sexta-feira, 8 de junho de 2018

Desporto/Futebol


Federação de futebol da Guiné-Bissau assina contrato comercial com empresa americana African Football Corporation

Bissau, 08 Jun 18 (ANG) – A Federação Nacional de Futebol da Guiné-Bissau(FNFGB) assinou hoje um contrato comercial com a empresa Corporação Africana de Futebol/(African Football Corporation, em inglês)  para a comercialização de oportunidades de negócios que proporcionem as partes benefícios financeiros e posicionamento no mercado mundial de futebol.

O acordo foi assinado pelo Presidente da Federação Nacional de Futebol, Manuel Irénio  de Nascimento Lopes e pelo Presidente do Conselho da Administração da Empresa African Football Corporation, Oscar Faria, na presença de membros de Comité executivo da Federação Nacional de Futebol.

O documento prevê a concepção, promoção e exploração da plataforma comercial necessária para explorar o potencial económico e desportivo das equipas e jogadores inscritos na Federação de Futebol da Guiné-Bissau.

Ainda prevê o fornecimento e comercialização de todos os tipos de produtos relacionados com o desenvolvimento dos seus serviços e objetivos comerciais, bem como a celebração de todo o tipo de operações com entidades financeiras ou seguradoras.

Segundo o acordo, compete a African Footbal Corporation a obtenção e exploração do direito de propriedade industrial sobre marcas, desenhos, insígnias, patentes e qualquer outro bem intangível gerado pelo African Football Corporation, e administrar os respectivos registos perante a autoridade competente.

A Empresa African Footbal Corporation assumiu ainda a responsabilidade de preparar e formar o pessoal em todas as especialidades  para o cumprimento dos objetivos comerciais, bem como na realização de ações  promocionais e de Marketing visando a captação de recursos e execução das obrigações deste  contrato.

Após assinatura do acordo, o Presidente da FNFGB, Manuel Irénio de Nascimento Lopes reiterou a sua vontade em trabalhar para que num futuro próximo a seleção nacional possa participar no campeonato do Mundo de futebol.

O Presidente do Conselho da Administração da Empresa African Corporation, Óscar Faria desse esperar ganhos para todos.

Segundo o documento de contrato, A African Football Corporation , é uma sociedade comercial sedeada na cidade de Dover, nos Estados Unidos de América. ANG/LPG//SG

Investimento interno




Bissau,08 Jun 18(ANG) - O saneamento das finanças públicas que está a ser realizado pelo Governo guineense já permitiu investir em infraestruturas e na campanha agrícola, disse quinta-feira o primeiro-ministro, Aristides Gomes.

Em entrevista à agência Lusa em Lisboa,  Gomes referiu que as medidas para o saneamento das finanças "têm sido frutíferas" e geraram "alguma poupança".

"Essas poupanças estão a ser reinvestidas, nomeadamente na melhoria das infraestruturas (...) na aceleração do escoamento da castanha de caju, investimentos na campanha agrícola e fornecimento de sementes aos camponeses" ou na "melhoria das condições de vida dos servidores da saúde no interior do país", exemplificou.

Segundo o chefe do Governo guineense, o objetivo desta medida é "fazer uma consolidação orçamental a partir do tesouro para que todas as receitas tenham uma única canalização", uma vez que antes nem todas as receitas das empresas públicas davam entrada nos cofres do Estado.

Para Aristides Gomes, o saneamento das finanças públicas vai permitir ainda "atrair mais investimentos, dar mais credibilidade ao próprio Estado, aumentar a solidez da soberania do Estado porque sem essa autonomia na execução de despesas o Estado não tem credibilidade nenhuma".

Este programa está a ser apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o que permite obter "mais crédito junto de instituições que dão ajuda ao desenvolvimento", dos "países parceiros" ou dos bancos.

Segundo o primeiro-ministro, este acordo com o FMI representa uma "facilidade de crédito de mais de quatro milhões de dólares que vão ser reinvestidos sobretudo na área social".

Aristides Gomes referiu que os objetivos de curto prazo para o país são ainda, em termos políticos, a realização de eleições e depois as reformas do Estado no "setor de defesa e segurança, justiça, administração pública, administração económica" e "maior clarificação e adequação da Constituição" à sociedade guineense.

