segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ONU



Embaixador guineense pede cumprimento de promessas de Bruxelas

Bissau, 28 Set 15 (ANG) - A Guiné-Bissau pediu na noite de sábado nas Nações Unidas aos seus parceiros e doadores para implementarem as medidas no país decididas em Março passado em Bruxelas, numa altura em que o país está novamente numa crise política.

O embaixador do país lusófono junto da ONU, João Soares da Gama, que substituiu o Presidente da República, José Mário Vaz, na Cimeira das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, pediu "aos parceiros e amigos para ficarem com a Guiné-Bissau" e "honrarem os seus compromissos", implementando "o que foi acordado pela Mesa Redonda de Doadores do país decidido em Bruxelas no passado mês de Março". 

João Soares da Gama adiantou ainda que a Agenda 2030 é essencial "para um país que tem estado em instabilidade durante muito tempo" e que se encaixa no plano de desenvolvimento estratégico da Guiné-Bissau, o "Terra Ranka" até 2025.

Este plano, que tem como objetivo "uma reviravolta de três décadas de pobreza e instabilidade", segundo João Soares da Gama, vai permitir "uma transformação positiva em dez anos numa aposta da estabilidade política, desenvolvimento e preservação da biodiversidade".

Para o embaixador da Guiné-Bissau na ONU, a Agenda 2030, juntamente com o plano do país, vai permitir "uma visão de desenvolvimento, uma grande reforma da Justiça, Defesa e Segurança, bem como uma modernização das instituições do Estado para reforçar a democracia e a coesão social, mantendo assim a paz necessária que promova o desenvolvimento económico e tire o nosso povo da pobreza" 

João Soares da Gama comprometeu-se em adotar a Agenda 2030, mas foi avisando que o país "não o pode fazer sozinho", acrescentando que os parceiros "são necessários a bordo com todo o empenho e honestidade, como disse ontem o Papa Francisco, fazendo da Sustentabilidade, Crescimento e Desenvolvimento uma realidade".

"Depois das eleições de 2014" -continuou o embaixador da Guiné-Bissau na ONU - "O governo conseguiu aumentar a qualidade de vida da população e conseguiu um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 5% num período de um ano com as suas reformas económicas".

Ainda antes do discurso, João Soares da Gama prometeu, em declarações à Rádio ONU, a criação "de uma comissão interministerial para a implementação" da Agenda 2030, acrescentando que a erradicação da pobreza continua a ser uma prioridade para a Guiné-Bissau, tal como prevê o novo conjunto de metas globais adotado nas Nações Unidas. 

ANG/Lusa

ONU




Debates sobre reformas no Conselho de Segurança iniciam hoje

Bissau, 28 Set 15 (ANG) – A 70.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas arranca hoje em Nova Iorque, na sede da ONU, devendo ser marcada pelas exigências de mudanças do Conselho de Segurança.

Como tem sido prática, a Presidente brasileira Dilma abre a sessão, seguida de Barack Obama e depois o Presidente russo Vladimir Putin, que não discursa em sessões desta natureza há dez anos. 

Espera-se que Dilma Rousseff insista precisamente na necessidade de reformular o Conselho de Segurança, mas também na questão dos refugiados e nas alterações climáticas.

Esta reunião anual assinala os 70 anos de criação das Nações Unidas, sendo esperado que participem cerca de 140 líderes mundiais. 

Esta Assembleia Geral decorre até 06 de outubro, com vários temas da ordem internacional em discussão, sendo que um dos que deverá ser mais falado será a composição do Conselho de Segurança, sobretudo depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter juntado a voz da Alemanha às do Brasil, Índia e Japão para exigir a entrada no órgão máximo das Nações Unidas.

Atualmente, o Conselho de Segurança conta com apenas cinco Estados permanentes - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -, sendo secundado por mais dez não permanentes, que mudam regularmente.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança dispõem do direito de veto e as divisões reinantes sobre conflitos como os na Síria ou Ucrânia tem inviabilizado a tomada de decisões com peso na resolução das crises.

A Assembleia Geral da ONU acordou um texto em que assume a necessidade de se proceder a reformas no Conselho de Segurança, documento recusado já pela China, Estados Unidos e Rússia. 

A Guiné-Bissau é representada na Assembleia geral da ONU pelo embaixador guineense, João Soares da Gama. 

