sexta-feira, 11 de julho de 2025

 Rússia/Alegado suicídio de ex-ministro dos Transportes choca elite política

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) - O alegado suicídio do ex-ministro dos Transportes russo Roman Starovoit, anunciado pouco depois de ter sido demitido na segunda-feira por presumível corrupção, chocou a elite política do país.

O funeral realizou-se hoje num cemitério de São Petersburgo, na presença da família e colegas, mas na ausência do Presidente russo, Vladimir Putin, que também não compareceu no velório, na quinta-feira.

Embora as circunstâncias da morte de Roman Starovoit, de 53 anos, permaneçam por esclarecer, a imprensa russa noticiou uma investigação de corrupção, afirmando que a detenção do ex-ministro devia acontecer em breve.

Demitido por Putin, terá provavelmente cometido suicídio, de acordo com os resultados iniciais da investigação, ainda a decorrer.

A demissão aconteceu na segunda-feira, depois de drones ucranianos terem causado o caos nos aeroportos russos, especialmente em Moscovo e São Petersburgo, onde foram cancelados e adiados mais de 2.000 voos em três dias por questões de segurança.

Poucas horas depois, o corpo de Starovoit foi encontrado dentro do seu automóvel, com um ferimento de bala.

Durante o velório, onde a agência de notícias francesa AFP esteve presente, a mulher de um colega de Starovoit foi a única a lamentar a morte, afirmando ser "uma grande perda e muito inesperada".

Depois de depositarem grandes ramos de rosas vermelhas no caixão, os antigos colegas de Starovoit, vestidos com fatos escuros, deixaram rapidamente o local em luxuosos carros pretos, num ambiente que, segundo o jornalista, fazia lembrar um funeral no filme de culto "O Padrinho", de Francis Ford Coppola.

Roman Starovoit foi governador da região russa de Kursk, na fronteira com a Ucrânia, antes de ser promovido a ministro em Moscovo, em maio de 2024, três meses antes de as tropas ucranianas terem tomado o controlo de uma pequena parte do território numa ofensiva surpresa. O ataque foi um revés para o Kremlin.

O sucessor como chefe da região, Alexei Smirnov, foi preso na primavera por desvio de fundos destinados ao reforço das fortificações fronteiriças.

O caso Starovoit faz parte de uma recente repressão contra altos cargos suspeitos de enriquecimento ilegal durante a ofensiva russa na Ucrânia.

Embora Putin prometa regularmente combater a corrupção --- tendo sido acusado de enriquecimento ilícito por críticos ---, as raras detenções de responsáveis costumavam ser usadas para atingir opositores ou acabar com disputas internas entre os escalões mais baixos do poder na Rússia.

Desde a ofensiva na Ucrânia, lançada em fevereiro de 2022, "algo no sistema começou a funcionar de forma completamente diferente", sublinhou a politóloga Tatiana Stanovaya, do Carnegie Russia Eurasia Center, proibido na Rússia por ser uma "organização indesejável".

"Qualquer ação ou omissão que, aos olhos das autoridades, aumente a vulnerabilidade do Estado a ações hostis do inimigo deve ser punida impiedosamente e sem concessões", afirmou à AFP.

Para o Kremlin (presidência russa), a campanha na Ucrânia é uma "guerra santa" que reescreveu as regras, considerou Nina Khrushcheva, professora na The New School, uma universidade em Nova Iorque, e bisneta do líder soviético Nikita Khrushchev. ANG/Lusa

 

 Inglaterra/Reino Unido e França reforçam cooperação contra imigração ilegal e na defesa

Bissau, 11 Jul 25 (ANG)  - O primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente francês Emmanuel Macron anunciaram, na quinta-feira,  um reforço da colaboração entre os dois países no combate à imigração clandestina e na área da defesa.

O anúncio foi feito durante a visita de Estado de Macron a Londres, a primeira de um líder europeu desde o Brexit em Janeiro de 2020.

Pela primeira vez, os migrantes que cruzam o Canal da Mancha em embarcações precárias poderão ser rapidamente detidos e devolvidos a França, no âmbito de um programa piloto "um por um": por cada migrante retornado, o Reino Unido aceitará um requerente de asilo com ligações familiares no país. Desde o início de 2025, mais de 21.000 migrantes cruzaram o Canal da Mancha, número recorde que aumentou a tensão entre Paris e Londres.

