quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Saúde Pública




Redução considerável de casos de paludismo
 
Bissau,05  Nov 14 (ANG) –Os casos de paludismo reduziram-se consideravelmente este ano na Guiné-Bissau, revelou hoje o coordenador de Programa Nacional de Luta Contra Paludismo (PNLCP), apesar do relatório anual ainda não estar concluída.
 Em entrevista  exclusiva à ANG, Paulo Djata disse que a campanha de distribuição de mosquiteiro impregnado (MILDA) conseguiu atingir uma percentagem satisfatória de cerca de 93% da população.

“ Todos sabem que o paludismo é uma doença endêmica que na Guiné-Bissau  está a ser seguida desde  2000 e fazemos as comparações anuais e com variações, com aumento mais na época chuvosa”,informou o coordenador.

Em 2011,segundo Djata, o Ministério da Saúde Pública iniciou a primeira campanha de distribuição de MILDA e teve um grande impacto na diminuição de casos e morte por malária no país. Este ano realizou-se a segunda campanha de MILDA e os estudos do impacto serão feitos em 2015.

 “Como sabe, o país tinha uma sanção Internacional e isso impediu a realização de várias activadades sanitárias e a própria população não colaborou, porque quando os agentes recenseadores sairam à rua, há casas com murros onde os moradores se recusam a abrir os seus portões para agentes recenseadores fazerem os seus trabalhos. Isso faz com que muitos ficassem  fora”, explicou.

Paulo Djata declarou também que há citadinos que se recuzam a fazer o uso do mosquiteiro alegando que não conseguem respirar debaixo deste, ou  que as suas casa têm tectos próprios e redes protectoras nas janelas.
ANG/JD/SG

Ensino Superior


“A maioria das instituições não tem condições para funcionar” diz Director Geral do Ensino Superior
 
Bissau, 05 Nov 14 (ANG) -O Director-geral do Ensino Superior e Investigação Científica do Ministério da Educação, Fodé Mané, disse esta terça-feira que 80 por cento das instituições do ensino superior da Guiné-Bissau não têm condições técnicas  para  funcionar, não obstante estarem em actividades.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné- ANG, Fodé Mané disse que para regularizar o funcionamento das instituições de formação superior o Estado adoptou uma legislação que estabelece as condições  que as escolas deste carácter devem reunir  para iniciar as suas actividades.

“A lei indica que a escola deve ter uma estrutura própria, recursos humanos suficientes para leccionar os cursos que devem ser aliados às necessidades do país, porque não podemos continuar a formar as pessoas para o desemprego”, referiu o Director-geral do Ensino Superior.

Mané reconheceu que a criação das escolas privadas de formação superior, tem a ver com o aumento do número das pessoas que concluíram o ensino secundário e as bolsas para  efeitos de formação deixaram de existir, situação que sustentou uma certa pressão dos que procuram o acesso ao ensino superior.

Acrescentou  que esta procura  também se verificou ao nível externo, onde muitas vezes as escolas recorridas para formação superior, nem sempre são reconhecidas pelas autoridades competentes do  próprio pais.

Contudo, Fode Mané prometeu fazer aos proprietários das instituições do ensino superior e formação profissional da Guiné-Bissau cumprirem a lei, e que ,segundo disse,  aquelas que se recusarem a obedecer as orientações do  ministério,  as suas instituições  serão  encerradas.

“ Não podemos ter  escolas com cursos que não têm a autorização do Ministério da Educação Nacional, porque em maioria dos casos o título não corresponde com a formação”, justificou.

Perante esta realidade, o Director-geral do Ensino Superior exortou aos pais e encarregados de educação no sentido de se informarem  junto do Ministério da Educação, se a escola e o curso que pretendem para os seus educandos estäo regularizados ou não.
 Fode Mané disse que o país tem alguns indicadores, através dos quais pode orientar as instituições do ensino superior em termos de cursos, “porque na verdade há cursos para os quais não há formados, como é o caso de Engenheiros agrónomos, gestores da comunidade e contabilistas.

O Director-geral do Ensino Superior e Investigação Científica reconheceu que as instituições privadas de formação superior,  sendo parceiros do governo  devem ter todo o apoio necessário do Ministério da Educação Nacional Cultura Ciência e Juventude para funcionar.

 Mas disse que o apoio será feito na base da qualidade para que os formados possam ser observados no mercado de trabalho, “porque hoje em dia pode se abrir um concurso no país e se alguém no Senegal está interessado pode concorrer”.

Por isso, reafirmou que as instituições devem funcionar de acordo com a lei em vigor no país, apelando aos proprietários das escolas a contactarem a sua direcção no sentido de terem informações sobre as normas de  funcionamento de uma instituição de formação superior.

 ANG/LPG/SG
  







Cooperação



Portugal apoia “Plano de Urgência” guineense com cerca de sete milhões
de Euros

Bissau, 05 Nov 14 (ANG) - As autoridades da Guiné-Bissau e de Portugal assinaram terça-feira em Lisboa um acordo segundo o qual Portugal vai apoiar a Guiné-Bissau com quase sete milhões de euros, num “plano de urgência” que privilegia a paz, segurança e desenvolvimento, e que assegura a “retoma plena da cooperação portuguesa”, anunciou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro português.

O plano “garante a retoma plena da cooperação portuguesa com a Guiné-Bissau, através da alocação de 6.825.000 euros, refletindo o apoio do Governo português às novas autoridades guineenses”.
 
O apoio “privilegia os setores da paz, segurança e desenvolvimento, contribuindo igualmente para o reforço da boa governação e para o fortalecimento do Estado de Direito”, refere a mesma nota.

