sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Diplomacia



  Guiné-Bissau reafirma reconhecimento dos Estados de Israel e Palestina

Palácio do Governo
Bissau,15 Dez 17(ANG) - O Governo da Guiné-Bissau reafirmou, em comunicado de Conselho de Ministros, que mantêm o princípio de reconhecimento dos Estados de Israel e da Palestina e que vivam de forma pacífica.

A posição do executivo guineense está expressa no comunicado  que dá conta das deliberações do Conselho de Ministros ordinário realizado na quarta-feira, em Bissau.

O documento sublinha que o Governo guineense analisou ´o impacto´ das declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a transferência da embaixada daquele país para Jerusalém e ´as consequências que daí poderão advir´ para o processo de paz no Médio Oriente.

A apreciação da situação foi feita entre o secretário de Estado guineense da cooperação, Dino Seidi, e pelo embaixador da Palestina em Bissau, destaca ainda o comunicado do Governo.

O Governo da Guiné-Bissau ´reitera a sua solidariedade indefectível´ para com o povo e o governo palestinianos e reafirma o princípio de dois Estados (Israel e Palestina) e da coexistência pacífica, lê-se ainda no comunicado do Conselho de Ministros.

Trump anunciou na passada quarta-feira (06 de dezembro) que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.
ANG/Lusa

Política



Presidente da Guiné-Bissau rejeita solução externa aos problemas políticos do país

Bissau,15 Dez 17(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse quinta-feira que não permitirá quaisquer soluções externas para a resolução da crise política no país e pediu que todos os guineenses se lhe unam para encontrar uma saída.

De partida para a conferência de líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) a ter lugar, sábado na Nigéria, José Mário Vaz, disse aos jornalistas que viaja com ´ideias claras´ sobre o que vai transmitir aos seus homólogos.

«Vamos participar nesta conferência de chefes de Estado da CEDEAO com a nossa posição clara: Tudo o que possamos dizer lá fora é de que a solução aos nossos problemas tem que partir dos próprios guineenses e cá dentro», observou José Mário Vaz.

Expressando-se em crioulo, para passar melhor a mensagem, como o próprio admitiu, o líder guineense afirmou que não vai ´permitir a internacionalização das soluções aos problemas´ da Guiné-Bissau. ANG/Lusa

Política

   Carlos Lopes aponta organização de eleições como prioridade do país

Bissau,15 Dez 17(ANG) - O académico guineense Carlos Lopes considera que a prioridade do país deve ser a organização das próximas eleições, para que sejam íntegras.

Em entrevista exclusiva à DW, em Lisboa, o economista guineense comenta que "neste momento, o Acordo de Conacri é uma espécie de simbolismo do impasse político na Guiné-Bissau". Sem apontar nomes, Lopes afirma que o problema está nos atores políticos.

"Precisamos de dar muito mais espaço à juventude. Acho que os jovens têm uma visão diferente das coisas", afirma o investigador na Universidade de Oxford. Sendo assim, pede mais humildade à classe política, que tem de ser "capaz" de reconhecer que o desenvolvimento é a prioridade.

"Se não fizermos o esforço coletivo para o desenvolvimento, vamos falhar uma viragem importante numa altura em que o mundo não está à nossa espera. A velocidade das transformações acelera e, portanto, países como a Guiné-Bissau já estão a reboque e acabam por ficar completamente esquecidos, porque já há um cansaço das crises guineenses", diz Carlos Lopes.

O também sociólogo critica o excesso de personalização do debate político na Guiné-Bissau, o que põe em causa o interesse nacional. 

"Esse excesso de personalização tem a ver com uma coisa muito clara - a falta de solidez das instituições", sublinha. "Quando as instituições não são sólidas, fala-se mais dos protagonistas. Mas quando as instituições têm, de facto, um protagonismo e uma força maior, o papel das personalidades deixa de ser tão polarizaste."

O académico, também ligado à Universidade do Cabo, na África do Sul, não quer entrar em polémicas, apontando o dedo seja a quem for. Realça apenas que "o sistema político - ou o processo democrático guineense - é muito deficitário, com contornos medíocres", precisamente porque as instituições não são muito sólidas. "Não é por acaso, por exemplo, que cada pessoa tem uma visão diferente da Constituição", refere Carlos Lopes.