Além disso, Paris poderá alterar as regras de intervenção marítima, permitindo às forças de segurança francesas interceptar embarcações a até 300 metros da costa, uma distância que actualmente limita a acção devido ao direito internacional marítimo.

Macron destacou a importância da "entendimento amigável" com o Reino-Unido e criticou a "mentira vendida" durante o Brexit sobre a imigração.

No domínio da defesa, os dois países anunciaram a criação de um grupo de supervisão nuclear conjunto, reforçando a coordenação dos seus arsenais atómicos face às novas ameaças. A força conjunta expedicionária será ampliada para até 50.000 militares, face à diminuição do apoio dos Estados Unidos na guerra na Ucrânia.

Esta parceria estratégica visa posicionar França e Reino Unido como o centro de segurança da Europa.ANG/RFI

 Polónia/Eurodeputado polaco alvo de processo na Polónia por negar o Holocausto

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) - O Ministério Público da Polónia abriu uma investigação preliminar depois de um deputado de extrema-direita ter descrito as câmaras de gás do campo de extermínio nazi de Auschwitz como um farsa.

Grzegorz Braun, 58 anos, deputado do Parlamento Europeu, foi anteriormente acusado de antissemitismo.

Em 2023, o eurodeputado polaco apagou as velas de uma celebração religiosa judaica (Hanukkah) no Parlamento Europeu com um extintor contra incêndios.

Braun, membro do partido Confederação da Coroa Polaca, foi candidato presidencial na Polónia obtendo mais de 6% dos votos na primeira volta das eleições que se realizaram no início do ano.

Na quinta-feira, o eurodeputado voltou a evocar mentiras sobre a cultura judaica e a negar o Holocausto.

"O assassínio ritual foi um facto e Auschwitz e as câmaras de gás foram, infelizmente, uma farsa", declarou Braun na quinta-feira à rádio polaca Wnet.

Após as declarações do deputado, o jornalista que conduzia a emissão terminou de imediato a entrevista.

Alguns cristãos da Europa medieval acreditavam que os judeus assassinavam cristãos para usar o sangue para fins rituais.

Segundo os historiadores, as acusações dos cristãos durante a Idade Média não têm qualquer base na lei religiosa judaica ou em factos históricos e refletem, pelo contrário, a hostilidade contra os judeus na Europa.

Hoje, o porta-voz do Ministério Público polaco, Piotr Antoni Skiba, disse que os procuradores estavam a conduzir uma investigação preliminar sobre a potencial negação de Braun sobre os crimes nazis durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O diretor do museu de Auschwitz, Piotr Cywinski, disse que iria apresentar uma queixa separada ao Ministério Público.

Na Polónia, negar a existência das câmaras de gás nazis não é apenas uma manifestação de antissemitismo, tratando-se de um crime punível pela lei.

As forças nazis alemãs assassinaram cerca de 1,1 milhões de pessoas no complexo de extermínio de Auschwitz, no sul da Polónia, que esteve sob ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. 

O primeiro-ministro Donald Tusk descreveu as palavras de Braun como vergonha.

"Temos de fazer tudo para que ninguém no mundo associe a Polónia a estas pessoas, a estas caras e a estas ações", disse hoje o chefe do Governo polaco.

Na quinta-feira, na cidade de Jedwabne, no nordeste da Polónia, foi prestada uma homenagem oficial em memória das vítimas de um massacre ocorrido em 1941, em que judeus foram queimados vivos por vizinhos polacos durante a ocupação nazi.

Grzegorz Braun integrou o grupo que tentou bloquear a saída de carros que transportavam as pessoas que participaram numa cerimónia, incluindo o rabino da Polónia.

A polícia interveio e as pessoas puderam sair.ANG/Lusa

 

Regiões/ Governador de Biombo promete resolver problemas de despacho de   produtos das fábricas que operam  em Safim 

Biombo, 11 Jul 15(NG) – O Governador da Região de Biombo prometeu ,quinta-feira, a resolução de problemas relacionados ao despacho nas Alfândegas  dos materiais e produtos das fábricas que operam  em Safim. 

A promessa de  Fernando Djú foram feitas no final da visita  que efetuou  às fábricas e  empresas instaladas no setor de Safim, Região de Biombo, nomeadamente Olonko de blocos,  Dinâmica de aguardente,  Aveário, da antiga empresa de AGRO-Safim que agora se chama  “Fazenda Guiné-Bissau”.

