quinta-feira, 4 de julho de 2019

Itália/migração


           Desfecho de caso Sea Watch com libertação de Carola Rackete
Bissau, 4 jul 19 (ANG) - Um juiz italiano anunciou  terça-feira,a libertação da activista e capitã do navio da ONG SeaWatch III, Carola Rackete, que tinha sido presa pelas autoridades italianas no dia 29 de Junho por ter atracado no porto de Lampedusa com 40 migrantes, não obstante a proibição em vigor.
A ONG SeaWatch afirmou através de um comunicado que, a libertação de Rackete não só é uma grande vitória da solidariedade para com os migrantes do mundo inteiro, mas também condena a criminalização das organizações, que ajudam os refugiados na Europa.
A alemã Carola Rackete de 31 anos foi detida no último sábado, depois do navio da SeaWatch ter colidido com uma lancha da polícia italiana quando atracava no porto de Lampedusa, com pouco mais de 40 migrantes a bordo. O barco da SeaWatch III, não tinha sido autorizado a entrar no referido porto.
A entrada do navio de resgate de migrantes da SeaWatch em Lampedusa , a ilha situada no sul da Itália, pôs fim a um impasse de duas semanas.
O juiz que decidiu libertar Carola Rackete ao cabo de três dias de detenção, considerou que o decreto italiano sobre a segurança, não se aplicava nos casos de salvamento.
Segundo a SeaWatch III, a decisão judicial, a favor da activista alemã, é uma vitória para os migrantes , assim como para todas as organizações e pessoas envolvidas na assistência humanitária aos refugiados. A ONG sublinha também , que a libertação de Carola Rackete foi uma maneira de condenar as actuais políticas anti-refugiados, em vários países da Europa.
Rackete defendeu as suas acções de resgate , afirmando que foi obrigada a reagir para evitar uma nova tragédia humana e levar à terra os migrantes, depois de quinze dias no mar.
A capitã do SeaWatch III tinha sido acusada de encorajar a imigração ilegal e de passar pela força perante um lancha da polícia. O crime de ajuda à imigração ilegal é punido na Itália, com 10 anos de prisão.
Carola Rackete considerou que, o que ela fez não é um acto de violência, mas sim de desobediência civil.
Os migrantes transportados pelo SeaWatch III, desembarcaram em Lampedusa e serão posteriormente acolhidos por quatro países da União Europeia, respectivamente França,Alemanha,Finlândia, Luxemburgo e Portugal. ANG/RFI

Nomeação do novo PGR/Reacções


 Inspector Superior Contra Corrupção considera Embassa figura  ideal para  o cargo

Bissau 04 Jul. 19 (ANG) – O Inspector Superior Contra Corrupção afirmou hoje que o novo Procurador-Geral da República tem todas as condições morais e intelectuais para exercer a função de advogado do Estado com sucesso e imparcialidade.

Francisco Benante
Francisco Benante falava numa entrevista exclusiva à ANG disse que, como cidadão guineense atento a actual situação do país e alguém que conhece bem o agora PGR e como sendo uma pessoa simples, aberto e trabalhador, e que uma pessoa com tais características pode ser um bom árbitro, salientando que todos os que querem o bem para a Guiné-Bissau devem trabalhar com ele.

“Na verdade deves-me perguntar o que espero do novo Procurador-Geral da República, porque o seu antecessor meteu medo ao povo guineense no que concerne a verdadeira função deste órgão tão importante do país, mas tenho certeza de que este novo vai trabalhar de forma muito diferente”, disse.

Benante sustentou as suas afirmações, dizendo  que mesmo sendo uma personalidade que pertence ao partido mais votado nas últimas eleições legislativas, neste caso o PAIGC ou pertencente a nova maioria que está a governar, quem vir a infringir a lei ele vai lhe chamar a razão.