O ex-secretário-executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África afirma, por último, que é importante o apoio da comunidade internacional para o fim das crises políticas, mas considera antes fundamental a mudança de mentalidade dos dirigentes guineenses.

"O debate está à volta disso: vamos ou não ter eleições íntegras?", questiona. Carlos Lopes exorta os guineenses a terem esperança no seu futuro. ANG/DW

ONU



      Crescimento nos países lusófonos limitados pela elevada dívida pública

Bissau,15 Dez 17 (ANG) – A analista de assuntos econômicos com pelouro de África nas Nações Unidas,Helena Afonso,considerou terça-feira que nos maiores países lusófonos a elevada dívida pública é um dos constrangimentos a um maior crescimento econômico.
 
Em declarações à Lusa no seguimento da divulgação, na segunda-feira,do mais importante relatório econômico anual das Nações Unidas,Helena Afonso sustentou que no caso do Brasil, a maior economia lusófona, “permanecem desequilíbrios macroeconômicos significativos, particularmente relacionados ao alto nível da dívida pública” e com a incerteza política.

Em Angola, a maior economia lusófona em África, a dívida pública ronda os 65 por cento este ano,tendo subido cerca de 20 pontos percentuais nos últimos anos, fruto da descida do preço do petróleo e do recurso ao endividamento para compensar a consequente quebra de receitas.

“Além de dependência da produção de petróleo,existem outros entraves a um maior crescimento, tais como baixa liquidez cambial, défice e inflação elevadas”,vincou a analista portuguesa a trabalhar em Nova Iorque.

Em Moçambique, a dívida pública é um dos mais significativos entraves ao crescimento econômico, já que o país está em incumprimento financeiro e num impasse com o Fundo Monetário Internacional (FMI) relativamente à divulgação total de uma auditoria feita a empréstimos de empresas públicas contraídos de forma secreta.

‘O peso da dívida pesará na confiança dos investigadores e o défice e inflação elevadas limitarão um crescimento maior do PIB”,vaticinou Helena Afonso.

“ O progresso nas negociações de paz e estabilização contribuíram para o crescimento em 2017,mas no futuro o crescimento manter-se-á limitado porquanto as negociações não sejam concluídas com sucesso”,acrescentou, notando ainda que, “o crescimento futuro mantém-se dependente também do preço das matérias-primas, em particular do preço do carvão e  gás.

Numa breve análise aos restantes países do universo da lusofonia, a analista com o pelouro africano nas Nações Unidas disse que “em São Tomé e Principe, o PIB deverá seguir numa média pouco acima de 5 por cento em 2018-2019,baseando em investimento público em infraestruturas e nos sectores do turismo, construção e agricultura”.

Em Cabo-Verde a expansão econômica de 4 por cento será “apoiada pelo turismo e pelos envios de remessas de emigrantes, que beneficiam ambos de condições globais mais benignas”.

A Guiné Equatorial, o mais recente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),”deverá continuar em recessão no período 2018-2019 à medida que se ajusta ao menor preço do petróleo desde 2014 e a um nível mais baixo de produção de petróleo”, pelo que precisa de “ aumentar as receitas de sectores que não o dos hidrocarbonetos e reduzir o défice fiscal para manter a estabilidade macroeconómica”.

Sobre a Guiné-Bissau, Helena Afonso notou que o crescimento deverá manter-se em torno dos 5 por cento devido ao “preço elevado da castanha de caju, no entanto,a incetreza a nível político e um ambiente de investimento difícil irão conter um crescimento maior”.

O relatório da Nações Unidas sobre a Situação Mundial e Perspectivas Econômicas (WESP) defende que o crescimento global de 3 por centro,o maior desde 2011,deve fazer os decisores políticos apostarem em termos de longo prazo. 

“Aperspectiva de evolução para África permanece sujeita a vários riscos” internos e externos, refere o documento sobre o continente africano.

