quarta-feira, 18 de maio de 2011

Religião

Inicia IIª Assembleia-geral de Caritas Guiné-Bissau
Bissau, ANG – A Ministra da Mulher, Família, Coesão Social e Luta contra a Pobreza, disse que a IIª Assembleia-geral de Caritas Guiné-Bissau, que hoje iniciou, constitui espaço para análise da situação social na Guiné-Bissau
“Ela constitui uma oportunidade singular para levar ao conhecimento do público o relatório das actividades levadas a cabo, assim como o seu plano estratégico institucional previsto a realizar entre 2008 a 2013”, manifestou Maria de Lurdes Vaz.
A governante acrescentou ainda que o encontro, que vai durar 3 dias, vai servir para apresentar propostas de revisão dos estatutos, realização de alterações, das perspectivas e auscultações sobre as bases e linhas gerais de orientação das caritas da Guiné-Bissau.
Considerou a realização deste evento de “impar”, pois, justificou, tal se inscreve na necessidade de partilhar experiências no quadro da missão confiada aos elementos da Carita, para encontrar formas concretas de desenvolver acções comuns para a melhoria de condições de vida das populações.
 A Ministra manifestou seu desejo em ver esta parceria ser fortalecida, através da apresentação com prontidão, abertura e a franca colaboração institucional e organizativa com a caritas assim como com outras entidades que actuam no desenvolvimento do sector social.
O Bispo de Bissau, por sua vez, ao usar de palavras afirmou que a Igreja não faz o trabalho social para substituir o estado nas suas acções para o cidadão guineense. “A acção da Caritas é sustentada no mandamento do amor, expressa de maneira particular na atenção aos mais pobres”, justificou.
Para Dom José Camnate na Bissing, o trabalho da Caritas não se deve entender isolado, mas complementar às várias iniciativas desenvolvidas em prol das comunidades, no testemunho dos mais desfavorecidos.
o Bispo explicou os três próximos dias vão servir para rever os estatutos da caritas, para que ela possa, rapidamente e de maneira adequada, responder aos desafios que lhe apareçam pela frente.
Ao longo desta reunião magna, os participantes vão abordar assuntos relacionados com a situação social na Guiné-Bissau, será apresentado o relatório de actividades da carita, e o plano estratégico institucional 2008 a 2013 e proceder-se-á a apresentação de propostas para a alteração dos estatutos daquela organização. Isto referente ao primeiro dia dos trabalhos.
Celebração eucarística e perspectivação e auscultação de bases da carita, através de grupos de trabalho e partilha de conclusões, preencherão o segundo dia das actividades, enquanto que na ultima jornada do evento, far-se-á a apresentação da base estatutária da carita Guiné-Bissau assim como a propostas de alteração, auscultação da assembleia sobre o documento final.
ANG/FESM/JAM







terça-feira, 17 de maio de 2011

Ambiente

Atelier de Validação de Leis de Criação da Agência de Avaliação Ambiental

Bissau, ANG – O Director Geral do Ambiente e Desenvolvimento Durável afirmou que o governo está preocupado em garantir que os recursos mineiras e florestais existentes no país sejam explorados da melhor forma possível e através de métodos de boas práticas.

Laurentino Cunha que discursava hoje na cerimónia de abertura do seminário de Validação de pacotes Leis visando a criação da Agência Nacional de Avaliação Ambiental, disse que a instituição que representa está a desenvolver esforços no sentido de criação de instrumentos legais para dar corpo as instituições ligadas ao ambiente para que possam fazer face aos desafios do país em matéria ambiental.

O DG do Ambiente revelou que neste encontro serão discutidos as taxas a serem aplicadas nos processos de avaliação ambientais, com vista a minimizar eventuais danos.

“Vamos em conjunto discutir os diferentes instrumentos para melhor capacitar os técnicos ligados ao ambiente nas suas acções”, vincou Laurentino Cunha que sublinha que este exercício não serve apenas para criar as tais taxas, mas para sensibilizar os actores envolvidos no sector do ambiente.

Na sua intervenção, o Representante da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) na Guiné-Bissau, lembrou que a Célula de Avaliação do Impacto Ambiental (CAIA), foi criada na base duma dinâmica em que o Banco Mundial e o governo da Guiné-Bissau investiram quase 600 mil dólares para que esta instituição ajude o executivo e a sociedade adoptar boas medidas com base em estudos de avaliação do ambiente.

“Se está a flutuar é porque nós não estamos a sentir a apropriação dessa estrutura. Flutuar porque existem quadros capacitados mas com a falta do reconhecimento”, disse referindo-se a CAIA.

Foi nesta perspectiva de precaver antes de fazer as coisas, na opinião de Nelson Dias, que se de deve fazer pequenos análises, estudos antes de se entrar em grandes investimentos.

Acusou a ANP e o Conselho de Ministros de estarem a tomar iniciativas ligadas a matéria ambiental, sem levar em conta a existência da Célula de Avaliação do Impacto Ambiental.

“A CAIA deve ser uma estrutura valorizada por todos nós e com uma certa capacidade e independência para pronunciar sobre grandes investimentos ou seja dar-lhe a liberdade para preparar documentos e pedir apoios às instituições internacionais credíveis para nos ajudar a tomar boas decisões”, aconselhou.
Nelson Dias frisou que sabe que a Guiné-Bissau tem competências e capacidades, mas existem certos domínios que tem que apreender a valorizar as instituições como a CAIA.

Por seu turno, em representação do Primeiro -ministro, falou o seu Conselheiro para Assuntos Produtivos, que disse na ocasião que eventual validação das referidas leis constitui mais um acto importante na consolidação de um processo em que a Guiné-Bissau se vem afirmando ao nível internacional como uma nova imagem de seriedade, de pioneirismo e de vanguarda.

Carlos Silva sublinhou que o país tem tido o reconhecimento ao nível das organizações internacionais que cada vez mais o aportam para organizar eventos relacionados com as boas práticas e gestão ambiental.

