Côte D`Ivoire/BAD prevê um crescimento de 4,6 por cento para África Ocidental
Bissau,11 Ago 26 (ANG) - O Grupo Banco
Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê um crescimento de 4,6% na África
Ocidental em 2026, impulsionado por uma resiliência económica sustentada.
Em um relatório intitulado
"Perspectivas Económicas Regionais", publicado em Abidjan, a
instituição bancária pan-africana observa que "a África Ocidental
demonstrou resiliência económica em 2025, registando um crescimento de 4,8%,
acima da média continental de 4,4%, apesar das tensões geopolíticas, da
insegurança em partes da região, da crescente fragmentação da economia global e
da alta volatilidade nos mercados financeiros internacionais".
E o AfDB prosseguiu dizendo que a
perspectiva para a região continua promissora, com um crescimento projetado de
4,6% em 2026, impulsionado pelo aumento do investimento privado, pela
recuperação da demanda interna, pelo investimento contínuo em infraestrutura e
pela expansão dos setores de petróleo, gás e mineração.
No entanto, as tensões geopolíticas
persistentes, a inflação global sustentada, as crescentes vulnerabilidades
relacionadas à dívida pública e o aperto das condições financeiras podem afetar
essas perspectivas positivas, alerta o AfDB.
O relatório também mostra que a África
Ocidental pode colmatar o seu défice anual de financiamento do desenvolvimento,
estimado entre 90 e 100 mil milhões de dólares, através de uma maior
mobilização de recursos internos, de uma gestão financeira pública mais robusta
e de uma melhor canalização do capital local para investimentos produtivos.
O AfDB indica que as dificuldades de
financiamento da região decorrem menos da escassez de capital do que da
fragmentação e subutilização dos recursos financeiros existentes, defendendo
reformas destinadas a mobilizar receitas internas, fortalecer a intermediação
financeira e alavancar recursos locais de longo prazo necessários para a transformação
estrutural que promova o crescimento inclusivo.
Além disso, o documento revela que a
relação média entre impostos e PIB na África Ocidental tem sido de 9,9% nos
últimos cinco anos, bem abaixo do critério de convergência de 20% da União
Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).
Segundo o relatório, essa situação
limita a capacidade dos governos de financiar suas prioridades de
desenvolvimento e fortalecer sua resiliência fiscal, observando que o
fortalecimento da mobilização de recursos internos é essencial para ampliar o
espaço fiscal e reduzir as restrições de financiamento.
Para enfrentar esses desafios, o
relatório identifica quatro prioridades: ampliar a base tributária, melhorar a
gestão das receitas provenientes de recursos naturais, formalizar as atividades
económicas informais e direcionar as economias de planos de pensão e seguros
para investimentos produtivos de longo prazo. ANG/Faapa

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