terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aniversario UEMOA


Organização faz balanço em termos do desenvolvimento

Bissau, 21 out. 14 (ANG) - Burkina Faso acolhe hoje a cerimônia comemorativa de 20 anos da UEMOA, sob o lema “UEMOA, as vias dum desenvolvimento solidário na África Ocidental”.
O encontro sevirá para fazer o balanço das realizações em termos de desenvolvimento solidário, de integração sub-regional e de livre circulação de bens e pessoas.

Os dados saídos da revista anual das reformas comunitárias por parte dos Estados-membros da União revelavam uma taxa de reforma superior ou igual à média comunitária de 45% para quatro países, designadamente o Burkina Faso (52%), a Guiné-Bissau (45%), o Mali (53%) e o Senegal (52%), e com os restantes Estados-membros obtendo resultados compreendidos entre os 36 e os 43%.


A taxa global (média comunitária) de atualização da UEMOA estimou-se em 2012 em 60%, contra 47% em 2011.

Em Setembro, a Comissão da UEMOA organizou em Dubai, em colaboração com o Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento (BOAD) e o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), uma conferência internacional dos investidores para mobilizar recursos para financiar os seus projetos de desenvolvimento.

A UEMOA foi criada a 10 de janeiro de 1994 por um tratado assinado em Dakar (Senegal), que entrou em vigor a 1 de agosto do mesmo ano. Tem por objetivo reforçar a competitividade das atividades económicas e financeiras dos Estados membros no quadro de um mercado aberto e concorrencial e de um ambiente jurídico racionalizado e harmonizado.
Também é seu objetivo criar entre os Estados-membros um mercado comum baseado na livre circulação das pessoas, bens, serviços, capitais e no direito de estabelecimento das pessoas que exercem uma atividade independente ou remunerada, bem como numa tarefa externa comum e numa política comercial.

A UEMOA compreende o Benim, o Burkina Faso, a Costa do Marfim, a Guiné-Bissau, o Mali, o Níger, o Senegal e o Togo.

ANG/Progreso nacional

Novos Governadores

Nomeados Presidente da CMB e governadores das regiões

Bissau, 21 out. 14 (ANG) - O compositor da Orquestra “Super Mama Djombo”, Adriano Ferreira é o novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, nomeado na reunião do Conselho de Ministros do passado dia 16.

O também conhecido por “Atchutchi” substitui no cargo António Artur Sanhá, que assumiu essas funções depois do golpe militar que depôs, na altura, o Governo liderado por Carlos Gomes Júnior.

Na mesma ocasião foram ainda nomeados governadores das oito regiões admiistrativamente existentes, nomeadamente Cacheu, Biombo, Oio, Gabu, Bafata, Quinara, Tombali e Bolama-Bijagos.

Eis a lista dos novos governadores das regiões:
Bafatá: Abdú Sambú
Bolama-Bijagós: Veríssimo Tamba
Biombo: Humberto Có
Cacheu: Rui Gonçalves Cardoso
Gabú: Mamadú Boi Djaló
Oio: Anita Djaló Sané
Quinara: Binto Nanque
Tombali: Bacar Bodjam

ANG


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Marcha contra Fome e Pobreza

Fome e pobreza assumem dimensão particular na GB, diz O Primeiro-ministro

Bissau, 20 Out 14 (ANG) – A Fome e apobreza são desafios para qualquer sociedade e, nas condições da Guiné-Bissau, elas assumem uma dimensao e gravidade bastante particulares, referiu o Primeiro-ministro.

Domingos Simões Pereira que falava no final da marcha desportiva entre o Aeroporto e praça do Império, organizada dia 18, pela FAO (Organização da ONU para Agricultura), acrescentou que apesar de reduzido em termos de dimensão territorial, a Guiné-Bissau possui condições naturais excelentes.

“Somos um pais pequeno, mas com condições naturais propicias para desafiar a fome e pobreza, pelo que se todos contribuirem na agricultura seremos capazes de erradicar estes fenomenos”, estimou o chefe do executivo na altura ladeado do representante residente do FAO no pais.