A descida dos “ratings” das exportações ou uma inversão do crescimento dos preços das matérias-primas são alguns dos factores que ´podem fazer diminuir o Investimento Directo Estrangeiro e as remessas dos emigrantes,o que pode ameaçar o fôlego da retoma, notam os analistas das Nações Unidas.

Internamente,concluem,os maiores riscos para os países africanos,que deverão crescer 3,5por cento e 3,7 por cento nos próximos dois anos,  estão na ausência de políticas de ajustamento aos preços mais baixos das matérias-primas. ANG/Lusa

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Justiça



   Advogado da família Dilberto Lopes acusa Botche Candé de abuso de poder

Bissau, 14 Dez 17 (ANG) – O advogado da família Dilberto Lopes acusa Botche Candé, actual ministro de estado e do Interior  de abuso de poder e desrespeito pela decisão do tribunal que mandou suspender as obras no terreno em litígio cito no Alto Crim, junto ao Mercado de Bandim. 
 
Basílio Sanca que falava  terça-feira numa conferência de imprensa disse que verificou  o uso das forças policiais do Estado para benefício próprio.

O advogado referiu que a polémica vem de longa data, mas  que em 2010 ganhou outro contorno.

Disse que depois de o Tribunal ter decidido que o terreno pertencia a família em causa, surpreendentemente um juiz fez um despacho avaliando o local num valor de dois milhões e meio de francos CFA.

“No mesmo despacho o terreno foi dado ao Botche Candé como sendo o dono, contra a decisão da justiça que já tinha decidido a favor da família Lopes alegando  que o actual Ministro do Interior tinha investido no terreno, o que não corresponde à verdade ”,sustentou Sanca.

O advogado frisou que a construção de um prédio no local foi feita por um cidadão libanês de nome Mamudo que fez um contrato com Botche Candé,  para a exploração do lugar por um período de 12 anos, fim do qual o imóvel passaria  definitivamente para Botche Candé.

“O Botche levanta este problema só quando está no poder e já o tinha feito no passado quando era o Ministro do Comércio em que mandou polícias ao local, o que resultou em confrontos com membros da família Dilberto Silva “, afirmou.

Acrescentou  que como ministro do Interior fez o mesmo agora avançando com as obras com a protecção das forças policias que protegem os trabalhadores da possível retaliação dos familiares “,disse.

O defensor legal da família Lopes disse que o processo ainda está em recurso não havendo decisão final do tribunal.

Disse entretanto haver  uma outra decisão do tribunal  que mandou parar as obras até a decisão definitiva.

“Mas as obras continuaram porque Botche Candé é ministro do Interior. Só que ele não está a agir como devia, sendo um homem de Estado está a praticar um acto criminoso”, disse.

Basílio Sanca acusou por outro lado, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), de ter medo de perder o lugar uma vez que aquela instituição já tinha mandado encerrar as obras em curso, tendo apelado a intervenção do Ministério Público  pedindo a CMB todos os documentos do ministro Candé em relação a execução da obra naquele terreno.

O advogado avisou ao ministro do Interior de que aquelas construções podem vir a ser demolidas a qualquer momento por não ser legal, tendo lamentado a morosidade da justiça no país.

“Vamos continuar a fazer a nossa luta legal porque não temos força para enfrentar os polícias ou ir contra a decisão do tribunal “, prometeu o advogado. ANG/MSC/ÂC/SG

Ensino



Director- geral de Alfabetização lamenta elevada taxa de analfabetismo no país

Bissau,14 Dez 17 (ANG) – O Director -geral da Alfabetização lamentou hoje a elevada taxa de analfabetismo no país e disse que é incomparável com os países partes da cooperação “ Sul/Sul, como Cabo-Verde e Brasil.
 
Citado pela Rádio “ Sol Mansi”, Braima Indjai deplorou a situação durante um encontro de reflexão sobre a dinamização de sinergias entre os intervenientes no sector de alfabetização.

Indjai lamentou a inexistência de política que regula as actividades de alfabetização na Guiné-Bissau.

Por seu lado, o director executivo da Rede Nacional dos Intervenientes na Àrea de Alfabetização e Educação Não formal, Pedro Gomes considerou  que no país não se pode falar do analfabetismo, porque não há dados que retratam a situação.