 Em declarações  à ANG, o governador revelou  que foi informado durante a visita que as  dificuldades com  que a maioria das empresas ou fábricas se confrontam se deve a demora nos despachos  dos  materiais e produtos nas Alfândegas, a par de  roubos e burlas.

Prometeu que vai resolver o assunto através de um encontro com as mesmas e com o governo central.

 “ O objetivo  da visita é para se inteirar do funcionamento e das dificuldades das fábricas e empresas que operam na região de Biombo, e saber qual  o  relacionamento que mantêm com o Estado, Governo local, os funcionários e com os sindicatos”, frisou.

 Djú também visitou a  empresa de Tratores e Camiões, o centro saúde local, a escola construída de raiz no Bairro de Djaal pela Administração local, na era do Administrador  João Arlete Quintino Gomes, e terminou a visita na fábrica de Espuma Latex Foam Bissau.

Em representação do proprietário da  Fábrica de Aguardente Dinâmica, Amadú Tidjane Cassamá disse  estar satisfeito com a visita do  Governador, acompanhado do  Administrador e os Secretários setorial e regional ,por demonstrar  que o Governo regional  está atento ao funcionamento das  empresas que estão a operar na sua área de jurisdição.

Tidjane Cassamá, afirmou que a fábrica  funciona 24 horas por dia, com diferentes turnos, e que    além de aguardente também produz óleo alimentar, óleo de castanha de caju,  e revela que brevemente será montada  uma nova fábrica de descasque da castanha de caju.

Cassamá disse   que se debatem com algumas dificuldades neste momento, provocado por desvio de fundos,  supostamente por  um  funcionário da  Casa.

Também apontou atrasos relacionados a burocracias praticadas por serviços do Estado nas Alfândegas. Disse que muitas vezes levam dois meses para despachar um contentor. ANG/MN/JD//SG

 

 

      Energia/Governo doa cinco viaturas Todo-Terreno à EAGB

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) –O Ministério da Energia procedeu hoje a entrega de cinco viaturas 4x4 de marca Toyota Land Cruiser à Empresa da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau(EAGB)com objectivo de exploração ,manutenção e reforço da rede de distribuição elétrica da cidade de Bissau.

Falando no  ato de entrega das viaturas doadas no âmbito do Projeto de Melhoria do Serviço da Eletricidade da Cidade de Bissau, o ministro da Energia, José Carlos Varela Casimiro disse que as viaturas foram adquiridas   graças ao financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD),que para  além destas viaturas tem dado  “apoios consideráveis” ao sector da energia guineense.

O governante aponta como exemplos de apoios do BAD, a aquisição de 10 mil contadores pré-pagos, em 2019 ,de um laboratório móvel de detenção de avarias nos cabos subterrâneos ,construção de três subestações  entre outros.

Questionado sobre qual seria a alternativa se um dia  houver impossibilidades de fornecimento de energia ao país através da barragem de Kaleta ,Casimiro Varela disse que alternativas serão procuradas em outras fontes de energia.

Acrescenta que ,  para prevenção de situações indesejadas relacionadas  ao fornecimento de energia ao pais estão em curso  negociações com a empresa da electricidade do Senegal (Senelec).”Em  breve haverá um acordo para desponibilzação de  10 Megawats à Guiné-Bissau”, revelou o ministro.

“Por outro lado, estamos a fazer esforços para finalizar a Central de Bôr, arredores de Bissau, uma central que vai-nos proporcionar cerca  de 17 Megawats e será uma fonte alternativa, caso houver qualquer problema. Neste momento, ao nivel da OMVG ,está previsto um financiamento para a construção, à médio prazo,da barargem de Saltinho que poderá fornecer cerca  de 22 Megawats”,disse o ministro da Energia.

Varela casimiro revelou que o  volume de investimento  para a construção da  barragem de Saltinho é muito elevado, cerca de 150 milhões de Dólares e diz que uma parte desta soma já foi financiada pelo BAD e que está-se a procurar outros parceiros para financiar a parte restante , para,  com isso, a Guiné-Bissau possa ter a sua soberania energética.

José Carlos Casimiro prometeu o alargamento, a breve trecho, da EAGB para o interior do país ,concretamente para  Buba, Sul da Guiné-Bissau e depois para outras regiões com o objectivo de, num futuro próximo, levar a energia para todo o território nacional.

Disse  que é necessário equilibrar a fatura da energia que reconhece estar um pouco alto comparativamente com a  da água , segundo diz,  “muito baixa”.

