quarta-feira, 10 de julho de 2019

Política




Cipriano Cassamá anuncia candidatura às presidenciais de novembro

Bissau,10 Jul 19(ANG) - O presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) , Cipriano Cassamá, anunciou terça-feira, em Luanda, que vai ser candidato às presidenciais marcadas para 24 de novembro próximo.

Cipriano Cassamá, que falava aos jornalistas após ter sido recebido em audiência pelo Presidente de Angola, João Lourenço, indicou que, caso seja eleito, indicará o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das legislativas), Domingos Simões Pereira, para o cargo de primeiro-ministro.

"Depois de uma reflexão profunda, enquanto primeiro vice-presidente do partido [PAIGC], decidi candidatar-me às eleições presidenciais. Confirmo que sou candidato e serei candidato a essas eleições de 24 de novembro",afirmou Cipriano Cassamá.

A questão fora posta pela agência Lusa, depois de Cipriano Cassamá, durante os trabalhos da IX Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terça-feira se iniciou em Luanda, ter dito que não estaria presente na próxima reunião da instituição, porque será, então, já Presidente da Guiné-Bissau.

Confrontado pela Lusa, Cipriano Cassamá confirmou a candidatura e e não se mostrou preocupada com outras s candidaturas vindas do próprio PAIGC, nomeadamente em relação a Domingos Simões Pereira, e a do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, afastado em 2012, quando então se preparava para a segunda volta das presidenciais desse ano.

"Domingos Simões Pereira é o presidente do meu partido. Com ele tenho uma aliança. Eu desisti no Congresso de Cacheu (2014). Fui com 379 delegados. Eu era candidato para ser presidente do partido. Dado algumas considerações, desisti da minha candidatura, fizemos uma aliança e ele é presidente do partido e continuo a ter muita confiança nele", explicou.

"Penso que, enquanto Presidente da República, dentro de cinco a seis meses, ele voltará a chefiar o Governo da Guiné-Bissau. Tudo farei, porque, neste momento, já temos apoios internos no partido e ao nível das outras instituições da República. Penso que quanto a Domingos Simões Pereira não haverá problema",acrescentou.

"Eu, enquanto candidato à Presidência da República, ganharei as eleições e convidarei o presidente do PAIGC para assumir o Governo", insistiu.

Em relação a Carlos Gomes Júnior e a eventuais outros candidatos, Cipriano Cassamá foi mais evasivo.

"Quanto a outros candidatos, nós conhecemo-nos bem. Tudo o que fiz durante estes cinco anos, fi-lo com sentido de Estado e de responsabilidade, cumprindo o regimento da Assembleia Nacional Popular (ANP) e a Constituição da República. Defendi o Estado da Guiné-Bissau e contra as pessoas que queriam pôr em causa a normalidade constitucional", sustentou.

Questionado pela Lusa sobre a possibilidade de um eventual adiamento do ato eleitoral, Cipriano Cassamá declarou que não vê razões para tal e mostrou-se convicto de que a votação ocorrerá na data marcada, no final de junho, pelo Presidente guineense, José Mário Vaz.

"Da parte do PAIGC, dos partidos políticos, da coligação [com maioria na Assembleia Nacional Popular], e enquanto presidente do parlamento, pensamos que não há razões para o adiamento dessas eleições. Falei com o Presidente de Angola e reafirmei o pedido para continuarem a acompanhar a Guiné-Bissau, não só nos financiamentos, mas em tudo o que é necessário para que as eleições se realizem e que não sejam adiadas", respondeu.

Cipriano Cassamá lembrou que a Guiné-Bissau contou com o apoio de Angola no processo que permitiu ao país alcançar a paz, bem como a formação do novo Governo, liderado por Aristides Gomes, durante a polémica em torno da nomeação de um novo chefe do executivo de Bissau, que envolveu o Presidente guineense, José Mário Vaz.

Nas declarações aos jornalistas, a segunda figura da hierarquia do Estado guineense teceu duras críticas ao chefe de Estado guineense, acusando-o de estar a utilizar uma "interpretação pessoal da Constituição da República".

"Não é nada normal. Penso que, quem conhece bem a nossa Constituição, é clara, explícita e tem de se cumprir", disse, salientando que, na Guiné-Bissau quem tem de governar é o executivo e não o Presidente da República.

Mais de três meses após as eleições legislativas de 10 de março, José Mário Vaz rejeitou indigitar como primeiro-ministro o presidente do PAIGC, que depois acabou por indicar Aristides Gomes, então chefe do Governo cessante, para o cargo, o que o chefe de Estado aceitou, mas sem nomear imediatamente o novo exexutivo.

