sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Política


                            Sissoco negoceia a formação do Governo

Bissau, 01 Dez 16 (ANG) - O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse que vai fazer  de tudo para convencer os partidos a participarem no seu Governo, mas caso não seja possível vai avançar com a nova equipa governamental nos próximos dias.

Três das cinco formações políticas que compõem o Parlamento da Guiné-Bissau, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD) e União para Mudança (UM), recusam-se a fazer parte do Governo, que pretende ser de inclusão para tirar o país da crise política em que se encontra há 15 meses.

 Os três partidos não concordaram com o nome de Sissoco Embaló, um general na reserva de 44 anos, proposto pelo Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, como primeiro-ministro.

De regresso de uma viagem de trabalho de algumas horas à Libéria na terça-feira, o primeiro-ministro guineense disse ter sido aconselhado pela líder liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, a convencer os demais partidos a integrarem o seu Governo. 
 
Johnson é a actual presidente em exercício da Conferência de Chefes de Estado da Comunidade de Estados da África Ocidental (Cedeao), que tem tentado levar os líderes políticos guineenses a um entendimento para acabar com a crise no país.

O novo primeiro-ministro guineense afirmou ter tido uma conversa de mais de duas horas com a Presidente da Libéria e, a partir de agora, vai pôr em prática os conselhos que recebeu no sentido de tentar convencer sobretudo o PAIGC a integrar o Governo.

O PAIGC é o vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, mas tem estado arredado do poder devido a uma crise interna e de desentendimento com o Chefe de Estado. 

Em declarações aos jornalistas que acompanharam o primeiro-ministro guineense, Ellen Johnson, exortou Umaro Sissoco Embaló no sentido de envolver o chamado P5, espaço de concertação entre os representantes da ONU, União Europeia, União Africana, Comunidade de Países de Língua Portuguesa e Cedeao, em Bissau, na busca de diálogo com o PAIGC.

Sissoco Embaló prometeu acatar o conselho, mas avisou que vai avançar com a sua equipa governamental caso persista a recusa do PAIGC em integrar o novo Executivo.
ANG/Inforpress

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Óbito


Restos mortais da deputada Buscardini foram hoje a enterrar no cemitério municipal de Bissau

 Bissau, 01 Dez 16 (ANG) – Os restos mortais da deputada do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Isabel Buscardini foram hoje a enterrar no cemitério municipal de Bissau.
 
As exéquias fúnebres da malograda decorreu no salão nobre do Ministério da Justiça, com honras do Estado e foram presidida pelo Presidente da República, José Mário Vaz, na presença de familiares, amigos, colegas e conhecidos.

A mensagem fúnebre foi lida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suares Sambo, tendo lamentado o desaparecimento físico da Isabel Buscardini, combatente da liberdade da Pátria.

A malograda desempenhou vários cargos em órgãos da soberania nomeadamente no governo e na Assembleia Nacional Popular.
ANG/LPG/SG

Saúde Pública

                ONG IPHD lança novos programas de apoio ao sector

Bissau,01 Dez 16(ANG) – A Ong americana Parceria Internacional para o Desenvolvimento Humano(IPHD) vai lançar, a partir de Janeiro  próximo,  novos projectos de apoio ao sector de saúde na Guiné-Bissau.
Augusto Braima de Sá

Em entrevista exclusiva à ANG, o representante desta ONG na Guiné-Bissau, Augusto Braima de Sá afirmou que os referidos programas consistem em apoiar ao sector de saúde, no domínio de capacitação e especialização dos técnicos, fornecimentos de materiais hospitalares, continuidade de estudos de larga dimensão na área nutricional nas regiões de Cacheu e Oio, entre outros.

Abordado sobre que apoios tem prestado ao Ministério de Saúde para colmatar a elevada taxa de mortalidade materna infantil, o representante da ONG IPHD respondeu que ela tem a ver com vários factores, dentre eles, a falta de boa qualidade de alimentação das mães durante a gravidez, o que não ajuda na formação da criança, e nos seus primeiros tempos de vida.

“Se não for o caso e se as crianças continuarem a não ter boa alimentação e não beneficiar de cuidados básicos de saúde acabam por falecer ou deparar-se com uma vida muito mais difícil” explicou.

