quarta-feira, 13 de julho de 2016

Religião



Cerca de 30 católicos guineenses participam na Jornada Mundial da Juventude em Polónia

Bissau, 13 Jul 16 (ANG)- Vinte e oito féis católicos da Guiné-Bissau vão estar  presentes na jornada mundial da juventude, a decorrer de 26 à 31 de Julho, em Cracóvia, Polónia.

A informação foi avançada pelo Padre Dingana Sigá, citado pela Rádio Sol Mansi. Segundo Sigá , o primeiro grupo  parte amanhã para à Polónia e o segundo deixará Bissau no próximo sábado.

Aquele sacerdote disse que as dioceses de Bissau e Bafatá fizeram de tudo para que esta deslocação seja uma realidade, apesar das dificuldades enfrentadas, nomeadamente na área da logística.

A Jornada Mundial vai decorrer este ano na terra natal do Papa João Paulo II.  ANG/JD/JAM/SG



terça-feira, 12 de julho de 2016

Ciência

Café mais caro do mundo é feito de fezes e está a causar estragos
 
Bissau, 12 Jul 16 (ANG) - Uma das variedades mais exóticas – e mais caras – de café é o Kopi Luwak (ou café civeta), nome dado ao café produzido a partir de grãos defecados pelas civetas, um mamífero noturno, parente da raposa, que habita as florestas tropicais africanas e asiáticas.

Um quilo de Kopi Luwak pode custar pelo menos 400 dólares (mais de 350 euros) no mercado norte-americano. Em confeitarias mais requintadas, uma simples chávena pode sair por 30 dólares.

Não por acaso, o produto é habitualmente descrito como um dos cafés mais caros do mundo – a par de variedades como o Black Ivory Coffee, que é recolhido das fezes de elefantes.

“As proteínas são um dos principais fatores da amargura dos cafés. Menos proteínas resultam num sabor menos amargo”, explicam os especialistas.

Mas o que faz deste café tão caro? Trata-se de uma combinação entre exotismo e forças de mercado. Para produzir o café é preciso encontrar as sementes “descartadas” pelas civetas, que se alimentam do fruto, mas digerem apenas a polpa – a semente passa intacta pelo sistema digestivo do animal.

Especialistas afirmam que a ação de enzimas e bactérias no organismo dos mamíferos torna o sabor do café diferenciado – seria uma mistura de “chocolate e sumo de uva”, descrita como menos ácida e amarga que os café comuns.

O que mais impressiona é que as civetas escolhem os grãos de melhor qualidade para comer.

No entanto, o fator principal para o preço alto é que, ao contrário de variações mais comuns, o Kopi Luwak tem uma produção muito limitada de grãos – menos de 230 kg por ano.

Além disso, o crescimento urbano desordenado no Vietname tem levado a uma crescente desflorestação, levando à destruição do habitat das civetas.

A procura de paladares mais delicados e voluntariosos, no entanto, provocou transformações na produção do Kopi Luwak.

O método tradicional de recolha dos grãos deu lugar a um sistema de produção intensiva, com animais trancados em jaulas – algo semelhante ao que se passa com as galinhas criadas para pôr ovos.

Em 2013, uma investigação da BBC na ilha de Sumatra, outro centro produtor do Kopi Luwak, encontrou evidências de crueldade animal em quintas da região.

Diversos hotéis de luxo da Ásia tiraram o produto dos seus cardápios por causa de pressão de ONGs de defesa dos direitos animais.

Isso, porém, não impediu que o café conquistasse o imaginário popular. O Kopi Luwak aparece até mesmo em filmes de Hollywood e séries norte-americanas, ainda que invariavelmente a brincar com o método pouco ortodoxo de extração. ANG/ZAP / BBC



Imprensa


Movimento Nacional da Sociedade Civil promete mediar o litígio entre a Direção e dois técnicos da RDN

Bissau, 12 Jul 16 (ANG) – O Movimento Nacional da Sociedade Civil (MNSC) prometeu mediar a situação de expulsão de dois técnicos da Rádio Difusão Nacional (RDN) pela sua direcção,

 nomeadamente o diretor de antena, Aliu Candé e o chefe de redação, Bacar Camará, exonerados na passada quinta-feira das suas funções por alegado desacato à ordem do Director-geral da emissora.