O novo Governo foi nomeado a 03 de julho, quase quatro meses depois das eleições legislativas, e no último dia do prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Cipriano Cassamá referiu-se também à nomeação do novo procurador-geral da República guineense, criticando novamente José Mário Vaz, lembrando que o comunicado final da reunião de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada a 29 de junho na Nigéria, foi claro a esse respeito.

"De acordo com o comunicado dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, os partidos políticos com maioria parlamentar proporiam três nomes. Dos três nomes, o presidente cessante [José Mário Vaz] escolheria um. Mas fez tudo ao contrário. Isso preocupa-nos, e esperamos que haja bom senso da parte dele e de todos nós para que a Guiné-Bissau volte à estabilidade de uma maneira definitiva e que resgatemos a nossa credibilidade ao nível nacional e internacional", concluiu.ANG/Lusa


Ensino especial


 Escola de surdos/mudos recebe  equipamentos escolares e géneros alimentícios

Bissau,10 Jul 19(ANG) – Uma equipa da Fundação João XXIII, chefiada pelo seu representante na Guiné-Bissau procedeu hoje a entrega de diversos equipamentos escolares, géneros alimentícios e roupas à Escola de Surdos/Mudos.

No acto da entrega do referido donativo, Jacinto Duarte Felipe afirmou que começaram a apoiar a Guiné-Bissau nos anos 90, e que a primeira ajuda foi a  recuperação do bairro social de São Vicente Paulo, em Bissau.

“Depois, e através do falecido Dr. Fernando Cá, cidadão guineense e natural da região de Biombo, foi nos oferecido um terreno em Quinhamel onde estamos a construir uma Granja e com apoio do Régulo local construímos igualmente a nossa sede em Ondame”, explicou.

Jacinto Duarte Felipe disse que, em relação aos Surdos e Mudos, a Guiné-Bissau, como país pobre, precisa de muitos apoios, salientando que o primeiro apoio concedida à aquela unidade escolar tem a ver com a doação de um autocarro de 56 lugares que chegou ao país hà dois anos.

“Depois veio o tal contentor de equipamentos escolares, géneros alimentícios e roupas”, referiu.

Aquele responsável sublinhou que na visita que efectuaram hoje à Escola de Surdos e Mudos constataram que as camas beliches dos dormitórios dos alunos estão com falta de colchões, pelo  que vão fazer diligências para colmatar essas dificuldades

Por sua vez, o Presidente da Escola de Surdos/Mudos da Guiné-Bissau, afirmou que, a partir do próximo ano, a Escola passará a funcionar como um Internato.

José Augusto Lopes frisou que no ano passado a Embaixada da China no país concedeu-lhes 120 camas beliche e estão a precisar de colhões para os equipar para poderem albergar as crianças.

“Para o próximo ano vamos poder receber as crianças sob regime do internato. Como é do conhecimento de todos, temos muitas crianças em diversas localidades do interior do país mas  não temos meios para implantar a Escola em todas as regiões”, disse.

José Lopes afirmou que, se a Escola de Surdos e Mudos for equipada, vão resgatar todas as crianças que se encontram no interior do país para Bissau, a fim de puderem estudar.ANG/ÂC//SG

Comunicação social


 Novo Secretário de Estado apela regularização da situação de estagiários de órgãos públicos

Bissau, 10 Jul 19 (ANG) – O Novo Secretário de Estado da Comunicação Social afirmou esta terça-feira que 85 por cento dos funcionários dos órgãos públicos são estagiários.

João Baticã Ferreira que falava aos jornalistas após a sua primeira visita como responsável daquela instituição estatal ao Centro Emissor de Nhacra, apela a resolução do problema para que os órgãos públicos deixassem de funcionar sob dependência de estagiários.

Acrescentou  que apesar destes não terem um vínculo com o Estado, não significa que vão ficar de fora, porque se assim for haverá  consequências graves para os órgãos de comunicação social estatais, razão pela qual prometeu resolver a situação desses funcionários.

Quanto ao centro de emissor de Nhacra, João Baticã disse ter recebido informações sobre o estado de  degradação do edifício do referido centro, nomeadamente, devido a infiltração de água, e que pode danificar os equipamentos ali instalados.

Por outro lado, João Baticã fala da necessidade de aquisição de um novo grupo de gerador, porque um dos geradores que garantem o fornecimento da corrente eléctrica está ultrapassado, e fora de uso no mercado mundial, e que o segundo  funciona a meio gás.

Para solucionar os problemas existentes no centro, o Secretário de Estado da Comunicação Social prometeu elaborar um plano de emergência para resolver a situação da cobertura do edifício, aquisição de geradores e novos equipamentos para assegurar a cobertura nacional, permitindo assim que os guineenses tenham mais acesso as informações do país.