O representante da IPHD anunciou a vinda de  mais tecnicos americanos no proximo ano para reforcar as execuçao das accoes da ONG levadas a cabo em parceria com o Ministerio da Saúde.

Instado a fazer o balanco  das actividades levadas a cabo pela Ong IPHD durante o ano em curso, Augusto Braima de Sá disse que não tem sido bom em comparação com os tempos anteriores devido aos diversos obstáculos deparados no processo das suas execuções.

“As referidas dificuldades têm a ver com a instabilidade política do país, incumprimento dos acordos assinados com o governo, o que tera desmotivado  os parceiros, que se vêem sem interlocutor seguro”, vincou.

Aquele responsável frisou que a Ong IPHD tinha diversos programas para implementar nomeadamente, a reparação e acabamento de algumas escolas nas regiões do sul do país, inicio de estudos sobre nutrição de maês e crianças   na região de Oio e Cacheu o que será alargado e concluído no próximo ano.

Augusto  Sá sublinhou que a IPHD está vocacionada para a luta de erradicação da pobreza junto das comunidades e que abranje as mães, crianças principlamente.

“Penso que as políticas existentes no domínio da protecção da maês e crianças devem ser postas na prática tendo em conta que são as camadas mais vulneráveis da sociedade”, afirmou.   
ANG/ÂC/SG



Política







               MDG considera grave nomeação de Umaru Sissoko ao cargo
               de Primeiro-ministro

Bissau,01 Dez 16 (ANG) - O líder do Movimento Democrático Guineense (MDG) considerou de grave a decisão do Presidente da República, José Mário Vaz de nomear Umaru Sissoko Embalo como novo Primeiro-ministro do governo inclusivo.
 
Citado pela Rádio Jovem, Silvestre Alves considera que a escolha feita pelo Presidente da República demonstra uma total banalização do Estado, por ter sido seleccionado alguém com pouca credibilidade para assumir as redes da governação do país.

Segundo Alves, a nomeação de Umaru Sissoko é altamente questionável, tendo perguntado sobre qual é a confiança que se pode ter no atributo do seu curriculum vitae.

“Por mais fundos que este homem pode mobilizar para a Guiné-Bissau, mas amanhã quem sabe os problemas que esses fundos poderão trazer para o país”, questionou lembrando que nada se dá de graça.  

O dirigente de MDG revelou que o Presidente da República continua a cometer erros graves e que resultam na banalização das instituições do Estado. 

Adiantou que, a atitude de José Mário Vaz é intolerável, porque colocou o seu cargo em causa, tendo questionado sobre que credibilidade detém hoje o chefe de Estado junto da população.

Por outro lado, lamentou que os signatários do acordo alcançado em Conacri, andam a fazer interpretações diferentes. “Para mim, assiste-se a uma inobservância do Acordo de Conacri, por isso o mesmo deve ser submetido ao Tribunal para maior esclarecimento. 

Silvestre Alves disse que, se juridicamente o problema não for resolvido então os jovens devem sair na rua para dizer basta, porque não “vamos” aceitar que “pessoas aventureiros” estejam a brincar como o “nosso” futuro.

Concluiu que o único culpado de tudo é o Presidente República, José Mário Vaz. ANG/PFC/JAM /SG   

HIV/SIDA


UNICEF receia que haja até 60 por cento de novas infeções  até 2030

Bissau, 01 Dez 16 (ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infancia (UNICEF) afirma que projeções apontam para um aumento de 60 por cento de novas infecções por VIH entre adolescentes até 2030, caso os progressos se estagnarem.

Em comunicado enviado a ANG, o UNICEF alerta que são necessárias medidas urgentes para melhorar a prevenção e o tratamento para os jovens.

“As projecções apontam para que as novas infecções por HIV entre adolescentes aumentem de 250 mil em 2015 para quase 400 mil anualmente atee 2030, se os progressos para chegar aos adolescentes estagnarem”, refere a nota citando um relatório divulgado pelo UNICEF.

O relatório propõe  como estratégias para acelerar os progressos na prevenção do VIH entre os adolescentes: o tratamento dos que estão infectados, investimento em inovação, reforço da recolha dos dados, pôr fim a violência do género e dar prioridade as medidas de prevenção.

