quarta-feira, 25 de março de 2026

   Marrocos/Kigali acolhe Fórum de CEOs de África entre 14 e 15 de Maio

Bissau, 25 Mar 26 (ANG) – O Fórum de CEOs da África 2026 será realizado nos dias 14 e 15 de maio em Kigali, Ruanda, com o tema "Escalar ou fracassar: por que o capitalismo africano precisa unir forças".

Organizado pelo Jeune Afrique Media Group em parceria com a International Finance Corporation (IFC), o Africa CEO Forum 2026 reunirá os principais tomadores de decisão dos setores público e privado do continente em torno de uma forte convicção: o surgimento de projetos de grande escala e de verdadeiros campeões continentais exige um capitalismo africano compartilhado, afirmaram os organizadores em comunicado.

Assim, esta edição visa responder a uma questão crucial para o futuro da África: "como atingir a massa crítica necessária para ser competitivo, integrar-se e prosperar em um mundo fragmentado?", relata a mesma fonte.

Em detalhe, o Fórum irá explorar três alavancas estratégicas para construir essa dimensão continental, nomeadamente investimentos partilhados, através da libertação de investimentos de capital transfronteiriços para criar campeões africanos multinacionais e através da mobilização de capital institucional africano em todos os mercados para reforçar a resiliência e melhorar os retornos a longo prazo.

Nessa ocasião, Amir Ben Yahmed, presidente do Africa CEO Forum, enfatizou: “Se a África quer ser uma força na competição global, precisa abraçar uma ambição mais ampla: unir suas forças em todo o continente. Alianças transfronteiriças, compartilhamento de capital e riscos, bem como uma ambição verdadeiramente continental, serão as chaves para a próxima geração de campeões africanos.”

Por sua vez, Makhtar Diop, CEO da IFC, observou: “A África tem o capital e o ímpeto necessários para acelerar seu crescimento e criar empregos de qualidade. A tarefa urgente agora é mobilizá-los em larga escala.”

Ele prosseguiu: “Isso envolve construir confiança, compartilhar riscos e aumentar os investimentos transfronteiriços. O Fórum de CEOs da África reúne tomadores de decisão para alinhar políticas públicas e capital privado e impulsionar a próxima fase do desenvolvimento do continente.” ANG/Faap

    

 

Suíça/Torcedores processam FIFA em pressão contra preços abusivos para a Copa de 2026

Bissau, 25 Mar 26 (ANG) - A Associação Europeia de Torcedores de Futebol (Football Supporters Europe, FSE) apresentou  terça-feira (24) uma ação formal à Comissão Europeia contra a FIFA, acusando a entidade de impor preços exorbitantes para os ingressos da Copa do Mundo de 2026, que será realizada na América do Norte, e de adotar procedimentos de compra pouco transparentes e desleais.

Segundo a denúncia, apresentada juntamente com o grupo Euroconsumers, a FIFA estaria abusando de sua posição monopolista ao impor valores e condições que não existiriam em um mercado competitivo, ocultando informações relevantes para os consumidores e pressionando compradores com mecanismos que criam urgência artificial. 

A iniciativa judicial aprofunda uma crise que já vinha ganhando força desde o fim de 2025, quando federações nacionais divulgaram listas internas com os valores reais dos ingressos enviados pela FIFA. A publicação desses dados revelou que bilhetes para partidas da fase de grupos custavam entre US$ 180 e US$ 700 (entre R$ 950 e R$ 3.695), muito acima dos US$ 60 (R$ 316) amplamente divulgados pela entidade. Já os ingressos para a final começavam em US$ 4.185 e chegavam a US$ 8.680, cifras que superam em até sete vezes as cobradas na edição anterior no Catar. 

O contraste entre os preços efetivos e as promessas feitas durante a candidatura – quando os Estados Unidos asseguraram que disponibilizariam centenas de milhares de ingressos a partir de US$ 21 (cerca de R$ 110) – ampliou a percepção de que o Mundial de 2026 se distancia de seu caráter popular.

Torcedores passaram a acusar a FIFA de transformar o evento em um produto voltado a consumidores de alto poder aquisitivo, excluindo justamente aqueles que tradicionalmente compõem o núcleo mais engajado das arquibancadas. 

A própria FSE, agora responsável pela ação formal, já havia liderado protestos e críticas públicas, classificando os preços como extorsivos e denunciando o que chamou de traição monumental ao espírito da Copa do Mundo. A organização pediu que as vendas fossem suspensas até que a FIFA revisasse suas práticas e restabelecesse parâmetros mais transparentes e acessíveis. Várias federações nacionais confirmaram que torcedores que desejassem acompanhar suas seleções até o fim da competição poderiam gastar mais de US$ 7 mil apenas em ingressos, reforçando a dimensão do problema. 

