segunda-feira, 14 de julho de 2025

 Moçambique/ Assembleia parlamentar da CPLP inicia trabalhos da 14ª reunião

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) - Arrancou nesta segunda-feira,  em Maputo, a 14ª reunião ordinária da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com Moçambique a assumir a presidência rotativa da AP-CPLP.

Durante os próximos dois dias, os Estados membros vão debater questões relacionadas com a paz, democracia e boa governação. 

Moçambique vai assumir a presidência rotativa da AP-CPLP na 14.ª reunião que decorre, nos próximos dois dias, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, sucedendo à Guiné Equatorial, num mandato de dois anos, focado na paz e inclusão.

O chefe do grupo nacional junto à Assembleia Parlamentar da CPLP, Feliz Sílvia, referiu que as questões da paz, democracia e boa governação vão marcar a ordem dos trabalhos dos responsáveis políticos, sublinhado, porém que a Guiné-Bissau não estará presente na reunião.

"O principal tema a ser debatido dentro desta sessão tem a ver com a promoção da paz, democracia e boa governação. Com a excepção de Guiné-Bissau que antes havia confirmado a sua presença todos os países já confirmaram as presenças”, explicou.

Todavia, a antiga chefe da diplomacia guineense, Rute Monteiro, contactou a RFI para informar que a Guiné-Bissau se faz representar, virtualmente, nesta reunião pelo presidente da Assembleia, Domingos Simões Pereira, ela própria e outros dois deputados.

Recorde-se que o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu o Parlamento do país em Dezembro de 2023, antes de passados os 12 meses, fixados pela Constituição, das eleições legislativas ganhas pela Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), liderada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A presidência cessante da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), liderada pela Guiné Equatorial, aproveitou a ocasião para pedir a aplicação do acordo de mobilidade entre lusófonos, reconhecendo as actuais dificuldades.

O acordo de mobilidade dentro da CPLP foi assinado em 17 de Julho de 2021, na capital angolana, pelos chefes de Estado e de Governo da comunidade, mas só alguns países avançaram com a sua aplicação.

 O chefe de Estado de Moçambique, Daniel Chapo, falou da necessidade de se aprofundar o diálogo para a construção de uma cidadania intercomunitária que promova a mobilidade dos cidadãos”, acrescentando ainda que tudo fará para promover “o intercâmbio do conhecimento com vista a desenvolvimento sustentável e equitativo dos nossos países e povos”.

A 14a reunião ordinária da Assembleia parlamentar da CPLP decorre por dois dias na capital moçambicana. Fundada em 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa integra nove países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.ANG/RFI

 

    França/UNESCO: Arquipélago dos Bijagós já é Património Mundial Natural

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) - O arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, foi classificado no domingo pela UNESCO, em Paris, como Património mundial natural.

Não era a primeira candidatura destas ilhas, que já são também Reserva da Biosfera. Viriato Cassamá, Ministro do Ambiente, da Biodiversidade Ação Climática, festejou com a sua delegação na capital francesa. O Insituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas  também celebrou o evento na noite de domingo, na capital guineense.

O Comité do Património Mundial da UNESCO está reunido até dia 16 em Paris, na sede da organização.

Foi neste contexto que o Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura anunciou no domingo ter validado este segundo pedido da Guiné-Bissau para que as Ilhas Bijagós ficassem doravante com o estatuto de Património Natural Mundial.

O arquipélago de 88 ilhas é habitado por 33 000 pessoas e possuía desde 1996 o estatuto de Reserva da Biosfera.

Estas ilhas têm três parques naturais, nas ilhas de Orango, em João Vieira e Poilão e nas ilhas Urok.

Uma área natural onde nidificam tartarugas, vivem hipópotamos e se alimentam aves migratórias, provenientes do norte da Europa.

O Ministro do Ambiente, Viriato Cassamá, contou à RFI, o que foi feito para que, desta feita, se alcançasse, mesmo, este prestigioso estatuto para as Ilhas Bijagós, após o chumbo de uma primeira candidatura há mais de uma década.

“Houve várias recomendações por parte do Comité do Património Mundial e nós, ao longo desses últimos anos, trabalhámos arduamente a fim de podermos cumprir com todos os pressupostos elencados na altura pelo Comité e, felizmente, conseguimos cumprir com todos esses pressupostos. A razão pela qual reapresentámos a candidatura do arquipélago dos Bijagós ao sítio de Património Natural da UNESCO.

Estamos a celebrar porque é um acontecimento que todo o povo e amigos da Guiné-Bissau tem acompanhado nestes últimos meses e, felizmente hoje, pela reacção de todo o pessoal, nota-se que todo o mundo está contente porque trata-se de um desígnio nacional, um património mundial natural no nosso país é muito importante. De mais a mais, é o primeiro que nós temos ao nível da Guiné-Bissau. Está todo o mundo contente. Estamos a festejar não só aqui em Paris, como também em Bissau, na sede do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas. Hoje, às 19h de Bissau, iremos celebrar, mas quando regressarmos vamos ter que celebrar em força esta acontecimento”, disse o governante.

