segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Água potável




Banco Mundial disponibiliza 14 milhões de dólares para instalar nova rede de distribuição

Bissau, 22 Set 14- (ANG) - O Banco Mundial disponibilizou catorze milhões de dólares para  financiar os trabalhos de substituição dos tubos de fibra e cimento, que constituem a rede canalizada de distribuição de agua na cidade de Bissau, para tubos de plástico.

A revelação foi feita recentemente pelo director dos serviços de água da Empresa de Energia e Agua da Guiné-Bissau (EAGB) em entrevista exclusiva a Agencia de Notícias da Guiné- ANG.

Cesário Sá revelou que o montante em causa teria sido entregue recentemente às autoridades, no entanto, por enquanto, desconhece-se a data para o início dos trabalhos de reabilitação dos tubos, em avançado estado de degradação e numa distância de 25 quilómetros.

O Director de serviços de água da EAGB acredita que os trabalhos terão inicio logo depois do lançamento, pelo projecto multi-sectorial de reabilitação das infra-estrutura (PMRI), do concurso público, ainda sem data marcada, para a escolha da empresa a ser encarregue das obras.

 Cesário Sá explicou que além de substituição, a rede será também estendida à bairros periféricos que nunca beneficiaram de água canalizada, nomeadamente São Paulo, Plack-1, Cuntum   Madina, Cuntum Quelele,  Enterramento e Aeroporto.     

O Director de serviços de água da EAGB afirmou que são realizados frequentemente os trabalhos de limpeza dos depósitos de água para mantê-los limpos e proteger a vida dos consumidores, e adiantou que estão sendo construídos mais depósitos com capacidade de 700 metros cúbicos em Brá, Guimetal e no Alto Crim.  

 ANG/PFC/SG




ONU




Debates da 69/a Assembleia Geral iniciam quarta-feira

Bissau, 22 Set (ANG) – Os trabalhos da 69/a Assembleia-geral das Nações Unidas iniciam esta quarta-feira, na sede da ONU, em Nova Iorque, nos Estados Unidos de América.

Os debates vão decorrer até Outubro sob a presidência do ministro das Relações Exteriores do Uganda, Sam Kutesa, cuja candidatura foi endossada pela União Africana, na base do princípio da rotatividade e representação local.

Na agenda constam 177 pontos que abrangem as áreas como o estímulo ao crescimento económico e desenvolvimento sustentável, apoio à paz e segurança internacionais, promoção dos direitos humanos, desarmamento, controlo de drogas, prevenção da criminalidade e a luta contra o terrorismo. 

As alterações climáticas e a agenda global de desenvolvimento pós-2015 vão estar no centro dos debates.

Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1947, o Brasil abre o debate geral, que é antecedido por vários eventos especiais, como a Conferência Mundial sobre os Povos Indígenas, reunião plenária de alto nível que tem lugar hoje e amanhã com a finalidade de chamar a atenção para os problemas dos povos indígenas e partilhar as melhores práticas para concretizarem os seus direitos, como estabelece a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Ainda hoje, a Assembleia vai reunir-se numa sessão especial para avaliar os progressos dos últimos 20 anos na implementação do Programa de Acção para o progresso social e económico, acordado na decisiva Conferência Internacional sobre a População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994.

Outro evento importante decorre na terça-feira e tem a ver com a Cimeira sobre o Clima 2014, convocada pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, para mobilizar a vontade política e catalisar acções ambiciosas sobre as alterações climáticas e o desenvolvimento sustentável.

Criada em 1945, no âmbito da Carta das Nações Unidas, a Assembleia-Geral é o órgão supremo deliberativo, responsável pela elaboração de políticas e de representação das Nações Unidas. Composta por todos os 193 membros das Nações Unidas, proporciona um fórum único para o debate multilateral do espectro total das questões internacionais abrangidas pela Carta. Tem também um papel importante no processo de definição de normas e de codificação do direito internacional. A Assembleia reúne-se de forma regular de Setembro a Dezembro todos os anos, e depois conforme necessário. 