Por isso, disse que a sua organização está disposta a ajudar o governo na procura de elementos necessários para elaboração de uma política nacional de alfabetização.

Por outro lado, exortou ao Ministério da Educação a dar mais atenção ao sector de alfabetização e fornecer à  direcção-geral de alfabetização meios materiais e financeiros para a realização das suas actividades.

O encontro produziu recomendações que visam a melhoria da actuação dos intervenientes neste sector. ANG/LPG/ÂC/SG
  

Óbito



Funeral de Daniel Gomes realiza-se amanhã depois de homenagem na sede do PAIGC

Bissau, 14 Dez 17 (ANG) – As cerimónias fúnebres do dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) vai-se  realizar amanha, dia 15 do corrente mês após uma  homenagem na sede dos libertadores, informou hoje à ANG o chefe de Gabinete do Presidente do partido, Fernando Saldanha.
 
 “Vamos receber o corpo do Daniel Gomes aqui na sede do partido no qual vamos prestar-lhe a nossa última homenagem com rituais de costume inclusive o discurso do Presidente de partido, Domingos Simões Pereira e leitura da sua  biografia entre outras”, explicou Saldanha.

Lamentou a morte de Daniel Gomes e considerou-a de uma perda irreparável para o PAIGC e para o país no seu todo uma vez que ele dava o seu máximo para a nação guineense.

Daniel Gomes, membro do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), faleceu no passado dia 11 de dezembro 2017, em Ziguinchor (Senegal), vítima de uma doença prolongada. 

Segundo uma fonte familiar, o ex-ministro dos Recursos Naturais no executivo do partido libertador (PAIGC) liderado pelo Eng. Domingos Simões Pereira tinha feito uma intervenção cirúrgica na garganta em Portugal.

A família avançou ainda que os médicos tinham recomendado ao malogrado um repouso total para não complicar o tratamento, já que se trata de uma cirurgia na garganta que obrigava a cessar actividades políticas. 

Acrescentou, no entanto, que nos últimos tempos o malogrado sentia enormes dificuldades e até de ingerir alimentos.

De acordo com a fonte do jornal O Democrata, o ministro Daniel Gomes teve que se deslocar de urgência a Ziguinchor no dia 07 de dezembro (quinta-feira) para efeitos de consultas médicas e tratamentos especializado numa clínica privada denominada de “G. Faiy” naquela cidade do sul de Senegal.

“Ele sentia muitas dores na garganta e não conseguia ingerir comida. Apenas água. Ele não conseguiu resistir e acabou por falecer por volta das 15 horas. O corpo está neste momento na morgue do Hospital Nacional Simão Mendes. A data do funeral será anunciada mais tarde, depois da chegada de alguns familiares do exterior”, informou a nossa fonte.

Daniel Gomes, nasceu a 2 de Junho de 1953 em Empada (região de Quínara). Foi eleito três vezes deputado da Nação (1999, 2004 e 2008).

Em 1993 Coordenou o projeto da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) em Buba. Em 2004, foi ministro de Defesa Nacional e depois de uma remodelação governamental foi nomeado ministro da Presidência do Conselho de Ministros,  Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e Porta-Voz do Governo. 

Em 2006, foi nomeado ministro das Pescas. Após o golpe de Estado de 12 de Abril 2012, desempenhou a função do ministro dos Recursos Naturais, ministro da Energia e Indústria. Também ocupou a pasta dos Recuros Naturais, no executivo liderado por Domingos Simões Pereira de 2014/2015.

O Governo decidiu em conselho de ministros de quarta-feira prestar-lhe honras de estado por ter desempenhado vários cargos ministeriais.
ANG/O Democrata

Crise política



                              Bispos guineenses reiteram apelo ao diálogo

Bissau,14 Dez 17(ANG) - Os três Bispos da Guiné-Bissau, apelaram recentemente a classe política a dialogar e buscar soluções para o país por forma a satisfazer as necessidades básicas da população.  