Mas qual será, de facto, a grande diferença entre a Reserva da Biosfera que já era? Este arquipélago guineense  agora chegar a este patamar. Prevêem-se grandes mudanças ?

“A Reserva da Biosfera é uma classificação que não chega ao patamar do Património natural mundial. Com certeza... nós estamos muito contentes porque a partir de agora, a Guiné-Bissau irá figurar no mapa do mundo no que toca à conservação da biodiversidade e do ambiente no seu todo, não é?”, disse Cassamá.

Mas não é uma faca de dois gumes ? Ou seja, mais visibilidade, maior notoriedade, talvez mais turismo, mais visitantes, maior pressão demográfica. E, de facto, o ambiente destas 88 ilhas é extremamente frágil, vulnerável, há muitas insuficiências a nível de infra-estruturas sanitárias e tantas outras.

Como é que vai ser gerir isto? E em que medida é que, de facto, o que é o "Tesouro" da Guiné-Bissau, em relação a esta área natural, pode ser mesmo preservada sem um afluxo que possa vir a colocar em causa este "tesouro"?

“Sem sombra de dúvida. Por isso é que há o princípio do desenvolvimento sustentável nós temos que saber equilibrar o desenvolvimento económico, cultural e ambiental, não é?

E é nesta base que se propôs a candidatura. Nós temos a plena consciência dos possíveis perigos, mas vamos trabalhar nisso porque agora a classificação passou, não é?

Mas vamos ter que trabalhar nisso. Vamos ter que ter um plano de acção. Como é que vamos gerir isto tudo? Porque nós temos uma política da sustentabilidade no país e vamos promover muito mais o turismo sustentável, porque esta passagem para o Património Mundial natural da UNESCO tem uma importância não só estratégica como também ecológica, cultural e socio-económica. Não é pelas seguintes razões que eu posso elencar aqui. O reconhecimento internacional do valor excepcional do património natural da Guiné-Bissau vai, com certeza, em termos de biodiversidade e conservação ambiental, como eu disse, colocar a Guiné-Bissau no mapa global da excelência Ambiental.

Também representa o reconhecimento oficial da comunidade internacional do valor universal que o arquipélago tem, particularmente pelas suas zonas húmidas, ecossistemas costeiros, florestas, mangais, praias onde se edificam as tartarugas marinhas e as zonas de alimentação de muitas aves migratórias que saem mesmo dos países nórdicos da Europa.

E como segundo ponto, nós apontámos muito o reforço da protecção e da conservação ambiental que irá permitir, com certeza, fortalecer os mecanismos de gestão e de conservação dos ecossistemas sensíveis através de parcerias técnicas e financeiras com algumas instituições internacionais.

Também iremos atrair muitos investimentos para protecção da biodiversidade. Neste caso, a protecção das espécies emblemáticas como o manatim africano, que estão em vias de extinção, as tartarugas marinhas, os hipopótamos e algumas aves migratórias.

Também temos que promover o "saber fazer" tradicional, porque o que temos nos Bijagós é graças ao "saber fazer" tradicional das comunidades ancestrais e tem posto em prática e passar este conhecimento para as novas gerações, não é? Por isso é que temos todo esse manancial de biodiversidade no arquipélago dos Bijagós. E temos que continuar e valorizar o saber fazer tradicional, preservar a identidade cultural única dos Bijagós. Nós pensamos que essa nossa política irá continuar. Irá ser o apanágio de toda a nossa acção. A sua inscrição também trará, com certeza, as oportunidades do desenvolvimento sustentável”, disse.

E o isolamento relativo em termos de acesso às comunicações aleatórias não podem ser um calcanhar de Aquiles para implementar muitas destas políticas ?

“Sem sombra de dúvida. Por isso é que existe um fundo do Comité do Património Mundial. É este fundo. Ainda tive reuniões paralelas antes de ontem. Fundo do Comité do Património Mundial está disposto para acompanhar a Guiné-Bissau. O arquipélago existe. Já há turismo na zona, independentemente de ser o Património natural mundial da UNESCO. Como disse e bem, já era Reserva da Biosfera. E, mas nós temos estado a equilibrar o turismo com a preservação da biodiversidade”.

Portanto, não será só Bubaque. João Vieira Outras ilhas poderão vir a ser apostas deste turismo tão ligado para o meio ambiente ?

“Sem sombra de dúvidas, sim, sim”.disse Viriata Cassamá. ANG/RFI

 

Segurança Alimentar na CPLP/ “Não se pode combater a fome dependendo de importações”, diz Secretário do Conselho Nacional de Segurança Alimentar da Guiné-Bissau

Bissau,14 Jul 25 (ANG) – O Secretário do Conselho Nacional de Segurança Alimentar da Guiné-Bissau disse hoje que não se pode combater a fome dependendo do mercado dos terceiros para fazer as importações.

