quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CAF/Liga dos Campeões



 Benfica de Bissau goleado em Marrocos por 10-0

Bissau,14 Fev 18(ANG) – O Sport Bissau e Benfica foi humilhado em Marrocos pela equipa “Le Difaâ d’El Jadida”, por um expressivo de 10 a 0 no jogo da primeira mão da pré-eliminatória para a fase de grupos de liga dos campeões africanos em futebol.

O jogo foi realizado no passado dia10 de fevereiro 2018, no estádio de “Ben Ahmed El Abdi” com capacidade de 15 mil espectadores, no qual o avançado da equipa marroquina, Hamid Ahaddad foi a figura do encontro e fez uma ‘manita’ violando a baliza defendida por Filipe Carubo Manga em cinco ocasiões.

Logo aos quatro minutos do encontro, El Jadida abriu o marcador por intermédio de N’diaye.

A cortina defensiva das “águias” de Bissau coordenado por Camará e Siaca mostrou uma grande fragilidade permitindo a penetração dos adversários. Na verdade, Benfica tentou reagir ao golo madrugador e subiu no terreno a procura de golo de empate através de algumas investidas ofensivas.

Os atletas da equipa visitante [Bissau] foram apáticos, exibindo péssimas condições físicas e falta de ritmo e de experiência nas competições internacionais.

Aos 24 minutos Ahaddad aumentou a vantagem na transformação de uma grande penalidade, abrindo o livro na qual escreveu o seu nome por mais quatro vezes, marcando ainda aos 27, 38, 43 e 47 minutos.

No final da primeira parte o Benfica já perdia por 6 bolas a zero. Na segunda parte a turma “Jadida” marcou ainda 4 golos por intermédio de Ahaddad aos 47 minutos, Magri aos 55 e aos 73 e 87 minutos.

Segundo o Jornal O Democrata a segunda mão em Bissau terá lugar entre os dias 16 e 18 do corrente . 

ANG/O Democrata




Carnaval 2018/Saúde



Cinquenta e cinco casos de assistência médica deram entrada no Hospital Nacional Simão Mendes  

Bissau,14 Fv 18 (ANG) – Cinquenta e cinco casos deram entrada nos Serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), durante os festejos do carnaval 2018, dentre eles dois mortos.

No período homologo do ano passado registaram-se 49 casos e um óbito.
Em declarações à imprensa em jeito de balanço dos quatro dias da maior manifestação cultural da Guiné-Bissau, o director do Serviço de Urgência do (HNSM) Leibnez Bacame Vaz disse que entre os 55 casos,  32 foram de acidentes de viação, 23 casos de agressões físicas. 

Segundo Vaz, 18 dos  32 casos  estão relacionados ao  acidente ocorrido entre a vila de Jugudul à Gã Mamadú no último dia do carnaval e os dois mortos acima referidos também são deste acidente.

 Leibnez Bacame Vaz disse que no primeiro dia do carnaval, houve seis casos de acidente de viação e quatro de agressões físicas,  no segundo  registaram-se quatro casos de acidente e cinco de agressões, no terceiro quatro acidentes, nove agressões e no último dia, 25 incluindo o acidente ocorrido na estrada entre Jugudul e Gã Mamadú e cinco casos de agressão física.

Acrescentou que 18 pessoas se encontram internados  nos diferentes serviços do Hospital Simão Mendes. 

O Director do serviço de Urgência do (HNSM)  exortou aos guineenses, sobretudo os condutores no sentido de serem mais  prudentes na condução para se evitar acidentes e consequente  perda de vidas humanas que regista todos os anos durante os festejos de carnaval no país.

ANG/LPG/ÂC/SG

Acidente de viação



Quatro vítimas mortais na colisão de duas viaturas na estrada Jugudul/Gâ Mamudu

Bissau,14 Fev 18(ANG) – Quatro pessoas morreram e 27 ficaram gravemente feridas na colisão de duas viaturas de transporte público ocorrido terça-feira na estrada que liga Jugudul  à Gã-Mamudo, região de Oio ,Norte do país.

Segundo a Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres, o acidente envolve uma viatura marca “Toyota hiace” proveniente do sector de Quebo com destino à Bissau e que andava em excesso velocidade e ao desviar-se de   um camião danificado parado a margem da estrada colidiu-se com uma outra viatura marca “Ford Transit”.

Os feridos foram levados para o Hospital Regional de Mansoa onde receberam os primeiros socorros e  horas depois  foram transferidos para o Hospital Simão Mendes, o maior centro hospitalar do país,onde estão a receber cuidados médicos.
 