De acordo com o director executivo do UNICEF Anthony Lake, o mundo fez progressos enormes para pôr fim ao Sida, mas a luta está longe de terminar, especialmente nas crianças e adolescentes.

Este responsável sublinhou que em cada dois minutos mais um adolescente, muito provável uma rapariga, é infectada pelo VIH e que para diminuir o referido fenómeno é necessário redobrar os esforços.

Anthony Lake disse que a Sida continua a ser uma das principais causas da morte entre os adolescentes, crianças e jovens entre os 10 á 19 anos.

A nota de imprensa confirma que em 2015 ao nível global, perto de 2 milhões de adolescentes entre 10 e 19 anos viviam com VIH e que na África Subsariana as regiões mais afectadas pelo vírus três em cada quatro novas infecções em adolescentes dos 15 aos 19 anos eram raparigas.

O documento confirma que foram feitos progressos na prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho e que as crianças entre 0 à 4 anos que vivem com VIH correm maior risco de morte relacionado com a Sida.

ANG/AALS/JAM/SG





Saúde pública


OMS incentiva reforço de difusão dos auto-testes de HIV

Bissau, 01 Dez 16 (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou terça-feira novas directrizes sobre o auto-teste de HIV para melhorar o acesso e a aceitação do diagnóstico da doença.

A falta do diagnóstico, segundo um documento publicado no site da organização, no âmbito da comemoração do Dia Mundial de Luta Contra Sida, que se assinala hoje, é um dos principais obstáculos para implementar a recomendação da OMS segundo as quais a terapia anti-retroviral deve ser oferecida para todas as pessoas que vivem com HIV.

O documento indica que mais de 18 milhões de pessoas com HIV estão recebendo terapia anti-retroviral actualmente e que um número semelhante está impossibilitado de ter acesso ao tratamento e a maioria sem conhecimento de seu estado seropositivo.

Actualmente, revela a OMS, 40 por cento de todas as pessoas vivendo com HIV (cerca de 14 milhões) permanecem sem saber que estão infectadas e muitas têm um maior risco de infecção e dificuldade no acesso aos serviços de teste existentes.

“Milhões de pessoas com HIV perdem o tratamento que pode salvar vidas e prevenir a transmissão a outros indivíduos”, disse a directora-geral da OMS, Margaret Chan, para quem “o auto-teste para HIV deve abrir a porta para que mais pessoas saibam de seu estado seropositivo e descubram como obter tratamento e acesso aos serviços de prevenção”.

Com o auto-teste para HIV, pode-se usar fluidos orais ou gotas de sangue para detectar o vírus num ambiente privado e conveniente, e os resultados estarão prontos em 20 minutos.

Segundo a agência da ONU, esse tipo de teste visa alcançar pessoas não diagnosticadas, sendo particularmente importante para aquelas que enfrentam barreiras de acesso aos serviços existentes.

Entre 2005 e 2015, a proporção de pessoas que vivem com HIV e que tomaram conhecimento através do diagnóstico cresceu de 12 por cento para 60 por cento globalmente. Esse aumento resultou em mais de 80 por cento de pessoas diagnosticadas recebendo a terapia anti-retroviral.

No entanto, a cobertura de teste para o HIV permanece baixa entre diversos grupos populacionais, sendo que a cobertura global, prevenção e tratamento são menores entre os homens do que entre as mulheres.

Entretanto, meninas adolescentes e mulheres jovens na África Oriental e Austral têm índices de infecção até oito vezes maiores que os homens.

Apenas uma em cada cinco mulheres (15 a 19 anos de idade) está ciente do seu estado seropositivo.

O sistema de teste permanece, ainda, baixa entre populações-chave e seus parceiros, particularmente homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas transgénicos, usuários de drogas injectáveis e pessoas privadas de liberdade.

Cerca de 70 por cento dos parceiros de pessoas com HIV são seropositivos, e muitos não fazem teste. As novas directrizes da OMS recomendam formas de ajudar pessoas seropositivas a notificar os seus parceiros sobre o seu status e incentivá-los a fazer o teste.

“Ao oferecer auto-testes de HIV, podemos empoderar as pessoas a descobrir os seus próprios status de HIV e também a notificar seus parceiros e incentivá-los a fazer o teste”, afirmou o director do Departamento de HIV da OMS, Gottfried Hirnschall.