Samba Baldé  falava  na abertura da V Reunião Ordinária do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP, sob o lema “Soberania Alimentar e o Direito Humano à Alimentação Adequada: Bases para uma Justiça Social e Sistemas Alimentares Sustentáveis na CPLP”, que decorre de 14 a 15 de Julho, em Bissau, no âmbito da XV Cimeira dos Chefe de Estado e de Governo da organização.

Durante  dois dias os representantes dos Estados-membros vão analisar os avanços da implementação das estratégia de segurança Alimentar da CPLP, Mecanismos de  facilitação da participação da Sociedade Civil, das Universidades e  dos Parlamentares.

Para o efeito, Samba Baldé disse que é preciso lançar as ações  com vista a  materialização  do objectivo de se alcançar a segurança alimentar, com reformulação das politicas agroalimentares e estabelecer estratégias de combate à fome.

Referindo se ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Baldé disse que a instituição  tornou- se impotente de alguns anos para cá, perante os desafios inerentes a sua área de intervenção, porque nunca foi lhe alocado verbas para seu funcionamento .

“O mais triste até hoje, é que funciona com base das quotas provenientes dos bolsos dos funcionários que dão de graça, para realização dos trabalhos extras, para garantir as suas sobrevivências”, acrescentou Samba Baldé.

Revelou que    número de pessoas em situação de insegurança alimentar na Guiné-Bissau aumentou nos últimos 12 anos em 24 por cento.

 “De  Junho à Agosto deste ano, estima-se que  número de pessoas em situação de insegurança alimentar ascenda um pouco mais de 140 mil ”, afirmou.

A situação de segurança alimentar está intimamente associada à instabilidades e conflitos de interesses políticos e geoeconómicas, à ideologia  de politica de importação de alimentos que tem sido um grande obstáculo na autonomia alimentar.

Samba Baldé defende que é hora  de fazer estudos comparados no espaço da CPLP , por forma a remover alguns obstáculos, e aponta  a obrigatoriedade de pedido de  vistos de entrada em alguns países para os técnicos em  missões de serviço como alguns desses obstáculos.

O Secretário do Conselho Nacional de Segurança Alimentar de São Tomé e Príncipe,  Célsio Garrido disse que o Conselho de Segurança Alimentar da CPLP trabalhou junto dos países membros  com as organizações das sociedade civil para ter  políticas no âmbito da segurança alimentar e nutricional nos estados membros, de forma mais coordenada e coerente, o que permitiu trilhar caminhos que galvanizaram  ações  do conselho durante estes anos.

À título de exemplo, no caso de São Tomé e Príncipe, revelou que  conseguiram criar um conselho nacional, após o qual se estabeleceu políticas coerentes, que fortaleceram as ações ligadas ao programa nacional de alimentação escolar, programas de nutrição e agricultura familiar.

Garrido  defendeu que cada um deve fazer  advocacia  forte e segura para que o Conselho da CPLP não morre e que os conselhos nacionais de cada um dos países membros se fortaleçam  e  possam ter  política públicas que ajudem as populações.

ANG/LPG//SG

Regiões/ AAFASS pede CMB  tratamento adequado de lixos no vazadouro de Safim

Safim, 14 Jul 25 (ANG) –O Presidente da  Associação Académica dos filhos e Amigos de setor de Safim (AAFASS) pediu,  domingo, à Câmara Municipal de Bissau(CMB), tratamento adequado de lixos no vazadouro de Safim.

Mário Clanqui Indi,que falava em conferência de imprensa, em jeito de reação ao tratamento do lixo feito pelos funcionários da Câmara Municipal de Bissau, disse que o fumo de lixos queimados no vazadouro causa intoxicação aos moradores, e que  quando  chove a água contamina o  rio onde as pessoas fazem a pesca.

Disse que atualmente não se consegue comer com tranquilidade  em Safim, por causa das moscas, por isso renova o pedido para a CMB melhorar a situação, que deve passar pela  mudança do vazadouro para outro sítio.

“ Não é aconselhável tirar lixos de Bissau para Safim uma vez que a capital tem a sua câmara e o setor também tem a sua.Já que os lixos são transportados para aqui exigimos que criem condições para sua deposição,” disse Indi.

O Presidente da AAFASS acusou a CMB de fazer cobranças nas feiras de bairo de Cupul que faz parte do setor de Safim, região de Biombo,o que diz, “não pode ser”.

Lamentou a situação da esquadra local, que diz que está sem murro de vedação, e que, para além da degradação do edifício, não tem carro… só motorizadas.

Em relação ao ensino no sector, referiu que da escola Ensino Básico Unificado de Safim foi demolido no período da construção de auto estrada que liga aeroporto à Safim, mas que o Ministério das Obras Públicas não fez indemnização para que seja reconstruída.

Disse que esta situação  está a causar transtorno às  crianças que têm que estudar num espaço improvisado e que está superlotado.