ANG/Lusa

Cooperação



EUA prometem desenvolver relações com Guiné-Bissau em diversas áreas
Bissau, 28 Set 15 (ANG) – Os Estados Unidos da América vão trabalhar com a Guiné-Bissau nos objectivos compartilhados a longo prazo, ajudando os guineenses a construir um governo democrático estável e promover um crescimento económico sustentável e inclusivo.
A garantia foi deixada sexta-feira em conferência de imprensa pelo Embaixador norte-americano para a Guiné-Bissau, com residência em Dakar, Senegal, no final de sua visita ao país.
James Peter Zumwalt afirmou que  nas audiências que manteve em Bissau  encorajou as autoridades do país a continuarem com a “serenidade e o compromisso de  resolver as diferenças, sempre em conformidade com o estado de direito e o respeito pelo poder judiciário independente e no âmbito da Constituição”.
“Parece que foi encontrada uma solução pacífica para essa situação” , disse referindo-se a crise política no país.
Zumwalt disse  congratular-se  com a acção “dos líderes políticos e civis, as forças armadas e o povo da Guiné-Bissau”.
Sobre os apoios de Washington, o diplomata lembrou que uma equipa norte americana do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças(CDC) se encontra no país há cerca de um ano a apoiar as autoridades sanitárias guineenses na prevenção contra a Ébola e na preparação para as emergências de saúde em geral.
Acrescentou que a “CDC espera expandir esta colaboração no ano que vem para incluir um centro nacional de operações de emergência, uma rede de laboratórios nacionais, segurança de saúde melhorada nas fronteiras e uma força de trabalho nacional, treinada para detecção, notificação e investigação de surtos de doenças infecciosas."
Sobre o sector educativo informou que “em breve”, os Estados Unidos  entregará mais de 6.000 quilos de materiais para o “laboratório” de língua inglesa, e  que  planeiam fazer o mesmo acto em 2016.
No domínio da segurança, para, além  do patrocínio em Agosto último em Bissau da Conferência sobre a Relação Civil-Militar, afirmou que o seu país está engajado no apoio aos militares guineenses, nomeadamente a Marinha Nacional, no domínio de  segurança marítima.
Ainda durante a sua permanência no país, o diplomata norte americano assinou  vários acordos com as Associações e ONGs na Guiné-Bissau, no quadro do fundo denominado "Auto-Ajuda", através do qual apoiaram com 14 mil dólares uma organização de mulheres de Nhacra, norte do país, que se dedica ao desenvolvimento de  projectos socioeconómicos.
Para além do Presidente da República e outros responsáveis públicos, o diplomata norte americano manteve igualmente encontros, nomeadamente  com líderes empresariais, figuras religiosas, estudantes e membros da sociedade civil para, segundo as suas palavras, promover os laços entre os dois povos.
James Peter Zumwalt veio à Bissau propositadamente para tomar parte nas comemorações do 24 de Setembro, dia da Independência da Guiné-Bissau, trazendo consigo uma mensagem de solidariedade do Presidente Barack Obama para com o povo guineense.  
ANG/QC/JAM/SG

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tragédia em Meca



Mais de 700 peregrinos morrem esmagados 

Bissau, 25 Set 15 (ANG)- As autoridades da Arábia Saudita confirmaram que pelo menos 717 peregrinos morreram quinta-feira esmagados no vale de Mina, numa debandada que acabou em tragédia, junto a Meca.

Um porta-voz do Departamento de Defesa Civil citado pelo jornal espanhol “El País” disse que há ainda 805 feridos, e que a debandada se deveu a uma disputa que irrompeu quinta-feira às nove horas da manhã quando os peregrinos se dirigiam a Jamarat, uma estrutura com vários níveis e a partir da qual os fiéis apedrejam simbolicamente o diabo. 

De acordo com um comunicado, a debandada fez com que muitos caíssem e acabassem esmagados por outros.

De acordo com a Defesa Civil, estão a decorrer as operações de socorro e seis das suas equipas estão no terreno a prestar os primeiros cuidados aos feridos e a direcionar o fluxo de peregrinos para “rotas opcionais”.

Não foram adiantadas razões para a debandada em Mina, onde foram realizadas obras nos últimos anos para facilitar o movimento dos peregrinos. Em Janeiro de 2006, morreram 364 peregrinos numa debandada na mesma zona.

No primeiro dia da festa de Adha, perto de dois milhões de peregrinos, segundo estatísticas divulgadas na quarta-feira, começaram quinta-feira o ritual de apedrejamento de Satanás, no vale de Mina, no oeste da Arábia Saudita.

O ritual consiste em atirar sete pedras no primeiro dia do Eid al-Adha contra uma grande coluna que representa o Diabo e outras 21 no dia seguinte ou nos dois dias seguintes contra as três colunas (grande, média e pequena).

A peregrinação está entre os cinco pilares do islamismo e todos os muçulmanos devem realizá-la pelo menos uma vez na vida. 

ANG/Jornal de Angola