quinta-feira, 22 de agosto de 2019

CPLP


     São Tomé e Malabo assinam acordo para exploração de petróleo e gás
Bissau, 22 ago 19 (ANG) - São Tomé - São Tomé e Príncipe e a Guiné Equatorial assinaram, em Malabo, um memorando para a promoção conjunta dos blocos de petróleo e gás existentes na zona fronteiriça entre os dois países, anunciou quarta-feira a Lusa o presidente são-tomense, Evaristo Carvalho.
"Acho que as relações saem bem reforçadas. Depois das negociações, assinámos alguns acordos e protocolos, principalmente no domínio de exploração conjunta dos recursos marítimos dentro das nossas zonas, o que pode, de facto, vir a alavancar a nossa situação em termos económicos e financeiros", disse o chefe de Estado são-tomense.
O presidente de São Tomé e Príncipe, que esteve em visita oficial de oito dias a Guiné Equatorial, sublinhou que a assinatura do memorando na área do petróleo e gás "pode alavancar a economia" do seu país, que enfrenta uma grave crise financeira e uma dívida externa considerada "descontrolada" pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
O documento foi assinado pelo ministro são-tomense das Obras Publicas, Infra-estruturas e Recursos Naturais e Energia, Osvaldo Abreu, e o ministro das minas e hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Evaristo Carvalho.
Os dois países assinaram também um acordo no domínio da concessão de um crédito no valor superior a 1,5 milhões de dólares para investimentos no país e outro no domínio de consultas diplomáticas entre os dois países.
Outro documento assinado durante a visita do Presidente são-tomense à Guiné Equatorial prende-se com as ligações aéreas entre os dois países.
As companhias aéreas de São Tomé e Príncipe, STP Airways, e da Guiné Equatorial, Ceiba, assinaram um acordo para assegurar as ligações domésticas e internacionais do arquipélago.
O presidente são-tomense fez um "balanço altamente positivo" da sua visita à Guiné Equatorial, considerando que "as portas estão abertas” para “um grande impulso nas relações de cooperação entre os dois países”.
O Presidente equato-guineense, por ocasião da assinatura do memorando com São Tomé e Príncipe, manifestou o seu desejo em "garantir a independência conquistada para evitar” manipulações, segundo citação a que a Lusa teve acesso.
"Temos que ser fortes e não permitir que outros venham a resolver os nossos problemas", sublinhou então Teodoro Obiang Ngume Basogo. ANG/RFI



Economia mundial


      Recessão  está a caminho com sinais vindos dos EUA e da Alemanha
Bissau, 22 ago 19 (ANG) - A ameaça de recessão em duas locomotivas da economia mundial, os Estados Unidos e a Alemanha, foi  destaque na imprensa francesa, terça-feira.
O jornal Les Echos relata um estudo que ouviu 226 economistas americanos: eles avaliam como “provável” a chance de uma recessão acontecer nos próximos dois anos.
A mudança na política monetária do país, com a queda dos juros definida pelo Banco Central (FED), pode atrasar o quadro recessivo, mas não deve evitá-lo. Os economistas defendem a independência completa da instituição em relação ao Executivo, e mais da metade dos especialistas avaliam como negativo o fato de o presidente Donald Trump fazer críticas ao Banco Central.
A guerra comercial entre Estados Unidos e China preocupa: apenas 5% dos especialistas ouvidos acredita em um acordo comercial a médio prazo entre as duas potências. Outro assunto delicado é o Brexit: Les Echos informa que 40% dos participantes da pesquisa apostam que o Reino Unido deve sair da União Europeia sem acordo. Com a ascensão ao poder de Boris Johnson, 20% preveem que a maior chance é que aconteça um “hard Brexit”, ou seja, uma retirada brusca dos britânicos do mercado comum europeu.
Os especialistas alertam que todo esse contexto vai pesar no crescimento mundial, que deve desacelerar. O índice não deve ultrapassar 3,2% neste ano, depois de registrar 3,6% no ano passado, indica o estudo da Nabe, a Associação Americana de Economistas de Negócios.
Já na Alemanha, quem dá o alerta é o próprio Banco Central alemão. O jornal Le Figaro informa que um relatório da instituição publicado nesta segunda-feira (19) afirma que “a economia poderá se contrair de novo no terceiro trimestre”. Em outras palavras, o país pode estar às portas da recessão.
A Alemanha sofre com a queda da demanda mundial, já que as exportações respondem por 40% do PIB alemão. Enquanto o índice de desemprego permanece baixíssimo, de apenas 3,1%, Berlim não pensa em quebrar a sua regra de ouro de equilíbrio do orçamento. Mas as pressões internas começam a crescer para que, se a situação se deteriorar, o governo lance um plano de estimulo econômico, afirma o diário francês. ANG/RFI