O apelo dos Bispos foi transmitido por Dom Pedro Zilli, Bispo de Bafatá, durante a homilia no termo da Peregrinação à cidade Santa de Cacheu sob o lema, “Maria ka bu medi pabia bu otcha graça diante di Deus“.

Falando na Missa da celebração da solenidade da “Imaculada Conceição da virgem Maria”, perante milhares de fiéis da comunidade católica guineense, Dom Zilli interpela os cristãos católicos a assumirem as suas responsabilidades civis e políticas, defendendo o “bem comum”.

“Cristãos guineenses devem continuar a participar na vida social e política do país, contribuindo positivamente para o bem comum. Queremos que a classe política dialogue e encontre soluções para o país, a fim de satisfazer a necessidade das populações guineenses, principalmente àquelas que vivem mais longe da capital que, para viajar, numa distância de 30 quilómetros, têm que andar quatro horas de tempo na viatura”, exortou Pedro Zilli.

O responsável máximo da Diocese de Bafatá assegurou que não é possível pular por cima da justiça, esperando a paz.

“É preciso passar pela justiça e a verdade para melhor libertar-se da situação que estamos a enfrentar no país”, adverte Dom Pedro Zilli.

O reverendíssimo Bispo de Bafatá responsável pelas comunidades do Leste e do Sul do país, justificando o lema escolhido para trigésima terceira edição da peregrinação, exortou aos membros da Igreja Católica guineense a não terem ‘medo’ na caminhada da sua Fé como acontecera com “Virgem Maria”.

 Peregrinação Nacional ao Santuário da Nossa Senhora da Natividade em Cacheu, realiza-se anualmente. No dia 9 do corrente mês, sexta-feira à tarde, houve uma marcha de jovens de Capô para Cacheu (cerca de 7 km), seguida de adoração eucarística no recinto do Santuário. Os participantes rogaram a Deus bênção divina nas suas vidas pessoais, profissionais e familiares.
 
Na manhã de sábado dia 10 de Dezembro, os peregrinos provenientes de diferentes paróquias das dioceses de Bissau e Bafatá, reuniram-se debaixo da mangueira no recinto da Igreja para a celebração da santa Missa, presidida pelo Bispo de Bafatá, Dom Pedro Zilli, rodeado por Dom José Camnaté Na Bissing e Dom José Lampra Cá, Bispos da Diocese de Bissau.

A peregrinação à cidade Santa de Cacheu teve o seu início em 1984 a pedido do primeiro Bispo da Guiné-Bissau, o falecido, Dom Sétimo Artur Ferrazzetta, porque esta cidade foi a primeira cidade onde os missionários iniciaram a evangelização da palavra de Deus em 1590.

O Santuário de Nossa Senhora da Natividade de Cacheu é considerado primeira Igreja da Guiné-Bissau e foi construído pela família do antigo Governador de Cacheu, Honório Barreto em 08 de Setembro de 1590 que mais tarde acabou por passar essa capela aos paroquianos locais.
ANG/O Democrata

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Política



PRS renova apoio incondicional ao Governo de Umaro Sissoco até as próximas eleições

Bissau, 13 Dez 17 (ANG) – O líder da Bancada Parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS) afirmou hoje que o seu partido vai continuar a apoiar incondicionalmente o Governo liderado pelo primeiro-ministro Umaro Sissoco até as próximas eleições legislativas do próximo ano.

Certório Biote falava a saída de um encontro com o Presidente da República e os signatários do Acordo de Conacri na qual se  analisou a implementação do referido documento.

 “Por isso estamos a reafirmar o nosso apoio  incondicional ao actual Governo em função até as eleições. Não são os Chefes de Estado da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que vão resolver os problemas dos guineenses, mas sim os próprios filhos da terra”, disse Certório Biote.

O político disse que o PRS não faz parte da crise política que afecta a Guiné-Bissau nos últimos tempos, mas que na qualidade de actor  politico está disposto a dar apoio para encontrar uma solução plausível para o país, na base de diálogo e entendimento.

