quarta-feira, 5 de março de 2014

Crianças de Bafatá reivindicam seus direitos no desfile do Carnaval Infantil

Bissau, 05 Mar 14 (ANG) – As crianças da região de Bafatá, exigiram o respeito pelos seus direitos, durante o desfile do Carnaval Infantil realizado no último fim-de-semana naquela vila, organizado pela Plan Guiné-Bissau.

No certame desfilaram oito grupos, nomeadamente, Gâ-tamba, Escola de Paté Seidi do sector de Cossé, SOS Talibé, Uracande de Xitole, Escola Missão Batista de Bafatá, Gã Mamadú, Galugada e Fundação Ninho da Criança de Bissau.

Durante o desfile Todos os grupos exibiram danças e entoaram cânticos e poesias com temas ligados ao cumprimento dos seus direitos.

Os maus tratos de que são vitimas as crianças, violação e abusos sexuais, trabalho infantil, casamento precoce, importância do registo dos menores, direito à saúde, foram entre outros temas reclamados pelas crianças de Bafatá.

Na sua intervenção, o Representante interino da Plan Guiné-Bissau, Christian Gangbo disse que a participação das crianças no desfile é uma oportunidade para falarem dos aspectos que tocam com suas vidas.

“A Plan Guiné-Bissau como uma organização de desenvolvimento, centrado na criança, defende a participação infantil e já tem provas de que, o envolvimento das crianças nas decisões que afectam as suas vidas, é fundamental para a promoção e respeito dos seus direitos, assim como para o desenvolvimento das suas capacidades”, explicou.

Declarou que, é através da participação que as crianças assumem o maior protagonismo no exercício dos seus próprios direitos.

Christian Gangbo, afirmou que, as crianças podem desempenhar um papel importante na promoção da diversidade cultural e no combate as práticas nefastas através de sensibilização dos seus colegas e adultos nas respectivas comunidades.

“As apresentações que acabamos de assistir, demonstram a capacidade das crianças na disseminação de mensagens positivas, quando lhes são dadas oportunidade”, indicou aquele responsável do Plan Guiné-Bissau.

A 8ª Edição do Carnaval Infantil de Bafatá, sob o lema “ Crianças na Promoção da Diversidade Cultural”, foi presidida pela Primeira-dama, Isolina Nhamadjo.

ANG/ÂC

  


domingo, 2 de março de 2014

Exclusivo/PAIGC

PAIGC escolhe JOMAV para concorrer as presidencias

Bissau, 02 Mar. 14 (ANG) - Jose Mario Vaz, conhecido sob alcunha de (JOMAV) foi a figura escolhida hoje pelos 351 membros do Comite Central do PAIGC para concorrer a eleicao  presidencil de 13 de Abril proximo.

O Antigo Ministro das Financas do governo de Carlos Gomes Junior, entretanto derrubado pelos militares, recolheu 208 votos, ou seja, 75 por cento dos votos contra os 109, correspondentes a 21 % do seu adversario directo, o actual ministro das pescas, Mario Lopes da Rosa (MARUCAS).

A vitoria de JOMAV foi confirmada depois de uma segunda volta que ditou o desafio a dois destes finalistas numa lista de pelo menos 10 pretendentes ao apoio do partido libertador, dentre os quais, o ex primeiro ministro e vencedor da primeira volta de eleicoes de 2012, entretanto enterrompidas pela forca das armas.

Termina assim a incerteza e especulacao que vinham ganhando lugar no seio do maior partido da Guine Bissau, sobre a figura que iria apresentar para concorrer a sucessao da cadeira presidencial, que transitoriamente he preenchido por Serifo Nhamdjo.

Jose Mario Vaz ficou registado nos anais da historia da Guine Bissau como o Ministro das Financas que implementou rigorosas medidas de saneamento das financas publicas e que viriam a culminar com a perdao da divida total do pais, avaliado em perto de 1 biliao de dolares, pelo clube de paris.

A reuniao do Comite Central do PAIGC decorreu nos dias 1 e 2 de Marco do ano em curso em Bissau.

ANG/JAM

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Criminalidade



PJ detém 13 suspeitos de roubos em Bissau

Bissau, 28 Fev. 14 (ANG) – A Polícia Judiciária (PJ) deteve no decurso desta semana, treze  indivíduos na posse de uma viatura e diversos materiais electrodomésticos roubados, dentre os quais, computadores portáteis, telemóveis, armas brancas.