O antigo Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), disse que Ladislau Clemente Embassa é a pessoa certa no lugar, tendo afirmado que ele vai dar boa resposta ao povo guineense ou seja vai cumprir as leis cingindo  na Constituição da República.
ANG/MSC//SG

Rússia


                   Moscovo sai do tratado de desarmamento nuclear

Bissau, 4 jul 19 (ANG) -  O presidente russo, Vladimir Putin, ractificou nesta quarta-feira a saída do seu país do tratado de desarmamento nuclear INF, assinado durante a Guerra Fria com os Estados Unidos.
Em decreto, a Rússia deixa de seguir o texto assinado em 1987 pelas duas potências, que proibia o desenvolvimento de mísseis terrestres com alcance de 500 a 5.500 quilómetros.
A decisão, anunciada em Fevereiro deste ano, foi aprovada em Junho pelo Parlamento russo. O tratado sobre armas nucleares de alcance intermediário (INF) foi denunciado pelo presidente americano Donald Trump a um de Fevereiro e no dia seguinte pela Rússia.
Os dois países trocaram acusações de violação ao texto. A assinatura do tratado INF encerrou a crise dos euromísseis provocada pelo deslocamento na Europa dos SS-20 soviéticos com ogivas nucleares, que teve como resposta a transferência dos Pershing americanos.
A suspensão provoca o temor de uma nova corrida armamentista entre os dois países. ANG/Angop




Líbia


           Mais de 40 migrantes morrem em ataque a centro de detenção

Bissau, 04 jul 19 (ANG) -  Mais de 40 migrantes foram mortos num bombardeamento contra um centro de detenção na periferia de Trípoli (Líbia), um ataque atribuído às forças do marechal Khalifa Haftar e que provocou duras condenações internacionais
Segundo a AFP, o ataque "pode claramente constituir um crime de guerra", disse nesta quarta-feira (3) o enviado da ONU na Líbia, Ghassan Salamé.
"Matou (...) pessoas inocentes forçadas a estar neste refúgio por causa das suas condições de vida pavorosas", acrescentou num comunicado.
Na terça-feira à noite, um ataque aéreo fez um buraco de cerca de três metros de diâmetro no centro desse hangar em Tajura, na periferia leste de Trípoli. Vários corpos jaziam no chão, segundo um fotógrafo da AFP.
De acordo com um comunicado da Missão de Apoio da ONU à Líbia (MANUL), no qual Ghassan Salamé foi citado, o balanço desse ataque é de "pelo menos 44 migrantes" mortos e mais de "130 gravemente feridos".
"Esse ignóbil e sangrento massacre é uma das consequências mais terríveis e trágicas do absurdo dessa guerra", acrescentou Salamé.
O enviado da ONU apelou à comunidade internacional para "condenar este crime e impor sanções apropriadas aos autores desta operação em flagrante violação" dos direitos humanos.
O Conselho de Segurança não obteve um acordo para condenar o ataque, após os Estados Unidos decidirem não apoiar a declaração.
Após duas horas de sessão, o Reino Unido fez circular uma declaração que condenava o ataque, pedia um cessar-fogo e a volta do diálogo.
É a segunda vez que esse centro de migrantes de Tajura, onde vivem mais de 600 pessoas, é atingido desde que o marechal Khalifa Haftar, homem forte do leste do país, lançou uma ofensiva em Abril para controlar a capital do país.
Num comunicado, o Governo de União Nacional (GNA), com sede em Trípoli e reconhecido pela ONU, denunciou o que chamou de "crime odioso" e o atribuiu "ao criminoso de guerra Khalifa Haftar".
Na sua nota, o GNA acusou as tropas de Haftar de terem cometido um ataque "premeditado" e "preciso" contra o centro de migrantes.
A autoria do ataque não foi reivindicada, mas a mídia que apoia Haftar mencionou a iminência de uma "série de ataques aéreos" na área de Trípoli e Tajura, onde o centro de migrantes está localizado.
Em Tajura, ficam vários centros militares controlados pelo governo.
Nesta quarta-feira à noite, forças ligadas ao marechal Haftar responsabilizaram-se por um outro ataque, desta vez contra o aeroporto de Mitiga. Este é o único em funcionamento em Trípoli. Não houve vítimas, nem danos materiais, afirmaram autoridades aeroportuárias, acrescentando que os voos foram suspensos.
ONU pede investigação independente  
O ataque provocou várias reacções da comunidade internacional.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, "pede uma investigação independente sobre as circunstâncias" do ataque, declarou seu porta-voz, Stéphane Dujarric.
"É preciso garantir que os autores sejam levados à Justiça", frisou, destacando que "as Nações Unidas haviam dado a localização exacta do centro de detenção às partes" em conflito para evitar que fosse um alvo.
Guterres está "indignado", acrescentou o seu porta-voz.
Este episódio "destaca a necessidade urgente de fornecer abrigos seguros para todos os refugiados e migrantes até que os seus pedidos de asilo sejam atendidos, ou eles sejam repatriados de maneira segura" para o seu país de origem, completou Dujarric.
"O secretário-geral reitera o seu apelo por um cessar-fogo imediato na Líbia e o retorno a um diálogo político" para resolver o conflito, concluiu.
A União Europeia (UE) também pediu uma investigação imediata sobre o ataque. União Africana, EUA, França, Itália, Catar e Turquia reforçaram a condenação à ofensiva.
"Esta trágica e desnecessária perda de vidas, que atingiu uma das populações mais vulneráveis, ressalta a urgente necessidade de que todas as partes líbias reduzam a intensidade da luta em Trípoli e voltem ao processo político", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Morgan Ortagus.
O alto comissário da ONU para os refugiados (Acnur), Filippo Grandi, advertiu no Twitter sobre "três mensagens-chave: os migrantes e refugiados NÃO podem ser presos, os civis NÃO podem ser alvos, a Líbia NÃO é um lugar seguro para devolver" os migrantes.
"Estamos horrorizados com essas mortes", disse à AFP Charlie Yaxley, porta-voz do Acnur.
O porta-voz expressou a "extrema preocupação" da organização sobre os "rumores" que apontam que o local servia de "depósito de armas".
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) reagiu no Twitter a "esses terríveis acontecimentos" e pediu a "imediata evacuação dos refugiados e migrantes presos em centros de detenção em Trípoli".
Agências da ONU e organizações humanitárias reiteraram que os migrantes resgatados do mar não podem ser devolvidos para a Líbia, em função do caos institucional no país.
O presidente da comissão da União Africana, Musa Faki Mahamat, "condenou fortemente" o ataque e pediu uma "investigação independente para garantir que os responsáveis pela morte horrível desses civis prestem contas".
A Itália expressou a sua "consternação" e condenou o "bombardeio cego de áreas civis".ANG/Angop