Ensino






Bissau,22 Ago 19(ANG) – O Governo guineense vai pagar salários em atraso aos professores até ao início do novo ano letivo, que começa a 15 de setembro, prometeu quarta-feira, em Lisboa, o Ministro da Educação do país.

Em declarações em Lisboa à margem da cerimónia de assinatura de um protocolo para o desenvolvimento sustentável do ensino na Guiné-Bissau, o ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, Dautarin da Costa assegurou que "a intenção do governo"é que os professores "recebam antes do início do ano letivo" os salários que têm em atraso, reafirmando que o Governo está "a prever que o ano letivo comece a 15 de setembro".

"A ideia é regularizar esta situação antes do início do ano letivo para que possamos ter uma base de confiança com os sindicatos e para que possamos caminhar para uma estabilidade do sistema", afirmou o ministro.

Para o responsável da pasta da educação guineense, no que respeita aos professores "as coisas estão bastante bem encaminhadas".

Dautarin da Costa admitiu que para assegurar "a estabilização" o governo tem de conseguir duas coisas: a implementação do estatuto da carreira docente - "um instrumento que vai permitir a dignificação da carreira" - e pagar algumas dívidas de salários dos professores, que "não serão todos".

"A partir desse ponto poderemos criar uma relação de parceria com os sindicatos e alguma estabilização no sistema", reforçou.

Questionado sobre o montante, o governante referiu que se tratava de uma dívida "de dois a três meses de salários, porque o acordo anterior estava a ser cumprido".

"Temos a identificação de cada caso e vamos começar a pagar brevemente. (...) Não é um valor muito alto. Trata-se apenas de honrar um compromisso", frisou Dautarim da Costa.

Os professores guineenses estiveram em greve entre outubro do ano passado e o início de janeiro deste ano e milhares de alunos perderam o primeiro período do ano letivo.

A greve foi retomada em março, mas os três sindicatos decidiram pela sua suspensão para dar então o "benefício da dúvida" ao Governo para cumprir o acordo assinado e depois de ter sido publicado em Boletim Oficial a revisão do estatuto de carreira docente.

Os professores exigem agora o pagamento das dívidas salariais.
ANG/Lusa



G7


       Merkel e Johnson consideram prematuro regresso da Rússia

Bissau, 22 ago 19 (ANG) -  A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disseram quarta-feira, em Berlim, ser prematuro considerar o regresso da Rússia ao G7, uma ideia avançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiou a Lusa.
Merkel reconheceu alguns “movimentos ténues” na aplicação dos acordos de paz na Ucrânia Oriental", numa conferência de imprensa com o seu homólogo britânico Boris Johnson.
"Se houvesse progressos com certeza que teríamos uma situação nova”, acrescentou Angela Merkel, referindo que "não foi possível avançar mais”.
Boris Johnson, que efectuou à Alemanha a sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que assumiu a chefia do Governo britânico, no passado dia 26 de Julho, concordou com as palavras da chanceler alemã.
"Penso da mesma maneira que a chanceler, a situação que permitirá o regresso da Rússia ainda está por concretizar”, vincou.
O primeiro-ministro britânico destacou as “provocações” da Rússia não somente na Ucrânia, mas em múltiplas ocasiões, citando “o uso de armas químicas em solo britânico”, em Salisbury, quando um ex-agente duplo russo e a sua filha caíram em coma após terem entrado em contacto com o agente neurotóxico Novitchok, em Março de 2018.
A Rússia negou sempre a sua implicação no caso.
O presidente francês, Emmanuel Macron, por seu lado, considerou também quarta-feira, em Paris, ser “pertinente que a prazo a Rússia possa regressar ao G8”, de que foi excluída em 2014 na sequência da invasão da província ucraniana da Crimeia.
A questão será abordada na cimeira que o G7 realiza este fim-de-semana em Biarritz, sudoeste de França, em que participam os líderes dos membros: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. ANG/Angop