Para Gottfried Hirnschall, isso deve levar mais pessoas a saber de seus status e ser capaz de agir.

A OMS apoia a distribuição gratuita de kits de auto-teste e permite que a compra dos kits seja a um preço acessível.


Neste momento, três países da África Austral estão a ser apoiados com a implementação em larga escala do auto-teste por meio do projecto STAR, financiado pela UNITAID. 

ANG/Inforpress

Protecção da Natureza e do Ambiente



Técnicos portugueses capacitam agentes da Guarda Nacional e do IBAP

Bissau, 01 Dez 12 (ANG) - Trinta formandos, dos quais 20 da Brigada de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional e 10 Vigilantes de Parques do IBAP, concluíram quarta-feira com aproveitamento um curso sobre a Proteccao da Natureza e do Ambiente, ministrado por dois oficiais superiores da Guarda Nacional Republicana de Portugal , em Bissau.

 Segundo uma nota à imprensa da embaixada de Portugal enviada hoje à ANG, a referida formação realizou-se no âmbito do Programa de Cooperação Técnico-Policial acordado entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Com a duração de  pouco mais de duas semanas o curso abordou, entre outras, matérias relacionadas com o Direito do Ambiente em geral e as infracções criminais ambientais em particular,  os Tratados Internacionais sobre o ambiente, os Recursos Hídricos e Ecossistemas Costeiros, as medidas especiais de Polícia em matéria de Protecção da Floresta, e sobre a Convenção CITES (Convenção sobre o Comercio Internacional de Espécies de Fauna e Flora selvagem ameaçadas de extinção).

A nota da embaixada de Portugal ainda adianta que estão programadas novas acções de formação no quadro da cooperação técnico-policial nas próximas semanas, nomeadamente Curso de Segurança Aeroportuária, Curso de Operações da Protecção Civil e Curso de Auditoria para Inspectores da Inspecção Geral do Ministério do Interior.

ANG/SG


HIV/Sida


ADPP inicia distribuição de preservativos nas escolas de Bissau

Bissau, 01 Nov 16 (ANG) - A ONG “Ajuda do Povo para Povo” (ADPP-Guiné-Bissau) iniciou hoje uma campanha de sensibilização e distribuição de preservativos nas escolas da capital Bissau, no âmbito das celebrações do Dia Mundial de luta contra o HiV-SIDA que se assinala hoje.

A informação foi dada à ANG pelo Administrador do Projecto de Promoção do Desenvolvimento da Economia Sustentável da mesma organização e financiado pela União Europeia.

“Recebemos cerca de 3 mil preservativos por parte do Ministério da Saúde e que estamos distribuir em diferentes escolas”, disse Bacar Coma que acrescentou que o importante é fazer passar a mensagem”.

De acordo com este responsável, esta acção é o primeiro trabalho do género desencadeado por um projecto ligado a ADPP, ONG que no entanto executou varias actividades de prevenção contra a doença.

Coma disse que o projecto que dirige tem  menos de um ano de existência e mas já realizou varias actividades ligadas a saúde em diferentes bairros da capital.

Lançou um apelo aos jovens no sentido de acatarem os conselhos que vão ser dados e serem sempre fieis com os parceiros de modo a evitar as contaminações.

Sublinhou que a Sida é uma doença tal como as outras e que pode ser evitada desde que todos se engajem no seu combate.


O Administrador do Projecto apelou igualmente a sociedade a não descriminar os doentes de Sida, justificando que essas pessoas precisam de ajuda para sobreviverem, e aos doentes pediu que tenham sempre a consciência de que são pessoas normais e que podem sobreviver bastante tempo caso medicarem. 

ANG/AALS/JAM/SG

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Política partidária


              Carmelita Pires do PUSD se despede da vida política

Bissau, 30 Nov 16 (ANG) A Presidente do Partido Unido Social Democrática (PUSD), Carmelita Pires, anunciou hoje o abandono, por tempo indeterminado, à vida politica activa na Guiné-Bissau, por motivo de falta de respeito pelas de sã convivência democrática.

