segunda-feira, 31 de agosto de 2026

China/Xi diz que cooperação “China-Quirguistã” está num  "período dourado" de rápido desenvolvimento

Bissau,31 Ago 26(ANG) -  A cooperação China-Quirguistão entrou num "período dourado" de rápido desenvolvimento, diz o presidente chinês, Xi Jinping, no domingo, ao chegar a Bishkek para a Cúpula 2026 da Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) e para uma visita de Estado ao Quirguistão.

Logo após à chegada, o presidente quirguiz, Sadyr Japarov, e sua esposa receberam Xi e sua esposa, Peng Liyuan, no Aeroporto Internacional de Manas.

Num discurso  escrito Xi transmitiu “saudações sinceras e melhores votos” ao Japarov e  povo do Quirguistão em nome do governo e do povo da China.

Considerando  que a China e o Quirguistão compartilham uma amizade tradicional de longa data, Xi ressaltou que a majestosa Cordilheira Tianshan é testemunha dos milênios de intercâmbios amigáveis entre dois povos.

Xi destacou que ao longo dos 34 anos, desde o estabelecimento das relações diplomáticas, as relações China-Quirguistão resistiram ao teste de um cenário internacional em constante mudança, mantiveram um desenvolvimento saudável e estável durante todo esse período e alcançaram o alto nível de uma parceria estratégica abrangente para uma nova era.

Disse que  nos últimos anos, o volume do comércio bilateral e  intercâmbios interpessoais atingiram novos recordes, e que  grandes projetos, incluindo a ligação ferroviária  China-Quirguistão-Uzbequistão, foram implementados com sucesso, e que os resultados tangíveis da cooperação mutuamente benéfica têm beneficiado amplamente os dois povos.

Segundo o presidente chinês , durante a visita vai haver  trocas de pontos de vista aprofundadas com Japarov sobre as relações China-Quirguistão, a cooperação entre os dois países em diversos campos e questões internacionais e regionais de interesse comum, além de definição de  um novo plano para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado China-Quirguistão.

"Estou esperando para participar da Cúpula da OCS em Bishkek, trabalhar com todas as partes para reavaliar os 25 anos de experiência de desenvolvimento da OCS, discutir, em conjunto, planos de cooperação, moldar o futuro da organização e promover seu novo desenvolvimento contínuo", disse Xi. ANG/Xinhua

 

Referendo 30 de Agosto/”A ausência de eleitores nas Mesas de Voto juridicamente não põe em causa o processo”, diz  Conselheiro do CNT

Bissau, 31 Ago 26 (ANG) – O Conselheiro do Conselho Nacional de Transição (CNT), declarou hoje que, juridicamente, a ausência de eleitores nas Assembleias de Voto não vai pôr em causa o processo de aprovação da nova Constituição da República (CR).

Rui Alberto Pinto Pereira que falava hoje, em conferência de imprensa, destacou que, segundo as normas do Referendo, o Art:88 defende que, “A maioria é eficácia vinculativa”, acrescentando  que, o ponto Nº 1 da mesma lei, esclarece que, “É aprovado a questão submetida ao Referendo, desde que é obtido a maioria dos votos afirmativos”.

“O ponto Nº2 nos diz claro que, os resultados do Referendo alcançado no ponto Nº 1, tem eficácia vinculativa”, assegurou o Conselheiro do CNT.

Para o mesmo, o boicote ao referendo, é uma falha de estratégia, porque quem não votar, não significa que a sua posição vai contra a aprovação da nova constituição.

“De acordo com as leis do referendo, os que tomaram a decisão de boicotar o Referendo, deram vantagem aos que pretendem a mudança da Constituição da República (CR), porque a ausência destes eleitores nas assembleias de voto, será revertida no voto a favor a alteração da Constituição”, sustentou Alberto Pinto Pereira.

Realçou por outro lado que o resultado final será anunciado em breve, e para Rui Alberto Pinto Pereira, há provas de que houve participação dos eleitores nas urnas, frisando que será conhecida através de divulgação dos resultados finais pelo órgão competente.

Segundo Rui Pereira, o Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi uma desilusão e muito infeliz, ao aconselhar o povo para boicotar o processo.

“Não digo que o PAIGC não tem direito de mostrar a sua discordância perante a mudança de Constituição, mas penso que, sendo assim, apontava em que ponto discordou, trazendo a solução da sua discordância para ser discutida, mas cometeu erro ao mobilizar os cidadãos para boicotar o Referendo Popular”, disse Pinto Pereira.

Aquele responsável sustentou ainda que, depois da divulgação dos resultados do Referendo obtidos nas urnas, os  derrotados devem reconhecer que foram superados por votos “Sim”.