Outro tema que alimentou a indignação é a adoção inédita da precificação dinâmica, modelo que ajusta automaticamente os valores conforme a demanda. Segundo grupos de torcedores, a falta de clareza sobre os critérios que determinam a atratividade das partidas e as oscilações de preço tornam o processo imprevisível e favorecem aumentos abruptos. Críticos também afirmam que a escassez de ingressos anunciados como baratos sugere publicidade enganosa e dificulta o planejamento dos fãs, que entram muitas vezes no sistema sem saber ao certo quanto pagarão. 

A ação apresentada hoje consolida a insatisfação que vinha se acumulando ao longo dos últimos meses e eleva o conflito para o campo institucional, colocando a FIFA sob escrutínio das autoridades europeias. Para os torcedores, o caso simboliza uma disputa mais ampla sobre o futuro da Copa do Mundo: se continuará sendo um evento global e acessível ou se caminhará para um modelo cada vez mais restrito e comercializado.

ANG/RFI/Com agências

 

  Economia/Missão do BAD encontra-se no país para avaliação dos seus projectos

Bissau, 25 Mar 26(ANG) - Uma Missão do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) encontra‑se no país  para avaliar o desempenho da carteira dos seus projetos em execução nos setores da agricultura, transportes, infraestruturas e energia, avaliados em cerca de 240 milhões de dólares dos quais 80 por cento em donativos.

O chefe da Missão e Diretor-geral Adjunto do BAD para a África Ocidental, José Ribeiro, em declarações aos jornalistas, terça-feira, após uma audiência com o Primeiro‑Ministro de Transição  manifestou a sua satisfação em relação ao desempenho das autoridades nacionais na implementação dos projetos financiados pela instituição, sobretudo nas áreas da energia, infraestruturas, agricultura, transporte e capacitação.

O responsável explicou que o objetivo da visita é proceder a uma avaliação detalhada da carteira de projetos em curso.

A delegação do BAD irá reunir-se hoje com as autoridades nacionais para analisar os 15 projetos em execução, incluindo cinco de âmbito regional, com vista a avaliar o desempenho e identificar melhorias.

Segundo o  ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Mudjetaba Djaló,  o Governo pretende continuar a reforçar a cooperação com o BAD, impulsionar os projetos em curso e mobilizar novos investimentos, sobretudo para o setor privado e para o benefício direto da população.

O ministro acrescentou que a visita da delegação do BAD reforça a confiança dos parceiros internacionais no atual governo de transição e fortalece a colaboração visando o desenvolvimento do país.

“Recebemos com muita honra a visita da delegação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), liderada pelo seu Diretor-geral Adjunto, José Ribeiro. É uma visita que muito nos honra, pois reforça a relação de cooperação que temos mantido com este importante parceiro do desenvolvimento”, sublinhou Mamadú Djaló. ANG/ÂC//SG



ONU/Presidente do Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau defende maior visibilidade de mulheres na administração sanitária global

Bissau, 25 mar 26(ANG) - O Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau, na pessoa de seu presidente Magda Robalo, defende o equilíbrio do género na administração dos serviços sanitários no mundo.

Segundo a Rádio ONU, este desejo foi recentemente manifestada pela presidente deste instituto, Magda Robalo no âmbito da   70ª. Comissão de Estatuto das Mulheres, CSW70, cuja reunião teve lugar recentemente  em Nova Iorque.

A meta, indica a antiga ministra da saúde da Guiné-Bissau, é alçar a voz feminina para fechar a lacuna existente entre as que prestam serviços e os que administram o setor.

Para Magda Robalo,  ex-diretora da OMS na África, sem combater essa disparidade e sem priorizar as mulheres, o mundo não conseguirá lidar com questões como vivências, realidade e temas urgentes da saúde da mulher.

“A OMS estima que, de uma maneira geral, cerca de 70% dos trabalhadores de saúde são mulheres, sobretudo na área da enfermagem, as parteiras, mas também cada vez mais médicas e técnicas de laboratório na área da pesquisa etc. No entanto, quando olharmos para a percentagem de mulheres que lideram o setor da saúde, ela é de apenas 25%. Portanto, existe um buraco muito grande entre aquelas que prestam serviço, aquelas que fornecem serviços de saúde, aquelas que gerem o sistema de saúde e aquelas que lideram o sistema de saúde,”sustenta Magda Robalo

Acrescenta que ,quando a mulher não tem acesso de forma igual aos cuidados de saúde, porque depende do marido, depende da família do marido ou depende dos pais para ter direito e autorização, por exemplo, para utilizar métodos de planificação familiar, está-se perante  “uma rejeição,  uma negação da justiça”.