Porque segundo ele o país está a sofrer uma invasão cultural dos países vizinhos através da media, o que diz ser  muito perigoso, porque, se tudo continuar tal como está , a população guineense passará a ter mais informações sobre outros países do que sobre o seu, “sublinhou.

Questionado sobre a formação e reciclagem do pessoal dos quatro órgãos públicos respondeu que primeiramente é necessário ter bons equipamentos para cobertura nacional.
Baticâ Ferreira perspectiva estabelecer contactos com principais parceiros até final desta semana, para assegurar a capacitação contínua dos quadros e técnicos da comunicação social. 

Baticã Ferreira aconselha aos órgãos públicos e privados para escolherem os conteúdos programáticos essenciais e benéfico para a sociedade, trabalhando na base de isenção, imparcialidade e respeitando os direitos fundamentais do homem.

Por sua vez, o director técnico da televisão nacional disse que actualmente a rádio Nacional e TGB trabalham doze horas apenas, devido a queda da potência de retro emissor de dez mil  para seiscentos watts, facto que impede a cobertura nacional dos respectivos órgãos estatais.

Para cobertura nacional, conforme José Lopes é necessário um retro emissor com a capacidade de cinco mil watts.

ANG/JD//SG

CPLP


     “Mobilidade na comunidade recebe aval dos países membros”, diz Jorge Santos

Bissau, 10 jul 19 (ANG) -  O Presidente da Assembleia Parlamentar da Comunidades dos Países de Língua Oficial Portuguesa (AP- CPLP), Jorge Maurício dos Santos, afirmou segunda-feira, em Luanda, que a questão da mobilidade no espaço lusófono já recebeu o aval dos Estados membros.
Jorge Maurício dos Santos falava à imprensa, à margem da IX Assembleia Parlamentar da CPLP, que decorre em Luanda, sob o lema: “Mobilidade: factor de aproximação dos Povos da CPLP”.
Segundo o responsável, trata-se de uma proposta que está a ser muito bem trabalhada.
“Conseguimos grandes ganhos a nível dessa discussão e existe uma proposta concreta dos Executivos, que permite várias soluções, não só na mobilidade ou vistos de longa duração e de permanência”.
O também presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde indicou que a questão da mobilidade tem de ser completada com outros mecanismos, designadamente a implementação de soluções para os transportes marítimos e aéreos, que vão permitir a ligação entre os países membros.
A par disso, disse ser necessário a mobilização de empresários e investidores, para a criação de empresas e postos de trabalho, bem como o desenvolvimento de projectos comuns nas áreas do ensino, da investigação e das academias.
Acrescentou que devem, igualmente, ser mobilizados artistas e promotores de culturas para o desenvolvimento de projectos comuns e o envolvimento de jovens e desportistas espalhados pelos quatro continentes onde vivem mais de 280 milhões de pessoas, acrescentou.
Por sua vez, o presidente do Parlamento angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos, declarou que os laços de amizade, solidariedade e culturais que unem os países e povos da CPLP são fortes e históricos, alicerçados numa língua comum.
“Sendo a AP-CPLP o espaço privilegiado para concertações políticas sobre as grandes questões que afectam os nossos países e a nossa comunidade, de mais de 200 milhões de cidadãos que dignamente representamos, o nosso esforço em prol dos objectivos que norteiam a nossa organização deve ser cada vez maior”, observou.
Por outro lado, o secretário Executivo da CPLP, Francisco Teles, sublinhou que a organização quer estar mais perto dos seus cidadãos e promover a cidadania como factor de coesão e corresponder as suas aspirações em matérias importantes como a mobilidade, “corolário dos laços que nos une”.  
Em matéria de cooperação, fez saber que CPLP está plenamente alinhada com a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, tendo alargado a sua intervenção em sectores  como a Defesa, Energia e agenda digital.
Acrescentou que a CPLP desenvolve ainda uma série de planos estratégicos sectoriais e tem cerca 30 projectos em cursos, correspondendo a um encaixe financeiro na ordem de cinco milhões de euros.
A reunião de Luanda deve discutir e aprovar as propostas de revisão dos estatutos da organização, do orçamento e uma outra sobre o modelo de financiamento para instalação e funcionamento do secretariado permanente da AP-CPLP, em Luanda.
ANG/Angop