O plano de ação incide também no apoio à capacitação institucional “em domínios como a gestão das migrações e o controlo de fronteiras, a prevenção e investigação criminal e a área fiscal e aduaneira”.

 “Portugal continuará ainda a envidar esforços, em plena articulação com as autoridades guineenses, junto de outros doadores bilaterais e multilaterais, designadamente a União Europeia, procurando dessa forma aumentar a eficácia e o impacto dos programas de cooperação no desenvolvimento e bem-estar da Guiné-Bissau”, acrescenta o comunicado do Governo.

Portugal tinha interrompido a cooperação com Bissau depois do golpe de Estado de abril de 2012, que deixou o país sob um governo de transição durante quase dois anos, situação ultrapassada com as eleições legislativas e presidenciais realizadas em abril e maio deste ano.

O acordo foi assinado pelo secretário de Estado guineense da Cooperação e das Comunidades, Idelfrides Gomes Fernandes e pelo Secretario português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, na presença dos primeiros-ministros dos dois países, bem como das ministras guineenses da Defesa Nacional, Cadi Seidi, e da Saúde Pública, Valentina Mendes.

O acordo assinala o fim da visita de Domingos Simões Pereira à Portugal no decurso da qual manteve um encontro com o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho.  

ANG/DC

Sistema judiciário



UE promove debate sobre “Estado da Justiça na Guiné-Bissau”
 
Bissau, 05 Nov 14 (ANG) - O Programa da União Europeia de Apoio aos Actores não-Estatais (UE-PAANE), realiza hoje, no Centro Cultural “Franco-Bissau Guineense, em Bissau, um “Djumbai” Temático sob o lema, “Estado da Justiça na Guiné-Bissau”.

A informação consta num documento da UE-PAANE  à que a ANG teve acesso.

De acordo com o mesmo, o referido “djumbai” tem como  objectivo, abrir um espaço de debate e  reflexão crítica sobre o estado actual da justiça no país, a fim de contribuir com propostas concretas à melhoria do seu funcionamento.

Segundo os organizadores, este debate que será transmitido nos órgãos de comunicação social, visa sensibilizar as organizações da Sociedade Civil Guineense e a população em geral e fornecer ferramentas para monitorar políticas públicas e promover mudanças.

Recentemente, na sequência da visita do Primeiro-ministro guineense à Bruxelas, Bélgica, a União Europeia anunciou um apoio financeiro no valor de mais de 60  milhões de euros à Guiné-Bissau, devendo  mais de metade desta verba ser destinada aos “Actores não estatais” que operam no país. 

ANG/AALS/SG

Internacional/Eleição americana



Republicanos controlam agora Câmara e Senado
 
Bissau, 05 Nov 14 (ANG) - As eleições legislativas e para governador ocorridas nos Estados Unidos  terça-feira  deram ampla vitória ao Partido Republicano, que agora controla tanto a Câmara quanto o Senado.

O pleito também marcou a eleição do primeiro senador negro do sul do país desde a Guerra de Secessão. Informações da correspondente da RFI em Washington, Raquel Krahenbuhl.

Os republicanos venceram a eleição de terça-feira que renovou um terço do Senado e agora têm a maioria de pelo menos 52 senadores do total de 100 cadeiras da Casa. A oposição elegeu senadores mesmo em estados onde os democratas eram favoritos, como na Carolina do Norte. Sucesso também no Colorado, onde o republicano Cory Gardner chegou a aprender o espanhol para conquistar os eleitores hispânicos e mostrar que o partido conservador é aberto à imigração.

Na eleição para governador, os democratas perderam bastiões simbólicos como o Illinois, estado de origem de Barack Obama. Destaque ainda para a eleição do primeiro senador negro no sul do país desde a guerra de Secessão, Tim Scott, na Carolina do Sul, e da primeira deputada negra do Partido Republicano, Mia Love.

Da Casa Branca, o presidente Barack Obama monitorou a contagem dos votos e, mesmo antes do resultado, convocou os líderes dos dois partidos para discutir o que pode ser feito nos próximos dois anos. O presidente enfrentará uma oposição ainda mais cerrada – com os republicanos controlando as duas casas do Congresso.
O partido conquistou a maioria no Senado pela primeira vez desde 2006.

 Os republicanos tomaram pelo menos sete assentos dos democratas e aumentaram suas cadeiras de 45 para mais de 52. O número final ainda não está definido porque haverá um segundo turno no estado da Lousiana, em dezembro. Em Kentucky o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, foi eleito para seu sexto mandato e agora será o novo líder da maioria na casa.

Do outro lado do Capitólio, na Câmara, o Partido Republicano expandiu ainda mais a vantagem que já tinha. Os conservadores conseguiram mais 10 cadeiras e ficaram com pelo menos 235. Os democratas, que tinham 199 cadeiras, agora contam com 157.
A líder da minoria na Câmara, a democrata Nancy Pelosi, admitiu que foi uma “noite difícil”, enquanto a oposição, em coro, falou que foi uma humilhação para o presidente Obama.

Muito foi reflexo da frustração dos eleitores, sobretudo com a economia, apesar da recuperação em andamento, e da ansiedade dos americanos com crises internacionais como as ameaças do grupo Estado Islâmico e da epidemia de Ébola.

Com a menor popularidade desde que tomou posse, Obama ainda tem muitas promessas de campanha para cumprir, como a reforma do sistema de imigração. Mas para conseguir deixar o legado que espera, vai ter muito mais trabalho pela frente.

 A partir de agora todos estarão pensando nas eleições presidenciais de 2016 – o que coloca mais pressão nos dois partidos. Por isso a pressa em conversar com a liderança do Congresso. O encontro acontecerá na Casa Branca, na sexta-feira.

 ANG/RFI