A presidente do Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau sublinha  que os  direitos das mulheres e meninas aos mais elevados padrões de saúde alcançáveis estão previstos em acordos consensuais estabelecidos durante a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a Plataforma de Ação de Pequim e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“São também defendidos em mecanismos da justiça internacional sobre direitos humanos atribuindo aos Estados a obrigação de respeitar, proteger e efetivar os direitos relacionados à saúde sexual e reprodutiva das mulheres e meninas”, disse ela.

Segundo a Rádio ONU
, mais do que advogar pelo acesso de mulheres no setor, a posição da médica guineense também é favorável a melhorias na direção protagonizada por mulheres no mundo lusófono, para definir políticas e decisões de saúde em benefício da sociedade.

O Instituto de Saúde Global e Desenvolvimento da Guiné-Bissau também forma cidadãos não guineenses. Para Robalo, as mulheres na liderança, apesar das suas competências e trabalho enorme, continuam invisíveis no palco da saúde mundial, e as barreiras observadas têm a ver com a dominância da língua inglesa e francesa. ANG/Rádio ONU

 


Desporto
/CF “Os Balantas” vence UDIB na abertura da nona jornada da Liga Orange

Bissau, 25 Mar 26(ANG) - O Clube de Futebol Os Balantas venceu,  terça-feira, a União Desportiva Internacional de Bissau por (0-1), no jogo inaugural da 9.ª jornada do Campeonato Nacional da Primeira Divisão.

A partida foi disputada no Estádio Lino Correia, tendo a formação visitante entrado melhor e mostrou maior organização desde os minutos iniciais, controlando a maior circulação da bola.

A pressão dos mansoenses acabou por garantir aos 26 minutos, o triunfo quando Sia Braima Djata apontou o único golo da partida, colocando o CF Os Balantas em vantagem antes do intervalo, e no que viria a ser o único golo do encontro.

Na segunda parte, a equipa nortenha manteve a confiança e voltou a demonstrar melhor desempenho, colocando a UDIB em dificuldades, sobretudo, na sua zona defensiva.

A situação da formação udibista complicou-se ainda mais aos 82 minutos, quando o guarda-redes Hélder Có foi expulso, após agarrar a bola fora da sua área de jurisdição, deixando a sua equipa reduzida a dez unidades nos minutos finais.

Com este triunfo, o CF Os Balantas sobe, de forma provisória, ao quarto lugar da tabela classificativa, com 15 pontos. Já a UDIB que soma o terceiro jogo consecutivo sem vencer e mantém-se com 12 pontos.

A jornada prossegue hoje, quarta-feira , com os restantes encontros previstos: O FC Cuntum recebe o Arados de Nhacra, enquanto o Flamengo de Pefine defronta o Cupelum FC, num duelo entre vizinhos.

No Campo Vicente Cacante Indjai, o FC Pelundo recebe a visita do bicampeão nacional SB Benfica, num encontro com emoções em perspectiva.

Já no sul do país, o Massaf de Cacine terá pela frente uma tarefa complicada, ao receber o líder SC Portos de Bissau, que procura manter a consistência e reforçar a liderança.

No leste, o TF Fronteira de São Domingos desloca-se para defrontar o Háfia de Bafatá, enquanto o FC Canchungo recebe, no Estádio Saco Vaz, o Desportivo de Gabú, num confronto de grande importância. ANG/Fut245

 

terça-feira, 24 de março de 2026

Política/ Governo de Transição adia aprovação do projeto de decreto relativo ao Estatuto do CECOMES-GB

Bissau, 24 Mar 26(ANG) -  O Governo de Transição , após análises e discussões, protelou a aprovação do projeto decreto relativo ao Estatuto da Central de Compra de Medicamentos (CECOMES-GB), refere o Comunicado da reunião governamental desta terça-feira.

Segundo o Comunicado lido à imprensa pelo ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, o  Executivo mandatou  uma Comissão Interministerial, que integra os Ministérios da Saúde, das Finanças, da Economia, do Comércio e Indústria, da Comunicação Social,  e da Mulher e Solidariedade Social,  para analisar  o referido estatuto, devendo  enquadrar as propostas formuladas  e proceder a sua  apresentação na próxima reunião de Conselho de Ministros.

O Conselho de Ministros reiterou a sua congratulação aos esforços do país, que resultaram na 9ª e 10ª Avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI), em pleno período da transição política na Guiné-Bissau.

O Comunicado refere ainda que o Conselho de Ministros mandatou os ministros da Energia, Recursos Naturais, do Interior e da Ordem pública, no sentido de acelerar a remoção de  contentores de venda de combustíveis não autorizados, em todo o território nacional. ANG/JD/ÂC//SG

Regiões/Director Clínico do Hospital de Canchungo diz haver “enormes desafios” na gestão de doentes de Tuberculose

Canchungo, 23 Mar 26 (ANG) – O Director Clínico do Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, disse haver “ enormes desafios” na gestão de doentes  de Tuberculose que procuram aquele hospital.