O primeiro-ministro mostrou-se convicto que juntos – governo, população, organizações internacionais parceiras entre outras – é possivel atingir este desiderato.

Para tal, advertiu, é preciso uma atenção especial a agricultura familiar, ou seja, que as familias possam organizar-se e produzir o suficiente para consumir e vender o excedente para melhorar a sua condição de vida.

Questionado sobre a falta de laboratorios para controlo de qualidade dos alimentos, Domingos Simões Pereira referiu que tal consta das prioridades do governo e integra o rol de um conjunto de preocupações do executivo no quadro da segurança alimentar.

Disse que ao nivel da secretaria de Estado das pescas e dos Ministérios da Saude e da Agricultura esta-se a fazer um trabalho neste sentido, ou seja, de dotar o pais de um laboratorio de controlo de qualidade tanto para a exportação como importação dos produtos.

Entretanto o representante residente da FAO comparou o combate a fome e malnutrição na Guiné-Bissau como um acto de guerra, “mas já num ambiente pacifico”.

“Creio que é isso que o Primeiro-ministro demonstrou ao apoiar-nos com a sua presença nesta marcha”, frisou Joachim Akadié que exortou a população sobre a necessidade de voltar para a agricultura, sobretudo a familiar, com vista acabar com a fome no pais.

“Aos jovens e mulheres é necessario que saibam que a agricultura pode se tornar num negócio e nele podem ganhar muito dinheiro para melhorar as suas condições de vida”, disse a concluir.

A marcha congregou centenas de populares guineenses.


ANG/JAM

Saúde Pública


“Falta de cuidados higiênicos provoca doenças diarreicas”, diz directora clinica HNSM

Bissau, 20 Out 14-(ANG)-A Directora Clínica do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), disse hoje em Bissau que o surto de doenças diarreicas se deve a  falta de cuidados higiênicos por parte das pessoas infectadas.

Em declarações á ANG, Eva Martins Barbosa da Silva revelou que estes casos verificaram-se na época chuvosa que agora termina e que  estariam ligados aos maus cuidados higiênicos das populações.

A Directora Clínica do  Simão Mendes disse que o Governo deve criar nos Órgãos de Comunicação Social um programa de informação, educação e sensibilização das populações, sobre como  evitar as doenças diarreicas.

“Uma pessoa higiênica é difícil de ser afectada por doença diarreica”, disse.

Eva  da Silva aconselha  as populações a manterem  os  lugares onde   vivem sempre limpo para se evitar  de doenças diarreicas.

Perguntado sobre o reforço de medidas de prevenção contra o Ébola, a Directora Clínica do Hospital Nacional Simão Mendes respondeu que, o Governo da Guiné-Bissau em colaboração com o Governo de Portugal vão montar uma base no Hospital Militar de Bissau para atendimento de eventuais casos de  vírus do Ébola, caso  a doença vier a atingir o País.

ANG/PFC/SG
 
  

Sector judiciário


ASMAGUI indiganado com discurso do Presidente da República

Bissau,20 Out 14 (ANG) –O Sindicato dos Magistrados Judiciais (ASMAGUI) manifestou-se indignado com a critica feita recentemente aos juizes pelo presidente da república e segundo as quais é necessario averiguar a alegada opulencia em que estes vivem, uma vez que os salarios que auferem não chegam para tanto.

Em carta aberta dirigida ao proprio chefe de Estado, o ASMAGUI disse não compreender o facto de José Mario Vaz, enquanto primeiro Magistrado da Nação, ter declarado que não se revé no actual poder judicial.

“Se assim for que Estado pretende construir”, questiona o ASMAGUI na sua messiva, na qual acrescenta que a organização em causa é constituída de homens e mulheres que labutam diariamente em condições deploráveis,quer na capital Bissau bem como nas regiões.

A Magistratura Judicial jamais poderá aceitar os processos que envolvam “dinheiro” ou quaisquer outros interesses,sejam atribuídos arbitrariamente aos juízes pertencentes ao alegado “grupinho.