Os eleitores guineenses votaram no domingo no âmbito de um referendo popular para a entrada em vigor de nova Constituição da República, elaborada e aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, órgão parlamentar criado na  sequência do golpe de Estado de Novembro de 2025, e que integra militares e civis designados para o efeito.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições, os resultados provisórios do referendo serão conhecidos na terça-feira.. ANG/LLA/ÂC//SG

Irã/ Governo diz agir em ‘legítima defesa’ e amplia tensão com ataques a alvos americanos no Golfo

Bissau, 31 Ago 26 (ANG) - O Irã afirmou nesta segunda-feira (31) ter atacado, em "legítima defesa", alvos militares americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, em resposta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos.

Os últimos ataques americanos contra o Irã haviam ocorrido no fim de Julho, quando Washington afirmou estar reagindo a ações iranianas.

O conflito entra em seu sétimo mês e os esforços diplomáticos para encerrá-lo seguem sem avanços. Os novos ataques contrastam com declarações recentes do governo de Donald Trump, que dizia priorizar a pressão económica sobre Teerã.

Após o anúncio dos novos bombardeios, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril do Brent, referência internacional, ultrapassou a marca simbólica de US$ 90.

“As forças americanas atingiram dois lançadores iranianos na ilha de Larak”, localizada no estratégico Estreito de Ormuz, declarou Tim Hawkins, porta-voz do Comando Militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom), em comunicado enviado à AFP

Segundo ele, os ataques ocorreram após “forças da Guarda Revolucionária Islâmica terem sido observadas em preparação para lançar foguetes carregados com minas marítimas” no Estreito de Ormuz. 

O ataque americano deixou dois mortos e dois feridos, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim. 

Em represália, a Guarda Revolucionária, força militar iraniana, afirmou ter atacado instalações do Exército americano em duas bases aéreas na Jordânia com mísseis balísticos e drones. 

As Forças Armadas jordanianas informaram ter interceptado oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, sem especificar a origem dos projéteis. 

Teerã afirmou ainda ter atacado com drones uma base nos Emirados Árabes Unidos, “onde estão estacionados helicópteros e tropas americanas”, e disse ter derrubado um drone dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.

 

Os Emirados Árabes Unidos confirmaram ter “reagido” a um drone proveniente do Irã detectado sobre suas águas territoriais após Teerã declarar ter atacado uma base utilizada pelos Estados Unidos no país. Mas o Ministério da Defesa emiradense negou que tenha havido ataque com mísseis contra a base aérea de Al-Minhad.

Nas últimas semanas, o Oriente Médio vivia um período de relativa calma, embora disparos esporádicos continuassem sendo registados, principalmente no Estreito de Ormuz e em suas proximidades.

Essa passagem marítima, por onde normalmente transitava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, está no centro do conflito. Desde o início da guerra, desencadeada por um ataque israelense-americano contra o Irã em 28 de Fevereiro, Teerã tem restringido quase continuamente a navegação na região.

Em resposta, os EUA impuseram um bloqueio aos portos iranianos e afirmam estar prontos para “proteger a livre circulação do comércio”.

O Centcom declarou ter “concluído a remoção de minas das rotas marítimas internacionais”.

No entanto, nesta segunda-feira, a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou que um “superpetroleiro fora da lei” atingiu duas minas navais ao tentar atravessar o estreito de forma “ilegal”, provocando um incêndio a bordo.

As negociações para encerrar o conflito permanecem em impasse após o fracasso de um protocolo de acordo firmado em junho.

“Não buscamos a guerra”, declarou o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian. “No entanto, diante de qualquer agressão, jamais ficaremos de braços cruzados”, acrescentou, segundo a imprensa estatal, antes de embarcar para o Quirguistão.

Pezeshkian participará de uma cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), que também deverá reunir o presidente chinês, Xi Jinping, o presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. O Paquistão tem atuado como mediador no conflito.

Diante da impopularidade da guerra e da proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o governo Trump vinha afirmando que privilegiaria a “guerra económica” contra o Irã, país já submetido a sanções internacionais.

Umnovo pacote de sanções “secundárias” foi apresentado. As medidas não atingem diretamente o Irã, mas seus parceiros comerciais, abrangendo setores como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, presidirá nesta segunda e terça-feira uma reunião com seus homólogos dos países do G20.