África


Gestão macroeconómica enfraqueceu e políticas de inclusão social melhoraram em 2018

Bissau, 22 ago 19 (ANG) - Os países mais pobres de África viram pouco ou nenhum progresso em média na melhoria da qualidade das suas políticas e quadros institucionais em 2018, de acordo com a última Avaliação Institucional e das Políticas Nacionais (CPIA) anual do Banco Mundial , divulgada em Julho.
Sede do Banco Mundial

Segundo um comunicado à imprensa do Banco Mundial, a pontuação média na CPIA dos 38 países elegíveis da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) em África em 2018 permaneceu inalterado em 3,1 numa escala de 0 a 6, com algumas áreas da política social a registarem melhorias ao mesmo tempo que a gestão macroeconómica enfraquecia.

O estado de direito, a responsabilização e a transparência, bem como a qualidade da administração pública, continuaram a ser áreas importantes que impedem a utilização eficaz dos recursos públicos em toda a região.

O relatório da CPIA para África deste ano analisa mais de perto a gestão da dívida, uma vez que o rácio dívida pública/PIB atingiu 54,9 porcento do PIB em 2018, um aumento de 18,5 pontos percentuais desde 2013.

Ao mesmo tempo, a percentagem das obrigações em moeda estrangeira no total da dívida externa aumentou 10%, enquanto que a participação das dívidas a credores comerciais e não-participantes do Clube de Paris aumentou 5 pontos percentuais desde 2010, e as emissões de obrigações soberanas aumentaram rapidamente.

"Alguns países africanos estão em risco de hipotecar o futuro das suas populações em favor do consumo de hoje", disse  Albert Zeufack, Economista-chefe para a África do Banco Mundial. "Quando os países gastam a maior parte das suas receitas com o serviço da dívida, sobram menos recursos para a educação, saúde e serviços essenciais para as suas populações. Isto faz parar o progresso."

Em conjunto, o aumento dos níveis de endividamento, juntamente com a mudança da dívida externa para fontes de financiamento mais baseadas no mercado, mais caras e mais arriscadas, aumentaram substancialmente as vulnerabilidades da dívida entre os países da AID na África Subsaariana.

O relatório recomenda que os países melhorem as suas capacidades e sistemas de gestão da dívida, o que pode aumentar a transparência e ajudar a estabilizar a economia a longo prazo.

O Ruanda continua a liderar as classificações na CPIA, tanto em África como em todo o mundo, com uma pontuação de 4,0, seguido, na região, por Cabo Verde (3,8) e Quénia, Senegal e Uganda (todos com 3,7).

O Sudão do Sul continuou a ser o país com a pontuação mais baixa na CPIA, com uma pontuação de 1,5.

Os países frágeis da África Subsaariana melhoraram ligeiramente nos domínios da igualdade de género, do desenvolvimento humano e da estabilidade ambiental, o que constitui um bom presságio para a sua capacidade de combater os fatores de conflito e exclusão. De facto, os países frágeis de África tiveram um desempenho mais forte em matéria de inclusão social do que os países frágeis de outras partes do mundo.

Os países africanos da AID não-frágeis tiveram um desempenho semelhante ao dos seus pares globais, com a exceção notável das políticas de inclusão social, onde tiveram um desempenho inferior, especialmente na questão da igualdade de género.

"Os melhoramentos na inclusão social e na prestação de serviços têm sido historicamente elementos cruciais para que os países saiam de uma situação de fragilidade, pelo que mesmo alguns passos modestos são importantes", disse Gerard Kambou, Economista Sénior e principal autor do relatório da CPIA."Os países africanos, frágeis e não frágeis, precisam de manter o foco nas questões de género, educação, saúde, clima e governação, juntamente com a gestão macroeconómica, se quiserem ter progressos verdadeiros e duradouros." 

O relatório recomenda que os países africanos da AID acelerem as reformas da regulamentação aplicável às empresas para apoiar o desenvolvimento do sector privado e melhorar a mobilização das receitas internas, para além de reforçarem a sua gestão da dívida. A equipa do relatório planeia organizar discussões sobre os resultados e recomendações deste ano em vários países africanos em setembro de 2019.

A Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) do Banco Mundial , criada em 1960, ajuda os países mais pobres do mundo através de doações e empréstimos com juros baixos ou sem juros para projetos e programas que impulsionam o crescimento económico, reduzem a pobreza e melhoram a vida das pessoas pobres.

A AID é uma das maiores fontes de assistência aos 75 países mais pobres do mundo, 39 dos quais se situam em África. Os recursos da IDA trazem uma mudança positiva para 1,6 mil milhões de pessoas que vivem nos países da AID. Desde 1960, a AID tem apoiado trabalhos relacionados como o desenvolvimento em 113 países.

Os compromissos anuais atingiram em média cerca de $21 mil milhões nos últimos três anos, com cerca de 61 porcento a ir para África. ANG/BM

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Energia


 Ministro Issuf Baldé  promete para breve  arranque da central eléctrica de Buba

Bissau, 21 Ago 19 (ANG) – O ministro dos Recursos Naturais e Energia prometeu que vai, brevemente, fazer funcionar  a central eléctrica de Buba, noticiou a rádio Pindjiquiti.

Issuf Baldé que fazia o balanço da sua visita de trabalho aos projetos afetos ao seu Ministério, em Buba, Fulacunda, Quebo, Catió e Empada,  nas regiões de Quinara e Tombali , sul do país.

O governante informou que de acordo com o relatório entregue pelo responsável da Célula de Seguimento e Controlo dos trabalhos das referidas infra-estruturas,  a central elétrica de Buba está pronta para funcionar mas que  resta concluir alguns aspectos na obra para a sua entrega oficial.

Disse que o referido projeto é financiado pela República da Índia no valor de 20 mil dólares americano com capacidade de produção de cinco megawotts.

Disse  que, inicialmente, a central pode funcionar com menos de cinco megawotts.

Revelou igualmente que a central solar do sector de Bambadinca deixou de funcionar devido ao desentendimento entre os elementos do Comité de Gestão, acrescentando que o mesmo problema está a acontecer no sector de Catió, o que motivou  a paralisação da central eléctrica local, impedindo o abastecimento de água à população .

O ministro da Energia prometeu  tomar diligências para pôr fim as divergências existentes nas  duas localidades para permitir que as populações locais beneficiassem daqueles  bens essencias. ANG/JD/ÂC//SG

Itália


     Justiça  ordena desembarque dos migrantes do navio da Open Arms 
Bissau, 21 ago 19 (ANG) - O Ministério Público italiano determinou  terça-feira (20) o desembarque de cerca de 90 migrantes a bordo do navio da ONG espanhola Open Arms na ilha de Lampedusa.
Segundo comunicado, a decisão foi tomada pelo promotor de Agrigento, Luigi Patronaggio, após uma inspeção da polícia judiciária e dois médicos na embarcação humanitária, que aguardava por uma decisão há 19 dias.
Patronaggio determinou que os migrantes desembarquem nas próximas horas em solo italiano. A decisão foi anunciada pouco depois que um navio militar sair de Espanha, terça-feira em direcção à embarcação da Open Arms  para o resgate de cerca de 90 pessoas.
"A situação no barco é explosiva, de máxima urgência", reconheceu o promotor de Agrigento. Patronaggio também tomou a decisão de abrir uma investigação por sequestro de pessoas, omissão e recusa de ajuda oficial.
Para o ministro do Interior, a decisão o visa diretamente. "Se alguém acha que vai me assustar com a enésima denúncia e abertura de processo, engana-se. É uma piada convencer a Espanha a enviar um navio para fazer os migrantes desembarcarem na Itália e julgar o ministro do Interior que continua a defender as fronteiras do país", publicou o líder da extrema direita italiana em seu Twitter.
Cerca de 15 migrantes que estavam a bordo do navio humanitário da Open Arms se atiraram no mar na terça-feira, sem coletes salva-vidas, para tentar chegar a nado a Lampedusa.
A embarcação estava bloqueada a cerca de um quilômetro da costa da ilha  nas águas italianas, proibida pelo governo da Itália de ancorar em qualquer porto do país.
A Open Arms recolheu mais de 140 migrantes à deriva na costa da Líbia, mas os menores e doentes puderam ser retirados do navio nos últimos dias. Restam cerca de 90 pessoas na embarcação onde a situação sanitária é calamitosa, ressalta há vários dias a ONG. "A situação está fora de controle", publicou a Open Arms em sua conta no Twitter.
O governo espanhol enviou nesta terça-feira um navio militar para resgatar os migrantes. Madri já havia proposto no domingo (18) que a embarcação humanitária atracasse em Algeciras, no sul, ou nas ilhas Baleares, no oeste. Mas, para a ONG, a operação era "absolutamente irrealizável". Devido à distância, seriam necessários mais três dias de navegação, uma espera "insustentável", segundo os ativistas.
Há vários dias, seis países europeus - França, Alemanha, Luxemburgo, Portugal, Romênia e Espanha - anunciaram que vão receber os migrantes do navio da Open Arms. Ainda assim, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, continuava inflexível sobre a proibição de acolher a embarcação em um porto do país.
O destino dos migrantes suscitou trocas de farpas entre a Espanha e Salvini, acusado de querer tirar proveito político do caso em plena crise política em Roma. "A firmeza é a única maneira de impedir que a Itália se torne novamente o acampamento de refugiados da Europa, como demonstra o barco da ONG espanhola cheia de falsos doentes e falsos menores", publicou o líder da extrema direita italiana no Twitter. ANG/RFI