Lassana Corobó falava ao Correspondente da ANG na Região de Cacheu, por ocasião do Dia Mundial de Combate a Tuberculose, que se assinala hoje, 24 de Março.

Corobó afirmou que a estrutura sanitária que dirige enfrenta insuficiências, sobretudo, de recursos humanos.

Disse que   de Janeiro à Março deste ano, foram registadas mais sete pessoas com a doença e que estão internadas no Centro de Tratamento em Canchungo. Disse que no ano passado haviam sido diagnosticados 80 pacientes com a doença naquela zona.

Este responsável sanitário afirmou que alguns  doentes  abandonaram o tratamento médico antes dos seis meses, o tempo normal de tratamento e diz que , apesar de ser raro, muitas  vezes são comunicados pelos familiares que o paciente fugitivo acabou por falecer.

Corobó recomenda à população  de  Canchungo para  recorrer sempre aos centros de saúde, cada vez que  aperceber que sofre  de  tosse prolongada  e perda de peso.

O diagnóstico e tratamento da Tuberculose são  gratuitos. ANG/AG/MSC/ÂC//SG



Comunicação Social/Governo reforça capacidade técnica da RDN com doação de lotes de equipamentos  

Bissau, 24 Mar 26(ANG) - O Governo através do ministro da Comunicação Social entregou, segunda-feira,   um lote de equipamentos à Radiodifusão Nacional (RDN).

Segundo Abduramane Turé  ato  um ato reafirma, de forma clara, o compromisso do Executivo de Transição para com o fortalecimento dos órgãos públicos de informação no país.

O lote constitui-se de mesas de mistura, computadores, emissores e outros materiais técnicos, avaliados em cerca de trinta milhões de francos CFA.

Após a entrega dos equipamentos, o ministro da Comunicação Social, Abdurahamane Turé, afirmou que a Rádio Nacional continua a ser a voz que une o povo guineense, e um instrumento essencial de informação, educativa e de coesão social.

O governante disse que a doação visa o  reforço das capacidades técnicas desta emissora estatal, para o alargamento do  alcance das emissões e garantia para que  chegue aos ouvintes em todo o território nacional em melhores qualidades.

Turé, sublinhou que, num país com desafios estruturais, é através da RDN que se consegue fazer chegar a mensagem do Estado aos mais recônditos pontos do território nacional, promovendo a cidadania, proximidade e inclusão.

O ministro enalteceu o esforço da Direção Geral da RDN, sob liderança de Mama Saliu Sané, bem como de todos os profissionais da casa, que, apesar das dificuldades conjunturais, têm mantido esta estação em funcionamento, com dedicação, resiliência e espírito de missão.

No entender do titular da pasta da Comunicação Social, o mais importante do que os meios materiais, são os homens e as mulheres que dão vida à esta instituição.

“Por isso, apelamos à direção e  todos os funcionários para que  se mantenham unidos, comprometidos com o interesse coletivo, colocando sempre o bem comum acima de quaisquer interesses individuais”, afirmou.

Acrescentou  que é fundamental que os técnicos continuem a pautar a  atuação pelo rigor, pela disciplina e pelo elevado sentido de responsabilidade, assegurando uma gestão transparente e eficiente deste património que pertence à todo o povo guineense.

Abdurahamane Turé disse que o Governo continuará ao lado da RDN, apoiando iniciativas que visem modernizar e dignificar a Rádio Nacional, na firme convicção de que uma comunicação social pública forte é um pilar indispensável para a consolidação da democracia e do desenvolvimento do país.

O Diretor da RDN, Mama Saliu Sané, afirmou que os equipamentos  recebidos vão permitir a modernização de dois estúdios com tecnologia digital. ANG/ÂC//SG



Alfândegas/DG promove formação dos seus técnicos para fortalecimento da instituição

Bissau, 24 Mar 26 (ANG) – A Direção Geral das Alfandegas (DGA) realiza desde segunda-feira , em Bissau, a segunda Fase da Formação Avançada sobre Regras de Origem Aduaneiras, destinada aos seus funcionários,  com duração de cinco dias.

 Na sua intervenção, na abertura do evento que decorre sob o lema: “Formar pessoas, Reforçar instituições e Construir o futuro”, o Diretor-geral das Alfândegas, Doménico Sanca, destacou a importância estratégica das Regras de Origem para o comércio internacional e para o desenvolvimento económico do país e do continente africano.

Sublinhou  que esta formação representa um passo importante no reforço das capacidades técnicas e institucionais da Administração Aduaneira.

O responsável disse que a correta aplicação das Regras de Origem é essencial para facilitar o comércio, atrair investimentos e promover a produção nacional, permitindo uma melhor integração nos mercados regionais e internacionais.