Entre eles está a China, principal parceiro económico de Teerã, que já declarou a intenção de defender “firmemente” seus interesses e sua cooperação com o Irã. ANG/RFI/AFP

 

 

Senegal/Inaugurados dois novos centros de acolhimento de migrantes irregulares

Bissau, 31 Ago 26 (ANG) - O Senegal vai estabelecer dois centros de acolhimento em Dakar e Saint-Louis (norte) para cuidar de migrantes resgatados ou interceptados no mar, como parte de um programa financiado pela União Europeia (UE), segundo informações da mídia local.

O primeiro centro, em construção em Dakar desde o início de 2026, deverá estar operacional até o final do ano, enquanto o segundo está previsto para 2027 na região de Saint-Louis, perto da fronteira com a Mauritânia, especificam as mesmas fontes.

Essas infraestruturas fazem parte de uma parceria operacional entre o Senegal e a UE, com um orçamento total de 35,75 milhões de euros, e prevê também outras formas de apoio material.

Segundo a Comissão Europeia, a construção dos centros responde a um pedido das autoridades senegalesas para dispor de estruturas adequadas que garantam o acolhimento, o registo e a orientação de pessoas resgatadas ou intercetadas no mar.

O acolhimento será limitado a 72 horas, com possibilidade de prorrogação em determinadas circunstâncias, especialmente aquelas relacionadas a necessidades de saúde ou situações de vulnerabilidade. Será dada atenção especial a menores desacompanhados, gestantes e vítimas de tráfico de pessoas.

O projeto também suscita preocupações entre algumas organizações de direitos humanos, que temem que essas estruturas possam ser usadas para fins de detenção ou interrogatório em investigações sobre redes de contrabando.

A Comissão Europeia, por sua vez, afirma que esses centros não se destinam a alojamento de longa duração e não estão vinculados a quaisquer procedimentos de regresso. Informa ainda sobre um acordo alcançado com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Senegal para garantir o respeito pelos direitos fundamentais nessas instalações. ANG/Faapa

 

UA/Cimeira de Luanda pede responsabilização para passar das decisões à prática em África

 Bissau, 31 Ago 26(ANG) – A cimeira extraordinária da União Africana (UA) realizada hoje na capital angolana, Luanda, sublinhou a necessidade de responsabilizar as diferentes estruturas da organização pela aplicação das decisões para a paz e segurança no continente africano.

A declaração foi feita pelo presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, na conferência de imprensa final da reunião, a primeira dedicada exclusivamente à prevenção e resolução de conflitos, em que se fizeram representar 49 dos 55 países-membros, com a presença de poucos chefes de Estado e de Governo.

 

As conclusões dos trabalhos foram apresentadas por Mahmoud Ali Youssouf, que salientou a necessidade da aplicação do princípio da responsabilização para assegurar maior eficácia na concretização das decisões adotadas nas cimeiras.

 

O princípio deve ser aplicado, segundo disse, a todos os mecanismos da organização, desde o Conselho de Paz e Segurança ao Sistema Continental de Alerta Precoce, ao Comité de Inteligência e Segurança, à Força Africana em Estado de Alerta e à Força de Paz da União Africana.

 

Aos Estados-membros é pedida "vontade política" para que as decisões dos chefes de Estado e de Governo da organização alcancem resultados, de acordo com o representante.

 

Para o presidente em exercício da UA, Évariste Ndayishimiye, "as promessas de Luanda, os compromissos de Luanda, não devem ser apenas declarações de princípio, devem culminar com resultados concretos e mensuráveis no terreno".

O também Presidente do Burundi apelou à mobilização de recursos financeiros, nomeadamente para o Fundo para a Paz da União Africana e defendeu que a agenda para a paz e segurança deve ser financiada pelos países africanos.

 

A organização que engloba todos os países do continente não exclui o apoio financeiro de parceiros internacionais assente "no respeito mútuo, na soberania, integridade territorial e apropriação africana dos assuntos das soluções para os desafios" internos.

 

O Presidente da UA lembrou que esta cimeira foi realizada num contexto marcado por desafios de segurança complexos, conflitos armados, terrorismo, extremismo violento, crises políticas, mudanças inconstitucionais de governos, deslocamentos forçados, ameaças cibernéticas, desinformação e rivalidades geopolíticas.

 

Perante estes desafios, Évariste Ndayishimiye defendeu que África deve reforçar a sua capacidade de prevenir conflitos e resolvê-los por vias pacíficas.

 

O resumo dos trabalhos foi feito pelos presidentes da União Africana, Évariste Ndayishimiye, da Comissão da organização, Mahmoud Ali Youssouf, e de Angola, João Lourenço, numa conferência de imprensa conjunta sem perguntas e em que o chefe de Estado angolano e anfitrião do encontro não falou.

