Energia / ACOBES pede redução das tarifas de eletricidade e água no país
Bissau,05 Nov
26 (ANG) – O Presidente da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços
(ACOBES) solicitou ao Presidente da República de Transição, Governo,
na pessoa de Primeiro-ministro e ao Conselho
Nacional de Transição (CNT) a adopção de
medidas para baixar a tarifa de eletricidade e água, para aliviar os encargos financeiros dos consumidores.
O pedido foi feito hoje em conferência de imprensa realizada pelo Presidente da organização Bambo Sanhá, na qual foram abordadas várias questões relacionadas com as tarifas praticadas no mercado nacional.
Bambo Sanhá
justificou o pedido de redução das taxas de luz e água com a redução dos custos
de produção da Empresa de Electricidade e Água da Guiné-Bissau (EAGB), que
segundo diz, terão permitido a recuperação
de cerca de 90 por cento do défice
financeiro anteriormente registado pela empresa.
De acordo
com o presidente da ACOBES, a EAGB tinha um défice de mil milhões de francos
CFA, tendo conseguido recuperar aproximadamente 900 milhões de francos CFA,
graças à diminuição dos custos de produção em comparação com o período em que
utilizava a energia da empresa turca Karpower.
Bambo Sanhá
disse que os actuais custos de produção de energia eléctrica não justificam a
manutenção das tarifas em vigor, que, na sua opinião, continuam a sufocar o
poder de compra dos consumidores.
Sanhá criticou
igualmente os cortes sistemáticos no fornecimento de electricidade e a falta de
água em alguns bairros de Bissau, considerando injusto que os consumidores
paguem pelos serviços sem terem acesso regular aos mesmos.
Relativamente
à energia fornecida no âmbito da
Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia (OMVG), Bambo recordou que um
dos objectivos fundamentais desta organização é garantir o acesso da população guineense à
energia, sem dificuldades.
Considera
que o elevado preço da electricidade continua a constituir um obstáculo ao
desenvolvimento económico e social do país, bem como à instalação de grandes
empresas e fábricas capazes de promover o emprego juvenil.
No setor das
telecomunicações, o Presidente da ACOBES manifestou preocupação com as
constantes reclamações dos consumidores sobre a fraca qualidade das redes, os
problemas de acesso à Internet e os atrasos na recepção de mensagens de
carregamento de saldo.
Por outro
lado, Bambo Sanhá denunciou a existência
de publicidades que considera enganosas por parte de empresas de
telecomunicações e apelou à intervenção da Autoridade Reguladora Nacional das
Telecomunicações (ARN), criticando a alegada passividade da instituição perante
os problemas apresentados pelos consumidores.
Outro
aspecto destacado pelo Presidente da ACOBES tem a ver com o elevado preço do
cimento produzido localmente, considerando injustificável que o produto
fabricado em Bissau, seja comercializado à preços elevados no mercado nacional,
quando, segundo afirma, devia ser comprado á preço mais baixo, tal como
acontece noutros países da sub-região.
Por isso,
apela às autoridades para intervirem para a redução do preço de sacos de
cimento, de forma a facilitar o acesso dos consumidores, incluindo os que vivem
nas localidades mais distantes da capital.
O Presidente
da ACOBES chamou também a atenção para a falta de calibragem das balanças
utilizadas na comercialização de produtos alimentares e nas bombas de
combustível.
Segundo Bambo
Sanhá esta situação impede os consumidores de terem a certeza de que recebem
exactamente as quantidades pelas quais pagam.
Solicitou à
Direção Geral da Indústria para reforçar a fiscalização e o controlo das
balanças, como forma de garantir maior justiça nas relações comerciais entre
vendedores e compradores.
O Presidente
da ACOBES pediu ao Ministério da Energia e à Autoridade de Regulação do Sector
de Combustível (ARSECO) para tomarem medidas corretivas junto das bombas de
combustíveis, com vista a impedir a utilização desses espaços como locais de
estacionamento de viaturas durante a noite.
Considera
que esta prática representa um risco de incêndio, sobretudo, porque muitas
bombas de combustível estão situadas no interior de bairros residenciais ou nas
proximidades de habitações. ANG/LPG/ÂC//SG

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