China/ “China e Moçambique são dois países irmãos”, diz Presidente Moçambicano
Bissau, 21 Abr 26(ANG) - "A
China e Moçambique são dois países irmãos", e Moçambique está disposto a
reforçar ainda mais os laços com a China por meio da promoção de intercâmbios
políticos, económicos, sociais e culturais, declarou o presidente moçambicano, Daniel Chapo.
Em uma entrevista exclusiva
recente concedida à Agência de Notícias da República Popular da China(Xinhua),
antes de sua visita de Estado à China, de 16 a 22 de Abril, Chapo destacou que o ano passado
marcou o 50º aniversário da independência de Moçambique e o 50º aniversário do
estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
Os dois países mantêm uma
profunda relação política e diplomática, com uma amizade tradicional que
remonta ao período em que a China apoiou a luta de Moçambique por sua
independência nacional, disse ele.
O chefe de Estado de Moçambique
referiu que e
m 25 de Junho de 1975, data em que Moçambique declarou a sua independência
nacional, o país estabeleceu relações diplomáticas com a China, e que nos
últimos anos, as relações políticas e diplomáticas bilaterais tornaram-se cada
vez mais estreitas e consolidadas.
Ao observar que este ano
marca o início do 15º Plano Quinquenal da China, Chapo disse que o plano é
importante para Moçambique, pois está alinhado com os planos quinquenais e as
estratégias de longo prazo do país.
Disse que a economia de Moçambique depende fortemente das
indústrias extrativas e de gás natural, e que prevê o reforço da cooperação estratégica com a China em áreas
como agricultura, turismo, infraestrutura, industrialização e digitalização, no
âmbito da cooperação Sul-Sul e da Iniciativa Cinturão e Rota.
"Eu gosto muito de uma
expressão chinesa que diz que se quer desenvolver algum sítio, faz a
estrada", disse Chapo, observando que, desde o estabelecimento das
relações diplomáticas, vários projetos emblemáticos de infraestrutura
realizados pela China foram implementados em Moçambique.
A Ponte Maputo-Katembe,
construída por uma empresa chinesa, é a ponte suspensa mais longa da África.
Antes de sua construção, levava-se, pelo menos, quatro a cinco horas para atravessar o mar por
balsa. Atualmente, o trajeto entre Maputo e Katembe leva apenas cinco a dez
minutos de carro.
Projetos de infraestrutura
realizados em cooperação com a China, como a própria Ponte Maputo-Katembe, a
Estrada Circular de Maputo, o Aeroporto Internacional de Maputo e a Ponte-Cais
da Ilha de Inhaca, foram apontados por Chapo como estando a gerar resultados
notáveis no desenvolvimento socioeconómico deste país lusófono.
No que diz respeito à
agricultura, Chapo destacou que Moçambique possui vastas áreas de terra,
oferecendo grande potencial para a cooperação com a China.
Declarou que Moçambique está disposto a explorar oportunidades de
cooperação em diversos produtos agrícolas, incluindo o arroz, e a criar mais
projetos bem-sucedidos como a fazenda de arroz Wanbao.
Disse que Moçambique também
aproveitará a política de tarifa zero da China para aumentar as exportações de
bens e serviços, especialmente produtos agrícolas.
Chapo defendeu que a visão
da China da cooperação Sul-Sul enfatiza a necessidade de os países cooperarem
em pé de igualdade e com ajuda mútua, para alcançar benefícios mútuos e
resultados ganha-ganha, destacando a importância estratégica da cooperação
Sul-Sul.
Sustenta que os intercâmbios
culturais entre Moçambique e China têm uma longa história e refletem a amizade
fraterna entre os dois países,
acrescentando que o Centro Cultural Moçambique-China, construído
conjuntamente, não é apenas o maior centro cultural do país, mas também um
importante símbolo das relações culturais bilaterais.
O 2026 marca o Ano de Intercâmbios
Interpessoais China-África. Chapo afirmou que Moçambique aproveitará essa
oportunidade para reforçar ainda mais os intercâmbios culturais, aprofundar a
amizade entre os dois povos e promover o desenvolvimento estável das relações
bilaterais.ANG/ Xinhua

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