 

O Presidente angolano foi distinguido com o título de Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África e foi elogiado, nesta cimeira, pelo empenho no reforço dos mecanismos de prevenção e de resolução de conflitos em África.

João Lourenço foi o impulsionador desta 21.ª sessão extraordinária da conferência de chefes de Estado e de Governo da União Africana, na capital angolana.

 

O evento foi apresentado como de "capital importância" para passar das decisões políticas à prática, nomeadamente fazer avançar o Mecanismo de Ativação para Alerta Precoce e Ação Precoce que está a ser preparado há algum tempo pela União Africana. ANG/Inforpress/Lusa

 

Nepal/ Iniciados enterros coletivos de corpos não identificados e  número de mortos passa de 900

Bissau, 31 Ago 26 (ANG) - De acordo com os balanços oficiais mais recentes, ainda provisórios, foram recuperados ao todo 919 corpos: 903 do lado nepalês e 16 no lado tibetano da fronteira no Himalaia.

As autoridades dos dois países registam quase 4,8 mil desaparecidos: 4.247 no Nepal e 546 na China. O estado avançado de decomposição dos corpos levou ao início de enterros coletivos de vítimas que não puderam ser identificadas.

O Exército, a polícia e inúmeros voluntários trabalham sem parar para encontrar sobreviventes, levar alimentos às áreas afetadas e identificar as vítimas, em uma corrida contra o tempo.

Em Bidur, a cerca de 50 quilómetros de Catmandu, um acampamento do Exército nepalês serve como centro de comando para coordenar a busca pelos desaparecidos.

Cerca de dez helicópteros descolam e aterram sucessivamente, sob o olhar angustiado de Manisha, de 19 anos, que veio sozinha de Catmandu.

“Meu pai morreu na tragédia. Minha mãe mora no exterior. Estou aqui para encontrar meu irmão e minha irmã, de 8 e 10 anos. Disseram que eles ainda estão vivos. Por favor, me ajudem a encontrá-los”, implora.

Os dois estão presos do outro lado do rio Trishuli. A estrada foi destruída. Atrás de uma cerca de arame farpado, um militar anota o nome de Manisha. Ela espera embarcar em um helicóptero, mas há 30 pessoas à sua frente.

Ao lado dela, Ram, um agricultor, percorreu 12 horas de moto na esperança de obter notícias do genro e de um amigo. “Mesmo que tenham morrido, espero pelo menos que os corpos sejam devolvidos para que possamos identificá-los”, conta.

Ainda há sobreviventes. Listas com dezenas de pessoas resgatadas são colocadas nas paredes do centro militar. Entre os resgatados estão Dawa, sua esposa e seus filhos, retirados de helicóptero após passarem três dias refugiados em uma área elevada próxima à aldeia onde vivem.

“Acho que entre 20 e 25 parentes meus morreram, e ainda há idosos presos na minha aldeia. Ninguém conseguiu resgatá-los até agora”, relata o sobrevivente.

Cinco dias após a tragédia, apesar dos esforços mobilizados, as operações de resgate continuam difíceis em regiões isoladas, que se tornaram perigosas devido à enchente e às chuvas dos últimos dias.

As equipes de socorro seguem trabalhando sem descanso, em condições arriscadas e sob a ameaça de uma nova enxurrada. Um dos principais objetivos é resgatar cerca de uma centena de operários presos num túnel.

Mas com o passar das horas, as esperanças de encontrar sobreviventes no mar de lama e destroços que devastou aldeias inteiras diminuem a cada dia.

Familiares dos desaparecidos percorrem hospitais e necrotérios em busca de informações sobre seus entes queridos, especialmente em Bharatpur, no sul do Nepal, onde imagens de cadáveres são exibidas em uma tela.

O trabalho é longo e difícil, conduzido sob forte pressão do tempo. No domingo (30), por razões sanitárias, o Nepal começou a enterrar vítimas antes mesmo da identificação dos corpos.

Segundo as autoridades nepalesas, os enterros são realizados após a coleta de amostras de DNA e, no caso das vítimas de religião hindu, têm caráter provisório.

Após a identificação formal, essas amostras permitirão que as famílias exumem os corpos e realizem a cremação, conforme a tradição.

 Amrit Bahadur Rai, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, justificou a medida afirmando que “muitos corpos foram recuperados e começaram a se decompor”.

Outro desafio é a capacidade limitada da infraestrutura diante da quantidade de corpos recuperados. O necrotério de Bharatpur tem lugar para apenas 20 corpos.

As autoridades são obrigadas a armazenar cadáveres em instalações climatizadas da associação local de comerciantes.

