sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Galp Energia


Sindicato de base acusa patronato de má-fé no despedimento de 18 funcionários
 
Bissau, 11 Out 19 (ANG) – O Presidente do Sindicato de Colaboradores das Empresas Participadas de Galp Energia na Guiné-Bissau (SCEPG-GB),acusou hoje o patronato de agir com má- fé no despedimento, em massa, de 18 trabalhadores,no passado dia 04 de Outubro , por alegado envolvimento no roubo de combustível.

acusados sem provas de estarem envolvidos no roubo de combustível de empresa.
Carlitos Gomes  que disse ser uma “acusação sem provas”, falava numa conferência de imprensa na qual criticou o  comportamento dos responsáveis da empresa para com os trabalhadores.

Alega que desde   1992 ,em que a empresa  iniciou os seus trabalhos no país não se verificou qualquer acção do género até a criação do sindicato de base dos trabalhadores.

“Todas os camiões que transportam combustíveis de Galp Energia tem os seus aparelhos de controlo -os chamados GPS para detetar qualquer desvio de procedimento o que torna impossível roubar combustível. Estávamos a revindicar o aumento salarial e promoção na carreira dos trabalhadores, concurso interno e o regulamento interno da empresa como manda a lei “,disse.

Segundo ele, o gesto do sindicato não caiu bem ao patronado que decidiu declarar uma guerra ao sindicato, dando exemplo que uma vez o Directora dos Recursos Humanos questionou se o Estado da Guiné faz aumento de salário.” O aumento do salario mínimo para 50 mil francos veio a acontecer mesmo assim nada foi feito”, disse.

Gomes afirmou  que a partir daí começaram as queixas de que está-se a verificar quebras de combustíveis e que os responsáveis são o pessoal que lida com combustíveis e os da direcção comercial.

Disse que foram pedidas as provas dessas quebras, e que a resposta foi” despedimentos” com justificações de que a as receitas da empresa  estavam em queda, o que  Carlitos Gomes diz não corerespoder a verdade e sustenta:”contrataram outros trabalhadores para desempenharem as mesmas funções dos que saíram”.

“O mais caricato de tudo é que quem assinou a nota de despedimento vive em Lisboa sem conhecer a real situação, e os portugueses envolvidos não foram expulsos. Reunimos com o administrador nacional Carlos Gomes júnior mas, sem efeito. Por isso achamos que é uma perseguição contra os responsáveis sindicais e vamos entrar com uma queixa-crime no tribunal exigindo respeito aos  direitos que temos, uma vez que existe trabalhadores despedidos mas que já fizeram 19 anos de serviço ”, disse.

O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG),disse  na ocasião que acompanharam esse processo desde o início, e na sua opinião, o que se pode concluir “ é  que esta situação está a ser moda no país principalmente nas empresas privadas, que despedem pessoas por pertencerem ou criarem  sindicatos para defendem os interesses dos travbalhadores”.

Júlio Mendonça refeiu-se ao  caso da empresa de telecomunicação MTN onde o Presidente do sindicato de base e o seu vice foram postos na rua com “argumentos baratos” de irem trazer um cidadão da Guiné-Conacri para os substituir.

Mendonça disse que a UNTG fez finca pé e em consequência, os despedidos na MTN vão ser indminizados a dobrar.

“A outra empresa de telecomunicações denominada Orange Bissau fez a mesma coisa e o processo esta a correr nos tribunais e agora é a vez dos funcionários da Petromar .

Trata-se de uma injustiça tremenda porque os factos imputados aos trabalhadores não são reias, uma vez que, tendo em conta a natureza do próprio produto e a fonte do armazenamento que esta no subsolo é normal ter um certo desequilíbrio ou seja pode ser mais ou menos e os camiões são sondados para abastecer as bombas de combustíveis e se tudo estiver certo no momento da entrega o condutor já fez o seu trabalho corretamente”, disse.

Mendonça disse que nunca denunciam as sobras só as quebras, salientando que como se for num Estado que comparada com os Estados de Anarquia total, sem autoridade de estado e cada um faz o que bem entender e a responsabilização é zero.

