sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ANP

“Colóquio 20 anos de democracia surpreendeu pela positiva”, diz Delfim
da Silva

Bissau, 17 Out 14 (ANG)- O Coordenador do Coloquio “20 anos de Democracia: balanco e desafios”, Fernando Delfim da Silva disse que o  colóquio organizado pela a Assembleia Nacional Popular surpreendeu pela positiva” pela qualidade das intervenções, pela adesão à iniciativa e pelas propostas ai defendidas”.

Numa entrevista por escrito à Agência de Noticias da Guine-ANG, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros  sustentou que a iniciativa  lançou muitas sementes “ que deveríamos nós todos fazer frutificar “, na reforma politica do estado, por uma boa revisão  da actual Constituição e por uma transparência na gestão da coisa publica, no controlo interno das receitas do estado e do património publico em geral.

Delfim da Silva acrescenta que essas sementes deveriam produzir frutos na habilitação do Tribunal de Contas de modo a cumprir o seu papel Constitucional, na nova política económica de crescimento em vez de um modelo, o actual, que na sua opinião produz pobreza, e na criação de riquezas e sua redistribuição justa.

O colóquio “20 anos de democracia” juntou a classe politica, académicos, sociedade civil, chefes religiosos e militares.

“Falta agora transformar esse élan numa sinergia construtiva em prol da reconciliação nacional, da moralização da nossa sociedade e do desenvolvimento económico e social da nossa terra”, considerou.

Fernando Delfim da Silva considerou nessa entrevista à ANG que o colóquio pode ser o mote para muitas coisas dada a diversidade dos temas abordados e com profundidade mas advertiu que “tudo depende de nós”.


O Coloquio “20 anos de democracia: balanço e desafios”, organizado por iniciativa da Assembleia Nacional Popular decorreu de 02 à 04 de Outubro debatendo entre outros temas: “as forças armadas no estado de direito democrático: que reformas”, “O desenvolvimento económico: nossas possibilidades”,” O Estado: prática politica e ideias”,”O desenvolvimento sustentável e a maldição dos recursos naturais”. 

ANG/QC/SG

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia Mundial da Alimentação

 Situação de segurança alimentar na Guiné-Bissau considerada gravíssima

Bissau, 16 out 14 (ANG) – O Presidente da Comissão Especializada da Assembleia Nacional Popular (ANP) para a Agricultura, Mário Dias Sami, disse, esta quinta-feira, que a situação nutricional e a da segurança alimentar são precárias e gravíssimas.
 Dias Sami, que falava no acto do lançamento dos Cadernos do Fórum da Sociedade Civil, Soberania e Segurança Alimentar sob o lema “Guiné-Bissau e a Promoção de Produtos Estratégicos da Agricultura Familiar Camponesa para a Soberania Alimentar”, disse que os agricultores enfrentam  riscos  nas suas produções e no escoamento dos produtos alimentícios para os melhores mercados.
Declarou que a crise do mercado económico e financeiro tais como as catástrofes naturais e de produção, são, entre outros, factores que contribuíram para o desequilíbrio alimentar no mundo.
“ Estes riscos quando não são bem geridos reduzem à zero os esforços do investimento do Estado no sector agrícola podendo pôr em causa os meios de existência das populações rurais e, deste modo eliminar a ambição de pôr fim à pobreza.”, advertiu.
Aquele deputado adiantou  que o governo propõe um aumento significativo das principais culturas alimentares através de grandes programas de ordenamento hídrico-agrícolas e intensificação da produção cerealífera bem como o lançamento das  bases para o cultivo de algodão mancara e milho e introdução das culturas de   cacau e café com vista a diversificar a exportaçäo.
Por sua vez, o Coordenador Nacional da Rede da Sociedade Civil para a Soberania e Segurança Alimentar da Guiné-Bissau (RESSAN-GB), Tomane Camará, afirmou que o objectivo do evento é de impulsionar uma reflexão nacional sobre o reconhecimento do direito humano de alimentação adequada assente na produção e  valorização da cultura gastronómica e tradicional guineense.
O evento financiado pela União Europeia e pela Cooperação Portuguesa foi igualmente marcado pela exibição do DVD do Fórum seguido de uma breve discussão sobre a intervenção da Sociedade Civil para a promoção da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional na Guiné-Bissau. ANG/FGS/SG


Ensino Publico

Governo e sindicatos chegam a acordo  para arranque do ano escolar

Bissau,16 Out 14 (ANG) - O Governo e os dois sindicatos do sector do ensino da Guiné-Bissau, chegaram a um consenso para que as aulas referentes ao  ano lectivo 2014/15, iniciassem no próximo dia  20  nas escolas publicas.

Em declarações exclusivas à ANG, o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF),Laureano Pereira da Costa afirmou que já foram reunidas todas as condições técnicas  para o arranque do ano lectivo 2014/2015, já no próximo  dia 20 do mês em curso.

 Pereira da Costa  acrescentou que neste momento estão a ser distribuídos os horários aos professores, a serem feitas a  legalização das matrículas de alguns alunos que ainda não a fizeram para  que os docentes possam retomar os seus postos de serviços.

