segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Transporte aéreo


Air Bissau na forja
 
Bissau, 03 Nov 14 (ANG)- O Secretario de Estado dos Transportes e Comunicações, Joao Bernardo Vieira disse domingo em Lisboa que já foram dados “os primeiros passos” para a criação de uma companhia aérea guineense.

“O governo guineense irá procurar diversos parceiros nesse sentido”, disse Bernardo Vieira que acaba de assinar com a portuguesa euroAtlantic um acordo para o fretamento de aviões da companhia que vai assegurar uma ligação semanal entre Lisboa e Bissau.

"Nos últimos dois meses trabalhamos no sentido de encontrar soluções para colmatar as deficiências de ligações aéreas e o contrato de fretamento entre o Governo e a euroAtlantic é a melhor solução", disse João Bernardo Vieira.
 A ligação entre Lisboa e Bissau da euroAtlantic, que inicia a 14 de Novembro, poderá no futuro ser alargada "para dois ou três voos semanas, consoante o comportamento da procura", diz João Bernardo Vieira.

A falta de voos entre a Guiné Bissau e Portugal será assim colmatada pela portuguesa euroAtlantic que ja recebeu autorização do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) para efectuar ligações entre os dois países.

Relativamente à TAP, que em Dezembro do ano passado cancelou a ligação regular entre os dois países, o secretário de Estado dos Transportes da Guiné Bissau diz não ter sido contactado pela companhia aérea portuguesa.

"A secretaria de Estado não foi notificada, o estado da Guiné Bissau não tem nenhum acordo com a TAP, tem com o Estado português e a TAP surge como instrumento desse acordo".

A TAP anunciou em meados de Outubro que irá cancelar, por um período mínimo de 45dias, o reinício das operações para a Guiné Bissau, que havia sido previsto para 28 de Outubro, alegando questões operacionais.
 "Neste momento o Governo assumiu as condições para que haja segurança e para que a TAP possa aterrar e levantar voo em segurança", diz João Bernardo Vieira.

ANG/DC

Controlo médico

JOMAV disse que está “bem de saúde”

Bissau,03 Nov 14 (ANG) - O Presidente José Mário Vaz (JOMAV) afirmou este domingo que se encontra bem de saúde ao contrário dos rumores que pairam sobre a sua pessoa, segundo os quais teria morrido.

 Em declaraçöes à impresnsa  à sua chegada à Bissau,JOMAV disse que foi para Portugal fazer  controlo médico como sempre,acrescentando que por causa da campanha eleitoral adiou as suas análises e esteve lá para o concluir e que não quer falar de boatos e falsos alarmes.

 “ Fui eleito para ajudar a economia a crescer e criar condições para que o povo guineense tenha dias melhores,  não para se ocupar dos boatos”,esclareceu o presidente.

JOMAV pediu mais uma vez aos guineenses para falarem menos e dedicar-se ao trabalho, e disse que  o país espera por todos e que há muita dificuldade.
“Um dia falei ao meu pai que já estou velho e ele respondeu-me, filho não tenhas pressa , a velhice está por vir não a antecipe. Isso é para vos dizer que a morte está nas mãos de Deus.Não sou mais importante que o Amílcar, João Bernardo, Malam, Henrique Rosa e Cumba Yalá. Todos estão em trânsito”, esclareceu JOMAV.
O Presidente da República informou  que manteve um encontro com o director da saúde pública de Portugal e lhe fez um pedido pessoal sobre a questão da prevençäo de Ébola e que os dispositivos  para a intervençäo estão preparados,  caso o país vier   a necessitar.

O presidente da republica disse que pediu  igualmente o apoio para a reconstrução do Instituto da Medicina Tropical.

JOMAV visitou a comunidade guieneense em Rossio,baixa lisboeta, e se apercebeu das suas procupaçöes em relacao aos boatos que o davam como morto.

Agradeceu a comunidade guineense na diáspora e às Rádios Bombolom e Jovem pela coberturado do encontro e disse que ficou bastante satisfeito porque “estar no Rossio é a mesma coisa que estar na Guiné”.

ANG/JD/SG


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Caso APGB

Ex PM Rui  Barros afirma haver proposta de concessão parcial da empresa

Bissau, 31 Out 14 (ANG)- O antigo Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Rui Duarte Barros, afirmou esta sexta-feira (31/10), que houve uma proposta de concessão de uma parte da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) a uma empresa portuária.

Antigo 1ºMinistro, Rui Barros 
Segundo Rui Duarte Barros, em nenhum momento o Ministro dos Transportes e das Telecomunicações na altura, Orlando Viegas, tinha intenção de privatizar os portos de Bissau (APGB).

Em declarações à imprensa a saída de uma audiência de julgamento sobre o caso APGB, na vara-crime da Delegacia do Ministério Público junto ao Tribunal Regional de Bissau, que durou duas horas e meia, Rui Duarte Barros disse estar à espera que o caso de espancamento de Orlando Viegas, ocorrido em 5 de novembro de ano passado, seja bem esclarecido.