 “Por isso, chegou a hora de pôr um ponto final nesta história, porque a Inspecção -geral do Trabalho é uma instituição coxa com leis dos anos 80, sem poderes. E se uma empresa infringir a lei paga uma multa, se convertido do peso para o franco CFA vai dar 5000 mil francos. Qual é a empresa  que não poder pagar os 5000 mil franco, questionou, acrescentando que o  próprio Estado é  campeão da violação dos direitos dos trabalhadores.

ANG/MSC//SG

Função Pública


Governo decide reforcar meios ao Ministério do Interior para face aos roubos com armas de guerra 
 
 Bissau, 11 out 19 (ANG) – O Governo decidiu  reforçar meios necessários para que o Ministério do Interior e demais instituições do Estado, possam cumprir o seu papel de garante da segurança, da livre circulação de pessoas e dos seus bens em toda a extensão do território Nacional.

A decisão foi tomada na reunião do Conselho de Ministros realizada quinta-feira, em Bissau.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros relativo à este encontro, o colectivo ministrial tomou essa decisão depois de analisar “tristes ocorrências” registadas no Ilhéu de Rei, em Bijimita, Bula e demais localidades do país, onde  malfeitores usam armas de guerra e meios logísticos do Estado para roubar bens privados das populações indefesas.

“O governo reitera a sua firme determinação em combater os malfeitores, que de armas na mão e com os meios do Estado, tem estado a amedrontar e a violar os direitos e bens do povo em diversas localidades do país”, refdere o comunicado.

Por outro lado, o comunicado refere que o executivo analisou  um pacote de diplomas legislativos, antes de  adoptar o acordo sobre a concessão de vistos para Estudantes Nacionais dos Estados membros da CPLP. 

Ainda nessa reunião o governo decidiu encerrar a embaixada guineense  na Alemanha, em substituição, vai  abrir um  consulado-geral em Hamburgo. 

No capítulo de nomeações, o colectivo ministerial procedeu a movimentações do pessoas aldministrativos nos ministérios da Economia e Finanças,,  das Infra-estruturas, Habitação e Desenvolvimento Urbano,  dos Recursos Naturais e Energia, da Defesa e dos Combatentes da Liberdade da Pátria e no  Ministério da Administração Territorial e Gestão eleitoral .

As mexidas nas funções de diretores-gerais e secretários-gerais dos ministérios atingiram igualmente a Secretaria de Estado da Comunicação Social(SECS), tendo os jornalistas, Catouplin Mendes da Costa e Lassana Camará sido nomeados directpres-gerais da Televisão Publica-TGB e Radiodifusão Nacional-RDN, respectivamente. Na TGB foi extinta o Conselho de Administração até então dirigida pelo jornalista, Francelino Cunha.

Mamadú Sano, antigo chefe de gabinete do Secretário de Estado da CS, foi nomeado novo Secretário-geral  desta instituição, e Faustino Mamadu Saliu Jalo é de novo Inspector-geral.
A Câmara Municipal de Bissau(CMB) tem a partir de quinta-feira novo Presidente, na pessoa de Rui Gonçalves Cardoso, que ali desempenhava as funções de vice-presidente.  

ANG/LPG//SG

Angola


João Lourenco acusa supostos militantes do MPLA de promoverem campanha contra o país
 
Bissau, 11 out 19(ANG) -  O líder do Movimento Popular de Libertação de Angola(MPLA), no poder, acusou quinta-feira supostos militantes do partido de estarem por detrás de uma campanha que visa a intoxicação e desestabilização de Angola.

”São esses mesmos que estavam embrulhados na corrupção, os mesmos que desviaram os recursos do país para fora do país, apenas para eles, são os que estão a utilizar esses mesmos recursos, que são de Angola para financiarem a campanha de desestabilização, de intoxicação, que estão a azer contra angola”, afirmou João Lourenço.

O também chefe de Estado discursava na abertura do congresso da JMPLA, órgão juvenil do partdo, tendo depois solicitado permissão aos delegados para fazer um segundo discurso, pequeno, sem ler, para dizer o que lhe  ia “na  alma”.