“É  esta a independência que confere ao juiz a defesa contra quaisquer manipulação de carácter interno ou externo lê-se na missiva.

A ASMAGUI partilha a opinião segundo a qual  a moralização dos servidores públicos deve ser feita com base numa investigação competente,séria, concreta, imparcial e em sede própria.

O sindicato de magistrados apelou ao bom senso de todos e respeito escrupuloso às instituições da república à bem da nação e para a tão almejada construção de uma paz efectiva, sem distinção de raça, cor da pele,profissão ou religião
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José Mário Vaz criticou  que existem entre juizes “grupinhos” que controlam a justiça a favor de seus interesses, assim como dos seus familiares na cerimonia de  investidura do novo Procurador-geral da República. 

ANG/JD/SG



Poder judicial


“Críticas do PR ao poder judicial fora do limite da ética exigível”, diz presidente do STJ

Bissau, 20 Out 14 (ANG) - O Presidente do Supremo Tribunal da Justiça (STJ) disse que as “duras” críticas feitas pelo Presidente da República (PR) ao poder judicial estão “fora do limite da ética exigível nestas circunstâncias”.

Numa recente intervenção pública, Paulo Sanha qualificou as declarações como “violação das regras de coabitação, de convivência e de cooperação entre órgãos de soberania” e que fragiliza a instituição Judicial.

O Presidente do STJ apela ao bom entendimento entre os dois órgãos de poder, e acrescentou que os deveres constitucionais servem para consulta mútua e colaboração, e que constituem os princípios orientadores para a promoção da confiança tendo em vista uma melhor cooperação interinstitucional.

Na cerimónia de investidura do novo Procurador-geral a republica o chefe de estado guineense afirmou que muitos magistrados da segunda linha são ameaçados com processo de transferência para o interior caso não cumprem com orientações de um grupinho, acrescentou que o referido grupinho é também senhor e dono dos processos mais interessantes e que envolvem milhões.


ANG/AALS/SG

Desenvolvimento de África


Carlos Lopes da ONU acredita no potencial do continente

Bissau, 20.Out. 14 (ANG) “ A África tem vento favorável ,neste momento ,que deve ser transformado num crescimento de qualidade”,afirmou este fim-de-semana em Bissau, o Secretário Executivo da Comissão Económica para África,  Carlos Lopes .

Lopes falava numa “Conferência sobre os Desafios Contemporâneos da África”, organizada pela Confederação Empresarial dos Países da africanos da Língua Portuguesa e a ONG “Tiniguena”.

Comentando a recente projecção do Fundo Monetário Internacional (FMI) que avança num crescimento económico do “continente negro” em 5.1por cento , a maior em relação à todas as regiões do mundo, Carlos Lopes defendeu  o modelo de  “transformação estrutural,” criticando duma forma implícita as políticas macroeconómicas do conhecido “Ajustamento Estrutural” dos anos 70/80 nos países como a Guiné-Bissau.

Transformação essa, segundo as suas palavras, que passa pela industrialização da África, a única região no mundo que até neste momento  não conhece este fenómeno.

Sobre o crescimento económico “histórico” vivido no continente neste momento, este alto responsável da ONU destaca  como razões fundamentais, o crescimento do consumo da classe média africana, das recentes melhorias dos preços das matérias-primas exportadas pelo continente e daquilo que chama de “expansão de serviços”.

No que tange ao crescimento do  consumo, Lopes afirma, a título de exemplo, que a África hoje tem mais telefones celulares do que  a Índia ou os Estados Unidos de América.

Em relação ao alargamento de serviços, assegurou que em consequência, a África está a registar mais empregos, não obstante a sua maioria, ser serviços precário e de sobrevivência, do que propriamente de trabalho decente.

Para aproveitar este crescimento, Carlos Lopes afirma que a África pode fazer um modelo de industrialização diferente da “falhada”nos anos 70/80 em muitos países em vias de desenvolvimento e da América Latina que optou pela via de “substitui coes de importações”.

A África, segundo disse,  precisa de um  modelo industrial  voltado para o “mercado interno”,  e cita como exemplo, a fabricação de pastas de dente (produto até então importado) para cerca de um bilhão de  habitantes no continente.