CAN2019


       Federação de Futebol acusa jogadores de sabotagem nos
jogos
Bissau,10 Jul 19(ANG) - O assessor de comunicação da federação guineense de futebol, Edgar Pires, acusou alguns jogadores de sabotagem nos jogos da seleção do país na Taça das Nações Africanas (CAN), que decorre no Egito.
Pires apontou os nomes dos médios Zezinho (capitão da seleção), Pelé, do avançado Toni Sá Brito, do guarda-redes Jonas Mendes, bem como do defesa Juari Soares, como sendo os autores da alegada sabotagem aos ‘djurtus’.
De acordo com o assessor de comunicação da federação guineense, aqueles jogadores recusaram-se a treinar e, nalguns casos, tentaram influenciar os restantes atletas a seguirem o seu exemplo, o que, disse, dificultou o trabalho da equipa técnica na preparação dos desafios.
“Nas vésperas dos jogos, a seleção não conseguiu treinar, às vezes só no dia do jogo é que [os jogadores] costumavam cumprir com treinos ligeiros”, revelou Pires, que é também apresentador de um programa desportivo numa rádio de Bissau.
Edgar Pires afirmou mesmo que no jogo de estreia da Guiné-Bissau contra os Camarões, que os ‘djurtus’ acabaram por perder por 2-0, aqueles atletas teriam tentado a que os outros colegas da seleção não entrassem em campo.
“É altura de afastar estes jogadores da seleção nacional, porque estão a criar um mau ambiente”, defendeu Pires, que espera ver responsabilização por parte das autoridades competentes.
A Guiné-Bissau não conseguiu atingir a segunda fase do campeonato africano das nações (CAN), ao alcançar um ponto, fruto de um empate a zero golos diante do Benim, e ao perder com os Camarões e o Gana, pelos mesmos resultados, 2-0.
Em entrevista ainda no Egito, o presidente da federação guineense, Manuel Lopes admitiu que a seleção será objeto de “profundas reformas” e ainda agradeceu a contribuição de alguns jogadores que ajudaram para que a Guiné-Bissau possa estar, por duas vezes consecutivas, no CAN.
ANG/Lusa

Governação


           Líder do PAIGC nomeado Conselheiro Especial do primeiro-ministro

Bissau, 10 Jul 19 (ANG) – O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira foi nomeado esta terça-feira, para o cargo de Conselheiro Especial do primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

Segundo o despacho assinado por Aristides Gomes a que a Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje, Simões Pereira para além do Conselheiro Especial vai coordenar ainda o Gabinete de Apoio às Reformas, com direitos e regalias inerentes ao cargo.

No despacho, o primeiro-ministro justificou a nomeação com a pertinência de apetrechamento do seu gabinete com capacidades técnicas adequadas por forma a responder as exigências que o contexto impõe no quadro da implementação do Programa do Governo da X Legislatura que decorre dos princípios e orientações constantes do Plano Estratégico Operacional “Terra Ranka”. 

 ANG/LPG/ÂC//SG

Saúde pública

          Nova ministra da saúde promete melhores serviços aos pacientes

Bissau,10 Jul 19(ANG) - A nova ministra da Saúde guineense, Magda Robalo, disse  que uma das prioridades do seu mandato é oferecer melhores serviços e cuidados aos guineenses para que deixem de ter que procurar assistência no estrangeiro.

Aquando da tomada de posse do novo executivo guineense, no passado dia 23, Magda Nely Robalo não se encontrava no país, pelo que só terça-feira foi investido no cargo pelo chefe do Estado cessante, José Mário Vaz, para de seguida assumir os dossiers das mãos da sua antecessora e reunir-se com o pessoal.

Na sua primeira entrevista enquanto ministra da Saúde guineense, Robalo, licenciada em medicina, pós-graduada em saúde pública e medicina tropical, e ainda mestre em epidemiologia, formações feitas em Portugal, disse  que assume funções "com humildade e sentido de dever" por ter oportunidade de liderar um sector pelo qual trabalha há mais de 30 anos.

Antiga representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em países como África do Sul, Gana, Namíbia, Zâmbia, Magda Robalo afirmou que vai trabalhar, entre outros objetivos, para que, dentro de quatro anos, haja uma redução considerável de envio de doentes guineenses para tratamento especializado no Senegal ou em Portugal.

"Eu penso que uma grande parte das pessoas que precisam ir para fora (do país) é porque, ou tiveram um diagnóstico tardio, as doenças de que sofrem chegaram a um estágio em que já não se podia fazer nada no país ou então não podem ser diagnosticadas, não podem ser tratadas no país", observou a nova ministra em entrevista a Lusa.

Primeira mulher a dirigir o departamento de luta contra doenças transmissíveis e o programa de luta contra o paludismo (malária) na região africana da OMS, Magda Robalo espera que seja possível aumentar o nível técnico, tanto em termos de diagnóstico como de tratamento no país, dentro de quatro anos e desta forma reduzir a ida de doentes para o estrangeiro.

"Não estou a dar esperanças de que vamos atingir o nível a que toda a gente possa ser tratada no país, mas espero que até ao fim da legislatura haja respostas aos problemas tanto ao nível de prevenção, reabilitação, tratamento e promoção da saúde, mas que também que a qualidade dos serviços seja aquela que a população merece, aquela que a população espera e aquela que o Governo deve ao povo" deste país, sublinhou a nova ministra.