A segunda intervenção de João Lourenço tem a ver com uma forte campanha que se verifica nos últimos dias nas redes sociais, com determinadas figuras da socviedade civil angolana, num apelo para na sexta-feira as pessoas não irem trabalhar, em protesto  à situação social e económica do país.

Para João Lourenço esta campanha não é contra  si, mas contra o país, considerando “o mais triste” que ela “não vem sendo movida, nem por forças estrangeiras nem por forças da oposição”.

“Ela vem sendo movida por nacionais, aparentemente do MPLA, e digo aparentemente porque não se portam como tal, e que ainda têm o descaramento de falar em nome do povo”, frisou.

O líder do partido no poder em Angola questionou ainda se “os mesmos que estavam embrulhados na corrupção”, qando “desviavam os recursos do país”repartiram com o povo ou com os jovens.

“E então, como é que agora vêm falar em defesa do povo, dos jovens. Coitado do povo que está a passar mal, coitada da juventude que não tem emprego, e eu levanto esta  questão aqui, porque os cabos que estão a ser pagos para levar a cabo esta campanha lamentavelmente são jovens, portanto, nada melhor do que levantar esta questão no seio dos jovens”, disse.

João Lourenço quesntionou ainda o carácter destes jovens “que alinham na campanha”.
“São bons jovens? São exemplares?. Pensamos que não. Estão a fazer por quaisquer 100 euros se calhar nem isso, porque aqueles avarentos também não lhes vão pagar muito mais”, apontou.

O líder do partido no poder em Angola desde a independência , em 1975, reiterou o combate à corrupção, um tema que foi colocado, com grande ênfase, pela direção do partido entre 2016 e 2017, no período de preparação do congresso  e das eleições, e que diz-se determinado a cumprir.

“Houve promessa em oportunidades distintas de se iniciar com essa cruzada, falou-se com relação à corrupção, tolerância zero, mas o que verificamos é que esta tolerância zero não surgiu”, lamentou.

Para Lourenço, o caminho continua por percorrer: Deram-nos essa incumbência e nós como não não gostamos de fingir que fazemos as coisas, não gostamos de enganar o eleitorado, não gostamos, porque consideramos errado, consideramos injusto utilizar os eleitores só para votarem em nós, prometendo coisas para fazer de conta, nós estamos a procurar cumprir com essa incumbência que o partido nos deu mesmo antes de sermos chefe de Estado”.

João Lourenço admitiu que já esperava essa reação, referindo-se ao que se vem assistindo nos últimos dias.

De acordo com o chefe de Estado angolano, o combate à corrupção é importante para garantir investimentos privado nacional e estrangeiro no país, com vista à criação de emprego para o povo angolano e, em particular, para a juventude. 

ANG/SAPO Notícias

Cooperação

MNEC inaugura gabinete  de controlo de emissões de passaporte diplomático

Bissau, 10  Out 19 (ANG) – O Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades (MNEC) inaugurou quarta-feira um gabinete criado para assegurar a melhoria dos serviços de controlo das emissões de passaportes Diplomáticos e autenticações de documentos.

No ato de inauguração terça-feira, a Ministra Suzi Barbosa agradeceu a prontidão da Embaixada da República Popular da China cujo apoio permitiu a criação do referido gabinete.

A governante esclareceu que o referido gabinete foi criada para identificar todas as entradas e saídas das pessoas no recinto do ministério, felicitando assim o controle dos passaportes diplomáticos e autenticação dos documentos emitidos por aquela instituição.

Barbosa informou que doravante certas áreas do MNEC serão restritas, uma vez que produzem passaportes, emolumentos e vários outros documentos cujo teor tem alguma confidencialidade, tudo  para conferir maior  rigor e credibilidade aos serviços desta instituição.

O embaixador da China, Jin Hong Jun disse que o projeto ora entregue insere-se no quadro de uma série de iniciativas da ministra que visam melhorar o serviço dos negócios estrangeiros e  aumentar a sua eficácia.

Acrescentou  que este serviço vai beneficiar tantos os funcionários como utentes. ANG/JD//SG

Cooperação


Embaixada de Brasil promove seminário de capacitação para promoção da realidade das pessoas portadoras de eficiência

Bissau, 11 Out 19 (ANG) – A Embaixada de Brasil na Guiné-Bissau  realiza no a partir da proxima segunda-feira um seminário de capacitação para a promoção da realidade das pessoas portadoras de deficiência na sociedade guineense.