O Director-geral da EAGB Vasco Rodrigues  disse que a empresa recebeu  meios de traabalho importante para garantir a operaconalidade dos  serviços da reparação e  extensão da electricidade e águas da Guiné-Bissau.

ANG/MSC//SG

RegiõesDireção de futebol Clube de Canchungo organiza torneio de angariação de fundos

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) – A Direção do FC  Canchungo promove  um torneio de futebol, no Estádio "Saco Vaz", com a participação de  12 equipas locais com o objetivo de angariar fundos para o clube.

O evento desportivo  iniciou na quarta-feira e vai decorrer até a próxima segunda feira, dia 21.

Em declarações ao correspondente regional da ANG, em Canchungo, o presidente da comissão organizadora do torneio, Fabiano Ailton Manuel Queirós, disse que a iniciativa  tem por objetivo angariar  fundos para garantir o normal funcionamento do Clube de Canchungo, que atualmente se depara com dificuldades financeiras..

“Participam 12 equipas, nomeadamente, Pendai, Batucar, Velhas Guardas, Bara, Pendingulo, Bucucute, Petchima, Catacumba, Caroncã, Balolé, Uteacor e Djaraf” , indicou Fabiano Ailton Manuel Queiros.

Fabiano Ailton Manuel Queiros informou que, para o acesso ao Estádio, um bilhete para dois jogos custa 300  francos CFA para os adultos e  200 francos CFA para as crianças.

Acrescentu que em caso de um jogo, o preço de bilhete é de 200 francos CFA para todos.

Fabiano Queiros recomendou fair-play  aos participantes do torneio, tanto fora como dentro das quatro linhas.

No segundo jogo inaugural, a equipa de Caroncã venceu Binhante, por 3-0.

ANG/ AG /LPG//SG

 

CPLP/ Bissau acolhe XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Organização

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) -  A comunidade dos Países de Língua Portuguesa reúne-se em Bissau na próxima sexta feira,(18), no âmbito da XV Ciméria dos Chefes  de Estado e de Governo, para discutir estratégias de cooperação, desenvolvimento sustentável e soberania alimentar.

O  evento, segundo o site da organização, marcará o início da presidência rotativa da Guiné-Bissau na organização, para o biénio 2025-2027.

A XV cimeira irá decorrer sob o lema “A CPLP e a Soberania Alimentar: Um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável”.

A Guiné-Bissau propõe liderar uma agenda focada no combate à fome, no fortalecimento da agricultura e no bem-estar das populações lusófonas.

A mesma publicação refere que os Chefes de Estado e Governo dos países-membros vão reforçar a cooperação política, económica, cultural e social no espaço da CPLP.

Além dos nove países membros da organização, a Cimeira contará com presença e diversos países e oragnziações internacionais convidados, visando o enrequicendo do diálogo sobre soberania alimentar e desenvolvimento sustentável.

Países de diferentes regiões do mundo foram convidados a participar como observadores, contribuindo com suaas experiência e expectativas únicas.

Organizações internacionais com foco em desenvolvimento, alimentação e cooperação foram convidados para enriquecer as discusssões e colaborar em iniciativas conjuntas.

De acordo com programa da Cimeira, as reuniões preparatórias deverão decorrer de 13 a 17 de Julho, sendo que o Conselho de Ministro se reúne no dia 17 de Julho para aprovar a agenda da cimeira de chefes de Estados e de Governos, a ter lugar no dia seguinte, 18.

Os Pontos Focais devem reunir-se nos dias  13-14 Julho pela quinquagéssima vez,nos dias  14-15, haverá a V reunião ordinária do Conselho de Segurança Alimentar e Nutrcional da CPLP(CONSAN-CPLP, e ainda no dia 15 terá lugar  a reunião técnica do Comité de Concertação Permanente .

Segundo site da CPLP, a  Guiné-Bissau se compromete a assumir  uma liderança diplomática ativa, promovendo solidariedade, inclusão e desenvolvimento sustentável em toda a comunidade lusófona.

São membros da Comunidade Angola, Brasil,Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial,Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Os últimos anos da cooperação da CPLP foram dadas mais atenção aos setores da  Saúde, Segurança Alimentar e Nutricional, Ambiente, na componente dos recursos hídricos, Comunicações, na componente da Agenda Digital e Governação Eletrónica, e Assuntos Sociais, destacando as componentes do combate ao Trabalho Infantil e do diálogo social tripartido.