ANG/Jornal de Angola



sexta-feira, 19 de setembro de 2014



Politica

Reintegração e adesão de novos militantes marcaram aniversário do PAIGC

Bissau, 19 Set 14 (ANG) -A reintegração e adesão de 88 novos militantes e o lançamento de um livro intitulado “o Engenheiro nó Camarada” e a ascensão de 347 jovens da JAAC (Juventude Africana Amílcar Cabral) à militante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) marcaram hoje as celebrações do 58º aniversario desta formação politica.

O acto de reintegração foi presidido pelo presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira e decorreu na sede do partido em Bissau.

Simões Pereira referiu que o PAIGC enquanto movimento popular de libertação elegeu três objectivos para a mobilização do povo, que são a independência, o desenvolvimento e a unidade de todos os que viviam no território colonizado pelo regime fascista português.

Segundo o presidente do PAIGC, o terceiro objectivo constitui uma visão progressista única e diferenciadora de todos os movimentes de libertação em África.

Domingos Simões Pereira acrescentou que a construção dos estados sociais através de comités de tabancas, bairros, zonas e organizações sectoriais e sub- regionais após a  independência, integrando homens e mulheres de forma equitativa, promovendo a saúde, segurança, a educação, são elementos que servirão de embrião para a modernização da vida política, económica e social.

 “O momento político que hoje vivemos desafia-nos e mobiliza-mos e cultivar o espírito de união e coesão interna com os parceiros de governação, o sector privado, sociedade civil, a comunidade internacional e partidos políticos com vista a vencermos a maldição da instabilidade e enveredarmos para o desenvolvimento”, destacou.

Simões Pereira sublinhou que  a estabilidade  é uma necessidade imperiosa, razão pela qual na abertura das comemorações do Setembro vitorioso apelou  a adesão e reintegração de camaradas ao partido facto que hoje aconteceu.

 “ O nosso exercício governativo deve ser capaz de alcançar resultados concretos, em termos de melhoria das condições de vida. Devemos  agir de forma comprometida com a promoção de  investimentos públicos nos sectores básicos como a saúde, educação, segurança alimentar, energia, e promover    uma governação coordenada e disciplinada que passa pela valoração dos nossos recursos humanos”, referiu o presidente do PAIGC. 
ANG/LPG/SG
        

Forças Armadas



Ex. CEMGFA promete colaborar com o seu sucessor  

Bissau, 19 Set 14 (ANG) - O ex. Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai disse ao seu sucessor Biaguê Na Ntan para contar com a sua máxima colaboração no desempenho das suas funções.

Segundo confidenciou uma fonte militar à Lusa, a cerimónia de entrega de gabinete e dos dossiês realizada na quinta-feira no Estado-Maior, foi rápida tendo os dois generais lembrado a amizade que os une ao longo de vários anos.

“António Indjai disse que Na NTan poderá contar com a sua "máxima colaboração", e sempre que precisar de ajuda ou esclarecimentos sobre qualquer matéria poderá solicitá-lo”, disse.

A fonte sublinhou ainda que o novo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas recordou mesmo ter voltado para as fileiras do exército após se reformar dos serviços das Alfândegas por indicação de António Indjai.  

Biaguê Na NTan esteve durante vários anos nos serviços das Alfândegas da Guiné-Bissau onde desempenhou as funções de comandante operacional da brigada da Guarda-fiscal.  

Após o encontro, Biaguê Na NTan dirigiu-se à Presidência da República, onde até à sua nomeação para o cargo de chefe do Estado-Maior era chefe da casa militar.  

“António Indjai ficará na sua residência particular, em Bissau, e ocasionalmente na sua quinta em Intchombé, perto de Bambadinca (Leste do país), onde se dedica à agricultura”, disse a fonte.  