Posse novo Governo


                 Presidente da República  promete apoio ao novo governo

Bissau,04 Jul 19(ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz manifestou quarta-feira a sua total disponibilidade em apoiar os recém eleitos membros do Governo liderado por Aristides Gomes.

“Aos novos membros do Governo, a missão que vos espera não será fácil. O país tem muitos problemas, há muitos desafios e eu coloco a vossa disposição em tudo que posso contribuir para o sucesso desse executivo, porque não é o Governo de A, nem de B e nem de C. É um Governo do Povo da Guiné-Bissau”, disse José Mário Vaz depois de conferir posse aos novos membros do Governo.

O chefe de Estado sublinhou que, para o efeito, todos os cidadãos guineenses são obrigados a arregaçar as mangas para ajudar o executivo para que tenha sucesso, acrescentando que o seu êxito é de todo o povo da Guiné-Bissau.

“Bem haja, boa sorte e contem comigo”, desejou a concluir José Mário Vaz.
Por sua vez, o Primeiro-ministro Aristides Gomes frisou sentir-se honrado em assumir a chefia do novo executivo empossado .

Disse ser  a expressão estrutural de governação de uma maioria política decorrente dos resultados das últimas eleições legislativas realizadas à 10 de Março último.

Gomes disse que, com efeito, o seu Governo orientará a sua acção rumo à melhoria das condições gerais  das populações.

Para isso, de acordo com Aristides Gomes, o acento tónico terá a sua incidência na criação de um ambiente favorável à melhoria global da cadeia de valores das riquezas do país assim como na diversificação dos lucros.