Na planície, a cerca de 200 quilómetros dos vales de Rasuwa, onde a tragédia ocorreu na quarta-feira(26), as autoridades cavaram centenas de sepulturas na floresta de Devghat.

Conhecida até então por suas trilhas de caminhada, a região foi transformada em um cemitério temporário para vítimas cujo estado de decomposição impede uma identificação imediata.

“Não tínhamos outra opção e precisávamos tomar essa decisão. Nossa principal preocupação era o risco para a saúde pública provocado pela rápida decomposição dos corpos”, explicou Ganesh Aryal, administrador distrital de Bharatpur.

Segundo as autoridades, cada local de sepultamento é cuidadosamente registado. Marcadores de identificação são colocados acima e abaixo das sepulturas e os dados de localização são arquivados, para permitir futuras exumações e identificações.

As autoridades chinesas puniram dez pessoas acusadas de divulgar informações falsas na internet sobre a enchente devastadora ocorrida na fronteira com o Nepal, informou a polícia nesta segunda-feira (31).

Os dez internautas insinuaram que o número de mortos e desaparecidos era muito maior do que os balanços oficiais, segundo um comunicado do departamento de ciber segurança do Ministério da Segurança Pública.

Um usuário de sobrenome Qiu escreveu na internet que “a imprensa fala em 1,4 mil mortos, mas, na realidade, 3 mil pessoas já haviam sido dadas como desaparecidas anteriormente”. Outro usuário, de sobrenome Liu, também afirmou que mais de 3 mil pessoas morreram na China em consequência da enxurrada, segundo o comunicado das autoridades. ANG/RFI

 

 

Angola/Presidente da União Africana diz que pobreza também gera conflitos em África

Bissau, 31 Ago 26(ANG) – O presidente da União Africana, Évariste Ndayishimiye, alertou, no domingo, a cimeira de Luanda para a pobreza que também gera conflitos em África e para a necessidade de evitar que o desespero leve os povos a pegar em armas.

O também Presidente do Burundi falava na abertura da Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo, que decorre hoje na capital angolana, exclusivamente dedicada à prevenção de conflitos no continente africano.

O presidente da organização reconheceu que a União Africana (UA) tem de ter “maior capacidade de alerta, prevenção e articulação”, mas expressou a convicção de que o problema não é a falta de mecanismos.

Como enumerou, a União Africana tem o Conselho de Paz e Segurança, o Sistema Continental de Alerta Precoce, o Comité de Inteligência e Segurança, a Força Africana em Estado de Alerta e a Força de Paz da União Africana, assim como a diplomacia preventiva.

Évariste Ndayishimiye admitiu que “acontece frequentemente” a organização identificar os primeiros sinais de uma crise, mas só intervir quando está fora do controlo e deu como exemplo o conflito do Sudão, “com perdas importantes tanto humanas como materiais”.

O presidente em exercício da UA defendeu uma maior capacidade de alerta e prevenção e de articulação das estruturas, mas alertou que “os conflitos não resultam apenas da violência armada”.

Eles são também resultado, prosseguiu, do “défice da governação, exclusão política, desigualdades e injustiças sociais”, que levam a pegar em armas.

“A pobreza é um factor favorável aos conflitos. A inadequada repartição dos recursos produz precariedade e desespero”, enfatizou, defendendo um programa alargado de combate à pobreza no continente.

Para o Presidente de Angola e anfitrião da cimeira, João Lourenço, é responsabilidade dos líderes africanos “criar as condições para que as futuras gerações de africanos possam viver num continente livre de guerras e conflitos armados violentos, mais integrado, mais prospero e mais seguro”.

O chefe de Estado foi o impulsionador do encontro e lembrou, na cerimónia de abertura, o compromisso de Angola a favor da paz, assumido durante o exercício da presidência angolana da UA, em 2025.

João Lourenço destacou a necessidade de tornar “mais eficazes os instrumentos de que África dispõe para prevenir conflitos, mediar crises e assegurar a implementação das decisões colectivamente adoptadas”.

O Presidente angolano espera que a Cimeira de Luanda “seja um ponto de viragem” para colocar em prática os mecanismos para a prevenção e resolução dos conflitos no continente.

“Devemos mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais de que dispomos para prevenir os conflitos antes que estes se transformem em guerras, e para pôr fim no mais curto espaço de tempo possível aos conflitos que já existem”, declarou.

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, referiu-se, no discurso na sessão de abertura da cimeira, às crises permanentes do continente africano, do Sudão à República Democrática do Congo, à Somália ou ao norte de Moçambique.