Bamba Banjai, diretor-geral dos Serviços de Viação e Transportes Terrestres lamentou as perdas humanas e apela os condutores uma maior contenção nas velocidades e mais responsabilidades no volante.
 
Banjai criticou  por outro lado a falta de colaboração das outras entidades fiscalizadoras das vias públicas. ANG/ÂC/SG

Carnaval 2018



    Faltou verbas para realização de desfile nacional – ponto mais alto da festa

Bissau,14 Fev 18 (ANG) - A Guiné-Bissau não viveu este ano grandes momentos de disputa aos prémios  entre os vários grupos carnavalescos que representam as diferentes regiões do pais.

A habitual animação, inovação e criatividade em termos de máscaras, dança e apresentação artísticas nos mais variados aspectos que caracterizam o carnaval guineense não se evidenciaram devido à falta de verbas.

Só na segunda-feira, penúltimo dia de carnaval, é que a  Direção Geral da  Cultura Direção-geral da Cultura conseguiu entregar os prémios  aos vencedores do carnaval 2017 numa cerimónia animada pelo grupo de  Chão de Papel Varela ,vencedor do carnaval 2017, com exibição de diferentes estilos de dança. 

O Grupo Netos de Bandim e a Região de Biombo também brindaram o público com os seus ritmos que mereceram aplausos dos presentes, inclusive de turistas.

Depois da entrega dos prémios, o ministro da Juventude, Cultura e Desporto do governo exonerado, Tomás Gomes Barbosa, disse que a participação das regiões no desfile nacional, mostra o valor da etnia e da diversidade cultural da Guiné-Bissau.

Assegurou ainda que conseguiu honrar o seu compromisso de entregar os prémios aos vencedores do carnaval 2017, tendo prometido, no entanto, que o Ministério vai começar a trabalhar para que o carnaval 2019 seja realizado com êxito, de forma a demonstrar ao mundo que a Guiné-Bissau tem diferentes valores culturais.

“A nossa vitória é o desenvolvimento do país, bem como mostrar a nossa cultura e dignificar a nossa identidade como país com diferentes mosaicos étnicos, notou o ex.governante. 

O carnaval 2017 que decorreu sob o lema, “Cultura como fator de inserção social e económica”, teve como vencedor ao nível de desfile nacional, o grupo Chão de Papel Varela, do Sector Autónimo de Bissau e levou o valor de cinco milhões de francos CFA.

O grupo da região de Cacheu que ocupou a segunda posição, recebeu uma soma de três milhões de francos CFA. Na terceira posição estava a região de Biombo, que recebeu dois milhões francos CFA.

Ao nível de rainhas, a região de Biombo venceu esta categoria com 84 pontos e levou uma soma de 1.500 000 (Um milhão quinhentos mil) francos CFA. A segunda posição foi para a Rainha da região de Quínara que obteve 75 pontos, recebeu 1.000 000 (Um milhão) de Francos CFA. 

O Grupo do Bairro de Chão de Papel Varela (SAB), ficou na terceira posição com 66 pontos, foi entregue pela Comissão a soma de 500 000 (Quinhentos mil) francos CFA. ANG/O Democrata

Assassínios na fronteira



                     LGDH pede responsabilização criminal dos autores

Bissau, 14 Fev 18 (ANG) – A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), exortou no fim-de-semana o Governo de Senegal a abertura de um inquérito urgente, transparente e conclusiva para responsabilizar criminalmente dos actores morais e materiais da morte de um cidadão guineense de nome Amadu Tidjane Baldé, de 58 anos,  no posto de controlo fronteiriço de Nianao.
 
Numa carta aberta desta organização  dirigida ao Ministro do Interior do Senegal datada de dia 09 de Fevereiro à que a ANG teve acesso, a Liga refere que o acto ocorreu no dia 08 do mesmo mês quando um grupo de cidadãos guineenses iam para aquele país vizinho para participar na habitual cerimónia religiosa denominada “Giara”, na aldeia de Matinatoul-Houda.

“A comitiva no seu percurso fora interpelada no referido posto transfronteiriço entre os dois países pelas autoridades do Senegal que exigiram o pagãmento de 2500 francos CFA por cada viatura, referente a taxa do trânsito denominada de “Passavant”, contou a LGDH na missiva.