O site da organização refere igualmente que  se registaram avanços assinaláveis nos  domínios da  Juventude e Desportos, Género e Empoderamento da Mulher, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cultura, Educação, Boa Governação e Direitos humanos, Defesa, Mares, Energia, Ambiente, Turismo e Educação para o desenvolvimento.

“Mais recentemente, foi também reforçada a dimensão da cooperação económica, financeira e empresarial da CPLP, criando oportunidades e estímulos ao futuro da Comunidade. A tipologia de atividades em todos estes domínios tem sido baseada em atuações que promovem a troca e partilha de práticas, a capacitação e o reforço institucional”, refere a plataforma de divulgação das atividades da CPLP previstas na Nova Vissão Estratégica da organização para o período 2016-2026, adotada pela XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP (Brasília, novembro de 2016).

Segundo os seus Estatutos , são objectivos gerais da CPLP: a concertação político-diplomática entre os seus membros em matéria de relações internacionais, nomeadamente para o reforço da sua presença nos foruns internacionais; a cooperação em todos os domínios, inclusive os da educação, saúde, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, administração pública, comunicações, justiça, segurança pública, cultura, desporto e comunicação social; a materialização de projectos de promoção e difusão da Língua Portuguesa, designadamente através do Instituto Internacional de Língua Portuguesa.

A CPLP é regida pelos  princípios da Igualdade soberana dos Estados membros,não ingerência nos assuntos internos de cada Estado,respeito pela sua identidade nacional, reciprocidade de tratamento,primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social,respeito pela sua integridade territorial,promoção do Desenvolvimento e da  cooperação mutuamente vantajosa.

 A CPLP foi fundada a 17 de Julho de 1996.  ANG/LPG//SG

 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Política/ Governo aprova  Projeto de Regulamento sobre a Interoperabilidade de Sistemas e Plataformas Digitais

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) – O Governo  aprovou, quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Projeto de Decreto relativo ao Regulamento sobre a Interoperabilidade de Sistemas e Plataformas Digitais dos Serviços Públicos e Privados.

Segundo o comunicado relativo à essa reunião do coletivo ministerial, presidida por Rui Duarte barros, Primeiro-ministro, ainda foram  aprovados o Projeto de Decreto sobre a Política Nacional de Governança e Proteção de Dados e o Projeto de Decreto sobre a Estratégia Nacional de Cibe segurança.

No capítulo de informações gerais, o Ministro da Energia apresentou um Relatório que descreveu as consequências da intempérie registada no Setor de Bambadinca e que afetou  a Central Híbrida local.

O Ministro da Administração Territorial e Poder Local deu a conhecer o estado atual do processo de atualização dos Cadernos Eleitorais que está a decorrer no território nacional e na diáspora.

A Ministra da Cultura, Juventude e Desportos apresentou, em nome da Comissão Interministerial Social, uma proposta de orçamento, visando combater, de forma tenaz, a Delinquência Juvenil, através de regulação e controlo de eventos públicos e de promoção de Campanhas de Consciencialização, orientadas para jovens adolescentes. ANG/MI

Religião/UNI declara que   mendicidade praticada pelas crianças talibés não faz parte do Islão

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) – A União Nacional dos Imâmes da Guiné-Bissau (UNI-G-B),declara que a prática de mendicidade pelas crianças talibés não faz parte dos princípios da religião islâmica, pelo que deve ser banida.

A posição da UNI foi tornada pública, hoje numa conferência de imprensa, e foi assumida em  Resoluções finais das conferências dos Imâmes da Guiné-Bissau relizadas entre 16 e 19 de Junho, em Bissau, Bafatá e Gabu.

No documento, apresentado pelo  Vice-Presidente da UNI, Mussa Boaró, os conferêncistas defenderam a abolição da prática e em contrapartida  pediram que o Estado e seus parceiros  encontrassem  soluções, que passam pela criação de condições para  um ensino de Alcorâo  que repeite  os  direitos das crianças.

Mussa Boaró  disse que  as crianças que mendigam nas ruas não o fazem porque querem,mas por causa das dificuldades, frisando que isso não significa que é obrigatória mendigar, uma vez que quem deve assumir as suas responsabulidades perante as crianças são os pais e encarregados de educação, que devem buscar o sustento das suas famílias não o contrário.

