sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PAIGC




             “PAIGC pode sair fragilizado do congresso”, diz João de Barros 
 
Bissau, 30  Jan (ANG) – O analista político guineense, João de Barros admitiu hoje que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) corre o risco de sair fragilizado do congresso, se não houver alianças, divido à fortes divergências que existem no seu seio.

Em declarações à ANG, João de Barros disse que apesar dessa possibilidade é difícil perspectivar o resultado deste VIII congresso do PAIGC, previsto para iniciar esta tarde, em Cacheu, no Norte da Guiné-Bissau.

 “A crise no seio dos libertadores veio do congresso de Gabú e  arrastou-se  até hoje. Naquela reunião havia cinco concorrentes e no fim ficou dois, e  Carlos Gomes Júnior ganhou com muita dificuldade”, explicou o analista político.

 Por outro lado, e em relação a escolha pelo Partido da Renovação Social (PRS) do empresário Abel Incada para candidato do partido ao cargo de Presidente da República, João de Barros afirmou que aquela formação política tem vindo a mover-se sob fortes  divergências.

O analista político referiu que, em pouco tempo, o PRS sofreu três ropturas graves: a primeira-  Kumba Yalá  não só deixou o partido, assim como decidiu apoiar ao Nuno Na Biam; e que a segunda tem a ver com a votação em Abel Incada, a terceira: Ibraima Sori Djaló, actual presidente do parlamento rejeita apoiar Incada alegando que a escolha foi feita na base do tribalismo.

“Com estas divergências, o PRS corre o risco de não chegar ao poder e tem fortes possibilidades de se extinguir. E mais: ainda não escolheu o candidato ao cargo de primeiro-ministro”, afirmou. 

ANG/LPG/ JD/SG

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sindicalismo



CGSI-GB acusa governo de não estar preocupado com pagamento de salário na FP

Bissau, 29 Jan.14 (ANG) - O Presidente da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB), acusou esta quarta feira o governo de não estar preocupado com o pagamento de salários em atraso aos funcionários públicos.

Em declarações exclusivas à ANG, Filomeno Cabral informou que, alem dos dois meses, existem instituições que não receberam os soldos dos meses de Setembro e Outubro do ano findo, nomeadamente os Ministérios da justiça, Saúde, Educação e Defesa. 

Lembrou que a missão principal deste governo é pagar salários aos servidores do Estados, fazer reforma na Defesa e realização das eleições gerais, pelo que não percebe a situação actual.

Aquele dirigente sindical esclareceu que na tentativa de conhecer as razões subjacentes a estes atrasos de pagamento, foram recebidos pelo ministro de Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Vaz, mas que no entanto lhes informou de nada.

“Mas nós enquanto sindicalista, insistimos em pedir o Governo que convoque o Fórum da Concertação Social a fim de obter um esclarecimento sobre a questão dos atrasados salariais que se verifica na função pública guineense”.

Filomeno Cabral informou que o ministro da Presidência ter-lhe-ia confirmado que o executivo agendou para o dia 4 de Fevereiro próximo uma reunião com os parceiros sociais onde serão discutidos a questão do pagamento de salário na Função Pública.  

Mas antes disso, segundo ele, as duas Centrais Sindicais vão produzir um comunicado de imprensa para tornar público a sua posição em relação ao não pagamento dos salários na função pública.

O Presidente do CGSI-GB advertiu o Governo sobre a necessidade de pagar os ordenados em atraso o mais rápido possível, porque senão as pessoas poderão abster-se de votar nas próximas eleições.  

ANG/JD

Artesanato



“A Feira de Artesanato de “Coqueiro” constitui espaço da divulgação da cultura guineense”, diz Mamadú Conté

Bissau, 27  Jan. 14 (ANG) – O Vice-presidente da Associação Nacional de Produtores e Promotores da Arte (ANPPA) considera a Feira Artesanal de “Coqueiro” em Bissau  um dos principais espaços de divulgação da cultura e tradição guineense. 