Quanto ao centro de saúde de Safim, o presidente da AAFASS disse que enfrenta muitas dificuldades, em termos de recursos humanos, que não correspondem com a população residente.

 “O serviço da  na maternidade dispõe apenas de uma cama e  o espaço para a consulta dos utentes é muito pequeno, precisa ser  ampilhado e equipado”, disse.ANG/MN/JD//SG.

 França/Celebração de  14 de Julho em estado de prontidão militar a pensar na Rússia

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) – O espectro da guerra pairou sobre o tradicional desfile do 14 de Julho em França, e os Campos Elísios foram palco de uma demonstração de força um dia depois do presidente da república ter anunciado um aumento sem precedentes do orçamento da defesa para enfrentar "um mundo mais brutal".

Emmanuel Macron presidiu às cerimónias que assinalam a festa nacional de França. O desfile do 14 de Julho na avenida dos Campos Elísios, em Paris, juntou sete mil militares, encenando umas forças armadas em estado de prontidão.

Na véspera, o presidente da república francesa, num discurso perante as altas patentes do Estado-Maior, denunciou a ameaça que pesa sobre a paz na Europa e apontou o dedo à Rússia.

Emmanuel Macron lançou o país numa corrida aos armamentos por considerar que "para se ser livre neste mundo, é preciso ser-se temido, para se ser temido é preciso ser-se poderoso."

No final do seu mandato, em 2027, o orçamento da defesa terá praticamente duplicado em dez anos, cifrando-se então nos 64 mil milhões de euros.

Paris pretende ser capaz de mobilizar uma brigada 7 mil homens em dez dias, ainda este ano. Em 2027, o objectivo é de mobilizar uma divisão de mais de 20 mil homens em trinta dias.

A Indonésia foi o país convidado a participar neste desfile do 14 de Julho com 450 militares do país do sudeste asiático a marcharem na capital francesa. Macron presenciou o desfile ao lado do homólogo, Prabowo Subianto. A França e a Indonésia estabeleceram uma parceria estratégica para actuar da região do Indo-Pacífico e tentar contrariar a crescente hegemonia da China que tem como objectivo estratégico tornar-se na primeira potência mundial em 2050.

Paris publicou esta segunda-feira a  Revista Nacional Estratégica 2025, um documento no qual é explicado o rumo militar do país para os próximos anos face aos desafios geoestratégicos actuais.ANG/RFI

 

                Líbia/Desmantelado grupo de tráfico e extorsão de migrantes

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) - As autoridades líbias desmantelaram um alegado grupo criminoso dedicado ao tráfico de migrantes, cujas vítimas foram raptadas e torturadas por membros do gangue, anunciou hoje o Ministério Público líbio.

Os cinco indivíduos que lideravam o grupo, detidos em flagrante no nordeste da Líbia durante a operação, organizaram todo o processo criminoso desde o recrutamento dos migrantes até ao seu rapto, tortura e negociação, extorquindo os seus familiares e exigindo uma determinada quantia de dinheiro para libertar as vítimas, de acordo com os procuradores.

Durante a operação policial, foram libertadas mais de 100 pessoas detidas pelo grupo, depois de terem sido vítimas de "um tratamento cruel, humilhante e desumano".

O Ministério Público verificou as provas apresentadas pela polícia e conduziu o interrogatório, após o qual os cinco indivíduos detidos foram colocados em prisão preventiva, aguardando julgamento nos tribunais.

Desde a queda do regime do ex-Presidente Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia tornou-se um relevante país de trânsito de migrantes para a Europa, principalmente da África Subsariana.

Este ano, a Líbia voltou a ser o principal ponto de partida na rota de migrantes do Mediterrâneo Central.ANG/Lusa

 

Comunicação Social /Jornalistas participantes do seminário sobre   Igualdade de Género recomendam  introdução  deste tema  no corículo escolar  nacional

Bissau, 14 Jul 25 (ANG)- Mais de 20 Jornalistas de diferentes órgãos de informação recomendaram que seja introduzida a questão da promoção de igualdade entre homens e mulheres no corículo escolar da Guiné-Bissau para incutir na mente das crianças que todos são iguais perante a lei.

A recomendação foi feita após dois dias de formação destinada às jornalistas de diferentes órgãos públicos e privados do país, promovida pela  Rede Nacional das Rádios e Televisões Comunitárias (RENARC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Durante dois dias os participantes  falaram das Noções Básicas dos Direitos Humanos, introdução ao jornalismo e Direitos Humanos, a relação entre os meios de Comunição Social e Direitos Humanos e Igualdade de Género.

Na cerimónia de encerramento do siminário, a porta-voz dos  jornalistas Filomena Alfredo Sami contou que aproveitaram, no máximo, a oportunidade de reforço de capacidades dada pela Rede Nacional das Rádios e Televisões Comunitárias (RENARC) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“Na realidade, este tipo de capacitação é de suma importância uma vez que ainda há muito que fazer sobre a matéria de igualdade de Género e de Direitos Humanos. Nós, enquanto jornalistas, temos grande responsabilidade na promoção destes temas para o bem da sociadade em geral”, disse Alfredo Sami.

