quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ensino



Ministério de Educação introduz a defesa de tese no 12° ano
 
Bissau, 06 Nov 14 (ANG) - O Ministério da Educação, juventude, Cultura e dos Desportos, (MEJCD) prevê a introdução da monografia ou seja a defesa de tese no 12° a partir do próximo ano lectivo (2015/2016).

Director Geral do Ensino Secundário, Geraldo Raúl Indequi
A informação foi avançada hoje à ANG pelo Director-geral do ensino Secundário Geraldo Raul Indeque.

Indeque explicou que o principal objectivo da medida é de permitir que os estudantes desenvolvam as suas criatividades  na escrita, formulação das ideias, nas pesquisas e na forma de defender algo em público.

“Muitos alunos que terminaram o decimo segundo ano são incapazes de redigir uma página. Assim sendo, o ministério pediu os professores que comecem à obrigar os estudantes a fazer trabalhos de casa com base na articulação das suas próprias ideias, de modo a se habituarem a escrever algo”, acrescentou Geraldo Indeque.

Questionado sobre o nível académico dos professores que irão lecionar o décimo segundo no próximo ano uma vez que muitos criticam os  níveis dos professores que estão à lecionar neste momento, respondeu que o Ministério irá trabalhar com os professores licenciados e formados na área da pedagogia.

Disse ainda que nem todos os professores que estão ao leccionar neste momento são  incapazes na medida em, segundo Indeque,  muitos deles são licenciados com conhecimentos de  pedagogia suficiente para lecionar.
O Director-geral do Ensino Secundário sublinhou que no começo de qualquer actividade tudo parece difícil, mas com força de vontade tudo acabará por se resolver.

“O ministério dará o máximo que estiver ao seu alcance para permitir o desenvolvimento do ensino guineense”, afirmou Indeque.

 ANG/LLA/AALS/SG

Caso” roubo de cadáver”


Familiares tencionam mover Acção judicial contra Ministério da Saúde

Bissau, 06 Nov 14 (ANG) – A família da falecida, Paula da Silva Lopes, cujo  corpo foi roubado, em Julho deste ano, na morgue do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), veio a ribalta através do seu advogado, Halen Armando Napoco, para anunciar a sua intenção de mover uma Acção de Indemnização contra o Ministério da Saúde Pública (MSP) enquanto administrador  da Morgue.

Advogado da familia, Halen Napoco
A medida anunciada através de uma conferência de imprensa, segundo Napoco, virá no sentido de servir de  lição ao Estado da Guiné-Bissau.
“E preciso maior responsabilidade e diligência enquanto instituições públicas encarregues de exercer actividades de saúde pública”, considerou.

Em Outubro passado, conforme aquele advogado, o mandatário judicial emitiu um ofício para a ministra da Saúde no sentido de proporcionar um encontro com vista a melhor analisarem a questão.

“Em resposta recebemos um silêncio total da parte do Ministério da Saúde, o que minimamente nos estranhou. Enquanto ministério que tutela a instituição onde o corpo desapareceu podia ao menos procurar saber em que condição ocorreu e quem são, do ponto de vista administrativo hospitalar, os responsáveis”, narou.

O advogado denunciou a morosidade que o processo tem conhecido (de 20 de junho à 06 de Novembro do corrente), sem que haja grandes evoluções por parte das autoridades e dos serviços do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM).

Segundo Napoco, da forma como se desenrolou este episódio, para uma administração séria e responsável, o mínimo que a sociedade e a família em geral podia esperar era a abertura de um inquérito interno ao nível do hospital para apurar as responsabilidades.

“ Não aconteceu ao nível do HNSM nem ao nível do Ministério da Saúde enquanto tutela do HNSM. Parece que não há seriedade por parte das autoridades executivas mediante este caso que abalou uma família, e a sociedade em geral, que para além da dor de perda de um ente querido se encontra vedado de exumar os restos mortais da sua malograda”, lamentou.

A família está, segundo o advogado, empenhado em descobrir o paradeiro da sua falecida, Paula Silva Lopes.

Confrontado pela ANG sobre a recondução ao posto, do empregado da morgue do HNSM, Amadu, suspeito no caso, a actual direcção do Hospital Nacional Simão Mendes disse que quando tomou posse no mês de Setembro, aquele funcionário já se encontrava de volta as funções.