Telecomunicações


ARN celebra 20º aniversário com assinatura de acordo com Associação de Consumidores

Bissau,21 Ago 19(ANG) – A Autoridade Reguladora Nacional de Telecomunicações(ARN), celebrou terça-feira os seus 20 anos de fundação com a assinatura de um acordo com a Associação de Consumidores, Serviços e Bens(Acobes).

Sede da ARN em Bissau
O referido acordo visa facultar aos consumidores dos serviços de telecomunicação uma Guia contendo informações que lhes permitem fazer valer os seus direitos, resolução de eventuais problemas com o seu operador ou prestador de serviços, assim como agir em caso de conflito, entre outros.

Na sua alocução no acto, o Presidente do Conselho de Administração da ARN, Gibril Mané disse que na verdade todos são  consumidores, independentemente de serem funcionários e técnicos daquela instituição.

Mané reconheceu   que uma boa parte da população guineense ainda sente  insatisfeita com os serviços que são fornecidos.

“No mundo em que encontramos, com a revolução das tecnologias de informação e com aquilo que são as virtudes de cada um, há uma insatisfação enorme neste sentido porque, de facto, os serviços que estamos a receber da parte dos operadores não são das melhores”, explicou.

Essas dificuldades, de acordo com Gibril Mané essas operadoras se deparam com grandes dificuldades relacionadas a falta de infra-estruturas  para compensar as exigências dos consumidores.

 A título de exemplo, indicou que  as tecnologias de 3 e 4G , ou seja o nível de revolução tecnológica que o país devia ter é muito baixo.

“Isso tem a ver com as carências das infra-estruturas sobretudo da banda larga. Por isso entendemos que o nível de insatisfação é muito alto,  contudo, estamos, dia-a-dia, a combater essa situação conjuntamente com as operadoras,  no sentido de exigi-los a prestar um serviço de qualidade, com preço acessível e uma cobertura ao nível nacional , e que pode arcar toda o restante sector em prol do desenvolvimento do país”, frisou.

Por sua vez, o Presidente da Acobes, Fodé Caramba Sanhá disse  que  a inovação das tecnologias de informação e comunicação interessa muito aos consumidores tendo em conta o desafio, a dinâmica e o processo de desenvolvimento.

“Hoje é um marco importante e que sempre prescreverá na história da ARN e da Acobes, no âmbito da promoção daquilo que é essencial na defesa dos direitos dos cidadãos e dos consumidores em particular”, salientou.

Referindo ao acordo, aquele responsável sublinhou que é uma etapa  fundamental no relacionamento entre as duas entidades,  para a conjugação de sinergias com a finalidade de imprimir mais eficácia e qualidade na prestação de serviços públicos. ANG/ÂC//SG