Carlos Lopes ainda falou sobre a necessidade de uma  industrialização que tenha em conta “a vantagem da África no mercado global”, ou seja, de a África ser das regiões com mais matérias-primas que, até agora, não transforma.

Segundo ele, a África exporta tudo sem transformação. O que significa que o continente transporta também, o emprego para outras paragens do mundo.

Por exemplo, questiona a  razão de Gana e Costa do Marfim, dois países responsáveis pela produção mundial de 62 por cento de cacau,  não serem fabricantes de chocolate.

Outro activo, segundo o SECEA é que a África possui poupança financeira e energia, sobretudo renovável, para materializar a sua industrialização.

Mas antes, recomenda uma agricultura virada para a industrialização e não a que apenas garanta a sobrevivência das populações camponesas.

Em relação aos constrangimentos do continente, este responsável sénior da ONU criticou o modelo da agricultura no continente que, apelida de cariz social, em vez do “produtivo”.
E, isto, segundo as suas palavras, leva o sector agrário a ocupar apenas seis por cento do total da economia do continente africano.

Também nesta conferência foi apresentado o livro sobre o pensamento do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana com o título inglês: “Claim for no easy”- o legado de Cabral, resultado das investigações dos estudiosos africanos, americanos e europeus.

Na ocasião, um dos coautores desta obra, o sociólogo e investigador, Miguel de Barros criticou a não introdução do pensamento de Amílcar Cabral no sistema educativo guineense, censura corroborada pelo Carlos Lopes que disse ter feito um livro sobre Cabral que está a ser estudado  na africa francófona.

Para além do público e dos representantes dos organismos internacionais sedeados no país, o acto foi marcado pela presença do Primeiro-ministro e dos membros do seu executivo, tendo  o chefe do governo realçado  a importância do evento e da presença de Carlos Lopes no país que o viu nascer.

Galardoado recentemente com o prémio “Lifetime África Achievement Prize (LAAP), na categoria “Acção para África” pela “Millennium Excellence Foundation”, devido ao seu contributo para reverter o destino económico de África, Carlos Lopes, de nacionalidade Bissau guineense, assume as funções do Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África desde Julho de 2012. 

ANG/QC/SG  


Desenvolvimento comunitário


Projecto Dinâmica de Paz em Casamança promete trabalhar de mãos dadas com ACSDM

Bissau, 20 Oct 14 – O Projecto Dinâmica de Paz em Casamança prometeu este domingo estreitar  relações para actividades futuras com a Associação Comunitária Saneamento e da Defesa de Minorias (ACSDM) do Bairro de Cuntum, periferias de Bissau.

A promessa  foi manifestada no final de uma acção de formação de formadores no domínio da técnica da prevenção de conflitos que vinha decorrendo desde  sábado em Bissau.

Osíris Francisco Pina Ferreira que falou em nome da Dinâmica de Paz em Casamança, Norte do Senegal prometeu apoiar a ACSDM e manifestou a sua satisfação pelo nível e capacidade mostrado pelos seus formandos durante os dois dias de trabalho.

Apelou ainda  aos jovens que participaram na formacao a continuarem a evidenciar  esforços no sentido de trabalhar para manterem sempre limpa as suas comunidades,  aplicando o que aprenderam no seminário para resolverem  eventuais conflitos que vierem a aparecer nas suas zonas.

Por sua vez, o Presidente da Associação Comunitária Saneamento e da Defesa de Minorias (ACSDM) Quecuto Sane apelou aos seus associados a porem na prática os conhecimentos adquiridos durante os dois dias do seminário.

 Em declarações à ANG, o formador  Osíris Francisco Pina Ferreira disse que o ateliê se inscreve nos objectivos específicos do projecto de reforçar as  capacidades de coordenação, formadores e animadores nos domínios de  gestão do projecto, mobilização, intervenção comunitária e gestão não violenta de conflito.