A informação consta numa nota da Embaixada de Brasil enviada hoje à redação de Agência de Notícias da Guiné. 

“No seminário vão participar 30 pessoas, entre os quais os agentes governamentais e não-governamentais. Será ministrado pelos técnicos brasileiros chefiada pela secretaria nacional dos direitos da pessoa com deficiência que estará no país de 12 à 18 do mês em curso”, refere o documento.

Na nota  consta ainda que o referido seminário servirá igualmente para fazer uma campanha de sensibilização e divulgação das Políticas Públicas aos actores políticos.

De acordo com a nota, a comitiva dos técnicos brasileiros vai ter uma audiência com a ministra da Mulher, Família e Protecção Social, com a ministra de Administração Pública e Modernização do Estado, ministra de Saúde Pública, o ministro das Infraestruturas, Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Terá igualmente audiência com ministro de Educação, Ensino Superior e Investigação Cientifica, secretário-geral e Assessor jurídico do Ministério de Justiça e Direitos Humanos, com director-geral de Cooperação Internacional, com a Federação das Associações de Defesa e Promoção das Pessoas com Deficiência da Guiné-Bissau. ANG/AALS//SG
 


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Burundi


          Autores da morte de opositor condenados à prisão perpétua

Bissau, 10 out 19 (ANG) -  O Tribunal de Grande Instância (TGI) de Muyinga, no nordeste do Burundi, condenou quatro pessoas à prisão perpétua pelo "assassinato" de um militante do partido Congresso Nacional para a Liberdade (CNL), principal partido da oposição, anunciou o ministério da Justiça e Protecção Civil.
Bandeira do Burundi
"A sentença proferida terça-feira pelo TGI de Muyinga às quatro pessoas envolvidas neste caso foi a prisão perpétua", disse Agnès Bangiricenge, porta-voz deste ministério.
O Tribunal também lhes impôs "uma multa" de cerca de 2.500 dólares. O veredicto foi pronunciado na terça-feira à noite.
O presidente do partido CNL, Agathon Rwasa, ainda não reagiu a esta sentença.
A 18 de Agosto, um militante do CNL, conhecido por Mvuyekure, foi morto na colina de Kwitongo, em Muyinga, após confrontos entre um grupo de homens munidos de catanas e militantes do CNL. ANG/Angop

Corte de Cabelo


             Barbeiros se divergem quanto  ao rendimento da profissão

Bissau, 10 Out 19 (ANG) – Os barbeiros da cidade de Bissau  estão duvidoso quanto  ao rendimento económico desta profissão no país uma vez que uns consideram o rendimento suficiente para sustentar a vida outros dizem que não.

De acordo com Maio Fernando Dafa, proprietário do salão com mesmo nome situado em Cupelun, zona dos Bombeiros, numa entrevista hoje a ANG disse que o dinheiro proveniente do seu trabalho dá para sustentar a sua vida ou seja satisfazer as suas necessidades, apesar de não ser nada fácil.

“No meu caso não tenho queixa dos clientes neste momento.As vezes as pessoas aguardam o momento para  tirar o cabelo, o preço por pessoa é de 500 francos CFA e já estou neste trabalho desde o ano 2008 ou seja há 21 anos “,disse.

Dafa disse que apesar das contribuições que paga para ter acesso ao local: renda, energia e a câmara municipal ainda tem lucro, salientando que a corte mais tirada é o tipo chamado de “Cumen Bazz”, por ser feito pelos jovens e esta na moda.

“Mas também faço outros estilos caso de raso entre outros” acrescentou frisando que o seu rendimento diário varia de 5000 a 7500 francos CFA .

 Alain Correia, dono da barbearia cito no bairro de Santa Luzia tem  opinião diferente no que concerne a rentabilidade da profissão. Disse que é preciso ter muita coragem para ser barbeiro em Bissau.