Em conferência de imprensa, o porta-voz da organização, Fodé Carambá Sanhá disse hoje que irão inteirar-se do que tara acontecido de facto junto das partes desavindas

“Reconhecemos o papel da comunicação social na nossa sociedade, por isso não estamos indiferente a situação na RDN. Iremos nos reunir em breve com os dois técnicos e a direção de forma separada, para  só depois pronunciar”, referiu.

Este responsável exortou aos técnicos nacionais da comunicação social a cumprirem o seu papel, usando meios legais para resolveram os seus problemas, e sem sensacionalismo e muito menos a censura de notícias. 

ANG/FGS/JAM/SG
Sinistralidade

Serviço Nacional de proteção Civil assistiu a mais de  200 casos no  primeiro semestre 

Bissau, 12 Jul 16 (ANG) - O Serviço Nacional de Proteção Civil interveio em   212 casos de sinistros ocorridos no primeiro semestre do ano em curso, revelou hoje o chefe de departamento deste serviço .

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Luís Quessondé explicou que foram  registados 48 combates de focos de  incêndio, quatro casos de queda no poço, 15 acidentes de viação, 13 evacuação de  doentes, 53 assistência funerária, oito evacuação de  cadáveres e 66 fornecimentos de água entre outras assistências prestadas.

.“Trabalhamos com muitas dificuldades, funcionamos apenas com duais viaturas e todas elas estão em péssimas condições", lamentou Luis Quessondé. 

Acrescentou que os equipamentos e materiais afectados àquela corporação humanitária se encontram obsoletas.

 Quessondé alega que essa situação, aliada a falta de combustíveis, por vezes, têm limitado, muitas vezes,as suas intervenções em caso de sinistros. 

Considera que o governo "praticamente” esqueceu-se dos serviços de proteção civil, “porque não os apoia em nada, para que façam os seus trabalhos”. 

“Frequentemente somos acusados de atrasar na assistência a casos de sinistro, fazemos tudo que esteja ao nosso  alcance mas  as dificuldades ultrapassem a nossa força de vontade”, explicou aquele responsável.

O chefe do departamento do Serviço de Proteção Civil disse estar esperançado de que com o novo ministro da Administração Interna, Botche Cande as coisas poderão mudar para o melhor. 

ANG/AALS/JAM/SG

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sociedade Civil


Nô Bambu Guiné exige paz aos titulares dos órgãos de soberania

Bissau, 11 Jul 16 (ANG) - O Movimento das Mulheres para Paz e Estabilidade denominado "Nô Bambu Guiné” entregou hoje cartas aos titulares dos órgãos da soberania, em que pede o fim do ciclo de instabilidade que o país vive.

O acto decorreu na sede da Assembleia Nacional Popular e nele o governo, a Presidência da República e a justiça fizeram-se representar.

Na ocasião, o porta-voz do grupo, Celeste Mendes disse que foram manifestar as suas indignações face a situação da crise que o país vive nos últimos tempos.

“O mais preocupante para nós é a ausência de visão para a saída da crise", lamentou indicando que as instituições públicas ficaram quase paralisadas devido à situação política vigente.

Por isso, prosseguiu, a organização tomou a iniciativa de exprimir o seu desagrado, através da entrega de missivas aos responsáveis máximos do país.

Aquela responsável considerou de vergonhosa a situação do povo guineense, uma vez que os governantes nunca colocaram a Guiné-Bissau no primeiro plano.

Para ilustrar a situação, sublinhou que 60 por cento de guineenses vivem na pobreza extrema e a esperança média de vida é apenas de 54 anos.

A porta-voz do grupo disse que a Guiné-Bissau é um dos países da sub-região em que se registam as mais elevadas taxas de mortalidade materno/infantil.

Celeste Mendes apelou aos titulares dos órgãos de soberania para analisarem bem a situação do país e fazerem de tudo para encontrar uma solução que traga a paz e estabilidade ao povo da Guiné-Bissau.

Também presente no evento esteve a porta-voz do Parlamento Infantil guineense.
Dalentche Gomes disse ser um orgulho estar com as suas "mães” nesta "luta pelo bem do povo guineense e das mulheres, em particular".

“Aprendemos que o preço alto foi pago para a conquistar da independência da Guiné-Bissau, mas hoje a luta pelo bem-estar, pela emancipação da nossa classe política será uma tarefa sem tréguas ”, referiu Dalentche Gomes.

Apela aos guineenses a não desistirem de lutar para conquistar os seus direitos como povo, acrescentando que só com sacrifício e dedicação é que se pode conseguir algo de bom e de melhor. ANG/AALS/JAM/SG