sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Política



Líder do parlamento considera extemporânea a dissolução da ANP

Bissau,16 Fev 18 (ANG) - O Líder do Parlamento, Cipriano Cassamá considerou quinta-feira que seria extemporânea eventual dissolução da Assembleia Nacional Popular (ANP) pelo Chefe de Estado, José Mário Vaz.

Cassamá é de opinião de que mesmo invocando a Constituição da Guiné-Bissau, o Presidente da República não pode derrubar o parlamento neste momento, porque existe um acordo rubricado pelos atores políticos para acabar com a crise política no país.

“O Presidente da República podia ter tomado esta decisão. Seria extemporânea neste momento, porque ele não tem base no Acordo de Conacri para fazê-lo e nem a competência de fazê-lo. No que toca a Constituição da República podia ter feito, mas agora não pode porque existe um acordo”, argumentou Cassamá.

O Presidente do hemiciclo guineense falava à imprensa após um encontro com o novo Primeiro-ministro, Artur Silva, que durou mais de duas horas.

Questionado pela imprensa se o parlamento vai apoiar a nomeação de Artur Silva, Cipriano Cassamá, limitou-se a dizer que a solução da crise na Guiné-Bissau passa pelo cumprimento do Acordo de Conacri, rubricado desde Outubro de 2016, na Guiné-Conacri pelos atores políticos. 

ANG/Rádio Jovem


Crise politica



Colectivo de partidos democráticos exorta Presidente da República a cumprir  Acordo de Conacri

Bissau, 16 Fev 18 (ANG) – O colectivo dos partidos democráticos, nomeadamente o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), União para Mudança (UM), o Partido da Convergência Democrática (PCD) e Assembleia Unido (APU-PDGB) entre outras exortou ao Presidente da República para cumprir o Acordo de Conacri e assim evitar mais sanções da CEDEAO.

A exortação foi feita através de uma conferência de imprensa realizada hoje, na sede dos libertadores, na qual o grupo abordou as sanções aplicadas pela CEDEAO à 19 políticos que terão dificultado  a aplicação do referido acordo e dos apoios de outras organizações internacionais sobre a implementação efectiva das mesmas. 

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira encorajou as forças da defesa e segurança a continuarem firmes na sua posição de não intervir na actual situação política não só em cumprimento da Constituição da República, mas também como forma de evitar novas sanções na classe castrense. 

A mesma opinião foi partilhada pelo líder da Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), Nuno Gomes Na Bian que disse que a solução para actual crise passa pela nomeação de Augusto Olivas como primeiro-ministro.

O líder da União para Mudança (UM) Agnelo Regalla disse que o colectivo não está satisfeito com as sanções, porque, apesar de tudo, são guineenses, mas disse esperar que os sancionados mudem de atitude e posições.

Regala  afirmou que o colectivo dos partidos democráticos continua a ser intransigente quanto ao cumprimento do Acordo de Conacri, alegando ser única via para acabar com actual crise política no país.

Nesta conferência de imprensa usaram de palavras o Presidente do Partido da Unidade Nacional (PUN) Idrissa Djaló e a Representante do Movimento Patriótico (MP) Ruth Monteiro. 

ANG/LPG/ÂC/SG





África do Sul


  Cyril Ramaphosa confirmado novo presidente, após renúncia de Jacob Zuma

Bissau,16 Fev 18 (ANG) - O parlamento da África do Sul confirmou quinta-feira Cyril Ramaphosa, de 65 anos, como o novo presidente do pais, apenas horas depois de Jacob Zuma ter anunciado a sua renúncia da presidência sul-africana com efeitos imediatos

Ramaphosa é líder do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder, desde dezembro do ano passado, em substituição de Zuma. Durante a pré-campanha e a campanha para a liderança do ANC, o então vice-presidente fez do combate a corrupção governamental uma das suas prioridades, a par do crescimento económico.

Jacob Zuma, que segurava o poder desde 2009, enfrenta acusações de corrupção e favorecimento indevido de empresários de quem é amigo, em prejuízo da economia sul-africana. Na segunda-feira, o partido deu a Zuma 48 horas para se demitir, o que acabou por acontecer quarta-feira.

Há um ano que a impopularidade do chefe de Estado não cessa de aumentar, devido, sobretudo, à demissão do respeitado ministro das Finanças Pravin Gordhan, em março de 2016, criticada dentro do próprio partido e que levou milhares a manifestarem-se nas ruas para exigir a renúncia de Zuma.

ANG/Lusa

ONU



Modibo Touré defende continuidade de apoio do Conselho de Segurança ao Acordo de Conacri

Modibo Touré
Bissau,16 Fev 18 (ANG) – O Representante especial do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Modibo Touré destacou quarta-feira a importância de o Conselho de Segurança da ONU continuar a reafirmar o apoio ao Acordo de Conacri (assinado a 14 de outubro de 2016), reiterando paralelamente que está ao lado dos esforços de mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Segundo UN News, Touré falava na sessão de quarta-feira do Conselho de Segurança das Nações Unidas .

Entre outros pontos, o Acordo de Conacri prevê a nomeação de um primeiro-ministro «consensual», algo que não acontece com Artur Silva, o antigo chefe da diplomacia guineense que se tornou o mais recente chefe de Governo, escolhido pelo Presidente José Mário Vaz, e que não é aceite no país.