Actualmente, no âmbito da cooperação, Portugal disponibiliza anualmente à Guiné-Bissau centenas de bolsas de junta médica.

Magda Robalo vive e trabalha fora da Guiné-Bissau há mais de 20 anos, daí pretender "descer ao terreno" à partir de hoje para "tomar o pulso" aos problemas no sector da saúde, ouvindo técnicos da área, estruturas sanitárias e falar com a população.

Portugal, Cuba, China, entre outros países, são dos principais parceiros na área da saúde com a Guiné-Bissau, no entanto, a nova ministra pretende continuar a cooperação, alargar o leque de parceiros, tanto nacionais como internacionais, mas melhorar a capacidade de absorção de ajudas, melhorar a imagem do país e ainda prestar contas aos parceiros.

"Mostrar aos parceiros que prestamos contas e que somos sérios", sublinhou Magda Robalo. 

ANG/Lusa

terça-feira, 9 de julho de 2019

Viação e Transportes Terrestres


“OSEAO disponibiliza 15 milhões de dólares para desenvolvimento do sector dos transportes na Guiné-Bissau”, diz o DG 

Bissau,09 Jul 19(ANG) – O Director Geral de Viação e Transportes Terrestres afirmou que a Organização para a Segurança Rodoviária na África Ocidental (OSEAO), disponibilizou  15 milhões de dólares para o  desenvolvimento do sector dos transportes na Guiné-Bissau.

Foto Arquivo
Bamba Banjai que falava hoje em conferência de imprensa em jeito de  balanço de mais de dois anos à  testa daquela instituição disse que a Guiné-Bissau conseguiu  liquidar todas as dívidas contraídas com aquela organização há mais de 15 anos.

Aquele responsável sublinhou que o referido montante se destina a financiar o projecto de sinalização de estradas Ingoré/Farim, numa distância de 92 quilómetros e o troço que liga Buba/Bantambali e Madina de Baixo, na região de Quinará, sul do país.

Segundo Banjai, o financiamento abrange a reestruturação e o equipamento de Sala de Exames da Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres.

“Desse montante, dois milhões de dólares se destinam à reestruturação e equipamento de todas as infra-estruturas públicas da Direcção Geral de Viação e os restantes treze milhões serão aplicados na sinalização das estradas”, explicou Bamba Banjai.

“Foi assim que a referida verba, conseguida pela minha Direcção vai ser aplicada pelos futuros responsáveis da Viação e Transportes  Terrestres”, disse.

disse que a sua direcção encontrou aquela instituição desorganizada, sem uma conta bancária e com uma dívida à rondar os 30 milhões de francos CFA, acrescentando que hoje em dia conseguiram liquidar todas as dívidas.

Bamba Banjai frisou que herdaram a Direcção Geral de Viação sem uma única viatura  e  gabinetes de serviços sem equipamentos para funcionar condignamente.

Disse que ao nível dos recursos humanos encontraram aquele serviço com cerca de 300 funcionários alguns com cerca de 20 anos sem  contrato com o Estado, salientando que hoje em dia, na medida de possível, conseguiram resolver a efectivação de muitos  desses trabalhadores.

“Ao nível patrimonial procedemos a reabilitação do edifício da Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres, aquisição de um grupo gerador de 50 kv, uma viatura 4x4 e uma ambulância e colocamos 30 aparelhos de ar condicionado em todos os gabinetes de serviços”, referiu Bamba Banjai, eleito deputado nas eleições de 10 de março, no âmbito do partido Madem G-15.

ANG/ÂC//SG

Cooperação


Programa “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega” perspectiva diminuir dificuldades na sociedade guineense

Bissau, 09 Jul 19 (ANG) – O Programa “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega”,financiado pela União Europeia, perspectiva diminuir dificuldades na sociedade guineense  visando a melhoria das condições de vida da população.

A revelação foi feita hoje pelo  Chefe da Cooperação da Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau, Pablo Leunda Martiarena , em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné(ANG).

“O Programa “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega” é um programa para resiliência e as oportunidades socioeconómicos que abrange as áreas tais como, saúde, nutrição, água, energia, agricultura, avicultura, estradas e apoio à sociedade civil”, explicou.

Pablo Leunda Martiarena explicou que igualmente a União Europeia pretende promover soluções para problemas sociais e promover também oportunidades económicas ao povo guineense.

Por outro lado, o Chefe de Cooperação da União Europeia na Guiné-Bissau disse que a ideia de criação do referido programa surgiu na base das suas experiências profissionais fundamentadas na crise política e institucional que afecta a Guiné-Bissau ao longo dos últimos anos.