ANG/Lusa

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Caso APGB


Ex- PM de transição reage de forma violenta à imprensa

Bissau, 18 Set 14 (ANG) - O ex-primeiro-ministro do governo de transição, Rui Duarte Barros reagiu hoje de forma violenta ao ser abordado pelos jornalistas a saída da audiência com o Ministério Publico onde prestara declarações no âmbito de um processo relacionado ao polémico caso de privatização da administração dos portos de Bissau.

Confrontado com os jornalistas que procuravam saber como tudo terá acontecido, Rui Duarte Barros remeteu-se ao silêncio e, surpreendentemente, fechou violentamente na cara destes a porta da sua viatura.

 Rui Duarte Barros foi ouvido pelo Ministério Público enquanto chefe do Governo de Transição que alegadamente tentou implementar uma medida de privatização dos serviços de administração dos Portos da Guiné-Bissau, na sequência da qual o então ministro de tutela, Orlando Viegas fora espancado por um grupo de desconhecidos.

Os trabalhadores da empresa Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) protestaram de forma violenta a decisão governamental tendo no dia de inicio de implementação da medida encerrado as portas de entrada da empresa com contentores.


ANG AI/JAM/SG   

ONU/Ébola




São necessários mil milhões de dólares para combater a epidemia


Bissau, 18 Set 14 (ANG) - Uma reunião de urgência deve ter lugar hoje em Nova Iorque para marcar a mobilização da comunidade internacional sobre a necessidade de todos os países se envolverem na luta contra o vírus ébola, refere a RFI.

A ONU estima que serão necessários investir mil milhões de dólares americanos para parar a epidemia de ébola.

Segundo a RFI que cita o seu correspondente no local, o Conselho de Segurança das Nações Unidas indica que o vírus é agora considerado uma “ameaça a a segurança internacional”.


A resolução proposta convida aos estados membros a fornecer ajuda de urgência tais como hospitais de campanha, equipas médicas e pede igualmente que se ponha fim ao isolamento da Libéria, Guine-Conacry e Serra Leoa.

“Trata-se de um toque para uma mobilização geral”, disse Jean-Victor NKolo, porta-voz das Nações Unidas.

“Sentimos esta mobilização da comunidade internacional que se diga, a justa medida. Se isso se passa hoje na Libéria ou na  Serra leoa, pode também se passar nos nossos países porque vivemos numa vila global e as pessoas viajam rápida e facilmente e muito longe, recordou NKolo acrescentando que não se trata desta vez de analisar e falar.

A Assembleia-geral das Nações Unidas deve votar ainda uma resolução e estima que será necessário investir mil milhões de dólares para parar a epidemia.

RFI

Excisão feminina


Abandono da prática atinge níveis satisfatórios

Bissau, 18 de Set. 14 (ANG) - A Presidente da Organização Não-governamental de luta contra práticas nefastas à saúde da mulher denominada “Djinopi” disse hoje que 96 por cento dos praticantes da excisão feminina (fanatecas) já abandonaram a prática devido ao empenho do projecto em colaboração com os parceiros.

Maria Domingas Gomes falava na apresentação do relatório final sobre os resultados dos inquéritos feitos pela Djinopi baseados no impacto das sensibilizações, acrescentou que o principal objectivo do projecto é fazer com que a excisão feminina deixa de ser praticada.

 “O valor da não excisão contribui para a mudança de imagem de uma menina e facilita a sua formação, educação e informação sobre as consequências de excisão para a saúde” afirmou a presidente do Djinopi.

Domingas Gomes disse ainda que a ONG trabalha na área de abandono da mutilação genital feminina desde 2010,e que procura a mudança de mentalidade a nível comunitário, mobiliza capacidades locais para mostrar a comunidade que a excisão feminina não é uma norma religiosa mas sim uma grave ameaça à saúde da mulher e violação dos seus direitos.


ANG/AALS/SG