Referindo-se à Zona de Comércio Livre Continental Africana(ZLECAF), Sanca considerou-a uma das maiores conquistas do continente africano, salientando que o seu sucesso depende da competência e do compromisso dos profissionais responsáveis pela sua implementação.

O Doménico Sanca aproveitou ainda a ocasião para agradecer à Organização Mundial das Alfândegas (OMA), pelo apoio contínuo, destacando como marco histórico a acreditação de dois especialistas nacionais em Regras de Origem e diz ser  um passo importante para a consolidação das competências técnicas no país.

Por sua vez, a Chefe da Missão da OMA, Mette Azzam, elogiou o empenho da Direção-Geral das Alfândegas na formação contínua dos seus quadros, sublinhando que   a importância da capacitação é o pilar do desenvolvimento institucional.

A primeira fase desta formação de nível básico foi realizada em 2023, marcando o início de um  ciclo de capacitação técnica, alinhado com as melhores práticas internacionais.

A segunda fase da Formação Avançada sobre Regras de Origem Aduaneiras reúne 20 técnicos, sendo 12 da Direção-Geral das Alfândegas e oito  da Brigada de Ação Fiscal (BAF),  e é   financiada pela Organização Mundial das Alfândegas, no âmbito do Programa União Europeia – África (EU-AFRICA).ANG/JD/ÂC//SG

Regiões/Secretário Administrativo do Sector de Canchungo reafirma apoios aos projectos que contribuam para desenvolvimento local

Canchungo, 24 Mar 26 (ANG) - O Secretário Administrativo do Sector de Canchungo, região de Cacheu, prometeu , segunda-feira, a continuidade de  apoios da Administração local aos projectos que contribuam para o desenvolvimento sustentável  local, sobretudo acções que valorizam a arte, a cultura e a criação de empregos para os jovens de Canchungo.

De acordo com o correspondente da ANG na Região de Cacheu, Bubacar Cissé, falava no ato de inauguração da nova Sede da Empresa “Gráfica Tabanca de Arte Babok”,  no Bairro de Pendingulo, em Canchungo.

Na ocasião,  sublinhou que a  iniciativa demonstra uma visão, coragem e o compromisso  de um investimento para o desenvolvimento cultural, económico, social , com a finalidade de promover um futuro melhor para as comunidades da mesma zona.

Por sua vez, o proprietário da Empresa “Gráfica Tabanca de Arte Babok” Simão Monteiro declarou  que está à disposição dos clientes para oferecer  serviços de qualidade.

Tabanca de Arte Babok tem condições para imprimir imagens em tshirt, nas lonas, placas publicitárias, copos entre outros objetos.

 “A iniciativa de criação da empresa começou em 2003, através dos trabalhos manuais de escavação de cabaz para desenhar as letras e as imagens, e em 2021, foi revolucionada com a aquisição de materiais modernos”, contou Simão Monteiro.ANG/AALS/ÂC//SG



Côte D`Ivoire/ Estados africanos solicitados  a unir forças para garantir recursos

Bissau, 24 Mar 26 (ANG) – O Vice-Primeiro-ministro encarregado da Defesa, Téné Bira
hima Ouattara, da Côte D`Ivoire apelou ,segunda-feira,aos Estados africanos, em Abidjan, para que reforcem a sua cooperação a fim de garantir a exploração sustentável e segura dos recursos do continente, por ocasião do lançamento oficial da 2ª edição da Exposição Internacional de Recursos Extrativos e Energia (SIREXE 2026).

Falando em nome do Presidente da República, Alassane Ouattara, ele enfatizou que a África deve traçar seu próprio rumo em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas persistentes e dificuldades crescentes no acesso a recursos minerais.

Segundo Birahima Ouattara, a criação do Banco Africano de Energia e a interligação dos sistemas nacionais de eletricidade são iniciativas promissoras para reforçar a segurança energética e o desenvolvimento local dos recursos.

"Essa colaboração e união de esforços são requisitos para maior eficiência em nossas políticas no setor de indústrias extrativas", afirmou, enfatizando a necessidade de um compromisso inabalável dos Estados africanos para transformar esses desafios em oportunidades económicas e sociais sustentáveis.

O Vice-Primeiro-Ministro prestou homenagem ao Ministro das Minas, Petróleo e Energia, Mamadou Sangafowa-Coulibaly, idealizador do SIREXE, pelas reformas realizadas e pelos resultados alcançados no setor, reiterando o compromisso do governo em apoiar o sucesso deste evento estratégico.

Ele elogiou a governança dinâmica que posicionou a Costa do Marfim como referência no desenvolvimento das indústrias extrativas na África Ocidental.

A 2ª edição do SIREXE será realizada de 18 a 22 de Novembro, com o tema “Indústrias extrativas e energéticas: Que infraestrutura apoiar o desenvolvimento económico na África?”.