Aristides Gomes afirmou que, para atingir, no máximo,  tais objectivos, deve-se  seguir a via de reflexão estratégica e de realizações nomeadamente do saneamento das finanças públicas, das reformas estruturais e edificação de um Estado forte e de reforço e desenvolvimento da Educação Nacional.

“O Governo fará tudo para se apoiar nas conquistas elaboradas através de diferentes exercícios de concepção de políticas públicas do país com incidência na síntese programática que constitui o Plano Terra Ranka para basear a sua acção global rumo ao desenvolvimento”, prometeu.

O Primeiro-ministro sublinhou que esta vocação governamental necessita contudo da resolução de problemas de imediato, que preocupa todos os guineenses, cuja solução constitui a condição principal para que se possa encarar com segurança a acção global para o desenvolvimento.

“Trata-se  das eleições presidenciais que deverá marcar o fim sistémico da crise política e por conseguinte de actual transição”, disse.

Aristides Gomes salientou que a sua determinação de sempre será imprimida à acção governamental com vista a realização dessas eleições na transparência e na objectividade.
“Realizar-se-ão novamente em clima de tensão com o fim do mandato do Presidente da República que teve a necessidade de um arranjo político para a arbitragem supranacional da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO)”, explicou.

O chefe do Governo frisou que esse arranjo foi igualmente aprovado pela Comunidade Internacional, salientando que esse clima de tensão encontra no entanto na investidura desse Governo, um factor de dissuasão.

 “Apesar disso, subsiste uma certa desconfiança em torno da nomeação do actual Procurador Geral da República que não pode mobilizar consensos nomeadamente entre o Presidente da República e a maioria actual da coligação dos partidos representados no executivo”, disse. ANG/ÂC//SG  

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Política


                             Novo governo tomou posse esta quarta-feira

Bissau, 3 jul 19 (ANG) -  O novo elenco governamental  resultante das eleições legislativas de 10 de março acaba de ser anunciado  em Bissau e é composto de 31 membros, 16 ministros e 15 secretários de estados.

Aristides Gomes chefe do Governo
Onze mulheres fazem parte do novo governo que esta tarde tomou posse, e integrado por elementos do PAIGC e seus aliados que constituem a maioria parlamentar de 54 deputados.

Eis a lista completa do executivo :

1-    Armando Mango- ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares -  Porta-voz do Governo.

2-    Odete Costa Semedo – ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral.
3-    Adiato Djalo Nandigna- ministra das Pescas.

4-    Suzi Barbosa -  ministra dos Negócios estrangeiros e das Comunidades
5-    Luis Silva de Melo – ministra da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria-
6-    Juliano Fernandes-ministro do Interior
7-    Geraldo Martins – ministro das Finanças e da Economia.
8-    Iaia Djalo – ministro do Comércio e Indústria.
9-    Dautarin da Costa – ministro da Educação nacional e ensino Superior-
10- Fatumata Djau Baldé –ministra da Administração Pública e Modernização do Estado.
11- Rute Monteiro – ministra da Justiça e Direitos Humanos
12- Magda nely Robalo Silva – ministra da saúde Pública.
13- Cadi Seidi – minstra da Mulher, Família e protecção Social.
14- Nelvina Barreto – ministra da agricultura e Floresta.
15- Issufo Baldé – ministro dos Recursos Naturais e Energia.
16- Osvaldo Abreu – ministro das Infraestruturas , Habitação e Desenvolvimento Urbano.
17- Quite Djata – Secretário de Estado do Ambiente-
18- Samuel Dinis Manuel – secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.
19- Malam Bacai Júnior – Secretário de Estado das Comunidades.
20- Dionísio Pereira – Secretário de Esstado da Juventude e Desportos.
21- José Djô – secretário de Estado do Orçamento.
22- Suleimane Seidi – secretário de Estado do Teosuro.
23- Anaximandro Zilene Menu- secretário de estado da gestão Hospitalar.
24- Garcia Bifa bedeta – secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica.
25- Catarina Taborda – secretária de Estado do Turismo e Artesanato.
26- Júlio César Nosolini – Secretário de Estado da Gestão Eleitoral.
27- M+ario Saiegh – secretário de Estado da Ordem Pública.
28- Tomásia manjuba – Secretária de Estado do Plano e Integração Regional-
29- António Spencer Embaló – secretário de estado da Cultura.
30- João Maria Baticã Fereira – secretário de Estado da Comunicação Social
31- Armindo João Handem – secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria. ANG//SG