Ex ministro da tutela, Orlando Viegas 
O ex-Ministro dos Transportes e das Telecomunicações Orlando Viegas, também presente na audiência, revelou que até chegou a envolver-se numa polémica com sindicado de base da administração dos portos, que na altura o acusara de querer privatizar a empresa.

No entanto, confirmou, igualmente, nunca ter intenção de vender e nem privatizar os portos da Guiné-Bissau.

A APGB é considerada uma das maiores fontes de rendimento do país e o epicentro de muitas querelas políticas, administrativas e financeiras.

Os portos da Guiné-Bissau já tinham sido privatizados antes do conflito político-militar de 1998, e por algum tempo estiveram sob a administração da empresa GUIPOR, mas o referido acordo de gestão teria sido anulado nos anos que se seguiram.

ANG/LLA/SG



Transportes aéreos

Euroatlântic vai ligar Bissau à Lisboa

Bissau, 31 Out 14 (ANG) – As autoridades da Guiné-Bissau assinaram hoje em Lisboa um acordo que permita a companhia aérea Euroatlantic restabelecer a ligação directa Lisboa-Bissau-lisboa, em substituição da companhia TAP que adiou sine die a sua retoma de voos para Bissau.
Momento de assinatura do acordo

O acordo foi assinado por João Bernardo Vieira, Secretário de Estado dos Transportes e Telecomnicações e pela parte dessa companhia portuguesa assinou Euclides Batalha, disse a ANG uma fonte que assistiu ao acto.

1º Ministro Domingos Simões Pereira
A cerimónia de assinatura do acordo que possibilita a ligação directa Bissau-Lisboa decorreu na presença do Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.


Depois da suspensão dos voos da TAP em Dezembro passado as ligações com Lisboa são asseguradas pela companhia marroquina “Air Marroc”, que na rota para Lisboa faz escalas em Casablanca, Marrocos. 

ANG/SG

Política

“Guiné-Bissau deve ser apoiada” diz UPG

Bissau, 31 Out 14 (ANG)- O partido  União Patriótica Guineenses (UPG) defendeu hoje a necessidade de a Guiné-Bissau  ser apoiada para que o governo possa pôr o interesse nacional e a reconciliação entre os guineenses acima de tudo.

Em comunicado enviado à ANG, o partido dirigido por Fernando Vaz alerta ao executivo no sentido de não permitir que a dignidade dos guineenses seja posta em causa como outrora, em que o pais foi sempre  citada pela negativa.

“Hoje, face á terrível ameaça que o mundo enfrenta relativamente ao ébola, qualquer país é vulnerável à entrada do ébola”, refere o comunicado da UPG, isto para repudiar afirmações segundo as quais o vírus de ébola pode chegar à Portugal através da Guiné-Bissau.

“Parece ser uma afirmação alarmante e de ma fé, exagerada e descontextualizada por parte de Portugal,”, lê-se no comunicado.

O partido de Nando Vaz considera  que tais afirmações sobre a Guiné-Bissau só contribuem para descriminação e a perseguição de cidadãos guineenses pelo mundo fora, e numa altura em que a OMS admite a improbabilidade da transmissão do vírus em países como a Guiné-Bissau e Costa do Marfim.


UPG apelou ainda ao chefe do governo para que crie condições  para que as ajudas destinadas a prevenção de  ébola não se esbarrem com a burocracia das tramitações aduaneiras.  

ANG/LPG/SG

CEDEAO

Blaise Compaoré anuncia demissão
Bissau, 31 Out 14(ANG) - O presidente do Burkina Fasso, Blaise Compaoré, anunciou sua demissão nesta tarde (31), por meio de um comunicado na sequência da revolta popular.

Blaise Campaoré
Ele ocupava o cargo há 27 anos. O chefe do Exército do país, o general Honoré Traoré, já assumiu a presidência burquinense.

“Para preservar a democracia e a paz social, declaro que a presidência está vaga. O objetivo é permitir a adoção de um governo de transição”, declarou Compaoré no documento.

Quinta-feira a noite (30), em um pronunciamento na televisão, Compaoré propôs empreender um diálogo para uma transição democrática, mas garantiu que não renunciaria.

A população foi às ruas quinta-feira para protestar contra o projeto de Campaoré de mudar a Constituição e ficar mais 15 anos no poder. A Assembleia Nacional foi invadida e incendiada, a Televisão Pública foi tomada por manifestantes e houve troca de tiros ao redor da sede da presidência. Pelo menos 30 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas.

O anúncio da demissão do presidente burquinense também foi feito pelo coronel Isaac Zida na principal praça da capital Uagadougou, a Praça da Nação. Milhares de manifestantes, que exigiam a renúncia de Camparoé, estavam reunidos no local. “Fora, Blaise!”, gritavam os participantes do protesto.

A oposição, encabeçada por Béné Wendé Sankara, também não viu com bons olhos a ação do Exército. Os opositores querem que o governo de transição seja encabeçado pelo general da reserva e ex-ministro da Defesa, Kuamé Lugué, e não pelo chefe do Estado Maior, Nabéré Honoré Traoré, que liderou o movimento de quinta-feira.