A ministra Sangafowa-Coulibaly, por sua vez, destacou a importância da infraestrutura para o desenvolvimento económico do continente, enfatizando a necessidade de estruturar os investimentos para promover o processamento local de recursos e maximizar seus benefícios económicos.

Segundo ele, a escolha deste tema ilustra o desejo da Costa do Marfim de destacar o papel crucial da infraestrutura na exploração de recursos minerais e a importância de os países africanos unirem esforços.
SIREXE 2026: Foco na inovação e na cooperação africana.

Para esta edição, o Botswana foi escolhido como país de honra, devido à sua reconhecida experiência em gestão de mineração.

Satisfeita com a honra, a Ministra de Minas e Energia do Botswana, Bogolo Joy Kenewendo, expressou a gratidão de seu país à Costa do Marfim pela escolha, reafirmando o compromisso de seu governo em fortalecer a cooperação bilateral nos setores extrativo e energético. ANG/Faapa

 

EUA/Preço do petróleo cai após declarações de Trump sobre o Irã e bolsas melhoram índices

Bissau, 24 Mar 26 (ANG) - Os preços do petróleo caíram , segunda-feira, (23) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que adiaria em "cinco dias" a ofensiva contra as centrais elétricas iranianas.

Em uma reviravolta inesperada, Trump anunciou , segunda-feira, que os Estados Unidos e o Irã tiveram "conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total" das hostilidades e precisou que "continuariam ao longo da semana".

Donald Trump também afirmou em sua rede Truth Social ter ordenado adiar em “cinco dias” qualquer ataque a centrais elétricas ou infraestruturas energéticas no Irã, com o qual havia ameaçado.

A chancelaria e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, negaram a existência de um diálogo com Washington.

"Temos que esperar que a situação se esclareça", declarou à AFP Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS.

Por volta das 13h30 de Brasília, o barril de West Texas Intermediate, referência americana, caía 7,3%, a US$ 91,08, e o barril de Brent do mar do Norte recuava 8%, a US$ 103,18.

Os preços da energia dispararam desde o início da guerra desencadeada em 28 de Fevereiro pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que provocaram um bloqueio quase total do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o abastecimento mundial de petróleo.

As bolsas europeias aproveitaram o anúncio de Trump para ganhar impulso, mas fecharam de forma mista.

Paris subiu 0,79%, Frankfurt 1,22%, Milão 0,81% e Madri 1,04%. Londres, por outro lado, fechou no vermelho: -0,24%.

Em Wall Street, os três principais índices eram negociados com altas em torno de 1%. ANG/RFI//AFP

 

Médio Oriente/Irã nega negociações diretas com EUA para fim de conflito; ataques se espalham no Oriente Médio

Bissau, 24 Mar 26 (ANG) - A guerra no Oriente Médio entrou em seu 25º dia com uma nova escalada de violência e um cenário diplomático incerto.

Nesta terça-feira (24), o Irã lançou mísseis em direção a Israel, horas depois de o exército israelense confirmar ao menos um ataque no norte do país durante a madrugada. Trump diz estar em negociações com Teerã para o fim do conflito, mas o Irã nega. 

Uma forte explosão foi registada em Tel Aviv, segundo relatos de jornalistas da AFP. Teerã anunciou, por meio de sua televisão estatal, o lançamento de uma "nova onda de mísseis" contra seu inimigo durante a madrugada, enquanto a tensão na região atingia níveis críticos.

O conflito, que já deixou milhares de mortos e deslocados, ganhou novos contornos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (23) um adiamento de cinco dias em possíveis ataques às infraestruturas energéticas iranianas. A decisão, divulgada em um momento de alta volatilidade nos mercados financeiros, ocorreu após Trump afirmar que Washington mantinha "conversas muito boas e produtivas" para encerrar a guerra. 

Na pista do aerporto de Palm Beach (Flórida), o presidente declarou que seu genro, Jared Kushner, e seu enviado especial, Steve Witkoff, estavam conduzindo as negociações com o Irã 

"Tivemos discussões muito, muito sólidas. Veremos aonde isso nos levará. Temos vários pontos de acordo", disse Trump. 

No entanto, o Irã negou veementemente qualquer diálogo com os EUA. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que mensagens de "países amigos" haviam sido recebidas com pedidos americanos para negociações, mas garantiu que nenhuma conversa direta ocorreu.

Já o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou as declarações de Trump como uma tentativa de "manipular os mercados financeiros e petrolíferos".

No entanto, a informação de que um processo de diálogo está em curso foi confirmada por fontes americanas e iranianas ao The New York Times. De acordo com o jornal, o interlocutor é Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores do Irã. Steve Witkoff, enviado da Casa Branca, teria entrado em contato direto com ele nos últimos dias.