“Tínhamos um financiamento para apoiar o processo da reforma e segurança na Função Pública guineense, mas com as situações de crise que o país enfrentou nos últimos anos, não havia condições para o implementar, por isso, desenvolvemos uma nova estratégia que permitiu a transferência do fundo para o programa “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega”, informou aquele responsável.

Sublinhou que não queriam que as Nações Unidas desviassem o fundo para outro país e que por isso fazerem de tudo para conseguir apoiar a sociedade guineense, uma vez o povo precisa de ajuda.

Acrescentou que o programa não pode solucionar grandes problemas, mas sim, só minimiza os básicos, tendo informado que pretendem trabalhar mais nas zonas rurais, uma vez que as populações daquelas zonas são as que mais precisam.

Pablo Leunda Martiarena disse que ao longo de mais de quatro anos a população guineense está a sofrer bastante com a questão de instabilidade política e que por isso, acha que o programa “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega” vai ajudar bastante.

Aquele responsável informou que já começaram os seus trabalhos nas áreas de agricultura, avicultura e apoio às Organizações de Cidadãos e que o processo é para todo o território nacional.

 “Na área de agricultura apoiamos nas reparações das bolanhas e no cultivo de arroz de mangal, a sociedade civil, bem como as associações/organizações com recursos técnicos e muitas das vezes com  meios financeiros”, disse.

Pablo sublinhou que, na área de avicultura apoiam a criação de galinhas e pretendem ainda reforçar a fileira de avicultura no país.

A delegação da União Europeia na Guiné-Bissau procedeu no dia 04 do corrente a apresentação pública do  “Ianda Guiné! Nó lanta, Nó pega”.

ANG/AALS/ÂC//SG

Função Pública


      Nova ministra reitera necessidade de  reformas profundas na administração  

Bissau, 09 Jul 19 (ANG) - A nova ministra da Administração Pública e Modernização de Estado reiterou segunda-feira  a necessidade de haver  reformas profundas na Administração Púbica com o objectivo de resgatar as instituições estatais da situação em que se encontram.

Fatumata Djau Baldé falava na cerimónia de recepção dos dossiers daquela instituição nas mãos do seu antecessor.

“A nossa Função Pública precisa de uma reforma profunda de modo a incentivar um trabalho mais eficiente nas diferentes instituições estatais do país, por isso, não vamos poupar os nossos esforços de trabalhar para essa mudança”, garantiu a governante.

Por sua vez, o ex-ministro da Função Pública, Fernando Gomes disse que a situação mais complicada durante o seu exercício naquele Ministério é o aumento da massa salarial dos servidores de Estado guineense.

“A exigência de  aumento do salário criou certas complicações e levou  os sindicalistas a se optaram por ondas sucessivas de greves como forma de exigir mais condições e justiça salarial”, disse aquele responsável.

Acrescentou que tentaram negociar com os sindicatos, mas  que não foi fácil uma vez que não estavam em condições de solucionar mais de 40 pontos das  reivindicações.

Fernando Gomes sublinhou que a Função Pública  trabalha na base das leis e que assim sendo, não podiam fazer nada fora das normas que regulam o funcionamento daquele Ministério. 

ANG/AALS/ÂC//SG

Negócios


                   São Tomé acolhe fórum de  países lusófonos com a China
Bissau, 09 jul 19 (ANG) -   São Tomé acolhe o 14° encontro empresarial China - Países de Língua portuguesa que  conta com a participação de 300 empresários que discutem oportunidades de negócios.
O encontro de dois dias que encerra esta terça-feira se  realiza pela primeira vez no arquipélago.
Organizado designadamente pela Agência de Promoção, Comércio e Investimento (APCI) são-tomense, este fórum acolhe uns 170 empresários nacionais e 150 representantes estrangeiros, nomeadamente empresários chineses, portugueses, angolanos, moçambicanos e timorenses.
Durante a abertura deste encontro no qual São Tomé e Príncipe  apresenta as suas potencialidades em termos de serviços e produtos, o chefe do governo são-tomense referiu-se à localização geográfica do país, inserido numa região, o Golfo da Guiné, com cerca de 300 milhões de consumidores.
 Por esta ocasião também, ao incitar os investidores a colocarem capital no seu país, Jorge Bom Jesus não deixou de enunciar entre as suas prioridades a promoção de um ambiente mais favorável aos negócios em São Tomé e Príncipe, nomeadamente através de reformas em matéria de justiça e fiscalidade.
Painéis sobre o turismo, agricultura, transformação, infra-estruturas e serviços, preenchem o leque deste evento que pretende ser uma rampa de lançamento em termos económicos para São Tomé e Príncipe. Nesta estratégia, a China tem sido um parceiro importante.
Aquando do seu regresso de uma visita à China no passado mês de Março, o chefe do governo são-tomense garantiu que Pequim pretendia aumentar o seu investimento anual no arquipélago, sendo que actualmente é estimado em 30 milhões de Dólares.
ANG/RFI

Religião


Bispos pedem empenho do novo governo para garantir paz e segurança nacional

Bissau, 09 Jul 19 (ANG) - Os Bispos da Guiné-Bissau pediram  segunda-feira o empenho ao novo governo para  garantir a paz e segurança nacional de modo a tirar o país das constantes situações de crise em que se mergulhou ao longo dos últimos anos.