Filomena renconheceu o esforço da RENARC no que tange a capacitação dos jornalistas e pediu que a atividade do género continue de modo a ter uma Comunicação Social mais responsável, isenta, imparcial e objetiva no cumprimrnto da função jornalística.

O Presidente da RENARC, Braima Sanhá justificou a realização dessa formação com a necessidade capacitação dos jornalistas para melhor poder dar as suas contribuiºões sobre as questões de  violação dos Direitos Humanos e de Igualdade do Género.

Aquele responsável sublinhou que, a produção de conteúdo de qualidade sobre Direitos Humanos e Igualdade do Género com base numa abordagem ética e inclusiva permitirá com que os governantes tenham mais consciência sobre a necessidade de respeito pelos valores inerrentes à vida humana.

No siminário, os participantes aprenderam que o contexto da igualdade de género na Guiné-Bissau se caracteriza por descriminação, cultura machista, falta de oportunidade básica entre os meninos e meninas, fraca participação das mulheres nos lugares de tomada de decisões,, violência contra mulheres e extrema pobreza com maior ênfase no sexo feminino.ANG/AALS//SG

Ambiente /LGDH considera inscrição do  Arquipélago de Bijagós na lista do Património Natural Mundial da UNESCO como  “uma conquista para celebrar e um direito para defender”

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) – A Liga Guineense dos direitos Humanos (LGDH),considerou a inscrição do Arquipélago de  Bijagós na lista do Património Mundial Natural da Humanidade da UNESCO como uma “conquista para celebrar e um direito para defender”.

A reação da liga à decisão da UNESCO foi manifestado em comunicado à imprensa, à que a ANG teve acesso esta segunda-feira, segundo o qual  este feito é para proteger e organização refere que “saúda com imenso orgulho e emoção o povo Bijagó”.

No comunicado a LGDH parabenizou ao Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP), que  e indica que a dedicação incansável deste instituto foi decisiva para este feito que considera histórico, bem como a todas as instituições do Estado que, com empenho e determinação, abraçaram esta causa.

“A LGDH felicita igualmente as organizações não-governamentais, com especial destaque para a TINIGUENA – Esta Terra é Nossa, que há mais de três décadas tem lutado incansavelmente pela defesa da rica biodiversidade dos Bijagós e pelos direitos das comunidades locais, assim como os académicos, ambientalistas e todas as vozes comprometidas que tornaram possível esta vitória”,lê-se no comunicado.

A organização que defende os direitos humanos considerou que este reconhecimento internacional é o tributo à sabedoria milenar, à força invencível e à resiliência do povo Bijagó, e à riqueza única e incomparável da natureza da Guiné-Bissau e diz ainda que  é a prova viva  de que a harmonia entre o ser humano e o ambiente não só é possível, como deve ser um exemplo brilhante para o mundo.

Para a LGDH  o feito é mais do que uma distinção ambiental ,  representa um avanço decisivo na defesa dos direitos humanos,uma  reafirmação do direito sagrado das comunidades tradicionais à sua terra, à sua cultura e ao seu futuro.

Esta declaração, segundo o comunicado, constitui também uma muralha intransponível contra a apropriação, os negócios e as especulações mercantilistas que ameaçam as terras dos Bijagós - protegendo o seu território da voracidade do lucro desenfreado e garantindo que permaneça nas mãos do seu povo.

No documento, a LGDH alerta que o Arquipélago dos Bijagós não pode continuar a ser o “parente pobre” das políticas públicas nacionais e diz que é imperativo que o Estado guineense assuma um compromisso firme e sustentável para entre outros,preservar a biodiversidade única e frágil do arquipélago.

“Garantir e proteger os direitos ancestrais das comunidades locais, homens e mulheres,combater com rigor a criminalidade organizada, nomeadamente o tráfico de drogas, que ameaça a paz e a segurança da região e fomentar investimentos que promovam um turismo responsável, de qualidade, que respeite o ambiente e proteja a dignidade humana”,são outras recomendações feitas pela  LGDH .

No comunicado a LGDH apela a uma gestão integrada, participativa e transparente deste património mundial, que assegure o desenvolvimento sustentável do arquipélago, respeitando a dignidade das suas populações e preservando o equilíbrio dos seus ecossistemas. ANG/MSC//SG

 Ambiente/ Embaixada de Portugal parabeniza Guiné-Bissau pela inclusão  do Arquipélago de Bijagós na lista de Património Mundial natural

Bissau, 14 Jul 25 (ANG)- A Embaixada de Portugal na Guiné Bissau deu parabéns ao país  pela inclusão das  Ilhas Bijagós na lista do  Património Natural Mundial da UNESCO.

