau, o aspecto salarial já tinha sido ultrapassado”.
Disse que Aristides
não tem nenhum moral nem legitimidade de descontar nenhum tostão de um
funcionário que aderiu a greve, porque estão a reivindicar porque não foram
pagos.
Júlio Mendonça apela aos trabalhadores a manterem serenos e
tranquilos e diz se este Governo de Aristides tem mesmo a coragem,
que avance com o desconto dos salários
como prometeu.
O Governo anunciou recentemente em comunicado que doravante,
as faltas cometidas devido a greve vão ser descontadas nos vencimentos.
As duas maiores centrais sindicais, a União Nacional dos
Trabalhadores da Guiné(UNTG) e a
Confederação Geral de Sindicatos Independentes(CGSI) promovem, há mais de um
mês, greves de três dias semanais na
Função Pública, afectando as escolas e o sector da saúde, entre outros serviços
estatais, sem o cumprimento da obrigação de serviço mínimo.
ANG/MSC//SG
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