“O PRS apoia este Governo porque entendemos que tem a maioria no parlamento e o primeiro-ministro foi nomeado de uma forma correcta mas o Acordo de Conacri vai mais longe porque falou também da reintegração incondicional dos 15 deputados expulsos do PAIGC e a abertura imediata da Assembleia Nacional Popular, que está fechada por um partido político”, disse Biote acrescentando que  o país não pode continuar refém desta instituição por  prazer de uma Comissão Permanente de nove pessoas.

Por seu turno, o representante dos 15 deputados expulsos do PAIGC,disse esperar  que o bom senso prevaleça , sustentando  que a escolha do nome entre os três propostos para o cargo do Primeiro-ministro fora atribuída ao  Chefe de Estado.

Braima Camará disse  que Umaro Sissoco Embaló foi a pessoa que reuniu  a maioria dos deputados e que o Acordo de Conacri previa a reintegração no PAIGC dos deputados expulsos sem condições para poder recuperar a sua maioria no parlamento e voltar a governar como partido vencedor das últimas eleições legislativas, e que o parlamento devia ser aberto  para debates políticos o que não se verificou devido ao bloqueio por  parte do PAIGC, que não quer integrar os 15 deputados expulsos.

 Vença Mendes, em representação da Plataforma Nacional de Organização da Sociedade Civil para Democracia Cidadania e Direitos Humanos disse que exortaram  aos signatários do Acordo de Conacri a cumprir o mesmo com boa fé.

 “Também exortamos que ao persistir a crise que envergonha a todos os guineenses, que o Presidente da República usasse a sua prerrogativa constitucional para acabar com a crise  dissolvendo o Parlamento e  convocasse eleições  legislativas e autárquicas, para completar o ciclo eleitoral nos país”, disse Mendes.

Por sua vez, o Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil Jorge Gomes disse que aconselharam ao Presidente da República a usar a sua influência junto aos 15 deputados expulsos do PAIGC para voltarem a casa , criando  condições para a  implementação do Acordo de Conacri, caso contrário vai ser difícil o seu cumprimento.

“E o Chefe de Estado garantiu-nos que vai ´pensar nas sugestões dadas e depois do seu regresso de Abuja, onde deverá participar na cimeira de chefes de estados e de governos da CEDEAO prevista para o dia 16 de dezembro, vai continuar a trabalhar para a busca de solução salutar para o pais “, disse Gomes.

No encontro tomaram parte as organizações internacionais denominadas P5 que envolve a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, União Africana, a União Europeia e as Nações Unidas que saíram sem dar declaração à imprensa.

Não compareceram para a reunião o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a  União para Mudança(UM), o Partido da Nova Democracia(PND) e Partido da Convergência Democrática(PCD), ambos com assentos no parlamento. ANG/MSC/ÂC/SG

Política

  José Mário Vaz convoca PAIGC para reunião para discutir saída da crise

Bissau,13 Dez 17(ANG) - O Presidente  José Mário Vaz convocou a direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para um encontro, na quarta-feira, para discutir uma saída para a crise política no país, disse à Lusa fonte partidária.

Segundo a fonte, José Mário Vaz solicitou a comparência no palácio da presidência, na quarta-feira, às 10:00, do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e três elementos da direção daquela formação política.

A mesma fonte notou que Domingos Simões Pereira se encontra ausente no estrangeiro pelo que, assinalou, a delegação será chefiada por Carlos Correia, primeiro vice-presidente do PAIGC, e outros elementos.

O PAIGC é o vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau mas devido às divergências com o chefe do Estado, está arredado do poder, quando José Mário Vaz derrubou, através de um decreto presidencial, o governo, então liderado por Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015.

Desde então a Guiné-Bissau tem conhecido uma crise política e governativa, ao ponto de a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) propor um documento, denominado Acordo de Conacri, visando a saída da crise.

Mesmo depois da formalização do acordo, a crise persistiu.

Quatro dos cinco partidos com assento parlamentar, entre os quais o PAIGC, não reconheceram o governo, formado na sequência do Acordo de Conacri, por acusarem o Presidente guineense, José Mário Vaz, de o ter violado.

A carta enviada pelo chefe do Estado guineense indica que a reunião terá como finalidade análise em conjunto, entre José Mário Vaz e o PAIGC, sobre o Acordo de Conacri. ANG/Lusa