A parabenização foi tornada pública pelo sítio da embaixada lusa em Bissau,  em reação a classificação do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial Natural, no sábado, pela UNESCO.

Esta representação diplomática diz tratar-se de um reconhecimento merecido da riqueza natural e da biodiversidade única deste paraíso insular, onde se encontram o Parque Natural das Ilhas de Orango, o Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão e a Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas Urok.

Acrescenta que este marco histórico resulta de um esforço coletivo, que honra também o papel essencial do povo Bijagó, guardião ancestral deste santuário natural, cuja sabedoria e práticas sustentáveis têm sido decisivas para a sua preservação.

A embaixada destaca a colaboração, ao longo dos anos, de várias entidades portuguesas, como a Universidade de Lisboa com o IBAP, e sublinha que contribuiu para preparar esta candidatura vencedora.

“ Importa assinalar que está em preparação o Projeto ProBijagós, financiado pela Cooperação Portuguesa através do Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Energia, que reforça o compromisso partilhado na conservação deste património comum”, refere o sítio.

 A mesma publicação refere  que Portugal tem estado e continuará  ao lado da Guiné-Bissau na proteção dos Bijagós, promovendo um futuro mais sustentável para todos.

“Este é um momento de orgulho para a Guiné-Bissau  e para toda a lusofonia”, lê-se na publicação.

ANG/ LPG//SG

Ambiente /  Presidente da República se congratula reconhecimento pela UNESCO do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial Natural

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) – O Presidente da República classificou de “distinção  histórica "o reconhecimento, sábado, pela UNESCO do Arquipélago de Bijagós como Património Mundial Natural.

“Esta distinção representa o reconhecimento internacional  da importância do arquipélago dos Bijagós  e do compromisso contínuo da Guiné-Bissau com a preservação ambiental com  envolvimento das comunidades locais.”, disse o chefe de Estado após a comunicação oficial da decisão da UNESCO.

A organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura reconhece os Bijagós em virtude de seu valor ecológico, cultural e ambiental ímpar.

Chefe de Estado disse que este reconhecimento reforça o posicionamento da Guiné-Bissau como referência na proteção do património natural global e cria novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável e para um ecoturismo responsável.

Composto por 88 ilhas e ilhéus, o Arquipélago de Bijagós alberga uma das mais ricas biodiversidades da África Ocidental, incluindo espécies emblemáticas como tartarugas-marinhas, hipopótamos marinhos e centenas de milhares de aves migratórias.

O Governo da Guiné-Bissau reafirma o seu compromisso com a conservação deste território de valor universal e agradece a todos os parceiros nacionais e internacionais que contribuíram para esta conquista. ANG/JD//SG

XV Cimeira CPLPSecretária de Estado da Cooperação Internacional defende gestão transparente e eficaz do Fundo Especial da CPLP

Bissau, 14 Jul 25 (ANG) - A Secretária de Estado da Cooperação Internacional, Fatumata Jau, defendeu uma gestão transparente e eficaz do Fundo Especial da CPLP, assente em critérios técnicos claros, acompanhamento sistemático e avaliação do impacto real dos projetos.

No seu discurso na  abertura da 50.ª Reunião dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP., a responsável pela área da Cooperação Internacional reafirmou o compromisso do país de aprofundar a igualdade de género, valorização da juventude e  a  proteção  do património ambiental.

Afirmou que o país está ainda disponível para assegurar a plataforma  de transformação  e   fortalecimento das  instituições para  promoção do capital humano na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Fatumata Djau disse que num mundo marcado por crises climáticas, geopolíticas e alimentares, garantir o acesso digno, seguro e sustentável aos alimentos constitui um imperativo de soberania, paz e justiça social.

O Secretário Executivo da CPLP, Zacarias da Costa, fez um balanço positivo do seu mandato que termina  na altura da realização da 50ª reunião dos Pontos Focais de Cooperação.

Destacou a importância do fórum como uma ferramenta essencial para consolidar os mecanismos de planeamento, monitorização e prestação de contas no âmbito da cooperação entre os Estados-membros.

o Secretário Executivo  disse que é importante  reforçar a imagem e a projeção da CPLP, os laços de cooperação intercomunitário, que provaram projeções e ações com impactos nas sociedades.

A vocação da CPLP, de acordo com Zacarias da Costa, não se limita a execução de projetos, mas sim, um instrumento de afirmação política e de valorização de parcerias externas.

A reunião dos Pontos Focais, iniciada a 13 de Julho termina esta segunda-feira  e realiza-se no  âmbito da XV Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que terá lugar   no próximo dia 18 de Julho, em Bissau, sob o lema: “A CPLP e a Soberania Alimentar: um Caminho para o Desenvolvimento Sustentável.” ANG/LPG//SG

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Política//Ministério da Cultura, Juventude e Desportos lança  programa “Juventude em Ação, Voluntariado para o Serviço Público”

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) – O Ministério da Cultura, Juventude e Desportos (MCJD), através da Secretaria de Estado da Juventude (SEJ),  em parceria com  do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), procederam,  hoje, ao lançamento oficial do programa “Juventude em Ação, Voluntariado para o Serviço Público”, com o objetivo de mobilizar  jovens para ações  de voluntariado.