Adiantou que, com a recusa de pagamento originou uma discussão que levou a polícia senegalesa a disparar com tiros reais e de uma forma indiscriminada contra a delegação guineenses, provocando 1 morto e 5 feridos graves.

A LGDH recordou que no dia 23 de Novembro de 2016, o deputado guineense Leopoldo da Silva, foi arbitrariamente detido e espancado pela polícia do Senegal na localidade de Mpack, situada na zona fronteiriça com a Guiné-Bissau, por ter protestado as cobranças ilícitas de taxas, denominada de “Laissez/passer”.

A organização que defende os direitos humanos salienta no documento que os assassínios de 3 cidadãos guineenses no passado dia 14 de Janeiro do ano em curso, na sequência do ataque corrido na floresta de Borofaye região de Ziguinchor, ainda estão por esclarecer.

A carta aberta ainda fez alusão a um incidente ocorrido em Março de 2012, dando conta da execução sumária de 4 crianças e 1 jovem guineenses nomeadamente Issufe Waca, Iero Embalo ambos de 14 anos de idade, Amadu Balde de 15 anos e Lassana Sissé de 18 anos perpetrados pelos militares deste país vizinho, afectos ao aquartelamento militar de Simbande Balante região de Ziguinchor, sob acusação  de pertencerem as forcas do MFDC que lutam pela independência de Ziguinchor.

No documento enviado as autoridades senegalesas a LGDH lembra que os Estados membros da CEDEAO, estão vinculados aos termos de Protocolo sobre a Livre Circulação de pessoas e bens ,o direito de residência e de estacionamento, adoptado em 29 de Maio de 1979, na República do Senegal bem como as obrigações deste país no domínio da protecção dos direitos e liberdades fundamentais consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos , na Carta africana dos direitos Humanos e dos povos, entre outros .

Face as considerações acima expostas a LGDB vem através desta missiva exigir entre outros, a assunção total, por parte do Estado senegalês, dos custos de tratamentos médicos e medicamentosa de todos os feridos em conexão com este trágico incidente.

Alerta sobre o perigo que pode vir da inacção das autoridades do Senegal face aos sucessivos actos abusivos das forças sob suas ordens, capaz de por em causa os princípios de boa vizinhança e da convivência pacifica entre os dois países.

“A liga exige ainda a adopção de medidas céleres e adequadas, para pôr fim a impunidade no seio das forças de segurança afectas às zonas fronteiriças, criando assim condições para a existência de um ambiente de paz e tranquilidade entre Guiné-Bissau e Senegal “,alerta a nota.

A LGDH informa na carta dirigida ao ministro do Interior do Senegal que reserva o direito de recorrer às instâncias regionais e internacionais casos do Tribunal da CEDEAO e a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, em caso da indecisão das autoridades senegalesas. ANG/MSC/ÂC/SG

Protestos



                       Polícia proíbe vigília frente à embaixada do Senegal

Bissau,14 Fev 18(ANG) - A polícia da Guiné-Bissau proibiu  no Sábado uma vigília que os Cidadãos Inconformados queriam realizar em frente à embaixada do Senegal para protestar contra os assassínios de cidadãos guineenses nas regiões da fronteira entre os dois países.

Sumaila Djaló, porta-voz do movimento, constituído essencialmente por jovens dos liceus e universidades guineenses, indicou à Lusa que a polícia ´acabou por apresentar alegações contraditórias´ momentos antes do início da vigília.

«Uns disseram-nos que estavam no local para garantir a segurança da nossa ação, outros afirmaram que não podiam permitir que a vigília tivesse lugar», defendeu Sumaila Djaló.
Incidentes na fronteira envolvendo mortes de cidadãos guineenses tem estado a ocorrer com maior frequência nos últimos meses.

O último caso foi de um cidadão do leste da Guiné-Bissau alvejado a tiro pela polícia senegalesa quando elementos da delegação em que seguia para uma cerimônia religiosa no Senegal não se entenderem com as autoridades fronteiriças senegalesas acerca da exigência de pagamento de 2.500fcfa a cada viatura. 

A polícia senegalesa ainda terá disparado sobre vários outros cidadãos  que ficaram feridas nas pernas, segundo relatos de testemunhas. ANG/Lusa

África de Sul

                   ANC quer que Cyril Ramaphosa suceda a Jacob Zuma

Bissau, 14 Fev 18 (ANG) - O Congresso Nacional Africano (ANC) exigiu terça-feira a demissão do atual presidente Jacob Zuma, dando 48 horas para abandonar o cargo mas Zuma contrapropôs com  entre três a seis meses para se demitir.

