Sociedade/Guiné-Bissau precisa mobilizar mais de sete milhões de dólares para
desminagem até 2032
Bissau,
06 Abr 26 (ANG) – A Guiné-Bissau deverá
mobilizar mais de sete milhões de dólares para implementar o Programa Nacional
de Desminagem Humanitária e Ação Anti-Minas entre 2026 e 2032.
A
declaração foi feita pelo diretor do programa, Nautam Mancabu.no âmbito das
celebrações do Dia Internacional de Sensibilização sobre as Minas Antipessoal,
assinalado a 4 de Abril.
Segundo
o responsável, o financiamento será aplicado ao longo de sete anos, com o
objetivo de reforçar as operações de desminagem e reduzir os riscos para as
populações residentes em zonas afetadas.
Apesar
da relevância do programa, Mancabu apontou a inexistência de um plano
estratégico nacional claro como um dos principais entraves, destacando ainda a
falta de uma estratégia eficaz de mobilização de recursos e de coordenação com
parceiros internacionais, fatores que diz comprometem o cumprimento das metas
estabelecidas até 2032.
Para
garantir a execução das atividades previstas, diz Mancabu, são necessárias cerca
de 7,6 milhões de dólares adicionais.
Atualmente,
o país contabiliza nove zonas identificadas como contaminadas, além de 43
tabancas ainda por avaliar, onde existem fortes suspeitas da presença de minas
e outros engenhos explosivos.
Entre
os principais desafios, o diretor destacou a escassez de meios técnicos,
financeiros e de recursos humanos qualificados.
Referiu-se
a . um incidente ocorrido em 2021, na zona de Toma, em que oito crianças foram vítimas de explosivos,
sublinhando que a área permanece por desminar devido à falta de recursos.
Nautam
Mancabu apelou mais envolvimento do
Governo e dos parceiros internacionais para o reforço dos meios disponíveis para enfrentar a
dimensão do problema.
A
Guiné-Bissau assumiu em, 2012, o compromisso de eliminar minas e engenhos
explosivos no âmbito do seu programa nacional. No entanto, novos incidentes
registados nos últimos anos obrigaram à revisão das estratégias e à adoção de
um novo plano de ação.
O
país continua a enfrentar os efeitos de minas remanescentes de conflitos
passados, nomeadamente da luta de libertação nacional(1963-1973) do conflito de
7 de Junho de 1998, que durou 11 meses e de episódios mais recentes, como o
ocorrido na Casamansa, em 2016.
Para
as autoridades guineenses, a persistência deste problema representa um
desafio significativo para a segurança das populações e para o desenvolvimento
de várias regiões. ANG/RDN

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