ANG/FGS/SG




Internacional/Africa do Sul


Acção do Governo reduziu a pobreza
 
Bissau, 06 Nov 14 (ANG) - A África do Sul regista mais êxitos no combate à pobreza do que outros países emergentes, como Brasil, México, Argentina e Indonésia, devido à aplicação de políticas fiscais, revela um relatório do Banco Mundial (BM) divulgado, em Pretória.
O relatório refere que mais de três milhões de sul-africanos saíram da pobreza devido à aplicação de ajudas sociais provenientes do pagamento de impostos em 2010 e 2011, anos nos quais a África do Sul, com 54 milhões de habitantes, reduziu em um quarto o nível de desigualdade de rendimentos.

Pela redistribuição da riqueza, 3,6 milhões de sul-africanos superaram a barreira dos 2,5 dólares diários e a taxa de pobreza extrema - menos de 1,25 dólares por dia - desceu de 34 para 16,5 por cento. 

Estes números colocam a África do Sul no topo da lista na luta contra a pobreza mediante instrumentos fiscais, à frente dos países analisados pelo BM com características económicas parecidas. Mas os problemas originais de desigualdade de rendimentos são tão grandes que são precisas outras medidas para os solucionar, refere o FMI.

 ANG/JA

Justiça Tradicional


PNUD lança Estudo sobre Direito Costumeiro na Guiné-Bissau
 
Bissau, 06 Out 14 (ANG) A agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lança na próxima semana um estudo sobre a Codificação do Direito Costumeiro na Guiné-Bissau, na Faculdade de Direito de Bissau.

Sabe a ANG esta quinta-feira, através dum comunicado de imprensa deste órgão da ONU.

De acordo com o comunicado do PNUD/GB, o referido estudo visa a recolha das regras costumeiras, de forma a conhecer as práticas tradicionais de resoluções de conflitos e os costumes que regem os principais grupos étnicos da Guiné-Bissau, com vista a fortalecer a articulação entre as justiças formal e a tradicional.

Segundo esta nota, a investigação foi realizada pelo Centro de Estudos e Apoio às Reformas Legislativas da Faculdade de Direito de Bissau, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), com o financiamento do Programa do “Estado de Direito” do PNUD e da União Europeia.

A cerimónia de lançamento do referido estudo vai ser presidida pela Ministra da Justiça guineense, Carmelita Pires e contará com as presenças dos representantes dos organismos internacionais, do corpo diplomático acreditados no país e da comunidade jurídica da Guiné-Bissau.
  
ANG/QC/SG

Telecomunicações




Consumidores criticam interrupções da internet da Orange
 
Bissau, 06 Nov 14 (ANG)- Os consumidores dos serviços da internet da empresa de telecomunicações “Orange Bissau” criticaram as “sucessivas interrupções” dos  sistemas tecnológicos da empresa.

Em declarações ao repórter da ANG, Mamadi Camará, gerente do Ciber Café “Rede de Ajuda” disse que, apesar do seu serviço ter muita clientela, nos últimos tempos a rede da internet da “Orange” tem vindo a complicar e “muito” o funcionamento do seu serviço.

“As 11 horas de quase todos os dias, praticamente a internet fica sempre interrompida e, por isso, somos atacados com criticas por parte dos nossos clientes”, enfatizou para acrescentar que “hoje em dia, dada a globalização a net é indispensável” .
Para Ailton Furtado, Administrador da empresa “Hosson Coopias”, também utilizadora dos serviços da net da “Orange Bissau”  a “internet hoje em dia constitui uma das inovações tecnológicas  que deve  ter um funcionamento constante.

Sobre os serviços da Orange nesta área, afirmou  que se deparam  com muitas dificuldades, particularmente no envio e recepcao de documentos, por via eletrónica.

Entretanto, Ailton Furtado acha que a ARN, na qualidade da entidade pública que regula e fiscaliza o sector das telecomunicações na Guiné-Bissau deve actuar, com vista a exigir uma melhor qualidade na prestação de serviços da net por parte das empresas de telecomunicações.
Ouvido igualmente pela ANG, um técnico do sector que pediu anonimato afirmou que os serviços da internet na Guiné-Bissau nunca foram eficientes, provavelmente, por falta de equipamentos adequados e a saturação dos meios tecnológicos da empresa, devido à excessiva clientela.

“Há empresas que operam na Guiné-Bissau visando apenas o lucro”, acusou o técnico, para também acrescentar que a Autoridade Reguladora Nacional, ARN, deve assumir as suas responsabilidades de fiscalizar o funcionamento das empresas das telecomunicações no país.

A ANG tentou obter uma reacçäo da Orange Bissau sobre o assunto mas não conseguiu.

“Disseram que tem que se fazer um pedido por escrito e aguardar pela resposta da Direcçäo”, disse o jornalista, Leon Paul que tentou  sem sucesso  obter uma reacçäo imediata da Orange sobre as criticas acima referidas.

ANG/ QC/ FESM/LLA/SG