Em entrevista exclusiva à Agencia de Notícias da Guiné (ANG) Mamadú Conté disse que o objectivo da arte é fazer perdurar no tempo as diversidades culturais e permitir a nova geração ter na mente as imagens tradicionais das diferentes etnias, sobretudo as que  já se encontram em fase de extinção, razão pela qual os produtos artesanais devem ser tratados de forma condigna.

  O local que agora é feira artesanal era estaleiros da empresa Areski e foi concedido aos artesãos na sequência do incêndio que destruiu, em 2011, o mercado central , local onde se podia adquirir produtos artesanais de várias espécies.

 “Na altura o então Presidente da Câmara , Armando Napoco,  teve a sensibilidade e amabilidade de isentar os artistas de pagamento de qualquer tributo à edilidade, tendo em conta os prejuízos  causados pelo incêndio,”explicou.

Conté pede que se conceda tratamento respeitável a arte com a construção de um local mais apropriado para a exposição de  produtos artesanais dignificando os artesãos.

 Segundio Conté, ao princípio, o fluxo de negócio era equilibrado, pois os turistas visitavam e compravam vários volumes de produtos de  arte. Passado um ano ,acrescenta Conté,  sobretudo devido ao golpe militar de 12 de Abril de 2012 e  o recente cancelamento de voo da  Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), a situação de negócio inverteu-se pela negativa.

A improvisada feira artesanal de coqueiro tem aproximadamente 150 metros quadrado e fica situada atrás  do Palácio da República. 

ANG / BI /SG

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Infra-estruturas



PM inaugura Porto de Pesca do alto Bandim

Bissau, 28 Jan. 14 (ANG) – O Primeiro-Ministro de Transição, presidiu dia 28, a cerimónia da inauguração do Porto de Pesca de Bissau, construído desde 2011, graças ao financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), da União Europeia e pelo governo guineense em pelo menos 4 biliões de Francos CFA.

Na ocasião Rui Barros reconheceu que ainda faltam algumas infra-estruturas de apoio no Porto de Pesca, nomeadamente uma estação de abastecimento de combustível, pelo que informou que o executivo teria já contactado uma Empresa ligada a área e que manifestou já sua disponibilidade de construir uma Bomba no Porto para abastecer os pescadores e minimizar os seus sofrimentos.

“Há quatro meses, o Governo disponibilizou cerca de 3 milhões de dólares que depositou no Banco Regional de Solidariedade (BRS) para financiar todos os sectores através dos projectos concretos do micro crédito”disse o Rui Duarte Barros.

O chefe do Executivo de Transição, sublinhou ainda que, o dinheiro disponível no Banco, será unicamente usado para financiar projectos viáveis a fim das populações pudessem usufruir do seu direito.

“Os referidos micro projectos podem dar e criar condições para que as pessoas possam fazer os seus negócios. Assim devemos trabalhar de mãos dadas para o próprio benefício do país e o Governo está a dar o máximo com objectivo de melhorar a situação dos pescadores mas também é necessário empenho dos mesmos” aconselhou Primeiro-Ministro de Transição.

Por sua vez, o ministro das Pescas e dos Recursos Haliêuticos, Mário Lopes da Rosa disse que depois da inauguração do Porto de Pesca, o desafio a seguir, será o lançamento pelos administradores do projecto, das actividades portuárias, nomeadamente o parque do estacionamento, a acostagem das embarcações artesanais e industrias que o Cais possa suportar nessa fase.

O governante afirmou que, outra actividade importante, será organizar à breve trecho, as instalações dos Operadores Privados nos espaços circundantes do Porto, para fomentar as actividades de conservação e tratamento do pescado assim como apoio aos navios, nomeadamente fornecimento de combustível e lubrificante.

Por seu turno, o Presidente de Associação Nacional dos Armadores da Pesca Artesanal (ANAPA), Augusto Djú, pediu apoio do Governo no sentido de lhes melhorarem condições de trabalho, uma vez que, a pesca é um dos sectores mais lucrativo na economia do país.

“A pesca é uma actividade muito difícil e complicado, se notarmos, o maior consumo da sociedade guineense em geral é o peixe. Por mais rico que uma pessoa possa ser, não consegue alimentar de carne durante uma semana, sendo assim, é necessário o empenho do Governo em desenvolver este sector para o bem da comunidade” exortou Augusto Djú.

