Política/CNT exige provas que sustentam que a participação no Referendo ê inferior à cinco por cento
Bissau, 01 Set 26(ANG) - O Conselho Nacional de Transição (CNT) exige que todas as entidades que divulgaram números sobre a participação no Referendo Constitucional, realizado a 30 de Agosto, apresentem provas, dados e metodologias capazes de sustentar as suas estimativas.
Numa
segunda conferência de imprensa realizada hoje sobre o processo, o vice-
presidente da Comissão Técnica do Referendo do CNT, Rui Alberto Pinto Pereira, alertou para a necessidade de distinguir
factos comprovados, estimativas, declarações políticas e propaganda.
Aquele
responsável considera contraditórios os números divulgados após a votação.
“Enquanto
responsáveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE) apontam para uma
participação superior a 50 por cento, dirigentes e estruturas da oposição
defenderam uma participação inferior a 5 por cento ou um boicote superior a 90
por cento”, referiu.
Perante
a diferença entre as estimativas, o CNT questiona a metodologia utilizada para
chegar à essas percentagens e exige que sejam tornados públicos os elementos
que sustentam os números apresentados.
Entre
os dados que, segundo Alberto Pinto Pereira, devem ser esclarecidos, estão o
número de mesas de voto observadas, a cobertura territorial, a identificação
dos observadores envolvidos, os dados recolhidos e o método utilizado para
produzir uma estimativa a nível nacional.
O
Conselho Nacional de Transição chama ainda a atenção para a diferença entre
abstenção e boicote, considerando incorreto atribuir automaticamente uma
motivação política à todos os cidadãos que não participaram na votação.
Aquele
responsável disse que, mesmo depois da divulgação da taxa oficial de abstenção,
não será metodologicamente correto concluir que todos os eleitores ausentes das
urnas aderiram ao boicote.
Rui
Pinto Pereira disse que, o CNT defende, por isso, que a avaliação definitiva da
participação no referendo seja feita com base em dados oficiais, verificáveis e devidamente
documentados.
Afirmou
que, a verdade sobre a participação e os
resultados do Referendo deve resultar do apuramento oficial, e não de
estimativas ou declarações influenciadas por interesses políticos. ANG/AC//SG

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