“Em muitas ocasiões, deslocam-se pessoas ao país para constatar sobre como é que se esta a implementar as políticas, criar estruturas e mobilizar todos a volta do ambiente e que tem vindo a contribuir para a nova imagem que nos últimos anos vem tendo a Guiné-Bissau como país de rigor e seriedade e que está a procura de um novo caminho”, disse.

Carlos Silva advertiu que para que esta imagem perdure e que possamos orgulhar no processo que estamos a fazer é o respeito a legalidade.

“Se não houver Leis ou quem as execute, controla e evite que as decisões sejam tomadas de formas arbitrária ou individual é difícil termos um desenvolvimento coerente”, concluiu.

ANG/ÂC












quinta-feira, 12 de maio de 2011

Justiça

Apresentado Estudo sobre Situação de Acesso a Justiça na GB
Bissau, ANG – A nomeação de juízes e delegados do Ministério Público, com licenciatura em Direito para todos os Tribunais de Sector, foi recomendada pelo Estudo sobre o Estado de Acesso à Justiça na Guiné-Bissau.
Este estudo, tornado publico dia 11, foi promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em colaboração com o ministério da justiça, nas regiões de Oio, Cacheu e Sector Autónomo de Bissau.
O documento apresentado e que se enquadra no Programa de fortalecimento do estado de direito e de segurança, recomenda ainda, o reforço de recursos humanos nas esquadras policiais, sobretudo em Nhacra, Farim e Bissorã.
O documento aponta ainda para a necessidade de criação de “tribunais móveis”, para deslocar as zonas que não têm a presença do Estado e a reabilitação das estruturas da justiça estadual nomeadamente, os tribunais de São Domingos, Cacheu e Mansôa.
Relativamente as autoridades tradicionais regionais, o estudo recomenda também, a realização, pelas autoridades competentes, de acções de sensibilização e formação itinerantes concernentes ao cumprimento de padrões mínimos dos Direitos Humanos aos régulos, chefes e comités de tabanca e a necessidade do Estado colaboração com as autoridades tradicionais, sobretudo nos tribunais sectoriais.
No discurso de abertura do seminário de apresentação deste trabalho, o Ministro da Justiça realçou a sua importância e assegurou que o governo está empenhado em “aproximar a justiça aos cidadãos”, com destaque aos mais vulneráveis.
Para isso, acrescentou Mamadu Saliu Djaló Pires é necessário ter um retrato completo e exacto sobre quem são estes grupos, quais as suas necessidades de justiça e quais as estruturas de justiça e mecanismos nas regiões em causa, para que assim se possa responder a estas demandas.
O titular da pasta da justiça, informou que o seu Ministério está empenhado em implementar as medidas concretas aprovadas no Documento da Política Nacional da Justiça na área do “acesso a justiça e cidadania” nomeadamente, na vertente legislativa, através da criação do Gabinete de Informação e Consulta Jurídica e os Centros de Acesso a Justiça nas regiões.
E prometeu prosseguir com os trabalhos de melhoria das infra-estruturas judiciais, contando para isso com os apoios dos parceiros como PNUD, a União Europeia e a Agência da ONU de Luta Contra a Droga e Crime Organizado, ONUDC.
Por sua vez, a Representante Adjunta da PNUD, afirmou que a estabilidade política do país está “intimamente ligada ao funcionamento eficiente do sistema judicial e isto implica funcionamento de todos os actores, incluindo a sociedade civil e os mecanismos tradicionais de justiça que são frequentes em zonas onde a presença do Estado é nula.
E promete que o sector judiciário guineense pode continuar a contar com o apoio desta agência onusina e de mais parceiros, com vista a aproximar a justiça aos cidadãos.
O Estudo em referencia foi realizado por uma equipa de cinco consultores guineenses e uma coordenadora internacional, entre Abril de 2010 e Novembro do mesmo ano e visa aproximar a justiça a população, com destaque para os desfavorecidos nas três regiões onde se cingiu o Estudo e que são consideradas de zonas piloto.
ANG/QC/JAM  

Emprego e Trabalho na UEMOA

Bissau acolhe conferência dos Ministros do Trabalho e Emprego da UEMOA
Bissau, ANG – O emprego e formação profissional constituem preocupação para o Governo e outras instituições do país, revelou dia 11 o primeiro Ministro, durante cerimonia de abertura da conferencia dos Ministros da Função Publica, Trabalho, Emprego e da Formação Profissional da UEMOA.
Carlos Gomes Júnior disse estes problemas enquadram-se no programa do combate a pobreza, que infelizmente tem assolado uma importante parcela da população da UEMOA.
“A pobreza afecta as populações, particularmente os jovens. É uma situação desconfortável no presente e insustentável para o futuro”, sublinhou o chefe do executivo guineense.
Apesar da performance económica guineense dos últimos anos, reconhecida pelos parceiros, reconheceu que o crescimento económico da Guiné-Bissau continua a ser relativamente baixo para atender à procura em matéria de criação de emprego.
Referiu que a economia guineense é vulnerável, pois depende essencialmente do sector agrícola que emprega 80 porcento da população e é responsável por mais de 60 porcento do Produto Interno Bruto (PIB).
“Este sector emprega, preferencialmente, pessoas não qualificadas e ainda é pouco modernizado. Entretanto, ele possui um enorme potencial não explorado devido, sobretudo, a falta de unidades de processamento que contribuiriam para gerar valores acrescentados, novos empregos e, desenvolver actividades do sector de serviço” lamentou.
Carlos Gomes Jr precisou que os estudos feitos sobre desenvolvimento concordam com o facto de que um dos principais entraves para o crescimento é a insuficiência, por vezes, falta mesmo de capacidades, tanto nas instituições públicas que devem assegurar a regularização e o enquadramento, como ao nível das pessoas físicas e empresas privadas.
“Isso mesmo é ressaltada no documento da Estratégia da Redução da Pobreza, nomeadamente a melhoria do ambiente do negócio e estimular o investimento em pequenas e médias empresas.
A necessidade de dar atenção a diversificação das exportações, em particular, o reforço das capacidades das cadeias produtivas prioritárias, o desenvolvimento das capacidades das instituições nacionais, profissionais e das populações vulneráveis para garantir a diversificação dos produtos alimentares, constam também no mesmo documento.
Segundo o Primeiro-ministro a solução do problema do emprego requer um ambiente propício ao investimento e ao desenvolvimento para grandes e pequenas empresas, o apoio para certos sectores considerados como alavanca para o arranque ao desenvolvimento.
Durante os dois dias da conferencia serão adoptados as adendas dos textos propostos pelos Ministros encarregues do emprego e formação profissional dos “8”, assim como adopção do quadro geral da implementação do observatório sub-regional do emprego e da formação profissional nos países membros da UEMOA.