Questionado sobre se essas alterações à Constituição visam reforçar os poderes do Presidente, o chefe de Governo escusou-se a especificar, referindo que essa não é uma missão para o atual Governo, que pretende apenas "abrir o debate".

O executivo pretende pedir ao parlamento guineense que discuta a possibilidade de se realizarem referendos no país para que seja a população a decidir sobre as eventuais alterações à Constituição, disse, referindo "as diferenças" na classe política sobre o assunto.

Em relação à preparação das eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, uma das principais funções do atual Governo, Aristides Gomes referiu que "há promessas" da comunidade internacional para apoiar o processo" e adiantou que o Governo já comprou os 'kit' para o recenseamento biométrico. Segundo o primeiro-ministro, este avanço poderá levar a que a comunidade internacional desbloqueie a verba que prometeu.

Aristides Gomes falava à Lusa durante uma escala em Lisboa a caminho de Bruxelas, onde se encontrou na quinta-feira com o comissário europeu da Cooperação Internacional e Desenvolvimento, Neven Mimica.

De acordo com o chefe do Governo, a União Europeia comprometeu-se em apoiar as eleições legislativas com 1,5 milhões de euros, de um total estimado em 6,6 milhões de euros. Há ainda compromissos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e de vários parceiros, disse.

O objetivo desta visita a Bruxelas, acrescentou, é explicar "os avanços" para criar "as condições materiais e subjetivas" para as reformas de Estado que conduzam a Guiné-Bissau "a uma estabilização definitiva em termos políticos".

Sobre a mensagem que pretende deixar aos guineenses na diáspora, o primeiro-ministro admite que a situação do país "é difícil", mas isso "não é razão para cruzar os braços e esperar um milagre".

"Nós estamos à procura de fórmulas mais adequadas para as nossas instituições estatais para as adequar à nossa sociedade e fazê-las funcionar para o desenvolvimento económico e social do nosso país. É preciso não perdermos a esperança e não nos resignarmos à situação atual e trabalhar", disse. ANG/Lusa

Cultura


Direcçao Geral da Cultura não apoia realização de “Carnaval Académico” para evitar descrédito do “carnaval tradicional”  

Bissau, 08 Jun 18 (ANG) – A Direcção-geral de Cultura não abraça e nem autoriza a iniciativa do “Carnaval Académico”, denominando de 'Nturudo” organizado pelo Instituto Politécnico Nova Esperança (IP9), e que irá decorrer de 23 a 24 de junho deste ano. 

Em entrevista exclusiva à ANG, o Director Geral da Cultura, João Cornélio Correia justificou a sua posição com um alegado estudo em curso que visa a candidatura do carnaval tradicional da Guiné-Bissau como património material da humanidade, razão pela qual a Direção Geral da Cultura não pode permitir que o Instituto Politécnico (IP9) faça uma manifestação popular de rua.

"Não podemos vulgarizar o nosso carnaval. Fazer a festa de Nturudo como querem, fora do tempo do seu período normal”, criticou acrescentando, “ se toda a gente quer fazer as manifestações do carnaval quando quiser, quem vai interessar para a nossa maior manifestação cultural”?.

Aquele responsável afirmou ainda que a Direcção Geral da Cultura está a trabalhar no seu ponto prioritário que é um projecto de legislação cultural do país porque a ausência de leis no dominio de cultura levou as pessoas a fazerem o que bem quezerem sem prestar conta à ninguém.

"É verdade que a cultura gere rendimentos e cria emprego, mas deve ser regulamentada, através das leis. E já temos a lei de manifestação cultural, dentre as quais, de combate a pirataria porque alguém não pode criar uma obras mas outras pessoas é que enriquecem à custa dessa obra enquanto que o autor empobrece  cada vez mais ”, disse.

Disse que, em colaboração com a Secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desporto, preveem a transformação das instalações da Direção Geral da Cultura num Palácio da Cultura, onde passarão a ser realizados os concertos.

João Cornélio disse ainda que a falta de investimento e de assunção da parte do governo fez com que o carnaval perca o seu valor e atração popular, porque os meios disponibilizados para o efeito são poucos e não dão para organizar, da melhor forma, os desfiles carnavalescos.  

ANG/DMG/ÂC//SG