Moçambique


                 Junta Militar elege Mariano Nhongo líder da Renamo
Bissau, 21 ago 19 (ANG) - O major-general Mariano Nhongo foi na segunda-feira eleito presidente da Renamo, pela Junta Militar, composta por dissidentes, que rejeitam a liderança de Ossufo Momade e pretendem negociar com o governo o processo de DDR.
Mais de 80 membros da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, composta por antigos guerrilheiros que contestam a presidência de Ossufo Momade, elegeram  Major-general Mariano Nhongo para presidente interino do maior partido da oposição.
Mariano Nhongo era candidato único e foi eleito no último dia do conselho nacional extraordinário, convocado pela Junta Militar, por ele criada, que decorreu numa base do grupo, situada na região de Piro, nas proximidades da serra da Gorongosa, na província de Sofala.
Major-general Mariano Nhongo de 49 anos nasceu em Chemba, na província de Sofala e integrou a Renamo em 1981, na qual se tornou num dos mais relevantes oficiais do braço armado do partido durante a presidência de Afonso Dhlakama.
Mariano Nhongo integrou a Equipa Militar de Observadores Internacionais na Cessação de Hostilidades Militares em Outubro de 2014 e dirigiu a equipa responsável pela segurança do seu então líder Afonso Dhlakama, de quem foi responsável pela segurança.

"Se eu sou presidente da Renamo, já estou a tomar posse, não vou fazer brincadeira, vou defender o partido de toda a maneira...querem ver força, também vou usar a força...ninguém é nascido presidenteeu posso dirigir o país...se o governo não está a entender, nós vamos usar a força...Ossufo [Momade] [André] Magibire (secretário geral da Renamo)...estão a enganar o povo e estão a mentir".
O grupo que se descreve como uma estrutura militar da Renamo "entrincheirada nas matas" com 11 unidades provinciais, ameaça acções militares se o governo moçambicano rejeitar renegociar com eles todo o processo de DDR e pede a intervenção de Portugal, Ruanda e da Cruz Vermelha.
Vai ser criado um grupo de contacto, para dialogar com o governo e renegociar o processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração - DDR - do antigo braço armado da Renamo, dado que este grupo de militares dissidentes acusa Ossufo Momade de ter rubricado o Acordo de Paz em Maputo a 6 de Agosto sem ter consultado os guerrilheiros e os orgãos da Renamo.
Segundo João Machava porta-voz da Junta Militar e comandante provincial das forças residuais da Renamo em Inhambane, nem a Comissão Política, nem o Conselho Nacional, nem a bancada parlamentar da Renamo, conhecem os termos do Acordo de Paz, que entre 21 e 23 de Agosto deverá ser discutido no parlamento transformado em leie que segundo os contestatários exclui mais de metade dos guerrilheiros do processo de reintegração.
A proposta de lei do Acordo de Paz prevê o desmantelamento das bases da Renamo até 21 de Agosto, mas João Machava acusa Ossufo Momade de traidor e afirma que o presidente interino Mariano Nhongo vai falar com a bancada parlamentar da Renamo, para que não seja aprovado o Acordo de Paz.
"movimentar todos os efectivos para bases seguras, considerando que o traidor Momade entregou as coordenadas das bases ao inimigo...mandar libertar e se for necessário à força, os nossos militares correntemente presos por ordens do traidor Ossufo...exigir o adiamento das eleições marcadas para 15 de Outubro de 2019...O presidente [interino] vai falar com a bancada da Renamo para não aprovar o Acordo de Paz de 6 de Agosto, uma vez aprovado...já aprovaram a guerra", disse Machava. ANG/RFI



Presidenciais 2019


“É impossível compreender a interpretação das leis por parte dos partidos políticos da Guiné-Bissau”, diz Embaixador dos EUA

Bissau, 21 Ago 19 (ANG) - O Embaixador dos Estados Unidos de América (EUA) para Guiné-Bissau considerou de impossível a compreensão da interpretação das leis por parte dos Partidos Políticos da Guiné-Bissau uma vez que cada qual decifra a lei da sua forma.

Tulinabo Mushingi falava numa conferência de imprensa que realizou  terça-feira na qual manifestou a sua preocupação com as situações de desentendimento que se verificam actualmente no seio dos partidos políticos.

O diplomata americano pediu um entendimento no seio dos partidos políticos da Guiné-Bissau com a finalidade de não adiar a data de 24 de Novembro marcada para realização das Eleições Presidenciais no país.

“É quase impossível compreender os diferentes regimentos dos partidos políticos e diferentes interpretações das leis por parte dos mesmos. Cada partido interpreta a lei da sua maneira e isso torna as coisas bastante complicada”, considerou Tulinabo Mushingi.