Modibo defendeu que prolongamento da crise política guineense requer a presença contínua da ONU na Guiné-Bissau, sustentando  que, face à continuação da crise, a ONU tem de manter o foco no apoio aos esforços dos líderes guineenses para a nomeação de um primeiro-ministro «aceitável», na criação de um Governo inclusivo, na organização de eleições e na implementação das reformas prioritárias.

Após vários anos de um investimento de longo prazo na estabilidade na Guiné-Bissau, é chegada a hora de consolidar e recolher os dividendos dos nossos esforços. É vital que acompanhemos este processo até ao fim», sublinhou.

Segundo o Departamento para as Questões Políticas da ONU, a Guiné-Bissau tem sido assolada pela crónica instabilidade política, sobretudo depois da abertura ao pluralismo democrático, em 1991, e, mais especificamente, depois do conflito político-militar de 1998/99.

Este departamento das Nações Unidas apoia e fiscaliza a missão da ONU na Guiné-Bissau, a UNIOGBIS, no país desde 1999, e liderada por Touré desde 2016.

Na reunião de quarta-feira com os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, Touré deu conta dos mais recentes desenvolvimentos políticos, lembrando que José Mário Vaz demitiu o anterior Governo de Umaro Sissoco Embaló, e substituí-o por Artur Silva.

«A ausência de um Governo em funções e estável há mais de três anos tem limitado a capacidade da UNIOGBIS de implementar na prática vários dos seus objetivos», referiu o representante especial de António Guterres para a Guiné-Bissau.

Até ao final do ciclo eleitoral, em 2019, a Guiné-Bissau continuará a ser um país que requer uma presença dedicada das Nações Unidas para evitar uma ainda maior deterioração da situação política e securitária a nível nacional, acrescentou Touré.

Para Touré, essa «presença dedicada» ajudará também a evitar «efeitos negativos» nos países vizinhos (Senegal e Guiné-Conacri), criando “território fértil para vários tipos de tráfico”.

«Será muito importante que, pelo menos por mais um ano, as Nações Unidas se mantenham empenhadas nos esforços de pacificação no país e que continua a apoiar a intervenção da CEDEAO para resolver a crise política», defendeu.
ANG/UN News

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Sociedade Civil



        Conselho Consultivo do Movimento da Sociedade Civil toma posse

Bissau, 15 Fev 18 (ANG) – Vinte e um membros do Conselho Consultivo do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento foram empossados hoje com o objectivo de trabalhar em colaboração com a nova direcção da organização para a promoção da segurança interna.
 
Em declarações à imprensa, o Presidente do referido Movimento, Fodé Carambá Sanhá disse que escolheram as pessoas que acabaram de tomar posse porque estão confiantes de que não vão comprometer a organização.

Garantiu que os empossados irão apenas pôr em prática as suas experiências para fazer com que os guineenses possam alcançar a paz e segurança.

Carambá Sanhá sublinhou que todas as decisões do Movimento vão ser tomadas sempre na base de um consenso entre a Direcção e o seu Conselho Consultivo.

Por sua vez, uma das recém empossadas, Macária Barai pediu os colegas no sentido de trabalharem na base de dignidade e de respeito, tendo acrescentado que o fundamental deverá ser a aplicação prática das decisões tomadas em qualquer que seja a circunstância.

“Digo que é fundamental pôr em prática as acções, porque a Sociedade Civil representa a voz do povo, assim sendo, é necessário agir de forma correcta com a finalidade de promover sempre o bem-estar comum”, sustentou.

Outro recém empossado,Bernardino Cardoso aconselhou os membros do Conselho Consultivo a distanciarem-se da política uma vez que, segundo ele, para ser a voz da comunidade não se deve manifestar a cor partidária.

Bernardino Cardoso elegeu a humildade, diálogo e honestidade como elementos que possam influenciar o trabalho de grupo e que podem conduzir um país rumo ao desenvolvimento. ANG/AALS/ÂC/SG

Crise política



União Africana se congratula com CEDEAO na aplicação de sanções aos políticos guineenses

Bissau,15 Fev 18 (ANG) – O Conselho de Segurança da União Africana (UA) congratula com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na aplicação de sanções  aos políticos guineenses que terão impedido o cumprimento  do Acordo de Conacri.
Representante da União Africana no país

Segundo a Rádio “Jovem”, a decisão da (UA) consta no comunicado final da  reunião do Conselho de Segurança da organização realizada no dia 12 do corrente na sede da UA, em Adis Abeba(Etiópia).

No comunicado, a União Africana (UA) pede a colaboração da comunidade internacional com a (CEDEAO) para a implementação efectiva das sanções à 19 políticos guineenses por alegado obstrução do Acordo de Conacri, vista como única via para acabar com crise política no país.

Exorta os políticos a trabalhar para implementação do Acordo de Conacri, assinado no dia 14 de Outubro 2016.

O acordo de Conacri prevê a nomeação de um Primeiro-ministro de consenso e de confiança do presidente da República e formação de um governo inclusivo pelos partidos com representação parlamentar, entre outras.

No documento a organização pediu também as forças de defesa e segurança a continuarem firmes na sua posição em cumprimento da Constituição da República. ANG/LPG/ÂC/SG