terça-feira, 2 de agosto de 2016

Escola militar de Línguas


PM pede comunidade internacional para não se ingerir nos assuntos internos do país

Bissau, 02 Ago 16 (ANG) – O Primeiro-ministro (PM) pediu hoje a comunidade internacional para não imiscuir-se nos assuntos internos da Guiné-Bissau, pois, segundo ele, compete aos guineenses resolverem os seus diferendos.

Baciro Djá que falava na cerimónia de inauguração da Escola de Línguas para as Forcas Armadas criticou a comunidade internacional por esta ter aconselhado as autoridades do país a formar um governo de unidade nacional, tendo inclusive adiantado o nome da pessoa que deve ocupar o cargo de Primeiro-ministro.

Reafirmou que a crise política que assola o país é normal num Estado de Direito Democrático e acrescentou que ao longo deste período ninguém foi assassinado, intimidado e, muito menos, torturado.

O Primeiro-ministro reconheceu e elogiou a postura dos militares que se afastaram dos assuntos políticos e lamentou o facto de não ter havido oportunidade para a Assembleia Nacional Popular debater o programa do seu executivo, que, justamente hoje, completa dois meses de vigência.

O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas disse que a abertura da escola hoje inaugurada traduz o cumprimento de uma promessa que fez aquando da sua investidura nas funções.

Biaguê Na Ntan salientou que havia igualmente prometido respeitar a Constituição da República, organizar e modernizar as Forças Armadas guineense.

"Felizmente estamos a cumprir isso", salientou tendo destacado que os militares não podem desenvolver se não possuírem formação.

Na Ntan disse que a escola foi construída graças aos serviços de engenharia militar, que executou as obras da escola de língua, situa nas instalações do aquartelamento d' Amura.

A escola conta com quatro salas de aulas, uma da língua portuguesa, outra francesa, e ainda uma terceira para a aprendizagem do inglês, além duma sala de informática e uma para laboratório de línguas.

 ANG/JD/JAM/SG

Cooperação


¨Guiné-Bissau e Guiné-Equatorial ractificam acordos de cooperação¨, diz Primeiro-ministro
 
Bissau,01 Ago 16(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Baciro Djá, anunciou hoje ter ratificado “vários acordos de cooperação” com a Guiné Equatorial, país onde efetuou uma visita de trabalho de uma semana.

À sua chegada  ao aeroporto de Bissau, Baciro Djá afirmou ter criado a possibilidade de os acordos rubricados no passado com a Guiné Equatorial sejam postos em prática daqui para a frente.

Os acordos ratificados vão permitir a cooperação entre Bissau e Malabo nos domínios económico, científico, cultural, desportivo e técnico, enfatizou o dirigente guineense.

Em termos concretos, a Guiné-Bissau terá apoios da Guiné Equatorial para a formação, de imediato, de 50 agentes de segurança e proteção das autoridades, bem como nos domínios dos hidrocarbonetos, nomeadamente petróleo e gás.

Bissau pretende “beber da experiência” da Guiné Equatorial nomeadamente na área de elaboração de contratos, formação e de conhecimento técnico dos setores do petróleo e do gás, notou Baciro Djá, que diz ser “expectável que a Guiné-Bissau tenha os dois recursos”.

Já no mês de agosto, o ministro do Petróleo e das Minas da Guiné Equatorial visita Bissau e, em setembro, por ocasião das festas da independência da Guiné-Bissau, o Presidente Teodoro Obiang Nguema também estará na capital guineense, indicou o primeiro-ministro.

O Governo de Malabo também se disponibilizou em apoiar a seleção de futebol da Guiné-Bissau para o estágio que irá anteceder o campeonato africano da modalidade que terá lugar, no vizinho Gabão, em janeiro de 2017, indicou o primeiro-ministro guineense.

Da Guiné Equatorial, Baciro Djá viajou para a Nigéria, onde também assinou acordos de cooperação e disse ter obtido promessas de apoio para o Orçamento Geral do Estado.

ANG-Lusa

Imprensa


Sindicato de Base da RDN ameaça observar greve de 10 dias uteis

Bissau, 01 Ago 16 (ANG) – O Sindicato de Base da Rádio Difusão Nacional (RDN) prevê levar a cabo uma paralisação de 10 dias úteis da estação com início previsto para o dia 04 do corrente.

A informação consta numa nota de imprensa enviada hoje à ANG, onde o sindicato explica que os funcionários da RDN estão com dificuldades de vária ordem, nomeadamente a falta de equipamentos para o cumprimento da sua missão, enquanto órgão de comunicação estatal.

O sindicato exige o equipamento da RDN com materiais modernos, pagamento da dívida para com os funcionários no valor de 97 milhões de francos, que foi acordado em março de 2013, entre o sindicato e a Secretaria de Estado da Comunicação social.

Exige igualmente a atribuição de subsídios aos recém efetivados, mudança de letra de vencimento aos trabalhadores, congelada desde 1995, e o início de pagamento de diuturnidade, conforme o decreto.

O sindicato pede ainda o reatamento dos estágios de formação e atualização de conhecimentos de que os profissionais daquela intuição sempre beneficiaram através dos seus parceiros, designadamente a RDP, RFI, CENJOR, CESTI, Voz de Alemanha, Egito e outros.
ANG/JD/SG