Declarou que, sector das pescas pode diminuir rapidamente a pobreza da Guiné-Bissau, se haja uma colaboração do Estado no sentido de diminuir as exageradas taxas cobradas na emissão das licenças da pesca.

Para a Presidente da Associação das Vendedeiras do Pescado, Inácia da Silva a Guiné-Bissau precisa de paz a fim de sair do actual situação e que as mulheres operadoras do sector sofrem.

Abordado pela ANG a falar para quando da criação de uma Frota Interna de Pesca, o seu Director Geral Hugo Nosoline Vieira, disse que, isso só será possível com adopção do sistema de Pesca Semi- Industrial.

“Como se tem notado, que as placas do Porto são pequenas e para sejam aproveitável, é necessário um Código de Pesca Semi-Industrial de forma a permitir a operação dos barcos de pequeno porte”, esclareceu.

Perguntado sobre quando é que isso será possível, aquele responsável disse que, o Governo tem que elaborar uma Lei nesse sentido porque a pesca artesanal é permitida unicamente para embarcações de 18 metros e com motor fora de bordo.

O Porto de Pesca de Bissau, ocupa uma área de 44 mil metros quadrados, conta com um Mercado de Peixe Fresco, Casa dos Pescadores, Fábrica de Gelo com capacidade de uma tonelada por dia e Câmara Frigorífica de uma tonelada de pescado.

ANG/ALLS/ÂC

Cimeira da União Africana




 Eleitos novos membro do Conselho de Paz e Segurança da UA

Bissau, 29 Jan. 14 (ANG) - Os 10 novos membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana foram hoje, terça-feira, eleitos para um mandato de dois anos, em Adis Abeba, durante a reunião do Conselho Executivo, que prepara a 22ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo.

Pela África Central foram eleitos o Tchad e Burundi, pela África Oriental a escolha recaiu para Etiópia e Tanzânia, enquanto pela África do Norte foi indicado a Líbia.
Pela região Austral do continente, a escolha recaiu para a África do Sul e a Namíbia, enquanto na África Ocidental, o Níger, Guiné-Conacry e a Gâmbia são os eleitos.
Estes novos membros do Conselho de Paz e Segurança da organização continental iniciam o seu mandato a 01 de Abril deste ano.
Os membros do Conselho de Paz e Segurança, Angola, Egipto, Guiné-Conakry, Camarões, Cote dIvoire, República do Congo, Gâmbia, Lesotho, Tanzânia e Uganda, eleitos em 2012, cessam as suas funções a 31 de Março próximo.
Angola, dada a sua experiência em matérias de paz e segurança, e na qualidade de presidente em exercício da Conferência Internacional dos Grandes Lagos, poderá sempre que as circunstâncias o exigirem, participar em algumas reuniões deste órgão, mesmo não sendo membro de pleno direito.  
Hoje, além da reunião do Conselho Executivo, órgão que integra os ministros das Relações Exteriores dos países membros, as delegações desdobravam-se em vários encontros diplomáticos.
Nesta quarta-feira, a Plenária do Conselho Executivo vai adoptar o relatório que foi aprovado pelo Comité de Candidaturas, que indicou Angola a candidato africano a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, para o período 2015/2016.
A Cimeira deste ano escolheu como tema central de abordagem a Agricultura e a Segurança Alimentar no Continente.
A 24ª sessão do Conselho Executivo da UA, órgão que prepara a agenda a ser submetida à 22ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização continental, a decorrer quinta e sexta-feira, foi antecedida da 27ª sessão ordinário do Comité de representantes permanentes (CRP) e do Retiro Ministerial, está última realizada em Bahir Dar, localidade que dista a 500 quilómetros de Adis Abeba. 
Para esta cimeira, a União Africana elegeu como tema central de abordagem a Agricultura e a Segurança Alimentar no continente, mas os ministros do Conselho Executivo estão a analisar igualmente questões ligadas às contribuições financeiras dos estados membros, infra-estruturas dos países,  relação entre a UA e o TPI- Tribunal Penal Internacional, os conflitos em alguns países, como Sudão do Sul, República Centro Africana, entre outros.
Angop