Mas, por ora, as discussões estariam em um estágio muito menos avançado do que vem divulgando publicamente Donald Trump. De acordo com o The New York Times o Irã não quer um cessar fogo temporario e exige uma paz durável ou a garantia de que Israel e Estados Unidos nao retomarãoo seus bombardeios, uma vez as hostilidades suspensas. Enquanto isso Teerã ameaça manter a pressão no Estreito de Ormuz. 

Apossibilidade de uma trégua temporária trouxe alívio aos mercados globais.    Após uma queda de mais de 10% no preço do petróleo na segunda-feira, o barril do Brent, referência mundial, registou alta de 3,96% na manhã desta terça, cotado a US$ 103,90. O petróleo americano WTI também subiu 3,86%, alcançando US$ 91,53. As bolsas asiáticas acompanharam o movimento: o índice Nikkei, de Tóquio, avançou 0,77%, enquanto o Kospi, de Seul, subiu 1,94%.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu o fim das hostilidades durante visita à Austrália, alertando para os impactos económicos globais, especialmente nos preços do gás e do petróleo.

A situação no Golfo Pérsico segue tensa. A Arábia Saudita anunciou ter destruído ao menos 20 drones em seu território na manhã desta terça, enquanto o Kuwait informou estar respondendo a "ameaças de drones e mísseis hostis". O ministro de Energia do Irã, Abbas Aliabadi, havia declarado em entrevista à televisão estatal que o país estava menos vulnerável a ataques em sua infraestrutura energética do que seus vizinhos do Golfo ou Israel.

Segundo ele, o Irã possui mais de 150 usinas espalhadas pelo território, ao contrário de países como Arábia Saudita e Israel, onde a produção é centralizada e, portanto, mais exposta a ataques. As declarações ocorreram dias após Trump ameaçar atingir instalações energéticas iranianas caso o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, não fosse reaberto.

No Líbano, os bombardeios israelenses contra alvos do Hezbollah na periferia sul de Beirute se intensificaram.

 

Na segunda à noite, imagens da AFPTV mostraram grossas colunas de fumaça sobre a região, que não era atingida desde sexta-feira.

 

Uma pessoa morreu em um ataque israelense a um apartamento em Hazmieh, nos arredores da capital libanesa, onde, segundo Israel, estaria um membro da Guarda Revolucionária iraniana.

O exército israelense também anunciou a captura de dois combatentes de elite do Hezbollah no sul do Líbano, acusados de planejar um ataque com mísseis antitanque contra suas tropas.

Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter conversado com Trump e reiterou que seu país continuaria atacando o Irã e o Líbano para "proteger seus interesses vitais". Netanyahu reconheceu que os EUA acreditam ser possível alcançar os objetivos da guerra por meio de um acordo, mas deixou claro que as operações militares não seriam interrompidas.

O premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, por sua vez, prometeu apoio a Teerã para mediar a paz na região após conversa com o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian.

A guerra também se estendeu para outros países da região. No Iraque, uma suposta ação americana matou sete combatentes do grupo paramilitar Hachd al-Chaabi, incluindo um alto comandante, em uma base na província de Al-Anbar. Treze pessoas ficaram feridas, e outras ainda estariam presas sob os escombros.

Na Síria, uma base militar na província de Hassaké foi alvo de mísseis disparados do Iraque, segundo o Exército sírio, que acusou uma facção pró-Irã pelo ataque. A base havia sido recentemente abandonada por forças americanas da coalizão antijihadista.

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que a prolongação do conflito poderia desencadear uma crise petrolífera sem precedentes, superando os choques dos anos 1970 e a invasão da Ucrânia pela Rússia. "A economia mundial enfrenta uma ameaça muito, muito grave", declarou.

Diante das ameaças de Trump, o Irã prometeu fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar infraestruturas americanas, incluindo usinas de dessalinização e tecnologia da informação, caso os EUA cumprissem suas advertências. Meios de comunicação iranianos chegaram a divulgar uma lista de possíveis alvos em Israel, como as usinas elétricas Orot Rabin e Rutenberg.

ANG/RFI/Com agências

 

Côte D´Ivoire/ BCEAO abre contas em francos CFA para diáspora a fim de captar fluxos externos

Bissau, 24 Mar  26 (ANG) – O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) agora permite que cidadãos da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) residentes no exterior abram contas em francos CFA em bancos da União, uma medida que visa fortalecer a inclusão financeira da diáspora e captar melhor os fluxos financeiros externos.

Segundo informações divulgadas na segunda-feira, 23 de março de 2026, pela Agence Ecofin e pela Bloomfield Intelligence, essa decisão é regida pela nota nº 001-03-2026, assinada em 13 de março em Dakar, Senegal. O documento especifica que qualquer pedido de abertura de conta em francos CFA apresentado por um cidadão de um Estado-membro da UEMOA residente no exterior receberá o mesmo tratamento que o de um residente.