Associação Comunitária Saneamento e da defesa de Minorias foi fundada a 14 de Setembro de 2014, e actua pela  segurança do bairro de Cuntum, lutando contra assaltos à mão armada, promovendo acçöes de  saneamento de base e defesa de minorias. 

ANG/LLA/SG

     
 



       



Integração


UEMOA analisa aplicação das reformas comunitárias

Bissau, 20 Out 14 (ANG) - Uma missão de Técnicos da União Econômica Monitoria Oeste Africana (UEMOA) iniciou hoje em Bissau  uma reunião para análise do estado da implementação das reformas comunitárias na Guiné-Bissau desde a sua adesão à União em 1997.

Em declarações à imprensa, o Director da Supervisão Multilateral da UEMOA explicou que o encontro vai durar quatro dias e nele serão analisados os esforços empreendidos pelo país no cumprimento das directivas da União, sobretudo no domínio da boa governação, política macroeconómica e na construção do mercado comum.

“Vamos averiguar a performance da Guiné-Bissau na harmonização das leis ao nível das alfândegas, livre circulação de pessoas e bens, assim como as normas políticas nos sectores da energia, agricultura e pesca”explicou Eloge Housseou.

O Director da Supervisão Multilateral informou que antes da Guiné-Bissau a missão passou pelo Togo, Benim e Costa de Marfim e na próxima semana vai para o Níger e Mali com o mesmo objectivo.

 Por outro lado anunciou que o presidente da comissão da UEMOA  chega a Bissau na próxima quarta-feira para debater com o governo sobre o seu engajamento na execução do programa de reformas no país.

Por sua vez, o assessor técnico do Ministério da Economia e  Finanças Amarildo Rodrigues Lopes Correia informou que esta inspecção é feita anualmente pela UEMOA aos Estados membros e visa analisar aplicação das directivas produzidas na União para harmonização da sua política.

Disse que o encontro permitirá o relançamento da Guiné-Bissau no processo da integração porque, todas as instituições do Estado foram envolvidas.

Por isso, apelou os guineenses no sentido de aproveitarem os actos produzidos pela UEMOA, e a fazerem a sua transposição na ordem jurídica interna para que o país possa harmonizar as políticas. 

O analise de politicas de reformas comunitária  está ser feita no momento em que a União Econômica Monetária Oeste Africana comemora 20º aniversario da sua existência. 

ANG/LPG/SG
  

  

Governação



Bissau, 20 Out 14 (ANG)- O governo da Guiné-Bissau vai colocar a biodiversidade no centro da estratégia de desenvolvimento do país que vai propor à população e parceiros internacionais nos próximos meses, anunciou o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

"A Guiné-Bissau tem coisas únicas que até hoje não estão a ser exploradas", referiu, a propósito das parcelas de território classificadas como património natural.

A ideia foi anunciada na noite de sábado num encontro com  as autoridades nacionais e a comunidade internacional, em Bissau, após um retiro dos membros do governo onde se analisou os primeiros 100 dias de trabalho do executivo.

 "Estamos perante o grande desafio de falar de uma Guiné positiva que desafia os parceiros. Não seremos mais um fardo, mas uma pérola que deve ser valorizada", disse Simões Pereira.

A aposta na biodiversidade foi destacada por Paulo Gomes,  antigo quadro sénior do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento.
 Gomes foi uma das figuras convidadas pelo governo para dar contributos no retiro realizado no sábado e participou no encontro que seguiu.

Aquele responsável comparou o programa de governo a um "armário com várias gavetas".

"E o que é que está a aguentar esse armário? É a nossa biodiversidade. E nós queremos vender isso claramente na nossa mesa redonda", referiu, numa referência à reunião a realizar no início de 2015 para angariação de fundos junto de parceiros internacionais com vista ao financiamento dos planos de desenvolvimento do país. "Queremos ser o `hub` [país aglutinador] da biodiversidade na África Ocidental e a nível mundial", acrescentou.