A denúncia foi tornada publica hoje em conferência de imprensa pelo Director do Centro Prisional da PJ, Alexandre Forbs, que sublinhou que a viatura em causa era utilizada pelo  grupo para levar a cabo os assaltos.

Este responsável aproveitou para lamentar a insuficiência estrutural e de meios com que a corporação se vê confrontada, estando as suas acções, segundo confidenciou, resumido à cidade de Bissau apenas. O mesmo serviço se alarga as regiões de Biombo e o arquipélago dos Bijagós.

“Portanto, como vêem, a sede nacional da Polícia Judiciária, ou seja, os seus serviços operacionais, estão apenas localizados em Bissau, o que torna difícil fazer a cobertura nacional, apesar de possuir competência de abarcar todo o país”, lastimou.

Esclareceu que não foram ainda instaladas directorias da PJ a nível das localidades de Bafatá, Bissorã e de Buba. “Portanto, trabalhamos com muitas limitações e carências”, martelou o Director do Centro prisional.

Os bairros de Quelelé, Antula e Militar são as localidades que segundo Forbs registam maiores índices de criminalidades a nível da capital e prometeu intensificar acções de prevenção, nomeadamente fiscalização de locais suspeitos da prática os crimes.

ANG/ÂC/JAM


Política



Batista Te assume interinamente Presidência de PRID

Bissau, 28 Fev. 14 (ANG) - O Presidente do Partido Africano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), António Afonso Te transferiu o seu cargo interinamente ao seu 1º vice, Batista Te.

Na ocasião Afonso Te justificou que os Estatutos do Partido são claro neste aspecto, ou seja, na ausência ou impedimento do Presidente, a responsabilidade passa automaticamente aos visses, começando pela ordem da presidência. 

“Neste caso, Batista Tè era logicamente a primeira opção por ser o 1º vice-presidente, a quem vou lhe delegar para cuidar do partido até final do processo eleitoral”, disse Afonso Te.

Por sua vez, Batista Te afirmou considerou de inédito a decisão tomada por Afonso Té o que na sua opinião demonstra a nova faceta do PRID na implementação da Democracia no País, e ainda uma nova visão política.

Batista Te prometeu fazer tudo junto com os colegas no sentido de Afonso Té vença as próximas presidenciais para poder tirar o País na situação em que se encontra.

ANG/LLA   

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Análise política



“A escolha de actual líder do PAIGC foi guiada pela razão”, diz Fafali Kudawo

Bissau, 27 Fev 14  (ANG) – A escolha de Domingos Simões Pereira para liderar o PAIGC foi uma opção guiada pela razão e fundada em méritos do próprio, pois é uma personalidade consensual.

Domingos Simões Pereira
A opinião é do analista politico e Reitor da Universidade Colinas de Boé (UCB), quando instado quarta-feira pela Agência de Notícias da Guiné-ANG a proceder a anaálise da actual situação interna dos libertadores.

Fafali Kudawo entende que a nova liderança mostra claramente uma evolução dos libertadores, pois o líder escolhido possui inteligência política como ficou patente na sua decisão de, no momento propício, aliar - se com a velha guarda para tirar o partido do impasse reinante na altura.

“Isto é um sinal de inteligência política. A política se faz com os meios disponíveis mais também respeitando os princípios. Assim, Domingos Simões Pereira mostrou-se fiel ao seu princípio, um princípio de renovação da liderança mas que soube compor-se com a realidade do partido”, elogiou.

“Hoje a velha guarda tem um posicionamento muito forte e o líder que quiser consensos no partido deve contar com eles. Portanto, é uma aposta num líder jovem que já deu provas nas funções que desempenhou e que possui perfil para procurar consensos e é isso que o partido mais precisa” acrescentou o analista.

Ao comentar a providencial cautelar emitida no supremo Tribunal de Justiça por alguns militantes do partido que se manifestaram inconformados com a composição dos membros do Comité Central e do Bureau Politico do partido, limitou-se a dizer que o congresso de Cacheu foi renhido e “naturalmente” havia que deixar traços de dores.