A reunião pensa adoptar a lista mínima dos indicadores do mercado de trabalho e da formação profissional que constituirão trabalho conjunto do sistema de informação a desenvolver ao nível da rede dos observatórios.

A proposição e adopção de plano da acção prioritária entre os Ministérios para o ano 2011-2012 são das acções que se espera sejam uma realidade durante este evento.

ANG/AI/JAM

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sector Privado

Intervenção do MNSCPDD inviabiliza marcha de protesto da CASP
Bissau, ANG – A Confederação das Associações do Sector Privado (CASP), suspendeu a marcha programada para hoje para exigir o governo a apresentação da auditoria da dívida interna contraída entre 2000 e 2007, a pedido do Movimento Nacional de Sociedade Civil que decidiu intervir como medianeiro no conflito,
 A informação foi dada pelo Presidente da CASP, Inocêncio Lamba, após encontro com a direcção do Movimento Nacional de Sociedade Civil para a Paz e Desenvolvimento, que se predispôs a facilitar o diálogo que leve ao entendimento entre as partes.
Contudo, Inocêncio Lamba advertiu que a CASP está determinada em promover sucessivas marchas de protesto nos próximos dias, caso falhar a missão do MNSCPDD e o governo não se dispor a dialogar com vista a resolução das suas reivindicações.
O presidente da CASP revelou ter aceitado o pedido do MNSCPDD, e prorrogaram o prazo da realização da marcha até quarta-feira, dia 10, data limite proposto para convencer o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior a entabular negociações com a CASP para em conjunto puder dirimir o diferendo em causa.
“Por isso, decidimos suspender a marcha de hoje tal como havia sido deliberado no final da última assembleia-geral da organização”, justificou.
 Este responsável acusou “certas pessoas” de quererem dividir o sector privado para atingir os seus objectos e questionou da razão do governo incumbir uma entidade, que não seja CASP, a proceder ao pagamento da dívida que contraiu junto dos empresários e particulares.
Em nome da transparência, A CASP, segundo ainda Inocêncio lamba, exigiu o governo a pedir relatórios de pagamentos efectuados pela Câmara de Comércio e exortou ao executivo para assumir suas responsabilidades sobre o pagamento de dívidas internas.
FIM/ANG/QC  

terça-feira, 10 de maio de 2011

Função Pública/UEMOA

Técnicos preparam reunião dos Ministros da função pública da UEMOA
Bissau, ANG – A reunião técnica que antecede o encontro dos Ministros da Função Pública da União Económica e Monetária Oeste Africana, teve lugar esta manhã em Bissau, e tem como tema “formação profissional, uma estratégia regional para o desenvolvimento e a inclusão social”.
Ao longo do encontro os técnicos vão preparar as adendas dos textos propostos no quadro da conferência com vista a sua apresentação e posterior adopção pelos Ministros encarregue do emprego e formação profissional dos “8”.
Os técnicos vão examinar e fazer uma adopção do quadro geral da implementação do observatório sub-regional do emprego e da formação profissional nos países membros da UEMOA.
A reunião pensa adoptar a lista mínima dos indicadores do mercado de trabalho e da formação profissional que constituirão trabalho conjunto do sistema de informação a desenvolver ao nível da rede dos observatórios.
Os técnicos estão engajados na proposição e adopção de plano da acção prioritária entre os Ministérios para o ano 2011-2012.
Na cerimónia da abertura, o Ministro guineense da Função Pública, Trabalho e Modernização do Estado disse que este encontro vai servir para abordar os resultados do encontro de Bamako em 2010, em que se recomendou a criação de um Observatório do Emprego e Formação Profissional para os países do espaço da UEMOA e a institucionalização de um quadro de coordenação e concertação entre os respectivos Ministros.
Este Observatório, segundo o Ministro, vai contribuir para o diagnostico, prevenção e solução dos problemas de emprego e formação profissional, concretamente os desequilíbrios entre a procura e a oferta, a qualidade e a estabilidade do emprego, assim como as qualificações, inserção e reinserção socioprofissional, necessidade de formação, acompanhar as situações de crise declarada ou previsível e ainda acompanhar e avaliar a execução de medidas e programas de acção entre outras.
ANG/AI/JAM





Negocios & Investimentos

Governo da Guiné-Bissau e Emiratos Árabes Unidos Assinam Memorando de Cooperação

Bissau, ANG – Um memorando de cooperação, que prevê acções de investimento a curto e médio prazos foi rubricado dia 09, entre o Governo da Guiné-Bissau e as holdings “BMS Internacional Comercial Investement” e “Plambeck Emirates global”, ambos dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

O referido documento augura um investimento das duas holdings nos sectores das pescas, prospecção mineira e infra-estruturas portuárias e foi assinada da parte guineense pela Ministra da Economia Plano e Integração Regional e por um Conselheiro do príncipe dos EAU.