Paulo Gomes sublinhou que se os recursos naturais forem aproveitados, o Produto Interno Bruto (PIB) anual da Guiné-Bissau "será muito mais" que um milhão de dólares, estimativa atual que faz do país um dos mais pobres do mundo. "Tenho a certeza que se tirassem a Guiné-Bissau do mapa, as pessoas iam dizer que esse país faz falta", disse, numa alusão à exploração de recursos em terra e ao largo da costa.

De acordo com as autoridades guineenses, cerca de um quinto (24,7%) do território do país está coberto por áreas protegidas - sendo que o arquipélago dos Bijagós, com 88 ilhas e ilhéus, faz parte da lista de reservas da biosfera da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, o guineense Carlos Lopes, que  também participou no retiro governamental e  no evento que se seguiu foi presenteado pelo primeiro-ministro com um passaporte diplomático da Guiné-Bissau, como demonstração "do orgulho" que o país tem no seu trabalho, referiu o chefe de governo. Carlos Lopes atribuiu ao momento "uma simbologia muito grande".


Domingos Simões Pereira "estava ao corrente das dificuldades que eu sempre tive em obter passaporte diplomático da Guiné-Bissau. Ele quis demonstrar de uma forma pública esse reconhecimento", referiu. Ao longo das intervenções que realizou, deixou a ideia de que "chegou o momento para a Guiné-Bissau entrar na modernidade política e na transformação económica", graças ao "primeiro-ministro e outros governantes que estão empenhados em construir consensos".
Lusa


sábado, 18 de outubro de 2014

Dia Mundial de Alimentação




PM lança desafio de “Fome Zero” na Guiné-Bissau

Bissau, 17 out. 14 (ANG) – O Primeiro-ministro lançou quinta-feira um desafio a todos os guineenses para “acabar com a fome na Guiné-Bissau”, por ocasião da comemoração do dia Mundial de Alimentação – 16 de Outubro.

Domingos Simões Pereira que presidiu a cerimônia alusiva a efeméride, cujo acto central foi acolhido pela vila de Quinhamel, região de Biombo referiu que é necessário coragem para assumir esta luta.

Para tal, o chefe do executivo disse estar animado com o apoio demonstrado pelo Presidente da Republica, José Mario Vaz e, acrescentou, espera o mesmo da parte dos deputados, partidos políticos, ONG,s, associações existentes e parceiros internacionais.

“Se cumprirmos a risca o mote lançado pelo chefe de Estado, de ‘Metermos as mãos na Lama’, com esforço e seriedade, então o mundo ira nos ajudar”, manifestou-se convicto Domingos Simões Pereira.

O Primeiro-ministro lembrou que nos anos 60 o pais produzia arroz, (base da dieta alimentar nacional), o suficiente para se alimentar e, inclusive, exportava o excedente a outras nações do mundo.

Simões Pereira questionou o facto de, passados 40 anos, o pais se tenha retrocedido ao estado actual de mendicidade. “Portanto, o desafio esta lançado a todos”, desafiou considerando que a culpa do retrocesso é dos próprios guineenses”. 

Exortou para necessidade da diversificação das culturas para melhorar a dieta alimentar, pois, sublinhou, o pais possui cerca de 1.5 milhões de hectares de área arável. 

Na sua óptica, não se pode falar de fome numa terra abençoada assim pela natureza.

Por seu lado, o representante residente da Organização das Nações Unidas Para Agricultura e (FAO) reconhece que falta ainda muito a fazer no domino de luta contra a fome, mal nutrição e pobreza, pois muitos ainda continuam sem ter o que comer no mundo.

“Tal nos ensina que se querermos vencer a luta contra a fome e insegurança alimentar, são necessários engajamento politico dos governantes, aproximação global e eficaz e a participação conjunta da sociedade e dos parceiros”, salienta Joachim Laubhouet-Akadié.

Este responsável da FAO manifestou a sua satisfação por constatar que as autoridades nacionais deram uma prioridade absoluta ao combate a pobreza e a promoção de investimentos no sector agrícola, com vista a aumentar a disponibilidade dos alimentos.

Assim, exortou para a necessidade de ter em conta a situação dos pequenos agricultores, que jogam um papel essencial no plano cultural, sócio econômico e ambiental na Guiné-Bissau.