Justiça

                        Nomeado novo Procurador Geral da República

Bissau, 3 jul 19 (ANG) – O novo Procurador-geral da República recomendado pela CEDEAO foi esta quarta-feira nomeado através de  um decreto presidencial, na pessoa do Juíz Conselheiro, Ladislau Clemente Fernandes Embassa.

Embassa desempenhava até então as funções de presidente do Conselho Nacional de Comunicação Social, órgão sob tutela da Assembleia Nacional Popular que fiscaliza o exercío da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau.

O Juíz Conselheiro substitui, Bacar Biai, exonerado terça-feira das suas funções, para as quais fora nomeado em Novembro de 2017.

Ladislau Embassa foi hoje investido nas funções numa cerimonia presidida pelo chefe de Estado cessante, José Mário Vaz. ANG//SG

UEMOA


“Investimentos na Guiné-Bissau ultrapassam 87 mil milhões de francos CFA”, diz representante residente

Bissau, 03 jul 19 (ANG) – O representante residente da União Económica Monetário da África Ocidental (UEMOA), Georges Sehoue disse que os investimentos na Guiné-Bissau ultrapassam 87 mil milhões de francos cfa.

Segundo o Jornal Nô Pintcha, Geoges Sehoue que falava no quadro das celebrações dos 25 anos da UEMOA no país disse que o montante fora utilizado em vários programas e projectos  a favor das populações, destacando o programa hidráulico que visa contribuir de forma durável para a melhoria de acesso à água potável pelas populações rurais através da execução de 400 furos de água, orçados em mais de quatro mil milhões de francos cfa.

Aquele responsável disse ainda que no sector energético, o Programa de Desenvolvimento de Energias Renováveis e da Eficácia Energética da UEMOA (PRODERE) financiou o fornecimento e instalação de 1.363 lâmpadas e 126 kits solares fotovoltaicos, orçados em mais de dois mil milhões de francos CFA, estes painéis, em algumas artérias da cidade de Bissau e do interior.

Disse que no sector das pescas, o projecto co-gestão das pescas das rias do Sul do país está  em vias de promover a gestão durável e participativa dos pescadores artesanais, nos principais rios e contribuir para a redução da pobreza das comunidades costeiras, acrescentando que acresce a estas intervenções, o apoio às campanhas agrícolas entre 2013 e 2017 que consistiram na formação de produtores agrícolas sobre a  forma de garantir a segurança alimentar e melhorar o nível de vida dos agricultores.

Geoges Sehoue referiu que a central Biomassa instalada em Safim, arredores de Bissau, é uma intervenção da UEMOA na Guiné-Bissau, mas que se encontra inoperacional tendo sido orçado em  350 milhões de francos cfa. Explicou que a  implementação desse projecto na Guiné-Bissau visava  o aproveitamento do  potencial que o país tem na produção de castanha de caju para a central funcionasse inteiramente na transformação da castanha como carburante.

Informou que a organização investiu no laboratório da biossegurança instalado no quadro de reabilitação do Hospital 3 de Agosto,  200 mil milhões de francos incluindo materiais e formação do pessoal, e revelou que  actualmente a UEMOA tem um projecto de apoio técnico ao país que abrange o sector de saúde, orçado em mais de mil milhões de francos cfa, que visa capacitar técnicos administrativos e  funcionários públicos, para além de um  projecto de apoio ao sector da educação, concretamente ao ensino superior, para  formação e aquisição de equipamentos, com um orçamento de mais de dois mil milhões de francos cfa.

