quinta-feira, 24 de julho de 2014

Viagem EUA



EUA anuncia novo processo para obtenção de visto de viagem “não emigrante”

Bissau, 24 Jul 14 (ANG) - A Embaixada dos Estados Unidos de América na Guiné-Bissau anunciou quarta-feira em Bissau, o novo processo para a obtenção de visto do tipo “não emigrante” que passa a vigorar a partir do dia 28 do mês em curso.

Em conferência de imprensa, a vice-cônsul desta representação diplomática, com sede em Dakar, informou que a partir do referido período, os candidatos a viagem àquele país estarão isentos de comprar o cartão “pré-pago com PIN” , no valor de 7.800 Francos cfa, para  o agendamento da entrevista que antecede a atribuição de vistos.

Outra novidade, segundo Tanya Brothen, a semelhança daquilo que acontece nas embaixadas da América em outros países, os residentes na Guiné-Bissau poderão contactar a missão diplomática em Dakar para pedir vistos via “on-line”, abdicando assim das viagens para o efeito.

Contudo, de acordo com a diplomata, os 160 Dólares (correspondentes a 80mil Francos CFA) fixados como valor da taxa de visto irão continuar a vigorar e devem, como de costume, ser pagos num dos bancos comerciais em Dakar, Senegal.

Para justificar estas mudanças, Tanya Brothen afirma que o novo método é “mais simples e menos custoso para os requerentes de vistos”.

Em relação as pessoas que já pagaram a taxa de visto que, no entanto, ainda estão a espera do “encontro para a entrevista” a diplomata garante que os seus direitos serão salvaguardados.

Outra informação aos que aguardam entrevista na embaixada é que devem evitar de transportar conteúdos como “sacos grandes”, “recipientes com líquidos”, “objectos metálicos”, “telefones celulares” e “comida”, quando se deslocarem para a embaixada.

Na sequência do conflito político-militar de 7 de Junho de 1998 na Guiné-Bissau, a Administração norte americana transferiu a sua representação diplomática para a República do Senegal.

E, segundo a vice-cônsul, Tanya Brothen desconhece-se, por enquanto, a data para a reabertura da embaixada dos Estados Unidos de América na Guiné-Bissau. 

Fim/ANG/QC

quarta-feira, 23 de julho de 2014


 
BCEAO atribui 15 bilhões de CFA ao governo para pagamento de salários

Bissau, 23 Jul 14 (ANG) - O Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCAO), anuncia hoje um crédito ao governo guineense no valor de 15 bilhões de francos CFA, para o pagamento de salários em atraso na função pública.

De acordo com o Director Nacional do BCEAO, Aladje João Mamadu Fadia que falava a imprensa a saída da audiência que manteve com o Presidente da República, o apoio vem na sequência de pedido feito por José Mário Vaz ao Governador BCEAO Koné Djemocó. 

“No dia 2 de Julho, após a sua tomada de posse, José Mário Vaz pediu ao Governador do BCEAO que usasse de sua influência e os mecanismos ao seu dispor para ajudar na mobilização de recursos para resolver os problemas salariais”, explicou Aladje João Fadia.
 
Acrescentou que, o pedido de 15 bilhões de francos CFA foi formalizado no dia 10 do corrente pelo governo através do ministro da Economia e Finanças. “E hoje, é com grande satisfação que apresento ao Presidente da República José Mário Vaz os resultados da solicitação feita ao Governador do BCEAO”.

João Aladje Fadia disse que o montante já está disponível na conta do tesouro do BCEAO, graças aos recursos ao mercado financeiro (UEMOA).

“Este montante não é um donativo, é um crédito, porque em qualquer parte do mundo o governo é financiado através de crédito e o mercado financeiro para conseguir ter a confiança dos investidores”, explicou.

Informou que a recente visita que o novo Presidente República efectuou aos países membros da (UEMOA) o que aumentou a credibilidade do país junto a organização sub-regional.

Relativamente as condições para a liquidação do crédito, o Director Nacional do BCEAO explicou que a taxa média ponderada é de 6,05 por cento e disse estar esperançado de que o montante irá permitir que o governo resolva os problemas salariais. 

O Director Nacional do BCEAO informou que o montante será reembolsado num período de um ano. 

ANG/LPG
      
  

Economia




Missão do FMI avalia situação macroeconómica

Bissau, 23 Jul 14 (ANG) – Uma Missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), encontra-se de visita ao pais com o objectivo de avaliar a situação macroeconómica e discutir os planos do novo governo com os doadores para a assistência financeira.

Maurício Villafuerte, chefe da referida Missão, disse hoje à imprensa que  vão permanecer no país até o próximo dia 29 do corrente mês com a finalidade de, entre outros, actualizar os dados macroeconómicos incluindo o nível dos atrasados internos.

“A Missão vai igualmente avaliar as perspectivas de apoio financeiro à Guiné-Bissau por parte dos parceiros de desenvolvimento, discutir um quadro de políticas para o remanescente do ano 2014 e fornecer conselhos preliminares de política económica com vista a reforçar a gestão das finanças públicas e evitar a acumulação de novos atrasados”, informou.

O chefe da Missão do FMI à Bissau sublinhou que manterão um encontro de trabalho ainda hoje com os Secretários de Estado do Tesouro, José Djo e do Orçamento e Assuntos Fiscais, Tomásia Manjuba respectivamente.

A missão vai ainda  reunir com o Secretário de Estado do Plano, Degol Mendes na próxima sexta-feira.

Perguntado sobre o que  as novas autoridades podem esperar do FMI, Maurício Villafuerte disse que a sua organização dispõe de variais áreas e modalidades de assistência, desde financeira, assessoriamento de políticas entre outras.  

Disse que todas estas modalidades vão ser discutidas com o novo governo e o FMI espera que rapidamente sejam mobilizados os fundos para ajudar o país.

ANG –MSC/SG       

Mutilação Genital



“Metade das mulheres guineenses sofre do flagelo” diz Fatumata

Bissau, 23 Jul 14 (ANG) - Metade das mulheres da Guiné-Bissau entre os 15 e 49 anos ainda sofre de mutilação genital, alertou Fatumata Djau Baldé, representante guineense que participou terça-feira na primeira "Cimeira da Rapariga" (Girl Summit), realizada em Londres. 

A luta contra a mutilação genital feminina e o casamento precoce foram os temas centrais da iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Governo britânico com o objectivo de mobilizar apoios contra os dois flagelos.

Na Guiné-Bissau, quase um terço das raparigas casam antes dos 18 anos.

Segundo Fatumata Baldé, presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas, essa participação foi antecedida por diversas iniciativas em território guineense.

O comité mantém "um trabalho contínuo com as comunidades para a promoção da transformação social necessária visando o abandono das práticas nefastas", destacou hoje a UNICEF em comunicado.

Os números relativos à Guiné-Bissau foram calculados em 2010 de acordo com as respostas ao Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS), organizado pela UNICEF e organismos estatais.

A Assembleia Nacional Popular guineense (parlamento) aprovou em Junho de 2011 uma lei que proíbe a mutilação e foi conquistado o compromisso de líderes religiosos para abandono da mutilação genital.

No entanto, a excisão é uma prática com tradições seculares e persiste em muitas comunidades com o objectivo de condicionar a liberdade sexual das mulheres até ao casamento - que em muitos casos é negociado e forçado pela família, sendo a mutilação um requisito.

A prática é responsável pela morte de crianças e mulheres devido a problemas como hemorragias ou infecções, pela falta de condições em que é praticada, e é causa frequente de traumas físicos e psicológicos para quem sobrevive.

Lusa