No final, o chefe do governo procedeu a entrega de materiais, nomeadamente carinhos de mão, enxadas, pás, regadoras e sementes a 15 organizações agrícolas daquela região norte do pais.

Antes do acto solene, a comitiva governamental visitou a bolanha da povoação de Dorse, recuperada com o financiamento do projecto da segurança alimentar (PASA), organização que também financiou o centro de produção de animais de ciclo curto na localidade de Cupedo e, finalmente, o centro de conservação de pescado de Quidjogoro financiado pelo pelo projecto India, Brasil e Africa do Sul (IBAS).

ANG/JAM






sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ensino


Ministra Odete recomenda competência, disciplina e ética  aos novos directores

Bissau, 17 Out 14 (ANG) -A Ministra da Educação Nacional, Maria Odete da Costa Semedo recomendou competência, disciplina e ética aos novos directores de serviços do seu Ministério recentemente nomeados pelo Conselho de Ministros.

recomendação foi feita hoje no acto de empossamento dos mesmos no qual solicitou a colaboração dos que deixaram essas funções no sentido de passarem as informações necessárias aos novos.

A Ministra  sublinhou que o ensino é uma tarefa de todos, que exige envolvimento não só do governo mas também dos técnicos, pais e encarregados de educação e da comunidade em geral para atingir os seus objectos.

Maria Odete Semedo justificou que a nomeação destes baseou - se na competência e nos trabalhos que já desenvolveram no ministério da educação nacional.

Em nome dos empossados falou o novo secretário-geral do Ministério da Educação, José Júlio César Delgado que  prometeu trabalhar para levar o ensino ao encontro  dos cidadãos e cumprir as directivas emanadas pelo governo.

César Delgado acrescentou que estão disponíveis para receber qualquer opinião que contribua para a resolução dos problemas que a educação está a enfrentar.

À  margem desta cerimónia o Ministério da Educação Nacional, no quadro do plano sectorial da educação e da parceria mundial assinou  um acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância-Unicef,  a ONG IPHD e a Plan Internacional  para distribuição gratuita de livros, para os alunos do 1º até 6º ano do ensino.

O acordo vai permitir uma distribuição de 1675 livros para 275.918 alunos em 1.631 escolas entre públicos e privados e foi assinado pela ministra Odete Costa Semedo, pelo representante da UNICEF Abubacar Sultam, o director da IPHD Adrian Balan e o  representante da PLAN Internacional, Allassane Drabo.

ANG/LPG/SG





   

   


   

Nomeações


Presidente Mário Vaz nomeia novos Conselheiros e Assessores

Bissau,17 Out 14 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz, nomeou através do Decreto Presidencial n° 45/2014,novos  conselheiros e assessores, alguns deles desempenharam argos ministeriais no governo de Carlos Gomes Junior, deposto pelo golpe de estado de Abril de 2012.

 No referido Decreto Presidencial, datado de 16 do corrente mês, o  chefe de Estado nomeou Braima Camará, Iaia Djalo, Tcherno Djalo e Empossa Ié para as funções do Conselheiros Especiais.

Maria Adiatu Djalo Nandigna, ex-ministra da Presidência do Conselho de ministros dos Asssuntos Parlamentares e da Comunicação Social foi nomeada Conselheira para Assuntos Políticos e Diplomáticos, Fernando Mendonça,também ex-ministro da Comunicação Social foi nomeado Conselheiro e Porta-Voz da Presidência da República, António Cabral Avelino, Conselheiro para Assuntos da Defesa, Dionísio Caby, Conselheiro para Infraestruturas e Equipamento Social.

O Presidente da República nomeou ainda Indira Cabral, filha de Amílcar Cabral, Assessora para Direitos Humanos e Género, Policarpo Cabral de Almada, Assessor para Assuntos de Administração Territorial, Adulai Djamanca, Assessor para o Poder Local, Dito Max, Assessor para Assuntos da Juventude e Cesar Augusto Vieira Fernandes, Secretario Geral da Presidência da Republica.

ANG/ÂC/SG