Os  fundos com os quais a UEMOA suporta os seus programas e projectos na segundo este responsável, provém de recursos próprios da organização através de uma taxa comunitária (PCS) colectada a partir das exportações feitas ao nível do espaço, e também de recursos externos mobilizados juntos de doadores internacionais como o Banco Mundial e outras entidades financiadoras.

George Sehoue promete a continuidade da implementação dos programas e projectos a favor do povo da Guiné-Bissau, e apela as populações beneficárias para o bom uso dos apoios.

A intervenção da UEMOA na Guiné-Bissau totaliza 49 programas e projectos, dos quais 34 estão  integralmente concluídos com o investimento calculado em mais de 87 mil milhões de francos CFA.

A organização sub-regional ainda intervém nos domínios  de desenvolvimento territorial, infra-estruturas, urbanismo, assim como da governação económica.

A UEMOA foi criada em 10 de Janeiro de 1994 por sete países que utilizavam o franco cfa como moeda, nomeadamente Benin, Burkina Faso, Costa de Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo. A Guiné-Bissau é o oitavo país a aderir à organização a 2 de maio de 1997. 

 ANG/DMG//SG 

Presidenciais 2019


                                       China doa material informático à CNE

Bissau, 03 jul 19 (ANG)- A Comissão Nacional de Eleições(CNE) recebeu hoje da República Popular da China um donativo constituído de 50 computadores portáteis, 10 fotocopiadoras,100 UPS, 30 impressoras entre outros materiais informáticos.

Segundo o embaixador chinês em Bissau, Jin Hongjun a oferta se enquadra no apoio de Pequim as eleições presidenciais previstas para 24 de novembro.

Acrescentou que é sinal de amizade entre os povos guineenses e chineses e que espera que contribua para o processo eleitoral em curso.

O presidente da CNE, José Pedro Sambu , presidente da CNE disse na ocasião ser importante o donativo para a realização de eleições presidenciais de novembro.

 ANG//SG

União Europeia


                                          Escolhidos novos líderes
Bissau, 03 jul 19 (ANG) - Os líderes europeus escolheram nessa terça-feira (2), durante uma cúpula em Bruxelas, quatro personalidades para ocupar as mais altas funções da União Europeia.
O Parlamento Europeu pretende eleger o seu novo presidente nesta quarta-feira (3).
Duas mulheres e dois homens, três dos quais originários de países fundadores da União Europeia (UE), foram eleitos para ocupar os postos-chave do bloco.
A presidência da Comissão Europeia ficou com a alemã Ursula von der Leyen, de 60 anos, mãe de sete filhos. Ela estará a frente do órgão executivo da União Europeia, devendo assegurar a correta aplicação dos textos e o respeito aos tratados. O seu mandato é de cinco anos, renovável uma vez.
Ligada à chanceler Angela Merkel, de quem às vezes é indicada como herdeira política, Von der Leyen fala francês e é apreciada por Paris, particularmente pela cooperação em temas de defesa franco-alemã. No entanto, o balanço de sua atuação no ministério da Defesa, cargo que ocupou por quase seis anos, é considerado controvertido.
Para a presidência do Conselho Europeu foi escolhido Charles Michel, atual primeiro-ministro belga, de 43 anos, um liberal que teve carreira política precoce, graças a seu pai, o ex-comissário europeu, Louis Michel.
Há cinco anos ele preside a coalizão com o N-VA (nacionalistas flamencos), um partido que defende a independência de Flandes e seus próprios estatutos. Seu mandato é de dois anos e meio, renovável uma vez.
Escolhido para a chefia da diplomacia europeia, o espanhol Joseph Borrell (PSOE), de 72 anos, é um catalão firmemente anti-independência de sua região. O seu papel é coordenar a política externa e de defesa da UE, uma tarefa às vezes delicada.
Borrell é conhecido por seu discurso direto e, nos últimos meses, esteve ativamente envolvido na situação na Venezuela, tendo criticado a administração de Donald Trump.
A francesa Christine Lagarde, de 63 anos, assume a presidência do Banco Central Europeu (BCE), em substituição ao italiano Mario Draghi. Ex-campeã de nado sincronizado, advogada que virou banqueira, ela já alcançou altos postos: foi a primeira ministra das Finanças na França e chefiouo Fundo Monetário Internacional(FMI).
Christine Lagarde afirmou estar "muito honrada por ter sido indicada para a presidência" do Banco Central Europeu. "Em consulta com o Comitê de Ética da Diretoria, decidi deixar temporariamente minhas funções como diretora-gerente (DG) do FMI durante o período de nomeação", disse ela em um tuíte.
A nomeação significa que Lagarde se demitirá dois anos antes do final de seu segundo mandato de cinco anos no comando do FMI, o que vai motivar a busca por um substituto.
 O conselho executivo do fundo deve se reunir para discutir os próximos passos, incluindo a liderança interina. O economista americano David Lipton, que atua como vice de Lagarde no FMI, seria uma escolha lógica para liderar a instituição nesse período. 
ANG/RFI