Desafios como o terrorismo, o extremismo violento e a criminalidade transnacional são a realidade do continente, como disse, defendendo que “chegou o tempo das reformas” e que estas têm de ter “um mecanismo de alerta rápido”.

Mahmoud Ali Youssouf destacou a urgência de reforço do financiamento do Fundo para a Paz, que “está quase inoperacional”, e para a necessidade de acelerar o ritmo das reformas e pôr a funcionar mecanismos funcionais na União Africana.

O número de chefes de Estado e de Governo presentes na cimeira ainda não foi revelado, sendo que da África lusófona se encontra apenas em Luanda o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves. ANG/Inforpress/Lusa

 

Referendo 30 de Agosto/ CNE prevê divulgação dos  resultados provisórios para terça-feira e diz que a participação foi  superior a 50 por cento

Bissau, 31 Ago 26 (ANG) – A Comissão Nacional de Eleições(CNE) prevê a divulgação  dos resultados  provisórios de votação sobre  Referendo Constitucional, na terça feira(01), e estima que a  taxa de participação tenha sido superior a 50 por cento em todo o território nacional.

A informação foi avançada pelo Secretário Executivo da CNE  Idriça Djaló em declarações à imprensa sobre processo de votação.

Djaló  considerou  satisfatória a afluência às urnas e destacou o comportamento cívico dos eleitores, sublinhando que a votação decorreu de forma pacífica e ordeira.

“As regiões de Bafatá, Gabu, Oio e Cacheu registaram maior mobilização”, revelou o Secretário Executivo da CNE.

Segundo Idriça Djaló, no Sector Autónomo de Bissau, a afluência vária entre os bairros.

Sobre os relatos iniciais de fraca afluência em algumas localidades do país,  o Secretário Executivo explicou que o movimento dos eleitores aumentou nas ultimas horas da votação, alterando o cenário observado durante o período da manhã.

Acrescentou  que não foram registados incidentes graves capazes de comprometer o normal funcionamento do processo.

ANG/LPG/ÂC//SG

 

 


Referendo 30 de Agosto
/“País precisa de paz, estabilidade e diálogo entre seus filhos ”, diz  Ilídio Vieira Té

Bissau 31 Ago 26 (ANG) – O Primeiro-ministro de Transição disse no Domingo que a Guiné-Bissau precisa de paz, estabilidade e diálogo entre todos os seus filhos para o desenvolvimento do país.

 Ilidio Vieira Té falava à imprensa após exercer o seu dever cívico no Círculo 9 em Biombo, norte do país.

 “Ninguém deve lutar para arrastar o país ao lamaçal. O povo deve se mentalizar que são os próprios guineenses que devem sentar, planear e criar os objectivos para colocar a Guiné Bissau no caminho ao progresso “,disse.

  disse que, os que apelaram o boicote do Referendo de 30 de Agosto,  não estão a prestar um bom serviço à democracia.

Citando palavras de Amílcar Cabral, Vieira Té falou do Programa Mínimo evisa o  desenvolvimento que precisa de todos os vertentes, todos os quadros e filhos da Nação, por isso, apelou que os irmãos se abraçassem  evitando ódios e intrigas.

O Chefe do Governo disse estar  confiante na aprovação da nova Constituição da República, porque, diz, vai ajudar o país a minimizar as sucessivas querelas entre diferentes órgãos de soberania do país.

Declarou que, enquanto democrata, se o resultado da votação for o contrário vai aceitar.

Falando sobre transladação do corpo de uma das vítimas do incêndio em Bafatá que faleceu em Dakar, onde estava a receber cuidados médicos, o Chefe do Governo disse que não havia a necessidade de pedir uma vez que o Executivo já tinha assumido tudo, desde deslocação para o Senegal inclusive o alojamento dos familiares das vítimas.

Lamentou a morte do paciente e frisou que da parte do Governo Guineense tudo está  à postos para transladação  do corpo de Dakar para Bafatá, dependendo do processo administrativo da parte senegalesa. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

domingo, 30 de agosto de 2026

 

     
Zimbabué
/ Vinte e sete mortos em violenta colisão frontal de viaturas

Bissau, 30 Ago 26 (ANG) – Vinte e sete pessoas morreram  numa violenta colisão frontal na noite de sexta-feira entre uma van de passageiros (kombi) e um caminhão de carga perto de Chivhu, no centro do Zimbabué.

O número de mortos, inicialmente divulgado como 21 no local do acidente, subiu para 27, tornando este um dos acidentes mais mortais registados nos últimos meses no Zimbabué.

A minibus foi consumida pelas chamas após a colisão. Testemunhas descreveram uma cena particularmente dramática nessa importante via.