Carmelita Pires que falava à imprensa a saída de uma reunião  com a Comissão Política de PUSD, disse que o actual momento político do país não  lhe motiva a continuar nesse caminho, para alem de outras questões internas do seu partido.

 “Não é fácil liderar uma formação política num contexto de bipolarização política dos partidos minoritários, sobretudo na situação da instabilidade, porque as tendências se manifestam, e nota-se que cada qual começa agilizar-se de um lado para outro e começam a andar por volta dos partidos maiores razão pela qual chamam-nos de satélite dos partidos maiores”, considerou.

Aquela responsável acrescentou, por outro lado, que para os partidos menores predomina um total bloqueio do sistema da sobrevivência financeira assim como de concretização dos seus projetos, e que, por isso, decide retirar-se da política para  continuar  o seu percurso.

 No seu ponto de vista , a Guiné-Bissau está longe de andar num bom caminho, visto que,”em nenhum país do mundo, em três anos, se conhece cinco primeiro-ministros”.

“O desentendimento político vigente no país, conduziu-nos hoje a escolher um Primeiro-ministro da confiança do Presidente da República, que nos vai levar, mais uma vez, na incerteza de como vai ser formado o esperado governo”, referiu.

Carmelita Pires salientou que actualmente a maior preocupação do povo é se a Assembleia Nacional Popular vai retomar ou não a sessão, assim como o funcionamento normal do Hospital Nacional Simão Mendes.

 Questionado sobre o que deve ser feito para que o país saia da actual crise política, Carmelita Pires destacou que a Guiné-Bissau, apesar de ter enfrentado problemas ao longo dos anos,  nunca deixou de produzir bons filhos.

 “É necessário apostar em novas caras tanto ao nível interno  como externo. O  que significa dar oportunidades aos mais novos quadros”, sustentou.

Carmelita Pires foi ministra da justiça em varias ocasiões na Guiné-Bissau.
ANG/LLA/ÂC/SG
     

         

Desenvolvimento Humano


     Ministra da Família faz retrato negativo da situação da mulher guineense

Bissau, 30 Nov 16 (ANG) - A ministra da Mulher, Família e Coesão Social do demitido governo afirma que apesar de 52 por cento da população guineense ser mulher, ela figura na lista dos mais vulneráveis nas diferentes categorias sociais.
Maria Evarista de Sousa

Maria Evarista de Sousa que presidia, hoje em Bissau, a cerimónia de Lançamento do Relatório do PNUD sobre o Desenvolvimento Humano 2016 em África, aponta como uma das causas dessa situação, as “acentuadas desigualdades de oportunidades” em relação aos homens, promovida pelas famílias.

Para Evarista de Sousa, “não pode haver mudanças positivas e ganhos sociais relevantes e duradouros, quando um grupo social, neste caso a mulher, não participa, na plenitude, no processo de desenvolvimento”.

“O relatório revela uma preocupação e demonstra que, ainda há muito por fazer a favor da igualdade e empoleiramento da mulher em África, incluindo na Guiné-Bissau”, acrescenta.

A governante em gestão disse que o esforço do governo vai no sentido de reduzir as disparidades de género e garantir a mudança “gradual” de mentalidades tanto no homem, com na mulher.

 Para a Representante do PAM, que falou em nome da Coordenadora do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, o acto representa uma oportunidade para se  reflectir sobre o papel e o lugar da mulher na sociedade, dando atenção os seus desafios e  anseios.

Kiom Kiymi Kawaguchi salienta que o relatório analisa a condição das mulheres em África, abordando os aspectos como as práticas tradicionais, passividade das instituições nacionais e do continente relativamente aos seus “sofrimentos” e aponta soluções para superar estes desafios.

Esta responsável da ONU referiu que actualmente as mulheres africanas alcançam apenas 87 por cento dos resultados do desenvolvimento humano dos homens.

E disse que o quadro de parceria entre a Guiné-Bissau e as Nações Unidas 2016-2020, integra o género como um assunto chave transversal , no qual se deve incluir a perspectiva do género, abordando as dificuldades e desafios das mulheres e o seu pontencial no processo de desenvolvimento.

Por fim apelou aos governos africanos a formularem metas, com prazos estabelecidos, para medir os progressos, com vista a igualdade de género e promete o apoio da comunidade internacional neste domínio.
 ANG/QC/SG