“O relatório sobre as constatações no terreno já esta feito e será partilhado, em breve, com o Governo da Guiné-Bissau. Apresenta    soluções para os problemas que se registam, nomeadamente, acabar com  a mendicidade,   criação de  escolas dignas, melhor educação religiosa baseada nos princípios islâmicos e humanos,para que as crianças possam estudar normal, sem virem seus direitos fundamentais serem postos em causa”,disse Mussa Boaró.

Referiu que depois da preocupação apresentada  pelo  Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, em  Gabu,  em 2023 e em outras oacasiões sobre a fim da mendicidade das crianças talibés na Guiné-Bissau, a UNI sentiu  a necessidade de fazer algo para ajudar as crianças visadas a encontrarem  uma solução para o problema.

Buaró acrescenta que, para o efeito, era preciso conhecer as causas do problema e que, por isso,   foram organizadas  as conferências  nas três localidades referidas.

A Conferência Nacional dos Imames da Guiné-Bissau que decorreu de 16 á 19 de Junho em Bissau ,Bafata e Gabu  contou com o apoio do estado da Guiné-Bissau através do Ministério da Mulher e Solidariedade Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância(UNICEF). ANG/MSC//SG

Regiões/Delegado Regional da Agricultura de Cacheu apela diversidade da produção alimentar

Cacheu, 10 Jul 25 (ANG) – O Delegado Regional da Agricultura  de Cacheu, apelou quarta-feira aos agricultores locais para diversificarem a produção dos alimentos, na presente época chuvosa.


Em entrevista exclusiva ao Correspondente regional da Agência de Notícias da Guiné (ANG) em Canchungo, Arnaldo Sadjo Baldé recomendou  aos camponeses  de Cacheu a passarem a produzir arroz, feijão, mancarra, milho, inhame, manfáfa, mandioca e batata doce como nos velhos tempos, a fim de enriquecer  a dieta alimentar da comunidade, num futuro próximo.

Arnaldo baldé anunciou na ocasião que  o Governo através do Ministério da Agrícultura e Desenvolvimento Rural, já forneceu à região,oito toneladas de sementes de arroz de mangal e planalto e cinco toneladas de sementes de milho, que  serão brevemente destribuídos aos agrícultores de Cacheu, para darem início aos trabalhos no terreno.ANG/AG/LLA//SG

França/Joãozinho Costa em Avignon: "A Guiné-Bissau está sempre comigo em palco"

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) - O bailarino guineense Joãozinho Costa sobe ao mítico palco do Palácio dos Papas com NÔT, de Marlène Monteiro Freitas.

Pela primeira vez em 79 edições, o festival de Avignon, o abriu com dança. Em cena, a pulsação é contínua, o corpo é total e a Guiné-Bissau está presente em cada gesto de Joaozinho Costa.

No Festival de Avignon, o corpo fala, ou melhor: o corpo convoca e revela. Em NÔT, da coreógrafa cabo-verdiana Marlène Monteiro Freitas, a linguagem é feita de carne, músculo e ritmo. Entre os oito intérpretes está Joãozinho Costa, bailarino guineense, que descreve o espectáculo como “uma história de As Mil e Uma Noites contada com energia, com tudo aquilo que o corpo tem para oferecer”.

“É a pulsação, não é?”, começa por explicar. “A vontade de contar essa história As Mil e Uma Noites… tentar passar de uma forma mais energética possível toda a mensagem através da linguagem corporal e de todos os movimentos coreográficos que nós temos trabalhado”. Em palco, não se entra de leve e “cada noite de espectáculo é para ser mais emocionante e marcante, para os espectadores e para nós também”, conta.

Este ano, pela primeira vez, em 79 edições, o Festival de Avignon foi inaugurado com dança. NÔT abriu o festival no dia 5 de Julho, coincidindo, como Joãozinho Costa sublinha, com uma data simbólica: “Se não me engano, o dia 5 de Julho também foi a comemoração da independência de Cabo Verde. Isso torna tudo ainda mais fantástico. A presença da Marlène na abertura do festival torna o nome dela ainda mais aclamado e mostra que o seu trabalho é válido para qualquer palco e qualquer momento”.

No monumental Palácio dos Papas, onde a arquitectura parece amplificar os movimentos e o som de cada gesto, Joãozinho descreve uma atmosfera distinta: “Sente-se uma energia completamente diferente dos outros palcos. Mesmo vazio, sente-se uma energia arrebatadora.” E acrescenta: “É um palco magnífico. Estar aqui é como estar em casa. A equipa técnica é magnífica, e isso deixa-nos ainda mais confortáveis”, partilha.