O  programa, segundo um documento entregue aos jornalistas, terá a duração  de quatro meses, incluindo um mês de preparação, que contará com o lançamento do projeto ,seleção dos jovens e formação.

Ao presidir a cerimónia de abertura, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto Maria da Conceição Évora destacou que o momento representa o reconhecimento oficial da juventude como força vital do país, e reiterou a determinação do Governo e parceiros de colocar os jovens  no centro das prioridades de desenvolvimento nacional.

“Ao lançarmos este programa, o Governo da Guiné-Bissau reafirma o seu compromisso estratégico com a juventude, desde a inclusão social, passando pelo fortelecimento da cidadania ativa, com o emprego digno, educação transformada e  igualdade de oportunidades oferecidas”,disse a ministra.

 Conceição Évora manifestou a sua preocupação em relação ao consumo de substâncias maléficas à vida, que nos ultimos tempo ganhou propagação, contribuindo para o aumento da delinquência juvenil e o abandono escolar.

“O Governo tem acompanhado com grande preocupação estes acontecimentos, e está empenhado, de uma forma responsável e coerente, no combate à esse flagelo. Foi com este espírito que se criou a Comissão Interministerial Social, um mecanismo de resposta articulada e integrada do Estado, com o objetivo de proteger a juventude guineense das ameaças que comprometem o seu futuro”, rerefiu  a governante.

O  Secretário de Estado da Juventude, Lesmes Mutna Freire Monteiro, acrescenta que o programa foi criado  para que os jovens guineenses possam dar as suas contribuições para melhorar a eficácia dos serviços públicos.

“O défice no atendimento público,associado  a fraca circulação de  informações institucionais acabam por fragilizar a confiança dos cidadãos no Estado. Isso abre brechas para a prática de corrupção, e má conduta nas instituições públicas”, disse  Monteiro

Ainda referiu  que o programa  surgiu como  resposta institucional do Ministério da Cultura Juventude e Desportos (MCJD)  para o reforço das capacidades de atendimento das instituições estatais, com envolvimento  de 50 jovens que serão mobilizados com base em critérios de civismo, proatividade e espirito de liderança.

“50 dos 60 jovens voluntários selecionados serão colocados em diferentes instituições para, a título de exemplo, auxiliar nas receções, para evitar a aglomeração de utentes ”, disse o Secretário de Estado da Juventude.  

 “Haverá avaliação mensal dos jovens através da Comissão que fará a munitoria do desempenho, a fase piloto do projeto termina em Novembro, com entrega de certificados de mérito, e o projeto  poderá ser renovado dependendo da disponibilidade financeira”, acrescentou Mutna Fereira Monteiro.

O lançamento do “Pograma Juventude em Ação, Voluntariado para o Serviço Público”, que serve para  mudar a conduta dos jovens na sociedade, coincidiu com a celebração do dia Mundial da População, cujo lema do presente ano é “Capacitar os Jovens para Criarem a Família que Desejam num Mundo Justo e Cheio de Esperança”. ANG/LLA//SG   


 Economia /Empresa ADG-ALBARKA anuncia redução do preço de arroz 100 por cento partido  para 15 mil  francos cfa

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) - A empresa ADG-ALBARKA, ao abrigo de uma parceria com o Governo, anunciou a redução do preço do arroz  100 por cento partido  de 19.500fcfa para 14.500fcfa, o saco de 50 quilogramas , noticiou o jornal Nô Pintcha na sua edição de quinta-feira(10).

Para os consumidores do interior do país, o mesmo saco vai passar a custar 15.500 fcfa.

0 anúncio foi feito, quinta feira, pelo administrador da ADG-ALBARKA, na presença de representantes do Ministério de Comércio, da Câmara do Comércio, Agricultura, Indústria e Serviço, das associações dos Consumidores de Bens e Serviços e dos Retalhistas.

Abduramane Djaló disse que a  baixa do preço desse tipo de arroz não tem a ver com a  sua qualidade, mas sim, por ser um tipo que os guineenses consomem pouco, por isso, decidiu-se a sua redução.

As referidas entidades marcaram presença na cerimónia  para certificar a qualidade e as condições de armazenamento do arroz, e a empresa garrantiu que  o produto vai ser imediatamente distribuído para todo o território nacional para a sua comercialização.

 Abduramane Djaló Gaigui disse que, das 50 mil toneladas de arroz adquiridas, o país recebeu até agora apenas 15 mil, por isso  pretendem escoar repidamente essa primeira  remesaa para importar os restantes 35 mil toneladas de arroz restantes.