Jacob Zuma e Cyril Ramaphosa
O histórico partido da luta contra o Apartheid pretende que o controverso chefe do Estado seja substituído na presidência por Cyril Ramaphosa (como já aconteceu, em Dezembro, na liderança da formação partidária). 

No poder há quase nove anos, Zuma viu a sua reputação manchada ao longo dos anos por vários processos relacionados com corrupção. 

O presidente, de 75 anos, deverá responder hoje ao pedido de demissão depois de ontem ter requerido um período de transição de três a seis meses para deixar o poder. Mas o ANC quer uma saída rápida.

Questionado em conferência de imprensa sobre quando é que o presidente tem que responder ao pedido de demissão do ANC, o secretário-geral do partido disse que não lhe foi dado um prazo, mas espera que a resposta chegue hoje. 

"Vamos deixar isso nas mãos do presidente Jacob Zuma", declarou aos jornalistas Ace Magashule, fazendo questão de esclarecer que a pressão do partido nada tem que ver com os escândalos de corrupção em que o chefe do Estado tem visto o seu nome envolvido. "O presidente não foi declarado culpado por nenhum tribunal. Quando tomámos esta decisão não foi porque o camarada Jacob Zuma tenha feito alguma coisa de errado", sublinhou o mesmo responsável, na sede do ANC em Joanesburgo. 

Magashule confirmou que o presidente pediu um período de transição de três a seis meses para sair, mas que os líderes do partido rejeitaram, "por ser um período muito longo". O argumento é o de que quanto mais tempo ele ficar no poder mais difícil será para o seu provável sucessor, Cyril Ramaphosa, reconstruir a imagem do partido a tempo das eleições de 2019. "Transição? Não. Este é um assunto urgente. Deve ser tratado com urgência", afirmou o secretário-geral, reafirmando uma vez mais: "o partido espera que ele saia".

Aquela que é a maior economia do continente africano encontra-se um pouco estagnada, com bancos e empresas mineiras relutantes em investir por causa da incerteza política que o país vive. Zuma já sobreviveu a seis moções de censura apresentadas contra si desde 2010, tendo algumas vozes do ANC começado a juntar-se às críticas que lhe eram dirigidas pela oposição. 

Com a eleição de Cyril Ramaphosa para líder do ANC, em Dezembro do ano passado (depois de derrotar uma ex-mulher de Zuma Nkosazana Dlamini-Zuma), a confiança subiu e o rand, assinala a Reuters, começou a valorizar face ao dólar.

Num país em relação ao qual muitos perguntam onde estão afinal os seguidores e defensores do legado de Nelson Mandela, não é só Zuma que tem manchas no CV. 

Ramaphosa, de 65 anos, viu a sua popularidade afetada pela morte de 34 mineiros em greve na mina de platina de Marikana, que era explorada pela Lonmin e da qual era diretor não executivo. O massacre ocorreu em agosto de 2012. Defendeu forte ação policial sobre os mineiros em greve. Mais tarde veio pedir desculpas por aquele que foi o mais grave tiroteio policial desde o fim do Apartheid em 1994.ANG/DN

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Crise Politica

Sanções contra Guiné-Bissau terminam com aplicação de Acordo de Conacri, diz CEDEAO

Bissau, 12 Fev 18 (ANG)  - As sanções infligidas à Guiné Bissau terminarão tão logo que o Acordo de Conakry seja aplicado, segundo o presidente cessante da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Marcel Alain de Souza.

Segundo um comunicado da Presidência do Burkina Faso, divulgado sexta-feira última, De Souza manteve estas declarações no termo duma audiência um dia antes com o Presidente burkinabe, Roch Marc Christian Kaboré.

O presidente da Comissão da CEDEAO indicou que sanções foram tomadas contra personalidades da Guiné Bissau e que "estas sanções terminarão quando o Acordo de Conakry for aplicado".

Pronunciando-se sobre a Missão de Manutenção da Paz neste país, de Souza indicou que "isto custa-nos excessivamente caro, mas não temos resultados. É um sacrifício que está a ser feito mantendo-os (elementos desta missão) lá, numa altura em que o Burkina Faso conhece também problemas de seguranças".

De Souza fazia referência aos diferentes contingentes que o Burkina Faso desdobrou na Guiné Bissau no quadro das operações de manutenção da paz, enquanto o próprio país é, desde 2015, alvo de ataques terroristas, nomeadamente na sua parte do norte.

ANG/Panapress