Segundo a Rádio Sol Mansi, o Bispo de Bissau Dom Caminaté Na Bissim defendeu a necessidade de os políticos guineenses privilegiarem sempre o interesse comum.

“Só devem continuar na política as pessoas que têm o espirito patriótico e não os que pensam simplesmente em resolver os seus problemas pessoais”, sugeriu o Bispo de Bissau, em entrevista à Sol Mansi.

Caminaté Na Bissim sublinhou que o povo guineense já sofreu o bastante e que por isso, merece alcançar a paz, estabilidade, segurança e bem-estar social para que possa seguir rumo ao desenvolvimento.

Na Bissim disse que o Povo guineense já fez a sua escolha nas urnas desde 10 de Março passado e que cabe aos escolhidos cumprirem  os seus deveres e as suas obrigações.

Por sua vez, o Bispo de Bafatá, Dom Pedro Zilly destacou que os políticos têm a responsabilidade de proteger o bem comum, tendo acrescentado que os governantes guineenses devem ter em mente a vontade de trabalhar para o Povo.

“Temos a esperança de que o novo governo vai trabalhar, até porque integra um número significante de  mulheres, e esperemos que vão ser capazes de fazer algo para o bem do  país”, desejou Dom Pedro Zilly em entrevista à Sol Mansi.

O Bispo de Bafatá pediu ainda que os governantes privilegiassem sempre o diálogo construtivo para que a democracia possa ser consolidada na Guiné-Bissau.

ANG/AALS/ÂC//SG

EUA


ONU relata más condições de detenção de migrantes
Bissau, 09 jul 19 (ANG) - A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou  segunda-feira (8) estar "profundamente chocada" com as condições de   detenção dos migrantes nos Estados Unidos de América e ressaltou que as crianças nunca deveriam ser separadas de suas famílias.  
"Como pediatra, mas também como mãe e ex-chefe de Estado, estou profundamente impactada com o fato de que algumas crianças sejam obrigadas a dormir no chão em instalações superlotadas, sem acesso a cuidados de saúde ou a alimentos adequados", declarou Bachelet, em um comunicado.
A crítica acontece um dia depois das declarações do presidente americano Donald Trump, que anunciou que centros de detenção de migrantes, condenados por sua superlotação e péssimas condições de vida, serão abertos aos jornalistas.
"Manter em regime de detenção uma criança, mesmo que por curtos períodos e em boas condições, pode ter graves consequências sobre a sua saúde e seu desenvolvimento. Pensem nos estragos causados a cada dia por esta situação alarmante", acrescentou a comissária da ONU.
"Na maioria dos casos, os migrantes e refugiados se aventuram em perigosas viagens com seus filhos em busca de proteção e dignidade, longe da violência e da fome. Quando finalmente acreditam que estão em segurança, são separados de seus entes queridos e detidos em condições indignas", completou Bachelet.
Vários organismos das Nações Unidas encarregados dos direitos Humanos advertiram que a detenção de crianças migrantes poderia configurar tratamento cruel, desumano ou degradante, o que é proibido pelo direito internacional.
Em maio, 144.000 pessoas foram detidas e colocadas em detenção pela polícia de fronteiras dos Estados Unidos. Mas faltam   vagas nessas estruturas, bem como nos centros de acolhimento para onde os menore e as famílias são normalmente transferidos.   
Um relatório do Departamento americano de Segurança Nacional (DHS), responsável pela guarda de fronteira, admitiu na semana passada, uma "superpopulação perigosa" em muitos centros de acolhida de migrantes clandestinos, em sua maioria centro-americanos que fogem da violência e da miséria em seus países de origem.
Deputados democratas que também visitaram os centros de detenção informaram sobre superlotação de celas e ausência de água corrente. Crianças e adultos não tinham acesso a medicamentos e não tomavam banho havia duas semanas.
 No domingo, em um tuíte, Trump disse que "se os imigrantes ilegais não estão contentes com as condições nos centros de detenção construídos ou recondicionados rapidamente, diga a eles que não venham. Problema resolvido!".
Para Bachelet, "toda privação de liberdade dos migrantes e refugiados adultos deveria ser uma medida de último recurso".
"Se a detenção acontece, deveria durar o mínimo possível", afirmou, pedindo às autoridades que encontrem medidas "não privativas de liberdade" para os migrantes e refugiados.
ANG/RFI

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Política




Bissau,08 Jul 19(ANG) – O Presidente da República cessante, José Mário Vaz disse que não foi pessoal, mas política a decisão de não nomear o líder do PAIGC para primeiro-ministro.