Os dois consórcios dos EAU, segundo pode apurar a ANG, estariam também interessados nos negócios do petróleo, gás natural, extracção de ouro, produção da energia, transformação do pescado, construção de pontes, estradas e outras infra-estruturas na Guiné-Bissau.

Ao usar de palavras na altura, a Ministra guineense salientou o facto do memorando ora assinado contemplar justamente os sectores priorizados pela política e estratégia de desenvolvimento e redução da pobreza do Governo.

Helena Nosolini Embalo prontificou-se, em nome do executivo, em tudo fazer para que os pontos constantes no documento sejam implementados, tendo sempre em consideração as aspirações das partes assinantes.

Esta governante constatou que iniciativas de investimentos na área empresarial são ainda incipientes, pelo que o actual memorando constitui instrumento catalisador do investimento entre os dois países.

“Engaja justamente e integra sectores que foram a priori identificados como de interesse para ambas as partes” frisou a Ministra da Economia.

O chefe da delegação dos EAU explicou que os objectivos da sua vinda a Guiné-Bissau e as suas expectativas foram todos coroados de êxitos e elogiou o povo guineense pela sua postura elevada, pelo menos pelo que foi dado constar pela delegação.

“Nossa vinda aqui não é só para apreciar a verdura do vosso país. Descobrimos que o povo guineense é muito pacífico. Isto é uma impressão de todos os membros da delegação”, informou Sheik Saeed Bem Khalifa Al Nahyan, que confirmou que o nome da Guiné-Bissau no estrangeiro é sempre associado a “instabilidade”.

Revelou que devido a esta “fama” do país, correu-se o risco da vinda da sua delegação ser abortada, uma vez que se equacionava sobre a segurança de vir aqui, facto que levou a uma relutância do príncipe dos EAU em dar sua anuência a deslocação da comitiva a Bissau.

“Contrariamente a todos estes boatos, o que vimos é uma Guiné-Bissau e sua população muito pacíficas e aproveito a ocasião para apelar os nosso parceiros a seguir o nosso exemplo e que venham investir aqui” apelou o emissário do governo dos EAU.

Sheik Saeed Bem Khalifa Al Nahyan, ressalvou que seu país está pronto e possui recursos suficientes para investir na Guiné-Bissau e garantiu que é isso mesmo que vai acontecer nos próximos tempos.
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ANG/FESM/JAM





segunda-feira, 9 de maio de 2011

Agua e Saneamento

CREPA vai reforçar capacidade da CS guineense

Bissau, ANG – O Centro Regional para Agua Potável e Saneamento a baixo custo (CREPA), que engloba 17 países africanos, vai apoiar os órgãos de comunicação social guineense no reforço de suas capacidades sobre a questão de Agua e Saneamento.

A promessa foi deixada pelo novo Director Geral do CREPA, no final duma pequena visita que efectuou hoje as direcções da Agência Noticiosa da Guiné-Bissau (ANG) e o jornal “Nô Pintcha”.

Em declarações a imprensa, Idrissa Doucoure, realçou que na abordagem do tema agua e saneamento, o componente comunicação joga um papel determinante, pelo que com tal facto, justificou a razão porque incluiu os órgãos de comunicação social, nomeadamente o Jornal Nô Pintcha e a ANG na sua agenda de visitas.

Ao longo desta sua estada no país vai privilegiar contactos com as autoridades para identificação das áreas para posterior apoios e reforçar as parcerias já existentes, para que as comunidades possam usufruir de boas informações e melhorar seu comportamento em matéria de higiene e saneamento.

“Igualmente, para que estas informações possam chegar junto dos decisores e outros actores, os quais vão em conjunto elaborar um quadro geral da situação para garantir um melhor investimento no sector”, aludiu o Director Geral.

Para Idrissa Doucoure, a relação entre o CREPA e a media, de uma maneira geral deve assentar-se na mudança para melhor do comportamento das comunidades em relação a higiene e saneamento, como também proporcionar as autoridades informações concernentes para que o sector da Agua e Saneamento possa jogar o seu papel central no que toca ao Desenvolvimento.

Ainda no entender deste responsável, o CREPA e a Comunicação Social possuem uma missão conjunta que é de educar a comunidade, pelo que, garantiu o DG, o CREPA pretende definir os apoios aos jornalistas não só no sentido duma melhor difusão de mensagens, como também fazer com que tais informes cheguem junto das autoridades.

“As pessoas pensam que este tema é um assunto meramente técnico, no entanto, os jornalistas têm um papel preponderante a jogar nele, que é de levar a mensagem junto das comunidades”, indicou.

Tanto assim que revelou ter esboçado com os responsáveis dos órgãos visitados a possibilidade da criação duma rede de jornalistas ligados a área de Agua e Saneamento, tendo informado que na semana finda teve lugar em Acra, Ghana, um encontro de redes similares dos países membros do CREPA, com excepção da Guiné-Bissau que ainda não a possui,

Manifestou o seu desejo de ver criada a rede de jornalistas em matéria de Agua e Saneamento na Guiné-Bissau, para sua posterior adesão na rede sub-regional, com vista a que o assunto seja fortemente tido em agenda dos jornalistas quer a nível nacional como da sub-região.

A visita do novo responsável desta organização, nomeado em Julho de 2010 e empossado em Dezembro do mesmo ano, servir-lhe-á para manifestar seu agradecimento as autoridades guineenses por terem apoiado sua candidatura ao posto que doravante ocupa e para constatar do estado de parceria e relação entre a sua instituição e as autoridades, bem como outros parceiros no tocante a situação da agua e saneamento.

O CREPA é uma instituição inter-Estados que agrupa 17 países membros no chamado Centro Africano para Agua e Saneamento, e que tem por missão apoiar as populações desfavorecidas e vulneráveis em matéria de acesso a água potável e serviços de saneamento e higiene, através de soluções inovadoras e adaptadas ao “nosso” contexto.