As autoridades confirmaram inicialmente a morte de várias pessoas após o acidente, afirmando que a minibus estava sobrecarregada no momento da colisão.

Dois sobreviventes, incluindo o motorista do caminhão, foram inicialmente levados para o hospital em estado crítico.

O porta-voz da polícia, Paul Nyathi, disse que o acidente ocorreu quando um caminhão, com placa estrangeira, tentava ultrapassar outro veículo.

Os corpos das vítimas, fiéis que se dirigiam a uma conferência religiosa, foram transferidos para o necrotério.

A investigação prosseguiu no sábado, dia 29, para determinar as circunstâncias que antecederam a colisão, bem como o estado e as condições de carga dos dois veículos.

Em abril passado, pelo menos 18 pessoas morreram depois que uma kombi pegou fogo e explodiu na estrada Bulawayo-Beitbridge.

As kombis estão envolvidas em uma parcela desproporcional de tragédias rodoviárias no Zimbabué, país que registra, em média, um acidente de trânsito a cada 15 minutos, resultando em mais de 1.800 mortes por ano.ANG/Faapa

    

 

 

Níger/Tiros e explosões ouvidos em Niamey mas o ministro da Defesa afirma  ter controlado a perturbação

Bissau, 30 Ago 26 (ANG) – O Ministro de Estado da Defesa Nacional, General do Exército Salifou Modi, anunciou que "assumiu progressivamente o controle de um movimento de protesto realizado por alguns soldados que tinham como alvo locais sensíveis na capital".

O ministro declarou que elementos que infringiram os regulamentos da base aérea de Niamey "tentaram isolar alguns de seus camaradas nos alojamentos da base 101 em Niamey e realizar disparos contra alguns locais sensíveis da capital", em um comunicado lido na televisão nacional.

Durante a noite de 28 para 29 de agosto, a capital foi abalada por tiros e explosões na base aérea e em alguns centros estratégicos.

Durante algum tempo, os sinais de rádio e televisão foram interrompidos, mas a programação foi retomada por volta das 10h da manhã.

A calma retornou à cidade, exceto por disparos esporádicos.

Os comités de apoio já estão lançando apelos à mobilização e ao apoio das autoridades. ANG/Faapa

 

Irã/Líder supremo  pede união do mundo islâmico contra Estados Unidos e Israel

Bissau, 30 Ago 26 (ANG) - O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, convocou as nações muçulmanas a se unirem contra os Estados Unidos e Israel em uma mensagem escrita divulgada no domingo (30), quando a guerra no Oriente Médio completa seis meses.


Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em 28 de Fevereiro, no primeiro dia da ofensiva americano-israelense contra o Irã, e não foi visto em público desde então. As autoridades iranianas não divulgaram vídeos nem gravações de áudio do líder.

"A solução para os problemas da Ummah (comunidade muçulmana) reside na unidade de voz, na amizade e na cooperação no caminho do bem", afirmou o aiatolá, segundo seu site oficial.

"Qualquer pessoa, em qualquer posição, que faça algo que cause divisão entre os muçulmanos e crie conflitos dentro da comunidade muçulmana, consciente ou inconscientemente, voluntária ou involuntariamente, terá servido aos objetivos dos inimigos do Islã", acrescentou.

Ele conclamou os líderes da região a "reconhecerem seu verdadeiro inimigo, compreenderem seu plano e combatê-lo", identificando os Estados Unidos e Israel como inimigos de todos, e não apenas do Irã.

Em retaliação à ofensiva israelense-americana, o Irã teve como alvo aliados de Washington na região, especialmente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia, o Kuwait, o Catar e o Bahrein.

As relações de Teerã com essas capitais deterioraram-se desde então.

O líder supremo, que detém a palavra final sobre as principais políticas do Irã, voltou a pedir às autoridades e à população iranianas que deixem de lado suas diferenças e se unam na luta contra os inimigos declarados do país, os Estados Unidos e Israel. Ele ressaltou que "sob nenhuma circunstância se deve permitir o surgimento de divergências" entre o povo iraniano.

Na sexta-feira (28), em uma declaração escrita anterior, havia afirmado que "a prática de qualquer ato que comprometa a coesão social era proibida".

Ele também defendeu a desdolarização gradual da economia iraniana e o aumento da produção para revitalizar a atividade económica, após meses de bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e décadas de sanções internacionais, cujo endurecimento foi anunciado por Washington na segunda-feira. ANG/RFI/AFP

  

Marrocos/ Duzentos e um indivíduos que tentavam migração irregular foram interceptados

Bissau, 30 Ago 26 (ANG) – Unidades da Marinha Real Marroquina interceptaram, no sábado, a 185 km a sudoeste de Dakhla, uma piroga com 201 pessoas em situação de imigração irregular a bordo, que pretendiam chegar às Ilhas Canárias.