“Isso porque muitas expectativas foram frustradas. No entanto, é preciso também que se veja que uma liderança coerente dentro do partido deve contar com a maioria das pessoas que estão em sintonia com a linha vencedora no congresso” vincou.

Ainda de  acordo  com Fafali Kudawo é uma ilusão pensar que, tomando e misturando toda a gente é que se pode obter a paz, pois existe aquilo que se chama “paz podre”, ou seja, “é quando alguém importa problema e os arrecada em casa pensando que por os ter guardado já não vão fazer mal”.

“É bom também saber perder quando se trava uma batalha. A derrota não significa que o perdedor não tenha razão, as vezes possui razão, mas o momento, a lógica e a coerência exige que saiba aguardar uma outra oportunidade para fazer valer as suas ideias”, aconselhou o analista. 

“Não deve haver a política de barriga, ou seja, de quem perder deve conseguir algumas prendas de consolação” criticou Fafali Kudawo que entende que esta maneira de encarar a política não é boa.

Citou o analista político Francês, Françoir Baia, que considera a posição de “política da barriga”, isto é, “querer a todo custo” estar entre os que estão na mesa. 

O analista indicou que, as vezes, é melhor não estar na mesa para assim poder acompanhar melhor o que se passa lá e emitir comentários críticos e construtivos.

 Fafali Koudawo analisou o desfile dos candidatos interessados em obter o apoio do partido para concorre as presidenciais de 13 de Abril.

.Sobre o assunto considerou o número dos pretendentes de “elevado”, pelo que o partido vai ter que peneirar e escolher uma figura entre eles,  que seja portadora de maior consenso possível. “Caso contrário haverá divisão novamente no partido” advertiu. 

“A escolha do partido deve ser norteada, primeiro; no facto da figura a eleger venha a representar um símbolo de Unidade Nacional.

 Segundo; a pessoa deve ser capaz de saber  governar bem depois. Em último lugar o eleito deve servir também de locomotiva na campanha eleitoral que se avizinha.

“E se o presidente e o Primeiro-ministro já indigitado pelo partido conseguirem formar a dupla desejada, seria um grande benefício eleitoral para o partido”, disse.

Quanto a pretensão do ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de concorrer as presidências com apoio do partido, Fafali Koudawo sublinhou que a resposta dada pelo actual presidente do PAIGC não podia ser melhor.

O analista elogiou o facto de o líder dos libertadores ter questionado se seria momento propício para o regresso de “CADOGO”, qualificando esta tomada de posição como “resposta ajuizada”.

“Esta resposta pode levar, tanto os opositores  como os partidários do Cadogo, a se reflectirem de maneira ponderada. E se vier a ser eleito Presidente, terá segurança, que tanto pede, para coabitar com as forças que o derrubaram no passado”? questionou.  

ANG/MSC/JAM/SG 



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Economia



 
Estudo aponta para exploração atractiva de petróleo guineense

Bissau, 26 Fev 14 (ANG) - A exploração de petróleo na costa guineense tem mais potencial do que o previsto, aponta um estudo independente encomendado pela companhia CAP Energy à consultora francesa Beicip-Franlab.

 De acordo com um comunicado da CAP Energy, que explora os blocos 1 e 5B ao largo da Guiné-Bissau, o estudo “confirmou não só o potencial [dos blocos], como parecem estar acima das expectativas” iniciais. 

A CAP Energy explora petróleo nos blocos 1 e 5B em parceria com a Atlantic Petroleum Guinea-Bissau Limited, uma subsidiária da Trace Atlantic Oil, que tem sede em Genebra, na Suíça.( Expresso).

Ao principio do mês a australiana FAR Limited disse em comunicado acreditar que a extracção de petróleo nas águas ao largo da Guiné-Bissau poderá ter custos comercialmente atractivos.

 No comunicado, divulgado na quarta-feira (5), a empresa justifica a posição com as últimas descobertas feitas na fase de prospecção, indicando que “a possibilidade de sucesso de exploração”, num poço cuja perfuração está prevista “para final de 2014, é relativamente alta”.

A companhia sublinha que, tendo em conta que se trata de uma zona de águas pouco profundas, “os custos de exploração e desenvolvimento são comercialmente atraentes”. (Sapo Notícias)