Sublinhou que o povo da Guiné-Bissau e o mundo em geral estão a espera da realização das eleições presidenciais na data marcada e que por isso, é necessário que os Partidos Políticos estejam ciente da esperança do povo.  

“Alguns partidos estão a solicitar um novo recenseamento, outros estão a dizer que é necessário simplesmente corrigir alguns erros do recenseamento anterior, estas situações devem ser ultrapassadas porque só a eleição pode conduzir o país à uma situação de credibilidade internacional e a questão de segurança interna”, referiu o Embaixador.

Acrescentou ainda que os partidos políticos devem dialogar para encontrar uma solução face a situação de desentendimento de modo a não adiar a data marcada para realização das eleições presidenciais.

Por outro lado, Tulinabo Mushingi informou que uma equipa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos de América já está em Bissau para trabalhar com os agricultores  guineenses.ANG/AALS/ÂC//SG

Sudão


          Tribunal ouve ex-Presidente  Omar al-Bashir por corrupção
Bissau, 21 ago 19 (ANG) - O ex-Presidente sudanês, Omar al-Bashir, começou a ser ouvido por um tribunal nos arredores da capital, Cartum, acusado de corrupção e enriquecimento pessoal.
O seu advogado diz tratar-se de  uma campanha de calúnia na comunicação social sublinhando que ainda o tribunal não apresentou qualquer prova contra o seu constituinte. 
O ex-Presidente sudanês, destituído a 11 de abril, após meses de manfestações em todo o país, é acusado geralmente de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, compareceu perante o tribunal, apenas por corrupção, nomeadamente, roubo de 90 milhões de dólares e tráfico de influência.
Omar al-Bashir, reconheceu ter recebido 90 milhões de dólares líquidos da Arábia Saudita, mas para resolver problemas graves do país.
O seu advogado, Ahmad Ibrahim al Taher, cauciona a versão do seu constituinte e denuncia uma campanha na comunicação social com acusações excessivas.
"Com certeza que há um enorme julgamento mediático contra Omar al-Bashir, há acusações excessivas. Eles dizem que o Presidente roubou a torto e a direito  e que transferiu o dinheiro para o estrangeiro.
"O que se passa fora da sala deste tribunal não passa duma acusação monstruosa. Na realidade o que se vive na sala é completamente diferente e tem a ver com a apresentação de provas e até agora o tribunal não avançou com nenhuma prova". 
Contudo, a Amnistia Internacional, reagiu dizendo que não se deve ficar apenas por acusações de corrupção contra o ex-Presidente do Sudão, acusado por crimes contra a humanidade e genocídio em Darfur, na parte ocidental do país.
Omar al-Bashir é alvo de 2 mandados de captura pelo Tribunal Penal Internacional, pelos mesmos crimes contra a humanidade.
A comparência do ex-Presidente sudanês, surge dias depois da assinatura de um acordo entre militares e a Frente da Liberdade e da Mudança prevendo um Conselho soberano para supervisionar um período de transição até um governo sair de eleições livres e democráticas. ANG/RFI



terça-feira, 20 de agosto de 2019

ANG


“Uma agência de notícias pode contribuir para o desenvolvimento de um país”, diz o DG

Bissau, 20 Ago 19 (ANG) - O Director-geral da Agência de Notícias da Guiné (ANG) afirmou esta terça-feira que, uma agência de noticias pode contribuir para o desenvolvimento de um país com informações que divulga e que podem sensibilizar vários parceiros.
Salvador Gomes DG da ANG

Salvador Gomes sustentou que as  agências fazem tratamento factual dos acontecimentos e isso as coloca mais perto da verdade, pelo que os projectos, as necessidades e as fraquezas de uma país são melhor “publicitadas” pelas agências de notícias.

Gomes falava em entrevista à Rádio Voz de Quelélé  e  ANG, no âmbito  dos 44 anos de existência do órgão, hoje assinalada.

Explicou que as agências são   grossistas de informação, noutros  quadrantes  consideradas o porta-voz de Estado no exterior, e com funções de produzir e distribuir  notícias para outros órgãos.

Referindo-se ao órgão que dirige há 17 anos, disse que a ANG viveu momentos altos e baixos, salientando que nos primeiros anos de independência a imprensa nacional e estrangeira dependiam da ANG no que diz respeito as informações relacionadas às regiões.