OPEP


                  Mantida a  redução da produção de petróleo mundial
Bissau, 03 jul 19 (ANG) - A Opep e seus aliados, reunidos em Viena, aprovaram de forma unânime , segunda-feira (1°), a prorrogação por 9 meses da redução da produção em vigor.
O objetivo da medida, proposta pela Rússia e pela Arábia Saudita, é reforçar os preços do petróleo.
Os 14 Estados da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e seus dez aliados (liderados pela Rússia) declararam, durante uma reunião realizada em Viena, seu apoio unânime a esse compromisso, informou o ministro russo de Energia, Alexander Novak.
Os 24 países, que extraem metade do petróleo mundial, decidiram em dezembro reduzir sua oferta acumulada de 1,2 milhão de barris por dia(mbd) para estimular os preços do petróleo.
A extensão das quotas parece gerar consenso entre a OPEP e seus parceiros, já que há necessidade de estabilizar os valores num contexto de fortes tensões geopolíticas em torno do Irã, da fraca demanda e uma oferta abundante. Os riscos geopolíticos parecem ofuscados por uma demanda de energia lenta e uma desaceleração global. 
No entanto, apesar do voto unânime, a crescente influência da Rússia e da Arábia Saudita, que se aliaram há três anos para enfrentar a queda nos preços, causa desconforto entre alguns produtores.
Quando chegou nesta segunda (1°) a Viena, o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Namdar Zanganeh, denunciou o carácter unilateral do acordo entre Moscou e Riad. "O principal perigo que a Opep enfrenta agora é a unilateralização", disse o ministro, acrescentando que "a Opep morrerá com esse procedimento" de decisões, liderado por seu rival regional saudita.
Ainda assim, Teerã apoiará o teto de produção, do qual é isento em razão da reintrodução das sanções americanas, que sufocam suas exportações de petróleo, informou o representante iraniano.
A Agência Internacional de Energia reduziu suas previsões mundiais de demanda de petróleo para 2019. A produção de petróleo de xisto dos EUA continua a crescer, competindo com a OPEP e inflacionando as já elevadas reservas mundiais.
O anúncio do acordo russo-saudita permitiu que o preço do barril de petróleo WTI ultrapassasse os US$ 60 nesta segunda-feira (1°), na abertura das bolsas europeias.
ANG/RFI/AFP