As pessoas resgatadas, incluindo mulheres e menores, foram trazidas de volta sãs e salvas para a vila de pescadores de Roc-Chico (190 km a sudoeste de Dakhla), de acordo com um comunicado do Estado-Maior das Forças Armadas Reais.

Após receberem os cuidados necessários a bordo, foram entregues à Gendarmaria Real para a conclusão dos procedimentos administrativos habituais, acrescentou a mesma fonte. ANG/Faapa

    

 

Angola/Cúpula da UA sobre Prevenção de Conflitos reunida em Luanda

Bissau, 30 Ago 26 (ANG) – A 21ª Sessão Extraordinária da Conferência de Che
fes de Estado e de Governo da União Africana (UA) está sendo realizada neste domingo em Luanda, com o objetivo de fortalecer os mecanismos continentais de prevenção e resolução de conflitos.

Proposta por Angola, a Cúpula reúne os chefes de Estado e de governo dos Estados-membros da organização para examinar formas de fortalecer a capacidade da África de antecipar crises e desencadear respostas antes que a violência se intensifique.

A reunião, realizada no recém-inaugurado Palácio de Congressos de Luanda, foi precedida, no sábado, pela 26ª sessão extraordinária do Conselho Executivo da UA, dedicada à preparação de documentos e decisões a serem submetidos aos líderes africanos.

Entre os principais instrumentos analisados ​​está o projeto de "Decisão de Luanda", acompanhado de um Plano de Ação destinado a reforçar a eficácia dos mecanismos continentais de alerta precoce, resposta rápida, mediação e prevenção de crises.

O objetivo da reunião é, em particular, fortalecer a ligação entre os sistemas de alerta e a adoção de medidas concretas, com foco especial no Mecanismo de Ativação para alerta precoce e ação imediata.

A União Africana possui uma ampla estrutura institucional para monitorar os riscos à paz e à segurança, incluindo o Conselho de Paz e Segurança, o Sistema Continental de Alerta Precoce, o Painel dos Sábios, os mecanismos de mediação e o Fundo para a Paz.

Apesar desses instrumentos, o continente continua a enfrentar situações em que os sinais de alerta de uma crise são identificados com antecedência suficiente, mas a resposta política não acompanha a deterioração da situação, permitindo que tensões inicialmente controláveis ​​se transformem em confrontos de maior escala.

É precisamente nesse espaço entre o alerta e a resposta que a Cimeira de Luanda pretende concentrar a sua atenção, com discussões dedicadas ao reforço do Mecanismo de Alerta Precoce e Ativação de Ação Precoce, concebido para estabelecer critérios para o acionamento de medidas diplomáticas, políticas ou de mediação quando determinados níveis de risco forem atingidos.

A implementação eficaz desse mecanismo poderia constituir um avanço significativo na capacidade de prevenção da organização, especialmente se possibilitar a definição clara dos indicadores que justificam a intervenção, das estruturas autorizadas a tomar decisões e dos instrumentos a serem mobilizados de acordo com cada situação.

O objetivo é garantir que os alertas gerados pelos mecanismos africanos não se limitem a relatórios, mas se traduzam em decisões que possam impedir que uma crise atinja seu ponto crítico onde a violência se torna inevitável.

A capacidade da União Africana de intervir também depende da disponibilidade de recursos para financiar suas iniciativas de prevenção, mediação e manutenção da paz. A questão do financiamento deve, portanto, ser um tema central nas discussões entre os líderes africanos.

O Fundo Africano para a Paz inclui componentes dedicados à mediação e diplomacia preventiva, ao fortalecimento da capacidade institucional e ao apoio a operações de paz autorizadas pelo Conselho de Paz e Segurança. No entanto, a sustentabilidade dessas iniciativas continua dependente de maiores contribuições africanas e de mecanismos de financiamento mais previsíveis.

A busca por maior autonomia financeira é de particular importância diante da necessidade de reduzir a dependência de parceiros externos e de garantir que as decisões relativas às prioridades de paz e segurança do continente sejam acompanhadas pelos meios necessários à sua implementação.

Sem financiamento adequado, mesmo os mecanismos de alerta precoce e prevenção mais avançados correm o risco de perder a eficácia, especialmente quando uma resposta exige o rápido envio de mediadores, especialistas ou forças de apoio à paz para áreas de crise. ANG/Faapa