Por meio dessa reforma, o BCEAO amplia o acesso ao sistema bancário regional e reconhece a diáspora como um agente económico pleno. O objetivo é direcionar melhor as remessas, tradicionalmente feitas por meio de canais internacionais ou, às vezes, informais, para depósitos bancários mais estáveis ​​dentro da União.

O sistema simplifica os procedimentos de abertura e operação de contas para não residentes, mantendo, ao mesmo tempo, a supervisão prudencial. O acesso ao crédito permanece sujeito à autorização prévia e as transações devem estar em conformidade com os requisitos de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Além da inclusão financeira, esta medida visa transformar as remessas da diáspora em recursos que possam apoiar o financiamento da economia real. As autoridades monetárias esperam que isso incentive a mobilização de poupanças e o investimento em projetos produtivos nos países da UEMOA.

Para os bancos comerciais da sub-região, essa mudança regulatória também pode representar uma oportunidade para fortalecer sua liquidez e diversificar suas fontes de financiamento. A integração dos ativos da diáspora em moeda local deve ajudar a ampliar a base de depósitos e reduzir a dependência de financiamento externo, que geralmente é mais caro.

No entanto, o sucesso desta reforma dependerá em grande parte da capacidade das instituições bancárias de adaptarem as suas ofertas, particularmente através de soluções digitais que permitam a abertura remota de contas e a gestão de poupanças por clientes não residentes.

Esta iniciativa faz parte de uma dinâmica mais ampla de consolidação da integração financeira na área da UEMOA, num contexto em que as remessas da diáspora continuam a ser uma importante alavanca para o consumo, o investimento e o desenvolvimento económico nos países da região.ANG/Faapa

 

                         
                    Colômbia
/Avião militar cai  com 125 a bordo

Bissau, 24 Mar 26 (ANG) - Um avião militar caiu  segunda-feira (23) no sudoeste da Colômbia com 125 pessoas a bordo, informou a Força Aérea do país, que não confirmou de imediato o número de mortos. 

Autoridades colombianas classificaram o episódio como uma tragédia nacional. O presidente Gustavo Petro afirmou que o acidente é “horrível” e voltou a defender a modernização da frota militar, apontando entraves administrativos como um dos problemas estruturais. 

Esta é a segunda tragédia com um avião C-130 Hércules na América do Sul em menos de um mês. Um avião de transporte militar boliviano que levava dinheiro caiu ao pousar perto de La Paz, em 27 de Fevereiro, deixando ao menos 24 mortos.

O acidente ocorre em um contexto de forte presença militar na região de fronteira com Equador e Peru, onde há operações contra o narcotráfico. Também reacende preocupações sobre a segurança de aeronaves do modelo C-130 na América do Sul, após outro acidente recente na Bolívia.

O avião que caiu na Colômbia é um Lockheed C-130 Hercules, conhecido simplesmente como “Hércules”. Esse modelo é um dos aviões militares de transporte mais usados no mundo. Ele está em operação desde os anos 1950 e já foi utilizado por mais de 70 países, com milhares de unidades produzidas.

O C-130 é extremamente versátil, sendo usado para transporte de tropas, evacuação médica, missões humanitárias, lançamento de paraquedistas e transporte de veículos e cargas pesadas.

Seu grande diferencial é a capacidade de operar em pistas curtas e improvisadas, incluindo terra, selva ou gelo, além de voar em condições adversas e ser adaptado para diversas missões.

Embora não seja o avião mais usado da aviação geral, o C-130 é considerado um dos modelos militares mais confiáveis e amplamente utilizados no mundo, especialmente para transporte de carga e pessoal.

A aeronave Hércules caiu pouco depois de decolar de Puerto Leguízamo, perto da fronteira com o Equador, por causas ainda desconhecidas. Equipes de resgate foram mobilizadas para a região.

Segundo um balanço preliminar, ao menos 48 feridos foram resgatados, afirmou o comandante da Força Aeroespacial Colombiana, Carlos Fernando Silva, que não confirmou o número de vítimas fatais.

Os Exércitos da Colômbia e do Equador combatem poderosos cartéis de drogas que atuam na região de fronteira, onde houve intensa atividade militar e bombardeios nas últimas semanas.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostram os destroços da aeronave em chamas e cobertos por fumaça, em meio à vegetação.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na rede X que se trata de um “acidente terrível que não deveria ter acontecido” e mencionou a necessidade de modernizar a frota militar, sem indicar se isso está relacionado às causas da queda.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, manifestou “profundo pesar” pelo acidente. “As unidades militares já estão no local”, publicou em X, acrescentando que “ainda não há confirmação do número de vítimas nem das causas do acidente”.ANG/RFI/AFP