A cumplicidade entre os intérpretes, que o público não tarda a perceber, vem de bastidores: “Estamos prontos para o colega e prontos para o espectáculo. Estamos com os sentidos completamente ligados”. Segundo o bailarino, esse estado de atenção constante é também uma transformação pessoal: “Trabalhar com a Marlène é entrar num outro mundo, um mundo que obriga a descobrirmo-nos dentro dele e a forma como ela pensa coisas transforma-nos”.

Essa transformação faz-se através da minúcia. “Temos de prestar atenção às coisas mais pequenas. Gestos minúsculos também contam. Até a expressão do olhar conta”, sublinha. E aqui, a exigência aproxima-se da de um atleta: “Eu comparo o trabalho da Marlène ao dos atletas de alta competição. Os sentidos têm de estar todos activados. E como vim do futebol, isso ajuda-me. É preciso estar sempre em alerta. É um estado físico e mental”.

Nesse estado, Joãozinho Costa carrega o peso e a leveza do seu país: “A Guiné-Bissau está sempre comigo e acho que nunca poderá estar ausente. Só o facto de eu existir já traz a Guiné comigo”. Os seus movimentos não são neutros: “Têm um tom que vem do Gumbé, do Dina, trazem uma maneira de estar que é diferente dos outros intérpretes”. E essa diferença não separa, antes acrescenta: “Acho que isso enriquece o trabalho e complementa a narrativa que a Marlène quer passar”.

Mas Avignon não é um lugar fácil: “O público aqui é bastante exigente. É o primeiro público em que sentimos, de forma clara, o que estão a sentir durante o espectáculo”. E quando o espectáculo não os conquista? “Há público que sai. E nós sentimos essa energia. É impossível esconder. O espaço é tão grande que tudo se vê e tudo se ouve”, descreve.

Ainda assim, a deserção não desanima, antes pelo contrário: “Quando sentimos que alguém sai porque não está a gostar, isso dá-nos uma posição mais confortável para continuar a pressionar a boa energia. É quase como pensar: ‘Se eu estava a perder bateria, então deixa-me agora pressionar aqui mais um bocadinho, para ver se a bateria aguenta mais um tempo'”.

Para Joãozinho Costa, o que o público vê tudo: “Vêem a nossa cumplicidade em cena. Aquilo que está nos bastidores está também no palco. E isso sente-se. Acho que não há nada a esconder”. Essa transparência é total e a entrega é plena: “Estamos ali, corpo e alma, sentidos ligados, prontos para dar”.

E quando lhe pedem que resuma tudo numa só palavra: o Festival, a cidade, a experiência, Joãozinho não hesita muito: “Diversidade. Diversidade no seu máximo esplendor”. É isso que sobe a palco com ele: a vibração de um corpo que escuta, a memória de uma terra que nunca o abandona, a coragem de expor tudo perante dois mil olhares.

Em NÔT, como no próprio festival, não há lugar para o meio termo. Ou se gosta, ou não se gosta, mas o que se vê ali não é apenas dança é o corpo como linguagem e o gesto como território.ANG/RFI

 

 Bélgica/Travessias irregulares de fronteiras da UE recuam 20% no 1.º trimestre

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) - No primeiro semestre de 2025, as travessias irregulares para a União Europeia (UE) tiveram um recuo homólogo de 20%, para 75.900, graças a quebras significativas nas rotas do Mediterrâneo Oriental e da África Ocidental, segundo dados da Frontex.

De acordo com a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), mantém-se a pressão elevada na rota mais utilizada: a do Mediterrâneo Central (para Itália), cujos números subiram 12%, para 29.340.

As travessias irregulares das fronteiras na rota dos Balcãs Ocidentais tiveram um recuo de 53%, para 4.930, nos primeiros três meses do ano, face ao mesmo período de 2024.

Nas fronteiras terrestres de leste as entradas caíram 50%, para 3.830, e na rota da África Ocidental (para a Espanha insular) recuaram 41%, para 11.317.

No Mediterrâneo Central (para a Grécia), as deteções de entradas irregulares na UE diminuíram 24%, para 19.607.