José Mário Vaz, explicou que não nomeou Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, para o cargo de primeiro-ministro, porque a coabitação não seria boa para nenhum dos dois, nem para o país.

"Foi essa a preocupação tendo em conta a situação do povo, do país, os desafios, senti que a coabitação entre os dois não seria boa nem para mim, nem para ele, nem para o país. A política significa servir os outros, estamos aqui para servir o país, se não estamos aqui para servir o país e estamos para conflitos permanentes, significa que não vale a pena", afirmou José Mário Vaz, em entrevista à Lusa e à RTP.

Salientando não ter qualquer problema pessoal com o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz disse que ficou preocupado com o aconteceu na legislatura anterior.

"Ele foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau, as coisas não correram bem, porque não conseguiu resolver os problemas, os desafios que se colocavam ao país, e nem notámos algum sinal que pudesse contribuir para termos alguma esperança no futuro", afirmou.

O Presidente guineense demitiu Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro em 2015, alegando nepotismo e corrupção, depois de o PAIGC ter vencido as eleições legislativas de 2014, dando início a uma crise política no país, que levou ao encerramento do parlamento por três anos.

Para José Mário Vaz, aquela foi a base para a sua decisão e para não voltar a colocar o país numa situação difícil. "Não se trata de questões pessoais, trata-se de questões políticas", sublinhou.

O Presidente guineense alega também que outra razão para não ter nomeado Domingos Simões Pereira está relacionada com determinadas afirmações, que o deixaram um "bocado preocupado", referindo-se a um protesto que decorreu em Bissau e em que o presidente do PAIGC pediu aos militares para "abrirem alas" para as pessoas chegarem ao Palácio da Presidência.

"Os dois (chefe de Estado e primeiro-ministro) são importantes para o futuro do país e não havendo entendimento entre os dois torna-se difícil realmente fazer avançar o país", disse.


O PAIGC voltou a vencer as eleições legislativas realizadas em 10 de março e indicou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, mas José Mário Vaz recusou, alegando questões éticas.

O partido acabou por indicar o nome de Aristides Gomes, que já ocupava o cargo. Na sequência daquela decisão, o presidente do PAIGC acusou o Presidente de alegada tentativa de golpe de Estado. "Eu dar indicação para fazer um golpe de Estado. A quem vou dar um golpe de Estado?", questionou José Mário Vaz.

Questionado sobre se são os militares ou os políticos os responsáveis pela instabilidade na Guiné-Bissau, o chefe de Estado guineense salientou que chegou à conclusão que são os políticos.

"No contencioso ou nos problemas entre nós vamos buscar os militares para dirimir os conflitos. Os militares deram um exemplo. Os políticos estão na base de tudo isto e hoje depois de cinco anos do meu mandato com paz civil e tranquilidade interna ninguém vê os militares a andar com armas nas ruas e nós políticos é que temos problemas entre nós", afirmou.

Entretanto, o chefe de Estado promete anunciar em breve se vai ser candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro. "Primeiro precisamos de fechar os ciclos. Foram as eleições, agora conseguimos realmente empossar o novo Governo, temos a assembleia, em princípio a funcionar em pleno, as instituições do Estado mais importantes já estão praticamente em funções e depois de tudo vou arranjar uns dias para refletir", afirmou, em entrevista à Lusa e à RTP.

O Presidente guineense terminou o seu mandato de cinco anos em 23 de junho, mas vai continuar em funções até à tomada de posse do futuro chefe de Estado.

"Às vezes tomar a decisão não depende só de nós, depende da família e de amigos próximos e irei refletir melhor nos próximos tempos e irei dar uma resposta. Dependerá também de muitos fatores e espero brevemente ter uma resposta", sublinhou.

Sobre os cinco anos do seu mandato, José Mário Vaz, que foi o primeiro Presidente do país a terminar um mandato, considerou que foram muito difíceis, com muitos desafios, mas "com determinação" conseguiu chegar ao fim sem golpes de Estado e sem refugiados políticos, com liberdade de imprensa e de expressão, legados dos quais se orgulha.

Chefe de Estado promete anunciar em breve se vai ser candidato às presidenciais.

Numa  conferência de Imprensa, no Palácio da República, José Mário Vaz dissera que não teria nenhum problema em trabalhar com Domingos Simões Pereira. ANG/Lusa