“Apesar de todas essas condições criadas para o arranque das aulas, há infraestruturas escolares que não poderão  iniciar nesse mesmo dia tendo em conta o estado de degradação em que se encontram.  

Aquele dirigente Sindical acrescentou que essas escolas só poderão iniciar o ano lectivo 2014/2015 provavelmente no final  de Novembro.

Perguntado sobre  a recente reivindicação dos sindicatos dos professores em qual os docentes declararam que só vão para a sala de aulas se os salários em atraso dos professores contratados e doentes forem regularizados, Laureano Pereira da Costa respondeu que, no encontro que mantiveram com  o novo  executivo, este  mostrou-se  interessado  em satisfazer a referida reivindicação. 
  
Pereira da Costa adiantou que o Governo tomou o engajamento de pagar os salários em atraso dos 64 professores doentes e 61 docentes proveniente da região de Oio.
E disse que os restantes professores cujas categorias não foram mencionadas, também  serão incluídos neste processo de pagamento. ANG/PFC/SG



Saúde

Sindicatos reivindicam pagamento de salários em atraso

Bissau, 16  Out. 14 (ANG) - Os três sindicatos do sector de saúde da Guiné-Bissau reivindicam o pagamento dos salários em atraso e mudanças de letras de alguns técnicos de saúde promovidos desde Junho de 2010.
 
Em declarações à ANG, o Presidente do Sindicato de Trabalhadores de Saúde (STS) Domingos Sami disse que  o caderno reivindicativo foi entregue ao governo no dia 15 do corrente mês, e que no mesmo documento consta ainda a exigência de melhoria das condições de trabalho nos estabelecimentos sanitários.

Aquele líder sindical  acrescentou  que ainda consta no caderno  a exigência  de pagamento dos retroactivos e  das dívidas  relativas aos 20 meses de subsídio de vela, 20 de isolamento, 4 meses do novo ingresso (Agosto de 2012, Março, Abril e Maio de 2013).

“As dificuldades financeiras de alguns trabalhadores de saúde mantiveram com tendência à piorarem-se, tendo em conta o sistema de pagamento feito pelo projecto a quem o Banco Mundial confiou  a regularização dos meses de Janeiro à Julho do ano em curso”, explicou Domingos Sami.

Acrescentou que no referido pagamento houve irregularidades que fizeram com que muitos trabalhadores não recebessem os seus ordenados completo, enquanto outros nem se quer receberam um  mês.

“Os três sindicatos tinham solicitado um encontro com a entidade competente através de uma nota datada de 27 de Setembro do ano em curso, mas infelizmente não surtiu efeito, sendo assim, na tentativa de encontrar uma saída pacífica, manifestamos a disponibilidade total em dialogar”, confirmou Domingos Sami. ANG/AALS/SG



Doenças infecto-contagiosas

Primeiro-ministro destaca importância da prevenção

Bissau, 16 Out. 014 (ANG) - O Primeiro-ministro recomendou quarta-feira o cumprimento do acto de lavagem das mãos como forma de se prevenir de doenças infeciosas nomeadamente a cólera e o ébola.
 
Domingos Simões Pereira falava na cerimónia que assinalou o dia de mundial de lavagem das mãos, cujo acto central foi, este ano, realizado no bairro militar, periferia de Bissau.

Simões Pereira exortou as comunidades guineenses a respeitarem as orientações sanitárias de lavagem das mãos antes de comer ou de ter feito qualquer trabalho  e também   depois de se usar a casa de banho.

Mudando de assunto e sem avançar dados, O chefe do executivo considerou alarmante a taxa de mortalidade das mulheres gravidas.

O dia, como nos anos anteriores foi assinalada com filas de pessoas, adultos e crianças a lavarem as mãos perante câmaras de televisão,  numa altura em que o acto de lavar as mãos com agua e lixia se tornou pratica corrente no aeroporto, nas  residências, nos serviços e nos bares e restaurante, por recomendação das autoridades sanitárias.

Abubacar Sultan, Representante do Unicef na Guiné-Bissau referiu-se,  por seu lado, a elevada taxa de mortalidade infantil no mundo e disse que iniciativas do género vão contribuir para a redução da mortalidade das crianças e das mulheres grávidas

 A ministra da Saúde Publica, Valentina Mendes  disse que o aumento das vítimas do Ébola nos países afectados  tem suscitado   a intensificação da campanha de sensibilização sobre a higiene e saneamento, nomeadamente a  lavagem de mãos  ao nível do território nacional.

A governante alertou sobre a necessidade das pessoas aceitarem acatar as orientações de lavagem das mãos com sabão e lixivia como  melhor forma de se prevenir das doenças transmissíveis.

“ As crianças de menos de  5 anos de idade não podem proteger-se por isso, por iniciativa de alguém, neste caso da sociedade e do  governo se decidiu levar a cabo o acto que estamos a celebrar”, disse .  
ANG/ AI/SG