O diretor-geral do Comércio Interno,Adulai Baldé  garantiu que o arroz em causa  tem  qualidade para  consumo humano, porque passou por diferentes etapas de inspeção e foi provado que não tem nenhum problema, quer em relação ao prazo, quer sobre  as condições de armazenamento. ANG/NP

Caso Centro de Hemodiálise HNSM/ Coletivos dos  Advogados  impugna arquivamento do processo pelo Ministério Público

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) – O Coletivos dos  Advogados anunciou que entraram com um requerimento para impugnar a decisão do Ministério Público de arquivar o processo relacionado com as denúncias feitas, em Abril, pelo Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, segundo as quais quase  todas as pessoas submetidas ao tratamentos no Centro de Hemodiálise teriam falecido na sequência do tratamento.

Segundo o sítio da Rádio Sol Mansi, em nome do coletivo do advogado Fodé Mané considerou que o arquivamento do caso revela uma tentativa de desvalorizar os princípios que sustentaram a denúncia feita ao Ministério Público.

Turé havia afirmado que “praticamente todas as pessoas submetidas a tratamento de hemodiálise no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) morreram”.

Fodé Mané  disse que  “não é da competência do Procurador-Geral da República anunciar publicamente o arquivamento de um processo, como se tratasse de uma sentença transitada em julgado”.

Acrescentou que o coletivo considera que a mediatização da decisão visa preparar o terreno para uma eventual acusação contra Bubacar Turé, por alegada “denúncia caluniosa”.

O coletivo de advogados de Turé apresentou um pedido formal de impugnação do arquivamento e uma solicitação para o prosseguimento das diligências e investigações necessárias.

De acordo com uma nota do Ministério Público, publicada na segunda-feira, a decisão de arquivar o processo baseia-se na “falta de indícios que comprovem a veracidade dos factos denunciados, após as diligências realizadas junto das autoridades sanitárias competentes”.  ANG/RSM

 França/Operação da Interpol contra tráfico humano faz 158 detidos em 43 países

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) - Uma operação internacional contra o tráfico de pessoas levou à identificação de 1.194 potenciais vítimas e à detenção de 158 suspeitos em 43 países, revelou hoje a Interpol.

A operação, conhecida como 'Global Chain', decorreu entre 01 e 06 de junho e envolveu quase 15 mil agentes de diferentes países.

A maioria das quase 1.200 potenciais vítimas veio sobretudo da Roménia, Ucrânia, Colômbia e China, indicou a Interpol, cuja sede se situa em Lyon, França.

A campanha, coordenada pela Áustria e pela Roménia com o apoio da Interpol e das agências europeias Europol e Frontex, a guarda costeira europeia, incidiu sobre a exploração sexual, a delinquência forçada e a mendicidade, com especial enfoque nos menores.

Entre os casos mais notáveis, conta-se o desmantelamento de uma rede no Brasil que enviava vítimas para Myanmar, a invasão de casas de massagens em Itália que estavam ligadas ao tráfico, e a descoberta na Tailândia de uma rede de prostituição infantil.

Além disso, a operação também desmantelou na Ucrânia uma rede que estava prestes a enviar mulheres para Berlim para exploração sexual.

Foram ainda realizadas ações significativas na Roménia, Montenegro e Áustria.

Durante a operação, foram inspecionados mais de 20.000 locais e quase um milhão de pessoas foram submetidas a verificações.

A polícia apreendeu também drogas, armas, documentos falsificados e mais de 277.000 euros em dinheiro.

Entre as dezenas de países participantes --- a maioria europeus --- estavam a Espanha, o Brasil e a Colômbia.

A operação foi realizada no âmbito da Plataforma Multidisciplinar Europeia contra as Ameaças Criminosas (EMPACT), com o financiamento do projeto I-FORCE da Interpol e do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.ANG/Lusa

 Médio Oriente/Mais de 800 pessoas morreram em Gaza a procurar ajuda

Bissau, 11 Jul 25 (ANG) - Quase 800 pessoas foram mortas em Gaza desde 27 de maio, quando tentavam obter ajuda, na maioria perto de locais geridos pela fundação humanitária apoiado pelos EUA e por Israel, anunciou hoje a ONU.

Entre 27 de maio, quando a Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês) iniciou as operações, e 07 de julho, a ONU registou 798 mortos, incluindo 615 perto dos locais da GHF, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, numa conferência de imprensa em Genebra.

"A maioria dos ferimentos são de bala", explicou a porta-voz.

A ONU e as principais organizações de ajuda humanitária recusaram-se a trabalhar com a GHF, alegando que esta fundação está ao serviço de objetivos militares israelitas e viola os princípios humanitários básicos.

As distribuições da GHF resultaram em cenas caóticas, com o Exército israelita a disparar várias vezes na tentativa de conter centenas de palestinianos desesperados.

A fundação - que utiliza empreiteiros armados para garantir a segurança nos seus centros - nega qualquer incidente perto dos quatro locais de distribuição que gere.ANG/Lusa