“Eu iniciei este trabalho desde  2008, trabalhava como auxiliar de um amigo e com o tempo reuni condições e abri o meu próprio negócio. Devido a situação do país, as coisas não estão indo bem porque há dias em que o movimento torna fraco, com excepção dos finais de semana ou nos dias de festas: casos do Natal e Fim do Ano ou nas duas rezas dos muçulmanos. São períodos em que costumamos ter muitos clientes”, explicou.

Alain disse que apesar das dificuldades consegue através do seu trabalho  sustentar a sua vida sem contudo avançar com o montante que ganha diariamente, tendo responsabilizado a multiplicação dos salões de cortes de cabelos pela queda do rendimento deste trabalho.

“no meu salão o corte mais solicitado é o que chamam de “Cumen Bass” ou “corte de Cabaz”, porque são os jovens que os fazem imitando os famosos . Este tipo de corte está a usar não só na Guiné-Bissau, mas no mundo todo. São cortes que os artistas, jogadores e outros famosos fazem, também tiro cabelo para as mulheres e faço colagem das unhas.

A profissão de barbeiro entrou nos bairros e conquistou muitos jovens nacionais e estrangeiros que a dedicam praticando preços mais baixos comparativamente aos praticantes da mesma profissão mais idosos, instalados no centro da cidade de Bissau.

“Antigamente, quem quer cortar cabelo tem que se deslocar a Praça, agora a barbearia é ali ao lado das nossas casas”, lembra um idoso que responde pelo nome de Djagra. ANG/MSC//SG


Sociedade


Ações de reflorestamento integram dezenas de cidadãos que voltam à Guiné-Bissau

Bissau, 10 out 19 (ANG) - Mais de 125 migrantes participaram no plantio de árvores durante seis meses em Gabu, no leste da Guiné-Bissau, numa iniciativa que marcou a   primeira fase da reintegração de mais de 500 pessoas retornadas do Níger e da Líbia.
Vista da cidade de Gabú
Pelo menos 200 árvores foram plantadas  durante a mais recente ação de reflorestamento da Organização Internacional para Migrações, OIM, que envolveu 25 pessoas retornadas à área de Gabu, no leste.
Nessas atividades foram cobertos 13 mil metros quadrados de superfície em quatro dias, na região que enfrenta “um grande desmatamento”. Um grupo de 15 membros da comunidade participou na ação promovida pela agência da ONU.
Gabu é conhecida como uma das áreas mais propensas à migração. Muitos jovens deixam a Guiné-Bissau em busca de melhores oportunidades de subsistência no exterior.
O país também recebe migrantes da África Ocidental e Central. Um estudo feito em 2018 revelou que mais de 70 mil pessoas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, viviam na nação lusófona.
As ações implementadas pela OIM desde março incluem reflorestamento e saneamento. No total, 125 guineenses foram envolvidos nessas atividades com dezenas de membros da comunidade local. 
A erosão do solo é  uma das principais ameaças ambientais no país da África Ocidental, que acaba impulsionando a migração e pressionando a economia das áreas rurais.
Para a OIM,  o plantio de árvores é um meio de combater a erosão com maior impacto por travar o deslocamento de agricultores pobres que optariam por procurar novos meios de subsistência nas cidades ou no exterior.
Com o reflorestamento de Gabu começou a reintegração de cerca de 529 migrantes retornados de forma voluntária do Níger e da Líbia. Nos últimos dois anos, uma iniciativa da agência apoiou esse processo com fundos da União Europeia.
Para a chefe do Escritório da OIM na Guiné-Bissau, Laura Amadori, a iniciativa apoia os beneficiários com fundos para a transição entre o retorno e a reintegração, contribuindo para desenvolver as comunidades que voltam a receber os guinnenses. 
A representante destacou que essas atividades facilitam a reinserção social porque também envolvem os habitantes locais, evitando que haja tensões entre os retornados e a população.
Em dezembro passado, a Guiné-Bissau foi um dos 150 países que assinaram o Pacto Global para Migrações. A OIM apoiou o governo guineense na definição das prioridades nacionais do Plano de Ação para o Pacto Global para Migração.
Com a implementação dessa estratégia, a expectativa é melhorar a forma como o país lida com as migrações, incluindo as negociações com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sobre a mobilidade no bloco. ANG/ONU News




