sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cultura



Lançado portal de promoção da cultura guineense

Bissau,09 Fev 18 (ANG) – “Udjus di Guiné” é o novo portal lançado recentemente para promover, divulgar e valorizar a cultura guineense e pode ser acessado através do endereço www.udjusdiguine.com

Segundo escreve “O Democrata”, a iniciativa é do jornalista do semanário, Sene Camará e conta com a participação de um amigo de nome Carlos Amadú Baldé.

“Sendo nós jovens o presente deste país, entendemos que é a nossa obrigação dar a nossa contribuição hoje para depois exigirmos mais oportunidades para que possamos aplicar os conhecimentos acadêmicos acumulados, bem como as experiências adquiridas durante o nosso trabalho do dia-a-dia nas redações dos nossos órgãos, “disse Camará citado pelo democrata.

Sene Camará é licenciado pela Universidade Lusófona da Guine na área de Comunicação Organizacional, enquanto que Carlos Balde na área de Relações Internacionais, na mesma instituição de ensino superior. 

ANG/LPG/JAM/SG

 

Industria



“PALMCORP” promete investir na produção de óleo palma em Bubaque

Bissau,09 Fev 18 (ANG) – A empresa norte-americana denominada African Palm Corporation (PALMCORP) prometeu investir na produção industrial do óleo de palma, no sector de Bubaque, região de Bolama bijagós, sul do país. 

Imagem Ilustrativa
De acordo com o jornal “o Democrata”, um acordo para o efeito foi recentemente assinado na Casa do Ambiente, em Bubaque entre o presidente da empresa americana, Óscar Faria e elementos representativos das diferentes comunidades das ilhas de Bijagós, tendo se comprometido a fornecer o produto apenas a essa empresa americana.

 Para além da produção de óleo de palma, a Palm Corporation vai também investir na compra, colecta, repovoação, classificação, armazenamento, processamento e transporte dos produtos e derivados da palmeira, numa área estimada em mil hectares.

No documento, os régulos das comunidades das ilhas do arquipélago de Bijagós prometeram cooperar com a empresa para facilitar o intercâmbio e a interação com o membros das referidas cumunidades na realização de actividades relacionadas com os produtos derivados de  palmeiras.

O acordo válido para 10 anos define  que a empresa não é proprietário das terras mas  sim responsável pela colecta, armazenamento, processamento, transporte do produto e derivados da palmeira. 

Após assinatura do acordo,  o presidente da empresa, Óscar Faria disse que estão despostos à contribuir para o desenvolvimento extraestrutural social das ilhas com dez por cento do rendimento anual, nos sectores da saúde, ensino, transporte, água potável e centros de formação profissional, bem como em outras necessidades  apresentadas pelas comunidades.

“E mais: no âmbito desse acordo, vamos atribuir 90 por centro de emprego, ou seja 39  membros da comunidade das ilhas vão trabalhar na empresa”, garantiu.
Óscar Faria revelou que todo o investimento vai ser assegurado pela empresa e que o preço da compra do produto será fixado pelas comunidades, antes do início da compra e venda.

“A comercialização e processamento industrial ficam reservados a empresa African Palm Corporation” ressalvou o empresário americano de origem Venezuelana.

ANG/LPG/SG
  



Litígio



Marrocos vai apresentar moção para excluir Saara Ocidental da União Africana

Bissau,  09 Fev 18 (ANG) – A diplomacia marroquina, que recentemente reforçou a sua representação em Adis Abeba, sede da União Africana (UA), vai apresentar uma moção destinada a excluir a República Árabe Sarauí Democrática (RASD) da organização pan-africana, noticia hoje a imprensa.
Segundo a revista Jeune Afrique, nos “corredores” da sede da UA, os diplomatas marroquinos em Adis Abeba não têm escondido a intenção, garantindo que o projecto será apresentado em breve.
A revista de actualidade virada para o continente africano refere que à decisão de Marrocos não é alheia a eleição do país para o Conselho de Paz e Segurança da organização, a 26 de Janeiro último.
Na ocasião, 39 países – mais de dois terços dos membros (55) – votaram a favor de Marrocos, sem qualquer voto contra, mas com 16 abstenções, pelo que, nos “corredores”, a ideia agora é convencer os indecisos.
Fontes citadas pela revista semanal indicaram que, apesar de o voto neste tipo de decisões ser electrónico, logo, secreto, os marroquinos têm “uma ideia de quem são os indecisos”, pelo que estão a intensificar a pressão, através dos lóbis, para os convencer favoravelmente.
Paralelamente, as autoridades de Rabat destacaram para Adis Abeba a maior e mais importante representação diplomática em África.
Nesse sentido, adquiriram um prédio, de sete pisos, em fase final de construção, próximo do aeroporto de Bole (Adis Abeba), onde irão instalar a embaixada de Marrocos na Etiópia, liderada por uma mulher, a embaixadora Nehza Alaoui M´Hamdi, e os escritórios do representante permanente junto da UA, Mohamed Arrouchi.
A missão diplomática marroquina contará também com representantes de vários ministérios – Justiça, Agricultura, Economia e Ambiente -, albergando ainda uma célula dos serviços secretos do país.
Marrocos regressou à União Africana em janeiro de 2017, 33 anos depois de abandonar, em 1984, a então Organização da Unidade Africana (OUA), após esta ter reconhecido a RASD (Saara Ocidental) como país e a Frente Polisário (FP) como seu representante legítimo.
O processo de paz sarauí está num impasse há já vários anos devido a posições divergentes entre as duas partes.
A RASD, representada pela Frente Polisário, reclama a realização de um referendo de autodeterminação, pretensão recusada pelas autoridades de Marrocos, que propõem uma maior autonomia do território, mas sempre sob soberania marroquina.
ANG/Inforpress/Lusa