ANG/JAM

sexta-feira, 6 de maio de 2011

BAD/Guiné-Bissau

BAD promete aumentar apoio ao país
Bissau, ANG – O Banco Africano para Desenvolvimento (BAD) vai aumentar a sua ajuda financeira para apoiar alguns programas do país, dentre os quais o Documento Nacional da Redução da Pobreza (DENARP-II).
A garantia foi dada hoje pela representante regional do BAD, no término duma visita de quatro dias de trabalho e de apresentação que efectuou junto as autoridades do país.
Leila Mokaden considerou ser essencial prosseguimento do diálogo entre a sua instituição e as autoridades nacionais e ofereceu a participação e engajamento do BAD na preparação do DENARP – II.
Numa conferência de imprensa conjunta com a Ministra da Economia do Plano e Integração Regional, a funcionaria sénior do BAD justificou que sua deslocação se insere no projecto desta instituição financeira pan-africana, no quadro do seu programa de ajuda aos Estados frágeis que necessitam de apoio para implementar seus projectos de desenvolvimento.
A representante do BAD realçou o potencial económico da Guiné-Bissau, tendo sublinhado que um desenvolvimento económico-social do país, traduzido na melhoria de condições de vida das populações, constitui prioridade para sua instituição.
“Por isso, estou satisfeita por aquilo que vi relativamente aos projectos financiados pelo Banco nomeadamente, a ampliação do Hospital Nacional Simão Mendes e constrição do porto de Bandim, em Bissau.
Visivelmente satisfeita, a Ministra da Economia, do Plano e Integração Regional afirmou que esta visita permitiu as duas partes iniciarem as discussões com vista a assinatura de um acordo de assistência financeira a Guiné-Bissau de 2012 à 2015, consubstanciado no DENARP-ll.
Razão pela qual, Helena Nosolini Embaló considera de “muito importante” a referida missão.
Nestes dias, para além da visita desta responsável de nacionalidade tunisina a Bissau, igualmente se encontra no país, duas missões do BAD para preparar programas de apoio orçamental e de reforço de capacidades institucionais de gestão económica e financeira.
 De acordo com as autoridades governamentais da Guiné-Bissau, o Banco Africano para o Desenvolvimento contribui actualmente com cerca de quarenta por cento de financiamento aos projectos de investimento público do país. FIM/ANG/QC

Mercado e Finanças

PM anuncia reajuste salarial ainda este ano
Bissau, ANG – O Primeiro-ministro anunciou dia 05, a pretensão do executivo de efectuar um reajuste salarial na Função Pública guineense, ainda no decurso deste ano, baseando esta medida em função da subida de preços dos produtos da primeira necessidade.
Carlos Gomes Júnior que falava aos jornalistas na cerimónia de inauguração do novo balcão da Agencia do Banco da África Ocidental (BAO) sito no mercado de Bandim, acrescentou que a aposta da implementação desta medida é urgente.
“Já discutimos isso com o Ministro das Finanças. Temos que analisar a situação de pensões e das camadas mais desfavorecidas, exercendo compressão para que haja uma justiça social efectiva que abrange a toda a gente”, sublinhou o chefe do governo.
O Primeiro-ministro observou que não é justo que uma pessoa que receba 14 mil francos para ir comprar um saco de arroz que custe 24 mil no mercado, pelo que só havendo justiça social é que a população, embora carenciada, possa viver minimamente de forma condigna.
O executivo, segundo Carlos Gomes Júnior encontra-se, neste momento, empenhado em acções tendentes a equilibrar o mercado nacional, através de politicas de subvenções.
“O governo, através de certas subvenções, tem mantido e tentado equilibrar o mercado, mas mesmo assim vamos continuar a lutar”, manifestou o chefe do executivo que revelou mais investimentos do governo a favor de acções agrícolas da juventude no campo.
Nos últimos tempos registaram-se aumentos de preços de produtos da primeira necessidade no mercado nacional, indo alguns deles até os 100 por cento de aumento, nomeadamente o pão que passou de 100 para 200 francos Cfa.
Por este motivo, segundo Bissau Digital, a Associação do Consumidores de Bens e Serviços guineense (ACOBES) anunciou a realização duma marcha no dia 11 de Maio, para protestar contra a actual situação do mercado.
Sob o lema "todos contra o agravamento do nível de vida dos cidadãos", a marcha terá início em frente à discoteca "Bambu", e deve terminar junto ao Palácio do Governo, em Brá, nos arredores da capital, aonde vai ser entregue ao Executivo um documento chamado "Caderno de Reclamação de Consumidores".

De acordo com o Presidente da ACOBES, Fodé Caramba Sanhá, no referido caderno reivindicativo constam entre outra reclamações, o controlo sistemático de compra e venda no mercado, a extinção imediata da subvenção obrigatória imposta pelo Ministério do Comércio aos consumidores a favor da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Comércio, o estabelecimento de um plano de abastecimento do mercado com géneros e artigos da primeira necessidade e a criação do espaço do Conselho Nacional Consultivo de Consumo, conforme a disposição de qualidade de diálogo e regulação social, do Programa de Qualidade, Acreditação e Normalização da União Económica Monetária Oeste Africana (EUMOA), para o consumidor destinatário final.
ANG/FESM/JAM