Itália/Migração


                      Alemanha exige libertação da capitã do “Sea Watch 3”
Bissau, 03 jul 19 (ANG) - As autoridades alemãs se mobilizam a favor de Carola Rackete, capitã do navio humanitário "Sea-Watch 3" presa por tê-lo atracado na ilha italiana de Lampedusa no último sábado (29) para o desembarque de 40 migrantes.
A ambientalista compareceu  segunda-feira (1°) a uma primeira audiência em um tribunal na Sicília.
O ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, afirmou  segunda-feira que a Itália deve libertar a ativista.. "Do nosso ponto de vista, o processo judicial só pode ser concluído com a libertação de Carola Rackete", escreveu Maas no Twitter. "Nós nos opomos à criminalização do resgate marítimo", acrescentou.
O chefe da diplomacia alemã ainda declarou que é preciso encontrar uma solução urgente para a questão dos migrantes regatados no mar. "A comercialização da distribuição dos refugiados é indigna e deve cessar", concluiu Maas.
A libertação de Carola Rackete, de 31 anos , também foi discutida durante a cúpula europeia, em Bruxelas, nesta segunda-feira. O presidente do Conselho Italiano, Giuseppe Conte, explicou à chanceler alemã, Angela Merkel, que o caso da ambientalista está nas mãos da justiça italiana e que o executivo não pode interferir.
A jovem pode ser libertada à espera de julgamento e rapidamente expulsa, já que o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, disse que já havia assinado um decreto de expulsão. O juiz terá 48 horas para se pronunciar sobre o destino da capitã.
Carola Rackete violou na madrugada do último sábado o cerco imposto à embarcação "Sea-Watch 3", bloqueado na costa italiana com 40 migrantes a bordo. A jovem resolveu atracar no porto de Lampedusa, onde foi detida.
O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, chamou a jovem de "pirata" e denunciou um "ato criminoso, um ato de guerra". Ele ordenou a prisão da alemã, prometendo embargar o navio, além de impor uma forte multa para a ONG.
Os migrantes estavam na embarcação desde 12 de junho, depois de terem sido salvos perto da costa da Líbia pelo "Sea-Watch 3". Segundo a capitã, a situação dentro do navio estava "extremamente tensa, com "pessoas exaustas e desesperadas", após aguardar semanas por uma decisão do governo italiano.
"Sou branca, nasci em um país rico e tenho o passaporte adequado", respondeu a alemã a um jornalista italiano do diário La Reppublica que perguntou o que teria levado uma pesquisadora ambiental a se tornar capitã de um navio humanitário.
Irritado com as declarações da jovem, Salvini reagiu no Twitter: "Por que todos aqueles que nascem 'brancos, alemães e ricos' devem vir encher o saco da Itália? O que o governo de Berlim pensa? É normal que um dos seus cidadãos venha até nós e diga: não estou nem aí para as leis italianas?", publicou.
De acordo com fontes policiais citadas pela imprensa italiana, Carola Rackete estava calma na delegacia e pediu perdão pelos riscos que provocou para o pequeno barco das forças da ordem, ao forçar a entrada no porto de Lampedusa. Se for considerada culpada, Carola Rackete pode ser condenada a até 10 anos de prisão. 

ANG/RFI

CAN-2019


      Guiné-Bissau perde 0-2 com Gana e se despede da competição

Bissau,03 Jul 19(ANG) – A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau foi derrotada terça-feira pela sua congénere do Gana por duas bolas à zero, no terceiro jogo do grupo F, do Campeonato Africano das Nações(CAN-2019) à decorrer no Egipto e ficou afastada da prova.

A selecção do Gana inaugurou o marcador aos 46 minutos por intermédio de Jordan Ayhu, e Tomás Partey aos 72 minutos fechou o resultado final em 2-0.

A selecção nacional da Guiné-Bissau se despediu do CAN-2019 no último lugar do grupo F, com apenas um ponto, devido  ao empate  frente a turma do Benin, tendo sofrido  duas derrotas respectivamente contra os Camarões e  Gana.

A selecção do Gana que ficou no quarto lugar no último Campeonato Africano das Nações disputado no Gabão em 2017, apurou  para os oitavos de final da prova no primeiro posto, com cinco pontos igual pontuação  com o detentor do troféu, os Camarões, que ficou em segundo lugar.

O Benin que somou três pontos figurou-se  em terceiro lugar mas  ambas as selecções se apuraram para a próxima fase.

As 16 selecções já apuradas para os oitavos de final do CAN-2019, vão disputar o apuramento para os quartos de final entre os dias 5 e 8 do corrente mês, com o seguinte acalendário: Marrocos/Benin, Uganda/Senegal, Camarões/Nigéria, Egipto/África de Sul, Madagáscar/República Democrática do Congo, Argélia/Guiné Conacri, Mali/Costa de Marfim e Tunísia/Gana.

A Edição número 32 do Campeonato Africano das Nações(Egipto 2019), decorrerá até  19 do corrente mês, dia da final da prova.

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