Turquia


              Ofensiva  na Síria gera onda de reprovações na Europa
Bissau, 10 out 19 (ANG) - A Turquia cumpriu as ameaças e realizou ataques aéreos nesta quarta-feira (9) na região de Ras Al-Ain, no norte da Síria, fronteira com o território turco.
Ancara havia anunciado o lançamento de uma ofensiva contra a milícia curda, em disparos que geram uma onda de reprovação dos europeus.
A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para debater a questão.
Os ataques aéreos e disparos de artilharia atingiram a cidade de Ras al-Ain e seus arredores, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). As forças curdas sírias indicam que houve vítimas civis.
A operação militar contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), apoiada por países ocidentais, foi anunciada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Ancara considera a YPG um grupo terrorista e diz que seu objetivo é criar uma "zona de segurança", destinada a receber refugiados sírios na Turquia e separar a fronteira das posições das YPG.
Vários países demonstram preocupação com as consequências humanitárias dessa ofensiva. A França afirmou que condena “com muita firmeza” a intervenção militar.
 “A França, a Alemanha e o Reino Unido estão finalizando uma declaração conjunta que será extremamente clara no fato de que condenamos muito fortemente e com muita firmeza [a operação]”, disse a secretária de Estado para Assuntos Europeus, Amélie de Montchalin.
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, exigiu o fim da ofensiva, que segundo ele “não dará resultados”.
Juncker garantiu que nenhum financiamento europeu será dado “para uma zona de segurança”, que a Turquia planeja instalar.
“A Turquia tem problemas de segurança na sua fronteira com a Siria, algo que nós compreendemos. Entretanto, uma incursão vai exacerbar os sofrimentos dos civis”, argumentou o líder da UE.
O governo alemão, por sua vez, advertiu que a operação aumenta "o risco de "ressurgimento do grupo terrorista Estado Islâmico" no país.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (9) que o envolvimento dos militares americanos no Oriente Médio foi a "pior decisão já tomada" pelo país e que ele estava garantindo o retorno seguro das tropas americanas.
Trump enfrenta uma reação bipartidária desde um anúncio surpresa feito pela Casa Branca no domingo (6),de que Washington estava retirando de 50 à 100 “operadores especiais”  da fronteira norte da Síria.     
" Entrar no Médio Oriente é a pior decisão já tomada na história de nosso país! Entramos em guerra sob uma premissa falsa e agora não comprovada, As armas de destruição em massa", tuitou o presidente em referência à invasão americana do Iraque em 2003.
"Não havia nenhuma ! Agora estamos trazendo lenta e cuidadosamente nossos grandes soldados e pessoal militar para o lar. Nosso foco está no quadro geral! Os Estados Unidos são maiores do que nunca!", completou, em seu tradicional estilo de escrita nas redes sociais.
Trump lamentou os US$ 8 bilhões gastos nos combates e operações de vigilância no Oriente Médio e os milhares de soldados americanos que morreram ou ficaram feridos nos conflitos. Calcula-se que os Estados Unidos tenham entre 60.000 e 80.000 militares destacados na área correspondente ao Comando Central dos EUA, que inclui Afeganistão, Iraque e Síria.
Mais cedo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu ao turco Erdogan que refletisse antes de iniciar qualquer ofensiva na Síria, informou o Kremlin em comunicado.
"Putin pediu às autoridades turcas não impedir que esforços comuns para resolver a crise síria fossem afetados", disse o comunicado, após uma conversa telefônica entre os dois presidentes. Moscou é o maior apoio militar ao governo sírio desde o início da guerra no país, em 2011.
Na conversa, Erdogan afirmou que a ofensiva turca contra uma milícia síria curda trará "paz e estabilidade" à Síria. "O presidente declarou que a operação militar [...] abrirá o caminho para uma solução pacífica", disse uma fonte da presidência turca.
Apesar de apoiarem lados opostos na Síria, Rússia e Turquia aumentaram sua cooperação nos últimos anos. No entanto, na terça-feira, Moscou pediu para Ancara evitar ações que possam ser contraproducentes para uma possível resolução do conflito, no momento em que um conselho constitucional foi formado na Síria. ANG/RFI/AFP