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Justiça

PR visita Tribunais de Bissau
Bissau, ANG – O Presidente da República, considerou de “razoável” o estado da justiça na Guiné-Bissau, tendo em conta as “condições limitadas em que trabalham os seus agentes”.
A posição de Malam Bacai Sanha foi tornada pública no final da visita que efectuou hoje as sedes do Supremo Tribunal da Justiça, dos Tribunais de Circulo e da Primeira Instância.
O Chefe de Estado realçou a importância dos tribunais numa democracia em consolidação como a guineense, e justificou sua visita como resposta a um convite a ele formulado pela Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Silva Monteiro, para inteirar do seu funcionamento e conhecer o pessoal ali afecto.
Relativamente as condições de trabalho, o Presidente da República reconheceu que os operadores da justiça trabalham em situações “muito difíceis”.
Por isso, assegurou que a visita servirá de alerta aos outros órgãos da soberania, sobre a necessidade de trabalharem no sentido de por cobro os problemas com que deparam os tribunais guineenses.
Abordado sobre o galopante aumento de preços dos bens da primeira necessidade nos últimos dias no país, Malam Bacai Sanha disse que tal situação estaria ligada a actual crise económica e financeira mundial.
E mais: O Presidente da República mostrou-se confiante no empenho do governo com vista a minimizar os efeitos da tal crise mundial sobre as populações, “tal como o executivo tem vindo a fazer nos últimos tempos".
ANG/QC

terça-feira, 3 de maio de 2011

Direitos Humanos

Luís Vaz Martins Reeleito Presidente da LGDH

O até então Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins foi reeleito no cargo para um mandato de mais 4 anos, no termo do IIº Congresso Ordinário desta organização humanitária no passado dia 30 de Abril.

Luís Augusto Cordeiro Vaz Martins, de seu nome verdadeiro recebeu os votos validamente expressos e favoráveis de todos os 68 delegados presentes na sala na altura de votação, e ficou encarregado assim de, posteriormente, formar seu elenco directivo que será composto por 9 elementos.

Bubacar Turé e Augusto Mário da Silva, 1º e 2º vice-presidentes respectivamente, foram na mesma altura escolhidos para coadjuvarem o Presidente da LGDH nas suas funções ao longo do período supracitado, segundo resoluções adoptada pelos congressistas.

Para a Presidência da Mesa do Conselho Nacional, foi eleito Estêvão da Costa, enquanto que Vitorino Indequi foi designado a desempenhar o cargo de Presidente do Conselho Fiscal da organização cujo lema do congresso foi “Direitos Humanos versus Impunidade”.

Em declarações a imprensa, momentos após a divulgação dos resultados, o Presidente reeleito prometeu prosseguir com as reformas em curso no seio da organização, conjuntamente com uma equipa que definiu “de jovens e entregues a causa da defesa dos direitos humanos”

“Se bem repararem, um dos grande objectivos era criar estabilidade interna e melhorar a imagem da liga no plano interno e externo. Facto esse que conseguimos atingir”, ressalvou o Presidente que lembra que a forma como decorreu os trabalhos do congresso e que culminaram na votação, espelham bem o reconhecimento dos delegados e da sociedade dos bons trabalhos levados a cabo pela direcção cessante a qual voltaram a confiar nela para mais um mandato.

Quanto ao futuro, garantiu que a tendência é de continuar com os projectos positivos, e mais, na lógica de incentivar a luta contra direitos tais como os de 2ª geração, nomeadamente económicos, sociais e culturais, acompanhado de direitos de liberdades e garantias cuja aplicação tem tido grandes dificuldades devido a situação de impunidade que esta a afectar a estabilidade e a paz social.

A luta da organização nos próximos 4 anos, segundo o Presidente eleito, vai passar por acções de pressão, lobby e plaidoyer junto as autoridades no sentido de mudar um conjunto de politicas e hábitos que afectam a convivência pacífica na sociedade.
“Os Direitos Humanos são pedra basilar para obtenção da paz para qualquer país”, definiu sublinhando que a luta para erguer este princípio constitui para si e a sua equipa contribuição, enquanto organização de sociedade civil para melhorar o status quo.

Durante o congresso, os 70 delegados oriundos de todas as regiões do país procederam a discussão da situação interna da organização e analise dos desafios dos direitos humanos a nível nacional, em particular, a definição de estratégias para combater a impunidade, que obstaculiza o respeito pelos direitos humanos, consolidação da paz e Estado de Direito.

Ficou aprovado a revisão estatutária que integra alterações concernentes a redução do leque de incompatibilidade, tendo neste aspecto sido afastado as funções de notário, conservador, assessor e chefe de gabinete.

Reduziu-se o numero de delegados ao congresso saindo de 116 para 75, a redução de membros do Conselho Nacional de 63 para 49 e o numero de subscrição para a candidatura da presidência da Direcção de 35 para 1/3 do numero global dos membros do congresso, entre outras inovações introduzidas.

Depois de aprovar o relatório de actividade e de contas da direcção cessante, os congressistas exigiram ao executivo a abertura o mais célere possível de tribunais nos sectores e regiões e reabilitação de infra-estruturas penitenciarias, sobretudo a província sul que não dispõe de nenhum estabelecimento prisional.

A necessidade de harmonizar a justiça tradicional e formal e promoção de mecanismos alternativos de resoluções de conflito, fazem parte do conjunto de apelos lançados ao governo pelos congressistas que não esqueceram de exorta-lo sobre a necessidade de adoptar a Politica Nacional de Promoção e Protecção dos Direitos Humanos e o seu consequente Plano.

“Apelar a ANP no sentido de aprovar os projectos leis contra mutilação genital feminina, tráfico de pessoas e violência doméstica como forma de reduzir o fenómeno das práticas nefastas na Guiné-Bissau”, escreve o documento chamado “resoluções”, saído deste evento magno.
ANG/JAM

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Operação Páscoa 2011

PASCOA 2011 SEM ÓBITO
Bissau, ANG – As comemorações da festa da Pascoa deste ano não resultaram em nenhuma perda de vida, contrariamente ao que se verifica em anos anteriores.
Pelo menos foi isso que a ANG constatou junto do Serviço de Banco de Socorro do Hospital Nacional “Simão Mendes”, que, apenas, registou 47 casos de ferimento, dos quais 27 ligados a acidente de viação e os restantes causados por agressões físicas.
Segundo o Director deste que é o maior estabelecimento hospitalar do país, três dos casos de ferimentos são de “traumatismo grave”.
De acordo com Agostinho Semedo, não obstante as agressões diminuírem em dois caso a menos em relação a 2010, os acidentes de viação com ferimentos aumentaram em 7 casos comparativamente ao período homólogo de ano passado.
Por isso, o Director do “Simão Mendes” apelou a população a uma maior contenção nas velocidades e um comportamento responsável em relação as bebidas alcoólicas durante os festejos do 1º de Maio que se avizinha.
Anunciou que para a quadra comemorativa do dia dos trabalhadores a sua instituição pretende implementar um plano chamado “reforço de brigadas de atendimento” naquele estabelecimento sanitário.
“Exortamos as pessoas que evitem de conduzir ou embarcar nas viaturas quando estiverem embriagados e que contenham as velocidades nas estradas, sobretudo durante as comemorações de 1º de Maio,” concluiu.