“Antes do conflito militar de 07 de Junho de 1998 a Agência  funcionava de forma normal mas depois da  guerra entrou em ruínas. A nossa sede serviu de caserna das tropas senegalesas. Terminada a guerra até computadores avariados desapareceram da ANG”, disse.

Perante esta situação,o então director, Pedro Albino teve que providenciar um projecto de relançamento da ANG mas que não foi implementado conforme previsto, apesar de ter beneficiado de um apoio financeiro que cobria cerca de 80 por cento das necessidades previstas.

Salvador Gomes sublinhou que actualmente as dificuldades que a ANG enfrenta são imensas, e que a maioria das pessoas que lá trabalham  é funcionário não efectivo, com cinco meses de subsídio em atraso.

Gomes disse que a efectivação do pessoal na Função Pública é uma das prioridades, tendo acrescentado que por isso, está a evidenciar os seus esforços junto do novo Secretário de Estado da Comunicação Social para efectivar mais pessoas, inclusive  os correspondentes regionais, uma vez que os mesmos garantem maior cobertura  à uma agência de notícias.

“ É nossa obrigação, enquanto órgão do estado, acompanhar o dia-a-dia das populações do interior. Na prática, até aqui, temos concentrado mais em acontecimentos oficiais em detrimento de assuntos em que o sujeito da notícia são as nossas populações”, sustentou.
 Referiu que a ANG já perdeu muitos quadros devido a dificuldades do órgão e que há o risco de se perder mais quadros.

A ANG funciona actualmente com nove jornalistas, dois técnicos informáticos, um electricista e oito pessoal administrativo, e com duas plataformas de divulgação das suas produções : um blogue(angnoticias.blogspot.com) e um site(www.ang.gw). Não tem internet próprio, utiliza uma linha wifi do Nô Pintcha muito precária, que nem consegue abrir o site.

O órgão que, por lei, é proibido de fazer publicidades, do Estado só recebe o pagamento de salários. ANG/AALS//SG




ANG


Presidente de sindicato de base considera os 44 anos do órgão de “retrocessos e sacrifícios”

Bissau, 20 Ago 19 (ANG) – O Presidente de Sindicato de Base de Agência de Notícias da Guiné (ANG), considerou hoje que os 44 anos da existência daquele Órgão Público da Comunicação Social são de sacrifícios para os seus sucessivos funcionários.

Em entrevista exclusiva á ANG, Costa Nbonda revelou que o Sindicato de Base de ANG, no dia 9 de Agosto de 2010, conseguiu reunir com o governo na altura, para assinar um memorando de entendimento sobre a remuneração salarial dos funcionários de ANG, e de outros órgãos que fazem parte da Confederação dos Sindicatos dos Órgãos de Comunicação Social Públicos.

Aquele responsável acrescentou por outro lado que, depois de sucesso alcançado na negociação com então ministra da Comunicação Social na altura Adiato Djaló Nandigna, os funcionários dos referidos Órgãos passaram a beneficiar de uma remuneração salarial motivante, em relação ao anterior que não chegava para comprar arroz e muito menos pagar o arrendamento de casa.

 “Todo o esforço e desempenho demonstrado pelos quatros sindicatos foram interrompidos pelos governos de transições, que decidiram cortar sem alguma explicação a remuneração salarial alcançado em 2010, provocando assim mais dificuldades nos quatros Órgãos Públicos da Comunicação Social nomeadamente a Agência de Notícias Guiné (ANG), Rádio Difusão Nacional (RDN), Jornal No Pintcha (JNP) e a Televisão da Guiné-Bissau (TGB)”, sustentou Nbonda.

Questionado sobre o que o sindicato tem feito nos últimos tempos para a efectivação dos seus funcionários, Costa disse que é uma luta constante que o sindicato que dirige tem enfrentado ao longo dos anos com sucessivos governos.

“Nas exigências que apresentamos o patronato nos encontros que realizamos têm sempre a ver com a efectivação dos estagiários assim como a criação de condições laborais para os funcionários”, disse Costa Nbonda.

Para o sindicalista, o actual Secretário de Estado de Comunicação Social, João Maria Batica Ferreira deve se engajar na resolução dos problemas que afectam os quatros órgãos, para assegurar seus melhores funcionamentos.

A Agência de Notícias da Guiné (ANG) foi criada a 20 de agosto de 1975.
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