Quanto à rota do Mediterrâneo Ocidental (Espanha continental), as travessias irregulares de migrantes aumentaram 19%, para 6.714.ANG/Lusa

 

 Arábia Saudita/Número de estrangeiros executados  ultrapassou centena

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) - número de estrangeiros condenados à morte este ano na Arábia Saudita subiu hoje para 101, depois de o Ministério Público do país ter anunciado a execução de dois cidadãos etíopes acusados de tráfico de droga.

O número de cidadãos estrangeiros executados na Arábia Saudita corresponde a uma contagem efetuada pela Agência France Presse (AFP) desde o princípio do ano.  

Os etíopes Khalil Qasim Mohammed Omar e Murad Yaqoub Adam Siyo foram executados depois de terem sido condenados por contrabando de canábis, refere um comunicado judicial citado hoje pela Agência Saudita de Imprensa (SPA).

No total, 189 pessoas foram executadas desde o início de 2025, de acordo com a contagem da AFP, incluindo 88 cidadãos sauditas.

Em 2024, o limite de 100 estrangeiros executados foi ultrapassado em novembro.

A pena de morte é aplicada com frequência no reino saudita.

De acordo com uma contagem anterior da France Presse, pelo menos 338 pessoas foram executadas no ano passado, em comparação com 170 em 2023, bem acima do limite anterior de 196 em 2022. ANG/Lusa

 Nova Iorque/Amnistia e ONU criticam sanções dos EUA à relatora para a Palestina

Bissau, 10 Jul 25 (ANG) - Organizações de defesa de direitos humanos, como a Amnistia Internacional e o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, criticaram hoje as sanções impostas pelos Estados Unidos à relatora especial da ONU para a Palestina, Francesa Albaneses.

Para a organização não-governamental Amnistia Internacional, as sanções anunciadas na quarta-feira pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, são "vergonhosas e vingativas".

"As medidas são uma continuação do ataque da administração [de Donald] Trump ao direito internacional, bem como dos esforços para proteger, a todo o custo, o Governo israelita de qualquer responsabilidade", afirmou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard.

Rubio impôs sanções a Albanese, acusando-a de "antissemitismo flagrante" e de ter travado "uma campanha" contra Israel.

"A campanha política e económica de Albanese contra os Estados Unidos e Israel não será mais tolerada. Apoiaremos sempre os nossos parceiros no direito à autodefesa", disse Marco Rubio, através das redes sociais.

A Amnistia Internacional sublinhou que os relatores especiais não são nomeados "para agradar" aos governos, mas sim para defender os direitos humanos e o direito internacional, sobretudo numa altura em que "está em causa a própria sobrevivência dos palestinianos na Faixa de Gaza ocupada".

Também o presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Jürg Lauber, lamentou a decisão dos Estados Unidos e pediu aos membros das Nações Unidas para que "cooperem plenamente com os relatores especiais e os titulares de mandatos do Conselho e se abstenham de quaisquer atos de intimidação ou represálias contra eles".

Depois de ter acusado Israel "de genocídio" na guerra em Gaza, Albanese, que foi nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos, mas não fala em nome da ONU, tem afirmado repetidamente ter recebido ameaças.

Os relatores "são um instrumento essencial para que o Conselho possa cumprir o mandato de promover e proteger todos os direitos humanos em todo o mundo", afirmou Lauber.

A italiana Francesca Albanese é a relatora especial da ONU para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinianos ocupados desde 1967 e acusou duramente Israel de cometer crimes de guerra na Faixa de Gaza.

As sanções impostas pelos Estados Unidos são uma resposta a uma ordem executiva assinada em fevereiro por Trump para congelar bens e revogar vistos norte-americanos a qualquer pessoa que colabore com a investigação do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre Israel.

As sanções vão provavelmente impedir Albanese de viajar para os EUA e bloquear quaisquer bens que tenha no país, de acordo com a emissora britânica BBC.

O secretário de Estado norte-americano considerou que "a colaboração direta" entre Albanese e o TPI levou à emissão de mandados de captura contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o antigo ministro da Defesa Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Por sua vez, a secretária-geral da Amnistia Internacional defendeu que estas medidas fazem parte de uma série de políticas adotadas pelo Governo norte-americano para "intimidar e silenciar aqueles que ousam manifestar-se em defesa dos direitos humanos do povo palestiniano".

A Amnistia Internacional instou ainda os Estados a "rejeitarem firmemente" estas sanções e a exercerem a máxima pressão diplomática sobre o Governo norte-americano para as revogar.ANG/Lusa