POP satisfeito com “Operação Páscoa Segura” e prepara o 1º de Maio
O Comissário-geral Adjunto da Polícia de Ordem Pública manifestou-se satisfeito pelo facto dos festejos da Páscoa terem decorrido sem incidentes de monta.
Entretanto, dois acidentes de viação ocorreram neste período e que resultaram na morte de duas pessoa. No entanto, Armando Nhaga descartou qualquer ligação destes sinistros, que ocorreram nas localidades de Amedalai e Bambadinca, zonas de Bafatá.
Este responsável que falava em exclusivo a ANG disse que no próprio dia da Páscoa, não se registou qualquer caso de acidentes ao nível de todas as regiões do país, tudo porque foram reforçados com contingentes policiais os lugares de maior afluência da população, tais como a praia de Suru, na região de Biombo, Varela, na região de Cacheu e nas ilhas dos Bijagós.
Armando Nhaga falou de um caso que envolveu uma briga um grupo de pessoas que por motivo dos 200.000 xof, espancaram violentamente uma pessoa, causando-lhe ferimentos graves. Os implicados foram já ouvidos pela Polícia Judiciária. “Este caso não tem nada a ver com festejos de Páscoa”, esclareceu
O Comissário assegurou que a sua instituição vai adoptar a mesma estratégia para os festejos do 1º de Maio, envolvendo, desta feita, o corpo da Guarda-fronteira, para prevenir casos agressões, ou acidentes de viação que possam resultar em danos materiais ou perdas de vida humana.  
Armando Nhaga anunciou o enviou de um contingente de 50 homens para apoiar o Comissariado de Bolama, local que vai ser palco central das comemorações do dia dos trabalhadores a nível das Ilhas.

ANG/QC/AI

terça-feira, 26 de abril de 2011

Direitos Humanos

IIº Congresso Ordinário da LGDH demonstra vitalidade da sua Democracia Interna, diz presidente

Bissau, ANG – O Presidente cessante da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) estimou que a realização do IIº Congresso Ordinário da organização, que hoje teve inicio, constitui uma demonstração clara da democracia interna que existe no seio da organização.

Luís Vaz Martins que falava na cerimónia da abertura deste magno evento que reuniu pelos menos 70 delegados oriundos de todo o país, sublinhou, no entanto, o momento difícil que a LGDH enfrenta nomeadamente a falta de apoio institucional.

“Dificuldades de afectar pessoal permanente em full time para a organização, falta de meios de comunicação e transporte para ligação com estruturas regionais e constrangimentos relativos a renda e despesas de funcionamento da sede” foram ainda apontados pelo Presidente cessante que recorda que tudo isso reflectiu de forma negativa no funcionamento da LGDH.

Aliadas a essas dificuldades, de acordo com Vaz Martins, o período do mandato da sua direcção teria ainda sido ensombrado pela “grande instabilidade politica e social no país”, caracterizada pelos assassinatos de figuras de Estado e detenções arbitrárias.

Os próprios dirigentes da organização, segundo Luís Vaz Martins, teriam sido também alvos de perseguições, ameaças e tentativas de liquidação física no citado período e lamentou que até agora os autores destas façanhas continuem a viver no “maior paraíso da impunidade existente”.

Apesar deste cenário dantesco, o presidente cessante apontou alguns dos êxitos conseguidos pela sua direcção nomeadamente reactivação, com apoio da UNICEF, o Gabinete de Assistência Jurídica à Mulher e Criança e criação da Rede de Jornalistas Defensores dos Direitos Humanos e Promoção da Paz.

A capacitação de jornalistas e activistas em matéria dos direitos humanos e reactivação de parcerias internacionais com Federação Internacional dos Direitos Humanos, a Amnistia Internacional, a Comissão Africana para os Direitos Humanos e dos Povos e a realização duma conferencia sub-regional sobre dialogo civil-militar, constam das acções empreendidas pela direcção cessante.

Para o futuro a LGDH, segundo Luís Vaz Martins, vai prosseguir no combate a impunidade e promover a cultura de paz e dialogo, lutar contra praticas nefastas, sobretudo fanado da mulher e trafico humano e ajudar a promover a acessibilidade a justiça e promoção de mecanismos alternativos de resolução de conflitos.

“A Guiné-Bissau deve engrossar as fileiras da legalidade, elegendo a promoção e respeito pelos direitos humanos como uma das suas prioridades”, frisou lembrando que este facto tem vindo a arrastar o país em sucessivas crises.

Lembrou que as recentes ameaças de parceiros em suspender apoios ao país, devido a violação dos direitos humanos, deve constituir advertência seria para as autoridades sobre necessidade de mudar o status quo.

“Congregados na LGDH é nossa determinação transformar a Guiné-Bissau numa República moderna e aberta, fundada no pluralismo e na tolerância”, vincou Luís Vaz Martins.

Entretanto, ao usar de palavras na ocasião, o Presidente da Comissão Organizadora disse que esta reunião magna introduziu uma inovação, ou seja, a integração do componente formação na agenda dos trabalhos, como forma de reforça r a capacidade dos membros para enfrentar os desafios futuros.