A França aprovou a demissão do presidente e fez um apelo pela realização rápida de eleições. “O presidente François Hollande é solidário às vítimas da violência nos últimos dias e pede calma e controle de todos os envolvidos”, diz o comunicado do Palácio do Eliseu. 

ANG/RFI
 




Ambiente de negócios



Economias africanas fazem mais reformas
 
Bissau, 31 Out 14 (ANG)-O Banco Mundial (BM) acaba de publicar um relatório segundo o qual a África Subsaariana efectuou o maior número de reformas reguladoras do ambiente de negócios ao nível global no período 2013/14, com 74 por cento das economias da região a melhorarem para empreendedores locais.

Segundo um relatório do BM divulgado quarta-feira, Benim, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Senegal e Togo situam-se entre as dez economias com mais reformas a nível mundial, sendo os países que mais melhoraram os regulamentos de negócios no ano passado dentre as 189 economias estudadas .

Desde 2005, todos os países da região têm vindo a melhorar o ambiente regulatório dos negócios para pequenas e médias empresas. O Ruanda é o país com mais reformas, seguido das Maurícias e Serra Leoa.

A série de relatórios ilustra que nos últimos cinco anos, 11 países da África Subsaariana a­pareceram na lista anual das dez economias com mais reformas.
Alguns desses países já apareceram várias vezes, nomeadamente Burundi, Cabo Verde, Costa do Marfim e Ruanda.

O relatório constata que o Senegal aplicou reformas regulamentares em seis das dez áreas analisadas pelo Doing Business, ocupando a primeira posição do ano. Graças a essas reformas, acrescenta, o país está a reduzir gradualmente o fosso em relação as boas práticas em todo o mundo. 

Em, em 2005, por exemplo, a conclusão de todos os procedimentos legais para a importação de mercadorias do estrangeiro levava 27 dias. Hoje em dia, este processo leva 14 dias, o mesmo período que se leva na Polónia.

Este ano, pela primeira vez, o Doing Business recolheu dados de uma segunda cidade nas 11 economias com uma população de mais de 100 milhões de habitantes. No que respeita à Nigéria, o relatório está a analisar os regulamentos de negócio em Kano e Lagos. 

O relatório expande igualmente os dados para três dos dez tópicos abrangidos e prevê-se que o mesmo venha a acontecer para mais cinco tópicos no próximo ano. Além disso, a classificação da facilidade de fazer negócio baseia-se actualmente na pontuação “distância até à fronteira”.

O relatório indica que a Singapura posiciona-se no topo da classificação global na facilidade de fazer negócio. Juntam-se a este país na lista das dez melhores economias com os melhores ambientes  favoráveis ao negócio, a Nova Zelândia, Hong Kong, China, Dinamarca, República da Coreia, Noruega, Estados Unidos, Reino Unido, Finlândia e a Austrália. 

Em cada ano, o Banco Mundial  trabalha, no sentido de melhorar a metodologia e aprimorar a sua recolha de dados, análise e produção. 

O projecto beneficiou das respostas de muitos intervenientes durante anos. Com o objectivo fundamental de proporcionar uma base objectiva para perceber e melhorar o ambiente regulador local para empresas em todo o mundo, o projecto é submetido a revisões rigorosas que visam garantir a sua qualidade e eficácia. 

ANG/BM

Função Pública


Ministro das Finanças promete “justiça salarial”
  
Bissau, 31 Out  14 (ANG) - O ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins admitiu quarta-feira, em entrevista à Rádio Sol Mansi, que o governo projeta a realização, nos próximos tempos, daquilo que considera de “justiça salarial” na função pública.

De acordo com o ministro, é injusto a situação dos funcionários na função pública, com a mesma categoria e nível de formação e outros com mesma categoria em termos de experiencias profissionais, mas com grande discrepância em termos salariais, uma situação que Geraldo Martins, considera de injusta.

“ Será efectuado um ajustamento em termos de folha salarial única o que poderá, eventualmente, implicar algum aumento nalgumas situações e ajustamentos noutros. De uma maneira geral é mais no sentido de dar uma maior justiça na questão salarial do que falar de um aumento salarial”, afirmou. 

Provavelmente, segundo o ministro, vão iniciar a avaliação da folha salarial única para o Orçamento Geral de Estado de 2016, altura  em que serão feitas algumas propostas de ajustamentos salariais.

Conforme aquele responsável, a prioridade do executivo neste momento é trabalhar em conjunto no sentido de garantir uma maior produtividade ao nível da Função Pública.

O titular da pasta da economia e finanças não está satisfeito com o nível da produção na função pública. 

Declarou que um eventual aumento salarial deve ter como contrapartida o aumento da produção dos servidores de estado.

Em, então governo liderado por Carlos Gomes Júnior teria ponderado o aumento salarial na função pública em 2012, um sonho que veio a ser traído pelo golpe de estado de abril de 2012.

ANG/RSM