Para Augusto Mário da Silva, o encontro marca a viragem de paradigma de relacionamento entre activistas e a própria organização, porquanto os últimos congressos terem sido provocados prematuramente, por causa de instabilidades interna da LGDH, motivada por sistemática interferência politica para minar a sua credibilidade e prestigio interno e externo.

“No entanto, após o ultimo congresso extraordinário de 2006, do qual saiu a actual Direcção, os dirigentes e activistas deram resposta positiva ao mundo, apesar de ventos e marés, conseguindo ´ligar´ a organização, promovendo a união e a transparecia na gestão, adoptando critérios de imparcialidade e objectividade na abordagem dos casos de violação dos direitos humanos”:

Sob o lema “Direitos Humanos versus a Imparcialidade”, o IIº Congresso vai decorrer até ao dia 30 do mês em curso, sendo que os primeiros dois dias serão destinados a formação.

Apenas concorre uma única lista encabeçada pelo Presidente cessante a Direcção da LGDH neste magno evento, cuja organização foi financiada pelo PNUD, enquanto que a Embaixada do Brasil no país cedeu suas instalações.  

ANG/JAM



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Jornalismo

José Augusto Mendonça distinguido com Prémio “Jornalismo Kumpo Terra 2010”

Bissau, ANG – O Ministro da Justiça procedeu na manhã do dia 21, a entrega do prémio “Jornalismo Kumpo Terra Edição 2010” ao jornalista da ANG, José Augusto Mendonça, pelo seu trabalho no âmbito da campanha de sensibilização sobre os malefícios do consumo de Drogas na Guiné-Bissau.

Na sua intervenção na ocasião, Mamadu Saliu Djaló Pires manifestou seu orgulho pelo facto do galardão ter sido ganho por um jornalista que trabalha no próprio país, o que, na sua opinião, demonstra um certo dinamismo no seio desta classe profissional.

“Não tenho dúvidas de que o prémio foi bem atribuído pelo júri, que reconheceu que dentre os trabalhos apresentados pelos concorrentes, o mérito cabeou ao serviço feito pelo jornalista distinguido”, frisou o ministro.

Por outro lado, agradeceu a embaixada de Portugal, que em parceria com o seu pelouro, aceitou financiar este prémio, que se instituiu no quadro da parceria existentes entre as duas partes e lembrou que a temática da droga é real e que afecta todos os países independentemente do seu estatuto.

Exortou que o combate a este flagelo deve ser feita de forma concertada através de cooperação entre diferentes entidades que em cada país tem a responsabilidade de lutar contra aqueles que fazem proveitos económicos chorudos em prejuízo da sociedade guineense.

“Até a bem pouco tempo a Guiné-Bissau era caracterizada como país de trânsito de estupefacientes. Mas neste momento começa a ressentir-se dos problemas resultantes do consumo no seio da nossa juventude. Ou seja, deixamos de ser país de trânsito e passamos a ser de consumo de drogas”, denunciou aquele governante.

Lembrou que a maior parte dos crimes praticados pelos marginais tem origem no consumo de drogas e advertiu que uma sociedade que pretenda viver na paz e estabilidade não pode andar em cenas de violência que leve a homicídios de seus cidadãos que, eventualmente, poderiam contribuir para o seu desenvolvimento.

“Por isso, ao instituirmos este prémio, pretendemos mostrar os jovens e pais e encarregados de educação de que devemos estar alerta em relação aos nossos familiares que possam estar expostos a aliciamentos para entrar na vida de drogas”, disse lembrando que assim está-se a hipotecar o futuro do país.

Manifestou-se feliz por constatar que os jornalistas aceitaram também este desafio e empenharam-se, sem pensar na questão pecuniária do prémio, mas sim consciencializados de que são cidadãos nacionais que se preocupam com os problemas sociais e o futuro do seu país.

Por seu lado, o Adido da Cooperação da Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, começou por saudar o vencedor da galardão, realçando o facto do júri ter votado por unanimidade a escolha do seu trabalho, por claramente ter destacado na abordagem deste temática.

Guilherme Zeverino recordou que a criação deste prémio se enquadra na campanha de sensibilização sobre os malefícios do consumo de drogas e narcotráfico, conjuntamente patrocinado entre a missão diplomática portuguesa e o governo guineense, através do Ministério da Justiça.

“Penso que o objectivo foi plenamente atingido” disse o Adido da Cooperação referindo-se a necessidade de incentivar os trabalhos jornalísticos a que abordem a questão de droga.

Este diplomata referiu que o trabalho distinguido, que aborda a questão de Toxicodependentes em Quinhamel, capital da região de Biombo, foca vários pontos bastante importante, nomeadamente os efeitos negativos na vida dos jovens e respectivas famílias.

Por sua vez o jornalista distinguido, visivelmente emocionado, agradeceu aos promotores desta iniciativa e revelou que o seu trabalho teve como finalidade a convicção profissional de contribuir para o bem da sociedade guineense.

“O tema abordado é um flagelo actual e que a todos, ao seu nível e a sua maneira, cabe a responsabilidade de pô-lo cobro”, sublinhou José Augusto Mendonça que lembrou que todos devem dar o seu contributo nesta luta. “Penso que foi isso que fiz”!

Confessou ser motivante receber o prémio, porque vai cobrir algumas lacunas financeiras, mas vincou estar satisfeito pelo facto de saber que o seu trabalho serviu para despertar a sociedade sobre o flagelo que esta a por em causa a saúde mental da juventude, que tem como responsabilidade de conduzir os destinos futuros do país.

O prémio entregue é de 1000 Euros e serviu para distinguir a reportagem sob o título “Eu Agostinho, drogado recuperado, recuperador de drogados”, publicado numa das edições do jornal “Kansaré, no decurso do ano 2010.

ANG